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Brucelose

O que é a brucelose?

A brucelose é uma doença infecciosa causada por bactérias do género Brucella.

É uma infecção que afeta principalmente animais, incluindo cabras, ovelhas, camelos, porcos, cervos, bovinos e cães . Os seres humanos desenvolvem brucelose quando eles entram em contato com animais contaminados ou produtos de origem animal. Os sintomas da brucelose muitas vezes se assemelham a uma síndrome gripal.

Brucelose humana é uma doença que é encontrado em todo o mundo, e tem uma taxa de ocorrência anual de mais de 500.000 casos. Brucelose tende a ocorrer mais comumente em regiões com programas de doenças dos animais de controle menos estabelecidas e em áreas onde as iniciativas de saúde pública pode ser menos eficaz. Áreas de alto risco incluem a Bacia do Mediterrâneo (Portugal, Espanha, Sul de França, Itália, Grécia, Turquia e Norte de África), América do Sul e Central, Europa Oriental, África, Ásia, Caribe e Oriente Médio. Nos Estados Unidos, a brucelose é muito menos comum, com apenas 100-200 casos humanos relatados a cada ano. Esta diminuição dos casos nos Estados Unidos é sentida para ser devido a programas de vacinação de animais eficazes e pasteurização do leite.

Qual é a história da brucelose?

A brucelose é uma doença que se pensa ter existido desde os tempos antigos, como foi descrito pela primeira vez mais de 2.000 anos atrás pelos romanos e Hipócrates. Não foi até 1887 que um médico britânico, Dr. David Bruce, isolou o organismo que causa a brucelose de vários pacientes falecidos da ilha de Malta. Esta doença teve vários nomes ao longo de sua história, incluindo a febre do Mediterrâneo , febre de Malta, febre da Criméia, a doença de Bang, e febre ondulante (devido à natureza recorrente da febre associada com a doença).

Em meados do século 20, a bactéria Brucella também foi desenvolvido para ser utilizado como uma arma biológica pelos Estados Unidos. O uso de brucelose para fins de guerra biológica mais tarde foi proibido em 1969 pelo presidente Nixon.

O que causa a brucelose?

A brucelose é uma doença infecciosa sistêmica transmitido de certos animais para os seres humanos (zoonose).

Brucelose em humanos é predominantemente causada por quatro espécies diferentes de bactérias Brucella: Brucella melitensis (cabras, ovelhas, camelos), Brucella suis (suínos), Brucella abortus (vacas, búfalos, alces, camelos, iaques) e Brucella canis (cães) . Apesar de todas estas espécies podem causar brucelose humana, Brucella melitensis é a mais prevalente em todo o mundo, e isso é sentido como fazer com que os casos mais graves de tuberculose.

Como é transmitida a brucelose?

A brucelose é transmitida de animais para seres humanos de várias maneiras. A rota mais comum de transmissão ocorre quando os seres humanos consomem leite cru ou queijo de ovelha e caprinos infectados. Os animais infectados lançar o organismo em seu leite, e se os seres humanos comer ou beber produtos lácteos não pasteurizados desses animais afetados, eles podem desenvolver a brucelose.

A brucelose também pode ser transmitida aos seres humanos por via de inalação do organismo ou por contato direto com as secreções de animais infectados.

As bactérias podem ganhar entrada no corpo através da inalação de secreções de aerossol, através de fissuras na pele, ou através da exposição das membranas mucosas da conjuntiva / salpicos de secreções infectadas. Com essas rotas de entrada, a brucelose é uma doença ocupacional que pode afetar os veterinários, trabalhadores de matadouros, talhos, caçadores, pessoal de laboratório, e aqueles indivíduos que trabalham com animais (por exemplo, os agricultores e pastores).

Finalmente, uma injeção acidental com a vacina de animais usados contra Brucella abortus, também pode levar à brucelose nos seres humanos. Transmissão de humano para humano é muito rara (via contato sexual e amamentação).

Quais são os sinais e sintomas da brucelose?

Os sintomas e sinais de brucelose podem desenvolver de dias a meses após a exposição inicial ao organismo (período de incubação). Enquanto alguns indivíduos podem desenvolver sintomas leves, outros podem vir a desenvolver sintomas crônicos de longo prazo.

Os sinais e sintomas de brucelose são extensas e podem ser semelhante a muitas outras doenças febris.

Incluem:

febre (o achado mais comum, e pode ser intermitente e reincidentes),
sudorese,
dores no corpo,
dor nas articulações ,
fadiga ,
fraqueza ,
tonturas ,
dor de cabeça ,
depressão ,
irritabilidade,
perda de apetite ,
perda de peso ,
tosse ,
dificuldade em respirar,
dor no peito ,
dor abdominal ,
aumento do fígado e / ou baço.

Outros sinais e sintomas também podem estar presentes com brucelose. Certas variáveis, tais como a gravidade da doença, a cronicidade da doença, bem como o desenvolvimento de complicações podem afetar os resultados clínicos associados com a doença.

Como é que a brucelose é diagnosticada?

Fazer o diagnóstico da brucelose, por vezes, pode ser difícil porque os sintomas e sinais semelhantes compartilhados com outras doenças febris. Uma história precisa obtido pelo seu prestador de cuidados de saúde (incluindo o histórico de viagens, ocupação, exposição de animais, etc) pode ser muito útil para levantar a suspeita de brucelose como um possível diagnóstico.

Em geral, os testes de sangue e / culturas de tecidos são necessários para fazer o diagnóstico da brucelose. Exames de sangue comuns utilizados para fazer o diagnóstico incluem testes para detecção de anticorpos contra a bactéria e isolar o organismo de hemocultura. A biópsia de tecido corporal (a partir da medula óssea ou do fígado, por exemplo), pode também ajudar no estabelecimento do diagnóstico. Exames de sangue adicionais podem demonstrar anemia , baixa de plaquetas, contagem de células brancas do sangue baixa e elevados testes de função hepática.

Outros estudos e procedimentos de imagem pode também ser realizada, inicialmente, dependendo de sinais e sintomas do indivíduo. Estes testes podem incluir tomografia computadorizada , ressonância magnética , raio X, ultra-sonografia , punção lombar (punção lombar), aspiração comum , ou um eletrocardiograma (ECG).

Qual é o tratamento para a brucelose?

A pedra angular do tratamento da brucelose é antibióticos. Devido à elevada taxa de recidiva associada com a doença, é recomendado o uso de um multidroga (dois ou mais), o esquema de antibiótico. Os antimicrobianos mais comumente utilizados incluem a doxiciclina (Vibramicina), estreptomicina, rifampicina (Rifadin), gentamicina (Garamycin) e sulfametoxazol-trimetoprim (Bactrim, Septra). A combinação de antibióticos utilizados irá variar de acordo com a gravidade da doença, da idade e da gravidez .

Em geral, um curso de seis semanas com antibióticos é recomendado, e o tratamento imediato pode levar a uma melhoria nos sintomas e também pode prevenir as complicações associadas à brucelose. No entanto, as taxas de recaída da doença ainda são cerca de 5% a 10%, mesmo com o tratamento. Dependendo da gravidade da doença, as complicações associadas (se houver) e o momento do tratamento, a recuperação pode levar de algumas semanas a alguns meses.

Raramente, a intervenção cirúrgica pode ser necessária para certos complicações associadas com a brucelose, tais como a formação de abcessos ou infecções válvula cardíaca. O seu prestador de cuidados de saúde pode precisar consultar outros médicos, incluindo cirurgiões, especialistas em doenças infecciosas, ou um neurologista.

Quais são as complicações da brucelose?

Em geral, se adequadamente tratados com antibióticos de forma atempada após o início dos sintomas, o prognóstico para pacientes com brucelose é excelente.

A taxa de mortalidade é baixa (<2%).

No entanto, várias complicações podem se desenvolver e podem incluir a participação dos seguintes órgãos e sistemas:

Ossos e articulações
Sacroileíte, espondilite e osteomielite
Cardiovascular
Endocardite (a principal causa de morte), miocardite e pericardite
Sistema nervoso central (neurobrucellosis)
Meningoencefalite
Gastrointestinal
Hepatite, abcesso hepático, colite , e espontânea peritonite
Geniturinário
Orquite
Pulmonar
Pneumonia
Ocular
Neurite óptica e uveíte

Como a brucelose pode ser prevenida?

A prevenção da brucelose pode ser conseguida através de diversas medidas. O passo mais importante na prevenção da brucelose nos seres humanos começa com o controlo e / ou erradicação da infecção em animais que servem como um reservatório. Isso exige um esforço coordenado entre as organizações de saúde pública locais e entidades doenças dos animais-controle. As medidas mais eficazes para alcançar este objetivo incluem programas de vacinação de animais, testes em animais, ea eliminação de animais infectados. Não há vacina para humanos atualmente disponíveis.

Nas zonas onde a erradicação da doença pode não ser possível, as medidas preventivas, que visam reduzir o risco de transmissão para os seres humanos.

Estas medidas podem incluir:

pasteurização de produtos lácteos;
evitar o consumo de produtos lácteos não pasteurizados, incluindo leite e queijo;
evitar o consumo de carne mal cozida;
usando precauções de barreira adequadas (óculos de proteção, luvas, máscaras, etc) para evitar a exposição aos aerossóis e fluidos corporais para aqueles com um risco ocupacional para a brucelose;
trabalhadores de laboratório de advertência sobre os espécimes potencialmente infectados para que as precauções de biossegurança de nível III apropriadas possam ser tomadas.

Brucelose num relance

A brucelose é uma doença infecciosa causada por bactérias do género Brucella.
A brucelose é uma infecção de certos animais que são transmitidas aos seres humanos.
Os seres humanos adquirem a brucelose, quando eles entram em contato com animais contaminados ou produtos de origem animal, mais comumente a partir da ingestão de leite cru ou queijo.
Os sintomas da brucelose podem incluir febre, sudorese, dores no corpo e dores nas articulações.
A brucelose é normalmente diagnosticada através de análises ao sangue e ao isolar o organismo a partir do sangue e de outros tecidos do corpo.
Um esquema de antibiótico multirresistente é a pedra angular do tratamento da brucelose.
As complicações da brucelose pode envolver vários órgãos e sistemas.
Brucelose pode ser prevenida através de medidas de doenças dos animais de controle, evitar produtos lácteos não pasteurizados, e medidas de proteção no trabalho.

Referências:

Nassir Al, Wafa, Michelle V. Lisgaris, Robert A. Salata. "Brucelose". eMedicine. 3 de fevereiro de 2009. http://emedicine.medscape.com/article/213430-overview.
Maloney Jr., Gerald E. "CBRNE-Brucelose". eMedicine. 29 abril de 2009. http://emedicine.medscape.com/article/830118-overview.
Suíça. "Brucelose (Humana)". Organização Mundial da Saúde. http://www.who.int/zoonoses/diseases/Brucellosissurveillance.pdf.
Suíça. "Brucelose". World Health Organization. http://www.who.int/zoonoses/diseases/brucellosis/en/.
Estados Unidos. "Brucelose". Centros para Controle e Prevenção de Doenças. 7 de dezembro de 2007. <http://www.cdc.gov/ncidod/dbmd/diseaseinfo/Brucellosis_g.htm>.

Fonte: www.medicinenet.com

Brucelose

1- Introdução:

A Brucelose é uma doença infecciosa que afeta o Homem e muitas espécies animais, selvagens e domésticos, como é o caso, entre nós, dos bovinos, ovinos, caprinos, suínos e caninos, principalmente.

É pelo contato direto com estas espécies e, sobretudo, pelo consumo de leite não pasteurizado, lacticínios como o queijo , a manteiga, as natas, o consumo de carnes e derivados, contaminados, que esta doença é transmitida ao Homem.

Portanto, todo consumidor de produtos de origem animal, deve ter um conhecimento básico desta importante enfermidade, para que possa evitar a infecção pela bactéria. Todo criador, também, deve ter o mínimo de conhecimento, pois, se não fizer um controle da doença no seu plantel, pode ser responsabilizado tanto pela contaminação dos seus animais como pela possibilidade da propagação da doença para o homem.

Buscamos, através deste trabalho, trazer informações necessárias, para que cada vez mais, todas as pessoas tenham acesso a estas informações, para que, num futuro próximo, possamos erradicar esta enfermidade, que nos trás tantos problemas.

2- Etiologia:

A brucelose, também conhecida por febre do Mediterrâneo, febre de Malta, febre de Gibraltar, febre de Chipre, doença de Bang e febre ondulante (pela remitência do seu quadro febril), foi estudada mais profundamente em 1887, em Malta, pelo médico escocês David Bruce que estabeleceu os seus agentes etiológicos. Em 1977 foi isolada de cães na Argentina (PEREIRA, 2002).

É provocada por bacilos muito pequenos (alguns autores falam em cocobacilos), aeróbios (necessitam de meios oxigenados para sobreviverem) Gram negativos, imóveis, não encapsulados (o que dificulta a ação de alguns antibióticos), não formam esporos e são parasitos intracelulares facultativos.

Existem quatro espécies principais: a Brucella melitensis, a mais comum, encontrada nas cabras, ovelhas e camelos, a B. abortus, dos bovinos, a B. suis, do porco e a B. canis, dos cães, todas capazes de serem transmitidas ao homem. A B. neotomae, dos roedores, e a B. ovis, das ovelhas somente infectam os animais e não constituem zoonoses.

Os porcos e os bovinos são resistentes à B. canis e as gatas podem apresentar bacteremia quando infectadas experimentalmente pela mesma bactéria, mas não abortam (REBHUN, 2000).

Resistência do agente:

As bactérias vivem mais de oito semanas no queijo fresco de leite não pasteurizado, sobrevivem à refrigeração, são viáveis no solo seco, contaminado pela urina, fezes, secreções vaginais e produtos da concepção, por mais de 40 dias e por maior tempo no solo úmido, sobrevivem por mais de três semanas nas carcaças congeladas e aos procedimentos da fabricação do presunto. Com isso, já podemos ter uma idéia, do grande risco que é, ingerir alimentos mal processados, e contaminados (PEREIRA, 2002).

3-Distribuição:

A brucelose tem uma distribuição universal. Somente a Noruega, a Suécia, a Finlândia, a Dinamarca, a Islândia, a Suíça, as Repúblicas Checa e Eslovaca, a Romênia, o Reino Unido, incluindo as Ilhas do Canal da Mancha, a Holanda, o Japão, Luxemburgo, Chipre, a Bulgária e as Ilhas Virgens estão livres da doença.

Nesses países somente casos humanos esporádicos aparecem em fazendeiros, trabalhadores em açougues e frigoríficos, veterinários e caçadores (THADEI, 2002).

Incidência no Brasil

O último estudo epidemiológico nacional da situação da brucelose bovina foi realizado em 1975, tendo sido então estimada em 4,0% na Região Sul, 7,5% na Região Sudeste, 6,8% na Região Centro-Oeste, 2,5% na Região Nordeste e 4,1% na Região Norte a percentagem de animais soropositivos (COTTORELLO et al, 2002).

Posteriormente, outros levantamentos sorológicos por amostragem, realizados em âmbito regional, revelaram alterações na prevalência de brucelose: no Rio Grande do Sul a prevalência passou de 2,0%, em 1975, para 0,3% em 1986; em Santa Catarina passou de 0,2%, em 1975, para 0,6% em 1996; no Mato Grosso do Sul a prevalência estimada em 1998 foi de 6,3%, idêntica ao valor encontrado em 1975 para o território Mato-grossense; em Minas Gerais passou de 7,6%, em 1975, para 6,7% em 1980; no Paraná, a prevalência estimada em 1975 foi de 9,6%, passando para 4,6% de bovinos soropositivos em 1989. Os dados de notificações oficiais indicam que a prevalência de animais soropositivos se manteve entre 4% e 5%, no período de 1988 a 1998 (COTTORELLO et al, 2002).

Atualmente, no cenário nacional dos efetivos pecuários brucélicos, apenas alguns animais estão infectados e os sintomas ou não existem ou são muito discretos e comuns a outras doenças, isto agrava ainda mais a situação desta enfermidade, pois o diagnóstico clínico é extremamente difícil .(COTTORELLO et al,2002).

4-Doença nos Humanos:

Transmissão:

A transmissão da brucelose ao homem é feita principalmente pelo leite ou derivados não pasteurizados, inclusive sorvetes e pelo consumo de carne crua. A penetração das bactérias por via inalatória ocorre principalmente nas crianças e profissionais que lidam com os animais contaminados. A invasão da Brucella spp pode ocorrer diretamente pelo olho, nasofaringe e genitálias. Endemias em canis podem ser desencadeadas pela excreção de muitos microorganismos nas secreções genitais e pelo leite, possibilitando a transmissão horizontal e vertical. Os filhotes podem ser contaminados ainda dentro do útero ou pelo leite da cadela portadora da brucelose (PEREIRA, 2002).

Manifestações clínicas:

A doença pode ser suspeitada se houver história de exposição a produtos ou animais contaminados pelas brucellas.

Descrição - Doença bacteriana sistêmica, com quadro clínico muito polimorfo.Seu início pode ser agudo ou insidioso, caracterizado por febre contínua, intermitente ou irregular, e de duração variável. Acompanhada de mal-estar, cefaléia, debilidade, suor profuso, calafrios, artralgia, estado depressivo e perda de peso. Em alguns casos, podem surgir supurações de órgãos, como fígado e baço. Quadros subclínicos são freqüentes, bem como quadros crônicos de duração de meses e até anos, se não tratados. Devido ao polimorfismo das manifestações e ao seu curso insidioso, nem sempre se faz a suspeita diagnóstica. Muitos casos se enquadram na síndrome de febre de origem obscura (FOO). Complicações ósteo-articulares podem estar presentes em cerca de 20 a 60% dos pacientes, sendo a articulação sacroilíaca a mais atingida. Orquite e epididimite têm sido relatadas e, também, pode ocorrer endocardite bacteriana. Em geral, o paciente se recupera, porém pode ficar com incapacidade intensa no curso da enfermidade, sendo importante o diagnóstico e tratamento precoce. Recidivas ocorrem, com manifestações parciais do quadro inicial ou com todo o seu cortejo (GUIA BRASILEIRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA, 1998).

Tratamento - Antibioticoterapia, sendo a droga de escolha a rifampicina, na dose de 600 a 900mg/dia, durante 6 semanas. Doxicilina, 200mg/dia, durante 6 semanas. Não usar a doxiciclina em crianças menores de sete anos. Se houver recidivas, repetir o tratamento porque, em geral, não se deve a resistência aos antibióticos e sim a seqüestro dos agentes por algum órgão que não permite a ação da droga (GUIA BRASILEIRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA, 1998).

5-Doença nos animais:

Acomete bovinos (e outras espécies) de todas as idades e de ambos os sexos, afetando principalmente animais sexualmente maduros, causando sérios prejuízos devido a abortos, retenções de placenta, metrites, sub-fertilidade e até infertilidade (MORETTO et al, 2002).

A suspeita da ocorrência de brucelose em um rebanho bovino, geralmente está associada aos abortos no terço final de gestação, sendo uma enfermidade que afeta várias espécies de animais domésticos e silvestres.

Quanto maior o número de vacas infectadas (que abortarem ou parirem em uma determinada área), maior o risco de exposição de outros animais do rebanho. É importante fazer o diagnóstico das vacas infectadas e sua remoção dos pastos maternidade antes da parição. Assim, o estágio de gestação e parição, a remoção dos animais infectada, seguida de vacinação das bezerras (entre 3 e 8 meses), constitui importantes detalhes na forma de manejo (MORETTO et al, 2002).

A brucelose (uma das doenças infecto-contagiosas com maior destaque na esfera reprodutiva) tem como principal via de contaminação, a digestiva; por água, alimentos, pastos contaminados com restos de aborto, placentas, sangue e líquidos contaminados (proveniente de abortos e partos de vacas e novilhas brucélicas) (MORETTO et al, 2002).

A transmissão pela monta por touros infectados também pode ocorrer, mas em menor proporção que a digestiva.

A principal característica da brucelose é ser uma doença que afeta os órgãos da reprodução. Através da inseminação também poderia ocorrer contaminação, pois a "Brucella abortus" (principal agente causador) resiste ao congelamento e ao descongelamento juntamente com o sêmen, mas, o controle sanitário do sêmen envasado nas centrais de congelamento elimina esta possibilidade, pois somente reprodutores isentos da enfermidade, entre outras, é que devem ser congelados.Não podemos esquecer que a brucelose causa sérios danos também aos touros através de orquites e epididimites uni ou bilaterais, podendo levá-los a sub-fertilidade e até mesmo à esterilidade.Quando os touros se recuperam da enfermidade, podem tornar-se disseminadores, se seu sêmen for coletado sem diagnóstico prévio, e utilizado em programas de Inseminação Artificial (REBHUN, 2000).

A introdução de animais infectados, em rebanhos sadios é o caminho de entrada da brucelose na propriedade, mas a manutenção destes animais, é pior ainda (pela propagação entre o rebanho).Com a doença surgem os abortos, partos prematuros, retenção de placenta, endometrites, orquites, baixando, portanto, a eficiência reprodutiva do rebanho. A principal característica é o aborto que ocorre a partir do quinto mês de gestação, geralmente acompanhado por retenção de placenta e endometrite (THADEI, 2002).

A vacinação com a vacina B19 (fêmeas entre 3 e 8 meses), geralmente é eficiente para prevenir o aborto, além de aumentar a resistência à infecção, mas não imuniza totalmente o rebanho e tampouco possui efeito curativo.

A percentagem de aborto na primeira gestação de novilhas brucélicas não vacinadas é de aproximadamente 65-70%; já na segunda gestação cai para 15-20%; após duas gestações dificilmente acontece o aborto, mas, aí é que reside o problema, pois estas fêmeas vão parir normalmente. E, a cada parição haverá nova contaminação dos pastos, devendo estas fêmeas ser descartadas logo após o diagnóstico positivo, que ocorre através da coleta de sangue e exames laboratoriais (MORETTO et al, 2002).

Nos rebanhos onde as fêmeas de reposição são basicamente obtidas através de compras indiscriminadas de animais jovens ou maduros sexualmente, o índice de animais positivos e abortos tende a ser elevado, disseminando rapidamente a doença.

A vacina contra a brucelose, com a vacina B19, deve ser feita por Médico Veterinário, sendo que este deve tomar os devidos cuidados para não se infectarem, uma vez que ela é feita com bactérias vivas, apenas atenuadas. Devem ser vacinadas apenas as fêmeas com idade entre 3 e 5 meses, e no momento da vacina , identificar estes animais com marca a fogo no lado esquerdo da cara e com o número do ano de nascimento.Exames periódicos de amostragens do rebanho devem ser realizados para se ter uma idéia da evolução da enfermidade na propriedade.Os animais vacinados na época certa possuem reação "falso positiva" até aproximadamente 30 meses, pelo método de soro-aglutinação rápida em placa (o mais usado pelo seu baixo custo, e que nos aponta resultados muito incertos).Os animais que, por erro de manejo não foram vacinados, quando do exame não devem reagir, a menos que já sejam "verdadeiros positivos". Daí a necessidade da marca na cara, para diferenciar os resultados de soro-aglutinação.Animais vacinados tardiamente podem ser ao longo de sua vida "falsos positivos" pois sempre que se realizar o exame, haverá reação positiva.Nestas situações, devem realizar-se outros tipos de exame que diferenciam reação vacinal de positivos.O diagnóstico realizado a partir de coleta de material (sangue) próximo ao parto (2 a 4 semanas antes ou depois) implicará em significativo aumento de resultado falso negativo.

Testes de fixação de complemento, rosa de bengala, Elisa, e outros, podem ser usados como diagnósticos mais precisos, mas deve-se levar em conta o custo de tais exames (MORETTO et al, 2002).

6- Inspeção Post-mortem:

A inspeção post-mortem de vacas grávidas infectadas revela um exsudato viscoso, misturado a lâminas e grumus de pus, entre a membrana mucosa uterina e a membrana fetal; os cotilédones maternos e fetais ficam cobertos por um material purulento amarelo ou cinzento. Em touros, não é rara a afecção do testículo por Brucella abortus, assumindo a forma de focos necróticos e purulentos da substância testicular e do nodo maior do epidídimo. O processo necrótico pode envolver todo o testículo, transformando-o em massa caseosa de um amarelo pálido na túnica vaginal, sendo esta infiltrada por um exsudato sero-sanguinolento; nos casos crônicos, há um grande espessamento da parede escrotal (THORNTON, 1969).

Em bovinos, na África, particularmente nos animais indígenas, as formações císticas crônicas ocorrem em conseqüência da infecção por Brucella abortus. Estas lesões, conhecidas como higromas, são essencialmente uma burcite; uma tendosinovite ou uma artrite, localizadas subcutaneamente, onde a pele cobre estruturas ósseas proeminentes. Portanto, elas são mais comumente encontradas na região cervical, joelho, jarrete, rótula, ou ângulo da garupa, e possuem uma parede fibrosa que contém um fluido amarelado e, às vezes, massas fibrosas, variando em tamanho desde o de um grão de arroz até o da avelã. No matadouro, um cisto situado entre as duas inserções do ligamentum nuchae pode ser aberto durante o ato de serragem da carcaça, contaminando assim, a região do pescoço; um procedimento recomendado nesse caso é o da extirpação do cisto, lavagem da carcaça com aspersão de água com alta pressão e, finalmente, aspersão de uma solução de ácido lático a 1% no pescoço e no quarto dianteiro (THORNTON, 1969).

Porém, sabe-se que na inspeção pós-mortem no frigorífico, a visualização, e posterior identificação de carcaças contaminadas com Brucella spp. É praticamente impossível, portanto, o melhor modo de prevenir subseqüentes infecções é se garantir que haja uma boa realização do rigor-mortis, assim o ph da carne torna-se ácido, e a bactéria não resiste. A não utilização de linfonodos (para a fabricação de salames, guisado etc.) é totalmente proibida, e deve ser rigorosamente coibida pelos médicos veterinários, afim de evitar possíveis infecções desta importante enfermidade (THORNTON, 1969).

Julgamento:

A cultura de microorganismos brucélicos precedentes da musculatura de bovinos abatidos, infectados, somente tem tido êxito em uma pequena percentagem de casos, sendo muito pequeno o número de microrganismos presentes. As brucellas permanecem viáveis por um curto período nos músculos do animal abatido infectado, porque os microrganismos são facilmente destruídos pelo ácido lático que se forma no músculo, após o abate. Contudo, a refrigeração não destruirá o microrganismo, podendo encontrar-se brucelas viáveis nos órgãos, músculos, ossos e nodos linfáticos, das carcaças infectadas por período superior a um mês.

Também tem sido demonstrado que os microrganismos podem sobreviver a salga e à defumação inadequada. O fato de haver sido demonstrado um grande número de microrganismos nos órgãos e nodos linfáticos de animais infectados levou à revisão do Regulamento de Inspeção da Alemanha, que atualmente prescreve considerar-se como impróprio para o consumo humano, em uma carcaça reconhecida como infectada com brucelose, os pulmões, fígado, baço, rins, intestinos, úbere e sangue, devendo-se, além disso, retirar os nodos linfáticos esqueléticos e as vísceras (THORNTON, 1969).

7- Prevenção e controle da doença:

Medidas de Controle

Educação em saúde: É necessário reforçar as campanhas educativas de controle da brucelose, ensinando os produtores e o pessoal das explorações pecuárias a reduzirem as possibilidades de infecção, evitando a manipulação dos animais durante o parto, ou abortos sem luvas e a proceder à lavagem imediata das mãos e dos braços que manusearam quaisquer produtos do parto ou do aborto, incluindo os recém-nascidos. Semelhante recomendação deve ser extensiva ao pessoal em serviço nos matadouros que deve, sempre que possível, evitar manusear os úberes e os órgãos genitais dos animais abatidos (LOUSÃ & ALMEIDA, 1987).

Há que se ter um cuidado com o maior modo de transmissão da brucelose ao Homem, que é a ingestão de produtos lácteos contaminados, então se recomenda o consumo de leite pasteurizado, e de produtos lácteos, como nata, queijo, feitos com leite pasteurizado, e assim, certamente livre da bactéria (LOUSÃ & ALMEIDA, 1987).

Controle animal: Diagnóstico e descarte de animais positivos: Todas os animais susceptíveis em idade reprodutiva devem ser testados antes de serem introduzidos em um rebanho. Em fazendas que fazem parte do Programa Nacional de Erradicação da Brucelose e Tuberculose, todas as vacas positivas devem ser sacrificadas.

Animais em idade reprodutiva recém introduzidos no rebanho devem ser testados ou mantidos em quarentena (GUIA BRASILEIRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA, 1998).

Controle de produtos: derivados de fonte animal, com vigilância sanitária do leite e seus derivados; cuidado no manejo para eliminação de placentas, secreções e fetos dos animais.Não utilização de carne suspeita, linfonodos, e garantir um adequado processo de acidificação da carne, pós-abate. Desinfecções das áreas contaminadas (GUIA BRASILEIRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA, 1998).

Manejo dos pacientes: precauções com o material de drenagens e secreções. Desinfecção concorrente das secreções purulentas. Investigação de contatos para tratamento e controle. Investigação das fontes de infecção para adoção de medidas de prevenção. Em situações de epidemia, investigar fontes de contaminação comum, que em geral são o leite e derivados não pasteurizados. Confiscar os alimentos suspeitos até que sejam instituídas as medidas de prevenção definitivas (GUIA BRASILEIRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA, 1998).

Em laboratórios, observar as medidas de biossegurança.

Fonte: www.angelfire.com

Brucelose

A brucelose é uma zoonose causada por bactérias do Gênero Brucella dentre as quais as mais importantes são: B. melitensis; B. abortus; B. suis e B. canis.

Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde - cada ano são diagnosticados cerca de 500 mil casos de brucelose humana, no mundo. A maioria dos casos tem origem em animais.

Os programas de controle e erradicação da brucelose bovina têm um efeito importante sobre a redução da incidência da brucelose humana. A brucelose bovina existe no mundo todo mas com taxas muito variadas. A ocorrência maior é no gado de leite dos países da América Latina onde os prejuízos anuais são de cerca de US$600 milhões.

A brucelose suína é mais rara. Ocorre, principalmente, mas de forma enzoótica, nos países da América Latina.

A brucelose caprina é rara no Brasil.A epididimite do carneiro, causada pela B. ovis, é muito difundida, inclusive no Brasil (RS). A infecção de cães, pela B. canis, existe no mundo todo onde foi pesquisada. O homem é suscetível à brucelose causada por B. melitensis, B.suis, B. abortus e B. canis. O período de incubação dura de uma a três semanas mas, raramente, pode se prolongar por vários meses. É uma doença septicêmica, de início repentino, com febre contínua, intermitente ou irregular.

Os sintomas da brucelose aguda são semelhantes aos de diversas outras enfermidades: calafrios, sudorese profusa e febre. Um sintoma muito comum é a astenia graças à qual qualquer exercício produz um profundo cansaço. A temperatura pode variar de normal, pela manhã, até 40º C, à tarde. A sudorese (suor) se apresenta durante a noite e tem um odor característico.

Os sintomas comuns, são: insônia, impotência sexual, constipação, anorexia, dor de cabeça, dores articulares e dores generalizadas. A doença produz um grande impacto sobre o sistema nervoso, traduzido por irritabilidade, nervosismo e depressão.

Muitos pacientes ficam com os gânglios periféricos aumentados e também com o baço e o fígado inchados. A icterícia é rara.

Nos animais, o sintoma principal, em todas as espécies, é o aborto.

O homem se infecta, a partir dos animais, por contato ou indiretamente pela ingestão de produtos de origem animal e também pela inalação de aerossóis infectantes. Os queijos frescos e o leite cru são fontes importantes de contaminação.

As verduras cruas e a água contaminada com excreções de animais infectados também podem transmitir a doença para o homem.

Fonte: www.dedetizadorasemsaopaulo.comunidades.net

Brucelose

O agente etiológico da Brucelose é a Brucella spp

Atualmente dentro do gênero Brucella, se distinguem seis espécies cuja classificação e tipificação se faz em laboratórios tomando por base provas sorológicas, bioquímicas e metabólico oxidativas.

Cada espécie tem um hospedeiro natural principal porém podem ocorrer infecções cruzadas entre alguns sorotipos e os hospedeiros habituais.

Na população bovina circula principalmente a B. abortus podendo ocorrer ainda infecções por B. suis e B. melitensis

A transmissão da Brucelose para os seres humanos pode ocorrer principalmente no contato profissional de quem maneja os animais contaminados e suas secreções sem a utilização de mediadas sanitárias adequadas, como o uso de luvas.

Os demais contágios ocorrem por ingestão de leite e seus derivados contaminados por Brucella quando não devidamente processados.

O homem está sujeito a infecção pelas mesmas espécies que acometem os bovinos além da B. canis

No caso dos animais a transmissão ocorre por varias vias.

Nos ruminantes o destaque e a maior freqüência é a via gastrointestinal, seguidos do trato respiratório, conjuntivas, pele e trato genital.

A fonte de contágio principal é a contaminação ambiental pelas bactérias que são eliminadas durante os episódios de aborto, sendo mais comum os locais onde as fêmeas abortam como pastagens e currais, onde os fetos abortados e restos fetais proporcionam altas concentrações bacterianas e conseqüente contaminação dos animais que ali vivem.

A doença, na maioria das vezes, aparece em um rebanhos livres da enfermidade pela introdução no plantel de animais doentes.

O recém-ingresso da enfermidade em propriedades onde os animais não têm imunidade contra a Brucelose determina elevadas perdas por aborto nos dois primeiros anos.

Após este período os episódios de aborto diminuem, ocorrendo aborto num percentual menor de animais.

As fêmeas que não abortam mais e são portadoras das brucelas, produzem bezerros fracos e pouco desenvolvidos.

Estes bezerros filhos de vacas positivas ou que são alimentados com leite destes animais podem ser portadores, contribuindo para a contaminação do ambiente.

Fêmeas adultas que se contaminam fora do período de prenhez podem reter a infecção em células nos linfonodos.

A fêmeas, ao ficarem prenhes, os fatores hormonais e o eritritol estimulam a migração das bactérias no útero gravídico, onde se multiplicam mais intensamente estimuladas por estes fatores e acabam por provocar uma placentite necrótica e uma endometrite ulcerativa que pode levar à morte e expulsão do feto a partir do 7º mês de gestação.

A presença de aborto no terço final da gestação e a retenção de envoltórios fetais chamam a atenção para a possível presença da enfermidade, ao exame, estes restos placentários estes apresentam-se com necrose dos cotilédones.

O rebanho apresenta aumento nos índices de repetição de cio e retenção de placenta.

Os touros apresentam quadros de orquite e epididimite.

Sintomas

Os principais sinais da Brucelose são a presença de aborto no terço final da gestação e a retenção de envoltórios fetais, as quais chamam a atenção para a possível presença da enfermidade.

Ao examinar-se os restos placentários, estes apresentam-se com necrose dos cotilédones.

O rebanho apresenta aumento nos índices de repetição de cio e retenção de placenta.

Os touros apresentam-se com quadros de orquite e epididimite.

Diagnóstico

O diagnóstico clínico da Brucelose é bastante subjetivo, pois é baseado no histórico da propriedade, pela ocorrência de abortos a partir do 7º mês de gestação, o que leva a suspeitar de que a doença está ocorrendo no rebanho.

Através de uma suspeita, procede-se aos exames laboratoriais de análise para identificação da doença.

O isolamento da Brucella de líquidos e tecidos orgânicos constitui a prova para determinar a infecção, entretanto é de difícil utilização em grande escala, como requer um programa de controle da doença.

O isolamento deve ser usado quando ocorrer abortos em uma propriedade sem que exista um histórico conhecido da presença de Brucelose, ou quando se pretende utilizar as informações para fins epidemiológicos ou de investigação.

Normalmente, o diagnóstico da Brucelose é feito utilizando-se de exames sorológicos indiretos.

Dentre as técnicas sorológicas utilizadas no diagnóstico laboratorial, citam-se as seguintes:

Soroaglutinação rápida em placa (SAR)

A lenta em tubos (SAL)

Prova do anel do leite (PAL)

Fixação do complemento

Imunodifusão

Rosa de bengala (RB)

Prova do rivanol

Prova do mercaptoetanol

Imunofluorescência

Diferentes modalidades de ELISA

O diagnóstico da Brucelose não pode estar alicerçado em um único teste imunológico isoladamente.

O diagnóstico da Brucelose constitui uma das peças básicas para qualquer programa de controle e erradicação, profilaxia e vigilância epidemiológica da doença.

Tem como finalidade, detectar animais infectados que poderão estar numa das seguintes categorias:

Período de incubação, fase aguda ou crônica e período de latência.
Por outro lado ainda precisa diferenciar animais infectados de animais vacinados.
Para tanto se deve utilizar uma prova que seja consideravelmente sensível e específica.
É difícil conciliar numa mesma prova alta sensibilidade e especificidade.
O diagnóstico sorológico está sujeito a diversas causas de erro, sendo que, no que se refere aos bovinos, o principal problema é a vacinação com a amostra B19.

Inúmeras tentativas de separar a resposta sorológica do animal à amostra vacinal, distinguindo-a da resposta à amostra de campo têm sido feitas, porém os resultados obtidos até o momento não permitem uma diferenciação segura.

As provas sorológicas aceitas pelo Ministério da Agricultura têm a seguinte descrição:

P rova do antígeno acidificado tamponado

É uma prova complementar, de aglutinação rápida, conhecida como "Rosa de Bengala", onde se usa um antígeno tamponado a um pH 3,65 e corado com o rosa de bengala, sendo uma prova mais sensível e de fácil execução, podendo ser utilizada por Médicos Veterinários credenciados para a triagem de animais.

A prova pode ser utilizada sobre um cartão ou uma placa.

O resultado é obtido pela leitura da presença ou ausência da IgG, pois somente esta globulina é capaz de agir no pH existente.

Prova do Mercaptoetanol

É uma prova complementar específica, baseada na destruição das globulinas IgM, sendo específica para as globulinas do tipo IgG.

Esta prova se diferencia da aglutinação lenta em tubos pelo tratamento prévio do soro com 2-mercaptoetanol.

Prova de Fixação do Complemento

É a prova mais conclusiva, sendo indicada quando a prova do Mercaptoetanol for duvidosa.

Apresenta vantagens, pois está diretamente correlacionada com a infecção, sendo menos influenciada por anticorpos inespecíficos, apresentando reações positivas em fase crônica da doença quando a soroaglutinação tem tendência de ser negativa. A desvantagem, porque é uma prova que não diferencia animais recentemente vacinados de infectados, como também é uma prova muito complexa para ser realizada.

Sendo importante quando se faz o trânsito internacional de animais.

Prova do anel do leite

É uma prova rápida, muito utilizada em regiões produtoras de leite, para o monitoramento das condições sanitárias de propriedades certificadas e é para ser utilizada na localização de rebanhos potencialmente infectados.

Quando empregada em companhas de controle de Brucelose, esta prova deve ser acompanhada de uma prova de soroaglutinação.

Profilaxia

Na profilaxia da Brucelose o Ministério da Agricultura tem autorizado vários testes sorológicos que levam ao diagnóstico da doença e também a realização dos programas de vacinação de caráter obrigatório, com uma vacina elaborada com amostra viva B19 de Brucella abortus, auxiliando no seu controle epidemiológico e não a sua erradicação.

As vacinas produzidas com as amostras B19 têm algumas vantagens técnicas que devem ser conhecidas como também outras considerações importantes como:

Possuem reduzida virulência, sendo bastante estáveis e com excelente tolerância, não causando reações locais e sistêmicas que sejam relevantes, comprometendo a sua eficácia

A imunidade conseguida com esta amostra quando aplicada em fêmeas com idade média de 6 meses, confere uma imunidade até a 5ª gestação

A vacinação das bezerras aos 6 meses evita a eliminação da vacina através do leite

Evitar a vacinação em animais infectados, pois a vacina não tem nenhum efeito adicional

Não aplicar a vacina em vacas nos últimos meses de gestação, pois poderão ocorrer abortos

A vacina não confere 100 % de imunização, sendo que numa vacinação de um rebanho, consegue-se um índice de proteção de 70-80%

Os machos não podem ser vacinados

De acordo com o estabelecido pelo Ministério da Agricultura e para cumprimento do PNCEBT, o programa de vacinação, deverá ser feito semestralmente, com duas campanhas anuais, junto com a febre aftosa, cobrindo assim a maior parte dos nascimentos ocorridos durante o ano, vacinando as fêmeas entre 3 e 8 meses de idade.

As fêmeas adultas acima de 24 meses, só poderão ser imunizadas nas regiões onde exista uma alta prevalência de Brucelose, utilizando nestas situações, outros imunógenos que não causem interferência nos testes de diagnóstico para monitoramento da doença, sendo proibida a utilização de vacinas com amostra B 19, pois os animais adultos vacinados, tendem a persistir com títulos aglutinantes.

Tratamento

Não se recomenda o tratamento para a Brucelose e Tuberculose, sendo extremamente difícil, com resultados péssimos e antieconômicos.

Fonte: www.shopdocampo.com.br

Brucelose

A brucelose é uma doença infecciosa bacteriana, que é causada por uma bactéria Brucella. Também é zoonótica, ou seja, pode ser transmitida entre humanos e animais, com vacas, cães, ovelhas e cabras todos em risco de infecção por brucelose. Graças a saneamento melhorado e esterilização, a brucelose é relativamente rara em seres humanos, e as vacinas são usadas para evitar que, em muitos animais, mas os casos de brucelose e surtos de fazer surgir de vez em quando.

A fim de obter a brucelose, deve ser exposto às bactérias, de alguma forma. Uma das maneiras mais comuns para obter a brucelose é através da ingestão de produtos de origem animal contaminados, como leite e carne, mas também pode ser contraída através da respiração das bactérias, ou se as bactérias são introduzidas para uma ferida aberta. Os sintomas da brucelose incluem febre, mal-estar e dor de cabeça, e em animais, os indivíduos recém-infectados muitas vezes experimentam abortos espontâneos.

A brucelose é às vezes chamado de "Doença de Bang", após veterinário Bernhard Bang, que isolou a bactéria responsável em 1897. Ele também é referido como ungulados febre, febre de Gibraltar, febre de Malta, febre e rock. Como os sintomas da brucelose são bastante genérico e difícil de definir, por vezes, leva um tempo para um diagnóstico correto a ser alcançado, especialmente em áreas onde a doença não é comum. Como resultado, é importante para divulgar informações sobre os hábitos de comer e viajar quando vai ao médico para mal-estar geral, pois estes podem ajudar a diminuir a causa do problema.

A brucelose é muito difícil de tratar, uma vez que as bactérias são bastante inflexível. Uma variedade de antibióticos pode ser utilizado num ciclo de tratamento de brucelose, com controlos periódicos para ver se as bactérias estão ainda presentes. A taxa de mortalidade da doença é, na verdade, relativamente baixo, a maioria das pessoas que morrem de brucelose morrer porque as bactérias infectam as válvulas do coração. No entanto, porque a condição é desagradável e inconveniente, em busca de tratamento é uma boa idéia.

Em animais como o gado, brucelose pode ser evitada com a utilização de vacinas. Isto trouxe a taxa de brucelose geral para baixo, como os animais não podem passar a infecção se não tê-lo. O uso de pasteurização para tratar produtos lácteos também ajudou a reduzir o risco, assim como orientações sobre cozinhar a carne que o estresse temperaturas de cozimento seguros. No entanto, a brucelose é endêmica em algumas regiões do Mediterrâneo e do mundo em desenvolvimento, o que é uma boa coisa para manter em mente quando se viaja.

Fonte: www.wisegeek.com

Brucelose

Também conhecida como febre de Malta, de Gilbratar, febre mediterrânea, ou febre ondulante, a brucelose é uma doença infecciosa causada por diferentes gêneros da bactéria Brucella – Brucella abortus (gado), Brucella suis (suínos), Brucella melitensis (caprinos), Brucella cannis (menos comum) – transmitida dos animais para os homens. A infecção ocorre quando eles entram em, contato direto com animais doentes ou ingerem leite não pasteurizado, produtos lácteos contaminados (queijo e manteiga, por exemplo) carne mal passada e seus subprodutos.

O risco de contrair a infecção é maior no caso de homens adultos que trabalham com a saúde, criação e manejo de animais ou nos abatedouros e casas de carne. No entanto, mulheres e crianças também podem ser infectadas, assim como é possível a transmissão vertical da enfermidade da mãe para o feto.

A brucelose humana é considerada uma doença profissional pelos órgãos da Saúde Pública.

Sintomas

O período de incubação pode variar de 5 dias até vários meses.

Na forma aguda, de evolução insidiosa, os sintomas podem ser confundidos com os da gripe: febre intermitente/recorrente/ondulante, sudorese noturna (suor com cheiro de palha azeda), calafrios, fraqueza, cansaço, inapetência, dor de cabeça, no abdômen e nas costas.

Na forma crônica, os sintomas retornam mais intensos.

Os mais característicos são: febre recorrente, grande fraqueza muscular, forte dor de cabeça, falta de apetite, perda de peso, tremores, manifestações alérgicas (asma, urticária, etc.), pressão baixa, labilidade emocional, alterações da memória.

Brucelose é uma doença sistêmica que, nos quadros mais graves, pode afetar vários órgãos, entre eles o sistema nervoso central, o coração, os ossos, as articulações, o fígado, o aparelho digestivo.

Diagnóstico

Levantamento pormenorizado da história do paciente e avaliação clínica criteriosa são fundamentais para chegar ao diagnóstico. Exames de laboratório, como o hemograma, os testes de cultura para isolamento da bactéria no sangue, na medula óssea e em outros tecidos e as provas sorológicas também são muito úteis para estabelecer o diagnóstico.

Tratamento e prevenção

Não existe vacina contra a brucelose humana. A prevenção da doença depende diretamente do controle e erradicação da bactéria nos animais. Nesse sentido, são medidas importantes os cuidados com a higiene pessoal, com os utensílios de trabalho, com o preparo e escolha dos alimentos, principalmente da carne e subprodutos e do leite (que deve ser pasteurizado ou fervido) e seus derivados.

O tratamento da brucelose tem como base a associação de antibióticos (tetraciclina, gentamicina, doxiciclina) e deve ser mantido por seis semanas.

Durante as crises da doença aguda, o paciente deve permanecer em repouso e bem hidratado.

Recomendações

O abate sanitário do rebanho é a única forma de eliminar os focos de brucelose

A doença é uma zoonose de distribuição universal e as medidas de prevenção são as mesmas em todos os lugares

Os profissionais devem usar roupas, luvas e sapatos adequados, se o trabalho oferecer algum risco para a infecção.

Fonte: drauziovarella.com.br

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