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História do Brasil

Em março de 1500, uma expedição de 13 navios partiu de Lisboa, principal cidade do Reino português. A armada de Pedro Álvares Cabral dirigia-se às Índias Ocidentais, porém chegou ao Brasil, em 22 de abril do mesmo ano. Há visões historiográficas que afirmam ter sido acidental a chegada às terras brasileiras, enquanto outras pensam o contrário.

A expedição dava prosseguimento às navegações portuguesas, cuja intenção era descobrir novas rotas para as Índias Ocidentais, fontes de matérias-primas e disseminar a pregação da religião cristã. A missão da frota de Cabral reafirmava os sentidos mercantil e o religioso das navegações portuguesas.

Portugal fez uma espécie de ocupação móvel do território, onde os portugueses percorreram a costa brasileira para defender a posse da terra e fundaram feitorias, entrepostos de troca do pau brasil – madeira para tinturaria bastante apreciada nos mercados europeus. 

Colonização

Em 1532, o rei de Portugal, D.João III, anuncia o povoamento do Brasil por meio da criação das capitanias hereditárias. O Brasil foi dividido em 14 capitanias, 15 lotes e 12 donatários.

Fracassado o projeto das capitanias hereditárias, a Coroa Portuguesa faz, em 1549, a segunda tentativa para controlar o território e cria o primeiro Governo Geral, nomeando Tomé de Souza como governador geral. Entre os destaques desse período, a consolidação do projeto de colonização por Duarte da Costa, segundo governador geral, que introduz a produção do açúcar.

Em 1580, a anexação da Coroa portuguesa à espanhola, também conhecida como União Ibérica, trouxe prejuízos para o Brasil. A Holanda, antiga aliada dos portugueses, se transformou em inimiga, atacando e ocupando grandes faixas do litoral brasileiro, onde construíram fortes e fundaram povoações como a Cidade Maurícia, atual Recife. A ocupação holandesa durou até 1654, com o fim da Batalha dos Guararapes e a expulsão dos invasores.

Logo após, na virada dos séculos XVII e XVIII, inicia-se um novo ciclo econômico no país, o ciclo da mineração. Durante essa época, houve uma reestruturação do sistema colonial brasileiro. Marquês de Pombal, obedecendo as diretrizes do iluminismo ilustrado, finalizou a incorporação das capitanias à Coroa, promoveu políticas de urbanização e de controle das fronteiras que atingisse todo o território, transferiu a capital de Salvador para o Rio de Janeiro (1762), elevou a colônia à condição de Vice-Reino e estimulou a diversificação da agricultura e o desenvolvimento da incipiente indústria colonial.

Também durante o século XVIII, em 1792, ocorreu a Inconfidência Mineira, primeiro movimento pela independência do Brasil, influenciado pelos ideários das Revoluções Americana e Francesa. A resposta da Coroa foi a devassa, repressão que condenou à morte e ao degredo os principais líderes do movimento, como Tiradentes, enforcado e esquartejado.

Outro fator que colaborou para o processo de independência do Brasil foi a transferência da Corte portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, em decorrência das Invasões Napoleônicas. A chegada da Família Real abriu os portos brasileiros para todas as nações, reformou e remodelou a capital, estimulou a economia regional e desenvolveu a cultura do algodão, cotado para a indústria têxtil inglesa.

Brasil independente

Em 9 de janeiro de 1822, contrariando a decisão portuguesa de extinguir a regência brasileira e exigir a volta de D. Pedro, o Príncipe Regente opta por permanecer no Brasil, em data que ficou conhecida como Dia do Fico. No mesmo ano, no dia 7 de setembro, o país se tornou independente e marcou o fim do tumultuado conflito com as tentativas de Portugal para recolocar o Brasil em seu status colonial.

Em 1831, D. Pedro I, imperador do Brasil, após confronto com deputados liberais, abdicou em favor de seu filho, de 5 anos de idade, e voltou para a Europa.

Inicia-se a Regência, que contou com períodos liberais e conservadores no poder. Para conter a onda conservadora, os liberais lançaram a campanha vitoriosa da maioridade de D. Pedro II que, coroado, formou um Ministério liberal, substituído no ano seguinte por um conservador, inaugurando o costume de troca de Ministérios que vigorou até o fim do Império.

Grandes mudanças políticas ocorreram durante o reinado de D. Pedro II. A promulgação da Lei de Terras, em 1850, aumentou o poder dos proprietários de terra e donos de escravos com a proibição da posse da terra aos que nela já habitavam, além da expulsão dos índios e posseiros que lá viviam desde os tempos coloniais. Já em 1888, a assinatura da Lei Áurea, pela Princesa Isabel, que extinguia a escravidão, atendeu os interesses capitalistas da Inglaterra, como demonstrado pela Lei Bill Aberdeen, de 1845, em que se deu permissão para os navios ingleses atacarem, em águas internacionais, navios brasileiros envolvidos com o tráfico de escravos.

República

Um ano depois, em 1889, é proclamada a República, decorrente de diversos motivos, entre eles os atritos com a Igreja Católica, o abandono do apoio político dos grandes fazendeiros em virtude da abolição da escravatura, a ausência de iniciativas com vistas ao desenvolvimento do país, a manutenção de um regime político de castas e censitário e o afastamento do Brasil em relação aos demais países do continente americano. O Marechal Deodoro da Fonseca inaugurou o período conhecido como República Velha, caracterizado pela política do “café com leite”, a alternância no poder de representantes dos estados de Minas Gerais e São Paulo, e a prioridade do modelo agrário exportador em detrimento da industrialização.

A década de 20 foi marcada por diversos movimentos contestadores da ordem política e social, como a Semana de Arte Moderna de 1922 e o Tenentismo.

Esses eventos e o crash da bolsa em 1929 auxiliaram, junto com a insatisfação da classe política de outros estados fora do eixo "café-com-leite", Getúlio Vargas a liderar a Revolução de 1930, que instaurou no Brasil um novo modelo de desenvolvimento industrial e urbano, apoiado pelo populismo e a instituição de medidas que beneficiaram os trabalhadores, como a instituição do salário mínimo. Até 1945, Vargas foi o comandante do país, de modo a instituir o regime ditatorial em 1937, por meio de uma Constituição inspirada no fascismo italiano, a "polaca".

A onda democratizante do pós 2ª Guerra, em 1945, forçou Getúlio Vargas a organizar eleições, cujos partidos foram criados por decreto e sob forte controle.

Os dois maiores, o Partido Social Democrata (PSD) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), articularam uma aliança nacional que durou 15 anos. Getúlio ainda voltaria ao poder em 1950 e se suicidaria 4 anos depois, sob acusações de ser o mandante de um crime político e pressionado a renunciar por diversos setores da sociedade brasileira. 

Juscelino Kubitschek, vitorioso nas eleições em 1955, institucionalizou o Plano de Metas e consolidou o Modelo Desenvolvimentista, cujo símbolo foi a criação de uma nova capital no Planalto Central, Brasília, inaugurada em 1960.

Quatro anos depois, em 1964, os militares tomaram o poder e, por meio de ato institucional, o AI-5, em 1969, iniciaram uma perseguição a todos que fossem considerados como ameaça ao regime. O cenário político nacional é marcado pelo autoritarismo, supressão dos direitos constitucionais, perseguição policial e militar, prisão e tortura dos opositores e pela imposição de censura prévia aos meios de comunicação. Na economia, institui-se diversificação e modernização da indústria e serviços, sustentada por mecanismos de concentração de renda, endividamento externo e abertura ao capital estrangeiro.

A ditadura militar durou até 1985, ano em que se iniciou a transição democrática, pressionada por grande mobilização popular, conhecida como Diretas Já. O período conhecido como Nova República tem como primeiro presidente Tancredo Neves, que é internado na véspera da posse e morre cerca de um mês depois, em 21 de abril de 1985. José Sarney assume em seu lugar. No plano econômico, destaca-se a inflação galopante e o Plano Cruzado, a primeira tentativa, fracassada, de estabilizar a moeda.

Nas primeiras eleições diretas para presidente, em 1989, se enfrentaram no segundo turno Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). Collor, vitorioso, apresenta um ambicioso programa de estabilização da economia, o Plano Collor, que confiscou contas correntes e poupanças de boa parte da população e fez voltar a inflação galopante, além de agravar a recessão, presente desde a década anterior.

Acusado pelo irmão de envolvimento em esquema de corrupção, Collor foi investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Ao mesmo tempo, jovens, que passaram a ser conhecidos como "caras pintadas" saem às ruas exigindo o impeachment de Collor, que é afastado pelo Congresso, em 1992, assumindo o vice, Itamar Franco.

Itamar Franco nomeou em 1994 o senador Fernando Henrique Cardoso para Ministro da Fazenda e foi criado o Plano Real, que teve sucesso em promover a estabilização da moeda. Nas eleições desse ano se enfrentam, no segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Fernando Henrique Cardoso (FHC), do Partido Social-Democrata Brasileiro (PSDB), que sai vitorioso.

FHC é reeleito em 1998 e se mantém no poder até 2002, quando Lula é eleito. Em 2006, é a vez do candidato do PT ser reeleito como Presidente da República, cargo que exerce até hoje.

Fonte: www.fea.usp.br

História do Brasil

Colônia

O período colonial vai de 1500, com a chegada dos portugueses, até 1822, com a independência do país

O Brasil Colônia compreende o período entre a chegada dos portugueses, em 1500, e a independência do país, em 1822. De 1500 a 1530, a exploração do território, então chamado Terra de Santa Cruz, era limitada a expedições para coleta e transporte de pau-brasil, madeira nobre muito apreciada no continente europeu.

Nesse período a costa foi também explorada por holandeses, ingleses e, principalmente, franceses. Apesar de não serem signatários do Tratado de Tordesilhas (acordo entre Portugal e Espanha que dividiu em 1494 as terras recém-descobertas), essas nações enviavam ao Brasil missões para extrair madeira.

Com o objetivo de garantir o controle do território, em 1534, o rei de Portugal, D. João III, decidiu repartir o Brasil em 15 lotes, ou capitanias hereditárias. As áreas eram doadas em caráter vitalício e hereditário aos cidadãos da pequena nobreza portuguesa, os donatários. Entre os deveres dos detentores das terras estavam governar, colonizar, resguardar e desenvolver a região com recursos próprios.

Apesar das regras de funcionamento, o sistema de capitanias hereditárias não prosperou. Entre os motivos estavam a falta de experiência de donatários na administração dos territórios, as dificuldades de comunicação e locomoção. Muitos decidiram abrir mão dos lotes a que tinham direito e regressaram à terra natal.

As exceções foram as capitanias de São Vicente e Pernambuco, que prosperaram por causa dos lucros com a cana-de-açúcar.

Em razão desse fracasso, a Coroa Portuguesa estabeleceu em 1549 no Brasil um Governo-Geral, para centralizar a administração e reforçar o controle da colônia, mas as capitanias hereditárias continuaram a existir como unidades administrativas.

Em 1759, foram finalmente extintas e deram lugar às capitanias gerais. Nesse período também foram instaladas as primeiras câmaras municipais, comandadas por ricos proprietários, que definiam os rumos políticos das vilas e cidades. A capital do Brasil nesse período era Salvador, já que a região Nordeste era a mais desenvolvida e rica do país.

A base da economia colonial era o engenho de açúcar, que utilizava a mão-de-obra africana escrava e tinha como objetivo principal a venda do açúcar para o mercado europeu, além da produção de tabaco e algodão.

O Brasil se tornou o maior produtor de açúcar nos séculos XVI e XVII. As principais regiões açucareiras eram a Bahia, Pernambuco, parte do Rio de Janeiro e São Vicente (São Paulo). O Pacto Colonial imposto por Portugal estabelecia o monopólio comercial da colônia com a Metrópole. O Brasil vendia metais, produtos tropicais e subtropicais a preços baixos, estabelecidos pela metrópole, e comprava dela manufaturas e escravos por valores mais altos, garantindo assim o lucro de Portugal.

Neste período, a sociedade colonial já tinha características bem estabelecidas, com senhores de engenho no topo da pirâmide social, seguidos por uma classe média  formada por funcionários públicos, feitores, militares, comerciantes e artesãos. Na base da sociedade estavam os escravos, de origem africana, considerados simples mercadorias.

No final do século XVII, as exportações de açúcar brasileiro começaram a declinar, como conseqüência da produção nas ilhas da América Central. Portugal passou então a buscar novas fontes de renda e teve início o ciclo do ouro no Brasil. Expedições de bandeirantes, no final do século XVII, descobriram minas de ouro nas regiões onde hoje estão os Estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Com a nova atividade, a capital da colônia foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro.

A fiscalização intensa da Coroa Portuguesa e as cobranças excessivas de imposto mobilizaram a população. Liderada por Tiradentes, a Inconfidência Mineira virou símbolo da resistência da colônia contra a exploração da Metrópole. As revoltas reuniam representantes de classes sociais diferentes, que tinham interesses em comum. Setores da sociedade estavam descontentes, o monopólio comercial já não era aceito nem pela classe dominante colonial nem pelo capitalismo internacional em expansão. As colônias inglesas da América do Norte fizeram sua independência e a idéia de emancipação política começou a influenciar a elite.

A transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821), como consequência da invasão das tropas de Napoleão Bonaparte ao território português, marcou o início do processo que culminou com a proclamação da independência. Com presença da família real portuguesa, o Brasil começou a deixar as funções de colônia para assumir as de metrópole. 

Em 9 de dezembro de 1821, chegaram ao Rio de Janeiro decretos que determinavam a abolição da Regência e o imediato retorno de D. Pedro de Alcântara a Portugal, a obediência das províncias a Lisboa (e não mais ao Rio de Janeiro) e a extinção dos tribunais no Rio de Janeiro.

Alarmada com a possibilidade da recolonização, a elite brasileira favorável à emancipação do país deu apoio ao Príncipe Regente para que permanecesse no Brasil. Em 7 de Setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, D. Pedro pronunciou a famosa frase "Independência ou Morte!", extinguindo os laços de união política com Portugal. Em 12 de outubro de 1822, o Príncipe se tornou Imperador e recebeu o título de D. Pedro I, sendo coroado em 1º de dezembro na capital.

Século XV/XVI

O descobrimento do Brasil

Há cinco séculos, em março de 1500, partiu de Lisboa, principal cidade do Reino português, uma expedição de treze navios. A armada de Pedro Álvares Cabral dirigia-se às Índias Ocidentais, porém chegou ao Brasil.

A expedição dava prosseguimento às navegações portuguesas, cuja intenção era disseminar a pregação da religião cristã por meio de missionários franciscanos.

A missão da frota de Cabral reafirmava os dois sentidos orientadores da aventura das navegações portuguesas: o mercantil e o religioso.

Em 1532, o rei de Portugal anuncia o povoamento do Brasil por meio da criação das capitanias hereditárias. Esse sistema já havia sido utilizado com êxito nas possessões portuguesas das ilhas do Atlântico (Madeira, Cabo Verde, São Tomé e Açores). O Brasil foi dividido em 14 capitanias hereditárias, 15 lotes e 12 donatários.

Colonização

Entre os donatários não figuravam nomes da alta nobreza ou do grande comércio de Portugal. Somente a pequena nobreza, cuja fortuna se devia ao Oriente, que aqui aportou, arriscando seus recursos.

Traziam nas mãos dois documentos reais: a carta de doação e os forais. No primeiro, o rei declarava a doação e tudo que implicava. O segundo era uma espécie de código tributário que estabelecia os impostos.

Nesses dois documentos, o rei praticamente abria mão de sua soberania e conferia aos donatários poderes amplíssimos. Aos donatários cabia a responsabilidade de povoar e desenvolver a terra à própria custa. O regime de capitanias hereditárias transferia a tarefa de colonizar o Brasil.

Entretanto, devido ao tamanho da obrigação e à falta de recursos, a maioria fracassou. No final, das catorze capitanias, apenas Pernambuco teve êxito, além do sucesso temporário de São Vicente. Quanto às demais capitanias, malograram e alguns dos donatários não só perderam seus bens como também a própria vida.

22.04.1500 - A chegada dos portugueses

Expedição chefiada por Pedro Álvares Cabral, com dez naus, três caravelas e 1.500 homens a bordo, chegou no litoral da Bahia, avistou um monte e o chamou de Monte Pascoal. No dia seguinte, a expedição aportou na Baia Cabrália, lugar em que foi celebrada a primeira missa no território descoberto, que foi chamado de "Terra de Vera Cruz". O território era habitado por 8 milhões de indígenas. Um relato sobre a terra encontrada é enviado ao Rei de Portugal, a Carta de Pero Vaz de Caminha. No local, conhecido hoje como Porto Seguro, permanece o Marco do Descobrimento, levado pelos navegantes portugueses em 1503.

1500-1530 - A posse do território

Portugal fez uma espécie de ocupação móvel do território, onde os portugueses percorreram a costa brasileira para defender a posse da terra e, eventualmente, fundaram modestas feitorias, entrepostos de troca do pau brasil – madeira para tinturaria bastante citada nos mercados europeus. Os indígenas forneceram a mão-de-obra para derrubar, descascar, atorar, transportar os troncos, que eram armazenados nas três feitorias fundadas, aguardando as naus que os levaria à Holanda.

1532 - Capitanias Hereditárias

Portugal e Espanha dividiram entre si os territórios conquistados pelo Tratado de Tordesilhas (1494), mas os franceses não aceitaram a validade jurídica do mesmo e ocuparam vários pontos do litoral brasileiro. Em resposta, a Coroa Portuguesa fez sua primeira tentativa para colonizar o Brasil; utilizando sua longa experiência na África e em Portugal, na Reconquista, implantou as Capitanias Hereditárias, dividindo o território em quinze faixas horizontais de terra, com cerca de 350 km de largura, que se iniciavam no litoral e terminavam no interior, na linha imaginária do Tratado.

1549 - Primeiro Governo Geral

Fracassado o projeto das Capitanias Hereditárias, a Coroa Portuguesa faz a segunda tentativa para controlar o território, cria o I Governo Geral, nomeando Tomé de Souza para primeiro governador geral.

1549-1553 - Conflitos com indígenas

Os conflitos entre portugueses e indígenas foram uma constante desde o início da colonização. Tomé de Souza se aliou aos tupís e declarou guerra às outras etnias, escravizando os vencidos. Os jesuítas que desembarcaram com Tomé de Souza foram os únicos protetores dos índios; impediram a escravidão, mas a aplicação de uma moral rígida e militar, desrespeitou as tradições e a cultura indígena.

1553-1558 - A produção do açúcar

Duarte da Costa, segundo governador geral, consolida o projeto de colonização, introduzindo a produção do açúcar.

1558-1572 - A expulsão dos franceses

Mem de Sá, terceiro governador-geral, inicia a expulsão dos franceses, que tinham ocupado o Maranhão e o Rio de Janeiro.

1572 - Centralização do governo

As dificuldades para administrar o território, devido à distância entre o nordeste e o sul da Colônia, descentralizou os centros de controle, que passaram a ser realizados em duas cidades: Salvador e Rio de Janeiro.

Século XVII

A descoberta do ouro

A descoberta de metais preciosos nos últimos anos do Século XVII possibilitaria ao Reino português superar a crise econômico-financeira vivida desde a separação da Espanha, recuperando sua independência. D. João IV, o "Restaurador" (1640 - 1656), havia recebido um Reino enfraquecido politicamente e empobrecido financeira e economicamente.

Para consolidar a independência e minimizar as dificuldades políticas, o novo rei, firmou alianças, concluiu tréguas e assinou tratados com outros soberanos europeus. Outras questões afligiam o novo governo do Reino português, como a precariedade da esquadra, que se fazia necessária à manutenção do império colonial. Sem seus navios a situação de Portugal complicava-se, pois era um império marítimo.

Para agravar a situação, em 1640, as partes mais importantes do antigo domínio colonial português estavam ocupadas pelos holandeses. Restavam alguns pontos na África, que forneciam escravos, e a parte meridional do Brasil, já que a área mais lucrativa era a região açucareira, permanecia controlada pela Holanda.

No final do Século XVII a crise prosseguia. Os holandeses monopolizavam a venda do açúcar na Europa, preferindo o produzido por suas colônias, em prejuízo daquele produzido pela Colônia portuguesa na América, com grande perda para o tesouro real.

1580-1640 - União Ibérica

A anexação da Coroa portuguesa à espanhola, também conhecida como União Ibérica, trouxe grandes prejuízos para o Brasil; a Holanda, antiga aliada dos portugueses, se transformou em inimiga, atacando e ocupando grandes faixas do litoral brasileiro, onde construíram fortes e fundaram cidades como a Cidade Maurícia (Recife).

1612-1616 - Controle do litoral norte

A expulsão dos franceses na costa norte permitiu que a região iniciasse um desenvolvimento econômico autônomo; o controle de seu litoral foi garantido com (re)fundação da cidade de São Luiz do Maranhão (1612) e a fundação de Belém do Pará (1616).

1620 - Tentativa de ocupação holandesa

Os holandeses fundam a Companhia das Índias Ocidentais, com objetivos militares e comerciais, que promoveu ataques e ocupações nas colônias portuguesas e, principalmente, no Brasil.

1645-1654 - A Batalha dos Guararapes

Os portugueses iniciam uma guerra contra os holandeses, que termina na expulsão destes últimos. Retomaram Recife nas Batalhas dos Guararapes e reduziram a presença dos holandeses a alguns fortes no litoral do nordeste.

1690 - A corrida pelo ouro

Início da corrida e da ocupação da região das Minas Gerais em busca do ouro.

Século XVIII

Renascimento Agrícola

Com a decadência da mineração na segunda meta­de do Século XVIII, a agricultura exportadora voltou a ocupar uma posição de destaque na economia colonial. Esse fenômeno foi chamado pelo historiador Caio Prado Jr. de “renascimento da agricultura”, estando ligado, de um lado, ao incremento demográfico do Século XVIII, e de outro, à grande alteração da ordem econômica inglesa em meados do século, com a Revolução Industrial.

Criou-se na Europa uma demanda intensa por produtos agrícolas para alimentar a população em crescimento. Por outro lado, a Revolução Industrial, que teve início no setor têxtil do algodão, ampliou consideravelmente a procura por essa matéria-prima. As pressões das circunstâncias levaram a Inglaterra a se voltar para outros mercados, favorecendo então o Brasil, que intensificou a produção algodoeira. A produção açucareira retomou, por seu turno, um ritmo acelerado de expansão, também na segunda metade do Século XVIII, em virtude da Revolução Francesa (1789 - 1799), que estimulou as rebeliões coloniais antilha­nas de dominação francesa, desorganizando a produção açucareira e favorecendo a exportação brasileira.

É importante considerar que a desagregação do mundo colonial ocorreu em função de um conjunto maior de fatores, que englobaram desde as transformações no sistema capitalista, de modo mais amplo, até a crise do poder absoluto dos reis, a difusão das idéias ilustradas, o período pombalino e as revoltas e sedições que ocorreram no Brasil no final do Século XVIII, nas quais se questionaram a condição colonial e a sujeição em relação à metrópole. Assim, no Brasil, corriam idéias separatistas e republicanas – a exemplo das que fundamentaram a Inconfidência Mineira e a Revolta dos Alfaiates na Bahia, em 1798.

1707 - A Guerra dos Emboabas

A Guerra dos Emboabas foi um conflito dos paulistas e dos índios, liderados por Borba Gato, contra uma coligação de portugueses e de baianos (os emboabas), e que saíram vitoriosos na posse do ouro das Minas Gerais.

1709-1710 - Controle na mineração

A Coroa reforçou o controle na zona de mineração com a separação das capitanias de São Paulo e Minas Gerais e a construção, no ano seguinte, da primeira estrada que uniu essa zona ao Rio de Janeiro.

1711 - A Guerra dos Mascates

A Guerra dos Mascates foi um conflito que envolveu portugueses e índios (os mazombos), contra os comerciantes, chamados de mascates.

1718-1722 - Entrada para o sertão

Os paulistas, expulsos das Minas Gerais, após a derrota na Guerra dos Emboabas, se adentraram pelo sertão de Goiás e Mato Grosso onde encontraram ouro.

1744 e 1748 - Novas Capitanias

Foram criadas as capitanias de Goiás e Mato Grosso.

1750 - Tratado de Madri

Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Madri para solucionar os conflitos nas "fronteiras de guerra" com o Mundo Hispânico; pelo tratado, a Coroa portuguesa entregou à espanhola as terras da margem ocidental do Rio da Prata e recebeu da Espanha a região Amazônica, Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul.

1750-1777 - Reestruturação da Colônia

O Marques de Pombal, obedecendo as diretrizes do iluminismo ilustrado, promoveu uma reestruturação administrativa na Colônia, visando a centralização do poder.

Suas estratégias foram:

a) finalizar a incorporação das capitanias à Coroa

b) promover uma ambiciosa política de urbanização e de controle das fronteiras que atingisse todo o território

c) transferir a capital de Salvador para o Rio de Janeiro (1762), e dotar a cidade de melhorias urbanas e novas edificações públicas similares às de Buenos Aires e das cidades européias

d) elevar a Colônia à condição de Vice-Reino; e) estimular a diversificação da agricultura e o desenvolvimento da incipiente indústria colonial.

1785 - Indústrias proibidas

D. Maria, rainha de Portugal, afastou Pombal e emitiu um alvará proibindo qualquer tipo de indústria no Brasil, golpeando a siderurgia desenvolvida em São Paulo e as modestas tecelagens de Minas Gerais e do Pará.

1792 - Inconfidência Mineira

Ocorre a Inconfidência Mineira, o primeiro movimento pela independência do Brasil, influenciado pelos ideários da Revolução Americana (1776) e da Revolução Francesa (1789). A resposta da Coroa foi a devassa, repressão que condenou à morte e ao degredo os principais líderes do movimento, como Tiradentes que foi enforcado e esquartejado.

1800 - Retrato da Colônia

Quando se encerrou o Século XVIII, a população total brasileira atingia cerca de três milhões de habitantes. Salvador, a cidade mais populosa do Brasil, tinha 50 mil moradores, além dos 15 mil que habitavam em seus subúrbios; a capital, o Rio de Janeiro, tinha atingido 40 mil habitantes; Ouro Preto alcançara 30 mil em meados do século, porém com a decadência do ouro, possuía apenas 20 mil habitantes, seguida de Cuiabá, Belém e São Luiz com 10 mil moradores.

Século XIX

O avanço da democracia

Depois das grandes revoluções políticas, o Século XIX foi o período da consolidação do regime democrático e da economia capitalista, na sua fase chamada de "imperialismo". A matéria-prima fluía continuamente para as indústrias européias, oriunda dos recém-independentes países sul-americanos, das colônias africanas e dos milenares países asiáticos (China, Índia e Japão, entre outros).

A rivalidade comercial na Europa foi aumentando, com registro de inúmeras guerras localizadas. Duas delas consolidaram as unificações nacionais da Itália e da Alemanha. O movimento operário se organizou por meio dos sindicatos e dos partidos políticos, conquistando, pacificamente ou não, vários direitos sociais até então negados pelas elites. A Ciência se tornou a principal referência em matéria do conhecimento, desbancando a Filosofia e a Religião, além de começar a influenciar o comportamento cotidiano das pessoas.

Independência brasileira

O Brasil, recém-libertado de Portugal, apresenta um cenário opressor para a maior parte da sua população, ainda mantida sob o jugo da escravidão. As pressões econômicas e políticas inglesas levaram à criação de leis que amenizaram a situação, como a do Ventre Livre e a dos Sexagenários, o que fortaleceu, entre outros fatores, a organização do movimento abolicionista e republicano, responsável pelo fim da servidão e pela Proclamação da República.

1808 - A fuga da família real

A transferência da Corte portuguesa, para fugir das ameaças das Guerras Napoleônicas, trouxe vantagens para a nova Colônia-Reino:

a) abriu os portos brasileiros para todas as nações

b) reformou e remodelou a cidade do Rio de Janeiro

c) estimulou a economia regional, diversificando a agricultura no sul e intensificando a produção do charque no Rio Grande do Sul

d) desenvolveu a cultura do algodão, cotado para a indústria têxtil inglesa.

1810 - Tratado de Methuen

O Tratado de Methuen consolida a dependência de Portugal ao imperialismo inglês, com uma série de privilégios para a Inglaterra, provocando protestos de portugueses e brasileiros: os produtos ingleses foram taxados na Alfândega (15%) com valores inferiores aos portugueses (24%); e os moradores ingleses poderiam ser julgados no Brasil de acordo com as leis inglesas e por juízes da Inglaterra.

1816 - A Província Cisplatina

A anexação do Uruguai ao Reino Unido do Brasil, com o nome de Província Cisplatina, correspondeu aos sonhos expansão da monarquia absolutista portuguesa e o medo dos revolucionários "criollos" que promoviam as Guerras de Independência das colônias espanholas.

1817 - A Insurreição de Pernambuco

Primeira experiência republicana no Brasil, com a insurreição de Pernambuco pela independência e formação de uma República. Os proprietários de terra, enfraquecidos com a crise do açúcar, aderiram e se uniram aos revolucionários (artesãos e trabalhadores urbanos), que formaram um governo com uma constituição provisória. O movimento foi esmagado e seus líderes enforcados e esquartejados.

1821 - A Revolução do Porto

A Revolução do Porto uniu as classes dominantes, os militares e os revolucionários portugueses, exigindo o fim da monarquia absolutista e a formação de uma Assembléia Constituinte, obrigando D. João VI a voltar para Portugal e deixar no Brasil seu filho D. Pedro, como Príncipe Regente.

09.01.1822 - Dia do Fico

O Dia do Fico representa a decisão do Príncipe Regente de permanecer no Brasil, desobedecendo as novas leis vindas de Portugal, que extinguia a regência e exigia a volta de D. Pedro.

07.09.1822 - Brasil independente de Portugal

A independência do Brasil marcou o fim do tumultuado conflito entre as tentativas de Portugal para (re)colonizar o Brasil e deixou para depois a resolução dos imensos problemas da nova nação: a crise econômica, a guerra com Portugal, a necessidade de reconhecimento pelas nações estrangeiras e a elaboração da nova Constituição.

11.08.1826 - Primeiras universidades

Após trezentos anos de inexistência de Universidades, e com apenas 3% da população alfabetizada, o Imperador criou, por Lei, duas escolas de Direito nos moldes da Universidade de Coimbra: a de Olinda, para atender à população do Norte, transferida em 1854 para Recife, e a de São Paulo, para atender à demanda do Sul.

1824 - Confederação do Equador

A opção de D. Pedro pelos conservadores provocou, em Recife, a "Confederação do Equador" que se espalhou por todo o Nordeste.

1825 - Tratado com a Inglaterra

A Inglaterra assinou um tratado com o Império brasileiro em que reconheceu a independência do Brasil, em troca da garantia de continuidade de seus privilégios no Brasil. Portugal também foi favorecido nesse tratado, pois o Brasil se comprometeu a pagar o empréstimo feito pelo governo português a Londres, para combater os nacionalistas brasileiros e indenizar o rei de Portugal pelas propriedades tomadas pela guerra.

1826 - Primeiro parlamento

Entrou em funcionamento o Parlamento previsto pela Constituição de 1824.

07.04.1831 - A abdicação de D. Pedro

D. Pedro, após o confronto com os deputados liberais, abdicou em favor de seu filho, de 5 anos de idade, e voltou para a Europa.

1831 - Início da Regência

Inicia-se a Regência com o poder nas mãos dos liberais, que tentaram, com sucesso, o saneamento econômico do Brasil.

1834 - Reforma política

Ato Adicional, onde os liberais tentaram implantar uma reforma política que diminuísse o centralismo e aumentasse a autonomia do poder local, por meio de eleições em todas as cidades do país, onde saíram vitoriosos os candidatos liberais.

1835 - Revolta nas províncias

O monopólio do poder pelo partido vencedor nas eleições marginalizou a oposição, desencadeando revoltas em várias províncias, das quais as mais conhecidas foram a Revolta dos Cabanos, no Pará, e a Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul.

1831-1850 - Luta contra o tráfico de escravos

Acirramento da luta contra o tráfico de escravos, resultado do confronto entre o Brasil, econômica e culturalmente assentado na escravidão, e as nações européias, que concretizaram suas revoluções burguesas e industrial e ansiavam por transformar os escravos em seus futuros consumidores.

1837 -Renúncia de Feijó

A renúncia de Feijó marcou o término do breve período liberal e descentralizante e dos planos liberais de contenção ao tráfico de escravos e eliminação da sociedade escravista.

1840-1841 - Coroamento de D. Pedro II

Para conter a onda conservadora, os liberais lançaram a campanha vitoriosa da maioridade de D. Pedro II que, coroado, formou um Ministério liberal, substituído no ano seguinte por um conservador, inaugurando o costume de troca de Ministérios que vigorou até o fim do Império.

1842 - Revolução dos liberais

Revolução dos liberais que, com os conservadores, se organizaram como partidos políticos.

1844 - Fim dos privilégios aos ingleses

Venceu o tratado que concedia privilégios aos ingleses, na vigência de um Ministério liberal, que aproveitou a oportunidade para aumentar a taxar os produtos ingleses, permitindo sanear as finanças e implantar algumas experiências industriais.

1845 - Lei Bill Aberdeen

A Inglaterra aprovou o Bill Aberdeen, lei que permitia aos navios ingleses atacarem, em águas internacionais, navios brasileiros envolvidos com o tráfico de escravos. Com a intensificação da repressão ao tráfico, os ingleses passaram a atacar os navios nos portos brasileiros. A extinção do tráfico internacional, resultado de um acordo secreto entre os dois governos, não impediu que continuasse, por muitas décadas, o tráfico interno, onde os cafeicultores adquiriram os escravos do Nordeste.

1850 - Lei de Terras

A promulgação da Lei de Terras aumentou o poder dos proprietários de terra e donos de escravos com a proibição da posse da terra aos que nela já habitavam, além da expulsão dos índios e posseiros que lá viviam desde os tempos coloniais.

13.05.1888 - Abolição da escravatura

A assinatura da Lei Áurea, pela Princesa Isabel, foi o término de um processo para atender os interesses capitalistas da Inglaterra, que pleiteavam a abolição da escravidão no Brasil.

15.11.1889 - Proclamação da República

É proclamada a República, com o afastamento do Imperador e sem derramamento de sangue.

1890 - Efeitos da imigração

O crescimento acelerado da população brasileira, graças à imigração estrangeira, atingindo 14,3 milhões de habitantes.

Década de 1890 - Incentivo à imigração

Incentivo à política de imigração estrangeira, para substituir a mão-de-obra escrava; 184 mil imigrantes chegaram ao Brasil, se dirigindo principalmente ao Estado de São Paulo.

1891 - A Constituição de 1891

A Constituição de 1891 criou um conflito permanente, por concentrar o poder no Presidente e, ao mesmo tempo, permitir uma grande autonomia dos Estados.

1897 - A Guerra de Canudos

O massacre do movimento de Canudos pela tropas federais evidenciou o descolamento entre a República e o povo brasileiro.

Esse movimento inspirou duas obras primas da literatura latino-americana: "Os Sertões", de Euclides da Cunha e "A Guerra do Fim do Mundo", de Mario Vargas Llosa.

1897 - Inaugurada Belo Horizonte

Afonso Pena, Presidente da província de Minas Gerais, inaugura a cidade de Belo Horizonte, com projeto Aarão Reis, nos moldes do urbanismo republicano.

Século XX

Revoluções por minuto

A evolução científica e tecnológica marcou o Século XX. Foi a época das guerras mundiais e da bomba atômica, e também do automóvel, do avião, das viagens espaciais, da eletrônica, dos transplantes, da clonagem e da Internet. Uma época marcada pelo do fim dos impérios colonialistas, pela internacionalização da economia, pela indústria cultural, pelo resgate dos direitos da mulher e das minorias.

A história do século pode ser entendida como a de um conflito entre a democracia liberal e a ditadura totalitária. No Brasil, a Revolução de 30 instaurou um novo modelo de desenvolvimento industrial e urbano, abrindo a chamada Era Vargas, caracterizada pelo populismo, nacionalismo, trabalhismo e forte incentivo à industrialização. O País viveu vinte anos sob o regime militar e foi regido por seis constituições.

Êxodo e transformação

No Brasil, o Século XX foi um período de transformação. O País passou por um dos mais velozes processos de urbanização da história moderna. Em 1950, a zona rural abrigava quase 70% dos habitantes. Hoje, possui pouco mais de 20%. Esse êxodo rural acelerado, que perdurou até o início dos anos 1990, foi quase estancado a partir de 1995.

O País registrou uma das mais altas taxas de crescimento do planeta. Entre 1901 e 2000, a população passou de 17,4 milhões para 169,6 milhões; o Produto Interno Bruto se multiplicou por cem; e a expectativa de vida saltou de 33,4 anos em 1910 para 64,8 anos no final do século. Continuamos, porém, com o desafio de promover uma distribuição de renda mais justa, reduzindo a pobreza e a exclusão social.

1889-1930 - A República Velha

Período conhecido como "República Velha", caracterizado pela chamada política do café com leite, pela alternância no poder de representantes de Minas ou São Paulo. Priorizou o modelo agrário exportador e uma política contra a industrialização.

1904 - A Revolta da Vacina

A Revolta da Vacina, movimento popular contra a vacinação compulsória, teve como antecedentes a remodelação da cidade do Rio de Janeiro, onde o Prefeito Pereira Passos expulsou os pobres que viviam no centro colonial, substituído pela moderna Avenida Central, inspirada no modelo aplicado em Paris pelo Barão de Hausmann.

1917-1922 - Reação operária

Crise e esgotamento da "República Velha", governada por uma elite agrária, quando a indústria sinalizava o novo dinamismo da economia e da sociedade. Neste período foram deflagradas as primeiras greves operárias, de ideário anarquista, duramente reprimidas pelo governo federal, que tratava a questão social como "caso de polícia".

1922 - Tenentismo

Consolidação do Tenentismo, movimento que refletia a insatisfação dos militares e o desejo de participação das camadas médias.

1922 - Semana de Arte Moderna

Realizada a Semana de Arte Moderna, em fevereiro, onde escritores e artistas brasileiros propõem a destruição da cultura europeizante e passadista.

1930 - A Revolução de 30

A Revolução de 30 instaurou no Brasil um novo modelo de desenvolvimento industrial e urbano. A adoção desse modelo foi estimulada pelos efeitos, no Brasil, do crash de 1929, que derrubou os preços do café e de outros produtos brasileiros para exportação.

1930-1945 - A Era Vargas

Período do governo autoritário e centralizado do Presidente Getúlio Vargas, caracterizado pelo populismo, nacionalismo, trabalhismo e forte incentivo à industrialização.

11.11.1937 - Estado Novo

O "Estado Novo" institucionalizou, de fato, o regime ditatorial, vigente desde 1930. A Constituição de 1937, inspirada no fascismo italiano, a "polaca", foi elaborada para ser uma Carta "livre das peias do democracia liberal", nas palavras do responsável por sua elaboração, o Ministro da Justiça Francisco Campos.

1938-1950 - Processo de urbanização

Urbanização das grandes capitais do Sudeste brasileiro, decorrente da industrialização e das migrações rurais urbanas.

1942 - Brasil na 2ª Grande Guerra Mundial

O torpedeamento de cinco navios mercantes brasileiros e as fortes pressões populares obrigaram o governo brasileiro a se aliar aos Estados Unidos; foram organizadas as Forças Expedicionárias Brasileiras (FEB), que enviaram soldados para combater ao lado dos aliados.

1945 - Organização partidária

Com a onda democratizante do pós-guerra, Getúlio Vargas organizou os partidos por decreto e sob forte controle; os dois maiores partidos, o Partido Social Democrata (PSD) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), articularam uma aliança nacional que durou quinze anos.

1945 - Governo Dutra

Nas primeiras eleições após a guerra, foi eleito presidente Eurico Gaspar Dutra, pelo PDS.

1946 - A Constituição de 1946

Instalada a Assembléia Nacional Constituinte, responsável pela elaboração de uma nova Constituição. Os direitos individuais foram restabelecidos, aboliu a pena de morte, devolveu a autonomia de Estados e Municípios com independência dos três poderes – Legislativo, Judiciário e Executivo. Estabeleceu, também, as eleições diretas para Presidente, com mandato de cinco anos.

1947 - Perseguição aos comunistas

Sob fortes pressões da Guerra Fria, o Brasil decretou a ilegalidade do Partido Comunista Brasileiro (PCB), cassou parlamentares desse partido, fechou a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), interveio em centenas de sindicatos e rompeu relações diplomáticas com a União Soviética.

1950 - A volta de Getúlio

Getúlio Vargas, eleito Presidente pelo PTB, deu continuidade a uma política nacionalista, populista e pró-industrialização: enviou ao Congresso o projeto para a criação da Petrobras; flexibilizou as relações sindicais, permitindo a "Greve dos 300 mil"; criou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE) e limitou em 10% a remessa de lucros para o exterior.

1954 - Suicídio de Vargas

A política de Vargas provocou a reação da oposição conservadora, liderada pela União Democrática Nacional (UDN). Com as palavras "Saio da vida para entrar na história", o Presidente Vargas se suicidou e tomou posse o Vice João Café Filho.

1955 - Governo JK

Juscelino Kubitschek (JK), vitorioso nas eleições para presidente, pelo PSD, criou o Plano de Metas e consolidou o Modelo Desenvolvimentista.

1956 - Criação de Brasília

JK envia, ao Congresso Nacional, o projeto para construção da nova capital brasileira, Brasília.

01.04.1964 - Golpe militar

Os militares tomaram o poder e, por meio de um ato institucional, iniciaram uma perseguição a todos que fossem considerados como ameaça ao regime.

1967 -A Constituição do regime militar

Elaborada a sexta Constituição no Brasil, que institucionaliza o regime militar. O general Artur da Costa e Silva elimina a Frente Ampla, movimento político liderado pelos ex-presidentes João Goulart e JK e pelo ex-governador da Guanabara, Carlos Lacerda.

1968 - Ato Institucional nº 5

A morte do estudante Edson Luís, em protesto estudantil, mobilizou estudantes e populares que, com o apoio da Igreja Católica, realizaram a Passeata dos Cem mil. Ao mesmo tempo ocorrem as greves de Contagem e Osasco e surgem focos de luta armada. O regime endureceu, fechando o Congresso Nacional e decretando o Ato Institucional nº 5, que institucionaliza a repressão.

1969-1974 - Os anos de chumbo

Governo do general Garrastazu Medici, considerado o período mais brutal da ditadura militar brasileira, ficou conhecido também como "anos de chumbo". A área econômica é caracterizada por projetos faraônicos, como a construção da Transamazônica, estrada inacabada até os dias de hoje, que invadiu terras indígenas e produziu degradação do meio ambiente.

1975 - Reação popular

A sociedade civil começa a se movimentar; os intelectuais e acadêmicos fizeram duras críticas ao regime no SBPC (Congresso Brasileiro para o Progresso das Ciências); e os movimentos populares pediram melhores condições de vida nas cidades.

1974-1979 - Abertura política

O general Ernesto Geisel assume a Presidência e encarrega o General Golbery do Couto e Siva a desenhar um processo de abertura lenta, gradual e segura.

Década de 1980 - Diretas Já

Considerada a década perdida no âmbito econômico, foi a década achada no sentido político:

a) nas eleições para governadores, em 1982, os candidatos da oposição, do MDB, saíram vitoriosos nas principais metrópoles brasileiras

b) a sociedade brasileira se movimentou, ocupando todas as capitais brasileiras, exigindo eleições diretas para Presidente, no movimento conhecido como "Diretas Já".

1985 - Transição democrática

Termina a primeira fase da Transição Democrática brasileira, com a saída dos militares do governo depois de 21 anos e a eleição (indireta) de Tancredo Neves, que morre antes de tomar posse, assumindo o Vice-Presidente José Sarney.

1985-1989 - Nova República

A Nova Republica marcou no plano político a consolidação da abertura democrática, no processo de transição mais longo da América Latina. No plano social significou a diminuição da repressão, ao permitir a expressão de demandas há tanto tempo reprimidas. No plano econômico o período é caracterizado por uma inflação galopante e pelo "Plano Cruzado", a primeira tentativa (fracassada) de estabilizar a moeda.

1987-1988 - A Constituição de 1988

Abertura da Assembléia Nacional Constituinte e promulgação da Constituição de 1988.

1990 - Primeiras Eleições Diretas

Nas primeiras eleições diretas para Presidente, depois de duas décadas, se enfrentam no segundo turno: Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).

1990-1992 - Governo Collor

O candidato vitorioso Fernando Collor iniciou seu governo com o confisco das contas correntes e da poupança de toda a sociedade, além de apresentar um ambicioso programa de estabilização da economia, o "Plano Collor". Com o fracasso do Plano volta a inflação galopante e se agrava a recessão, presente desde a década anterior.

1992 - O impeachment do presidente

Acusado, pelo irmão, de envolvimento em esquema de corrupção, o Presidente foi investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Ao mesmo tempo, os "caras pintadas" saem às ruas exigindo o impeachment de Collor, que é afastado pelo Congresso, assumindo o Vice, Itamar Franco.

1994 - O Plano Real

O novo presidente Itamar Franco nomeou o senador Fernando Henrique Cardoso para Ministro da Fazenda; foi criado o Plano Real que visava a estabilização da moeda. Nas eleições desse ano se enfrentam, no segundo turno, Luíz Inácio da Silva do PT e Fernando Henrique Cardoso (FHC), do PSDB, que sai vitorioso.

1995-1998 - Reformas constitucionais

Para concretizar a estabilidade econômica e sustar a crise fiscal do Estado, causada pelas dívidas externa e interna, foram desencadeadas as reformas constitucionais. Ao mesmo tempo, foi derrubado o monopólio em vários setores, como o petróleo, a telecomunicação, gás canalizado e a navegação de cabotagem.

1995-1998 - Governo Fernando Henrique

Fernando Henrique Cardoso é reeleito para mais um mandato de quatro anos.

2000 - Brasil 500 anos

O Brasil comemora os 500 anos do Descobrimento.

Século XXI

A era do conhecimento

O Século XXI trouxe como desafio aos países em desenvolvimento a permanência em um cenário internacional no qual a posse de conhecimento e a aplicação de tecnologia são fatores determinantes de autonomia. Expressivos avanços nos métodos e ferramentas de produção aposentaram matérias-primas em vários setores e a mão-de-obra vem sendo substituída pela automação e informatização, ameaçando as economias de nações emergentes.

Inserido em um contexto de globalização, o Brasil partiu para a recuperação política e comercial do Mercosul, reforçando e ampliando as relações com os vizinhos do continente sul-americano, visando a uma efetiva integração da região, inclusive fisicamente por meio de obras de infra-estrutura. Os interesses do País estão sendo defendidos com vigor em todas as instâncias de negociação, desde a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) à Organização Mundial do Comércio (OMC).

O governo brasileiro assumiu uma indiscutível posição de liderança no continente a partir de uma política externa de vocação humanistas e em defesa de valores quase sempre esquecidos nas relações internacionais.

2002 - Eleição de Lula

O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inácio Lula da Silva, em sua quarta disputa à Presidência da República, enfrenta o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), José Serra, e é eleito no segundo turno com 61,2% dos votos válidos, 52,79 milhões de votos.

2006 - Reeleição de Lula

Em 29 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), se reelege presidente da República com mais de 58 milhões de votos (60, 83% dos votos válidos) vencendo em segundo turno o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Geraldo Alckmin.

Fonte: www.brasil.gov.br

História do Brasil

As Grandes Navegações

As Grandes Navegações foram realizadas pelos europeus, que viajaram pelo Oceano Atlântico em busca de novas terras e mercados comerciais.

A principal razão para esse empreendimento foi a questão econômica, pois naquela época, os comerciantes europeus compravam as especiarias que viam da "rota do mediterrâneo", mas nessa rota, havia muitos intermediários, que faziam os preços das especiarias se elevarem. Então os comerciantes europeus precisaram achar uma nova rota, pois se continuassem comprando pela rota do mediterrâneo, nunca iriam conseguir ampliar o seu mercado e perderia a sua clientela, por causa dos altos preços cobrados.

Portugal foi o pioneiro nas Grandes Navegações porque tinha uma atividade pesqueira marítima bem desenvolvida, a burguesia tinha um grande interesse de financiar para aumentar os seus domínios (mercados comerciais).

Período pré-colonial

O período pré-colonial no Brasil ocorreu entre 1500 a 1530, e é caracterizado como um período em que o Brasil está sendo apenas estudado, isto é, os portugueses estavam fazendo um pequeno reconhecimento do território. Houve algumas expedições e em duas delas, se confirmaram a existênciade uma árvore, o pau-brasil, que era utilizado em tinturaria, e com isso, atraiu muitos navegadores para contrabandear a madeira.

Quando a coroa portuguesa tomou conhecimento desse contrabando, foram enviadas algumas expedições para combatê-las, porém como o território brasileiro é muito extenso, dificultaria e muito o combate ao tráfico, então o único meio encontrado para evitar isso era colonizar o Brasil e formar grupos de povoamento.

Nessa época, os portugueses estavam dando mais atenção na conquista do mercado de especiarias do oriente, que era muito lucrativo, por isso, e quando eles chegaram no Brasil, não encontraram nenhum metal precioso ou algo que lhe desse ótimos lucro e por causa desses fatores que eles não dava atenção a terra descoberta.

O Sistema Colonial

O Brasil só começou a ser explorado em 1530, isto é, 30 anos após de ser "descoberto"por Cabral.

Mas por que os portugueses só se interessaram em colonizar o Brasil após 1530?

Porque naquela época, as especiarias orientais davam ótimos lucros aos portugueses, mas os outros países europeus começaram a navegar nessa rota, fazendo com que o preço das especiarias se desvalorizasse, trazendo prejuízo aos portugueses, porém havia outros fatores que levaram Portugal a se preocupar, pois os países europeus - França, Inglaterra, Holanda - estavam invadindo a sua colônia (Brasil), e Portugal não queria perder um vasto território inexplorado, com grandes probabilidades de se encontrarem metais preciosos.

Por causa desses fatores, que Portugal iniciou a exploração, mas com ela, também iniciou uma atividade econômica para atrair a atenção de aventureiros em busca de se enriquecerem rapidamente e voltarem para Portugal.

A colonização que ocorreu no Brasil, foi uma colonização de exploração, porque a colônia produzia somente para o mercado externo (o mercado europeu), com um único objetivo, o de obter lucro, e por isso que foi usada a mão-de-obra escrava. A técnica utilizada nas plantações eram rudimentares, logo não se importavam em ensinar os escravos,pois os colonos produziam uma mercadoria para obter uma quantidade muito grande, não se importando com a qualidade.

Porque foram os holandeses que investiram o seu capital no Brasil em 1530?

Pois naquela época, Portugal não possuía condições financeiras para os gastos da construção dos engenhos e transporte de mercadorias produzidas por este, e naquela época, só a Holanda tinha as condições de realizar o transporte e investir na compra dos materias e escravos.

O expansionismo do território brasileiro

A expansão territorial se iniciou aproximadamente em 1630, pois foi quando o colonizador começou a achar fontes de riquezas, principalmente o ouro.

Os bandeirantes foram um dos principais elementos que contribuíram para a expansão do território, porque na Capitania de São Vicente os engenhos não davam lucros e as pessoas que a habitavam queriam se enriquecer, então a única solução encontrada foi a corrida para o ouro.

Houve quatro ciclos no período das bandeiras que foram:

Ciclo do sertanismo de contrato

Foi a época em que os bandeirantes eram mercenários e lutavam ao lado do governo em serviços particulares, isto é, sufocar rebeliões e foram contratados para destruir os quilombos (no qual foi destruído o quilombo dos palmares).

Ciclo do ouro de lavagem

Foi o ciclo onde foram encontrados ouro nos leitos de rios, que eram de fácil extração.

Ciclo de caça ao índio

Neste ciclo, os bandeirantes foram ao encontro das missões jesuíticas para aprisionar os índios catequisados e vendê-los aos engenhos baianos, pois os holandeses havia invadido as colônias portuguesas na África e bloquearam o fornecimento de escravos para os engenhos que não tinha um contrato com os holandeses. Mas eles foram expulsos da África, fazendo com que o tráfico de escravos voltassem ao normal e que os bandeirantes voltassem a sua atenção a procura do ouro, agora em mina.

Ciclo do ouro encontrado em mina

No final do século XVII, foi encontrado ouro na serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, so que a quantidade foi em grande escala. Também foi encontrado ouro no Mato Grosso e Goiás. Com a descoberta destas minas, as migrações para essas regiões foi muito grande. Foi o início do povoamento do oeste do Brasil.

O Sistema Colonial

O Brasil só começou a ser explorado em 1530, isto é, 30 anos após de ser "descoberto"por Cabral.

Mas por que os portugueses só se interessaram em colonizar o Brasil após 1530?

Porque naquela época, as especiarias orientais davam ótimos lucros aos portugueses, mas os outros países europeus começaram a navegar nessa rota, fazendo com que o preço das especiarias se desvalorizasse, trazendo prejuízo aos portugueses, porém havia outros fatores que levaram Portugal a se preocupar, pois os países europeus - França, Inglaterra, Holanda - estavam invadindo a sua colônia (Brasil), e Portugal não queria perder um vasto território inexplorado, com grandes probabilidades de se encontrarem metais preciosos.

Por causa desses fatores, que Portugal iniciou a exploração, mas com ela, também iniciou uma atividade econômica para atrair a atenção de aventureiros em busca de se enriquecerem rapidamente e voltarem para Portugal.

A colonização que ocorreu no Brasil, foi uma colonização de exploração, porque a colônia produzia somente para o mercado externo (o mercado europeu), com um único objetivo, o de obter lucro, e por isso que foi usada a mão-de-obra escrava. A técnica utilizada nas plantações eram rudimentares, logo não se importavam em ensinar os escravos,pois os colonos produziam uma mercadoria para obter uma quantidade muito grande, não se importando com a qualidade.

Porque foram os holandeses que investiram o seu capital no Brasil em 1530?

Pois naquela época, Portugal não possuía condições financeiras para os gastos da construção dos engenhos e transporte de mercadorias produzidas por este, e naquela época, só a Holanda tinha as condições de realizar o transporte e investir na compra dos materias e escravos.

Brasil Império

A Independência do Brasil ocorreu em 7 de setembro de 1822, ela foi baseada na independência dos E.U.A. Ela foi realizada pela aristocracia, e por isso, a sociedade continuou escravista.

Após a abdicação de D. Pedro I, que foi abdicado em 1831, foi considerado com a finalização da nossa independência.

O período Regencial, que se iniciou em 1831 e se estendeu até 1840 foi caracterizado por vários conflitos sociais como A Cabanagem, A Sabinada, A Farroupilha e A Balaiada.

No período das Regências, como D.PedroII (filho de D. Pedro I) era menor de idade para governar, então o Partido Brasileiro que assumiu o poder após a abdicação de D. Pedro I, formando A Regência Trina Provisória, com isso remontou o Ministério dos Brasileiros, anistiou as pessoas presas por questões políticas, suspensão temporária do Poder Moderador, decidiu tornar indissolúvel a Câmara dos Deputados.

Na Regência Trina Permanente, foram formados três partidos políticos: o Liberal Moderado, o Liberal Exaltado e o Restaurador.

Foi também na Regência Trina Permanente que houve o Ato Adicional que decretava: extinção do conselho de estado, concessão da autonomia para as províncias, substituição da Regência Trina Permanente pela Regência Una, criação das Assembléias Legislativas Provinciais.

Houve a Regência Una de Diogo Feijó e a Regência Una de Araújo Lima, que não conseguiram resolver os conflitos sociais e então os partidos políticos se uniram e deram o golpe da maioridade, aonde D. Pedro II assumiu o trono

Brasil República

Os militares tomaram o poder com o auxílio da aristocracia e Proclamaram a República em 15 de novembro de 1889.

A República da Espada foi caracterizada por uma disputa política,entre os militares e os fazendeiros, pois cada grupo tinha seus ideais.

Na República Velha, o voto deixou de ser censitário, mas eram controlados pelos coronéis, grandes fazendeiros que compravam a patente de coronel. O poder do país ainda estavam nas mãos dos grandes fazendeiros.

Na metade do século XX, se iniciou o declínio da oligarquia cafeeira, pois naquela época, a indústria estava sendo implantada no país, e com isso, o surgimento de uma nova classe, a burguesia industrial.

Fonte: www.historiadobrasil.hpg.ig.com.br

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