Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Buriti - Página 3  Voltar

Buriti

Nome popular: carandá-guaçu; coqueiro-buriti; palmeira-do-brejo; miriti
Nome científico: Mauritia flexuosa L
Família botânica: Palmae
Origem: Brasil - Regioes brejosas de várias formaçoes vegetais.

Buriti

Características da planta

Palmeira de porte elegante com estipe ereto de até 35 m de altura. Folhas grandes, dispostas em leque. Flores em longos cachos de até 3 m de comprimento, de coloraçao amarelada, surgem de dezembro a abril.

Fruto

Elipsóide, castanho-avermelhado, de superfície revestida por escamas brilhantes. Polpa marcadamente amarela. Semente oval dura e amendoa comestível. Frutifica de dezembro a junho.

Cultivo

Ocorre naturalmente isolada ou em grupos, de preferencia nos terrenos pantanosos, sendo por isso denominada Palmeira-do-brejo, Buritis Altos, Vereda do Buriti Pardo, Buriti Mirim, Vereda Funda, Bom Buriti, Vereda-Mea, Buriti Comprido, Vereda-da-Vaca-Preta, Vereda-Grande, Buriti-do-Á, Vereda do Ouriço-Cuim, Buriti-Pintado, Veredas-Mortas, Córrego do Buriti-Comprido...

Os buritis e as veredas do Brasil central, imortalizados na obra literária de Guimaraes Rosa, de onde tantas e tao verdadeiras expressoes, sao parte indissociável dos chapadoes recobertos pelos domínios dos cerrados.

Por onde passa um rio, riacho ou ribeirao, em suas margens, em meio aos campos tropicais do cerrado e nos, assim chamados, "lavrados" dos campos de Boa Vista em Roraima - enclaves de vegetaçao semelhante a do Brasil central em meio a floresta tropical - florescem as matas de galeria e, nelas, os buritis.

Um pouco além da mata, ladeando-as, as veredas bem marcadas de areias claras e vegetaçao mais rasteira.

Na relva densa e rica das veredas, circundadas em geral por campos limpos, destaca-se majestosamente o buriti: palmeira de estipe elegante e ereto, encimado por folhas enormes e brilhantes.

Suas folhagens, abertas em forma de estrela, formam uma copa arredondada, uniforme e linda, vista de baixo sob o céu azul e limpo.

Vistas ao longe, essas matas onde se destacam os buritis, sao indício seguro de que por ali existe um curso d'água, descanso e alimento para o sertanejo e para o caboclo: terrenos de várzea e brejos, de solo fofo e úmido, recobertos por extensos buritizais escondem, por entre seus meandros, as águas correntes.

Por onde passam, sao as águas que carregam e espalham as sementes da palmeira buriti.

Do buriti - "verde que afina e esveste, belimbeleza", como diz o Riobaldo de Guimaraes Rosa - já foi dito, e muitas vezes reafirmado, desde que aqui chegaram os primeiros europeus com seus viajantes e naturalistas, que se trata da mais bela palmeira existente.

Mais do que isso, nas regioes onde ocorre, o buriti é a planta mais importante entre todas as outras, de onde o homem local, herdeiro da sabedoria dos indígenas nativos, aprendeu a retirar parte essencial de seu sustento.

Os cachos carregados de frutos e as folhas de que necessita, sao apanhados lá no alto, cortados no talo com facao bem afiado para nao machucar a palmeira.

Depois disso, o experiente sertanejo pula, usando as largas folhas do buriti como se fossem pára-quedas, pousando suavemente na água.

Dos frutos do buriti - um coquinho amarronzado que, quando jovem, possui duras escamas que vao escurecendo conforme amadurecem - aproveita-se a polpa amarelo-ouro. Para extraí-la é preciso, antes, amolecer aquelas escamas por imersao em água morna ou abafamento em folhas ou em sacos plásticos.

E é com ela que sao preparados os doces e outros sub-produtos tradicionais. Sao eles.

O moreno doce caixinhas de delicada marcenaria, na confecçao das quais nao se utiliza outro material a nao ser a própria madeira do buriti; afarinha de buriti, produzida a partir da parte interna do estipe da palmeira; as raspas de buriti, obtidas a partir da secagem ou desidrataçao ao sol da polpa do fruto raspada; a paçoca de buriti, quando se misturam, as raspas, um pouco de farinha de mandioca e de rapadura. Todos eles, alimentos resistentes ao tempo durante a estiagem, quando outros alimentos rareiam.

A polpa pode, também, ser congelada e conservada por mais de ano, sendo utilizada praticamente da mesma forma que a polpa fresca. Com ela produzem-se, hoje em dia, diferentes tipos de sorvetes, cremes, geléias, licores e vitaminas de sabores exóticos e alta concentraçao de vitamina C, invençoes e descobertas modernas, muitas delas desenvolvidas nos centros de pesquisa da EMBRAPA.

O buriti, no entanto, nao fornece alimento apenas ao homem. Conta-se que, quando é safra de buriti, certos animais comem tanto e com tanta voracidade que se tornam pesados e fáceis de alcançar.

É o caso do porco-montado de Roraima, espécie de porco doméstico que vive no mato, que nessa época fica com as gorduras tingidas pela cor amarelo forte do buriti.

Mas o buriti é ainda muito mais do que puro alimento para homens e animais. De sua polpa, por exemplo, a populaçao regional extrai um óleo de cor vermelho-sangüínea utilizado contra queimaduras, de efeito aliviador e cicatrizante. Esse mesmo óleo é comestível, apresentando altos teores de vitamina A. Também comestível e, dizem, saboroso, é o palmito extraído do broto terminal da planta.

Com as folhas crescidas - ou "palhas", como diz o homem regional -, com suas fibras e com seus brotos, segundo descriçao de Carmo Bernardes, pode-se fazer de tudo: "a caroça de vedar chuva, o tapiti de espremer massa de mandioca, o paneiro de empaiolar farinha, uma gradaçao de balaios... as esteiras, as mantas, as redes de dormir, as cordas, as urupemas, os abanos e chiconas de carregar galinha..."

Por fim, segundo Pio Correa, o estipe do buriti fornece, por incisao, um líquido adocicado e agradável com o qual se mata a sede. Fermentado, esse mesmo líquido se transforma em uma bebida conhecida por "vinho de buriti".

Por sua beleza e por propiciar tantos bens aos homens e aos animais - que também sabem apreciar e se fartar de seus frutos - o buriti foi a palmeira que mais encantou os naturalistas Spix e Martius quando, pela primeira vez, encontraram-se no interior das terras brasileiras.

Utilidade: a planta tem muitas utilidades:

1) A polpa dos frutos é usada para extraçao de óleo comestível de cor avermelhada e no preparo de sorvetes, cremes, geléias, doces, licores e sucos contendo vitaminas A e C. Os frutos servem de alimentos para animais silvestres

2) As folhas, para confecçao de cordas, esteiras, redes de dormir, abanos, utensílios domésticos para espremer raspa de mandioca no preparo de farinha e artesanatos diversos

3) A estipe (tronco) é usada nas construçoes rurais e obtém-se, através de perfuraçoes, um líquido adocicado para a fabricaçao do vinho-de-buriti. O palmito dessa planta é comestível

4) Na arborizaçao de praças, parques e jardins.


Teores
Antes da extraçao
do óleo
Depois da extraçao
de óleo com hexano
sob refluxo
Umidade (%)
5,89
9,62
Cinzas (%)
5,33
4,03
Lipídios (%)
25,0
14,7
Proteínas (%)
5,90
5,34
Fibras (%)
*
27,6
* O teor de fibras é determinado após a extraçao de óleo

Fonte: www.facabiodiesel.com.br

Buriti

Nome científico: Mauritia flexuosa
Família: aracaceae

Buriti

Origem

Norte da América do Sul, Venezuela e Brasil, predominante no Brasil.

O Buriti é a designação comum a plantas dos gêneros da família das aracaceas (antigas palmáceas). Contudo o termo pode se referir ainda à Mauritia flexuosa, uma palmeira muito alta, do Norte da América do Sul, Venezuela e Brasil, predominantemente nos estados da região norte neste último país. Seu fruto é uma fonte de alimento privilegiada. Rico em vitamina A, B e C, ainda fornece cálcio, ferro e vitaminas.

Consumido tradicionalmente ao natural, o fruto do buriti também pode ser transformado em doces, sucos, picoleres e licores, sobremesa de paladar peculiar e na alimentação de animais. O óleo extraído da fruta tem valor medicinal para os povos tradicionais do Cerrado que o utilizam como vermífugo, cicatrizante e energético natural, também é utilizado para amaciar e envernizar couro.

Muito utilizado na cosmética como, hidratante, humectante, protege a pele contra os raios nocivos do sol, como óleos pós banho, shampoos, filtro solar, sabonetes, além de dá cor, aroma e qualidade a diversos outros produtos de beleza.

Fonte: www.aromasdafloresta.com.br

voltar 123456789avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal