Conhecida, por muitos, por ser a capital "mais europeia" da América Latina, Buenos Aires é, indiscutivelmente, uma cidade bem organizada, rica em monumentos, jardins e edifícios e dotada de uma atmosfera própria e extremamente acolhedora para o visitante. Com 11 milhões de habitantes, Buenos Aires é um exemplo de uma cidade dinâmica e moderna, que soube manter e preservar as suas velhas tradições e bairros históricos.

Buenos Aires é, também, uma cidade capaz de satisfazer todas as preferências e gostos culturais. Dos amantes do tango aos apreciadores de uma boa mesa, passando pelos compradores de antiguidades, estudiosos de arquitectura ou calmos leitores de banco de jardim. Apesar das avenidas largas e compridas, como a Av. 9 de Julho, o centro de Buenos Aires pode e deve ser percorrido a pé. Aliás, não existe melhor forma de conhecer verdadeiramente uma cidade.
A Av. 9 de Julho é, precisamente, a mais comprida e a mais larga (140 metros), ostentando ao centro o Obelisco, símbolo máximo da cidade. Ali confluem a Calle Corrientes e a Av. Roque Saenz Peña, mais conhecida como Diagonal Norte (um dos poucos traçados oblíquos que quebram o desenho de "tabuleiro de damas" original das ruas de Buenos Aires) e que conduz à Plaza de Mayo, por um lado e, à Plaza Lavalle, pelo outro. Nesta última, visite o Teatro Colón, uma das mais bonitas e famosas salas de espectáculos do mundo e faça uma pausa no Petit Colón, muito semelhante a um café vienense.
A Plaza del Congreso é outro dos locais emblemáticos da cidade. Além da sede do Congreso e do monumento de Los Dos Congresos, percorra a Av. De Mayo com os seus belos edifícios dos mais variados estilos, que nos recordam cidades europeias como Paris e Madrid. Visite o Café Tortoni, a mais antiga cafetaria literária de Buenos Aires.
Chegamos, assim, à famosa Plaza de Mayo. Testemunha dos factos mais importantes da história da Argentina, a Plaza de Mayo está rodeada de edifícios notáveis, como o Cabildo, a Catedral e a Casa Rosada, residência oficial da Presidência da República.
Ao encontro das artes...
La Recoleta é um bairro conhecido pela sua elegância, pelo centro cultural, pelas múltiplas lojas de design (Buenos Aires Design Center) e, sobretudo, pelo mais agradável jardim da cidade. No recém inaugurado Museo de Arte Moderno Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA), poderá admirar obras da "Colección Constantini" (o principal coleccionista da Argentina).
Enquanto uns desejarão visitar a Iglesia del Pilar e o aristocrático
Cementerio de La Recoleta (onde repousa Eva Perón), outros quererão
ser vistos nas esplanadas do La Biela ou do Café de la Paix. É,
aqui, que poderá ver os curiosos "passeadores" de cães,
um serviço único de Buenos Aires, que facilita imenso a vida
aos donos dos referidos animais. A troco de uma remuneração
mensal que pode rondar os 30 contos, o seu cão é levado a passear
à rua, duas vezes por dia, na companhia de outros da sua espécie,
aparentemente, sem grandes conflitos.
Se procura antiguidades genuínas e difíceis de encontrar na
Europa, o bairro de San Telmo, onde residem músicos, artistas e artesãos,
é o endereço ideal. Especialmente, aos domingos, quando se realiza
a feira semanal de antiguidades na Plaza Dorrego, por entre exibições
de tango ao som do "bandoneon". Para encontrar boas peças
de artesanato, recomenda-se uma visita às feiras do Parque Lezama e
da Plaza Francia (junto de La Recoleta), igualmente, aos sábados, domingos
e feriados.
Qualquer passeio pelas ruas de Buenos Aires, não poderá dispensar
uma visita ao Caminito do pitoresco bairro de "La Boca", com as
suas casas de telhados de zinco pintadas de cores vivas, pela comunidade de
imigrantes italianos. A rua é um verdadeiro museu ao ar livre, com
estátuas, pinturas murais, artistas e bailarinos de tango.
... e do Tango de Gardel
A vida nocturna de Buenos Aires gira em torno do Tango e da figura incontornável
de Carlos Gardel. Entre as "tanguerías" mais famosas, onde
se pode jantar e assistir a um inesquecível espectáculo de dançarinos
profissionais, destaque para o El Viejo Almacén e a Casa Blanca, ambos
na Calle Balcarce, junto ao Paseo Colón. No circuito "tanguero"
de Buenos Aires, foi recentemente enriquecido com a abertura do Chanta Cuatro
e, para quiser somente dançar, o La Viruta.
Outro pólo nocturno, é a Calle Corrientes, repleta de cinemas,
teatros, salas de espectáculos e restaurantes abertos até de
madrugada. Na Calle Lavalle e na Av. Santa Fé, encontrará centros
culturais e comerciais. Nesta zona destaque para a Calle Florida, coração
do centro financeiro, onde existem bons restaurantes e churrascarias, livrarias
(El Ateneo), cinemas, cafés e pastelarias (Confeitaria Richmond). A
partir daí, siga em direcção ao Río de La Plata,
até Puerto Madero, onde as docas foram reabilitadas e alojam, hoje,
a maior oferta gastronómica de toda a cidade. Os antigos armazéns
foram restaurados e transformaram-se em escritórios, galerias de arte,
bares e mais de 40 restaurantes.
País: Argentina (República Federal - 24/12/1826)
Área: 2776 mil km2
População: 37 milhões de habitantes
Capital: Buenos Aires
Moeda: Peso (câmbio fixo de 1 Peso = 1 Dólar
norte-americano)
Idiomas: Castelhano, em Buenos Aires, sob a forma de "lunfardo",
a gíria da região "portenha".
Vacinas: Nenhuma obrigatória
Documentos: Passaporte e seguro de viagem
Hora: GMT - 3
Destino: Buenos Aires
Acesso: Por avião, a partir do Brasil ou de Espanha (ligações mais económicas para os portugueses), através da Varig, Ibéria e Aerolíneas Argentinas.
Mapas e guias
Argentina, Uruguay & Paraguay - Lonely Planet
Buenos Aires para Brasileiros - Editora Ática, São Paulo
Welcome to Buenos Aires - Planos Taylor, GTA Editores
Buenos Aires - Guia Peuser, Ediciones Pampa
Clima
No hemisfério Sul, as estações são contrárias às do hemisfério Norte. O Outono e a Primavera são as melhores épocas do ano para visitar Buenos Aires. No Verão (de Dezembro a Fevereiro), os dias são mais longos, mas as temperaturas são mais elevadas.
Vestuário
Nenhum em particular, dado que o clima é muito semelhante ao europeu.
Segurança
Como qualquer outra cidade cosmopolita, Buenos Aires é um paraíso para os carteiristas ou "pungistas" em busca de "presas" fáceis entre os turistas mais desprevenidos. Cuidados redobrados nas zonas mais comerciais (calles Lavalle e Florida) e no bairro La Recoleta. Regra geral, a cidade é perfeitamente segura, mesmo à noite, com alguns cafés, restaurantes, bancas de jornais e farmácias abertos a toda a hora. Quanto aos táxis, é preferível chamá-los por telefone, para evitar qualquer dissabor.
Fonte: www.janelanaweb.com
A viagem de inverno pode ser ainda mais enriquecedora se o roteiro focar a cultura local. Com isso, o passeio de férias pode se tornar uma rápida imersão ao modo de vida do lugar. Em Buenos Aires, a temporada conta com diversas opções para este tipo de passeio.

Divulgada como uma das atrações do ano, a mostra "Salvador Dalí, 100 años: 1904-2004" é uma das sensações entre os portenhos. Instalada no Centro Cultural Borges, nas Galerias Pacífico, no Centro, a localização tem facilitado a visitação. Antes de entrar, consulte os horários das visitas guiadas. São gratuitas e têm 1h de duração. Fazem parte do acervo quadros, litografias, esculturas e cerâmicas do artista espanhol com temas que vão desde os dez mandamentos até o sexo. Um dos destaques é a genial tela em que Dali retrata o ex-presidente norte-americano Abraham Lincoln apenas com formas geométricas. Só vale ser admirada à distância. Preste atenção nos painéis com muitas das polêmicas e auto-elogiosas frases do artista. Mais sobre o pintor? Fique por ali mesmo para um café no bar temático. É possível tomar um café assistindo a vídeos sobre o autor.
No mesmo local, os turistas ainda podem reverenciar o poeta chileno Pablo Neruda no evento que comemora o centenário de seu nascimento. São livros, cartas, fotografias, citações e vídeos originais. As exposições inéditas no Brasil ficam na cidade até o dia 22 de agosto.
Outro local para apreciar artes visuais é o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (Malba). Comece o passeio pela fachada, pois a edificação por si só já merece uma visita. Erguido em 2001 no bairro de Palermo, tem o exterior revestido com pedra caliza e teto de vidro, permitindo grande incidência de luz natural. O segundo piso abriga a mostra permanente ¿Arte Latino-Americana do Século XX¿. Tons creme e verde-maça revestem as paredes que exibem verdadeiras jóias, como "Abaporú", da brasileira Tarsila do Amaral, "Ramón Gómez de la Serna", do mexicano Diego Rivera, e "Auto-retrato com Macaco e Papagaio", da também mexicana Frida Khalo.
Quem aprecia arte não-convencional pode ver ainda no Malba a mostra "Contemporáneo 9. Vértigo", com obras interativas. A entrada é marcada por uma instalação com câmeras e um aparelho de TV que projeta os visitantes dentro de uma forma geométrica emoldurada por faixas pretas em paredes e tetos do museu. Não é raro ver um ou outro curioso petrificado, com olhos nervosos mirando as paredes. "Onde está essa câmera que me colocou dentro dessa obra?". A Contemporáneo 9. Vértigo permanece aberta até dois de agosto.
Não longe dali e com acesso gratuito está o maior acervo de artes visuais da Argentina e um dos principais museus da América latina: o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), na Recoleta. São 11 mil obras, a mais antiga data do século XII. O prédio foi construído em 1870 para a Casa de Bombas, a primeira unidade de tratamento de água da cidade, e desativado em 1928. Após reforma, foi inaugurado como o MNBA em 1933.
Para a visita, reserve uma tarde, prepare fôlego e não esqueça do mapa na portaria: são mais de 30 salas, quase não há bancos e não há luz natural. Além disso, é comum cruzar com turmas de colegiais barulhentos. A persistência vale a pena. Ali se pode apreciar esculturas de Rodin, e as telas "Moulin de Blute-Fin", de Van Gogh, "Amarillo y rosa" de Edgar Degas e "Mujer acostada" de Pablo Picasso, entre outras. Não há cafeteria no interior do Museu. A alternativa é atravessar a rua e optar por um na Praça da Recoleta.
No mesmo bairro, há o Centro Cultural Recoleta. A fachada denuncia a construção do século XVII, uma das mais antigas da cidade. O antigo solar abriga salas para exposição e espetáculos de artistas locais, livraria, cafeteria e oferece visitas guiadas.
No sul da cidade, no bairro da Boca, há opções para quem foge das grandes galerias. O Centro Cultural de Los Artistas, instalado em sobrados conjugados erguidos no final do século XIX, serve de base para pintores, artesãos, escultores e designers locais. Os alegres sobrados, revestidos com coloridas lâminas de ferro que cobriam os barcos atracados ali no passado, abrigam restaurante, salas de exposições e lojas de artesãos. Olhe para cima, o barato está nas altas paredes pintadas com motivos argentinos e nos bonecos que se apóiam nos balcões internos do centro.
O dia está ensolarado e não quer abrir mão dele? Calma, em Buenos Aires há opções a céu aberto. Na Plaza San Martín, no Centro, o fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand expõe a mostra ¿La Tierra vista desde el cielo¿. São dezenas de painéis com fotografias aéreas captadas em todos os continentes desde 1995. Bertrand democratiza a praça que lembra o herói da independência Argentina oferecendo, entre outros, uma vista geral da ilha de Veneza, tingidores em Marrocos, um cemitério de carros de combate no Iraque ou um popular conjunto habitacional de São Paulo.
À noite, há shows de tango genuíno e local na sala Alfonsina Storni do Gran Café Tortoni. A programação está ao lado da porta, e sábados há dois horários, com preços em torno de $ 20. A procura é grande, por isso chegue cedo ou reserve o lugar na véspera. No centenário café freqüentado por Jorge Luis Borges, sinta-se em casa. O turista pode fazer fotos durante o show, conversar com cantores e dançarinos após a performance, comprar o CD do espetáculo e ainda ganhar um autógrafo.
Preste atenção nas fotos de políticos e personalidade que visitaram o café. Depois, escolha uma mesa e aprecie os quadros, os vitrôs coloridos do teto, as colunas de madeira e o heterogêneo público. Apesar de ser uma das melhores opções entre os portenhos nativos, há jovens e senhores portenhos e da América do Norte, da Europa e da África.
Se preferir música clássica, os caminhos levam ao Teatro Cólon. Há recitais ou apresentações de dança quase todos os dias num dos mais grandiosos e luxuosos teatros de música lírica da América do Sul. Fique atento, pois a orquestra sinfônica na cidade realiza seguidas apresentações sem muito alarde.
Com o ingresso na mão, informe-se antecipadamente onde é a entrada, pois não há indicação nas portas. Algumas filas são formadas na rua, é bom ir agasalhado. Com sete andares e poucos elevadores, vá pela escada e aprecie os corrimões de madeira e o piso de mármore branco.
Se quiser conhecer mais sobre o local, faça uma visita guiada durante o dia. Com duração de 1h entrada paga, os visitantes podem conhecer o interior da edificação, camarins, salas de ensaio e figurinos das produções.
Fonte: turismo.terra.com.br