É uma Inflamação da membrana mucosa dos brônquios, que produz uma tosse persistente acompanhada de expectoração. Apresenta-se de duas formas: bronquite aguda e bronquit crónica.
A bronquite aguda surge subitamente e é de curta duração, ao passo que a bronquite crónica é uma afecção que se repete ao longo de vários anos. A bronquite aguda é produzida por vírus ou bactérias e é acompanhada por tosse, expectoração mucopurulenta e estreitamento dos brônquios causada pela contracção espasmódica. Na bronquite crónica, o doente segrega uma quantidade excessiva de muco procedente das glândclas mucosas hipertrofiadas.
Por vezes, surgem sintomas de uma forma de asma (bronquite asmática). O broncoespasmo pode resolver-se com drogas broncodilatadoras. Não costuma ser primariamente um estado inflamatório, embora frequentemente se complique com infecções agudas. Costuma ser associada com o tabagismo, a poluição do ar e o enfisema.
1. Tosse
A tosse é uma contração espasmósdica, repentina e freqüentemente repetitiva da cavidade torácica, resultando em uma violenta liberação de ar dos pulmões, e geralmente acompanhada por um som característico.
2. Expectoração
Expectoração é a expulsão, por meio da tosse, de secreções provenientes da traquéia, brônquios e pulmões. Pode ser predominantemente purulento, mucoso ou sanguinolento.
3. Falta de ar
Dispnéia ou falta de ar é um sintoma no qual a pessoa tem desconforto para respirar, normalmente com a sensação de respiração incompleta. É um sintoma comum a um grande número de doenças, em especial na área da cardiologia e pneumologia.
4. Sibilância
É um ruído característico da asma brônquica, semelhante a um miado de gato.
5. Cianose
Cianose é um sinal ou um sintoma marcado pela coloração azul-arroxeada da pele, leitos ungueais ou das mucosas. Ocorre devido ao aumento da hemoglobina reduzida (desoxi-hemoglobina) acima de 5g/dL ou de pigmentos hemoglobínicos anormais.
6. Inchaço ( nas extremidades do corpo graças à piora do trabalho cardíaco )
7. Febre ( quando estiver associada à uma infecção respiratória )
Febre ou pirexia, é uma reação orgânica de multiplas aplicações contra um mal comum, interpretada pelo meio médico como um simples sintoma, a reação descrita como um aumento na temperatura corporal nos seres humanos para níveis até 37,5 graus (Celsius) chama-se estado febril, ao passar dessa temperatura já pode ser caracterizado como Febre e é um mecanismo adaptativo próprio dos seres vivos.
8. Fadiga
A palavra fadiga é usada cotidianamente para descrever uma série de males, que vão desde um estado genérico de letargia até uma sensação específica de calor nos músculos provocada pelo trabalho intenso. Fisiologicamente, "fadiga" descreve a incapacidade de continuar funcionando ao nível normal da capacidade pessoal devido a uma percepção ampliada do esforço.
Para começar o tratamento, é importante eliminar o cigarro (obviamente quando o doente é tabagista), e repousar para evitar respirar em ambientes de gás tóxico e poluição. Para quem já tem a doença há um tempo considerável, deixar o fumo não vai fazer com que a doença regrida, mas desacelerará o seu avanço.
Agentes Mucolíticos e Fluidificantes diminuem a viscosidade do catarro e assim evitam que com a secagem da secreção forme obstruções nos brônquios. Com a diminuição da viscosidade da secreção, as vias respiratórias ficam menos congestionadas, e assim há uma melhora significante da respiração.
Exercícios da terapia de reabilitação fazem com que o paciente seja capaz de utilizar a sua energia melhor ou de uma forma em que haja menor gasto de oxigênio.
A oxigenoterapia (uso de oxigênio em casa), quando necessária, também pode melhorar os sintomas, além de aumentar a expectativa de vida.
Corticóides (medicamentos utilizados para controlar a inflamação crônica dos brônquios) minimizam os sintomas.
Além disso, antibióticos ajudam muito nos casos de exacerbação da doença, quando resultam de uma infecção bacteriana nos brônquios.
Broncodilatadores
Os broncodilatadores melhoram o fluxo de ar nesta doença, aliviando a falta de ar e a sibilância. Podem ser utilizados através de nebulizações, nebulímetros (semelhantes à "bombinha" da Asma), cápsulas de inalar, comprimidos, xaropes, etc. O meio mais prático é o uso dos nebulímetros pois estes podem ser utilizados tanto em casa quanto fora, além de apresentarem menor freqüência de efeitos indesejáveis (como por exemplo o que um comprimido pode causar ao estômago).
Prognóstico | Prevenção
Na bronquite crônica, é importante a vacinação anual contra o vírus causador da gripe, uma vez que esta pode piorar a doença. Com este mesmo objetivo, é indicado também o uso da vacina contra o pneumococo, que é a principal bactéria causadora de infecções respiratórias, entre elas a pneumonia, e é claro, a própria bronquite crônica. A vacinação deve ser feita uma única vez e, em casos específicos, pode ser repetida depois de cinco anos.
Tabaco
Uma das principais medidas preventivas a serem tomadas é não fumar. O médico pode oferecer ao seu paciente auxílio neste sentido, podendo indicar medicações auxiliares. A reposição de nicotina por gomas, adesivos ou outros recursos podem ser utilizados.
Também pode ser indicado o uso de bupropiona, um medicamento que tem o efeito de diminuir os sintomas de abstinência ao fumo.
Fonte: www.bronquite.com
Bronquite é a inflamação dos brônquios que ocorre quando seus minúsculos cílios param de eliminar o muco presente nas vias respiratórias. Esse acúmulo de secreção faz com que os brônquios fiquem permanentemente inflamados e contraídos. A bronquite pode ser aguda ou crônica. A diferença consiste na duração e agravamento das crises, que são mais curtas (uma ou duas semanas) na bronquite aguda, enquanto, na crônica, não desaparecem e pioram pela manhã.
A bronquite aguda é causada geralmente por vírus, embora, em alguns casos, possa ser uma infecção bacteriana. O cigarro é o principal responsável pelo agravamento da doença. Poeiras, poluentes ambientais e químicos também pioram o quadro.
A bronquite crônica instala-se como extensão da bronquite aguda e pode ser provocada unicamente pela fumaça do cigarro. Por isso, é conhecida por “tosse dos fumantes”, por ser rara entre não-fumantes.
Tanto na forma aguda quanto na crônica, a tosse é o principal sintoma da bronquite. Tosse seca ou produtiva podem ser manifestações da bronquite aguda. Na crônica, porém, a tosse é sempre produtiva e a expectoração, espessa. Falta de ar e chiado são outros sintomas da doença.
A medida mais importante para o tratamento da bronquite é parar de fumar. Se você não consegue, tente fumar menos e evite locais onde haja pessoas fumando;
Utilize máscara ou outro equipamento protetor, se você trabalha sujeito à inalação de elementos irritantes;
Ingira bastante água, pois ela ajuda a diluir as secreções brônquicas e facilita a expectoração;
Evite contato com pessoas resfriadas, gripadas ou com outras doenças transmissíveis por via respiratória;
Não impeça a tosse produtiva;
Evite locais onde o ar seja seco demais.
Atenção
A bronquite crônica aumenta o risco de outras infecções respiratórias, particularmente o da pneumonia.
Fonte: www.drauziovarella.com.br