O sistema de ensino no Brasil é formado pela educação básica; educação infantil, nove anos de ensino fundamental (sete a quinze anos), três anos de ensino médio (dezesseis a dezeoito anos) e ensino profissionalizante; e pelo ensino superior, de acordo com a Lei 9394/96.
O país apresenta um grande avanço em relação ao ensino fundamental, caminhando para a universalização. Em 2006, cerca de 97,2% das crianças entre sete e catorze anos freqüentavam a escola.[16] Entretanto, ainda há um grande déficit de qualidade neste ensino: segundo os dados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB), em 2003, 22% dos alunos da quarta série do ensino fundamental não desenvolveram competências elementares de leitura (ou seja, ainda estão em uma situação de semianalfabetismo)
O ensino médio (quinze a dezessete anos) é faixa que se preparam os alunos para ingressarem no ensino superior. Entretanto, o ensino médio funciona como um divisor de águas social, promovendo as desigualdades em termos regionais e étnicos, as quais, mais tarde, refletem-se na desigualdade de renda entre os brasileiros.
A taxa de freqüência líquida (indicador que identifica o percentual da população em determinada faixa etária matriculada no nível de ensino adequado a essa faixa etária) cai, assim, para 81,7% no ensino médio[16]. Em um mundo altamente competitivo, parte da população é penalizada com a baixa escolaridade, condenada aos postos menos valorizados e mal remunerados. Ao mesmo tempo, esta mão de obra é desvalorizada pelas empresas, que preferem buscar trabalhadores mais qualificados em outros países, gerando desemprego e informalidade.[carece de fontes?] Por outro lado, a taxa de freqüência bruta (total de matrículas de determinado nível de ensino com a população na faixa etária adequada a esse nível de ensino), é mais animadora, de 91,2%.
A situação é agravada pela desigualdade do acesso ao ensino médio entre negros e brancos, e entre as regiões do país. Enquanto que no Sudeste a taxa de freqüência no ensino médio é de 85%, está é de apenas 79,3% no Nordeste[16]. Da mesma forma, a taxa de freqüência é de 80% entre os brancos, e apenas de 28,2% entre pardos e negros.
O ensino superior apresenta uma taxa de freqüência de apenas 9,8%. É nesta instância que se forma a camada mais importante para a independência de um país, responsável pela administração geral da nação e pelo desenvolvimento de pesquisas nas mais diversas áreas, as quais promovem o desenvolvimento da sociedade e das empresas, e dão as condições de competitividade externa. As desigualdades regionais e étnicas também são claramente visíveis neste nível. Enquanto que a taxa de freqüência é 13,7% na região Sul, no Nordeste esta é de apenas 5,1%. Da mesma forma, 15,5% dos brancos entre 18 e 24 anos freqüentam o ensino superior, contra apenas 3,8% dos negros e pardos.
A população brasileira é formada principalmente por descendentes de povos indígenas, colonos portugueses, escravos africanos e diversos grupos de imigrantes que se estabeleceram no Brasil, sobretudo entre 1820 e 1970. A maior parte dos imigrantes era de italianos e portugueses, mas houve significante presença de alemães, espanhóis, japoneses e sírio-libaneses.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) classifica o povo brasileiro entre cinco grupos: branco, preto, pardo, amarelo e indígena, baseado na cor da pele ou raça. A última PNAD (Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios) encontrou o Brasil sendo composto por 93.096 milhões de brancos, 79.782 milhões de pardos, 12.908 milhões de pretos, 919 mil amarelos e 519 mil indígenas.
Comparado a outros censos realizados nas últimas duas décadas, pela primeira vez o número de brancos não ultrapassou os 50% da população. Em 2000, os brancos eram 53,7% no censo. Em comparação, o número de pardos cresceu de 38,5% para 42,6% e o de pretos de 6,2% para 6,9%.[20] De acordo com o IBGE, essa tendência se deve ao fato da revalorização da identidade histórica de grupos raciais historicamente discriminados.[19] A composição étnica dos brasileiros não é uniforme por todo o País. Devido ao largo fluxo de imigrantes europeus no Sul do Brasil no século XIX, a maior parte da população é branca: 79,6%[21]. No Nordeste, em decorrência do grande número de africanos trabalhando nos engenhos de cana-de-açúcar, o número de pardos e pretos forma a maioria, 62,5% e 7,8%, respectivamente[22]. No Norte, largamente coberto pela Floresta Amazônica, a maior parte das pessoas é de cor parda (69,2%), devido ao importante componente indígena[23]. No Sudeste e no Centro-Oeste as porcentagens dos diferentes grupos étnicos são bastante similares.
De acordo com a Constituição Brasileira de 1988, racismo é um crime inafiançável e condenável à prisão.
Significativas violações de direitos humanos continuam a ocorrer no Brasil. A polícia é freqüentemente abusiva e corrupta, as condições das prisões são péssimas e a violência rural e os conflitos de terra são permanentes. Defensores de direitos humanos sofrem ameaças e ataques. O ano de 2006 foi marcado por embates violentos entre a polícia e grupos criminosos, além de uma série de rebeliões nas prisões brasileiras.
Embora o governo brasileiro tenha feito esforços para reparar as violações de direitos humanos, as punições continuam sendo esporádicas.
Segundo dados oficiais, a polícia matou 538 pessoas no estado de São Paulo nos primeiros seis meses de 2006, um aumento de 87% em relação ao mesmo período de 2005. Os embates entre a polícia e membros do PCC causaram a morte de mais de 100 civis e cerca de 40 agentes de segurança no estado de São Paulo, de acordo com estimativas oficiais. A violência policial também foi comum no estado do Rio de Janeiro, onde a polícia matou 694 pessoas no primeiro semestre de 2007.[25]
A tortura também permanece como um problema relevante no Brasil. Relatórios apontam que um número preocupante de policiais e agentes penitenciários torturam pessoas sob sua custódia como forma de punição, intimidação e extorsão.
Estimativas indicam que entre 25 e 40 mil pessoas ainda estão submetidas à situação de trabalho escravo no Brasil. A Organização Internacional do Trabalho relatou em 2006 que a impunidade é um dos maiores obstáculos para erradicar essa prática do país. Um projeto de lei propondo a expropriação de terra pelo uso do trabalho escravo está em tramitação no Congresso desde 2001.[26]
Em relação ao trabalho infantil 151 mil novos casos foram relatados em 2006, o que implica um retrocesso em relação aos anos anteriores.[27]
De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, em junho de 2006 a taxa de miséria baseada em renda de trabalho era de 18,57% da população, com queda de 19,8% nos 4 anos anteriores.[28] A taxa de miséria é parcialmente atribuída à desigualdade econômica do país, que de acordo com o Coeficiente de Gini, é uma das maiores do mundo.
A região com maior concentração de pobreza é o Nordeste, que possui áreas com problemas crônicos, como a seca e a fome devido ao clima semi-árido.[carece de fontes?] Porém, a pobreza pode ser vista também nos numerosos e precários subúrbios das grandes cidades do país, sobretudo nas favelas, comunidades miseráveis nas regiões metropolitanas das grandes cidades.
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Devido às suas dimensões continentais, o Brasil é um país com uma rica diversidade de culturas, que sintetizam as diversas etnias que formam o povo brasileiro. Por essa razão, não existe uma cultura brasileira homogênea, mas um mosaico de diferentes vertentes culturais que formam, juntas, a cultura do Brasil. É notório que, após mais de três séculos de colonização portuguesa, a cultura do Brasil é o resultado da apropriação e reelaboração das heranças européia, indígena e africana. São diferentes etnias, porém a grande maioria fala a mesma língua (o português), com poucas variações regionais. A maioria dos brasileiros são cristãos, com largo predomínio de católicos. Essa homogeneidade lingüística e religiosa é um fato raro para um país imenso como o Brasil, tendo-se porém de levar em consideração que existem centenas de línguas indígenas, o que aumenta a riqueza linguística do país, além da presença de outras religiões como o espiritismo e o judaísmo, bem como religiões de origem afro-brasileira, como o Candomblé e a Umbanda.
Embora seja um país de colonização portuguesa, outros grupos étnicos deixaram influências profundas na cultura nacional, destacando-se os povos indígenas, os africanos, os italianos e os alemães. As influências indígenas e africanas deixaram marcas em todos os campos, desde o âmbito da língua ao da música, da culinária, no folclore e nas festas populares do Brasil. É evidente que algumas regiões receberam maior contribuição desses povos: enquanto os estados do Norte têm forte influência das culturas indígenas, certas regiões do Nordeste têm uma cultura bastante africanizada e o Sul tem no elemento europeu suas maiores influências.
No que se refere às festas populares, o carnaval, conhecido em todo o mundo, é um evento de suma importância na cultura brasileira, não apenas enquanto diversão, mas como elemento constituinte da identidade nacional. Na contemporaneidade vêem-se reflexos dessa festividade em grandes eventos de rua, como as Paradas do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros, que visam denunciar o preconceito contra os homossexuais e defender a liberdade de expressão sexual através de música e animação. O maior de todos é a Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, realizado na Avenida Paulista. Ele acontece desde 1996 e passou a ser a maior marcha deste tipo no mundo, e o maior evento de mobilização por cidadania na história do Brasil, com mais de 2,5 milhões de participantes.[carece de fontes?]
Quanto mais ao sul do Brasil nos dirigimos, mais europeizada a cultura se torna. No Sul do país as influências de imigrantes italianos e alemães são evidentes, seja na culinária, na música, nos hábitos e na aparência física das pessoas. Outras etnias, como os árabes, espanhóis, poloneses e japoneses contribuíram também para a cultura do Brasil, porém, de forma mais limitada.
Atualmente, o país está passando por um processo de integração cultural no Mercosul, e, de forma a acelerar esse processo, está criando a Universidade do Mercosul, uma instituição multicampi que terá unidades em todos os países do bloco, inclusive os associados.

Brasileiros praticando capoeira
O português é a língua oficial e falada por toda a população. O Brasil é o único país de língua portuguesa das Américas, dando-lhe uma distinta identidade cultural em relação aos outros países do continente. Ainda é o idioma mais falado na América do Sul (50,1% dos sul-americanos o falam).
O português é o único idioma falado e escrito oficial do Brasil, podendo existir, entre regiões e estados do país, pequenas variações na linguagem coloquial. É a língua usada nas instituições de ensino, nos meios de comunicação e nos negócios. A Linguagem Brasileira de Sinais é, no entanto, considerada um meio de comunicação legal no país.
O idioma falado no Brasil é em parte diferente daquele falado em Portugal e nos outros países lusófonos. O português brasileiro e o português europeu não evoluíram de forma uniforme, havendo algumas diferenças na fonética e na ortografia, embora as diferenças entre as duas variantes não comprometam o entendimento mútuo.
Na época do Descobrimento, é estimado que falavam-se mais de mil línguas no Brasil. Atualmente, esses idiomas estão reduzidos à 180 línguas. Das 180 línguas, apenas 24, ou 13%, têm mais de mil falantes; 108 línguas, ou 60%, têm entre cem e mil falantes; enquanto que 50 línguas, ou 27%, têm menos de 100 falantes e metade destas, ou 13%, têm menos de 50 falantes, o que mostra que grande parte desses idiomas estão em sério risco de extinção.
Nos primeiros anos de colonização, as línguas indígenas eram faladas inclusive pelos colonos portugueses, que adotaram um idioma misto baseado na língua tupi. Por ser falada por quase todos os habitantes do Brasil, ficou conhecida como Língua geral. Todavia, no século XVIII, a língua portuguesa tornou-se oficial do Brasil, o que culminou no quase desaparecimento dessa língua comum.
Na Serra Gaúcha é possível escutar brasileiros falando em alemão ou italiano.Com o decorrer dos séculos, os índios foram exterminados ou aculturados pela ação colonizadora e, com isso, centenas de seus idiomas foram extintos. Atualmente, os idiomas indígenas são falados sobretudo no Norte e Centro-Oeste. As línguas mais faladas são do tronco Tupi-guarani.
Além das dezenas de línguas autóctenes, dialetos de origem alóctones são falados em colônias rurais mais isoladas do Brasil meridional, sobretudo o hunsrückisch e o talian (ou vêneto brasileiro), de origens alemã e italiana, respectivamente.

Machado de Assis, um dos maiores escritores do Brasil
Machado de Assis, um dos maiores escritores do Brasil.O primeiro documento que pode ser chamado de Literatura Brasileira é a carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei Manuel I de Portugal, em que o Brasil é descrito, em 1500. Nos próximos dois séculos, a literatura brasileira ficou resumida à descrições de viajantes e à textos religiosos. O neoclassicismo se expandiu no século XVIII na região das Minas Gerais.
Aproximadamente em 1836, o Romantismo afetou a Literatura Brasileira e nesse período, pela primeira vez, a literatura nacional tomou formas próprias, adquirindo características diferentes da literatura européia. O Romantismo brasileiro (possuindo uma temática indianista), teve como seu maior nome José de Alencar e exaltava as belezas naturais do Brasil e os indígenas brasileiros.
Após o Romantismo, o Realismo expandiu-se no país, principalmente pelas obras de Machado de Assis (fundador da Academia Brasileira de Letras). Entre 1895 e 1922, não houve estilos literários uniformes no Brasil, seguindo uma inércia mundial. A Semana da Arte de 1922 abriu novos caminhos para a literatura do país. Surgiram nomes como Oswald de Andrade e Jorge Amado.
Atualmente o escritor Paulo Coelho, membro da Academia Brasileira de Letras é o escritor brasileiro mais conhecido, alcançando a liderança de vendas no país e recordes pelo mundo. Apesar de seu sucesso comercial, críticos diversos consideram que produz uma literatura meramente comercial e de fácil digestão, e chegam a apontar diversos erros de português em suas obras, principalmente em seus primeiros livros. Outros autores contemporâneos são bem mais considerados pela crítica e possuem também sucesso comercial, como Ignácio de Loyolla Brandão, Rubem Fonseca e outros.
A poesia brasileira, como toda a literatura nacional, também está dividade em vários movimentos literários.
O primeiro movimento é o Barroco, cujo principal poeta é Gregório de Matos, que chegaram aos dias atuais pela tradição oral, já que nunca publicou em vida. O marco inicial do barroco é o poema Prosopopéia, de Bento Teixeira, com estilo inspirado em Camões. Também dessa época é o primeiro livro impresso por um autor nascido no Brasil, Música do Parnaso, de Manuel Botelho de Oliveira.
A seguir, considera-se que inicia-se o arcadismo, que em Portugal tem em Bocage seu principal representante. No Brasil, poetas como Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, criador de Marília de Dirceu e Alvarenga Peixoto.
Após o arcadismo vem a fase romântica, com pelo menos três gerações, contando com poemas que evocam o patriotismo, como Canção do Exílio de Gonçalves Dias, da primeira geração. Na segunda geração, poetas como Álvares de Azevedo apresentam uma certa obssessão pela morte. Na terceira geração aparece Castro Alves, um dos mais conceituados poetas brasileiros de todos os tempos, autor de Navio Negreiro. Era a época dos escritores abolicionistas.
Segue-se uma época de formalismo extremo, o parnasianismo, cuja estrela máxima é certamente Olavo Bilac. Esse movimento viria a diminuir em muito a influência do simbolismo, de Cruz e Sousa e Gilka Machado, uma das raras presenças femininas na literatura brasileiras antes até o século XX.
O parnasianismo viria a ser fortemente combatido pelos modernistas, causando grande polêmica que resultaria em um racha na cultura nacional. Os modernistas pregavam a destruição da estética anterior e praticamente assumem a liderança do movimento cultural brasileiro com a Semana de Arte Moderna em 22. São poetas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, líderes do movimento, e Manuel Bandeira, que se juntaria mais tarde. É o modernismo que domina a cultura brasileira do século XX, passando por mais duas gerações com poetas como Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Cecília Meirelles, Murilo Mendes e Jorge de Lima na segunda geração e Péricles Eugênio da Silva Ramos, Domingos Carvalho da Silva e Lêdo Ivo na terceira.
O modernismo acabou levando ao concretismo, com poetas como Ferreira Gullar e Haroldo de Campos.
A poesia contemporânea apresenta nomes como Patativa do Assaré, Ana Cristina César, Adélia Prado entre outros.

A música brasileira foi influenciada por ritmos portugueses, africanos e indígenas. Sobre a música dos ameríndios antes da colonização portuguesa pouco se sabe, pois os primeiros registros datam de 1568. A música do Brasil seria moldada pela herança trazida por colonos europeus e escravos africanos.
A música erudita brasileira, durante seu primeiro período, foi quase totalmente baseada na música européia. O primeiro grande compositor brasileiro com obra documentada, registrada e comumente executada foi José Maurício Nunes Garcia, com grande repertório de música sacra e forte influência do classicismo vienense de Haydn e Mozart.
Os compositores do romantismo brasileiro eram influenciados pela escola italiana, e por isso se dedicaram principalmente à ópera. Elias Álvares Lobo escreveu a primeira ópera genuinamente brasileira, sob o título de "A Noite de São João". Porém, foi Carlos Gomes o maior expoente do romantismo brasileiro, adquirindo fama internacional com óperas em italiano e escritas em geral ao gosto do público europeu, muitas vezes incluindo temáticas brasileiras, como acontece nas óperas "Il Guarany" e "Lo Schiavo".
O modernismo foi, provavelmente, o período mais fecundo da música erudita brasileira. Subdividiram-se em duas escolas: os nacionalistas, representados principalmente por Heitor Villa-Lobos e Camargo Guarnieri, e os vanguardistas, que seguiram a Segunda Escola de Viena, cujos maiores representantes foram Cláudio Santoro e Guerra Peixe. Posteriormente, passou a prevalecer o neotonalismo, cujos principais expoentes foram Osvaldo Lacerda, Ronaldo Miranda, Amaral Vieira e Edino Krieger, embora as tendências de vanguarda continuem se verificando fortemente nas obras de compositores como Edson Zampronha e Jorge Antunes.
Provavelmente uma das músicas mais diversas em ritmos e influências, a música popular brasileira vive um movimento constante de mistura de ritmos já aceitos com aqueles que vem importados do exterior, tanto pela classe alta ou baixa, que se misturam e muitas vezes permitem a criação de estilos genuinamente nacionais. Assim, o samba se criou a partir de ritmos africanos, o rock foi importado e nacionalizado de várias formas, o jazz influenciou a bossa-nova, o pop e, atualmente, a periferia traz o funk e o rap para música nacional.
Provavelmente o mais conhecido estilo musical brasileiro é o samba. Ele surgiu na Bahia, a partir da música trazida pelos escravos africanos. Tronou-se popular no Rio de Janeiro, onde ganhou novos contornos, instrumentos e histórico próprio, de forma tal que, como um gênero musical, apontam seu surgimento no ínicio do século XX na cidade do Rio de Janeiro. O samba só se tornou popular com Chiquinha Gonzaga, que o consagrou no carnaval. A partir de então surgiram cantores como Carmem Miranda, Ary Barroso, Orlando Silva, que se tornaram populares entre os ouvintes da rádio brasileira.
A música regional também é muito presente em todo o território brasileiro. No Nordeste há ritmos como o frevo e o forró, com músicos consagrados nacionalmente como Luís Gonzaga e Dominguinhos. No Norte surgiu a lambada, que fez muito sucesso na década de 1980. No Rio Grande do Sul é tradicional a música gaúcha. Em alguns lugares, como os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, e interior de São Paulo, há o predomínio da música sertaneja (estilo musical autoproclamado herdeiro da "música" "caipira" e da moda de viola que se caracteriza pela melodia simples e melancólica).
Em 1922, a Semana de Arte Moderna revolucionou a música brasileira. Com Heitor Villa-Lobos, criou-se uma mescla de música folclórica brasileira com novas tendências. Na década de 1950 surgiu a bossa-nova, considerada por muitos uma forma brasileira do jazz norte-americano. A Bossa Nova foi criada baseada no jazz, porém com forte influência da música afro-brasileira, sendo seu maior nome Antônio Carlos Jobim.
O Tropicalismo se desenvolveu no fim dos anos 60, durante a Ditadura Militar, tendo sido um instrumento de protesto usado pelos artistas brasileiros contra os militares. Nesse período surgiram nomes como Gilberto Gil, Chico Buarque e Caetano Veloso.
Sob o nome de Música Popular Brasileira (MPB), surgiu um momento novo na música nacional, em que diferentes estilos musicais passaram a ser cantados, como o rock, axé e música pop em geral. A MPB se uma espécie de "boa música nacional", o que causa ressentimento em alguns meios, que se consideram desprezados pela crítica.
Se da década de 1960 até a década de 1990 a Bossa Nova, MPB e o rock brasileiro tornaram a música brasileira mais elitista no final do século XX e início do século XXI aconteceram um forte aumento da influência da música baiana, da música nordestina, em seus vários estilos, e da música "da periferia", como o funk e rap.
Fonte: pt.wikipedia.org