Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Cabo Frio - Página 2  Voltar

Cabo Frio

Monumentos históricos do município de cabo frio

Forte São Matheus

Cabo Frio

Em 1615 o governador do Rio de Janeiro, Constantino Menelau recebeu ordens do rei de Portugal para combater os ingleses que freqüentavam o litoral de Cabo Frio. A expulsão acontece e é estabelecida a povoação de Santa Helena, e erguido o Forte de Santo Inácio instalado na boca da barra da Lagoa de Araruama.

Respondendo a uma consulta Real sobre a melhor maneira de se fortificar Cabo Frio, em 20 de abril de 1617, Martim de Sá - governador do Rio de Janeiro – conclui ser necessário desfazer o forte existente por ser fácil de ser tomado por naus inimigas.

A aprovação dessa conclusão é afirmada pela CARTA RÉGIA de 18 de julho de 1617, dirigida ao governador do Brasil, D. Luís de Souza. E em 14 de abril de 1618, a carta régia transfere a responsabilidade das obras de construção para o governador do Rio de Janeiro.

Em 1620, verifica-se a conclusão da nossa fortaleza, na carta enviada ao governador do Brasil pelo jesuíta superior da Aldeia dos Índios de São Pedro.

No século XVIII, a fortificação estava guarnecida por uma tropa auxiliar composta de um superior e 7 soldados, sendo que um destes era de cavalaria, e todos sujeitos às ordens do oficial do terço de regimento de milícia em Cabo Frio. (Abel Beranger).

Em 1818 era guardado por 6 soldados de milícia que se renovavam de 15 em 15 dias e eram comandados por um Cabo, que era obrigado a dar aviso ao Coronel do distrito da entrada e saída de embarcações que passavam pela boca da barra. (Abel Beranger). Em 1899 o Forte tornou-se lazareto recolhendo doentes portadores de varíola.

O Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) tombou o Forte São Matheus em 30/11/1977.

Em 1980, o então presidente do clube de Regatas Flamengo, Márcio Braga, instala na frente da sede do clube, no Rio de Janeiro, um canhão retirado do Forte SÃO Matheus.

Convento de Nossa Senhora dos Anjos

Cabo Frio

O conjunto Arquitetônico do Convento de Nossa Senhora dos Anjos é composto pela igreja e cemitério da Ordem Terceira de São Francisco e Capela de Nossa Senhora da Guia.

A idéia da construção do Convento data de 1617, logo após a fundação da cidade. Coube a tarefa a Frei Agostinho da Conceição, provincial entre 1684 e 1687, que mandou a Cabo Frio, em 13 de abril de 1684, dois religiosos incumbidos de assistirem o povo e reunirem material para a obra.

Frei Agostinho da Conceição tinha conseguido “pessoa abastada” para ser o padroeiro do Convento. Chamava-se José de Barcelos Machado. O benfeitor era possuidor de fazendas e extensos campos. Comprometeu-se através de escritura, a doar anualmente 25 bois, para sustento dos religiosos, cumprindo uma graça alcançada.

A pedra fundamental do Convento foi colocada em 2 de agosto de 1686.

As obras progrediram lentamente. Somente em 13 de janeiro de 1696 foi inaugurado dando posse como primeiro guardião ao Frei Serafino de Santa Rosa.

Em 1707, o Convento passou à Casa de Noviciado e, logo depois, em suas dependências foram ministradas aulas de “primeiras letras” (ler, escrever, contar) às crianças do local e aulas de gramática para os coristas.

Em 1898 uma explosão acidental num depósito de pólvora do Convento, por ocasião das obras de construção da primeira ponte de Cabo Frio, destruiu parcialmente o monumento.

Em 1950 foi restaurado parcialmente pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Esse magnífico conjunto arquitetônico situa-se no centro da cidade, em frente ao Largo de Santo Antônio, na base do Morro da Guia, cujo topo pode ser alcançado através de uma estrada que serpenteia suas encostas. Lá em cima ergue-se a Capela de Nossa Senhora da Guia, de onde descortina-se o mais lindo cenário de toda a região.

Todo conjunto natural arquitetônico está tombado e protegido pelo SPHAN, Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

O Convento de Nossa Senhora dos Anjos é sede do Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio.

Na condição de um dos marcos da arquitetura religiosa do período colonial, encontra-se hoje, o monumento, recuperado e aberto à visitação pública.

Através do Museu, diversas atividades de caráter educativo-cultural são desenvolvidas, tais como: exposições temporárias, lançamento de livros, apresentação de corais, cursos. São realizadas ainda, visitas orientadas a estudantes.

Capela de nossa Senhora da Guia

Cabo Frio

A Capela só foi construída depois de 1740. Era local de passeio dos frades, com a restrição porém, de serem sempre dois deles para cima e não poderem apartarem-se da vista do Convento.

Uma lenda conta que os franciscanos colocavam a Santa Nossa Senhora da Guia no altar da Capela no alto do Outeiro. No dia seguinte ela aparecia no Convento. Era levada à Capela e novamente aparecia no Convento. Por várias vezes este fato sucedeu-se. Essa lenda está relacionada a do misterioso túnel subterrâneo que ligaria a Capela ao Convento. Alguns afirmam que Nossa Senhora da Guia alcançava o Convento através desse túnel.

Ao lado da Capela de Nossa Senhora da Guia, foram localizados alicerces do antigo posto meteorológico. De acordo com a tradição oral da cidade, sua função era a de alertar os navios das condições meteorológicas através de sinais codificados, bandeiras, cone etc que eram hasteados em torre metálica de 12 m.

Segundo pesquisas orais na cidade, consta que sob o altar existia um túnel que saía dentro do Convento e este túnel era usado para guardar peças valiosas do Convento que piratas vinham roubar em nossa cidade. Do alto do morro era possível ver os navios piratas chegando em nossa costa e rapidamente as peças eram guardadas no suposto túnel.

Mirante do Morro da Guia

Centro de emanações energéticas, santuário espiritual, sítio predestinado, espelho onde o homem pré-histórico mira-se, memória viva feita de pedra e fé.

Com essa obra o povo cabo-friense resgata um dos locais culturalmente mais importantes do Brasil.

O que era esquecimento ontem, revela hoje o conhecimento, a inteligência e o deslumbramento.

O homem do passado integra-se ao homem do presente, que projeta o futuro.

Igreja Matriz Nossa Senhora da Assunção

Cabo Frio

A fundação da cidade de Cabo Frio propriamente dita deu-se em 1616, no bairro Passagem, mas, a partir de 1660 criou-se o novo centro urbano denominado de São Francisco.

Nele, traça-se a praça (atual Porto Rocha) e constrói-se o prédio da Câmara Municipal, entre 1661 e 1662. O poder religioso acompanha esse deslocamento e, em 1666 é criada pelo Vigário Bento de Figueiredo a Igreja Matriz Nossa Senhora da Assunção. No altar mor foi colocada a imagem da Padroeira de Cabo Frio, Nossa Senhora da Assunção – recomendada a Lisboa nos princípios da ereção e fundação da igreja, e que sem dúvida foi a devoção dos primeiros habitantes da cidade. Consta que essa imagem é uma das mais antigas o Brasil. À direita de quem entra na Igreja Matriz, há uma capela, erguida em 1731, onde está a imagem da Virgem Aparecida, que foi encontrada entre uns penedos no mar de Arraial do Cabo, pelo pescador Domingos André Ribeiro, no ano de 1721.

A igreja matriz foi restaurada em 1966, sob a direção artística do professor Adail Bento Costa. Porém, no início da década de 70, os religiosos responsáveis pela matriz construíram um anexo na parte posterior que se tornou um elemento arquitetônico altamente perturbador ao estilo do monumento do século XVII.

No início do ano de 1984 a Igreja Matriz foi assaltada.

Além das imagens de Nossa Senhora da Aparecida e Nossa Senhora da Conceicão, os ladrões levaram: 3 cálices com patenas (2 cálices dourados e 1 prateado), 2 estensórios (1 grande dourado e 1 pequeno prateado), 1 crucifixo de arte sacristia, coroa, punhal de prata e broche de Nossa Senhora da Assunção, 2 crucifixos laterais , espada e coroa de Nossa Senhora das Dores, 3 túnicas de celebração, 2 anjos, e coroa do Sr. dos Passos. Até os dias de hoje, essas peças não foram recuperadas.

Capela Santo Inácio

Cabo Frio

Construída por padres jesuítas no final do século XVII, a fazenda agropecuária Campos Novos abriga uma capela dedicada a Santo Inácio de Loyola e um pequeno cemitério, que originalmente serviu aos jesuítas.

Após graves conflitos de terra, a área foi desapropriada pelo governo municipal em 1993.

O bairro da Passagem Igreja de São Benedito

Cabo Frio

O Bairro da Passagem está situado na margem de restinga do Canal do Itajuru e próximo à barra da Lagoa de Araruama. Ao chegar em Cabo Frio, em 1616, Estevão Gomes dirigiu-se à fortaleza de Santo Inácio para assumir o comando e passar a tropa em revista. Provavelmente foi, em seguida, para o local onde pretendia dar início à cidade de Nossa Senhora da Assunção de Cabo Frio, o Bairro Passagem. Ele é então, a área de população portuguesa mais antiga da cidade de Cabo Frio e o único núcleo urbano entre 1616 e cerca de 1660.

A denominação PASSAGEM provém do ponto de embarque e desembarque de pessoas e mercadorias que atravessavam o canal do Itajuru.

Após a transferência do centro administrativo da cidade para o Largo da Matriz (atual Praça Porto Rocha), em cerca de 1660 e 1662 o porto e Bairro da Passagem consolidaram-se como locais de moradia e trabalho dos pescadores interessados na pesca oceânica e navegação costeira, além dos artífices construtores de embarcações, em função da proximidade do porto na Boca da Barra.

Os patrões da pesca oceânica e navegação costeira eram homens ricos, proprietários de lanchas e possuíam escravos africanos, empregados nas atividades marítimas.

Através da provisão de 9 de abril, João Botelho da Ponte foi autorizado a construir a Igreja de São Benedito na Passagem.

Até o fim do Período Imperial, o porto e o Bairro Passagem continuaram centralizando as atividades ligadas à construção de embarcações, à pesca oceânica e à navegação costeira de Cabo Frio, além de empregar novos escravos africanos na produção de cal e estiva do sal.

A festa em Homenagem ao Santo Padroeiro da raça negra no Brasil era promovida pela Irmandade de São Benedito até as décadas iniciais de século XX. Tinha a participação majoritária da população negra da cidade de Cabo Frio. Em meio a barraquinhas, prendas e leilões, cantava-se e dançava-se o “jongo”.

A herança negra finalmente tornou a Passagem um dos berços do CARNAVAL cabo-friense.

A pequena Igreja de São Benedito é um primor de arquitetura religiosa colonial.

O seu interior é modesto: além da imagem de São Benedito, existem ainda as imagens de São João Batista, São Bento, Nossa Senhora dos Navegantes em seu barco, São Pedro em seu pequeno barco e o menino Jesus.

Até a Segunda metade do século XIX os membros da Irmandade eram enterrados sob o piso da nave.

Charitas

Cabo Frio

Cabo Frio viveu um período em que era agravante o estado de abandono de crianças, frutos de união entre brancos, escravos e índias.

Em 21 de julho de 1834 foi criada uma comissão provisória que deu origem à Irmandade de Santa Isabel. Um ano depois, o major do Imperial Corpo de Engenheiros, Henrique Luiz Memeyer Belegard, apresenta a planta do projeto do edifício “Casa da Caridade”, que seria construída com um orçamento de 2 contos de réis e complementado com contribuições voluntárias dos habitantes.

Lançada a pedra fundamental em 27 de julho de 1836, as obras iniciaram-se em 1837, mas por falta de recursos foram interrompidas no ano seguinte.

Para obter recursos, o Major Bellegard criou a Irmandade de Misericórdia, em 1938, e junto com mais 26 pessoas confere o título de Protetor da Irmandade ao Imperador D. Pedro II.

Com auxílio de Assembléia Provincial da CÂMARA MUNICIPAL as obras reiniciaram em 1839 e foi inaugurada a Charitas em 16 de fevereiro de 1840.

A razão de ser da Casa de Caridade era acolher as crianças abandonadas na calada da noite. Foi popularmente denominada de “Casa da Roda”, devido a existência de uma roda na porta de entrada onde era colocada a criança e por onde a “dona” da Charitas, a matrona, retirava esta criança, sem sair do interior da casa, usando esse mecanismo que ao rodar fazia a criança entrar. Em virtude das inúmeras epidemias que assolaram a cidade do século XIX, a Charitas passou a funcionar, também, como hospital.

Na 2ª Guerra Mundial a Charitas foi abrigo do primeiro grupo de artilharia de Dorso, sediado em Cabo Frio.

O estabelecimento já foi usado também como Fórum, Escola, Biblioteca Municipal. Hoje, com a finalidade de divulgar as artes plásticas no município a CHARITAS abriga a Casa da Cultura José de Dome. Este espaço é aberto a todas as manifestações artísticas da comunidade cabo-friense, visando promover intercâmbio cultural no âmbito nacional e internacional.

Fonte do Itajuru

Cabo Frio

Os primeiros povoadores de Cabo Frio já se utilizavam das águas da fonte do Itajuru. Mas é somente a partir de 1845 que é criado o serviço de proteção e vigia da fonte, pois o local era utilizado pelos escravos que aí iam buscar água para seus senhores.

Existia em Cabo Frio alguns poços d’água: o do Soldado, da Pedra, do Convento, da Passagem e do Zé Ferro.

A água do Itajuru provinha de uma nascente, de cor cobre e gosto de terra, devido a presença de raízes de tatagiba na área, sendo conduzida por valas de pedras até o poço da Fonte. A Fonte do Itajuru foi construída por ordem de D. Pedro II, quando de sua passagem em Cabo Frio, no ano de 1847.

Em 1892, por ordem da CÂMARA MUNICIPAL foi construída uma caixa d’água na encosta do morro da GUIA e a casa de máquina, junto à fonte onde uma bomba impulsionava a água até a caixa.

Em 1896 foi construída a rede distribuidora da água do Itajuru, formada por dois ramais. Um na rua da Praia – Major Belegard e o outro pela rua Direita – Érico Coelho, que passava pala Praça Porto Rocha e ia até o Largo de São Benedito, na Passagem. A população que não possuía água encanada, retirava a água para o consumo nas várias bicas que foram instaladas em seu percurso.

Com o crescimento da cidade, a água do Itajuru passou a ser insuficiente para atender todo o consumo. Vários poços foram perfurados nas residências e a água passou a ser retirada com o bombeamento manual para as caixas d’água. A Fonte do Itajuru foi caindo no abandono.

Em 1845 estudos foram iniciados pelo Estado para a captação do lençol freático do Braga. Em 1948 foi construída a estação de tratamento d’água e a caixa no alto do Morro da Guia.

Em 1951 foi inaugurado o serviço de abastecimento de água mantido pelo estado. Com o aumento da população este serviço também tornou-se insuficiente, sendo necessário utilizar a rede distribuidora da Álcalis. Mais tarde, o Estado constrói sua própria adutora com estação de tratamento na Lagoa de Juturnaíba.

Em 1979 a Prefeitura Municipal de Cabo Frio comprou de particulares a área da Fonte do Itajuru, criando no seu entorno o primeiro Parque Municipal de Cabo Frio; e contratou o Professor Adail Bento Costa para o serviço de restauração.

Anjo Caído

Cabo Frio

Em função do incremento da produção salineira de Cabo Frio, no início do século XX, tornou-se necessária a abertura de canais, que fizessem escoar a produção de sal do município pelo interior da Lagoa de Araruama até o porto de Cabo Frio. A questão passa a ser discutida devido ao assoreamento dos canais de navegação da lagoa.

O engenheiro Leger Palmer, que na época tinha a concessão para transportar o sal através da lagoa, inicia e conclui os trabalhos de abertura dos canais I e II, sendo assim canalizadas as águas da Lagoa de Araruama, tornando franca a navegação da mesma, e dando ensejo à organização de uma companhia de navegação a vapor.

Em 1904, por intermédio do então vereador Anastácio Novellino, esses canais receberam da Câmara Municipal de Cabo Frio a denominação de Canais Palmer. Em comemoração à abertura dos mesmos, é erguido o monumento do “Anjo” (1907).

O Anjo Caído é uma escultura (9 metros de altura) de um anjo com asas abertas sobre uma coluna de capitel em estilo coríntio.

Com o tempo, devido à força da correnteza das marés, a torre inclinou de modo acentuado tornando motivo de espanto e admiração, passando a ser conhecido como o “Anjo Caído”. Em 1979, às vésperas do aniversário da cidade, o anjo caiu totalmente dentro da lagoa. Mas foi restaurado e recolocado em seu lugar (1980).

O monumento do Anjo Caído, apesar de sua grande importância para o Canal do Itajuru é pouco visitado por turistas e desconhecido de alguns moradores devido a sua localização.

É interessante ressaltar que o Anjo Caído era chamado de “Boneca” pelos moradores mais antigos de Cabo Frio.

Ponte Feliciano Sodré

Cabo Frio

Com o desenvolvimento da indústria salineira em nossa região fez-se necessário a travessia permanente do Canal do Itajuru. Em 7 de julho de 1898, graças ao empenho do presidente da Câmara, Jonas Garcia da Rosa Terra, que mantinha estreitas relações políticas no Rio de Janeiro, como também aos esforços do farmacêutico Porto Rocha, inaugura-se a Ponte de Ferro, construída por operários espanhóis. Essa ponte ficava entre o Morro da Guia e do Telégrafo. Ela acabou por desabar em 1920.

Em 14 de julho de 1926, foi inaugurada a Ponte Feliciano Sodré, cujo nome foi dado em homenagem ao presidente do Estado que se empenhou para sua construção.

Durante meio século foi a única ponte da cidade, sendo duplicada em 1981, no governo de José Bonifácio, então prefeito da cidade.

A ponte duplicada foi entregue à comunidade em 31/10/82.

Pelourinho

Cabo Frio

Erguido em 1660 em frente à Igreja Matriz, na atual Praça D. Pedro II. Trata-se de uma coluna de pedra, símbolo “das armas e as insígnias costumadas por bem da justiça”. Nele afixava-se os editais da Câmara e expunha-se às vistas do povo os criminosos que teriam de ser castigados.

Palácio das Águias

Cabo Frio

O palácio das Águias é tradicionalmente chamado de “Sobrado do Tutu”, nome que provém do seu primeiro proprietário, Tertuliano Ferreira. O nome Palácio das Águias é porque no alto do telhado existem 3 águias. As telhas foram trazidas da França. Além das águias, o sobrado constitui-se de 3 janelas, 3 portas, escada de meta e tem traços de arquitetura da época do romantismo, de influência européia, predominantemente francesa, mas denunciando também alguns traços arabescos e portugueses.

Câmara Municipal

Foi durante o governo do Capitão-Mor José Varela, sucessor de Estevão Gomes, que se ergueu o primeiro prédio da Câmara Municipal de Cabo Frio, entre 1661 e 1662 na Rua Direita, atual Rua Érico Coelho. Era local de vereanças e para audiência do juiz, além de cadeia.

Corpo de Bombeiros

Cabo Frio

Antiga Cadeia Pública de Cabo Frio, inaugurada no ano de 1923.

Em 1980 passou por reformas e abriga a Corpo de Bombeiros, inaugurado em 1981. seu estilo de construção é o neoclássico.

Prédio do Instituto de Educação Profª Ismar Gomes de Azevedo

Cabo Frio

Construído em 1923/24, funcionava inicialmente com o nome de Grupo Escolar Francisco Sá; posteriormente o grupo recebeu o nome de Jansen de Mello.

Em 1944 o grupo escolar passa a ser denominado Miguel Couto QUE em 1958 transfere-se para a Av. Treze de Novembro, onde funciona até hoje.

O prédio ficou abandonado entre 1959 e 1967, quando foi restaurado, e reinaugurado com o nome de Escola Estadual Profª Ismar Gomes de Azevedo. Em 1998 foi transformada em Instituto de Educação.

Seu estilo de construção é o neoclássico.

Festas religiosas e profanas

Divino Espírito Santo

A festa em louvor ao Divino Espírito Santo foi incorporada aos costumes cabo-frienses em meados do século XVIII, vinda da Corte. É uma festa móvel, realizada ao calendário da Igreja Católica, variando de acordo com a Semana Santa.

O primeiro dia de festa acontece no primeiro Domingo da Ressurreição, quando é feito o levantamento do mastro, também chamado de bandeira – diz a tradição que para o lado que o mastro tombar é de onde sairá o novo festeiro. À noite, a coroa é conduzida pelo Imperador e sua corte – esposa, filhos, parentes e amigos – até a igreja, onde é depositada em almofada de veludo vermelho, em trono armado na lateral do altar-mor, e tem início a novena, que se repete durante 8 dias, ao final dos quais os folguedos anunciam a quermesse, o leilão e o sorteio do novo Imperador do Divino, que recebe a coroa do anterior. São sorteados, ainda, o pai do estoque, que cuida dos donativos, o alferes da bandeira, encarregado de levar a bandeira e o mordomo, encarregado de auxiliar o festeiro.

Foi extinta dessa festa a cerimônia do anúncio, onde a bandeira fazia o giro dois meses antes, percorrendo todos os cantos do município, acompanhada pela folia do Divino - constituída por 7 membros: o bandeireiro, 2 violeiros, 1 rabequeiro, o mestre e 2 garotos denominados salva, que recebiam os donativos – entravam nas casas, recolhendo as mais diversas prendas dando em troca pedaços de fitas da bandeira para abençoar a casa e a família.

Corpus Christi

Essa festa de data móvel, celebrada na primeira Quinta-feira que se segue ao Domingo da Santíssima Trindade, tem a participação de toda a comunidade que, ao amanhecer, se encontra no centro da cidade, riscando ruas, misturando tintas ao sal, ao calcário e a outras matérias-primas, transformando o centro da cidade em um imenso tapete colorido, com os mais diversos motivos – religiosos, históricos, ecológicos etc.

À tarde, a procissão solene passa, vagarosamente, por cima dos tapetes e é acompanhada pela a população e por um grande número de turistas que aqui chegam para participar dessa festa que a todos encanta.

Festas Juninas

A festa de Santo Antonio comemora-se em 13 de junho e abre os festejos juninos que passam por São João, em 24 de junho e São Pedro, em 29 de junho. Neste período, são armados arraiás em diversos pontos da cidade, com barracas de comida e bebidas típicas, bandeirinhas, fogos, dança de quadrilha e o casamento na roça.

Festa de São Pedro

É uma festa dos pescadores, comemorada no dia 29 de junho, com desfile de barcos e traineiras embandeiradas pelo Canal do Itajuru, saindo barra a fora, percorrendo a frente da Praia do Forte, retornando pelo mesmo canal, até o desembarque na Gamboa. A imagem de São Pedro, então, é carregada pelos fiéis em procissão terrestre até o porto, onde acontece a missa com a participação da comunidade.

Festa de Nossa Senhora da Assunção

Durante 15 dias, o povo de Cabo Frio homenageia sua Santa padroeira, que tem no dia 15 de agosto o seu grande dia, quando a imagem de Nossa Senhora da Assunção – Padroeira do município de Cabo Frio – é carregada pelos fiéis pelas ruas centrais da cidade, recebendo por onde passa palmas e choros dos seus devotos. Depois de procissão, é rezada missa, onde são feitas as louvações à santa que, em seu andor, dentro da igreja, recebe o povo, vindo dos mais diversos recantos do município.

Na Praça Porto Rocha realiza-se uma típica festa com barraquinhas, que vendem comidas e bebidas tradicionais, prendas, leilões, artesanato. Também são realizados shows com músicos locais e grupos famosos.

Festa da Cidade

Comemora-se a 13 de Novembro, data da fundação da cidade, que ocorreu no ano de 1615.

Nesta data, tradicionalmente, realizam-se desfiles comemorativos com a participação de escolas do município, bandas, polícia militar, cavalaria, Corpo de Bombeiros etc. Paralelamente, são realizadas exposições de arte, apresentação de grupos musicais, folclóricos, teatrais, dentre outros eventos culturais.

Passagem de ano ou Reveillon na Praia do Forte

Com milhares de turistas, manifestações religiosas, fogos de artifício especiais e shows de artistas conhecidos no cenário nacional e internacional o povo comemora a passagem de ano em 31 de dezembro.

Carnaval

Nos últimos anos milhares de turistas dirigem-se ao município de Cabo Frio, atrás dos trios elétricos e dos blocos carnavalescos.

O bloco que marcou a vida dos cabofrienses e encantou os turistas por longos anos foi o Bloco da Rama, que tinha como homenagem Otília, uma mulher do povo que se tornou figura folclórica com seus cães, sua cruz e seu lugar de repouso: a porta do Convento Nossa Senhora dos Anjos.

Hoje, blocos e escolas de samba alegram o nosso carnaval e a prefeitura patrocina o desfile, premiando também os vencedores.

Semana Santa

Na Sexta-feira Santa, católicos, numa demonstração maravilhosa de fé, realizam a Via-Crucis de Jesus Cristo, com passagens da Bíblia, num trabalho emocionante de artistas amadores. O ponto alto da festa é a ressurreição de Jesus Cristo, no alto do Morro da Guia.

Economia do município de Cabo Frio

A pesca

Atividade que em tempos passados atraiu bandos nômades à região, ainda é um setor importante na economia do município. Mesmo enfrentando problemas diversos como a destruição de criadouros naturais, pesca predatória, ainda há em Cabo Frio uma quantidade expressiva de embarcações e profissionais ativos no setor, graças, por um lado, ao empenho e organização dos pescadores, e por outro, à riqueza marinha que ainda impera na região.

O sal

Outra economia da região, é industrializado há mais de 100 anos. A sua formação natural e o seu cultivo primitivo datam de muito antes da conquista de nossas terras pelos portugueses e teve períodos altos e baixos.

Em 1797 eram nove os lugares próprios de salinas que se formavam nas pontas de terras que adentram o centro da lagoa. Naquela época, o sal tirado das salinas era conduzido para lugares altos, e cobertos com folhas de guriri que, queimadas, formava um cascão que preservava o monte das chuvas.

Em 1824 foram feitas as primeiras exportações para o Rio de Janeiro. Nesse ano foi construída a primeira salina de Cabo Frio no lugar denominado Perinas.

Em 1868, depois de um ano promissor, a exploração de sal foi quase abandonada. Só em 1895 o sal de Cabo Frio toma impulso.

Em 1962 existiam 41 salinas com a produção anual de 102.000 toneladas.

Atualmente, a industrialização e comercialização de sal na região tornou-se sem importância, as áreas de salinas foram e continuam sendo aterradas e loteadas, dando assim lugar a indústria do turismo.

A agricultura

Apesar de ter um bom solo para o plantio, essa atividade não foi devidamente instaurada em Cabo Frio. Os conflitos de terras, são um dos problemas, a falta de estímulos aos agricultores, que acabam reduzindo o seu cultivo, quando não os abandonam para abraçarem outras atividades para melhorar a sua subsistência, é outro grande problema.

Atualmente, antigas plantações dão lugar a fazendas de criação de cavalos e gado. A atividade rural na região é conflituosa e insignificante, ficando limitada a algumas áreas na zona rural, destacando-se Campos Novos.

O Turismo

Cabo Frio tem muitos atrativos ideais para a exploração do turismo. Dotado de micro-clima especial e riquezas naturais abundantes o município passa a atrair, a partir do início da década de 50, mergulhadores, caçadores submarinos que vinham nos fins de semana, à procura do paraíso pesqueiro e, junto destes, vinham suas famílias. Assim passaram a veranear, dando início à área do lazer moderno na região.

A abertura da rodovia Amaral Peixoto e o desenvolvimento da indústria automobilística brasileira, na década de 60, fortalecem a vocação turística de Cabo Frio.

Começava-se assim o processo de transformação ecológica e cultural da cidade. Aterros para loteamento, construções diversas, assimilação superficial de culturas e até mudanças de costume, foram-se dando na cidade e no povo.

Após 1971, quando foi inaugurada a ponte Rio-Niterói, a especulação imobiliária tomou conta da região.

Cabo Frio é uma cidade acolhedora e aconchegante que conta com a presença do sol, praticamente o ano inteiro, que parece ser uma exigência de turistas para se deliciarem das belas praias de águas cristalinas e areias finas e brancas.

Suas belezas naturais e sua rica história estão exigindo da Prefeitura, nos últimos anos, maiores investimentos em infra-estrutura e transformação urbana.

Com um espetacular acervo histórico esta é uma cidade que conta com uma enorme quantidade de patrimônios. Uma beleza histórica que deve ser valorizada e propagada.

Infelizmente, “nem tudo são flores”! Hoje temos uma cidade bonita, mas que sofreu as conseqüências das transformações. O turismo mal empreendido ocasionou danos irreparáveis ao meio ambiente e prejuízos à atividade pesqueira.

O Comércio

Enquanto que a comercialização de sal vem acabando, notamos o crescimento acelerado das micros empresas especializadas na confecção de roupas de banho, práticas de esportes, vestuário para uso diário etc.

Fonte: www.semecabofrio.net.br

_______________

Cabo Frio

História

A ocupação humana das terras onde viria se estabelecer o município de Cabo Frio teve início há mais ou menos seis mil anos, quando um pequeno bando nômade de famílias chegou em canoas pelo mar e acampou no Morro dos Índios até então pequena ilha rochosa na atual barra da Lagoa de Araruama e ponto litorâneo extremo da margem de restinga do Canal do Itajuru.

Conforme as evidências arqueológicas encontradas nesse "sambaquí", que mais tarde seria abandonado pelo esgotamento de recursos para sobrevivência, o grupo nômade dispunha de tecnologia rudimentar e baseava-se numa economia de coleta, pesca e caça, onde os moluscos representavam quase todo o resultado do esforço para fins de alimentação e adorno. Há mais de 1.500 anos, os guerreiros indígenas tupinambás começaram a conquista do litoral da região.

Os restos arqueológicos das aldeias Tupinambás estudados na região de Cabo Frio (Três Vendas em Araruama e Base Aero Naval em São Pedro da Aldeia) e também nos acampamentos de pesca (Praia Grande no Arraial do Cabo) evidenciam uma adaptação ecológica mais eficaz que a dos bandos nômades pioneiros. O profundo conhecimento biológico da paisagem regional, em particular a Lagoa de Araruama e dos mares costeiros riquíssimos em recursos naturais, fez com que o pescado se tornasse a base alimentar dos tupinambás, reforçada pela captura de crustáceos, gastrópodes e moluscos.

A vegetação de restingas e mangues da orla marítima ofereciam excepcionais possibilidades de coleta de recursos silvestres, o que levou ainda a horticultura de várias espécies botânicas, destacando-se a forte presença da mandioca no cardápio e ao domínio das técnicas de cerâmica. A caça, atividade masculina exclusiva, era muito importante como complemento de proteínas na dieta alimentar dos grupos locais.

Os índios tupinambás batizaram a região de Cabo Frio como Gecay, único tempero da cozinha, feito com sal grosso cristalizado. Nos terrenos onde viria se estabelecer a Município de Cabo Frio, foram encontrados quatro possíveis sítios tupinambás. Os dois primeiros, o Morro dos Índios e a Duna Boavista, apresentavam indícios de serem acampamentos de pesca e coleta de moluscos, enquanto o terceiro, a Fonte do Itajuru, próxima do morro de mesmo nome, era a única forma segura de abastecimento de água potável e corrente disponível na restinga.

Na referida elevação junto a fonte, o atual Morro da Guia, acha-se o sítio mais importante da região e um dos mais relevantes do Brasil pré-histórico: o santuário da mitologia tupinambá, formado pelo complexo de pedras sagradas do Itajuru ("bocas de pedra" em tupi-guarani). Sobre estes blocos de granito preto e granulação finíssima, com sulcos e pequenas depressões circulares, os índios contavam histórias do seus heróis feiticeiros que ensinavam as artes de viver e amar a vida. Quando estes heróis civilizadores morriam, transformavam-se em estrelas, até que o sol decidisse enviá-los ao itajuru, sob forma de pedras sagradas, para serem veneradas pela humanidade. Caso fossem quebradas ou roubadas, todos os índios desapareciam da face da terra.

Em 1503, a terceira expedição naval portuguesa para reconhecimento do litoral brasileiro, sofreu um naufrágio em Fernando de Noronha e a frota remanescente se dispersou. Dois navios, sob o comando de Américo Vespúcio, seguiram viagem até a Bahia e depois até Cabo Frio. Junto ao porto da barra de Araruama, os expedicionários construíram e guarneceram com 24 "cristãos" uma fortaleza feitoria para explorar o pau-brasil, abundante na margem continental da lagoa.

Em 1512, este estabelecimento comercial-militar pioneiro, que efetivou a posse portuguesa da "nova terra descoberta" e deu início a conquista no continente americano, e que foi destruído pelos índios tupinambás em função das "muitas desordens e desavenças que entre eles houve" em 1526. Os franceses traficavam pau-brasil e outras mercadorias com os índios, na costa brasileira, desde 1504. Durante as três primeiras décadas do século XVI, praticamente restringiram sua atuação ao litoral da região nordeste.

A partir de 1540, por causa do rigoroso policiamento naval português nestes mares, os franceses exploraram o litoral e levantaram os recursos naturais de Cabo Frio. Em 1556, construíram uma fortaleza-feitoria para exploração de pau-brasil, na mesma ilhota utilizada anteriormente pelos portugueses, junto ao porto da barra de Araruama. A "Maison de Pierre" cabofriense ampliou e consolidou o domínio francês no litoral sudeste, iniciado com o Forte Coligny no Rio de Janeiro, um ano antes.

Localização

Estado: Rio de Janeiro

Mesorregião: Baixada Litorânea I

Microrregião: Costa do Sol

Municípios limítrofes: Araruama, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Casimiro de Abreu e São Pedro da Aldeia

Distância até a capital: 155 quilômetros

Características Geográficas

Área: 410.415 Km²

População: 186.227 hab. (IBGE 2010)

Densidade: 453,75 hab./Km²

Altitude: 4 metros

Clima: Tropical litorâneo

Fuso horário: UTC-3

Por que ir

Referência quando o assunto é a Região dos Lagos, Cabo Frio capricha no visual e na infraestrutura.

Além do mar cristalino e das dunas de areia branquinha, a maioria das praias da cidade oferece confortáveis quiosques para atender ao público cativo: famílias com filhos adolescentes. Na alta temporada, a turma toma conta da extensa praia do Forte, repleta ainda de bares e restaurantes e cenário da bonita queima de fogos na passagem do ano.

Cabo Frio
Panorâmica: Cidade cresceu caprichando na infra-estrutura

A concorrida praia, que começa no Forte São Mateus, estende-se até os picos preferidos dos surfistas, como as praias do Foguete e das Dunas - esta última, com montes que chegam a 30 metros. As pranchas marcam presença também nas praias do outro lado do Canal do Itajuru, como Brava, frequentada também pelos naturistas, e Peró.

O esporte, aliás, é reverenciado até mesmo fora d´água - no Museu do Surf, o primeiro do país e o maior da América Latina sobre o tema, há exposição de centenas de pranchas, troféus, fotos e vídeos. Cabo Frio é generosa também com os adeptos do iatismo - os ventos são fortíssimos por lá - e do mergulho, que encontram rica vida marinha nas ilhas Comprida e do Papagaio.

Quando o assunto é noite e gastronomia, todos os caminhos levam ao Boulevard Canal, um calçadão repleto de bares e restaurantes. Entre eles estão o estrelado Picolino, um dos mais tradicionais da cidade e famoso pelo couvert. Também a Avenida do Contorno, onde fica a creperia Chez Michou - eterno ponto de encontro da garotada, sempre há movimento . Para as boas compras, basta atravessar a ponte. Na Rua dos Biquínis, mais de 70 lojas oferecem roupas de banho e acessórios produzidos na cidade. Além da qualidade, os preços em conta garantem o movimento em qualquer estação.

As praias de Cabo Frio

Praia do Forte

A principal praia de Cabo Frio é bastante extensa - tem 7,5 quilômetros de extensão e, mesmos assim, fica lotada na alta temporada. Cartão-postal da cidade em função das águas transparentes (e geladas), da areia clarinha e do forte São Mateus no canto esquerdo, é urbanizada e tomada por quiosques. A praia foi considerada por velejadores internacionais a maior raia do mundo para a prática do esporte.

Cabo Frio

Cabo Frio

Peró

Bastante procurada pelos surfistas, Peró também é extensa, com sete quilômetros de águas limpas e de temperatura amena. A parte urbanizada é tomada por casas de veraneio e barracas enquanto o canto esquerdo abriga dunas de areia branca e fina. Fica a oito quilômetros do Centro.

Cabo Frio

Cabo Frio

Praia das Conchas

Freqüentada por famílias e adeptos dos esportes náuticos, a pequena praia de águas calmas é ponto de encontro também dos pescadores de arremesso. Tem quiosques e, na alta estação, aluguel de caiaques e cavalos. Fica a sete quilômetros do Centro e é separada da praia do Peró por um morro.

Cabo Frio

Cabo Frio

Brava

Deserta e protegida por escarpas, a praia Brava é freqüentada por nudistas e surfistas, que lá encontram ondas fortes e areia fofa. Fica entre a Ponta do Peró e o Morro do Farolete (Ogiva). O final do percurso é feito a pé, por trilha de pedra.

Cabo Frio

Cabo Frio

Praia das Dunas

As ondas fortes fazem da praia das Dunas a mais procurada para a prática do surf. Cercada por dunas gigantescas, tem acesso pela praia do Forte e não é indicada para banhos em função das correntezas. Tem quiosques apenas nos trechos que não fazem parte da área de preservação ambiental. Não é aconselhável andar sozinho nas dunas, há risco de assalto. Fica a dois quilômetros do Centro.

Cabo Frio

Cabo Frio

Praia do Foguete

Cenário dos campeonatos de surf, a praia do Foguete tem águas frias, profundas e correntezas perigosas. Extensa - tem 7,5quilômetros -, é pouco freqüentada apesar de oferecer quiosques na areia, além de bares e restaurantes no calçadão. Fica a quatro quilômetros do Centro.

Cabo Frio

Cabo Frio

Passear de barco

Escunas, traineiras e lanchas partem do Canal para passeios com cerca de três horas de duração pela Lagoa de Araruama, Ilha do Japonês e praia Brava. Os passeios da manhã são os melhores para mergulhar, enquanto os do fim do dia são perfeitos para apreciar o pôr do sol.

Cabo Frio

Nas Redondezas de Cabo Frio

Cabo Frio está no meio de dois destinos distintos - ambos, porém, bastante agradáveis. De um lado está Arraial do Cabo, cidade tranquila e procurada pelos mergulhadores que lá encontram alguns dos melhores pontos do país. Do outro fica a cosmopolita Búzios, famosa pelo glamour da Rua das Pedras, o charme das praias e o agito das noites.

Búzios

Destino mais badalado da Região dos Lagos, Búzios - a apenas 25 quilômetros de Cabo Frio - combina belezas naturais com charme e glamour. Incluída no mapa na década de 60 depois de uma visita da atriz francesa Brigitte Bardot, a antiga vila de pescadores abriga hoje restaurantes e pousadas sofisticadas, boates e bares descolados e um comércio repleto de lojas de griffe. O balneário tem mais de vinte praias, cada uma com seu estilo - Geribá, por exemplo, é território dos surfistas e da paquera, enquanto João Fernandinho é um mar de tranqüilidade e Ferradura atrai famílias com crianças. Búzios é famosa também por sua noite agitada, que começa na Rua das Pedras e se estende até à Orla Bardot, ambas com bares e música para todos os gostos.

Como chegar: Acesso pela RJ-102

Arraial do Cabo

Arraial do Cabo reúne algumas das mais belas características do litoral brasileiro, como dunas de areia branca, vegetação de restinga, lagoas e praias de mar cristalino, além de costões que funcionam como mirantes para apreciar tudo isso.

E ainda tem mais: embora localizada na Região dos Lagos e tendo como vizinhas as badaladas Cabo Frio e Búzios, a cidade mantém características típicas de uma vila de pescadores - até mesmo na alta temporada os ares de tranquilidade imperam.

Quem agradece são os mergulhadores, que lá encontram os melhores pontos do país para praticar o esporte. Além das águas transparentes, Arraial do Cabo abriga uma diversificada vida marinha - são tartarugas, meros, lulas, lagostas, arraias e até golfinhos que vivem em harmonia nas ilhas do Farol e dos Porcos, nos sacos do Cherne e do Cordeiro, na praia do Forno, na Ponta d'Água e na Gruta Azul.

Esportes e Ecoturismo em Cabo Frio

As praias de Cabo Frio, além de bastante limpas e boas para banho, oferecem condições ideais para a prática de esportes. Entre eles, mergulho, surf e iatismo.

Surf

Os points para a prática do surf são as praias do Peró (com as águas mais quentes da região), das Dunas (com ondas fortes), do Foguete (cenário de campeonatos) e Brava, deserta e acessível por trilha de pedra.

Cabo Frio

Iatismo

O esporte é praticado na praia do Forte, considerada por velejadores internacionais uma das maiores raias do mundo para a prática da atividade.

Cabo Frio

Mergulho

A Região dos Lagos é bastante conhecida no universo dos mergulhadores pela diversificada vida marinha. Os melhores pontos para a prática do esporte são as ilhas Comprida e do Papagaio, procuradas tanto para o mergulho de credenciados como para o batismo - mergulho monitorado para quem não tem experiência.

Cabo Frio

Atrativos Culturais em Cabo Frio

Entre os atrativos culturais de Cabo Frio está um de seus maiores ícones - o Forte de São Mateus. Além da importância histórica, a construção descortina uma das mais bonitas vistas da região. Já uma outra forte referência da cidade, o surf, ganhou um museu especialmente para o esporte.

Forte São Mateus

A construção que dá nome à principal praia de Cabo Frio - praia do Forte - descortina uma das mais bonitas vistas da região. Dos mirantes da fortaleza, erguida em 1620, aprecia-se toda a orla, o Canal e da Ilha do Japonês. O espaço ainda preserva os canhões, que protegiam os portugueses das invasões de espanhóis e holandeses. A antiga casa dos guardas foi transformada em espaço cultural, expondo obras de artistas locais.

Endereço: Praia do Forte, s/n

Cabo Frio

Cabo Frio

Museu do Surf

Berço de surfistas como o campeão brasileiro Victor Ribas, Cabo Frio conta com o Museu do Surf, considerado o maior da América Latina. No acervo estão mais de 300 pranchas nacionais e importadas - algumas das décadas de 40 e 50 -, além de roupas, troféus, skates, fotos, vídeos e documentos. As visitas guiadas são comandadas pelos proprietários.

Endereço: R. Jorge Lóssio, 899

Cabo Frio

Casa Charitas

Erguida em 1837, a casa de caridade que já serviu de abrigo para crianças abandonadas, funciona hoje como espaço cultural. Na programação, exposições temporárias, seminários, oficinas, palestras e apresentações de música, dança e teatro.

Endereço: Av. Assunção, 855

Casa-Ateliê Carlos Scliar

Na casa, que funciona como instituto cultural, estão expostas fotos e pinturas do artista e também de seus amigos - entre eles, Di Cavalcanti, Pancetti, Anna Letycia e Glauco Rodrigues.

Endereço: R. Marechal Floriano, 253 e 265

Convento Nossa Senhora dos Anjos

Construída em 1696, a igreja é um dos mais expressivos exemplares da arquitetura colonial em Cabo Frio. Os destaques ficam por conta das pinturas no teto da capela-mor, dos painéis dos altares laterais e do piso de lajotas de barro. O espaço abriga também o Museu de Arte Sacra, com imagens barrocas dos séculos 16 e 17 em terracota e madeira. Há visitas guiadas.

Endereço: Largo de Santo Antônio, s/n

Cabo Frio

Cabo Frio

Onde Comer em Cabo Frio

Grande parte dos restaurantes de Cabo Frio está reunida no Canal e no bairro da Passagem, com ruas estreitas, calçamento antigo e casas em estilo colonial. Também há opções na Praia do Forte. Peixes e frutos do mar são as estrelas da maioria das saborosas receitas, mas o turista também encontra endereços para degustar carnes e culinária internacional.

L Café Noir

O bistrô aconchegante serve pães quentinhos - estrategicamente expostos na vitrine - e pretos incrementados, como o cherne com queijo brie e geléia de damasco acompanhado de arroz com gergelim.

Bistrô Benedito

Empório São Benedito

Encantado

Hippocampus

La Gondole

Picolino

Instalado em um casarão centenário, o tradicional restaurante é famoso pelo couvert, que inclui frutos do mar.

Restaurante da Ponte

Restaurante do Zé

Chez Michou

A filial da casa de Búzios tem o mesmo movimento intenso da matriz, com filas, famílias e muitos jovens que chegam em busca dos variados e recheadíssimos crepes.

Vida Noturna em Cabo Frio

Com diversos bares e restaurantes com música ao vivo, o Boulevard Canal - um calçadão às margens do Canal do Itajuru - é o point da noite de Cabo Frio. Por lá fica a concorrida creperia Chez Michou, sempre animada. Antes de seguir para o Canal, a garotada costuma se reunir nos bares dos arredores do Hotel Malibu, na praia do Forte.

Compras em Cabo Frio

As melhores compras em Cabo Frio são, sem dúvidas, de roupas de banho. A fama da "Rua dos Biquínis" atrai gente de todos os estilos em busca das peças de qualidade e preços em conta. O endereço, antes sem conforto e pouco organizado, foi transformado em um shopping com dezenas de lojas. Também o artesanato é forte na região, com duas feirinhas tradicionais realizadas no Canal e na praia do Forte.

Biquíni

As muitas fábricas instaladas na cidade vendem seus produtos na "Rua dos Biquínis", do outro lado do Canal, no bairro da Gamboa. Nas prateleiras, além dos modelos de duas peças, encontram-se sungas, maiôs, roupas de ginástica e uma infinidade de acessórios de praia como cangas, bolsas e chapéus. Reformada e ampliada, a rua se tornou um calçadão coberto e as mais de 70 lojas não fecham antes das 20h.

Artesanato

Tradicionais, as feiras do Canal e da praia do Forte existem há mais de 20 anos. Na primeira, são mais de 500 expositores, enquanto a segunda reúne cerca de cem barracas na Avenida do Contorno. Os espaços começam a ser ocupados no final da tarde.

Circulando em Cabo Frio

O burburinho concentra-se na praia do Forte durante o dia e no Canal à noite. Quem está hospedado no Centro pode circular a pé para os dois sentidos, principalmente na alta estação, quando os congestionamentos são constantes. Para ir às praias mais afastadas, vá de carro.

Quando ir a Cabo Frio

No verão - em especial no Réveillon, na segunda quinzena de janeiro e no Carnaval - as praias ficam lotadas e há congestionamentos em boa parte da cidade. É recomendável fazer reservas de hospedagem com antecedência. Durante todo o ano as temperaturas são agradáveis - mesmo assim, leve um agasalho para os passeios à noite e de barco, venta muito na cidade.

Réveillon

A virada do ano em Cabo Frio é badalada, com shows e belo espetáculo pirotécnico na praia do Forte. Areias, calçadão e quiosques ficam lotados de turistas.

Cabofolia

A micareta - Carnaval fora de época -, que teve a primeira edição em 1998, leva uma multidão de fãs da axé music à praia do Forte, no mês de janeiro.

Fonte: cabofrio.rj.gov.br

voltar 123avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal