A palavra "bronquite" é comum na terminologia médica com a conotação de inflamação da mucosa brônquica. Sua principal manifestação clínica é tosse com ou sem aumento da secreção brônquica. Esta doença nem sempre é uma entidade específica e comumente ocorre em associação com similar envolvimento em outras vias aéreas, particularmente as mais altas, tais como seios da face, fossas nasais, faringe, laringe e traquéia.
No adulto, muito freqüentemente, o surto agudo representa exacerbação de um quadro bronquítico crônico. O inverso também pode ocorrer, isto é, surtos repetidos de bronquite aguda podem tornar o quadro crônico.
A bronquite aguda é mais comum e mais grave nas crianças e adolescentes devido a peculiaridade da estrutura pulmonar relacionada à idade e ao crescimento.
Todas as vias aéreas estão presentes ao nascimento. O crescimento pulmonar durante a infância e adolescência envolve adição de espaços aéreos. Doenças acometendo o sistema respiratório exibem um significante comprometimento das vias aéreas no jovem.
O tamanho e o diâmetro das vias aéreas são proporcionais à idade. Edema da mucosa ou aumento de secreção produz mais obstrução em uma dada via quanto mais jovem for o indivíduo.
Com o aumento da idade há uma tendência à diminuição do colapso das vias aéreas. Nas crianças é possível que algumas unidades pulmonares se fechem em parte, mesmo quando se encontrem hígidas. Esta situação aumenta a gravidade dos sintomas e dificulta a troca gasosa intrapulmonar em crianças e adolescentes com envolvimento de seus brônquios.
Quanto mais jovem tanto maior será a compressão dinâmica das vias aéreas intratorácicas durante a expiração. Na presença de inflamação e edema da mucosa haverá uma mais pronunciada tendência à limitação do fluxo aéreo durante a expiração.
Estas considerações são importantes realçando a possível participação das infecções do trato respiratório da criança na etiopatogenia do complexo bronquite crônica-enfisema pulmonar, como está referido naquele capítulo.
A bronquite aguda pode ser ocasionada pelos seguintes agentes:
Infecção: vírus, micoplasma, bactérias.
Fatores químicos.
Fatores alérgicos.
Os agentes infecciosos são os mais importantes sendo representados pelos vírus (rinovírus, adenovírus, vírus da influenza, vírus da parainfluenza, vírus respiratório sincicial, vírus coxsackie), micoplasma, bactérias Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, como os mais comuns). Com muita freqüência, na bronquite aguda observa-se a associação de vírus ou micoplasma com bactérias.
Dentre os agentes químicos destacam-se substâncias irritantes inaladas (fosgênio, dióxido de enxofre, poeiras, fumaças), aspiração de irritantes (secreção da faringe, secreção gástrica, água do mar).
A atopia é um fator comum na bronquite aguda recorrente, particularmente nas crianças e nos adolescentes.
As manifestações da bronquite aguda são representadas por tosse intensa, de início seca, depois mucopurulenta ou purulenta, desconforto retro-esternal, febre e mal-estar geral. Quando a laringe e a traquéia estão comprometidas ocorre rouquidão ou mesmo afonia. Em muitos casos, devido ao edema da mucosa e acúmulo de secreções, os pacientes queixam-se de chiado e falta de ar.
Proibir o uso do fumo, do álcool e dos gelados. Evitar a exposição ao frio e à umidade. Fornecer suprimento líquido adequado para facilitar a fluidificação das secreções, e também com a mesma finalidade prescrever nebulizações com vapor de água.
Na vigência de dificuldade respiratória impõem-se o uso de broncodilatadores, do tipo da aminofilina e drogas beta 2-estimulantes (salbutamol, terbutalina e fenoterol). As doses recomendadas dessas drogas estão referidas nos temas asma brônquica e complexo bronquite crônica-enfisema pulmonar.
Não se conseguindo bons resultados com a medicação broncodilatadora no alívio da dificuldade respiratória, ou na vigência de bronquite aguda ocasionada por agentes químicos ou na evidência de fator alérgico, deve ser prescrito o uso de corticosteróides, cujas doses e maneira de aplicação estão referidas nos capítulos sobre asma brônquica e complexo bronquite crônica-enfisema pulmonar.
Quando há muita secreção podem ser usados, como por exemplo, o ambroxol, na dose de 30 mg por 5 ml, 3 vezes ao dia ou acetilcisteína, 100-200 mg, 2 a 3 vezes ao dia.
Na presença de expectoração muco-purulenta ou purulenta, torna-se necessário o seu uso.
a. Amoxicilina - é atualmente o mais utilizado, com nível de 90% de absorção por via oral, dose 500 mg de 8/8 h.
b. Ampicilina - via oral ou parenteral, dose de 2 a 6 g ao dia.
c. Penicilina V - (Pen-Ve-Oral), via oral, 500.000 a 1.000.000 U, cada 6 h.
d. Penicilina G Procaína, 300.000 a 600.000 U, 12/12 h, via intramuscular.
e. Amoxicilina associada ao ácido clavulânico, comprimidos de 500 mg, um cada 8 h ou suspensão de 250 mg por 5 ml, duas medidas cada 8 h.
f. Eritromicina - tem ação sobre a maioria das bactérias Gram +, sendo droga de escolha contra o micoplasma.
g. Em casos mais rebeldes, poderão ser usados cefalosporinas de 1ª , 2ª ou 3ª geração, ou ainda quinolonas, de acordo com o que está referido no Capítulo Atualização em Antimicrobianos.
h. A associação de uma sulfonamida (sulfametoxazol) e um outro quimioterápico (trimetropim), ou de outra sulfonamida (sulfadiazina) e trimetropim, são usadas também, particularmente no tratamento da bronquite aguda da criança.
Só devem ser usados no período de tosse seca ou raramente quando há secreção, quando a tosse é por demais incomodativa, mormente à noite. Prescrevem-se béquicos à base de codeína, dionina, citrato de butamirato ou cloridrato de clobutinol.
Usam-se habitualmente preparações à base de ácido acetilsalicílico ou metilmelubrina nas doses de todos conhecidas.
Nos casos de bronquite aguda muito graves observados em crianças de tenra idade, idosos ou pulmonares crônicos com processo de reagudização, rapidamente instala-se hipoxemia sendo recomendada a oxigenoterapia.
Fonte: www.geocities.com
É a inflamação profunda dos brônquios, entre a traquéia e o pulmão, por onde passa o ar. Pode ser causada por vírus ou bactérias. Muitas vezes, ocorre após gripe ou inalação de poeira e gases nocivos.
Os sintomas são:
Tosse com catarro amarelado ou esverdeado
Dores no peito
Falta de ar
Febre
Calafrios
Dor de cabeça
Dor muscular
Os exames radiológicos são uma forma de identificar a doença. Mas, diminui a possibilidade de contrair bronquite aguda a pessoa que não fuma, tem uma alimentação saudável, exercita-se e lava as mãos freqüentemente, já que a doença pode ser transmitida pelo contato. Se o doente fuma, tem problema de coração ou pulmão, vive em área muito poluída ou sofre de algum outro problema de saúde, o tratamento pode ultrapassar o prazo de 2 a 4 dias, que normalmente é suficiente para a recuperação. Como é geralmente causada por vírus, a bronquite aguda não cessa com uso de antibióticos. Normalmente, adota-se um mucolítico para o alívio da tosse.
Fonte: www.boehringer-ingelheim.com.br