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Maceió

MONUMENTOS HISTÓRICOS E ARTÍSTICOS

CATEDRAL METROPOLITANA

Oficializada como Catedral pelo Papa Leão XIII, a Metropolitana teve sua construção iniciada em 1840 e concluída 19 anos depois, tendo sido inaugurada pelo Imperador D. Pedro II, em 1859. Composição arquitetônica diversificada - em função de várias reformas - a Matriz de Nossa Senhora dos Prazeres não perdeu a imponência e a beleza estrutural que a caracterizam como testemunha do povoamento e crescimento da cidade de Maceió.

IGREJA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS PRETOS

Localizada na Rua do Sol, centro de Maceió, a antiga capela de Nossa Senhora do Rosário, construída pelos negros em 1820, tornar-se-ia Igreja em 1830. Guarda ainda hoje alguns aspectos do barroco e características arquitetônicas do século XIX. Sua torre sineira lembra algumas igrejas de Salvador - BA.

IGREJA DO BOM JESUS DOS MARTÍRIOS

Fica em frente à Praça Floriano Peixoto, e teve sua construção iniciada em 1885. Ela é caracterizada por diversas formas arquitetônicas: o aspecto oriental nas torres sineiras, azulejos portugueses estampados nas paredes externas e portas e janelas semelhantes às construções da época.

IGREJA SÃO GONÇALO DO AMARANTE

Historicamente é uma das mais importantes Igrejas de Maceió, apesar de não possuir nenhuma suntuosidade, ela foi resultante da modificação feita em um armazém ou paiol, de guarda pólvora. Instituída como templo em 1888.

IGREJA DE NOSSA SENHORA DA GUIA

Localizada na Rua Benjamim Constant, no bairro do Trapiche da Barra. A construção dessa igreja teve uma relação estreita com o povoamento da região, assim como com o comércio, que era feito através dos canais e lagoas que se situam no referido bairro.

MIRANTES

MIRANTE DE CHÃ DE BEDOURO

Avenida Osvaldo Cruz, estrada de Santa Amélia, Bairro da Chã de Bebedouro - observa-se grande parte da Lagoa Mundaú.

MIRANTE DE SANTA TEREZINHA

Rua Capitão Samuel Lins, em frente à Igreja de Santa Terezinha, no bairro do Farol - avista-se parcialmente a Lagoa Mundaú, à direita. Ao centro, o Palácio dos Martírios, os fundos da Igreja do Bom Jesus dos Martírios e parte da lateral da mesma. Ao fundo, observa-se o Estádio Rei Pelé (também conhecido como Trapichão) e, à esquerda, toda a costa, começando na Praia da Avenida até o Pontal da Barra.

MIRANTE AMBRÓSIO LIRA

Rua Ambrósio Lira, bairro do Farol, entre as Ladeiras do Brito e dos Martírios - observa-se à esquerda o mar da Avenida da Paz e todo os resto da costa que vai até o Pontal da barra. Defronte ao centro da cidade, destacando-se a Praça dos Martírios e o Palácio do Governo e os fundos da Igreja do Bom Jesus dos Martírios.

MIRANTE DO CORTIÇO

Rua Bento Júnior - bairro do Farol, por trás do Colégio Santíssimo Sacramento. Avista-se, à esquerda, o mar da Avenida da Paz, do Sobral e Pontal da Barra. Defronte, o centro da cidade.

MIRANTE KÁTIA ASSUNÇÃO

Rua Coronel Paranhos, Jacintinho. Avista-se quase todo o litoral da cidade, início da Praia de Cruz das Almas, Jatiúca, Ponta Verde, Pajuçara até a Praia da Avenida, onde está localizado o Porto.

MIRANTE DE SÃO GONÇALO

Praça Rosalvo Ribeiro, próximo a Igreja de São Gonçalo, bairro do Farol. Avista-se o centro da cidade, o Porto de Maceió e, à esquerda, o mar da Pajuçara e Ponta Verde. À direita, toda a extensão da costa que vai até o Pontal da Barra.

MIRANTE DA PRAIA DA SEREIA

Al -101 Norte - Mirante da Sereia - Praia de Pratagy - avista-se o mar de Pratagy, com sua piscina natural, rodeada de arrecifes, onde está localizada a estátua da sereia e ainda parte do litoral norte de Maceió.

PRAIAS

PRAIA DE CRUZ DAS ALMAS

Local onde já foi um cemitério indígena, é carregado de misticismo, fortalecido pela força de suas ondas, que de dia é o paraíso dos surfistas e nas noites de lua cheia é o cenário ideal dos namorados, que celebram, sem saber, a lenda do casal de índios, que por serem de tribos rivais, foram sacrificados; e há quem afirme que quando a lua se torna mais bela, eles vêm banhar-se nas águas do mar. Tirando o lado folclórico, a praia é urbana, com barracas restaurantes e hotéis.

PRAIA DE JATIÚCA

Este nome vem do indígena Y-ATI-UCÁ e significa "Carrapato", o inseto, mas há também a versão de que tenha sua origem ao carrapato fruto da carrapateira (mamona), planta que era comum na região. A praia fica a aproximadamente 4,5 km ao norte do centro da cidade. Seu mar é agitado, em quase toda sua extensão, por isso mesmo, campeonatos de surfe são realizados com freqüência. Como está na região central, é totalmente provida de restaurantes, barracas de praia com chuveiros, pista de cooper e de ciclismo, equipamentos de ginastica, shopping center, hotéis, pousadas, enfim, toda uma estrutura necessária ao bem-estar do turista.

PRAIA DE PONTA VERDE

A ponta de terra que emerge mar adentro, coberta pelo verde dos coqueirais. Foi este o fenômeno que deu nome a uma das mais freqüentadas praias de Maceió e que abrigou no passado o mais famoso símbolo da cidade, o "Gogó da Ema". Era, na verdade, um coqueiro que cresceu muito e seu tronco parecia o pescoço de uma Ema. Ele ficava próximo ao atual Alagoas Iate Clube (Clube Alagoinha ). Os arrecifes foram piscinas naturais, e é comum, na maré baixa, avistar banhistas nestas piscinas, principalmente próximo ao farol. Ponta Verde é uma praia super badalada, um lugar para passeio, paquera. Tem barracas com música ao vivo, bares, restaurantes, lanchonetes, hotéis, etc.

PRAIA DE PAJUÇARA

Abriga o encanto de quem foi a princesinha do litoral alagoano e musa inspiradora de cantores e poetas que cantaram em seus versos. A aproximadamente 2 km do centro da cidade, a mais conhecida praia de Maceió, tem nome com origem na língua tupi, que significa "Terra de espinhos" ou "região de espinhos". Pajuçara é pura tranqüilidade em suas águas, graças a seus arrecifes, que a tornam segura para o banho, principalmente, das crianças. É também na Pajuçara (perto da ferinha do artesanato) que saem as jangadas para a piscina natural, formada de arrecifes de corais, onde o turista encontrará bares flutuantes para deliciar-se com as especiarias da cidade.

AVENIDA DA PAZ

O cenário do mais belo por do sol de Maceió, recebeu este nome em homenagem ao término da primeira guerra mundial.

PRAIA DO SOBRAL

A praia que batizou também o bairro. É marco de uma época, quando os filhos ilustres da terra eram homenageados com títulos de nobreza, foi a apogeu dos barões, viscondes e comendadores. A área próxima, formada de sítios e coqueirais, pertencia ao Sr. Manoel Sobral Pinto, o Comendador Sobral, que deu nome ao lugar.

PRAIA TRAPICHE DA BARRA

É outra praia onde o azul de suas fortes ondas faz contraste com o colorido das pranchas dos surfistas. Trapiche era um armazém - da época do forte comércio - e hoje dá nome à um bairro populoso da cidade.

PONTAL DA BARRA

A praia que no passado foi adornada pelo mistério e beleza das dunas móveis e coqueirais nativos e ainda hoje cúmplice de um dos mais belos fenômenos da natureza, o encontro da Lagoa Mundaú com o mar, e se observado, o por do sol pode levar os mais sensíveis a um estado de êxtase e contemplação.

PASSEIOS

LAGOAS MUNDAÚ, MANGUABA E SEUS CANAIS

Passeio de barco conhecendo os principais canais e ilhas, as belas paisagens e o encontro da lagoa com o mar. O passeio dura em média 5 horas. Acesso: procure um agente de viagem ou mesmo um barqueiro, perto do local.

PISCINA NATURAL DA PAJUÇARA

É um dos cartões postais de Maceió. É impossível deixar de conhecê-la (Detalhes acima, no item praias).

ARTESANATO

O artesão é aquele que elabora utensílios utilizando as mãos. Tem a idade do próprio homem. Com o passar do tempo, e a chega da indústria, a figura do artesão passa a ocupar outro espaço no contexto social. No nordeste, ele não possui o mesmo status que os outros profissionais e o artesanato passa a ser, na sua elaboração e na venda, um componente secundário na vida daquele que hoje é o agricultor, um pescador ou uma simples dona de casa, que, para amealhar no orçamento doméstico, exercita-se nas palhas de coqueiro ou palmeira, nos cinzeiros, jarros de cerâmica, couros curtidos, linhas de costura. Em Maceió, os bordados, as linhas, alfinetes e pequenas armações de madeira, muita paciência e o vai-e-vem das agulhas encontram campo fértil e prazenteiro no Pontal da Barra, onde as fazendeiras de rendas e de redes dão vida a todos estes elementos, criam e recriam a magia do artesanato.

LABIRINTO

Tipo de bordado de origem portuguesa. A técnica consiste em desfiar a fazenda para depois realizar com agulha e linha, desenhos de flores e frutas, etc.

FILÉ

Trabalho elaborado a partir de uma rede tecida em algodão, presa por pregos a uma peça de madeira (quadrado e retângulo), onde são traçados pontos com agulha de mão, cujo resultado são peças para o vestuário (blusas, vestidos, saias) e cama e mesa (colchas, toalhas, etc.). Os motivos geralmente são características florais ou geométricas.

RENDA DE BILRO

Barrado tecido com linha-de-algodão presa por alfinetes a uma almofada redonda e dura traçados pela troca de posição dos bilros (pedaço de madeira onde a linha fica amarrada) que servem de adorno para peças de algodão (vestidos, blusas, saias, colchas, fronhas, toalhas, etc.)

FEIRINHA DE ARTESANATO DA PAJUÇARA

Fica na praia de Pajuçara e tem cerca de 200 barracas

MERCADO DE ARTESANATO DE MACEIÓ

Tem aproximadamente 300 lojas e fica no bairro da Levada, na região central da cidade.

NÚCLEO ARTESANAL DO PONTAL DA BARRA

280 lojas distribuídas em todo o bairro. Encontram-se os mais variados trabalhos em filé, rendendê, renascença, labirinto e bordados em geral. Funciona todos os dias, das 8h00 até as 18h30.

CULINÁRIA ALAGOANA

Em Maceió, em matéria de culinária, não deixamos a desejar para nenhuma outra grande cidade do país, com um grande vantagem, temos um tempero especial e especiarias melhores ainda. Pode ser a pata de uça (caranguejo característico da região), quem sabe um camarão ao molho de coco, ou, talvez, porque não uma lagosta na manteiga de garrafa? As opções são inúmeras, em todas as praias que o turista resolver se deliciar. Pode ser apenas como aperitivo, pode ser para almoço, para o jantar. É uma cidade que vive com intensidade, praticamente 24 horas, seja nas cozinhas dos hotéis, nos restaurantes de cozinha regional, nacional ou internacional, seja nos bares, ou nas barracas de praia. A culinária alagoana tem o dom de prender o visitante pela boca. Assim é Maceió, basta apenas ter a oportunidade de conhecer. O paraíso das águas - como a cidade é chamada - pode, tranqüilamente, levar o nome de paraíso da culinária.

TAPIOCA

É um charme da culinária nordestina, mas em Maceió as tapioqueiras costumam dar sabor todo especial, somente encontrado aqui, notadamente nas praias de Pajuçara e Jatiúca. A iguaria tem origem na culinária indígena e é feita à base de goma de mandioca, coco ralado, sal e queijo, depois é assada em chapa de ferro, com dezenas de outras combinações e sabores. Não se visita a capital alagoana sem experimentar a tapioca.

Bandeira de Maceió
Bandeira de Maceió

Brasão de Maceió
Brasão de Maceió

A da criação do Brasão de Armas do Município de Maceió, foi de autoria do professor Théo Brandão, através do concurso público da Câmara de Vereadores de Maceió, em 25/09/57 e aprovado em 04/01/1958, representada da seguinte maneira: forma do escudo, retângulo de 8 x 7, com ângulos arredondados de ¼ de círculo, é a forma usada na Península Ibérica, e adotada pelas municipalidades portuguesas. Indica, assim, nossa origem racial, cultural e política, e faz a devida ligação do nosso passado com a história lusitana.

A faixa central, de prata, representa a restinga onde se encontra situada Maceió. De prata, para retratar sua constituição arenosa e a alvura puríssima de suas praias, bem como para simbolizar a alegria característica de sua paisagem, que lhe valeu o nome, hoje clássico, de Cidade-Sorriso.

A faixa diminuída, ou divisa, ondada, representa o riacho Maceió, Salgadinho ou Reginaldo, que recebeu o nome do lagoeiro ou pântano - Massayó,e depois o transmitiu ao primitivo engenho, mais tarde à vila e à cidade; de vermelho, pois que nasce sob o nome de Rêgo, ou Riacho, da Pitanga (vermelho, em tupi-guarani), e corre, na maioria do seu curso, principalmente no inverno, com águas barrentas, carregadas de argila vermelha das próprias ravinas que atravessa antes de chegar à restinga.

O chefe, o primeiro quartel, carregado com uma jangada velejante de prata, representa o mar, que banha, de um lado, a restinga, e do qual a jangada é a embarcação típica e indispensável; de verde, para recordar os verdes mares bravios, simbolicamente, para indicar a abundância de peixes. O contra- chefe, campanha ou terceiro quartel, recorda por sua vez, a lagoa, que limita, no outro lado, a restinga; de azul, para indicar que não se trata de água salgada, e , simbolicamente para expressar sua formosura e serenidade; com uma canoa velejante, de prata, que é semelhante à sua embarcação característica.

A coroa mural é símbolo dos municípios brasileiros, e vem sendo usada em todos os brasões municipais, a exemplo do que acontece em Portugal. É figurada com cinco torres para indicar que se trata de cidade, e deouro porque a cidade é Capital de Estado. O escudete, com o barrete frígio, símbolo da República, pretende recordar que, município, nasceu o Marechal Floriano Peixoto, Consolidador da República. Os apoios: folhas de coqueiro, de sua cor, indicam que Maceió está situada dentro de um vasto coqueiral, mostrando, além disso, que a palmácea é a sua maior riqueza agrícola, E não é só agrícola, mas também, ornamental, emoldurando com sua beleza, as praias do mar e da lagoa, as ruas, os quintais e as praças de Maceió. A palavra Maceió, no listel, indicando o nome do município, acompanha a tradição heráldica, que nos veio através de Portugal, e que já se encontrava nos brasões nassovianos de Alagoas e de Porto Calvo.

Hino de Maceió

Letra: Carlos Moliterno
Música: Ediberto Trigueiros

És, Maceió, altiva e majestosa / Feliz nascente entre a lagoa e o mar / Ao lado da capela milagrosa / De um velho engenho pobre e secular.

Pelo trabalho e pelo esforço ingente / Como a bravura de teus filhos nobres / E debaixo de um sol glorioso e quente / Veio a riqueza dessas terras pobres.

A tua glória promana / Desses teus filhos audazes / Cujo alto valor se imana / Aos dos heróis mais capazes.

Maceió, terra adorada! / Ó terra bela e altaneira! / Tua história é proclamada / Pela nação brasileira.

Tu tens paisagens, Maceió, famosas / Teu sol é quente e teu luar é claro / São tuas praias belas e formosas / De um tom de prata, deslumbrante e raro. / E desse alvorecer das madrugadas, / De Ponta Verde às curvas do Pontal, / Os coqueiros e as velas das jangadas / Dão-lhe um vigor de tela natural.

A tua glória promana / Desses teus filhos audazes / Cujo alto valor se imana / Aos dos heróis mais capazes.

Maceió, terra adorada! / Ó terra bela e altaneira! / Tua história é proclamada / P7ela nação brasileira.

Hino de Alagoas

Letra: Luiz Mesquita
Música: Benedito Silva

Alagoas, estrela radiosa, / Que refulge ao sorrir das manhãs, / Da República és filha donosa, / Magna Estrela entre estrelas irmãs.

A alma pulcra de nossos avós. / Como benção de amor e de paz, / Hoje paira, a fulgir sobre nós, / E maiores, mais fortes nos faz.

Tu, liberdade formosa, / Gloriosa hosana entoas: / Salve, ó terra vitoriosa! / Glória a terra de Alagoas!

Esta terra quem há que idolatre-a / Mais que os filhos que lhe são? / Nós beijamos o solo da Pátria / Como outrora o romano varão. / Nesta terra de sonhos ardentes, / Só, palpitam, como alma de sóis, / Corações, corações de valentes, / Almas grandes de grandes heróis!

Tu, Liberdade formosa, / Triunfal hosana entoas: / Salve, ó terra gloriosa! / Berço de heróis! Alagoas!Ide, / algemas que o pulso prendias / Desta Pátria, outros pulsos prender

Nestes céus, nas azuis serranias, / Nós, só livres, podemos viver. / E se a luta voltar, hão-de os bravos / Ter a imagem da Pátria por fé. / Que Alagoas não procria escravos: / Vence ou morre!...Mas sempre de pé

Tu, Liberdade formosa, / Ridentes hinos entoas: / Salve, ó terra grandiosa / De luz, de paz, Alagoas! / Salve, ó terra que, entrando no templo. / Calmo e ovante, da indústria te vás; / Dando as tuas irmãs este exemplo / De trabalho e progresso na paz!

Sus! Os hinos de glórias já troam!... / A teus pés os rosais vêm florir!... / Os clarins e fanfarras ressoam, / Te levando em triunfo ao porvir!

Tu, liberdade formosa, / Ao trabalho hosanas entoas! / Salve, ó terra futurosa! / Glória a terra de Alagoas!

Regiões administrativas

Região administrativa 1

CRUZ DAS ALMAS

Uma rua às margens da rodovia que dá acesso ao litoral Norte de Alagoas. A partir dali, as casas foram surgindo, construiu-se a igreja e, da década de 50 em diante, o pequeno povoado transformou-se em um novo bairro de Maceió. Em Cruz das Almas foi construído o primeiro hotel cinco estrelas da cidade: o Matsubara. O bairro, localizado entre o morro e o mar, possui bares e restaurantes que vêm se multiplicando, assim como os hotéis, pousadas e edifícios residenciais.

Há pouco mais de 30 anos, a praia de Cruz das almas era desconhecida pela maioria dos alagoanos. Hoje, é uma das preferenciais para praticantes de surf. As ruas que dão acesso à orla marítima, partindo da AL-101 Sul, estão pavimentadas e nelas existem várias casas comerciais. No centro, uma escola proporciona o acesso à educação para seus moradores e há, ainda, um posto de saúde. A Praça Ganga Zumba, com um monumento ao Quilombo dos Palmares, foi construída à beira-mar no conjunto da Cohab, que também oferece outros espaços de lazer à comunidade.

GARÇA TORTA

Com uma larga faixa de areia avermelhada e fina, onde os arrecifes acalmam as águas de tom azul esverdeado, esta praia abriga uma pacata aldeia de pescadores. A sua orla foi escolhida por muitos maceioenses para a instalação das suas casas de veraneio.

Garça Torta é ideal para caminhadas na areia, banhos de mar, pesca ou para a simples apreciação das várias espécies da flora e da fauna que habitam os recifes de corais, a aproximadamente 9km do centro de Maceió. Na década de 80, tornou-se o paraíso dos artistas e intelectuais que queriam sentir o misticismo, a poesia do lugar e a simpatia dos nativos. Hoje, há boas pousadas e restaurantes, excelentes para dias de descanso.

IPIOCA

Conhecido em todo o Brasil como a terra onde nasceu o Marechal Floriano Peixoto, segundo presidente da República, o bairro-distrito de Ipioca é um lugar paradisíaco, onde o verde predomina por todos os lados. Uma igreja secular, uma bela praia, casas de pescadores e gente simples nas calçadas compõem o visual tranqüilo e atraente. Sua história, rica em detalhes, se inicia no século XVIII, época em que fornecia cal para várias partes do Estado.

Como a retirada da cal provocava erosões, o governo proibiu a exploração da substância. O bairro passou, então, a depender do coco e da pesca e foi crescendo à beira-mar, com a construção de casas de veraneio. A parte alta do distrito continua intacta, com suas casas antigas, a Igreja de Nossa Senhora do Ó e a praça com o busto de Floriano Peixoto. Os mais velhos lembram que durante a Invasão Holandesa, Ipioca era um centro de observação, por estar situada num ponto estratégico, com vista panorâmica para o mar.

Segundo uma lenda que circula no local, a construção da Igreja deve-se a uma promessa feita pelos portugueses - devotos de Nossa Senhora do Ó, que se perderam no mar e foram salvos. Ao chegarem em terra firme, construíram a Igreja no alto do local, onde surgiu o povoado de Ipioca.

Seu dia-a-dia é semelhante ao de uma cidade do interior. Todos vivem numa comunidade tranqüila, inclusive personagens antigos como a parteira Joana dos Santos, que continua atuando; o vendedor de frutas Jones Gomes; o tirador de cocos, Paulo Francisco e Edésio Pereira, dono do cartório local.

JACARECICA

Localizado na região administrativa 1, zona norte da cidade de Maceió, o bairro possui aproximadamente 18 logradouros, entre ruas, avenidas e conjuntos residenciais. A área urbana fica a margem da rodovia AL 101 Norte e da praia de mesmo nome. Sua extensão geográfica estende-se até o limite do bairro Benedito Bentes, predominando a área rural, com fazendas, sítios, chácaras e até balneários.

O comércio do bairro é limitado, mas não falta o básico: panificação, mercadinhos, farmácias e armarinhos. O transporte coletivo é bem servido de linhas de ônibus que seguem nos sentidos do Centro da cidade e do litoral norte.

A praia de Jacarecica tem águas limpas e é excelente para a prática de surf. Bares ao longo da Avenida Litorânea garantem o lazer dos moradores e turistas. Para a segurança de todos, o bairro conta com um PM Box que funciona 24 horas por dia.

JATIÚCA

Tudo começou com um sítio de coqueiros à beira-mar que, até alguns anos atrás, ainda era conservado pelos herdeiros do historiador e folclorista Théo Brandão. Hoje o bairro é um dos metros quadrados mais valorizados de Maceió. Cada espaço é disputado pelas construtoras para edificar modernos prédios de apartamentos e hotéis. A avenida que percorre toda a sua orla é a Álvaro Otacílio, que começa na curva do Iate Clube Alagoinhas e vai até o Hotel Jatiúca.

O bairro cresceu além da orla, com a construção dos conjuntos Castelo Branco, Pratagy e Santa Cecília. Foi expandindo com a abertura de novas ruas, até a construção do Loteamento Stella Maris. Ao final da década de 80, Jatiúca já era um local nobre. Construiu-se o Shopping Center Iguatemi - o maior da cidade - na divisa com o bairro de Mangabeiras. Daí em diante, foram surgindo mais estabelecimentos comerciais.

Tanto que quem mora lá, assim como em qualquer grande bairro de Maceió, não precisa se deslocar para o Centro da cidade. Mercadinhos, farmácias, padarias, açougues e o próprio Shopping Center Iguatemi atendem às necessidades dos moradores.

Quanto ao lazer, a Jatiúca passou a ser o ponto de encontro de jovens, adultos e turistas, por alojar muitos bares, restaurantes, boates e casas de shows. Existem ainda mini-shoppings. Sem falar da própria orla, tomada por bares e restaurantes; e do novo espaço Vera Arruda, onde as crianças e adolescentes da redondeza encontram espaço para brincar livremente, andar de bicicleta e patinar.

JARAGUÁ

O bairro de Jaraguá representa a própria história de Maceió. Foi no pequeno trecho que fica entre o mar, o bairro do Poço e o Centro da cidade, que surgiram os primeiros surtos de desenvolvimento da então vila. Ela cresceu e superou a capital da Capitania, a então vila das Alagoas, atual Marechal Deodoro. Daí iniciou-se a luta da transferência da capital para Maceió, que era sede das principais repartições públicas e onde já residia o governador do Estado.

O desenvolvimento do bairro deveu-se a instalação do porto, que transformou o local num imenso comércio. Mas Jaraguá surgiu antes mesmo da povoação de Maceió, que foi originada de um engenho de açúcar de propriedade do coronel Apolinário Fernandes Padilha, no local onde hoje é a Praça Dom Pedro II. A aldeia de pescadores, margeando o mar, já chamava a atenção de quem passava pelo caminho.

Com a chegada do primeiro governador da Alagoas, Sebastião Francisco de Melo e Povoas, desembarcando no porto de Jaraguá, a fama do local aumentou, projetando-o como um lugar de futuro promissor. Naquela época, meados de 1818, já existiam algumas casas e a igreja de Nossa Senhora Mãe do Povo, construída pelo português Antonio Martins. Depois foram chegando novos investidores, que se instalaram no novo bairro.

Graças à proximidade do ancoradouro, Jaraguá se tornou um centro comercial de grande importância. Até a primeira metade do século XX, o comércio era atacadista e varejista e Jaraguá disputava com o Centro a preferência dos consumidores. Detinha grandes lojas de tecidos, chapéus, sapatarias, farmácias e outros estabelecimentos. Começou a ser ocupado por bonitos sobrados, a partir da segunda metade do século XIX. O imponente prédio da Associação Comercial de Maceió, inaugurado em 1923, tem estilo greco-romano. Com suas luminárias e com as escadarias em mármore é um dos prédios que proporcionam um belíssimo visual, aliado aos diversos monumentos existentes ali.

Com sua arquitetura eclética/ neoclássica, Jaraguá é um bairro que respira história. Caminhar por suas ruas nos remete a um passado saudoso. Por toda a sua importância histórica, Jaraguá passou por um amplo processo de revitalização, recuperando seu parque arquitetônico e resgatando símbolos do empreendedorismo do Estado. São belos sobrados e fachadas que foram reconstituídas. Sobressaem-se os prédios da Delegacia da Receita Federal, a sede da Associação Comercial e o Museu da Imagem e do Som de Alagoas.

O Museu Pierre Chalita possui um acervo composto de imagens dos séculos XVII, XVII e XIX, em sua maioria nordestinas. Cerâmica, prataria, mobiliário, desenhos e pinturas brasileiras e estrangeiras. Prataria, mobiliário, desenhos e pinturas brasileiras e estrangeiras estão expostos no antigo armazém, para a visitação pública.

MANGABEIRAS

Espremido entre o morro do Jacintinho e o mar, o bairro de Mangabeiras originou-se de um imenso sítio onde se plantava fruteiras, principalmente a mangaba - bastante consumida pelos alagoanos. A antiga estrada das Mangabeiras virou avenida e a proliferação de ruas e becos transformou o local num dos mais importantes bairros de Maceió, com grandes edifícios, casas, um comércio ascendente, pousadas e hotéis.

No início do século XX, construiu-se uma estrada em demanda ao litoral Norte. As antigas casas dos sítios foram transformadas em casas comercias e edifícios de apartamentos. Restaram os prédios antigos do Orfanato São Domingos e da Cruz Vermelha, que preservam sua arquitetura original.

É pela antiga estrada das Mangabeiras que se tem acesso a um dos mais importantes santuários da cidade: o da Virgem dos Pobres, encravado numa elevação do morro, no sítio Betânia. Lá, a fé católica é preservada, levando centenas de fiéis ao morro para rezar, pagar promessas e admirar a imagem da Virgem Maria, trazida da Bélgica no início da década de 80.

Sua principal via de trânsito - a Avenida Gustavo Paiva, homenageia com seu nome o homem que transformou a industria têxtil alagoana, dando exemplos de administração moderna e eficiente. Gustavo Paiva também fundou o município interiorano de Rio Largo. Revendedoras de veículos, peças, material de construção e outras atividades comerciais tomam conta de toda a extensão da Avenida, que começa na "Bomba da Marieta" - conhecido posto de combustíveis - e atinge a Cruz das Almas, passando por toda a extensão do bairro.

PAJUÇARA

Segundo o dicionário Aurélio Buarque de Holanda, Pajuçara significa "muito grande", de grande corpo e estatura. Alguns historiadores afirmam que a origem do nome é indígena e seria escrito "Pajussara". Mas o nome do bairro e da praia é conhecido no país inteiro com "ç", seguindo o próprio dicionário do alagoano Aurélio.

Cantado em verso e prosa pelo Brasil afora, o bairro transformou-se numa referência para o turista nacional e estrangeiro. O belíssimo visual da praia, que combina o azul e o verde do mar lotado de jangadas com os coqueirais, atrai os visitantes que querem conhecer suas famosas piscinas naturais, formada por arrecifes a dois quilômetros da costa. A Pajuçara surgiu no século passado, com um balneário para as famílias ricas que residiam em Bebedouro, Farol e no Centro. Era considerado distante e a maior parte de sua população era formada por pescadores. Havia também algumas casas de veraneio.

Na época que Maceió era uma cidade provinciana, seus moradores andavam de bonde, meio de transporte que atendia a ricos e pobres, já que era raro se ter carros de passeio. Foi na Pajuçara que residiram por muitos anos os ex-governadores Arnon de Mello e seu filho Fernando Collor de Mello, além de Guilherme Palmeira, Afrânio Lajes e outros políticos, ricos empresários e intelectuais. Por lá passou a infância o ator Paulo Gracindo, que fez carreira brilhante no teatro e na televisão. Sua casa ficava no local onde ergue-se o Hotel Enseada. O antigo Cine Rex, a praça da Liberdade, a Escola de Samba Jangadeiros Alagoanos, o Clube de Regatas Brasil com seus bailes e o carnaval no Iate Clube Pajuçara são lembranças que quem viveu ali não consegue esquecer.

Hoje o local é tomado por conhecidos restaurantes, bares, boates, supermercados, entre outros empreendimentos. Ruas como a Jangadeiros Alagoanos são ocupadas por casas comerciais, enquanto na orla marítima predominam os hotéis, pousadas e edifícios de apartamentos, além das feiras de artesanato. A balança à beira-mar comercializa toda a espécie de pescado. As galerias e mini-shoppings abrigam as mais sofisticadas boutiques da cidade.

POÇO

Sua história remete-se ao século XVIII. A área era um imenso sítio de propriedade do português Antônio Fernandes Teixeira. Aos poucos foram surgindo as primeiras ruas, cortadas pela antiga estrada do Poço, beirando o litoral e o Riacho Salgadinho. Hoje, o movimentado bairro é sede de indústrias, lojas de diversos ramos comerciais, escolas, postos de saúde, hospitais, centros profissionalizantes, além de conservar muitas residências, algumas delas apresentando ainda sua arquitetura original do início do século XIX. Com a proliferação de casa comerciais, restam poucos dos antigos casarões.

Reduto de gente festeira, seus moradores costumavam se reunir no Natal, Ano novo, carnaval e período junino para comemorar essas datas. O progresso não conseguiu acabar com toda a tradição do bairro. Os ambulantes que comercializam peixes, sururu e pães ainda vendem seus produtos de porta em porta.

O samba e o forró fazem parte da vida do bairro, que é sede da mais antiga escola de samba de Maceió: a Unidos do Poço. Sedia, também, a Escola de Samba de Nação Imperial. Os clubes, nas décadas de 50 e 60, eram espaços de diversão. O Atlético funcionava na Rua Comendador Calaça; o Jaraguá Tênis Club, na divisa do Poço com Jaraguá, funciona até hoje. O antigo Cine Plaza passou a exibir apenas filmes pornográficos e terminou fechando as portas.

PONTA DA TERRA

Um dos mais antigos da capital, o bairro remota ao início do século XX. Antes ele englobava a Ponta Verde e a Pajuçara. Hoje, resume-se a algumas ruas, com residências e casas comerciais que abrigam cerca de 20 mil habitantes. Além daqueles dois bairros, fazem parte de seu entorno os bairros da Jatiúca e Poço. Conta o historiador Craveiro Costa, em seu livro "Maceió", que na década de 1920, com a opção dos ricos pela Pajuçara, onde construíram casas de veraneio, os pescadores foram se transferindo para a Ponta da Terra, construindo casas modestas, geralmente cobertas com palhas de coqueiros.

O bairro foi encolhendo aos poucos, com muitas das suas ruas sendo tomadas pela Pajuçara e Ponta Verde. Um dos seus fundadores foi o alagoano Álvaro Otacílio, que dá nome à principal avenida das orlas marítimas da Ponta Verde e Jatiúca. Proprietário de sítios de coqueiros naquela área, aos poucos Álvaro loteou os locais para a construção de casas e edifícios de apartamentos.

O passeio de bonde até o bairro era um dos divertimentos de jovens e adultos nas décadas de 40 e 50. O bonde saía do Trapiche da Barra, passando pelo Prado, Centro, Jaraguá, Pajuçara e terminava na Praça Lyons - início do bairro da Ponta da Terra. Eles foram desativados no final da década de 50, com a ascensão dos micro-ônibus, conhecidos como "sopas". Esse meio de transporte teve vida curta, sendo substituído pelos ônibus maiores, que continuam servindo à população.

O Cine Lux, fundado pela família Miranda na década de 60, é lembrado com saudosismo pelos maceioenses. Era o mais espaçoso cinema da capital, freqüentado por gente que vinha de vários bairros para assistir aos mais recentes filmes da época. No carnaval, a escola de samba Jangadeiros Alagoanos agita a comunidade, ao lado da tradição dos grupos de Bumba-meu-boi. Nem a pavimentação das ruas acabou com as fogueiras durante as festas juninas, que são montadas nos dias de Santo Antônio, São João e São Pedro.

PONTA VERDE

A antiga Praia das Acanhadas - assim denominada porque era freqüentada pelas tímidas jovens da sociedade que queriam se banhar sem serem vistas, herdou o seu nome atual do Sítio Ponta Verde, que abrigava um coqueiro de aparência inusitada, parecido com o pescoço de uma ema: o "Gogó da Ema". Embora não exista mais, ele foi por muito tempo um símbolo turístico de Alagoas e é famoso até hoje. No local onde ficava o Gogó da Ema, foi construída uma praça com seu nome.

Localizado entre as praias de Jatiúca e Pajuçara, o bairro nobre, que abriga grandes lojas, restaurantes e hotéis, além de luxuosos edifícios e bares em sua orla, possui um dos metros quadrados mais caros da cidade. Na praia de mar manso, rodeada por coqueiros, também se formam piscinas naturais de água morna que atraem os turistas.

Aos domingos, parte da sua principal avenida se transforma em uma imensa área de lazer: o trânsito é interrompido nas imediações do Alagoas Iate Clube e a pista é tomada por crianças que se divertem com patins, charretes e carrinhos. Naquele Clube, erguido na enseada da praia de Ponta Verde, a sociedade alagoana se reuniu por muitos anos em torneios dançantes, bailes, competições esportivas ou almoços em família aos fins de semana.

RIACHO DOCE

No cenário paradisíaco, um riacho de água doce se mistura com o mar. À beira, cabanas de pescadores, uma igreja secular e uma casa de farinha fincados no solo rico em petróleo. Foi lá que, na década de 1930, o escritor paraibano José Lins do Rêgo, encantado com toda beleza, escreveu Riacho Doce, um dos maiores best sellers do país, que levou a rede Globo de televisão a produzir um seriado, ainda hoje na memória de milhares de brasileiros.

Hoje, a igrejinha de Nossa Senhora da Conceição continua preservada. A casa grande de Edson de Carvalho, o descobridor do petróleo, ainda está lá, intacta, embelezando a paisagem. A casa da farinha das boleiras é outra atração à parte. Ali são preparados beijus, tapiocas, cocadas, brasileiras e diversos tipos de bolos, que são comercializados no próprio lugar e no grande centro de Maceió.

A rua principal, margeando a rodovia AL-101 Norte, tem casas de comércio e residências antigas. A praia, ponto turístico, se constituía um dos points da juventude maceioense nos anos 60 e 70. Por ser um local de veraneio não tão distante do centro urbano de Maceió, muitas famílias moram no bairro e trabalham na cidade. Nos fins de semana, o movimento é intenso nos bares e nas barracas improvisadas das boleiras e dos vendedores de frutas, peixes e crustáceos.

Região administrativa 2

LEVADA

Por ter sediado o antigo aeroporto, o bairro já foi um dos pontos turísticos de Maceió. Hoje, a Levada é o maior centro de consumo de cereais e hortifrutigranjeiros da capital, pois concentra o Mercado da Produção, a feira livre, o Ceasa, centenas de camelôs e ainda o Mercado do Artesanato. Suas ruas estreitas, que antes eram habitadas por famílias tradicionais, são ocupadas por casas de comércio de ramos variados. O pequeno aeroporto foi desativado há mais de 50 anos, dando lugar a residências e lojas. A beleza da Lagoa Mundaú ainda surpreende, além de servir de sustento para milhares de alagoanos que vivem da pesca e comercialização de peixes e moluscos.

No início do século XX, a Levada era considerada uma área de grande cotação no mercado imobiliário da capital, por estar perto do comércio central. Uma das mais antigas da cidade, a Igreja Matriz de Nossa Senhora das Graças é símbolo da religiosidade do bairro. São quase 100 anos de história que já foi relatada por vários escritores alagoanos. Com o crescimento de outras religiões, surgiu na Levada a primeira Igreja Batista da cidade. A linha férrea continua cortando parte do bairro. Contam os mais velhos que, até os anos 50, o Cine Ideal era um dos pontos de grande concentração de jovens, para namoros e paqueras.

As ruas do bairro da Levada recebem nomes de velhos coronéis, altos comerciantes, políticos e gente simples, como a dona de casa Celeste Bezerra, que foi atropelada e morta, na década de 40. Um dos homenageados é o conhecido político de Maceió da época de Vargas: o advogado Rodolfo Lins, assassinado em 1935 por questões políticas, tendo sido o seu cadáver jogado na rua do Comércio, bairro do Centro. Hoje, seu nome está imortalizado no Parque Rodolfo Lins, também conhecido como Praça do Pirulito.

PONTAL DA BARRA

O bairro existe desde os tempos mais remotos de Maceió como capital da Província. Habitado por pescadores que retiram da lagoa e do mar o sustento de suas famílias, o local possui uma beleza inconfundível. Sua economia gira em torno do típico artesanato produzido e comercializado ali e dos restaurantes que servem pratos feitos à base de peixes, crustáceos e moluscos. Ambos atraem não só os turistas, mas também pessoas de toda a cidade.

Antes de o progresso chegar, a orla marítima era tomada por dunas. A grande atração pra quem visita o Pontal é o passeio de barco pelas ilhas e canais das lagoas Mundaú e Manguaba. A única rua do bairro, estreita e ocupada por artesãos, pescadores, bares e restaurantes, está sempre muito movimentada. São Sebastião, padroeiro do bairro, é homenageado no mês de janeiro, quando a população se reúne em oração e festa.

Vários tipos de rendas e bordados são confeccionados pelas artesãs, numa tradição que sobrevive através das gerações. Dessas artes, a mais conhecida é o filé, que é feito nas calçadas das casas, proporcionando um colorido que atrai cada vez mais os turistas interessados na aquisição do típico artesanato alagoano.

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