A situação da educação no Brasil apresentou melhorias significativas na última década do século XX: houve queda substancial da taxa de analfabetismo e, ao mesmo tempo, aumento regular da escolaridade média e da freqüência escolar (taxa de escolarização). No entanto, a situação da educação no Brasil ainda não é satisfatória, principalmente em algumas das cinco grandes regiões do país.
Veja nos gráficos que seguem as estatísticas educacionais produzidas pelo IBGE, mas antes, acompanhe no quadro abaixo a descrição sucinta do Sistema Educacional Brasileiro.
Destinada a crianças de 0 a 6 anos de idade. Compreende creche e pré-escola;
Abrange a faixa etária de 7 a 14 anos e com duração de 8 anos. É obrigação do Estado garantir a universalidade da educação neste nível de ensino.
Duração variável entre 3 e 4 anos;
Compreende a graduação e a pós-graduação. Os cursos da graduação têm duração de 4 a 6 anos. Na pós-graduação, a duração varia de 2 a 4 anos, para os cursos de mestrado, e entre 4 a 6 anos, para o doutorado.
Além desses níveis, o sistema educacional atende aos alunos portadores de necessidades específicas, preferencialmente, na rede regular de ensino. Esse atendimento ocorre desde a educação infantil até os níveis mais elevados de ensino. Atende, também, ao jovem e ao adulto que não tenham seguido ou concluído a escolarização regular, na idade própria, através dos cursos e exames supletivos.
| Taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais de idade Brasil |
|
|---|---|
| 1970 | 33,60% |
| 1980 | 25,50% |
| 1991 | 20,10% |
| 2000 | 13,60% |
Essa queda continua sendo percebida ao longo dos primeiros anos do século XXI, chegando a 11,8% em 2002. No entanto, apesar dessa redução, o país ainda tem um total de 14,6 milhões de pessoas analfabetas.
Além do mais, a redução na taxa de analfabetismo não foi a mesma nas grandes regiões do país.
No gráfico abaixo podemos identificar essas desigualdades:
Analfabeto funcional é a pessoa que possui menos de quatro anos de estudos completos.
Na América Latina, a UNESCO ressalta que o processo de alfabetização só se consolida de fato para as pessoas que completaram a 4ª série. Entre aquelas que não concluíram esse ciclo de ensino, se tem verificado elevadas taxas de volta ao analfabetismo (Boletim: Projecto Principal de Educação en America Latina e el Caribe, 1993).
De acordo com essa definição, em 2002 o Brasil apresentava um total de 32,1 milhões de analfabetos funcionais, o que representava 26% da população de 15 anos ou mais de idade.
Confira na tabela as diferenças das taxas de analfabetismo funcional entre as Grandes Regiões.
| Taxa de analfabetismo funcional das pessoas
de 15 anos ou mais de idade, segundo as grandes regiões - 2002 |
||
|---|---|---|
| 1992 | 2002 | |
| Brasil | 36,9% | 26% |
| Norte | 33,2% | 24,7% |
| Nordeste | 55,2% | 40,8% |
| Sudeste | 29,4% | 19,6% |
| Sul | 28,9% | 19,7% |
| Centro-Oeste | 33,8% | 23,8% |
A média de anos de estudo é uma forma de medir a defasagem escolar.
Quando uma pessoa não está cursando a série esperada para sua faixa etária, dizemos que ela está defasada. Por exemplo, uma criança com nove anos de idade deveria estar matriculada na terceira série do nível fundamental e não em uma série anterior.
Em 2002, considerando-se as pessoas com 10 anos ou mais de idade, a população do país tinha uma média de 6,2 anos de estudo. Em comparação a 1992, houve um aumento de 1,3 anos de estudo na média nacional.
Apesar do aumento no número de anos de estudo, ocorrido nos últimos dez anos, a defasagem escolar ainda é grande.
Vejamos um exemplo prático desse problema:
As pessoas de 14 anos de idade deveriam ter em média 8 anos de estudo, ou seja, terem terminado o ensino fundamental (completado a 8ª série). Porém, é somente na faixa entre 19 e 24 anos de idade que a média da população alcança 8 anos de estudo.
Acompanhe os resultados no gráfico abaixo:

Agora veja as diferenças na taxa de defasagem escolar em uma comparação entre as Regiões Sudeste e Nordeste e o Brasil:

O Brasil chegou ao final do século XX com 96,9% das crianças de 7 a 14 anos de idade na escola. Entretanto, em 2002 apenas 36,5% das crianças de zero a seis anos de idade freqüentavam creche ou escola no país. O percentual ainda é menor se levarmos em conta as crianças de zero a 3 anos de idade. Destas, apenas 11,7% estão matriculadas em creche ou escola.
Na tabela abaixo, você encontra as proporções de crianças e jovens que freqüentam escola, segundo as faixas etárias, para o Brasil e as cinco grandes regiões:
| Defasagem idade /série das crianças de 7 a 14 anos de idade, por idade , segundo as Grandes Regiões-1999 (%) | ||||||||
| Grandes Regiões | 7 anos | 8 anos | 9 anos | 10 anos | 11 anos | 12 anos | 13 anos | 14 anos |
| Norte | 18,7 | 43,3 | 56,8 | 67,3 | 66,3 | 73 | 76 | 84 |
| Nordeste | 24,7 | 49,2 | 64,9 | 72,6 | 76,9 | 81,6 | 85,1 | 87,9 |
| Sudeste | 16 | 28,2 | 36,7 | 37,6 | 44,1 | 51,2 | 57,1 | 63,5 |
| Sul | 3,1 | 16,8 | 25,4 | 28,6 | 39 | 44,5 | 48,7 | 56,1 |
| Centro-Oeste | 10,8 | 26,1 | 39,7 | 42,1 | 51,9 | 58,6 | 63,2 | 75,1 |
| Fonte: Síntese de Indicadores Sociais 2003. | ||||||||
Fonte: www.ibge.gov.br
Educação, informações para professores, analfabetismo, taxa de escolaridade no Brasil, Educação Básica, Educação Infantil, LDB ( Lei de Diretrizes e Bases da Educação), dados estatísticos.
Atualmente, considera-se a educação um dos setores mais importantes para o desenvolvimento de uma nação. É através da produção de conhecimentos que um país cresce, aumentando sua renda e a qualidade de vida das pessoas. Embora o Brasil tenha avançado neste campo nas últimas décadas, ainda há muito para ser feito. A escola ou a faculdade tornaram-se locais de grande importância para a ascensão social e muitas famílias tem investido muito neste setor.
Pesquisas na área educacional apontam que um terço dos brasileiros freqüentam diariamente a escola (professores e alunos). São mais de 2,5 milhões de professores e 57 milhões de estudantes matriculados em todos os níveis de ensino. Estes números apontam um crescimento no nível de escolaridade do povo brasileiro, fator considerado importante para a melhoria do nível de desenvolvimento de nosso país.
Uma outra notícia importante na área educacional diz respeito ao índice de analfabetismo. Recente pesquisa do PNAD - IBGE mostra um queda no índice de analfabetismo em nosso país nos últimos dez anos ( 1992 a 2002 ). Em 1992, o número de analfabetos correspondia a 16,4% da população. Esse índice caiu para 10,9% em 2002. Ou seja, um grande avanço, embora ainda haja muito a ser feito para a erradicação do analfabetismo no Brasil.
Esta queda no índice de analfabetismo deve-se, principalmente, aos maiores investimentos feitos em educação no Brasil nos últimos anos. Governos municipais, estaduais e federais tem dedicado uma atenção especial a esta área. Programas de bolsa educação tem tirado milhares de crianças do trabalho infantil para ingressarem nos bancos escolares. Programas de Educação de Jovens e Adultos (EJAs) também tem favorecido este avanço educacional. Tudo isto, aliado a políticas de valorização dos professores, principalmente em regiões carentes, tem resultado nos dados positivos.
Outro dado importante é a queda no índice de repetência escolar, que tem diminuído nos últimos anos. A repetência acaba tirando muitos jovens da escola, pois estes desistem. Este quadro tem mudado com reformas no sistema de ensino, que está valorizando cada vez mais o aluno e dando oportunidades de recuperação. As classes de aceleração também estão dando resultados positivos neste sentido.
A LDB ( Lei de Diretrizes e Bases da Educação ), aprovada em 1996, trouxe um grande avanço no sistema de educação de nosso país. Esta lei visa tornar a escola um espaço de participação social, valorizando a democracia, o respeito, a pluralidade cultural e a formação do cidadão. A escola ganhou vida e mais significado para os estudantes.
Fonte: www.suapesquisa.com
A Educação é um dos fatores mais importantes no desenvolvimento de um país, pois é através da educação que um país atinge melhores desempenhos, tanto em áreas como: saúde, tecnologia e etc, e também em relações a melhorias no nível de renda, empregos e qualidade de vida para a população.
A primeira grande ruptura travou-se com a chegada mesmo dos portugueses ao território do Novo Mundo. Os portugueses trouxeram um padrão de educação próprio da Europa, o que não quer dizer que as populações que por aqui viviam já não possuíam características próprias de se fazer educação. Até o período republicano, não houve uma grande mudança no modelo educacional no Brasil.
Com a promulgação da Constituição de 1988, as LDBs anteriores foram consideradas obsoletas, mas apenas em 1996 o debate sobre a nova lei foi concluído.
A atual LDB (Lei 9394/96) foi sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo ministro da educação Paulo Renato em 20 de dezembro de 1996. Baseada no princípio do direito universal à educação para todos, a LDB de 1996 trouxe diversas mudanças em relação às leis anteriores, como a inclusão da educação infantil (creches e pré-escolas) como primeira etapa da educação básica.
Gestão democrática do ensino público e progressiva autonomia pedagógica e administrativa das unidades escolares (art. 3 e 15)
Ensino fundamental obrigatório e gratuito (art. 4)
Carga horária mínima de oitocentas horas distribuídas em duzentos dias na educação básica (art. 24)
Prevê um núcleo comum para o currículo do ensino fundamental e médio e uma parte diversificada em função das peculiaridades locais (art. 26)
Formação de docentes para atuar na educação básica em curso de nível superior, sendo aceito para a a eduacção infantil e as quatro primeiras séries do fundamental formação em curso Normal do ensino médio (art. 62)
Formação dos especialistas da educação em curso superior de pedagogia ou pós-graduação (art. 64)
A União deve gastar no mínimo 18% e os estados e municípios
no mínimo 25% de seus respectivos orçamentos na manutenção
e desenvolvimento do ensino público (art. 69)
Dinheiro público pode financiar escolas comunitárias, confessionais
ou filantrópicas (art. 77)
Atualmente o Brasil tem avançado muito nas últimas décadas, embora tenha muito ainda a ser feito, muitas famílias vem investindo para a educação básica (ensino fundamental e médio) e também em um ensino superior, com a esperança de uma oportunidade melhor no mercado de trabalho.
A situação da educação no Brasil apresentou melhorias significativas na última década do século XX: houve queda substancial da taxa de analfabetismo e, ao mesmo tempo, aumento regular da escolaridade média e da freqüência escolar (taxa de escolarização). No entanto, a situação da educação no Brasil ainda não é satisfatória, principalmente em algumas das cinco grandes regiões do país.
Na última década do século XX - 1991/2000, a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais de idade caiu de 20,1% para 13,6 %
Essa queda continua sendo percebida ao longo dos primeiros anos do século XXI, chegando a 11,8% em 2002. No entanto, apesar dessa redução, o país ainda tem um total de 14,6 milhões de pessoas analfabetas.
Além do mais, a redução na taxa de analfabetismo não foi a mesma nas grandes regiões do país.
O Brasil chegou ao final do século XX com 96,9% das crianças de 7 a 14 anos de idade na escola. Entretanto, em 2002 apenas 36,5% das crianças de zero a seis anos de idade freqüentavam creche ou escola no país. O percentual ainda é menor se levarmos em conta as crianças de zero a 3 anos de idade. Destas, apenas 11,7% estão matriculadas em creche ou escola.
Na tabela abaixo, você encontra as proporções de crianças e jovens que freqüentam escola, segundo as faixas etárias, para o Brasil e as cinco grandes regiões:
| Taxa de freqüência à escola ou creche da população residente | ||||
| Total | 0 a 6 anos | 7 a 14 anos | 15 a 17 anos | |
| Brasil |
31,7% |
36,5% |
96,9% |
81,5% |
| Nordeste |
35,5% |
37,7% |
95,8% |
79,9% |
| Sudeste |
29,2% |
38,6% |
97,8% |
83,8% |
| Sul |
29,3% |
33,6% |
97,9% |
78,8% |
| Centro-Oeste |
32,5% |
30,7% |
97,1% |
80,3% |
Fonte: www.brasilescola.com
Percebemos hoje que a educação no Brasil precisa mudar radicalmente , e como os educadores tem sentido a necessidade de ver, ouvir e falar de uma escola que realmente ensine forme os ditos cidadãos críticos . Pessoas capazes de não serem manipuladas, ou condicionadas por um sistema de alienação , que a cada dia prende-nos e impossibilita-nos de sermos pessoas e de pensarem livremente e de sermos autônomos em nossos próprios desejos e vontades, pois cada um de nós somos capazes de fazermos e criarmos .Somos dotados de uma sabedoria sublime ,mas este sistena capitalista e burguês rouba a cada estante, de nós o nosso senso critico e é justamente isto que a escola deveria fazer ,resgatar este sentimento e desejo por liberdade e criatividade.
Ninguém esta contente com a escola.
Os pais estão preocupados e insatisfeitos com a aprendizagem dos seus filhos.
Os professores se sentem casados e frustrados por vários motivos . Um deles é que o professor brasileiro ganha tão pouco que só não marre de fome pela força e coragem e de viver e de conquistar os seus sonhos.
Até os próprios alunos também sentem que a escola não foi feita para eles , invés de incentivar a criatividade e o prazer , a escola mostra ao aluno que ele realmente não deveria estar ali ,pois desconsidera a sua liberdade, seu estado social e emocional ,mostrá-lo que tudo que ele faz estar puramente errado,mas parece que o erro é a coisa mas importante na escola.
Sonhamos com uma escola democrática, que der a mesma oportunidade para todos crescer , uma escola sem fracassos , sem repetência , sem alunos indisciplinados e sem professores cansados e desinteressados , sem autoritarismo nem demagogias.E da mesma forma que queremos a escola queremos a nossa sociedade, pois a escola esta inserida na sociedade e não se pode mudar a escola se não mudar a sociedade.Quanto mudarmos a escola mudaremos também a sociedade e veremos um Brasil melhor onde a própria escola oferecerá um ensino de excelência .
Tudo que precisamos para abraçar esta mudança é nos comprometermos realmente com o nosso fazer pedagógico , e sermos mas que professores , mas que estudante , mas que escola, é sermos quem nós somos, sem medo de acreditar em nosso potêncial e em nosso trabalho .Precisamos nos comprometermos com uma escola que não é somente um centro educacional mas também um centro social , cultural e político .
Fonte: www.estudantes.com.br