A bronquiolite tem como etiologia mais freqüente (75-85%) o vírus sincicial respiratório, já o adenovírus apresenta quadros clínicos mais graves e com seqüelas, outros vírus parainfluenza e influenza. Na maioria das vezes tem curso benigno sendo os quadros mais graves em crianças com doença cardíaca congênita, displasia bronco-pulmonares e menores de seis meses de idade. Apresenta inflamação bronquiolar difusa induzida por vírus. A complicação com infecção bacteriana exige antibioticoterapia.
Regulação
Crianças com bronquiolite forma moderada que apresenta aceitação regular da dieta com freqüência respiratória entre 40-70ipm, com discreta cianose em ar ambiente ou > 90% em oxigenoterapia. Crianças com bronquiolite e portadores de cardiopatia congênita, displasia bronco-pulmonar ou prematuridade (idade gestacional < 34 semanas).
Anamnese e exame físico
Crianças < 2 anos de idade, principalmente antes dos seis meses de idade, com sinais e sintomas de doenças respiratórias (inflamação da mucosa nasal - coriza, espirros e obstrução nasal, associado ou não a febre). Evolução para quadro obstrutivo de graus variáveis - Taquipinéia, tosse, dificuldade respiratória, sibilância expiratória, estertores finos. A piora da dificuldade expiratória aumenta a utilização da musculatura acessória e surgem retração costal, diafragmática e apnéia.
Exames diagnósticos
RX de tórax – Ap e perfil – Sinais de hiperinsuflação pulmonar (hipertransparência, horizontalização dos arcos costais, aumento do espaço claro retro-esternal). Focos atelectásicos (principalmente LSD)
Hemograma completo
Gasometria Arterial (nos casos de piora clínica; devemos evitar manuseio intenso).
Tratamento
Medidas gerais
Elevar cabeceira, manter aleitamento materno, sintomáticos, meios físicos se necessário, aspiração das vias aéreas quando necessário, hidratação venosa a critério do médico. (evitar hiper-hidratação)
Oxigênioterapia
Cateter nasal com baixos fluxos (até a melhora, que ocorre em 48-72h). Máscara de concentração constante.
Complicações
Criança com má aceitação alimentar com aspecto de doença grave (toxemia e gemência) apresentando insuficiência respiratória (gasometria arterial mostrando acidose respiratória / hipóxia - PCO2 > e PCO2 <50, com freqüência respiratória/ >70 ipm, saturometria < 85% em ar ambiente e ausência de elevação da saturação do O2 para maior que 90% com uso de oxigênio.
Bibliografia
Manual de doenças respiratórias na infância
– Sociedade Brasileira de Pediatria
Comitê de pneumologia. Coordenadores: Clemax Couto Sant’anna,
Álvaro Jorge Madeiro Leite
Bronquiolite – Pronap Ciclo 2 – Módulos
de reciclagem Vol II nº 2
Manual pediatria 24 horas.
Fonte: www.isgh.org.br
A bronquiolite é uma infecção respiratória causada por um vírus que afecta as pequenas vias aéreas (bronquíolos). O vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal microrganismo envolvido nesta doença.
Frequente antes dos 2 anos de idade, principalmente nos meses de Inverno e início da Primavera. As crianças que frequentam creches enfrentam um risco maior devido ao contacto com outras crianças infectadas. A transmissão faz-se por gotículas de saliva ou através das mãos, e o contágio é muito fácil. As crianças prematuras, com doenças congénitas do coração, com doença pulmonar crónica, com problemas de defesas imunitárias beneficiam de uma vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório.
Algumas medidas importantes para reduzir o risco de infecção incluem evitar o contacto da criança com pessoas constipadas, lavar adequadamente as mãos, rejeitar os lenços de papel usados, evitar aglomerados de pessoas como reuniões familiares e centros comerciais durante os meses de maior probabilidade de infecção, evitar locais com fumo e se possível evitar os infantários. Não existe ainda uma vacina disponível para o VSR, no entanto, nos casos de maior risco, como sejam os prematuros, está indicada a administração de uma medicação profilática com anticorpos para os proteger desta infecção.
Inicialmente, os sintomas são semelhantes ao de uma constipação (tosse, febre baixa e olhos vermelhos). Cerca de 2-3 dias depois aparece pieira (gatinhos) e sinais de dificuldade respiratória: taquipneia (respiração rápida), tiragem (covinhas entre as costelas) e adejo nasal (abertura das asas do nariz). Pode haver diminuição do apetite.
O diagnóstico é feito através do exame ao doente e dos sintomas referidos por ele ou pelos seus pais. A radiografia do tórax poderá ajudar a confirmar o diagnóstico.
O tratamento é sintomático e a maioria das bronquiolites pode ser tratada em casa. Nos bebés mais pequenos e nas crianças que tenham problemas de base, como sejam os prematuros, doentes com patologia pulmonar ou cardíaca ou imunodeficientes, o quadro pode ser grave, muitas vezes com necessidade de internamento hospitalar.
Oferecer água e criar ambiente húmido (vapores na casa de
banho)
Dar alimentação mais vezes e em menor quantidade
Lavar e aspirar as narinas com soro fisiológico
Colocar o bebé de barriga para cima, com inclinação
do leito a 30º
Oferecer ambiente tranquilo e não sobreaquecer a criança
Não frequentar o infantário até ao desaparecimento
completo dos sintomas
Não fumar em casa
Criança com:
Elisa Proença Fernandes
Fonte: portal.alert-online.com