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Bumerangue

Arqueólogos encontraram, no Egito, bumerangues e "kilies" com mais de 4.000 anos, em um anexo da tumba do faraó Tutankamon.

Esses mesmos objetos foram encontrados por pesquisadores em pinturas na África do Norte, que datavam mais de 9.000 anos.

Um chifre de mamute, no formato de um bumerangue, foi escavado na Polônia e datado em mais de 23.000 anos.

Com certeza não se sabe quem inventou os bumerangues, mas foram os aborígines que os utilizaram por mais tempo. Por essa razão, estes fantásticos objetos têm sido diretamente associados a Austrália.

Os bumerangues se tornaram uma mania mundial: franceses, japoneses, ingleses, americanos e brasileiros passaram a desenvolver e fabricar peças com os mais diferentes materiais, até conseguir a melhor performance para que o bumerangue fosse utilizado como esporte.

Hoje, muitos campeonatos são disputados no mundo inteiro, e até mesmo no Brasil, onde o esporte vem se desenvolvendo a cada ano.

COMO FAZER

Você vai precisar de:

Compensado naval de 4 mm (bumerangues de 3 asas ou de 2 asas pequeno) ou 6 mm (bumerangue de 2 asas grande)

Cola branca
Pincel
Serra tico-tico
Grosa
Lixas grossa, média e fina
Seladora
Verniz ou tinta spray
Planta para bumerangue

Passe a cola branca com um pincel no compensado e cole a planta, ou a partir de outro bumerangue, transfira o contorno para a madeira com um lápis.

Corte o bumerangue seguindo o desenho da planta com uma serra tico-tico.

Com a grosa "afie" o bumerangue seguindo as linhas internas da planta. É importante obedecer o limite do desenho, pois é o "shape" que vai fazer o bumerangue funcionar.

Atenção para os detalhes: um bumerangue destro sempre tem a borda das asas levemente arredondadas do lado direito... e mais "afiada" do lado esquerdo.

Passe a grosa também nas pontas.

O perfil das asas deve ficar como uma asa de avião, a borda direita com o relevo descendente até a borda esquerda.

Se você usou a planta, colada na madeira, passe uma lixa grossa em todo bumerangue para retirar o papel.

É hora de usar as lixas, comece com a nº 60/80 e vá aumentando a grana, 100, 220/320.

Depois de totalmente lixado, passe a seladora (diluída com thinner na proporção 1 por 1). Com um pincel.

Lixe novamente com uma lixa bem fina (nº400). Se quiser passe verniz ou tinta spray no bumerangue.

COMO LANÇAR

ALGUNS CONSELHOS BÁSICOS

Lançar sempre contra o vento (veja abaixo o ângulo correto).

Não jogar para cima e sim para frente (como um jogador de beisebol lança a bolinha).

Não arremessar o bumerangue com muita força.

Não jogar o bumerangue inclinado horizontalmente (como se fosse um frisbee), mas sim na posição vertical (ou levemente inclinado, de acordo com o modelo).

LOCAL

O local de arremesso deve ser plano e longe de pessoas, animais, árvores, rochas, automóveis, etc. Dê preferência para superfície gramada ou com areia (campos e praias vazias são ótimos lugares), assim você evita danos ao bumerangue.

VENTO

Com o vento vindo de frente para você, arremesse o bumerangue a aproximadamente 45° (fig 1), este ângulo pode mudar, dependendo do modelo.

Se você imaginar que à sua frente está o norte, a posição correta de arremesso seria nordeste para bumerangues destros ou noroeste para bumerangues canhotos. Para saber a direção do vento você pode usar uma biruta, bandeira ou uma linha amarrada no seu dedo. Não arremesse bumerangues em dias com vento muito forte.

ARREMESSO

Segure o bumerangue pela ponta de qualquer uma das asas, prendendo-o com firmeza entre o polegar e o indicador. O lado com a pintura deve estar voltado para você.

Para lançar um bumerangue destro com a mão esquerda ou um bumerangue canhoto com a mão direita, não inverta o bumerangue ou o lado de lançamento. Segure-o com a face pintada em contato com a palma da mão escolhida.

O lançamento deve ser feito em linha reta e na altura dos olhos (fig. 4), com o bumerangue na posição vertical ou levemente inclinado , como se você fosse atirar uma faca.

Não é necessária muita força, pois o mais importante no arremesso é dar giro ao bumerangue, para dar mais giro segure o bumerangue "beliscando" a ponta da asa. Atenção: não arremesse o bumerangue na posição horizontal.

TRAJETO

É o modelo do bumerangue que vai definir seu trajeto. A maioria não difere muito das figuras 7 e 12. Se jogado corretamente, o bumerangue fará uma volta à frente do lançador, retornando ao ponto de onde foi arremessado.

PEGADA

Existem vários tipos de pegada. Se você é iniciante no esporte, opte por pegar o bumerangue espalmando-o entre as mãos.

Sobre Bumerangues

Bumerangues são objetos fascinantes, simples de se usar e que qualquer pessoa pode praticar este esporte, independente da idade.

São verdadeiros, não como aqueles brinquedos que já vimos em desenhos animados, muito menos como aquela arma que decepa dedos de bandidos.

Muitos ficam tão envolvidos com estes objetos, que se tornam verdadeiros pesquisadores e experts no assunto, indo atrás de informações sobre aerodinâmica, forças que agem sobre o bumerangue, novos formatos, enfim...

A partir desta compreensão, tem-se condições plenas de construir seus próprios bumerangues, a partir de plantas que facilmente se encontra em vários websites, ou criando suas próprias plantas.

Para isso, bastará que se tenha pouca ferramenta (serra, lima grosa, lixas, etc...) e disposição para testar as obras acabadas, porém com a necessidade dos testes de vôo, podendo haver a necessidade de ajustes no “shape” (geralmente nas bordas de ataque e de fuga).

Os bumerangues podem variar de formato e de número de asas: 2, 3, 4, 5, 6 asas e mais (dependendo da criatividade do designer!).

Existem também vários outros formatos, artísticos ou decorativos: em forma de gato, de letra, papa-léguas, gaivota, guarda-chuva, cabide, etc...(a criação vai por conta do grau de espírito de cada designer!)

Existem também bumerangues específicos para cada modalidade: fast-catch, endurance, double, trick-catch (para estas modalidades geralmente são usados os de 3 asas ), precisão (podendo ser de 2 e 3 asas), longa distância (comum usar de 2 asas, regulados com pesos), mta e mta 100 (este é um bumerangue específico, que tem como característica “flutuar" por muito tempo no ar).

Muito bumeranguistas não se contentam em apenas jogar em espaços abertos, então, possuem (geralmente fabricados pelos mesmos) bumerangues feitos em papel-cartão, para arremessar dentro de casa ou no escritório!

Finalmente, construir bumerangues pode ser classificado como um trabalho de arte. Arremessar, uma terapia para quem pratica e deslumbramento para quem aprecia!

HISTÓRIA

O continente Australiano é o lugar onde até pouco tempo utilizava-se o bumerangue, então daí que se tem identificado este objeto como sendo exclusivo e de origem neste continente.

O bumerangue mais antigo que se tem notícia, feito a partir de uma presa de mamute, foi encontrado na Polônia em 1987, com a idade calculada em torno de 23.000 anos.

Os bumerangues de madeira mais antigos, foram descobertos em Wyrie Swamp, no Sul da Austrália, pelo arqueólogo Roger Luebbers, em 1974 e que tem em torno de 8 a 10 mil anos de idade. Também aparecem em inscrições rupestres sobre rocha, em Arnhem Landy (Australia) e acredita-se que tem mais de 15 mil anos.

Outros bumerangues pré-históricos foram encontrados em Jutlandia (Dinamarca) com aproximadamente 7 mil anos de idade e outros aparecem representados em cavernas no norte da África, com idade estimada de 9 mil anos.

Os índios Hopi, do Arizona (EUA), os esquimós, povos da Índia do Antigo Egito, Holanda e Alemanha, também eram lançadores de uma arma de caça e combate semelhantes aos utilizados pelos aborígines australianos. O próprio índio brasileiro tinha o seu bumerangue, o tacape. Acredita-se que o bumerangue foi sendo esquecido com o uso de outras armas, como arco e flecha.

Os bumerangues que foram achados em escavações arqueológicas no Egito, mostram bumerangues muito elaborados, construídos em madeira e osso, decorados com ouro e pedrarias de brilhantes, onde foram utilizados como objetos sagrados. O Faráo Tutancamon foi um dos grandes aficcionados pelo bumerangue.

Em sua tumba foi encontrado uma caixa com vários bumerangues adornados em ouro. Era considerado um esporte de elite, um esporte mágico, conforme desenhos encontrados em papiros e pinturas em paredes

Acima, a caixa de bumerangues achados na tumba de Tutancamon

No princípio acreditava-se que o bumerangue era utilizado para golpear os animais durante a caça, devido à sua trajetória curva e a grande distância que podia ser arremessado.

Também se supôs que a característica de retorno era muito útil, pois se o bumerangue não não golpeasse o animal, poderia o caçador tê-lo em retorno à mesma posição do lançamento, poupando assim de se fabricar outra arma de caça.

Estudos mais minuciosos sobre estes achados arqueológicos da época, revelaram que o uso do bumerangue não tinha esta função (golpear animais), mas sim, usavam como bastões para assustar as presas e serem conduzidas para redes estendidas pelos caçadores. Estes bastões não regressavam, ou pelo menos não faziam de forma suficientemente precisa.

O termo "boomerang" é de origem européia, pelos brancos , sendo que os aborígines o chamavam de "kylie" ou "karlie" e foram encontrados peças arqueológicas com 1,30 metros, com 1 kg e que alcançavam vôos de até 200 metros!

Também se descobriu que uma variedade destes bastões era utilizada para cerimônias e jogos ("Corroborees" em língua aborígene). Neles, mediante a demonstração da habilidade no seu manejo, podia-se dizer quem assumiria a chefia nas expedições de caça. Os bumerangues formam parte do conjunto de elementos sagrados da cultura tribal.

Acima, o "Corroboree"

Acima, ritual aborígine, onde se utiliza o bumerangue

O bumerangue era utilizado diariamente, às vezes como ferramenta pa cortar (carne ou vegetais), como também para cavar a terra em busca de raízes comestíveis e como arma contra inimigos e contra animais. Utilizavam-no também na pesca, golpeando com habilidade a superfície da água.

Um bom bumerangue era símbolo de poder. O desenhos que o decoravam também eram significativos, identificando membros de famílias e clãs, mostrando assim a riqueza de quem o empunhava. As mulheres não podiam utilizar-se dos bumerangues ou kilies.

Atualmente, o bumerangue não é mais tido como uma arma, mas sim como um esporte que fascina cada vez mais e mais curiosos e a cada ano muitos adeptos surgem.

No Brasil temos hoje vários fabricantes de bumerangues, alguns mais expressivos, como Ricardo Bruni Marx, Leandro Henrique Borges, Jair Rodrigues e outros que a cada dia vem se destacando mais e mais, criando novos modelos, nos mais diversos tipos de materiais, como madeira, celeron, fenolite, pvc, poliestireno, policarbonato, fibra de vidro e fibra de carbono.

Arremessando

Arremessar bumerangue deve se tornar algo agradável, consciente, esportivo. Assustar pessoas, tentar "tirar fino" de obstáculos (árvores, prédios, postes, animais, etc...), não é algo divertido.

Não respeitar uma área livre mínima de 50 metros de distância para todos os lados, poderá ocasionar algum acidente, tanto para o seu bumerangue, quanto para alguém que estiver dentro desta área. Torne sua sessão de arremessos uma forma de divulgação de um esporte, e não de uma arma!

Abaixo, instruções para DESTROS!

Para os CANHOTOS, basta inverter os procedimetos a seguir descritos.

1° Como segurar o bumerangue

A forma mais apropriada é aquela em que segura-se a ponta da asa do bumerangue como se estivesse segurando uma caneta. "Agarrar" com a mão fechada, dificulta o giro a ser dado. O giro é fator muito importante para um retorno perfeito.

Não importa qual asa segure, mas deve-se observar se está do lado correto.
Para saber o lado correto, observe se o polegar está sobre a parte abaulada, ou seja, shapeada.

2° Ângulo do arremesso

O ângulo ideal é de 0° a 30°. Alguns bumerangues de 2 asas podem ter um ângulo maior.
Atenção: somente bumerangues específicos necessitam de maior inclinação!

3° Direção do vento

Para quem é destro, deve-se atirar o boom a 45° à direita em relação ao vento. Para os canhotos, 45° à esquerda. Para um melhor resultado, use uma biruta. Lembre-se: Vento forte demais, melhor soltar pipa!

4° Altura do arremesso

Para dias com pouco, ou nenhum vento, a forma correta é na linha dos olhos, ou bem pouco acima. Quanto há uma intensidade maior de vento, pode-se jogar mais para cima (sem exageros!)

Algumas dicas legais:

Sempre na primeira jogada, faça com pouco spin (giro), para que possa avaliar a direção do vento e comportamento do bumerangue. Aos poucos vá aumentando o spin. Faça isso também, sempre que mudar de bumerangue;

Procure dar o maior spin possível, então, quando lançar, faça como se estivesse "chicotando", porém, sem dar um "tranco" no final do arremesso.

Uma boa técnica é usa o movimento total do braço, ou seja, depois de soltar o bumerangue, deixar o braço continuar em movimento;

Lance sempre do mesmo local e tenha um ponto de referência (algo que você mire);

Para pegar o bumerangue, faça sempre ao lado do corpo, com as mãos espalmadas pegue fazendo um "sanduíche" com seu bumerangue. NUNCA QUANDO ESTIVER VINDO NA DIREÇÃO DE SEU ROSTO!

Com o tempo vá treinando pegadas diferentes, como: com uma mão contra a cabeça (sobre), com a mão esquerda, com a mão direita, com as duas mãos por baixo de uma perna, com os joelhos, com os pés, etc.... e o que sua criatividade lhe permitir!

Erros Comuns

É muito comum ao iniciando no esporte cometer certos erros.

Com um pouco de paciência e persistência, pode-se corrigi-los e fazer arremessos cada vez melhores.

O importante é NUNCA desanimar e lembrar sempre que mesmo os melhores bumeranguistas erram e que TODOS podem chegar a 100% de eficiência!

Bumerangue

Arremesso do bumerangue muito para a esquerda em relação ao vento.

Correção - Arremesse-o mais para a direita.

Bumerangue

Arremesso do bumerangue muito para a direita em relação ao vento;

Correção - Arremesse-o mais para a esquerda.

Bumerangue Arremesso do bumerangue com pouco giro;
O ângulo vertical é muito grande;
O arremesso do bumerangue foi muito para o alto;

Correção - Arremesse-o mais na altura dos olhos, com um pouco de layover (um pouco mais deitado - POUCO!) e mais giro!

Bumerangue O bumerangue foi arremessado com muita força e pouco spin (lembre-se força NÃO é a mesma coisa que SPIN!);
Talvez o vento esteja um pouco forte. Verifique
Bumerangue

Jogar um bumerangue de canhoto sendo destro e vice versa;

O lado curvo (shape) do bumerangue está para fora (apoiado no dedo indicador) e não para o lado do arremessador (apoiado no dedo polegar);

Acontece quando se inclina o bumerangue para dentro (ângulo negativo).

Bumerangue

Arremesso do bumerangue muito na horizontal (muito "layover");

Correção: Arremesse-o mais "em pé" (próximo à vertical)

Bumerangue Este arremesso foi muito baixo.

Correção: Arremesse na linha da altura dos olhos.

Bumerangue Outro arremesso muito baixo.

Correção: Arremesse na linha da altura dos olhos.

Bumerangue O bumerangue foi arremessado com pouco giro;

Verifique se o vento não está muito fraco.

Bumerangue Típico arremesso em que se usou muita força (força não é giro!).

Lembre-se : O bumerangue deve ser arremessado com suavidade e não agressividade!

É um esporte, não uma arma!!!

Bumerangue Você arremessou na linha dos olhos;
Você arremessou com a inclinação correta;
Você arremessou 45° em relação ao vento;
Você aplicou o giro correto;

PARABÉNS. VOCÊ ARREMESSOU PERFEITAMENTE!

Regulagens

Às vezes há a necessidade de certas "regulagens (tunning)" no bumerangue para que ele tenha um desempenho perfeito. Essas regulagens mudam consideravelmente a forma de vôo do bumerangue.

USO DE ELÁSTICOS:

Bumerangue Geralmente para dias de vento mais forte. Enrole um elástico em cada asa do bumerangue. Quanto mais para as pontas colocar, mais "arrasto" (freio) será dado ao bumerangue.

Bumerangue Tri Fly original em polipropileno, criação de Eric Darnell.

Bumerangue Os modelos de duas asas também podem ser regulados com elásticos, como nesta foto.

Bumerangue CC15
Shaper e Desinger: Jerri Leu

Bumerangue Os furos geralmente são usados para diminuir a rotação do bumerangue. Bumerangues que flutuam muito no momento de chegada, no caso os de trick-catch, tendem a "escapar", então, os furos nas pontas ajudam a diminuir esta flutuação.

Bumerangue Tri Fly original em nylon (Eric Darnell)
Shaper e Designer: Jerri Leu

Bumerangue Nos bumerangues para a modalidade 30m Relay, por exemplo, os furos fazem o boom perder o giro e ficar fácil para a pegada.

Parte de trás do Thunder, com furos de tamanhos diferentes nas asas e no centro.

**Shaper: Jerri Leu
Designer: Sandro Web Rider

Detalhe: os furos são permanentes, mas podem ser tapados com fita! Sem problemas

Bumerangue Você poderá fazer com que seu bumerangue atinja maiores distâncias, colocando pesos (como moedas de 1 centavo) nas pontas das asas. Se colocar um peso no centro do bumerangue, a distância tende a diminuir.

Shaper e Designer: Jerri Leu

Bumerangue

Doblers com pesos em posições diferentes.

O bumerangue de baixo é denominado "outsider" (o que voa por fora). O peso está na ponta, o que faz ir mais longe.

O de cima é o "insider" (que voa por dentro e cai primeiro). O peso está mais para o centro do boom.

Bumerangue Quando se quer que o bumerangue faça uma volta mais curta, dá-se uma torcida para cima, na ponta da asa.

Quando se quer que ele vá mais longe, faz-se o inverso, torcendo-se para baixo.

Torção para cima, fazendo o boom fazer a volta mais curta. Nesta regulagem, dependendo da torção, o bumerangue também perde giro.

Bumerangue Torção para baixo, faz com que o boom vá mais longe.
Bumerangue Quando se faz esta regulagem "empenando" uma asa, ou outras mais, faz-se com que o boom suba e "flutue" mais. Empenando-se para cima, o boom faz um vôo alto e com maior flutuação.
Pode-se "empenar" uma ou mais asas.

**a foto é meramente ilustrativa, o "empenamento" varia para o vôo desejado!

Bumerangue Procedendo o "empenamento" para baixo, o boom voará baixo.
Pode-se "empenar" uma ou mais asas.

**a foto é meramente ilustrativa, o "empenamento" varia para o vôo desejado!

Bumerangue Uma boa forma de se "empenar" todas as asa ao mesmo tempo (e uniformemente) é apoiando uma das asas no polegar, outra no indicador e outra no mínimo (mindinho), então pressionando no centro do boom.
Bumerangue Às vezes o bumerangue tende a "cair" antes de completar a volta, para corrigir isso é feito um desbaste na parte de baixo, na ponta da asa. Isso faz com que haja mais sustentação do boom e complete a volta.

Ao lado, o modelo OTTO, com expressivos undercuts nas duas asas.

Shaper e Designer: Jerri Leu

Bumerangue Ampliando-se a área da ponta da asa, nota-se bem o desbaste.
Bumerangue Alguns modelos, como este Mega Ice-Runner, tem undercut tanto na fuga quanto no ataque.

Esse modelo foi desenvolvido para a modalidade LD (atingiu 90 metros!)

Designer: Manuel Schüetz

Bumerangue

Essa regulagem é feita para encurtar a distância de vôo do boom.


Modelo Mong com concavidades nas três asas.

Note também que há undercuts.

Shaper e Designer: Jerri Leu

Bumerangue Muitas vezes é necessário mudar o desenho de um boom, para que tenha outro tipo de vôo, o que caracteriza uma regulagem.

Mudança no "outline" de um Renner, de Axel Heckner. Este boom foi modificado para a modalidade Trick-catch.

Shaper e Designer: Jerri Leu

Fabricação

Fabricar bumerangues não é uma tarefa difícil, porém exigirá do bumeranguista atenção no momento de fazer o shape, para não haver erro de posição dos bordos de ataque e de fuga (obviamente para os iniciantes).

O que é necessário:

Ferramentas básicas: Serra tico-tico manual, lima grosa, lixas grossas para acertos e ajustes e lixas finas para o acabamento final. Além de pincéis, se a preferência for um bumerangue pintado (o que é muito interessante ter uma cor forte, para que não se tenha a desagradável situação de perder o bumerangue!).

Além das ferramentas, quem deseja fazer seus próprios bumerangues, deve, NO MÍNIMO, utilizar máscara adequada e óculos de proteção. De nada vale ter um bom bumerangue e uma saúde precária!

Passo-a-passo na confecção de meus bumerangues.

1° Passo

Escolher a planta: Muitos dos bumerangues que possuo em minha mala tem suas plantas tiradas em sites na internet. Ultimamente tenho desenvolvido algumas plantas, como é o caso do Arakatú ("Tempo bom", em Tupí-Guarani), do OTTO, do Olívia, Mong, PH2, Phantom, Vox, Aissô, Guapo, Swallow, Matuda, Tóba, Zizo, CC15, etc...

2° Passo

A escolha do material. Em meus bumerangues uso: madeira (compensado), PVC, fenolite, celeron, fibra de vidro e fibra de vidro reforçada com carbono. Para quem inicia, recomendo o uso de MDF e do PVC de 4mm, por serem materiais muito bons para se aprender, treinar e "afinar" a habilidade de shapear. Repito, o MDF é muito bom para se INICIAR na arte de fazer bumerangues!

3° Passo

Traçando: Definida a planta, assim como o material a ser usado, passo para a chapa utilizando um desenho (com papel carbono fica mais fácil!) ou um molde pré-estabelecido.

Bumerangue

4° Passo

Para serrar uso uma serra tico-tico elétrica, procurando ser o mais preciso possível, para que o bumerangue fique igual à planta e também para que não haja a necessidade de muito trabalho de desbaste para se chegar até o "out-line" correto.

Bumerangue

5° Passo

Após o corte, com uma lixa grossa, desbasto a peça para que fique com suas linhas totalmente uniformes. Considero esta uma etapa importante, pois esse "pré-shape" vai determinar um acabamento de alto capricho!

Bumerangue

6° Passo

Shapeando. Eu utilizo uma lixadeira manual, com disco de lixa pequeno e também uma máquina com ferramenta de desbaste cilíndrica (nesta máquina posso trabalhar com as duas mãos segurando o boom - foto abaixo).

Bumerangue

Abaixo, detalhe de asas já shapeadas, com as bordas de ataque e de fuga bem definidas.

Bumerangue

7° Passo

Após ter shapeado, inicio o acabamento com lixas grossas - à mão - para tirar as rebarbas e defino o acabamento na "escova" (ferramenta cilíndrica que tem lixas finas e escovas acopladas);

Bumerangue

Bumerangue

8° Passo

Para que o bumerangue possa receber pintura, ou mesmo acabamento final em verniz, é necessário que se aplique a seladora, para fechar os poros e sulcos da madeira. Em outros materiais, PVC, por exemplo, não há necessidade da seladora. Aqui nesta foto estou aplicando com pistola, mas o também pode ser aplicado com pincel.

Bumerangue

9° Passo

Assim que a seladora estiver seca, passo uma lixa bem fina (n° 220 ou mais fina) e aplico o fundo branco. O fundo branco dá às cores a serem aplicadas posteriormente, condições de se tornarem fortes e brilhantes

Bumerangue

Para uma secagem mais uniforme e rápida, utilizo uma estufa de secagem. Porém, cuidando para não expor a muito calor os bumerangues, pois podem empenar!

Bumerangue

10° Passo

Quando o fundo está realmente seco, chega a hora da pintura, que pode ser pincelada, com pistola, aerógrafo, etc... Uso tinta vinílica, que melhor se fixa ao bumerangue.

Bumerangue

11° Passo

Chegamos ao último passo - Estando a pintura seca, aplico verniz, para cobrir a tinta e dar mais impermeabilidade ao bumerangue.

Bumerangue

Algumas vezes, é necessário fazer uma "queima de estoque" quando os bumerangues não saem a contento. É melhor queimá-los (literalmente) a ter meu "filme" queimado!

Bumerangue

TERMINOLOGIA

Fabricação

Máscara de proteção

Essencial na fabricação, para evitar danos à saúde.

Para o processo de shape em madeira e PVC, pode-se utilizar as de papel (algumas são carbonatadas); outros materiais sintéticos exigem o uso de máscara com filtro contra gases, devida a toxicidade destes materiais.

Óculos de proteção

Indispensável o uso, pois em todas as etapas de fabricação pode haver o risco de acidente.

Tico-Tico

Máquina manual onde se encaixa a serra para corte dos bumerangues.

Serra-fita

Máquina fixa, com serra fina (fita) utilizada também para serrar bumerangues.

Tupia

Máquina onde se acoplam ferramentas de diferentes formas de corte. Muitos fabricantes utilizam para fazer o out-line (contorno) e desbastar as bordas de ataque e de fuga.

Shapear

Processo onde se dá forma ao bumerangue. Desbaste da borda de ataque e de fuga. Pode-se usar vários tipos de máquinas e ferramentas, conforme a disponibilidade de espaço e do local (alguns bumeranguistas fazem seus bumerangues dentro de seus apartamentos!)

Carving

O mesmo que "shapear", dar forma.

Out-line

Contorno do bumerangue.

Grosa

Lima utilizada no desbaste de madeira, com ranhuras grossas (intervalos entre "dentes"). Muitos iniciantes (e até avançados) utilizam esta ferramenta para fazer seus bumerangues.

Lixadeira

Máquina utilizada para se fazer o shape: lixadeiras orbitais, oscilantes e outras preparadas com roletes lixadores.

Roletes lixadores

Peças expansíveis com a rotação ou pneumáticas. A lixa tem o diâmetro muito parecido com o diâmetro do rolete (um pouco maior) e quando em rotação, o rolete se expande, devido a força centrífuga e assim comprime-se contra a lixa, fixando-a.

Há roletes que expandem-se devido à injeção de ar comprimido em seu interior, assim comprime a lixa (neste caso não há necessidade da rotação para fixar a lixa);

Lixa

Usam-se de várias gramaturas, iniciando-se nas grossas (60, 80) e passando-se às mais finas (180, 220, etc), para acabamento e preparação para a pintura.

Escovas

Peças com lixas em tiras e escovas (tipo pincéis) acopladas a um cilindro. Utilizada para dar acabamento.

Furadeira

Máquina utilizada para fazer os furos nas asas. Furos são muitos utilizados como forma de regulagem.

Molde

Muitos bumerangues são feitos por "injeção" e para isso devem ser utilizados moldes. É a fabricação de peças em grandes quantidades, não havendo interferência de um shaper, já que os bumerangues saem prontos.

Pintura

Cobertura dada ao bumerangue, com tintas, para dar um aspecto mais "vivo". É impescindível pintar os bumerangues com cores vibrantes para ajudar no caso de perda.

Compressor

Máquina que armazena ar comprimido que será utilizado no uso das pistolas para pintura.

Pistola de pintura - Ferramenta utilizada para aplicação de tinta dando cor aos bumerangues, assim como aplicação de seladora e a camada final do acabamento, uzando verniz.

Aerógrafo

Ferramenta utilizada para pintura delicada, rica em detalhes. Há os de dupla ação, onde pode-se regular a pressão do ar e saída de tinta e os de ação simples, onde ao acionar o gatilho, a mistura e feita pela própria ferramenta.

Seladora

Uma espécie de fundo transparente aplicado sobre a madeira após o lixamento fino. Serve para selar os "póros" da madeira, fazendo assim que a tinta não penetre.

Tinta

Utilizada para dar "vida" ao bumerangue. Podem ser de várias composições, tipo: vinílicas, plásticas, acrílicas, automotivas, sintéticas, em sprays (colorgin, por exemplo), etc...

Máscara de pintura

Técnica utilizada para dar efeitos às pinturas.

Pointilismo

Técnica de pintura por pontos. Usa-se uma ferramenta com pontas de várias espessuras. Técnica utilizada nos bumerangues artísticos australianos (conhecida como "pintura aborígene")

Materiais

Fenolite

O Fenolite é um laminado industrial, duro e denso, feito por aplicação de calor e pressão em camadas de celulose impregnadas com resinas sintéticas (fenólicas).

Quando o calor e a pressão são aplicados simultaneamente às camadas, uma reação química (polimerização) ocorre, aglomerando as camadas em uma massa sólida e compacta. É importante uma pequena explanação do que é um produto termofixo: Termofixo é aquele material que, após aplicação de calor e pressão torna-se permanentemente rígido, não podendo posteriormente ser termoformado.

Celeron

O Celeron é um laminado industrial, duro e denso, fabricado através de aplicação de calor e pressão em camadas de tecido de algodão impregnadas com resinas sintéticas (fenólicas). Quando o calor e a pressão são aplicados simultaneamente às camadas, uma reação química (polimerização) ocorre, aglomerando as camadas em uma massa sólida e compacta.

Importante uma pequena explanação do que é um produto termofixo: Termofixo é aquele material que, após aplicação de calor e pressão torna-se permanentemente rígido, não podendo posteriormente ser termoformado.

ABS

ABS (da sigla, em inglês, de acrylonitrile butadiene styrene) é um copolímero de acrilonitrila, butadieno e estireno. Fisicamente, é um material leve, fácil de moldar mas ainda assim resistente.

Os plásticos ABS oferecem um bom equilíbrio entre resistência à tração, ao impacto e à abrasão, dureza superficial, rigidez e resistência ao calor. Praticamente todos os elétrodomésticos e acessórios para escritório, são fabricados neste material.

PC - Policarbonato

A altíssima resistência ao impacto e a ótima transparência fazem do policarbonato o material mais resistente entre todos os materiais transparentes (250 vezes maior comparado ao vidro). ossui alta elasticidade, excepcional resistência ao impacto, boa estabilidade dimensional, baixa absorção de umidade. Excelente transparência e resistência à altas temperaturas.

PP - Polipropileno

O polipropileno é uma resina termoplástica, pertencente ao grupo das poliolefinas que inclui os polietilenos e polibutenos, com ampla faixa de propriedades e grande facilidade de processamento (Fonte: www.suzanopetroquimica.com.br)

PS - Poliestireno

O Poliestireno é uma das mais antigas resinas sintéticas. É um termoplástico que se caracteriza por sua clareza brilhante, sua dureza, sua facilidade de processamento e seu baixo custo. Sua coloração é excelente. É disponível em vários tipos apropriados para várias aplicações e processamentos.

PSAI

Poliestireno de Alto Impacto - Este tipo de Poliestireno, também conhecido como Poliestireno de Alto Impacto (PSAI) é largamente utilizado na comunicação visual (interna), devido à excelente aderência de tinta no processo de serigrafia, bem como na confecção de placas com vinil adesivo.

Por outro lado, outra aplicação comum a este produto é na termoformagem de peças, também conhecida como vacuum formagem, cujo objetivo é moldar o poliestireno (através de moldes e temperatura) no formato desejado.

Fibra de vidro

É o material composto produzido basicamente a partir da aglomeração de finíssimos filamentos flexíveis de vidro com resina poliéster (ou outro tipo de resina) e posterior aplicação de uma substância catalisadora de polimerização. O material resultante é geralmente altamente resistente, possui excelentes propriedades mecânicas e baixa densidade.

Permite a produção de peças com grande variedade de formatos e tamanhos, tais como placas para montagem de circuitos eletrônicos, cascos e hélices de barcos, fuselagens de aviões, caixas d'água, piscinas, ranchas de surf, recipientes de armazenamento, peças para inúmeros fins industriais em inúmeros ramos de atividade, carroçarias de automóveis, na construção civil e em milhares de outras aplicações.

Fibra de Carbono

A fibra de carbono é um polímero de uma certa forma de grafite e o grafite é uma forma de carbono puro, proveniente da natureza, estando os seus átomos dispostos em forma de lâminas ou em cristais hexagonais.

Madeira

Compensado - Diz-se compensado porque as folhas trançadas, de que é composto, se equilibram , se contrabalançam no movimento de retração ou dilatação, para obter a estabilidade que falta à madeira maciça. O compensado feito com madeira seca ou ressecada artificialmente, fica indiferente a qualquer variação de temperatura.

Se as madeiras com que se fazem os compensados não forem absolutamente secas, eles se deformarão. A principal característica dos compensados é sua elevada resistência .

MDF

Medium-density fiberboard é um material derivado da madeira e é internacionalmente conhecido por MDF. Em português a designação correcta é placa de fibra de madeira de média densidade. MDF é fabricado através da aglutinação de fibras de madeira com resinas sintéticas e outros aditivos.

O material é moldado em painéis lisos sob alta temperatura e pressão. Para a obtenção das fibras, a madeira é cortada em pequenos cavacos que, em seguida, são triturados por equipamentos denominados desfibradores.

PETG

Mais resistentes a impactos e pesando menos que o vidro, além de resistirem a diversos agentes químicos e solventes, as Chapas de PETG oferecem uma variada gama de opções para os mais diversos tipos de projetos, podendo ser cortadas, jateadas, torneadas, serradas, coladas, perfuradas, rebitadas, termoformadas, usinadas e dobradas a frio.

Fonte: www.semprevolta.com

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