A localização do bairro - entre a praia do Sobral e o Centro da cidade - propiciou o crescimento do comércio, no local que há cerca de 40 anos era predominantemente residencial. As casas antigas foram transformadas em lojas de peças para automóveis, material de construção, bebidas e supermercados.
Um dos bairros mais tradicionais de Maceió, o Prado se originou de uma pista de cavalos que seguia do Centro até as margens da Lagoa Mundaú, no Trapiche da Barra. Seu próprio nome lembra a origem: hipódromo ou pista de corridas. No século XIX, havia poucas casas de taipa e um cemitério construído para enterrar as vítimas da Varíola. No local, onde hoje fica a praça Custódio de Melo, também havia uma capela, que foi destruída com o passar dos anos.
Quem hoje passa pela praça Afrânio Jorge, conhecida como Praça da Faculdade, e se depara com três grandes edifícios com doze andares, não imagina que daquele local partiam gritos intermináveis todos os dias. Era o Asilo dos Doidos, que abrigava doentes mentais de vários pontos do Estado. Na década de 60, o asilo foi transferido para o Farol (Hospital Portugal Ramalho). Ao lado do "Asilo dos doidos", até a década de 40, funcionava o Quartel do Exército.
O bairro abriga o Parque da Pecuária, onde são realizadas exposições de animais e outros eventos. Dois cemitérios e o único necrotério público de Maceió se localizam no Prado. No cemitério de São José, na divisa com o Trapiche, fica o túmulo do "menino Petrúcio", considerado um santo pelos católicos. No Dia de finados, seu túmulo é o mais visitado e florido do cemitério. Segundo os devotos, a criança pobre, que morreu de tuberculose aos 11 anos de idade, é responsável por diversos milagres.
TRAPICHE DA BARRA
Antigo "caminho da vila", o Trapiche de Barra é um bairro antigo, nascido de um porto na lagoa Mundaú, que transportava mercadorias e passageiros entre a antiga capital (atual Marechal Deodoro) e a Vila, que depois se transformou em capital da província. De antigo, resta a igrejinha de Nossa Senhora da Guia, bem próxima ao tal porto, que ainda funcionava até a década de 70, quando não existia a rodovia em demanda ao litoral Sul.
Sua principal avenida, a Siqueira Campos, começa no bairro do Prado e termina na Praça Pingo D'água, sendo uma das mais extensas da cidade. È praticamente tomada por casas comerciais, restando poucas residências. Trapiche, segundo o dicionarista Aurélio Buarque de Holanda, é um armazém de mercadorias importadas ou a exportar. E foi exatamente daí que surgiu o nome do bairro, por conta das mercadorias que chegavam da antiga capital para serem exportadas pelo porto de Jaraguá.
Até o final dos anos 50, o bairro era servido pelos bondes que percorriam vários pontos de Maceió. Na década de 60, iniciou-se o progresso local com a construção do Estádio Rei Pelé - ou "Trapichão", inaugurado pelo governador Lamenha Filho. Daí surgiram o Hospital José Carneiro, o Hospital Constância de Góes Monteiro, a Escola de Ciências Médicas do Estado, a Unidade de Emergência Armando Lages e o Ginásio Presidente Fernando Collor de Melo - o famoso Ginásio do Sesi, com seu Pavilhão Multi-Eventos. As ruas foram pavimentadas e arborizadas. De antigo reduto de pescadores, o Trapiche virou um reduto da classe média da capital, a partir dos anos 70.
Um dos mais confortáveis e seguros do Nordeste, o Trapichão abriga o Museu dos Esportes Edvaldo Alves Santa Rosa. Na entrada do bairro, contornando a lagoa Mundaú, encontra-se um grande símbolo da fé católica: a imagem da Virgem dos Pobres, seguida do famoso "Papódromo", onde o Papa João Paulo II abençoou os alagoanos, em sua visita à Maceió. Ainda existem algumas casas antigas, que lembram como era o bairro no início do século.
VERGEL DO LAGO
O nome Vergel, segundo o dicionário Aurélio Buarque de Holanda, significa pomar ou jardim. Foi assim que surgiu o bairro: de um pomar às margens da lagoa Mundaú, onde eram cultivadas várias frutas típicas da região. No início, era habitado por grandes proprietários e pescadores. Hoje tem ruas pavimentadas, um comércio em ascensão e uma avenida urbanizada, margeando a lagoa, conhecida como "Dique Estrada".
Um dos fundadores foi o rico latifundiário Félix Bandeira, dono de quase toda a extensão do local, seguindo até a Ponta Grossa. Ele dá nome à rua que liga os dois bairros. A principal Avenida é a Monte Castelo, que parte da praça Santa Tereza, na Ponta Grossa, e segue até as margens da Mundaú. Nas décadas de 50 e 60, os moradores se reuniam na Sociedade dos amigos do Vergel (Savel), um autêntico clube de bairro, onde promoviam animados bailes.
A população do Vergel do Lago triplicou nos últimos anos com a construção dos conjuntos residenciais Virgem dos Pobres e Joaquim Leão. São centenas de casas em alvenaria, ocupadas por famílias que viviam nas favelas à margem da lagoa. Entre os dois conjuntos foi construído um canal de escoamento de água, acabando com os problemas decorrentes das enchentes, que desabrigavam os moradores.
Parte da população tira da lagoa o seu sustento, com a comercialização de peixes e moluscos. A praça do padre Cícero, com sua imagem ao centro, é um ponto de atração religiosa. De lá partem caminhões lotados de "romeiros" rumo ao Juazeiro do Norte, no Ceará.
Região administrativa 3
FAROL
Seu nome originou-se da implantação de um farol no Planalto do Jacutinga. O clima ameno do planalto o transformou no bairro preferido da burguesia alagoana. Os coronéis e barões que moravam em Bebedouro até o início do atual século foram optando pela parte alta da cidade, por causa da proximidade com o Centro da cidade.
A Avenida Fernandes Lima, sua principal via, era tomada por mansões onde residiam usineiros, grandes industriais, comerciantes, magistrados e políticos.
Hoje, grande parte é coberta por estabelecimentos comerciais. A maioria das casas antigas foi derrubada ou descaracterizada, dando lugar a lojas dos mais variados ramos.
Quem mora no Farol dispõe de grandes colégios, faculdades, consultórios, clínicas, hospitais, escritórios, emissoras de rádio e TV, supermercados, agências bancárias e dos Correios, restaurantes, além de dois pequenos Shopping Centers. Tudo isso o tornou um bairro com vida própria; seus moradores não precisam se deslocar para o Centro a fim de obter os serviços desejados.
O bairro abriga, ainda, o maior complexo educacional do país: o antigo CEAGB, com vários colégios de primeiro e segundo graus, mantidos pelo Estado. Quem observa o bairro da parte baixa da cidade, contempla seus imponentes edifícios de apartamentos, onde se concentra boa parte do PIB (Produto Interno Bruto) alagoano.
GRUTA DE LOURDES
Na década de 60, só havia mata e uma pequena gruta. A tradicional família Breda construiu sua mansão e começou a lotear o imenso terreno, vendendo os lotes por preços modestos. Numa homenagem à sua esposa e também à Nossa Senhora de Lourdes, o patriarca daquela família batizou o novo bairro: Gruta de Lourdes. As famílias de classe média começaram a se interessar pelo local - de clima agradável e muito verde - e foram construindo suas casas, já obedecendo à arquitetura moderna, com jardins, garagem e quintal.
A mansão dos Breda, onde a família viveu por muitos anos, sempre foi uma das mais bonitas e luxuosas de Maceió. Inspirada no filme "E o Vento Levou", possui pilastras gigantescas, vitrais e muito espaço para o conforto de seus moradores, além de um imenso jardim e uma piscina. Com os filhos crescendo e casando, a mansão ficou grande demais. Resolveu-se alugá-la. Foi aí que o professor Aurélio Lisboa aproveitou a oportunidade e fundou o colégio Saint Germain, adotando um estilo francês de educação. O colégio funcionou por muitos anos nesse prédio, sem nunca modificar sua arquitetura.
Assim, o bairro foi crescendo. A Capela de Lourdes, que antes era localizada onde hoje existe o supermercado Hiper Center Bompreço, foi reconstruída num local próximo, no loteamento Jardim do Horto. Espaçosa, é uma das preferidas por noivos da classe média para a realização de cerimônias de casamento.
Com a instalação do Hiper Center - que oferece também uma galeria com lojas diversas, de boutiques a lojas de eletrônica - a Gruta modernizou-se. Construiu-se uma estrada com ligação para o bairro da Serraria e várias ruas foram pavimentadas. O crescimento impulsionou o surgimento de mais escolas privadas. Hoje, sua localização é uma das mais valorizadas de Maceió.
PINHEIRO
Um dos apêndices do grande bairro do Farol, o Pinheiro fica localizado na 3ª Região Administrativa de Maceió. Seu limite oficial foi homologado pela lei municipal 4.952 em 06 de janeiro de 2000, tendo como ponto inicial a rua Miguel Palmeira e como final as adjacências da Estação de tratamento d'água do Cardoso e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente - IBAMA.
Predominantemente residencial, o bairro tem extensos conjuntos de apartamentos e o seu comércio gira em torno dos serviços básicos necessários aos moradores, como mercados, farmácias, lojas de roupas e alguns bares. Nele encontra-se a Igreja Batista do Pinheiro, que surgiu na década de 30.
Em 1936, a Igreja Batista do Farol (IBF) já tinha um número considerável de fiéis oriundos do bairro do Pinheiro. Os membros que moravam por ali tinham certa dificuldade em se locomover até a IBF. Auxiliados por um casal de missionários - Jonh Mein e Elisabeth Mein - foi constituída uma pequena congregação na casa de uma irmã chamada Isabel. Em 1941, comprou-se uma pequena casa na Rua Miguel Palmeira e construiu-se um templo. Somente 33 anos depois de nascida a congregação pensou-se em organizar uma igreja. No dia 21 de março de 1970 foi oficializada em sessão extraordinária, a transformação da Congregação Batista do Farol em Igreja Batista do Pinheiro - hoje freqüentada por fiéis de diversos bairros.
PITANGUINHA
Bairro tranqüilo, de povo hospitaleiro, festeiro e organizado. Limpo, arborizado, tem as noites de lua cheia embaladas pelas românticas canções de uma seresta que atravessa a madrugada. Assim é a Pitanguinha, que abriga gente de todas as classes sociais, num ambiente cordial e harmonioso. A tranqüilidade do planalto, com verde por todos os lados, pitangueiras, coqueirais e o riacho em sua parte baixa proporcionava um aspecto de sítio que durou por muitos anos, até o progresso chegar.
Tudo começou com uma fazenda em meio ao burburinho da cidade grande - é a Fazenda Santo Antônio, do tenente Antonio Gonçalves de Mello, pernambucano que chegou a Maceió ainda menino. Segundo o tenente, a propriedade foi adquirida do senhor Cavalcante Moura. Gonçalves plantou dois mil coqueiros e começou a expandir as atividades rurais. A conhecida ladeira da Moenda, hoje toda pavimentada, foi construída por ele com a ajuda de outros moradores. Quando tudo era mato, ele plantou fruteiras, fez a estrada e ligou o bairro do Feitosa à Pitanguinha e ao Farol.
Em meio às muitas pitangueiras da redondeza, havia um pequeno pé que dava bons frutos. Os forasteiros que chegavam ao local, em alusão àquela planta, logo o batizaram como Pitanguinha. Em 1951, surgiu uma pequena capela que hoje é a bela e majestosa matriz de Nossa Senhora das Graças. O templo sagrado do bairro é ponto de encontro de católicos daquelas imediações.
O "Pitanguinha Vai à Lua", bloco organizado pela vizinhança, marcou os velhos carnavais de Maceió, porém já não desfila mais no carnaval. Pensando em animar as noites com estilo romântico, um grupo de moradores criou, há mais de dez anos, a Seresta da Pitanguinha. Uma vez por mês, em noite de lua cheia, os violonistas e tocadores de cavaquinho percorrem as ruas acompanhados de improvisados cantores - de jovens a idosos - que garantem a passagem dessa recente tradição às novas gerações. Até hoje os seresteiros e poetas são marcas registradas desse bairro que cresceu, modernizou-se, mas nunca deixou o romantismo de lado.
O projeto de reciclagem de lixo "Pitanguinha Minha Vida", uma iniciativa dos moradores que teve início há mais de uma década, vem atingindo seus objetivos e já conta com o apoio de vários segmentos da sociedade alagoana. O lixo recolhido das ruas do bairro é reciclado e reaproveitado pelos próprios moradores que se engajam no trabalho. Dona Alda Quintela Cavalcante, criadora do projeto, conta que tudo começou em 1991, através de um projeto do IMA (Instituto do Meio Ambiente) e da empresa GTZ, da Alemanha. No início, o material reciclado era vendido. Um tempo depois, percebeu-se que se podia separar tudo e fazer um trabalho de reaproveitamento. Atualmente, tudo é transformado em novos produtos no Centro de Criatividade do projeto.
Região administrativa 4
CHÃ DA JAQUEIRA
O bairro, que já foi conhecido como Presidente Juscelino Kubitschek, foi descoberto por Djalma Fragoso de Alencar e Manoel Inácio de Almeida, que resolveram lotear o lugar. Logo depois, Wilson Praxedes de Oliveira, natural do interior de Pernambuco, adquiriu um lote e foi morar com a esposa Eliene Lins de Oliveira e seus quatro filhos. Desde então, o bairro passou a crescer. Hoje, com mais de 40 mil habitantes, Chã da Jaqueira é considerado um bairro independente.
Nele, pode-se encontrar escolas de 1º e 2º graus, delegacias, um Mini Pronto-Socorro, a feira livre que funciona aos domingos, várias lojas de material de construção e também as de confecções, farmácias, açougues e padarias. No mês de junho, as principais ruas do bairro são tomadas pelos moradores, que fazem procissão em homenagem ao padroeiro local - São João Batista.
A lei municipal 4.952, de 06 de janeiro de 2000, limita e define o ponto inicial do bairro: encontro da Avenida Tereza Lucena Quintela com a Alameda Alm. Manoel Mendes (QD. C-20 do loteamento Jardim Petrópolis). O bairro tem uma área de 1.290 Km2, um perímetro de 5.439 metros e está localizado na região administrativa 4 de Maceió.
FERNÃO VELHO
Os moradores de Fernão Velho usufruem, desde o século passado, do serviço de trem de passageiros. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) continua assegurando o transporte dos moradores. Muitos deles viram a estação ser ponto de lazer para os jovens do distrito, que paqueravam os passageiros ou recebiam encomendas. Com uma longa plataforma, ela também servia para os ambulantes. Antes, o movimento era mais intenso, já que por ali passavam os trens em demanda a Paquevira, Porto Real do Colégio e Recife.
Foi lá que se iniciou a história da indústria têxtil em Alagoas, quando José Antonio de Mendonça, o barão de Jaraguá, inaugurou em 1858, a primeira fábrica de tecidos da então província. Um desafio que deu certo, a fábrica funcionou por quase 140 anos, passando pela fase do barão, de um comendador, de outros industriais, até chegar à família do pernambucano Othon Bezerra de Melo, que após enveredar pelo ramo hoteleiro, desinteressou-se pelo têxtil e fechou aquela unidade industrial.
Hoje, Fernão Velho detém uma população de mais de 10 mil habitantes - número bem superior a dezenas de cidades alagoanas. O distrito sempre foi festeiro, tendo sido muito visitado por gente da capital, de Rio Largo, Satuba, Utinga e outras localidades servidas pela linha férrea. O Natal, o Ano Novo, o Carnaval, a festa do padroeiro, o São João e os bailes do Recreio Operário atraiam os visitantes que chegavam de trem para se juntar à alegria contagiante de seus moradores. O Festival da Mão de Vaca é um dos eventos mais recentes que também já entraram para o seu calendário festivo.
Os bares e restaurantes servem pratos da culinária típica da região da lagoa Mundaú, ao som de boa música ao vivo. Grande parte da Mata Atlântica que ainda existe em Alagoas continua sendo preservada em Fernão Velho. O açude, rodeado de mata, é uma atração à parte para todos os que se dirigem ao bairro pela rodovia. A margem da lagoa Mundaú proporciona um dos mais deslumbrantes visuais do Estado.
RIO NOVO
Nas terras de Ernandes Passos, um dos primeiros proprietários do local, passava um riacho batizado de "Carrapatinho", por existir ao longo de sua margem muitas carrapateiras, conhecida também como mamonas. O povoado, que no início era chamado de "Carrapato", teve seu nome pejorativo modificado para Rio Novo, pelo prefeito Sandoval Caju, em 1964. Localizado na 4ª Região Administrativa de Maceió, distante apenas 12 quilômetros do Centro da Cidade, o bairro tem aproximadamente um século de existência.
Rio Novo limita-se ao com os bairros de Santos Dumont, Clima Bom, Fernão Velho, com o município de Satuba e com a Lagoa Mundaú. O bairro possui um porto de Saúde, uma Delegacia do 8º Batalhão da Polícia Militar de Alagoas, escolas públicas e um cemitério denominado Divina Pastora. O riacho Carrapatinho tem nascente no Catolé e desemboca no Rio Mundaú. Uma atividade tradicional do local é a comercialização de areia lavada, retirada do rio Mundaú, para o mercado da construção civil.
SANTA AMÉLIA
Contam os mais idosos que Amélia era a filha do dono de uma vacaria no final da Chã da Jaqueira. Em meados de 1850, quando tinha aproximadamente 13 anos de idade, a garota saiu de casa para visitar parentes em Fernão Velho. Para isso, ela tinha que atravessar uma mata. Dizem que um dos trabalhadores de seu pai a seguiu, estuprou e em seguida a matou. Começaram as buscas pela moça: os policiais acreditavam encontrar o corpo pelo odor do cadáver em decomposição. Porém, o que havia na mata era um cheiro de flor muito intenso, que chegava a tontear as pessoas.
Quando chegaram a uma pequena clareira no meio da mata encontraram o cadáver de Amélia, que não estava decomposto, nem exalava mau cheiro. As folhas das árvores ao redor a cobriam de modo que seu corpo não ficou exposto. Seus pais construíram uma pequena igreja no local em que ela foi morta, dedicada à santa de mesmo nome.
SÃO SEBASTIÃO
Ouricuri era um bairro pobre, encravado entre o Prado e a praia do Sobral. Um sinônimo de violência, drogas e prostituição. Até a década de 70, a população se afastava do local e os moradores do Prado ou Ponta Grossa evitavam passar por suas ruas estreitas. Com o tempo, a situação mudou. As ruas foram pavimentadas e escolas, quadra esportiva, lavanderia pública, centro comunitário e posto de saúde foram construídos.
O bairro modernizou-se, ganhou casas comerciais, mais moradores e um novo nome: São Sebastião. O tradicional bloco Sai da Frente, comandado pelo folião Manuelzinho, contagiava os carnavais maceioenses ao som de uma orquestra de frevo. O Mercado da Produção ainda é o principal ponto de abastecimento dos moradores, já que o comércio no bairro é restrito a venda de alimentos, bares e padarias. A cada janeiro, comemora-se a festa do padroeiro com novenas e a procissão pelas ruas do bairro.
Região administrativa 5
FEITOSA
Inicialmente formado por uma mata fechada, o bairro começou a ser povoado em 1894, quando um casal construiu sua casa de taipa e começou a trabalhar retirando madeira para fazer e vender carvão. Assim nasceu o Feitosa, bairro localizado entre o Farol e o Jacintinho. Aos poucos, ele vem ganhando novos estabelecimentos comerciais. Desde as carvoarias de dona Maria Feitosa aos modernos mercadinhos, farmácias, açougues, padarias e lojas de materiais de construção, o bairro vem se tornando independente, oferecendo a seus moradores tudo o que eles necessitam consumir.
O progresso se acelerou com a inauguração, em 1982, do Terminal Rodoviário João Paulo II - o maior do Estado. Centenas de ônibus circulam diariamente pela Rodoviária, levando e trazendo passageiros de diversos municípios alagoanos, além do transporte interestadual. Uma das atrações do bairro é o Shopping Miramar, inaugurado em 1998 para atender as necessidades comerciais da população da região. São 115 lojas, além de agências bancárias, consultórios e escritórios que juntos geram cerca de 400 empregos diretos.
O morador José Aureliano Paulino chegou ao Feitosa em 1983, apostando no futuro do bairro. Instalou uma panificação, que terminou se constituindo num ponto de referência para a vizinhança. Paulino lembra que, na época em que se instalou no bairro, seus amigos achavam que ele não estava fazendo um bom negócio. Hoje, ele diz não se arrepender.
JACINTINHO
Até a década de 1940, o local não passava de um imenso sítio com predominância de Mata Atlântica e tinha, em alguns trechos, pequenas casas de moradores. Hoje, é o bairro mais populoso de Maceió. Seu nome é uma alusão ao primeiro proprietário, o descendente de portugueses Jacinto Athayde, que construiu sua mansão no "pé da ladeira" que dá acesso ao bairro. Sua casa, que tem arquitetura do final do século passado, ainda conserva a fachada original.
Atraídos pelas possibilidades de emprego na capital, foram aparecendo - na década de 50 - os primeiros moradores do novo bairro, que ficava conhecido por Jacintinho. A fé católica gerou a construção da primeira igreja, enquanto abriam-se novas ruas, até que, no final dos anos 60, se construiu o conjunto habitacional da Cohab. As pequenas mercearias, que atendiam a demanda da vizinhança, deram início ao grande comércio encontrado atualmente.
Aos domingos e feriados, quando o comércio central da cidade fecha suas portas, o do bairro está aberto, com lojas de todos os ramos de negócios, para atender a qualquer tipo de clientela. Existem supermercados, lojas de tecidos, confecções, calçados, bijuterias, açougues, farmácias, agência bancária e uma feira livre que abrange várias ruas.
A população do Jacintinho, superior a 200 mil habitantes - incluindo todas as grotas e antigos sítios, é maior do que a população urbana de cidades do interior do Estado. Por estar localizado na parte alta de Maceió, é sede de uma emissora de rádio, outra de TV e de empresas de rádio-táxi. Seu crescimento também gerou subdivisões: Jacintinho, Jacintão, Grota do Cigano, Aldeia do Índio, Piabas, Grota do seu Arthur e Alto do Boi.
O farol de Maceió, que antigamente era situado no planalto da Jacutinga, atual bairro do Farol, localiza-se hoje no Jacintinho e ocupa uma área de 17.424 metros quadrados, rodeada de verde. Sua luz, que orienta os navegantes, apresenta visibilidade num raio de 85 quilômetros, que vai de Jacarecica até a Barra de São Miguel. Seus 136 degraus, em escada estilo caracol, é outra atração. Quem se aventura a subir até o topo tem o privilégio de uma bela visão de toda a cidade e da orla marítima. A Capitania dos Portos é responsável pela sua manutenção, assim como pela administração dos demais faróis existentes em Alagoas: Ponta Verde, Porto de Pedras, Pontal de Coruripe e Barra de São Miguel.
Região administrativa 6
Região administrativa 7
CLIMA BOM
Ocupando o 5º lugar em população na cidade de Maceió, o bairro tem quase 48 mil habitantes - de acordo com o Censo de 2004 do IBGE - e é constituído pelos conjuntos residenciais Rosane Collor, Cabo Luís Pedro II, Osman Loureiro e Taxista.
Estabelecimentos comerciais de diversos gêneros, como confecções, restaurantes, padarias, supermercados, açougues, escolas particulares, depósitos de material de construção, farmácias e salões de beleza são responsáveis pela economia do bairro. O bairro também possui um micro-pólo industrial que contempla a produção de peças e equipamentos para usinas açucareiras, fabricação de produtos de limpeza e pimenta.
TABULEIRO DO MARTINS
O sítio do casal João Martins Oliveira e Stella Cavalcante de Oliveira deu início ao que hoje é um imenso bairro, cheio de subdivisões. O casal abriu ruas e o pequeno sítio foi se transformando no local que, por justiça, passou a se chamar Tabuleiro do Martins. Naquela época, não existia água canalizada nem energia elétrica. O transporte era feito num velho ônibus, conhecido como "sopa", que descia a ladeira até Fernão Velho, onde se embarcava no trem para poder chegar à capital. "Seu Martins" participava de tudo: fornecia lenha para a fábrica de tecidos de Fernão Velho, garantia água para a população e, assim, tornou-se chefe político, econômico e até espiritual da comunidade. Por causa da sua popularidade, o casal sempre era convidado para batizar as crianças do sítio.
Novas ruas foram surgindo, assim como a feira livre, que hoje é uma das maiores do Estado. O local ampliou-se e recebeu o distrito industrial, conjuntos residenciais, dezenas de casas comerciais e o Campus Universitário, transformando-se num dos mais populosos bairros de Maceió. Lá, a Petrobrás descobriu grandes jazidas de petróleo.
Hoje, o bairro é dividido em dois: Tabuleiro Velho - onde tudo começou com o sítio - e o Tabuleiro Novo, com os conjuntos habitacionais e as indústrias. Na gestão do prefeito Sandoval Caju foi construída uma praça, batizada de João Martins, em homenagem ao fundador do bairro. O comerciante José Gonzaga de Almeida, pensando no futuro promissor do bairro, fundou o primeiro posto de gasolina da redondeza - a conhecida "Bomba do Gonzaga" passou a ser um ponto de referência do bairro, que atualmente tem vida própria, seja nos serviços ou no lazer.
Fonte: maceio.id5.com.br