Área: 27.834 km². Hora local: +5h.
Clima: tropical.
Capital: Bujumbura.
Cidades: Bujumbura (300.000) (1994), Gitega (101.827), Bururi
(15.816), Ngozi (14.511) (1990).
7,1 milhões (2004);
nacionalidade: burundinesa;
composição: hutus 85%, tutsis 14%, pigmeus 1% (1996).
Idiomas: francês, quirundi (oficiais), suaíle.
Religião: cristianismo 91,7% (católicos 57,2%, sem filiação 14,7%, protestantes 12%, outros 7,8%), crenças tradicionais 6,7%, outras 1,6%, sem religião 0,1% (2000).
Moeda: franco burundinês; cotação para
US$ 1: 1.089 (ago./2004).
PIB: US$ 719 milhões (2002).
Força de trabalho: 3,9 milhões (2002).
Organizações: Banco Mundial, FMI, OMC, ONU,
UA.
Embaixada: 2233, Wisconsin Avenue NW, suite 212, Washington
D.C. 20007, EUA.
República presidencialista (governo de transição desde 2001). Div. administrativa: 15 províncias subdivididas em distritos. Presidente: Domitien Ndayizeye (Frodebu) (desde 2003). Partidos: Frente para a Democracia de Burundi (Frodebu), União para o Progresso Nacional (Uprona). Legislativo: bicameral - Assembléia Nacional, com 121 membros; Senado, com 51 membros. Constituição: 2001 (transitória).
Sem saída para o mar, o Burundi está situado no centro-leste da África, na região dos Grandes Lagos. Desde a independência, na década de 1960, é palco de violentos combates que envolvem tutsis e hutus - etnias também em conflito na vizinha Ruanda -, com centenas de milhares de mortos e refugiados. Com altas taxas de e densidade demográfica, o país detém o quinto menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Mais da metade da população, predominantemente rural, é analfabeta.
Baseada no cultivo de café e chá, a agricultura emprega a maioria da força de trabalho e responde por cerca de 50% do Produto Interno Bruto (PIB). A indústria se restringe à capital, Bujumbura, onde existe um pequeno setor de manufaturas. A guerra civil afeta seriamente a economia, fazendo com que o país dependa da ajuda externa, em especial de Bélgica, França e Alemanha.
O Reino do Burundi existe desde o século XVII e antecede a colonização européia. A região dos atuais Burundi e Ruanda é marcada pela presença das etnias hutu (maioria) e tutsi (minoria dominante). Na década de 1890, o atual Burundi é incorporado às terras coloniais alemãs. Após a derrota da Alemanha na I Guerra Mundial, a região fica sob tutela da Bélgica, que explora as tensões tribais para assentar sua dominação. Em 1946, a tutela passa para a ONU.
Em 1962, o país torna-se independente, sob uma monarquia tutsi. Com a retirada da força militar belga, a luta pelo poder transforma-se em conflito étnico. Os ressentimentos acumulados desde o período colonial explodem em 1965, quando uma rebelião hutu é esmagada pelo governo. No ano seguinte, a monarquia é derrubada por um golpe de Estado liderado pelo primeiro-ministro, o tutsi Michel Micombero, que proclama a república e assume a Presidência. As décadas seguintes são marcadas por diversos golpes de Estado. Os conflitos matam dezenas de milhares de pessoas.
Uma das piores matanças da história do Burundi tem início em outubro de 1993, quando oficiais tutsis matam o primeiro presidente eleito, o oposicionista hutu Melchior Ndadaye, no cargo havia quatro meses. Os hutus reagem e sua ação desencadeia a guerra civil, que dura até hoje, com mais de 200 mil mortos e1 milhão de refugiados, que se deslocam para Ruanda, Tanzânia e República Democrática do Congo (RDC).
Em fevereiro de 1994, o hutu Cyprien Ntaryamira é escolhido para a Presidência. Dois meses depois, Ntaryamira e o presidente de Ruanda, o também hutu Juvénal Habyarimana, são mortos num atentado que derruba o avião no qual viajavam. É o estopim para uma nova fase de violência no Burundi e sobretudo em Ruanda, onde há um genocídio contra os tutsis.
Em 1996, o Exército, dominado por tutsis, dá outro golpe de Estado e coloca na Presidência o major Pierre Buyoya. As nações vizinhas impõem sanções econômicas e isolam o Burundi. Piora a situação do país, cuja base econômica, a agricultura, encontra-se arrasada pela guerra. Em 1998 começam conversações com a oposição para pacificar o país. O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela assume a coordenação das negociações de paz no Burundi e reúne, em 2000, representantes do governo, da Assembléia Nacional e dos principais partidos. Sob intensa pressão de Mandela e dos Estados Unidos, é feita a tentativa de um acordo de paz. O impasse é a resistência dos hutus à continuidade de Buyoya na Presidência.
A guerra civil prossegue em 2001, com ataques dos dois principais grupos rebeldes hutus: Frente de Libertação Nacional (FNL) e Forças em Defesa da Democracia (FDD). Uma nova rodada de negociações sem os dois grupos forma um governo provisório de três anos, encabeçado inicialmente por Buyoya e, no período final, pelo hutu Domitien Ndayizeye, líder da Frente para a Democracia de Burundi (Frodebu).
Em abril de 2003, Ndayizeye assume a Presidência. Em novembro, o governo e a FDD fecham um acordo: o grupo obtém quatro ministérios e 40% dos oficiais do Exército. Em maio de 2004, o Conselho de Segurança da ONU decide enviar uma força internacional para o Burundi.
No começo de agosto, um novo acordo é assinado pelo governo, pelo Exército e por 20 partidos e grupos, para balancear a presença de hutus e tutsis nas instituições de Estado. Mas a tensão interna volta a se agravar, dias depois, quando os hutus da FNL chacinam 160 tutsis congoleses (chamados de banyamulenges) em um campo de refugiados. Nas semanas seguintes, o Exército ataca posições da FNL.
Em outubro, o presidente Ndayizeye apresenta e o Parlamento aprova uma nova Constituição provisória. Ela estende o mandato do governo e marca as eleições presidenciais para abril de 2005, quando haverá um plebiscito sobre a nova Constituição. Em janeiro de 2005, o presidente forma o novo Exército nacional, incorporando às Forças Armadas todos os grupos hutus, salvo a FNL. O processo de integração é gradativo e pode durar até quatro anos.
Fonte: www.casadasafricas.org.br
"Apesar das guerras que assolaram o país durante muito tempo, sua vida selvagem exuberante e as pessoas alegres que aqui moram fazem desse país um local único no planeta"

O Burundi é um pequeno país da África, ele se localiza entre o Ruanda a norte, a Tanzânia a leste e a sul e a República Democrática do Congo a oeste, e neste país se encontra a nascente do famoso Rio Nilo.
Bujumbura é a capital e maior cidade do Burundi, sendo o centro administrativo, económico e de comunicações do país. Com uma população estimada em 500.000 habitantes, ela fica situada no canto nordeste do Lago Tanganica.
A vida noturna é bastante agitada. Para quem gosta de , bares e boates têm programações que normalmente começam no início da madrugada e só se encerram com o raiar do dia. Bujumbara, a capital, oferece amplas possibilidades: terraços onde consumir um tira gosto antes do jantar e, após uma ceia em qualquer dos variados restaurantes, uma discoteca para movimentar o corpo
O transporte público chama-se "matatus"e é um bom transporte, pois embora são mini-ônibus lotados de gente, os trajetos não são longos.Tem várias companhias de aluguel de carros que oferecem seus serviços e todos os táxis são carros japoneses trazidos da Tanzânia. Não existe o taxímetro e deve combinar o preço antes de iniciar a viagem.
Uma das comidas mais consumidas e que vale apena experimentar é o ugali, uma pasta de milho fervida, e o shombe, um guisado de folha de mandioca temperada com molho de amendoim e arroz. Nas zonas rurais o feijão é muito apreciado pelos camponeses.Entre os peixes que pode-se degustar em Burundi estão o nda-gala, o capitain, mukeke e a tilapia.
A moeda oficial é o Franco de Burundi. Um BIF equivale a 100 céntavos. O câmbio oficial de divisas pode-se realizar nos bancos ou nos hotéis.
É aconselhável viajar com dólares americanos por ser a principal divisa, o que facilitara na hora da troca.
Como na maioria dos países da Àfrica fazer compras sai muito barato,Sempre que desejar adquirir alguma coisa deve oferecer um terço do preço marcado e nunca mostrar um excessivo interesse.
Os produtos que pode-se adquirir em Bujumbura são o jade e o marfim, ouro e prata, estatuetas, máscaras e panos de algodão. Existe uma grande variedade de objetos de cestaria e música.
Na capital pode-se adquirir variados produtos de importação, mas algo caros, no Supermercado Dimitri. Nas ruas que confluem no Chausée Louis Rwagasore têm muitas lojas a oferecerem multidão de artigos.

O tipo de vegetação nos arredores do Lago Tanganica é tropical com palmeiras e bananeiras. No resto do país, a zona montanhosa apresenta uma vegetação exuberante com lagos, rios, colinas, bosques de pinhos, montanhas, vacas e pastores, e por causa disso recebe o apelido de "Suiça Africana", mas sem neve. Quanto à fauna destacam hipopótamos, cobras, crocodilos e macacos verdes.
Em Bujumbura pode-se visitar o Museu Vivo, uma reconstrução de uma aldeia tradicional de Burundi.
No flanco do Museu Vivo está o Parque dos Répteis, com ampla e variada coleção de cobras venenosas em gaiolas; só da zona tem meia cetenas de cobras venenosas. Conta com outros répteis que podem ser vistos em piscinas abertas.
Na parte oposta ao parque fica o Museu Geológico, dentro do Ministério de Energia e Minas, com uma importante coleção de fósseis e minerais. De Bururi pode-se ir até estas fontes, as mais meridionais do Nilo Branco. A excursão mais corriqueira é ir até o Manancial de Muhweza, onde tem balsas para tomar banho.
O clima pode variar dependendo da zona. Tropical temperado em todo o país, exceto no Lago Tanganica, onde é cálido e úmido. As chuvas chegam de outubro a maio.
Os idiomas oficiais são o francês e o kirundi. Também fala-se o suahili (kiswahali).
A corrente elétrica ultilizada em Burundi e em suas principais cidade é de 220 volts a 50 Hz.
Fonte: www.souturista.com.br