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Butão

 

BUTÃO, O REINO DO DRAGÃO

Conhecido como o Reino do Dragão, Butão levanta-se entre as elevadas montanhas e vales asiáticos entre China e Índia, absorvendo seus influências e gerando em si mesma uma multiplicidade de costumes e religiões que variam de uma região a outra com singular misticismo. Seu nome procede do término Bhotana de origem hindu, como eram conhecidas antigamente, todas as regiões habitadas por gente da raça tibetana. Atualmente caminha para a modernidade dos tempos contemporâneos mantendo ainda os costumes, festividades e religiões de tempos ancestrais.

História

A história concreta de Butão ainda guarda segredos para os historiadores. As origens mais concretas encontra-se em algumas crônicas locais dos mosteiros e, ainda fica muito por investigar pois conhecer o país por sua história é também entender seu misticismo. Michael Davis, o melhor conhecedor de Butão encontra-se entre os tibetólogos mais reconhecidos e tem dado a luz ao que se conhece atualmente. Os datos históricos falam da existência do rei do Tíbet Songtsem Gampo, que foi o primeiro líder que reconheceu oficialmente o budismo como religião do país e mandou construir os mosteiros de adoração ao culto no seu próprio território, sendo também em áreas vizinhas, entre as que encontrava Butão. Assim edificaram-se construções religiosas em Kyichu, no vale do Paro e em Jampa, no vale de Bumthang.

Outra forte influência reconhecida pelas crônicas, conta a existência do santo Indio Furu PadmaSambhara, que fora conhecido popularmente como o fundador do budismo tibetano, pois inclusive seguia uma particular escola chamada Nyngma. Conta que durante o século IX PadmaSambhara visitou Butão em umas das ocasiões, influindo assim, nas populações com as crenças de seu religião.

Ao passo do tempo trouxe consigo a visita de numerosos lamas tibetanos pertencentes a diversas ceitas. Quando na Índia derrubava a supremacia do budismo, no Tíbet surgiu uma série de lutas entre as numerosas ceitas, que queriam obter a supremacia no país. A força triunfal ficou na ascenssão do Dalai ama, chefe dos "bonés amarelos" quem forçou os outros a correr para outras regiões. Assim foi com os Kagupa o "bonés vermelhos" que instalaram Butão, Nepal e Sekkim.

Do Século XVII a Nossos Dias

Diversos enfrentamentos deram pé a imposição da seita dos Drukpas além do século XVII. Com Ngawang Namgyo como líder, pensou-se em consolidar o estado unificado no século XVII. Estabeleceu o sistema duo de administração que diferenciava o religioso do secular, dividiu-se o país em três grandes províncias Dagana, Paro e Tongsa, e estabeleceram relações com os outros países tibetanos.

Para o século XVIII suscitaram enfrentamentos com o expanssionismo das forças britânicas pela zona dos Duars, que deu lugar a assinatura do Tratado de Senchula. Isto significou a perda da zona e a recepção a câmbio de um subsídio anual por parte dos britânicos. Em 1949 a proteção passou à Índia, que continuou o pagamento dos subsídios.

Por muiito tempo as forças do poder estavam divididas no Dharma Raja, encarnação de Buda, e o Deva Raja. Em 1907 proclama-se monarca hereditário Ugyem Wangchuk; seu sucessor, Jigme Wangchuck é o artífice do moderno Butão. Atualmente governa o quarto rei, Jigme Sengye Wangchuk desde a implantação da monarquia por representantes civis e monárquicos.

ALFÂNDEGA E DOCUMENTAÇÃO

Passaporte em vigor é imprescindível, visto que obtém-se nas representações diplomáticas do país, unicamente para viagens organizadas e com permissão das autoridades do país.

CLIMA

Clima variado dependendo da zona: no Grande Himalaya estremamente frio, no Sob Himalaya sub-alpino moderado, dependendo da ação do vento do sudoeste e na Planície de Duärs, muito quente e úmido.

EQUIPAMENTOS DE VIAGEM

Recomenda-se levar roupas de algodão e calçado cômodo, capa de chuva, bom abrigo e repelente contra os insetos (para os meses mais quentes).

IDIOMA

O idioma oficial é o dzongia.

ELETRICIDADE

A corrente elétrica é de 220 volts a 50 Hz.

CORREIOS E TELEFONIA

Para enviar cartas e postais é preferível utilizar os serviços das grandes cidades ou dos hotéis. Os mais rápidos são os aerogramas, pois levam um selo impresso no mesmo papel e são mais seguros. Para chamar a Butão deve-se marcar 00-975 mais o número desejado.

FOTOGRAFIA

É importante viajar preparado com o material suficiente, pois os filmes podem ser muito caros na zona. Existem algumas restrições para tirar fotografías, assim que o melhor é assegurar-se que está permitido e perguntar com antecipação.

GORJETAS

O serviço está incluido na maioria das faturas dos restaurantes. A gorjeta é facultativa e depende da estimação do cliente. Aconselhamos pratica-la.

TAXAS E IMPOSTOS

Não existem taxas de aeroporto.

ARTE E CULTURA

Um dos principais atrativos de Butão são os centros civis e religiosos que descrevem a natureza particular de cada região. Estes são conhecidos como os Dzong o mosteiros fortificados.

O mais importante deles encontra-se na capital, Thimphu, que foi construido em 1960. Assim como, as outras construções desta natureza, este conta com um templo central, pois estas edificações são dedicadas basicamente ao culto e a administração. Ao arredor ergue-se um amplo muro com um enorme pátio exterior, que se recobre novamente de muralhas exteriores.

A tradição indica que os camponeses enviam a seus filhos os dzong, pois crêem que com ele conseguem-se méritos espirituais, e a oportunidade de obter uma melhor reencarnação. Uma característica importante do Dzong Thimpu é que encontra-se rodeado de quatro palácios para o rei, para o comandante chefe do exército, para o lama e para os monjes. Nos muros exteriores encontra-se as oficinas administrativas.

Cada bloco de pedra do dzong de Thimpu tem sido pincelado à mão, e cada viga tem sido cortada e polida com excepcional exatidão. Os que ocupam os altos cargos dos dzong levam como signos distintos, uma espécie de cachecol de cor vermelho vivo e uma espada de um metro de longitude, com a empunhadura finamente lavrada.

LOCAIS TURÍSTICOS

THIMPU

A mais de 2.500 metros de altura situa-se Thimpu, a capital de Butão, localizada em um formoso e fértil vale atravessado pelo rio Wnagchu. É nesta zona onde encontra-se a residência atual do monarca e a residência de verão do corpo dos monjes e do chefe religioso. Bastante perto deste lugar encontra-se Dzong Taschiccho, construido em 1641, que contém 220 afrescos representando em relevo os santos e deuses de Butão. Mesmo difícil de imaginar, a cidade tem só uma rua comercial chamada Norzim am, onde encontra-se as lojas e comércios de todo tipo.

O VALE DE PARO

Esta zona tem sido muito importante tanto na história política como religiosa de Butão. Isto demonstra-se em suas construções como o mosteiro Kychu Lhakhang que foi uma das primeiras edificações religiosas do país. O mosteiro foi desenhado na pradera do Paro com a forma da letra "pa" do alfabeto butanés (que também tem a denominação o vale) e mandada a realizar pelo o rei budista Sang-Seng Gampo do Tíbet. Em Paro encontra-se o vesíigio mais antigo da história butanesa, sendo uma formosa paisagem natural composta pelo monte Chomolhari, e o pico do Himalaya butanés que descansam entre as numerosas plantações de arroz salpicadas das típicas quasetas de madeira dos moradores que vivem em comunidade e os grandes portais das granjas.

Ao arredor da zona de Paro também encontramos outros locais de interesse turístico como são: o Dzong Drukyo que encontra-se a 15 quilômetros. de Paro e que foi edificado em comemoração a uma vitória sobre a armada tibetana. Mais a frente encontramos o Dzong Rimpung que data do século XVII e que ergue-se como uma das fortalezas mais impressionantes da zona. Sua construção deveu-se a razões de defesa perante as invasões tibetanas. Pode-se chegar também ao Museu Nacional, para conhecer a profundidade das formas de expressão artística do país. O vale do norte do Paro está dominado por Taktsang a "madrigueira do tigre" que é um mosteiro construido nos finais do século VIII, no alto de uma enorme rocha.

PHUNTSHOLING

É uma de as zonas mais representativas do país, tanto é assim que considera-se a "porta de Butão". Encontra-se ao sudoeste do país, muito perto da fronteira com a Índia. Esta pequena cidade tem desenvolvido rapidamente desde 1966, quando Butão abriu suas portas ao exterior. Concentram-se atividades comerciais e industriais e, misturam os costumes tradicionais da Índia, Nepal e o próprio Butão. Dentro das construções mais importantes encontramos o Mosteiro de Kharbandi. Muito perto situam-se os restos do que, foram oito monumentos funerários chamados chortens, considerados hoje em dia, como comemorativos e sagrados, pois são utilizados em ocasiões como centro de meditação.

VALE DE PUNAKHA

Até 1955 esta foi a capital de Butão. Encontra-se nela a fortaleza de Punakha situada na confluência dos rios Pochu e Mochu que foram, em seu momento o centro religioso e administrativo do país. A construção é uma mistura de características chinesas, tibetanas e butanesas. Encontra-se numerosos templos sagrados, como o Macchin Lhakhang, que guarda o corpo embalsamado de Shabdung Ngawang Namgyal, quem mandou edificar a fortaleza.

OUTROS ATRATIVOS DE BUTÃO

Para a zona meridional do país encontra-se uma das mais impressionantes áreas de vegetação sub-tropical, que caracteriza-se por suas fortes precipitações, propiciando formosas tonalidades arbóreas especialmente, durante a estação dos ventos e nos meses do verão. O clima quente e úmido é apreciado pelos habitantes da zona que são de origem nepal.

Mais no centro de Butão concentra-se a atividade econômica e cultural da nação. Cultiva-se particularmente, o arroz que é o produto de exportação por excelência; também apreciam-se plantações de cevada, milho e o conhecido "frano sarraceno".

Na parte setentrional do país, quase nos limites com o Tíbet chinês, situa-se a vertente principal do Himalaya. Encontrando enormes levantamentos naturais de até 7.000 metros, como o Tsenda Kang e o sagrado Chome Lhari.

GASTRONOMIA

A carne é o principal ingrediente da cozinha butanesa, sobretudo o porco e a vaca. Também, consomem com frequência os cereais, entre os que destaca-se o arroz. Os vegetais são utilizados também, como aconpanhamento nos pratos típicos e deixa-se sentir a influência hindu no condimentado dos guisados. As especiarias são um ingrediente muito típico e deixam-se notar tanto em seu aroma como no seu sabor.

Bebidas

Entre as bebidas típicas podemos encontrar o chang, a cerveja local e o arra, que é um licor muito particular, pois é destilado do arroz, do milho e do trigo.

COMPRAS

Uma formosa lembrança do país são as mostras representativas do artesanato popular de Butão. Nas aldeias do país confeccionam cestas de um fino trançado de cana,. com tiras muito estreitas. Deste material fabricam-se maravilhosas combinações. Também é comum o tecido da seda, da lã e do algodão. Os teares que consegue-se são de uma beleza inigualável.

Outras fabricações características de Butão são as máscaras e as artesanatos realizados com o procedimento de fundição de metais, graças ao qual, produz-se sinos, espadas e peças de ourivesaria.

Realizando alguma compra é comum o resgate, especialmente com as aquisições nas ruas.

POPULAÇÃO E COSTUMES

São 860.000 habitantes os que integram Butão. A maioria deles pertencem a alguma dos três principais grupos étnicos, cujo laço principal é a linguagem.

Considerados como os primeiros habitantes do país, os Charchops e "orientais" compartem o dialeto tsangla, que é de origem tibetana, sendo reconhecida como a língua oriental de Butão. Os ngalongs são descendentes dos imigrantes tibetanos e foram os primeiros em converter-se ao budismo. Seu dialeto é o falado no vale de Chumbi (Tíbet).

No centro do país encontra-se os habitantes de Bumthang, cujo dialeto conserva as raizes do tibetano original. Mais para o sul encontramos habitantes de origem nepal que constituem a minoria racial e que começaram a assentar-se nesta zona pelos finais do século passado.

A religião oficial é a da ceita Drukpa de Kagyupa, que é um ramo do budismo Matemana e o idioma reconhecido oficialmente é o dzongja, que é similar ao tibetano.

ENTRETENIMENTO

Um dos principais atrativos de Butão são os centros civis e religiosos, que descrevem a natureza particular de cada região. Estes são conhecidos como os Dzong o mosteiros fortificados. O mais importante deles encontra-se na capital, Thimphu, que foi construido em 1960. Assim cono as outras construções desta natureza, este conta com um templo central, pois estas edificações são dedicadas basicamente, ao culto e a administração. Ao arredor ergue-se um amplo muro com um enorme pátio exterior, que recobre-se novamente de muralhas exteriores. A tradição indica que os camponeses enviam seus filho aos dzong, pois crêem que com eles, conseguem méritos espirituais e a oportunidade de obter uma melhor reencarnação Uma característica. importante do Dzong Thimpu é que encontra-se rodeado de quatro palácios para o rei, para o comandante chefe do exército, para o lama e para os monjes. Nos muros exteriores encontra-se as oficinas administrativas. Cada bloco de pedra do dzong de Thimpu, tem sido pincelado à mão e cada viga tem sido cortada e polida com excepcional exatidão. Os que ocupam os altos cargos dos dzong levam como signos distintivos, uma espécie de cachecol de cor vermelho vivo e uma espada de um metro de longitude, com a empunhadura finamente lavrada.

Butão oferece aos visitantes, atividades de entretenimento muito particulares. Por ser uma terra mística por natureza, é o destino fixo de quem busca um passeio para a meditação, e o encontro de zonas de tranquilidade espiritual. Suas enormes áreas naturais são propícias para a caminhada esportiva e as paradas anscestrais oferecem ao visitante a cenografia propícia para o relaxamento.

Um dos esportes mais populares do país é o tiro com arco, atividade muito desenvolvida nas grandes extensões do terreno fértil a campo aberto. Pode integrar-se a alguns grupos de desportistas e realizar esta singular prática.

FESTIVIDADES

A bendição dos arrozais

Dentro das festas mais importantes que celebra-se no país, encontramos a denominada "bendição dos arrozais" com data na primavera., nessa época realiza-se uma larga procissão, que leva homens e mulheres a descer da colina até o primeiro campo regado, pois se mantém os outros secos até passar o evento. Uma vez embaixo, os homens tiram as roupas e as mulheres arremessam copos de barro. A continuação termina em uma batalla na água em que ganham as mulheres enchendo aos camponeses do campo, em um gesto que consideram como de boa sorte para uma colheita abundante.

As bodas

Um dos costumes mais singulares de Butão é a maneira que celebram as bodas. A ceremonia dura vários dias e começa no umbral do dzong, quando a futura sogra recebe a esposa e oferece-lhe a cinta branca augural. A esposa recebe a benção do lama no pátio do dzong e logo dirige-se ao quarto, onde a espera o marido Intercambiam outras cintas brancas de bom augúrio. Posteriormente, sentam-se juntos ao altar e servem o chá de açafrão e arroz doce. Logo o lama oferece uma oração e coloca-se no centro do quarto, um grande recipiente cheio de chang (cerveja) e o lama oferece ao casal, que logo após prová-lo recebe a benção. Depois, cada convidado oferece uma cinta augural ao esposo e outra a esposa.

Os dias festivos oficiais são o dia 17 de Dezembro, Dia da Independência e as festas budistas que variam dependendo do calendário.

TRANSPORTES

Normalmente é pouco aconselhável o ônibus, pois mesmo sendo o mais econômico, é difícil orientar-se adequadamente. É preferível utilizar os taxis com taxímetros, fixando de antemão os preços antes de realizar o percurso.

Fonte: www.rumbo.com.br

Butão

Capital: Timphu

Idioma: dzongkha

Moeda: ngultrum

Clima: polar de altitude

Fuso horário (UTC): +6

Pontos turísticos

Imphu

Apesar da influência ocidental, a cidade mantém seu charme medieval.

O símbolo da capital é a fortaleza Trashi Chloe Dzong, completamente renovada na década de 60.

O Memorial Nacional Charten contém inúmeras pinturas religiosas e estátuas tântricas, e é motivo de peregrinação de muitos habitantes.

Outro ponto interessante é o Estádio Changlimithang, onde há competições de arco-e-flecha, o esporte nacional, onde os competidores obedecem aos rituais tradicionais, e usam vestimentas típicas.

Bumthang

É o coração espiritual do país. No centro do país, é formado por quatro vales, onde importantes templos, dzongs e palácios foram erguidos.

O templo de Jampa Lhakhang foi construído em 659 e é em outubro quando ocorre um dos maiores festivais do país, o Jampa Lhakhang Drup.

Fonte: www.geomade.com.br

Butão

Nome oficial: Reino do Butão (Druk-Yul).

Nacionalidade: butanesa.

Data nacional: 17 de dezembro (Proclamação do Reino).

Capital: Timfu.

Cidade principal: Timfu (30.300) (1993).

Idioma: zoncá (oficial).

Religião: budismo 69,6%, hinduísmo 24,6%, islamismo 5%, outras 0,8% (1980).

GEOGRAFIA

Localização: centro-sul da Ásia.
Hora local: +8h20.
Área: 47.000 km2.
Clima: de montanha.
Área de floresta: 28 mil km2 (1995).

POPULAÇÃO

Total: 2,1 milhões (2000), sendo butaneses 60%, nepaleses 25%, charchopes 15% (1996).
Densidade: 44,68 hab./km2.
População urbana: 7% (1998).
População rural: 93% (1998).
Crescimento demográfico: 2,8% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 5,5 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 59,5/62 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 63 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 52,7% (2000).
IDH (0-1): 0,483 (1998).

POLÍTICA

Forma de governo: Monarquia.
Divisão administrativa: 18 distritos.
Partidos políticos: não há.
Legislativo: unicameral - Assembléia Nacional, com 150 membros (105 eleitos por voto direto, 10 representantes religiosos, 35 oficiais, ministros e membros do Conselho Real Consultivo), com mandato de 3 anos.
Constituição em vigor: não há.

ECONOMIA

Moeda: ngultrum.
PIB: US$ 398 milhões (1998).
PIB agropecuária: 38% (1998).
PIB indústria: 36% (1998).
PIB serviços: 26% (1998).
Crescimento do PIB: 7% ao ano (1998).
Renda per capita: US$ 470 (1998).
Força de trabalho: 360 mil (1998).
Agricultura: laranja, maçã, noz-moscada e cardamomo.
Pecuária: bovinos, suínos, ovinos, aves.
Pesca: 330 t (1997).
Mineração: carvão, gipsita, calcário, dolomita, ardósia.
Indústria: materiais de construção (cimento).
Exportações: US$ 108 milhões (1997).
Importações: US$ 164 milhões (1997).
Principal parceiro comercial: Índia.

DEFESA

Efetivo total: 6 mil (1998).
Gastos: US$ 18 milhões (1998).

Fonte: www.portalbrasil.net

Butão

População

De acordo com o ultimo censo de 2003 a população do Butão é de 2,3 milhões de habitantes, com Thimpu a capital com 45.000 habitantes.

Apesar da pequena população, a taxa de crescimento de 3,1 % é alarmante e medidas estão sendo tomadas pelo governo para, através da educação, reduzir o crescimento demográfico.

Existem três grupos étnicos principais no Butão: os Sharchops (15%), que habitam o leste do país e que são os habitantes originais do país; os Ngalong (60%), que são descendentes de tibetanos e que imigraram para o Butão a partir do século IX d.C.; e os Lhotshampa (25%), que imigraram do Nepal no final do século passado e são, de um modo geral, hindus.

Língua

A língua oficial do Butão é o Dzonkha e tanto a falada quanto a escrita são derivadas do Tibetano. Todo o ensino é feito em inglês de modo que essa língua é amplamente falada em todo o país. No leste do país as pessoas falam uma outra língua, o Sharchop, que é totalmente diferente do Dzonkha, e no sul se fala nepalês. Por todo o país se encontram sinais nas ruas e nas estradas em inglês.

Religião

A grande maioria dos butaneses seguem o Budismo (74%), com exceção dos habitantes do sul, de origem nepalesa, que seguem o hinduísmo (21%). O budismo do Butão, chamado de Drukpa Kagyu, da escola de budismo tântrico Mahayana, é um derivado do budismo tibetano e tem muitas semelhanças com este. Assim como no Tibete, aqui também o budismo teve muitas influências do Bon, a religião animista original que era praticada antes da chegada do budismo no século XII desta era.

O Budismo é um sistema ético, religioso e filosófico fundado por Siddharta Gautama, o Buda (Ásia Central, 563-483 a.C.). No entanto, o Budismo não vê Shâkyamuni como o único Buda verdadeiro. Assim como em mundos anteriores outros sábios passaram pelo mesmo caminho, alcançaram o mesmo nível de perfeição e pregaram o mesmo Dharma, também haverá outros Budas em mundos por vir que levarão os homens à liberação. O Buda histórico é, portanto, um elo na corrente de Budas que se estende do passado ao futuro.

Buda em sânscrito significa ´o iluminado´. O termo é aqui usado em dois sentidos. Tem o sentido de Verdade Última, ou Mente Absoluta, mas também daquele que está desperto ou iluminado para a verdadeira natureza da existência. O Buda de nossos dias refere-se ao personagem histórico ao qual foi dado o nome de Siddhartha Gautama. Nascido por volta do ano 563 a.C., filho do rei dos Shâkyas, ficou conhecido como Shâkyamuni (o sábio do clã dos Shâkyas).

O príncipe Gautama sofreu uma crise espiritual aos vinte e nove anos de idade quando, saindo da segurança de seu palácio, pela primeira vez entrou em contato com o sofrimento humano nas formas de doença, velhice e morte. A partir deste momento, impossibilitado de continuar a morar no palácio de seu pai, Gautama sai em busca da liberação do sofrimento. Não conseguindo encontrá-la na especulação intelectual ou na mortificação do corpo, Shakyamuni finalmente atinge a iluminação através do Caminho do Meio e da meditação. Como o Buda histórico, todos os seres viventes têm a possibilidade de atingir o estado de iluminação, pois todos têm uma natureza búdica inerente.

Os preceitos básicos do Budismo estão contidos nas Quatro Verdades Nobres:

A vida é sofrimento

O sofrimento é causado pelo apego

Existe uma maneira para evitar sofrimento

Esta maneira é o caminho Óctuplo:

1. visão perfeita (a visão baseada na compreensão das quatro nobres verdades e da não-individualidade da existência)

2. pensamento perfeito (pensar na boa-vontade, não fazer mal aos seres viventes)

3. palavra perfeita (evitar mentir, falar mal de outrem)

4. ação perfeita (evitar ações que conflitem com a disciplina moral)

5. vida perfeita (evitar profissões que façam mal aos seres vivos)

6. esforço perfeito (evitar todas as ações que tragam carma)

7. intenção perfeita (boas intenções no pensamento, corpo e sentimentos)

8. meditação perfeita (manter a consciência plena)

Economia

Apesar da renda per capita ser de apenas US$ 470/ano este número não representa a realidade do Butão, visto que 85% da população não participa da economia de mercado praticando agricultura de subsistência. Apenas 8% da terra é usada para a agricultura e os principais produtos são arroz, milhete, trigo, cevada e batata. A principal fonte de renda do país é a exportação de energia elétrica gerada pelas usinas hidroelétricas. O turismo também é importante mas de forma limitada devido à política do governo de restringir o número de visitantes através de altos preços. Isto é feito para o turismo ter um impacto menor na cultura do país.

Clima

O Butão segue o regime de monção tendo fortes chuvas no período de junho a setembro. Dos países do Himalaia é o que recebe mais chuvas. A temperatura varia enormemente com a altitude. Enquanto o sul é tropical, ao norte as neves nas montanhas são eternas. Em Paro, a temperatura varia de zero em janeiro a 30 graus em junho.

Dados Oficiais de 1996:

Nome oficial: Reino do Butão
Capital: Thimphu
Idioma: dzongkha (oficial)
Religião: budismo drukpa kagyu
Moeda: Ngultrum
Área: 47.000 quilômetros quadrados
População: 2,3 milhões de pessoas
Governo: monarquia constitucional
Rei: Jigme Singye Wangchuk, coroado em 1974, é o quarto rei.
Indústria: mineração, madeira, venda de eletricidade para a Índia
Renda per capita: US$ 700/ano
Inflação: 10%
PIB: US$ 553 milhões
Crescimento anual: 6,8%
Eletricidade: 220 V, 50 MH
Fuso horário: GMT + 6 horas
Número de turista: não disponível

UM POUCO DA HISTÓRIA...

Introdução do budismo

Evidências arqueológicas mostram que grupos nômades habitaram a região do atual Butão a partir de 2000 a.C. Esses primeiros habitantes viviam nos vales, mas levavam seus rebanhos para pastagens de verão nas montanhas. Eles eram praticantes da religião animista Bon e foram bastante influenciados pelo Reino de Cooch Behar, que é hoje o estado indiano de West Bengal, com os quais tiveram contatos. O budismo foi introduzido no país no século II d.C, mas só se estabeleceu como religião dominante no século VII com a visita de Padmasambava, o famoso mestre tântrico indiano. A partir daí foram construídos vários monastérios e a linha de budismo seguida até hoje no país, Drukpa Kagyu, foi estabelecida.

Unificação do Butão

Até o século XVI o Butão era um agrupamento de pequenos reinos que disputavam o poder entre si. Essa situação mudou em 1616 com um monge tibetano, Ngawang Namgyal. Após muitos anos viajando e pregando pelo Butão e adquirindo cada vez mais prestígio e poder, ele se declarou o líder religioso do país com o título de Shabdrung Rimpoche (jóia preciosa aos pés da qual as pessoas se prostram). Ele construiu os primeiros dzongs (monastérios-fortalezas) e com isso resistiu aos inimigos que disputavam sua liderança política. Muitos desses dzongs por ele construídos, como Simtokha, Paro e Punakha, ainda existem hoje em dia. Shabdrung percebeu a necessidade da criação de uma identidade nacional que diferenciasse o Butão do Tibete e estabeleceu um sistema de cerimônias, festivais e um código de leis com esse objetivo. Com a morte de Shabdrung, o Butão mergulhou nos 200 anos seguintes em um período de grande instabilidade política. A partir de 1772 o Butão se viu envolvido com a Inglaterra, primeiro na condição de inimigo, com uma disputa territorial com Cooch Behar, onde a Inglaterra ajudou a expulsar tropas butanesas, e depois como aliado, através de uma série de tratados comerciais.

Os Reis Dragões

Em 1907, com o apoio da Inglaterra, foi estabelecida uma linhagem hereditária e Ugyen Wangchuck foi coroado como o ´Primeiro Rei´ com o título de Druk Gyalpo, o Rei Dragão.

Ele reinou até sua morte em 1926, sendo sucedido pelo seu filho Jigme Wangchuck, o Segundo Rei. Este introduziu um sistema mais moderno de impostos e, após a independência da Índia em 1947, fez um acordo onde a Índia reconhecia o Butão como um país independente e se comprometia a não interferir nos assuntos internos. O Butão concordava com que a Índia determinasse sua política exterior. O próximo rei, o Terceiro Rei, Jigme Dorji Wangchuck, subiu ao trono em 1952, após a morte de seu pai. Ele foi educado na Índia e Inglaterra e assim que assumiu o trono começou a introduzir mudanças no sentido de modernizar o país. Ele estabeleceu uma assembléia nacional, aboliu o sistema servil e procurou abrir o país para o exterior.

A invasão chinesa do Tibete, em 1951, mostrou de forma clara que a política de isolamento que o Butão vinha seguindo até então era muito perigosa.

Em 1969 o Butão passou a fazer parte da União Postal Universal e, em 1971, tornou-se membro das Nações Unidas. O Rei Jigme Dorji Wangchuck morreu em 1972 aos 44 anos, sendo sucedido pelo seu filho Jigem Singye Wangchuck, então com 16 anos. A sua coroação foi o ponto de partida para grandes mudanças na política de abertura do Butão ao turismo e foi a primeira vez que foi permitida a entrada da imprensa internacional no país. O novo rei introduziu políticas de modernização nas áreas de educação, saúde e comunicações. A grande ênfase de seu reinado tem sido a modernização com preservação da cultura e do meio ambiente. Parques nacionais ocupam 26% da área do país e 75% do Butão é coberto por florestas. O número de visitantes é controlado pelo preço dos pacotes turísticos, que é determinado pelo governo, sendo que 35% da renda com o turismo vai para projetos de educação e saúde.

VIAJANDO NO BUTÃO

Dinheiro

A moeda local é o Ngultrum e equivale à rúpia indiana, ou seja, US$ 1 = NU$ 45. Visto que cartões de crédito são pouco usados e aceitos o melhor é trazer cash ou cheques de viagem. Estes podem ser trocados em todos os hotéis.

Higiene

Assim como em outros países da Ásia é importante tomar cuidado com a alimentação. Evite saladas cruas, descasque as frutas e somente tome água mineral.

Com esses cuidados você estará evitando as doenças mais comuns. Converse com seu médico sobre vacinação contra Hepatite A e Febre Tifóide.

Bebidas alcóolicas

A bebida alcóolica mais comumente encontrada no Butão é a cerveja indiana. Também destilados locais de qualidade duvidosa podem ser encontrados.

Comida

Todos os tours oferecidos no Butão incluem toda a alimentação, de modo que suas refeições serão feitas nos hotéis onde você vai dormir. De um modo geral a comida é uma mistura de pratos internacionais, indianos e chineses. A comida local é extremamente apimentada e cuidado deve ser tomado com carne de qualquer espécie se você comer fora do seu hotel, em restaurantes locais.

Barganhando

Neste aspecto o Butão difere de seus vizinhos. Barganha não faz parte da tradição butanesa e os preços cobrados não admitem muita margem de desconto.

Gorjeta

Não é muito comum ou esperada em restaurantes ou hotéis.

Esmolas

Não é um problema no Butão e dificilmente você irá se deparar com isso.

Segurança

O Butão é extremamente seguro e você não correrá nenhum risco durante a sua viagem.

Etiqueta

Deve-se mostrar bastante respeito aos templos e figuras de Buda. É considerado desrespeitoso apontar a planta dos pés para outras pessoas ou sentar-se com a planta dos pés para frente. O ideal, principalmente em templos, é sentar-se em lótus ou semi lótus. A cabeça é a parte mais nobre do corpo e não deve ser tocada. Retire seu sapato na entrada dos monastérios e das casas. Se você estiver em dúvida siga o que os outros estão fazendo.

Fonte: www.latitudes.com.br

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