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Cabo Frio

Cabo Frio Rio de Janeiro - RJ

Histórico

Cabo Frio, terra habitada pelos tamoios, foi descoberto pelo navegador Américo Vespúcio em 1503, quando aportou numa praia a que chamou de Praia de Cabo Rama, hoje Praia dos Anjos. situada no atual Distrito do Arraial do Cabo. Foi a primeira feitoria estabelecida no Brasil por Américo Vespúcio, tendo como feitor o colono João de Braga. Américo Vespúcio, voltando a Portugal, deixou ali construída uma casa de barro coberta de palha e 24 homens para guarnecer o litoral.

É uma das mais antigas localidades brasileiras, podendo ser considerada como o marco inicial da história do devassamento da província fluminense. Cabo Frio foi palco de lutas sangrentas entre portugueses e aventureiros de outras nações que alí iam com o fim de contrabandear madeira nessa região. Os invasores francêses chegaram a se instalar nas terras de Cabo Frio, construindo um forte, o São Mateus, A expulsão destes aventureiros coube ao português Constantino Menelau que, em 1615, ajudado por Mem de Sá, Salvador de Sá e o índio Araribóia, após várias guerrilhas, assegurou a vitória para Portugal. Daí se iniciou a imigração portuguêsa para aquêle local, fixando-se na Cidade de Santa Helena, atual Cabo Frio, fundada logo após a expulsão dos invasores.

Braço escravo ajudou a vida econômica do Município, quando este era chamado o "Celeiro da Baixada Fluminense", isto até a abolição, quando sofreu colapso em sua situação econômica, só voltando a ser redescoberto com o impulso turístico e as indústrias extrativas do sal e da pesca que são a base da economia local.

Formação Administrativa

Elevado a categoria de município com a denominação de Santa Helena, em 13-11-1615. Constituído do distrito sede. Instalado em 15-08-1616.

Distrito criado com a denominação de Cabo Frio, por alvará de 1678, o distrito de Cabo Frio teve sua criação confirmada pelos decretos estaduais nº 1, de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892.

Pela deliberação de 20-01-1891, e por decretos estaduais nºs 1, de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de Araçá e anexado ao município de Cabo Frio.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 2 distritos: Cabo Frio e Araçá. Pela lei estadual nº 1816, de 28-01-1924, foram criados os distritos de Arraial do Cabo e Saco Fora e anexados ao município de Cabo Frio.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município de Cabo Frio é constituído de 4 distritos: Cabo Frio, Araçá, Arraial do Cabo e Saco Fora.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto estadual nº 641, de 15-12-1938, os distritos de Saco de Fora tomou o nome de Armação dos Búzios o distrito de Araçá a denominar-se Campos Novos.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município de Cabo Frio é constituído de 4 distritos: Cabo Frio, Armação dos Búzios (ex-Saco de Fora), Arraial do Cabo e Campos Novos.

Pelo decreto-lei estadual nº 1056, de 31-12-1943, o distrito de Campos Novos passou a chamar-se Tamoios.

Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o município de Cabo Frio é constituído de 4 distritos: Cabo Frio, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo e Tamoios (ex-Campos Novos).

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1983.

Pela lei estadual nº 839, de 13-05-1985, desmembra do município de Cabo Frio, o distrito de Arraial do Cabo. Elevado à categoria do município.

Em “Síntese” de 31-XII-1994, o município é constituído de 3 distritos: Cabo Frio, Armação de Búzios e Tamoios.

Pela lei estadual nº 249, de 28-12-1995, desmembra do município de Cabo Frio o distrito de Armação de Búzios. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 1999, o município é constituído de 2 distritos: Cabo Frio e Tamoios.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: biblioteca.ibge.gov.br

Cabo Frio

HISTÓRIA

A descoberta das terras do município data do início do século XVI, com a exploração econômica subordinada ao ciclo do pau-brasil, registrando-se período de lutas entre portugueses e estrangeiros que vinham contrabandear a madeira e, para isso, chegaram até a aliar-se com os índios tamoios, primeiros habitantes da região. A região pertencia à Capitania de São Vicente e, posteriormente, à do Rio de Janeiro. Consta que Américo Vespúcio ali aportou, num local conhecido como "Praia do Cabo da Rama", a serviço da Coroa portuguesa. Entre os meses de dezembro de 1503 e janeiro de 1504, construiu a primeira feitoria lusa nas terras recém-descobertas e lá deixou cerca de 24 pessoas sob o comando de João Braga.

Tal feitoria não resistiu muito aos ataques indígenas, sendo destruída dois anos após sua criação. Entretanto, João Braga conseguiu reconstruí-la, numa ilha defronte à povoação chamada "Ilha do Cabo". Houve um grande interesse, principalmente por parte dos franceses, pelo contrabando do pau-brasil, abundante na região, o que levou o Rei Felipe II a ordenar ao governador do Rio de Janeiro, Constantino Menelau, que promovesse a expulSão dos franceses daquela região. Seguiu-se um fluxo migratório, ocasionando um aumento populacional, para logo em seguida ser construído um forte, denominado "Santo Inácio", com o objetivo de manter os franceses afastados da região. Com a emancipação, dada pelo Alvará de 13 de novembro de 1615, foi fundada a cidade de Santa Helena.

Porém, verificou-se que havia um local mais estratégico para assentar a Vila, sendo a mesma transferida para a "ponta sul", onde foram iniciados os trabalhos de construção da igreja matriz e de um novo forte, em substituição ao antigo, o qual recebeu o nome de "São Mateus". A partir de 15 de agosto de 1616, data da instalação do município, a cidade passou a chamar-se Nossa Senhora da Assunção de Cabo Frio, tendo sido ponto importante para o desenvolvimento e conquista do território fluminense.

O núcleo urbano prosperou lentamente até fins do século XIX, baseando-se a economia na agricultura com mão-de-obra escrava, realizada em grandes latifúndios. A abolição da escravatura ocasionou o colapso econômico de que Cabo Frio só se restabeleceria bem mais tarde, com o desenvolvimento da indústria do sal, da pesca e do turismo, e sobretudo a implantação da rodovia e da estrada de ferro (atualmente desativada).

A ferrovia Niterói-Cabo Frio, as melhorias no porto de Arraial do Cabo e a posterior inauguração da rodovia RJ-106, a Amaral Peixoto, contribuíram para o aumento da produção do sal e para o transporte eficiente até a capital da República e outros importantes centros consumidores do país. O auge do desenvolvimento setorial ocorreu na década de 60, com a instalação de duas grandes usinas de beneficiamento de sal em Cabo Frio, e com a construção do complexo industrial da Cia. Nacional de Álcalis, no antigo distrito de Arraial do Cabo, que abriu salinas e passou a extrair conchas na lagoa para produção de barrilha.

O processo que gerou a ocupação da sede do município foi o resultado da rápida mudança funcional ocorrida nos últimos quarenta anos, durante os quais o pequeno núcleo pesqueiro e salineiro se transformou em importante centro turístico do Estado. O núcleo de Cabo Frio situa-se em Área de topografia plana, com pequenas elevações, tendo sido seu crescimento fortemente condicionado pela presença do canal que liga a Lagoa de Araruama ao mar, cortando a cidade.

Mais recentemente, foram desmembrados de seu território os distritos de Arraial do Cabo e Armação dos Búzios.

CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO

Cabo Frio pertence à Região das Baixadas Litorâneas, que também abrange os municípios de Araruama, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Iguaba Grande, Rio Bonito, Rio das Ostras, São Pedro da Aldeia, Saquarema e Silva Jardim.

O município tem uma área total de 410,4 quilômetros quadrados, correspondentes a 8,1% da área da Região das Baixadas Litorâneas.

Os limites municipais, no sentido horário, são: Casimiro de Abreu, Oceano Atlântico, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia e Araruama.

O principal acesso à cidade é feito pela variante da RJ-140, que permite a ligação com a RJ-106, em São Pedro da Aldeia. A mesma RJ-106 chega ao território de Cabo Frio na altura de Tamoios e segue rumo norte para Barra de São João, distrito de Casimiro de Abreu. Há ainda a RJ-102, estrada no sentido norte-sul do cabo, que acessa Armação dos Búzios e Arraial do Cabo.

Aspectos demográficos

Em 2010, de acordo com o Censo, Cabo Frio tinha uma população de 186.227 habitantes, correspondente a 23% do contingente da Região das Baixadas Litorâneas, com uma proporção de 95,2 homens para cada 100 mulheres. A densidade demográfica era de 453,7 habitantes por km2, contra 160,4 habitantes por km2 de sua região. A taxa de urbanização correspondia a 75% da população. Em comparação com a década anterior, a população do município aumentou 46,8%, o 9º maior crescimento no estado.

Fonte: www.cedca.rj.gov.br

Cabo Frio

História

A pré história

Os sítios arqueológicos são fragmentos da história humana a ser desenterrada. Cabe ao arqueólogo, a partir do estudo, análise e interpretação dos testemunhos dessas atividades humanas, e auxiliado por outras áreas do conhecimento (Biologia, Geologia, Arquitetura, dentre outras), a tarefa de tentar recompor a vida das sociedades desaparecidas. Isto é, definir os tipos de cultura, sua trajetória (evolução ou decadência), sua duração, o espaço geográfico que ocupou, sua adaptação ao ambiente; se houver sucessão de culturas, sua origem e difusão no tempo e no espaço, e suas relações.

Resumindo, uma cultura se desenvolve em um tempo e espaço definidos, transformando-se gradativamente. É através da pesquisa arqueológica, com seus métodos e técnicas, que se escreve ou reescreve a história de um dado lugar.

Cabo Frio
Morro do Índio (Praia do Forte

Cabo Frio é um município rico em vestígios arqueológicos. Possui sítios do período pré-histórico, perfazendo até então um total de mais de 50 sítios cadastrados.

Destacamos, para exemplo, as pesquisas realizadas no sambaqui do Forte, sítio arqueológico localizado na Praia do Forte, denominado pela população, sabiamente, de Morro dos Índios.

Cabo Frio
Pesquisa arqueológica no Sambaqui do Morro do Índio

Chamamos de sambaqui ao tipo de sítio arqueológico cuja composição é predominantemente de carapaças de moluscos. Ele é o testemunho de uma sociedade cuja economia era baseada, principalmente, na coleta desses animais.

A Existência dos sítios arqueológicos pré-históricos, leva-nos a concluir que esta região já era habitada há cerca de 6 mil anos.

Os homens que habitavam nossas terras eram caçadores, coletores e viviam em pequenos grupos, explorando o ambiente e mudando de lugar quando o alimento escasseava.

Muitos povos viviam do que o mar oferecia. Recolhiam vários moluscos, escolhiam um lugar bem alto para se fixarem, amontoando as conchas. Neste amontoado passavam a viver, construindo suas cabanas, fabricando seus instrumentos de osso e pedra e enterrando seus mortos.

Após vários estudos, os arqueólogos constataram que esses povos eram baixos, cabeça volumosa, pescavam muitos tipos de peixes, caçavam (macacos, antas, gambás, tartarugas...), fabricavam objetos de pedra lascada e também poliam seus instrumentos, fabricando inúmeras esculturas. Eles se alimentavam de vários vegetais. Tinham uma grande diversidade de alimentos retirados do mar, da lagoa, da mata. Utilizavam canoas e redes.

O indígena

Os tupinambá

A maior fonte de informação sobre os índios tupinambá nos é dada através dos relatos de viajantes do século XVI. Os tupinambá – assim chamados pelos franceses, e de Tamoios pelos portugueses – habitavam o litoral do Cabo de São Tomé até Angra dos Reis.

Tinham como vizinhos: ao norte, os Goitacá; ao sul, os Tupiniquim; para o interior, os Carajá; próximos a eles, na serra, viviam os Guaianá e entre ambos os Maracajá. Todas estas tribos guerreavam entre si.

Os índios Tupinambá viviam em aldeias com aproximadamente 5 a 7 cabanas que eram construídas em mutirão. Cada uma contava com 14 pés de largura por 150 pés de comprimento e duas braças de altura. Eram arredondados, cobertos por palha, com três portas. Não existia divisão interna. Várias famílias habitavam uma mesma casa. No meio da aldeia ficava o terreiro para as comemorações.

Cabo Frio
Cunhambebe é o famoso morubixaba tupinambá

Os tupinambá eram robustos, morenos, alegres; depilavam o corpo com uma espécie de grama cortante; dormiam em rede; as tarefas eram divididas pelo sexo.

As mulheres plantavam, colhiam, preparavam o alimento, a bebida (cauim), cestaria, cerâmica. Os homens guerreavam, caçavam, pescavam, faziam armas etc.

Os tupinambá abriam covas no chão com o “pau de cavar”, para plantar a mandioca, feijão, batata-doce, algodão, tabaco. Faziam também remédios com raízes e folhas. Usavam tempero feito com sal e pimenta. Faziam farinha de peixe, muito utilizada em época de guerra.

Faziam vários objetos de cerâmica (panelas, jarros, pratos, urnas funerárias etc). Pintavam em vermelho, branco e preto, realizando inúmeros desenhos geométricos.

Viviam para a guerra, por isso o sexo masculino era tão valorizado.

Suas armas eram: tacape, arco e flecha, escudo, lança.

Os pajés eram os curandeiros. Eles curavam usando a fumaça dos cachimbos, maracá, ervas e raízes.

Os caraíbas profetizavam, interpretavam sonhos relacionados com questões de interesse geral.

Os tupinambá também praticavam com seus vizinhos o comércio de penas, colares, conchas. A partir do século XVI, com a chegada dos europeus, a troca se intensifica.

O escambo foi amplamente utilizado: em troca de vários produtos da terra recebiam facas, tesouras, panelas de ferro, anzóis etc.

Os goitacá

Donos absolutos das planícies de restinga, os índios goitacá dominavam 100 léguas de costa, desde o sul da Bahia até as proximidades de Cabo Frio.

Existem dois significados para a palavra goitacá: “índios corredores” e “índios nadadores”. Tanto um como outro servem para designar esses índios que, correndo 8 perseguiam a caça até apanhá-la; e também viviam nadando ao redor de suas aldeias lacustres. Eles moravam em choupanas construídas sobre as águas, com portas tão pequenas que só conseguiam entrar nelas com o corpo abaixado.

Os goitacá eram altos, fortes e usavam o cabelo comprido. Viviam em campo aberto com abundância de caça e pesca. Eles utilizavam como arma o arco e a flecha. Como meio de transporte, em vez de canoas, preferiam as jangadas. No mar, chegavam a caçar tubarões, enfiando-lhes um pau pela garganta. O que lhes interessava nos tubarões não era a carne, mas os dentes, que colocavam nas pontas das flechas.

Os colonizadores

Alguns historiadores acreditam que quando Américo Vespúcio veio ao Brasil em 1501, em sua 1ª expedição (comandada por Gonçalo Coelho) veio conhecendo a costa, descobrindo portos. Ele menciona características de local semelhante a Cabo Frio nas cartas datadas daquela época.

Durante a 2ª expedição, Gonçalo Coelho e Américo Vespúcio se separam na Ilha de São Lourenço, atual Fernando de Noronha. Américo Vespúcio viaja para a Baía de Todos os Santos e de lá parte para o sul. Chega à região de Cabo Frio, onde funda uma feitoria e ali permanece por uns cinco meses, explorando a região. Ao retornar para Portugal, deixa em Cabo Frio João Braga e mais 24 homens com a finalidade de defender o litoral e aprender a língua e hábitos dos habitantes.

A feitoria foi constante alvo de pirataria, não tendo assim condições de prosperar.

O contrabando de pau-brasil tornou-se intenso na nossa região.

Os franceses comercializavam com os tupinambá, seus aliados.

Praticavam o escambo: em troca dos produtos da terra recebiam espelhos, anzóis, facas, machados etc. Os franceses fundam, na boca da barra, no Morro do Arpoador, uma Casa de Pedra.

A presença francesa é tão ameaçadora que Portugal dá ordem ao governador do Rio de Janeiro, Antonio de Salema, em 1575, para organizar uma tropa e atacar a região (Guerra do Cabo Frio).

Antonio de Salema organizou uma expedição formada por portugueses e índios para expulsar os invasores. Após o cerco e a rendição da fortaleza, franceses e índios foram mortos. As tropas portuguesas vencedoras ainda entraram pelo sertão, queimando aldeias, matando muitos índios e aprisionando outros tantos.

Cabo Frio, entretanto, continuou abandonado pelos colonizadores portugueses e sujeito aos ataques de corsários estrangeiros: franceses, holandeses, ingleses, todos queriam contrabandear o pau-brasil.

Essa situação perdurou até o ano de 1615, quando o então governador do Rio de Janeiro, Constantino Menelau, veio a Cabo Frio com o objetivo de expulsar definitivamente os invasores e fundar a povoação de Santa Helena, o que fez a 13 de novembro do mesmo ano.

Para defender o território ele ergueu o Forte de Santo Inácio.

O território de Cabo Frio abrangia: Campos, Macaé, Casimiro de Abreu, Silva Jardim, Rio Bonito, Maricá, Saquarema, Araruama, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo.

Em 1616, o capitão-mor Estevão Gomes transferiu o sítio da povoação original para o atual bairro Passagem, rebatizando a cidade como Nossa Senhora d’Assunção de Cabo Frio. Ele inicia a construção do Forte de São Matheus, no morro em frente ao do Arpoador, destruindo o primeiro. Cabo Frio, enfim, começou a povoar-se com colonos vindos da Guanabara (Rio de Janeiro).

Origem do nome de Cabo Frio

Os índios que aqui habitavam chamavam o lugar de Gecay (sal e pimenta) devido à existência desses produtos na região, largamente utilizados em sua alimentação como tempero.

Segundo o livro de Abel Beranger: “A denominação Cabo Frio deve datar da viagem de Gonçalo Coelho em 1504, e surge pela primeira vez no mapa de Kunstmann III, em 1506”.

Deve ter nascido o nome do contraste: região fria em zona quente. Notavam os navegantes, ao passarem neste ponto da costa, mudança brusca de temperatura, a ponto de os macacos que levavam a bordo, morrerem ou se sentirem mal.

Tem Cabo Frio quase a mesma idade histórica do Brasil.

Cabo Frio através dos tempos

Apesar de ter sido formada com o título de cidade, Cabo Frio não passava de um simples povoado habitado por alguns portugueses, religiosos e indígenas, reunidos em uma cidade administrada pelos jesuítas e um Forte com alguns soldados.

As casas eram simples, feitas de barro e cobertas de palha. As pessoas viviam da caça, da pesca e praticavam a agricultura para o seu próprio sustento.

“Em 1629 foi criada a Capitania Real de Cabo Frio.

Os limites eram: da Ponta Negra, entre Macaé e Saquarema, ao Rio Macaé. A cidade não se desenvolve.

Em 1648 apenas 24 moradores habitavam a região e o Forte encontrava-se estagnado.

Entre os anos de 1661/62 o prédio da Câmara foi erguido e foi aberta a atual Rua Érico Coelho. A Igreja Matriz Nossa Senhora da Assunção foi inaugurada em 1666 e o governo fincou o pelourinho para que se fixassem os editais e ordens portuguesas. Em 1664 os beneditinos recebem uma sesmaria urbana e em 1668 o convento dos franciscanos começa a ser construído, sendo inaugurado em 1696. Nesse período constrói-se a Igreja Nossa Senhora dos Remédios, em Arraial do Cabo.

Em 1690 a fazenda Campos Novos servia para a engorda de gado proveniente de Campos. O sal era retirado pelo sistema de cacimbas; a região interiorana produzia mandioca, feijão.

Em 1728, João de Almeida constrói uma armação de baleia em Búzios, sendo ampliada em 1729/1748 pelo novo contratador Brás Pina, que funda a Capela Nossa Senhora de Sant’ Anna, em 1740.

Em 1761 foi construída a Igreja de São Benedito, na Passagem.

Em 1797 a Câmara Municipal arrendou as praias da região para pescaria. Neste período Cabo Frio possuía 5408 escravos que produziam feijão, mandioca, farinha, milho etc.

A partir de 1799 Cabo Frio começa a perder território: Rio Bonito e Araruama (1799), Juturnaíba (1801), Macaé (1811), São Pedro D’ Aldeia (1892), Mataruna (1859), São Vicente (1860), Saquarema (1860), Maricá (1814), Arraial do Cabo (1985) e Armação dos Búzios (1995).

Por todo o período colonial o desenvolvimento da nossa região foi restrito. Na área rural, pequena produção de alimentos e criação de gado; na área urbana, uma pequena cidade, basicamente de pescadores. Esta situação não se modifica muito com a proclamação da independência, ocorrida em 07 de setembro de 1822.

O alemão Luiz Lindenberg vem para o Brasil para fazer parte do quadro de prdenanças de D. Pedro I. em visita a nossa região fica encantado com a produção natural de sal em trechos da Lagoa de Araruama. Retornando ao Rio de Janeiro, solicita a D. Pedro I terras para produzir sal. E, em 1824 D. Pedro I concede “meia légua de terras, dita devolutas, no lugar denominado Ponta do Costa”. Em 1829, Lindenberg consegue a exclusividade da extração do sal por 6 anos. Utilizava caldeirões para obtenção do sal, através de evaporação.

Em 1846 o presidente da província, Aureliano Coutinho,convida negociantes e fazendeiros do Rio de Janeiro para explorarem o sal da região, criando uma companhia exploradora de sal. Arrendam terrenos à MARGEM DA Lagoa de Araruama e passam a produzir sal também pela fervura da água, o que acaba encarecendo a produção. Em 1851 esses empreendedores abandonam a região.

Em 1847, D. Pedro II visita a nossa região. A Câmara Municipal de Cabo Frio melhora as estradas, pintam a igreja e a Câmara e, no dia 24/04/1847, às 17 horas, recebem D. Pedro com as chaves da cidade, as bandas Euterpe e Bertioga tocam o Hino Nacional. O imperador visita as salinas de Luiz Lindenberg, vai a Arraial do Cabo e retorna ao Rio de Janeiro em 26/04/1847. Deixa dinheiro para a construção da casinha da Fonte do Itajurú.

Em 1850 a nossa região é assolada por uma epidemia de febre amarela e o Forte São Matheus torna-se lazareto. Novas ondas de epidemias ocorrem em 1870 a 1878.

Leger Palmer compra a salina dos índios em São Pedro e, como ela se situava afastada da lagoa, constrói canais de 1500m de comprimento, onde a água chegava através de uma calha até um tanque natural e, de lá, ia para um outro poço para cristalizar.

Para facilitar o escoamento de sua produção, Palmer abriu dois canais: Canal Palmer I e II. Em 1881 implantou a navegação a vapor em nossa região; em 1882 criou uma olaria, também a vapor, uma caieira, uma fábrica de conservas de pescado.

Construiu sua segunda salina: Trapiche.

Com as obras de abertura da barra de Cabo Frio (1880), Palmer consegue do governo provincial a concessão para instalar armazéns em terrenos próximos à Boca da Barra.

Neste período, duas indústrias se estabelecem nas margens do Canal do Itajuru: a da cal e a da construção naval.

Muitos imigrantes sírio-libaneses vêm para a nossa região, instalando casas comerciais.

Em 1885, o português João Gago, antigo conhecedor das salinas do Aveiro (Portugal), constrói a salina Acahira, nos moldes portugueses (técnica francesa), impermeabilizando o solo com algas cionofícias e utilizando os moinhos de vento para puxarem as águas dos canais para os quadros de sal, que era obtido pela evaporação natural.

Em 1887, Dr. Adolpho Lindenberg constrói novas salinas. Desta época em diante, a exploração da indústrua salineira se desenvolve.

Para melhorar o transporte de sal era necessário melhorar a barra de Cabo Frio. O Major Bellegard melhora a barra, o que acaba permitindo a entrada de navios maiores. Faz também projetos de arruamentos, funda a irmandade de Santa Isabel e constrói a Charitas.

Toda a produção agrícola de nossa região é levada ao Rio de Janeiro através de lanchas. Levam mandioca, farinha, café, feijão, arroz, madeiras, aguardentes, telhas, tijolos etc. O porto de Cabo Frio era o mais utilizado para este tipo de transporte a vapor. O de Búzios e o de Arraial do Cabo eram usados para abrigar embarcações em trânsito.

Os transportes mais utilizados nesse período eram as lanchas a vapor, carroças, cavalos.

No período imperial o sal é a grande mola propulsora do desenvolvimento da nossa cidade. Estaleiros, companhias de navegação a vapor, caieiras, melhoramentos nas ruas, iluminação pública no porto da barra, criação da casa de Caridade e do Hospital acontecem com o dinheiro vindo do sal.

Com a abolição da escravatura e a proclamação da república, muitas transformações ocorrem.

Algumas atividades produtivas são substituídas: o café pelo gado; ex-escravos fundam povoações na praia da Raza (Búzios), enquanto que escravos urbanos fundam a povoação Abissínia (Vila Nova) e continuam trabalhando na retirada de carvão da restinga para fornecer lenha para os navios a vapor.

Em 1890 o trem chega a Marica; de lá até Cabo Frio a viagem continua em lombo de burro ou lanchas de passageiros pela Lagoa de Araruama.

Melhora o fornecimento de água, em 1892, com a instalação de uma caixa d’água no Morro da Guia, de onde saíam os canos para as bicas (1897), onde a população se abastecia.

A cidade crescia e era necessário uma ponte que ligasse a parte continental à restinga. Em 1898 foi inaugurada a ponte de ferro, construída por funcionários espanhóis. Mas ela acaba desabando em 1920.

Em 1913 o trem chega a Araruama e Iguaba. Ao longo do Canal do Itajuru inúmeros estaleiros e caieiras são instalados.

Cabo Frio possuía 48 salinas, 6 caieiras, 3 fábricas de conservas de camarão e peixe, 2 olarias, 38 casas comerciais (padarias, farmácias, tavernas, bilhares, alfaiates, sapateiros, hotel, o Cinema Recreio) o abastecimento de água é por poços artesianos, a iluminação é de lampião e nenhuma casa possuía instalações sanitárias. A luz só chegou em 1915, com a usina de Alberto Mazur, e só funcionava por algumas horas.

Os primeiros sindicatos surgiram em 1918 e 1921 – o dos Estivadores e o dos Arrumadores.

Nova epidemia de varíola assola a região, a ponte de concreto é inaugurada em 14/07/1926.

Inaugura-se a estrada São Pedro – Cabo Frio, iniciando um serviço de ônibus diário. Somente em 1922 Cabo Frio passa a ser governado por prefeito, o Sr. Francisco Vasconcelos Costa.

Em 1923 dois prédios são construídos em estilo neoclássico: o Grupo Escolar Francisco Sá (atual Instituto de Educação Profª Ismar Gomes de Azevedo) e a Delegacia (atual Corpo de Bombeiros). O Hospital Santa Izabel atendia a toda a população.

Em 1930 cria-se a primeira fábrica de gelo e torna-se viável a venda de peixe fresco para o Rio de Janeiro. Em 1932 Paes de Abreu cria a usina de luz, cujo fornecimento continua sendo precário.

Finalmente, em 1937, o trem chega a Cabo Frio, sua estação era onde hoje funciona o camping da Estação, na Estrada dos Passageiros.

Cabo Frio
Família Salles – década de 30

Em 1943 a Álcalis é criada pelo governo federal para a produção de barrilha. Somente em 1960 inicia-se a produção de barrilha, a partir do sal marinho+ calcário e da amônia.

É insumo básico para diversas indústrias: vidro, química, sabão, detergente, metalúrgica de alumínio, indústria mineral, papel, celulose, fertilizantes, indústria têxtil, petróleo, cerâmica, siderurgia, fotografias, indústria do couro etc. Em 1992 a companhia foi privatizada e, em 1995, faz uma série de modificações e passa a produzir também cloreto de sódio, de cálcio e carbonato de cálcio.

Na década de 60, a fazenda Campos Novos passa para o Sr. Henrique da Cunha Bueno que, desde então, tenta expulsar os antigos moradores. O conflito de terra continua até hoje.

Em 1964 a atriz Brigitte Bardot descobre Búzios, vila de pescadores, e turistas estrangeiros passam a visitar o local, colocando Búzios no cenário turístico internacional.

Na década de 70 as transformações ocorrem na rede de telefonia, melhoramentos de vias de acesso, de água e luz. O turismo passa a ser uma nova fonte de renda para o município que já começa, nesse período, a enfrentar o início da queda da produção salineira."

Em 1974, com a inauguração da Ponte Costa e Silva, ou, como é mais conhecida, Ponte Rio Niterói, facilitando o acesso e diminuindo o tempo de viagem entre o Rio de Janeiro e outras cidades brasileiras, como a cidade de Cabo Frio, despertou o interesse em várias empreiteiras de investir na construção de casas, apartamentos e condomínios para temporada em nossa cidade .

As primeiras construtoras que começaram a erguer prédios eram das cidades de Juiz de Fora/MG, Petrópolis e Teresópolis. Como a mão de obra local era pouca, foram contratados homens de outras cidades, principalmente de Campos.

Ao final das construções, vários destes homens que vieram trabalhar em nosso município foram ficando por aqui, pois não tinham opções de emprego em suas cidades. E por acreditarem que trabalhando em Cabo Frio, principalmente no comércio ambulante na praia, poderiam ganhar mais...

Mas o maior problema encontrado por eles foi a moradia, já que não tinham condições financeiras de comprar, alugar ou até mesmo construir sua própria residência. Começaram, então, a invadir terrenos e áreas, que até então eram valorizadas e construíram suas moradias, feitas principalmente de madeira, formando as favelas.

“Na década de 80 a maior parte da população de Cabo Frio (80%) está concentrada na área urbana. Começa o êxodo rural, por falta de incentivos e de rede distribuidora da produção. Na década de 90 ocorrem privatizações no setor público – CERJ, CEDAE, TELERJ. Grande número de pessoas escolhem a nossa região, fugindo da violência das grandes cidades. Mas ela também está presente em nosso município. Assaltos a bancos, roubos, estupros, violência doméstica, passam a ser notificações corriqueiras na Delegacia de Cabo Frio.”

Localização do município

O município de Cabo Frio está localizado a sudoeste do Rio de Janeiro, na região das Baixadas Litorâneas e possui duas frentes aquáticas:

O Oceano Atlântico (a leste do litoral)

A Lagoa de Araruama (que o separa da parte meridional do município de São Pedro da Aldeia)

Limites e distritos de Cabo Frio

Cabo Frio limita-se:

Ao Norte: Casimiro de Abreu

Ao Sul: Arraial do Cabo

À Leste: Oceano Atlântico / Armação de Búzios

À Oeste: Araruama e São Pedro da Aldeia.

O município de Cabo Frio não é formado só pelo centro da cidade e seus bairros. Nos arredores da cidade existem outros lugares onde são produzidos alimentos e moram muitas pessoas que trabalham em várias atividades. Esses lugares, juntamente com o centro da cidade, são os distritos que formam o município de Cabo Frio.

1º distrito : CABO FRIO (sede do município) – é formado por vários bairros, distribuídos pela parte continental e pela restinga.

No primeiro distrito estão localizados os bancos, as lojas comerciais, o cinema, as repartições públicas, os restaurantes, hospitais, o fórum, o corpo de bombeiros etc.

Alguns bairros do 1º distrito: Jacaré, Gamboa, Jardim Esperança, Jardim Caiçara, Palmeiras, Passagem, Centro, Braga, Vila Nova, Algodoal, Palmeiras, São Cristóvão, Célula Máter etc.

2º distrito : TAMOIOS - é uma área menos povoada em alguns bairros. É a zona rural onde predomina a pecuária de gado leiteiro e de corte.

Suas principais culturas agrícolas são: mandioca, milho, feijão, cana-de-açúcar, laranja, banana, etc.

Características físicas do município de Cabo Frio

Relevo: O relevo do município de Cabo Frio apresenta planícies, que ocupam grande área do município e pequenas elevações.

As planícies podem ser classificadas quanto à sua origem em:

Planícies marinhas, localizadas ao longo do litoral leste e sudeste do município; elas formam praias, cordões de areia, brejos, dunas, restingas.

Planícies fluviais, correspondentes aos depósitos feitos pelos rios São João e Una.

As elevações correspondem às colinas e aos maciços, localizadas entre os rios Una e São João.

Entre os morros localizados em nosso município destacam-se: do Arpoador (Boca da Barra), do Telégrafo (Gamboa) , da Guia (Centro), do Vigia (Praia das Conchas), do Peró (Praia do Peró) e da Lajinha (Boca da Barra).

Clima: O município de Cabo Frio apresenta um clima saudável do tipo tropical - quente e úmido.

O vento sopra sempre do mar para a terra, fazendo com que se mantenha uma temperatura anual agradável, não havendo meses só quentes ou frios demais.

O vento constante também contribui para a diminuição das chuvas, fazendo com que Cabo Frio tenha sol durante quase todo o ano, o que atrai visitantes do mundo inteiro.

Vegetação: por causa do relevo quase plano e do clima semi-árido, a vegetação dessa região apresenta-se diferenciada em relação ao Sudeste brasileiro. A densa floresta que ocupava as colinas e as encostas na margem norte da lagoa era local onde predominava o pau-brasil e leguminosas. A presença de vegetais como salsa-da-praia e gramíneas, desempenha um papel marcante, pois constituem um obstáculo ao deslocamento de grãos de areia, dando lugar à formação de dunas.

As palmeiras dos coqueirais já cobriram grande parte do município, notadamente nos bairros do Portinho e Palmeiras e hoje, com o avanço da urbanização, estão diminuindo cada vez mais.

São frutas nativas do município e da região: gabiroba, bajuru, caju, araçá, cambucá, cambuim, pitanga, coco do guriri, guapeba.

Ilhas: Temos em Cabo Frio muitas ilhas, sendo as mais conhecidas:

Ilha dos Papagaios

Ilha dos Pargos

Ilha dos Cabritos

Ilha do Japonês

Ilha da Âncora

Ilha dos Franceses

Dunas: As dunas em tempos passados eram enormes, altas, com sua vegetação de restinga. Hoje, nem tanto exuberantes, mas ainda importantes e lutando pela sobrevivência:

Dunas do Peró (localizada na Praia do Peró)

Dunas da Praia do Forte (situadas nesta praia, estendem-se pela terra, chegando a atravessar a rodovia que liga Cabo Frio ao Arraial do Cabo. Destaca-se a Duna Dama Branca, a mais alta da região).

Hidrografia: possui três principais bacias hidrográficas: a do Rio Una e a bacia drenante à Lagoa de Araruama, desaguando no Oceano Atlântico. Cabo Frio tem ainda o Canal do Itajuru que faz ligação da lagoa e o mar.

Litoral: O município de Cabo Frio possui 30 km de litoral, com 12 lindas praias. Caracteriza-se pela presença marcante das águas da Lagoa de Araruama, o Canal do Itajuru e o Oceano Atlântico formando várias praias.

As principais praias, formadas por águas do Oceano Atlântico, são as seguintes:

PRAIA DO FORTE

PRAIA DO PERÓ

PRAIA DAS CONCHAS

PRAIA BRAVA

PRAIA DO FOGUETE

PRAINHA OU LIDO

PRAIA DAS DUNAS

As mais importantes formadas por águas da Lagoa de Araruama são:

PRAIA DO SUDOESTE

PRAIA DO COQUEIRAL

PRAIA DO SIQUEIRA

PRAIA DE SÃO BENTO

PRAIA DAS PALMEIRAS

Alguns bairros de Cabo Frio

São eles: Centro, Passagem, São Bento, Vila Nova, Itajuru, São Cristóvão, Jardim Esperança, Tangará, Eldorado, Jacaré, Jardim Caiçara, Guarani, Braga, Manoel Correa, Porto do Carro, Marlim, Algodoal, Ogiva, Gamboa, Recanto das Dunas, Parque Burle, Algodoal, Portinho, Palmeiras, Praia do Siqueira..

Dados demográficos de Cabo Frio

A partir da colonização a população de Cabo Frio foi sendo formada pelos descendentes dos primeiros habitantes indígenas, europeus, africanos e, posteriormente, de vários imigrantes europeus e não-europeus.

A população de Cabo Frio aumentou muito de 1970 até hoje devido à chegada de pessoas vindas de outros lugares do Brasil para trabalhar na construção civil.

Aspectos Culturais

Cabo Frio destaca-se como o mais desenvolvido e conhecido município da Região das Baixadas Litorâneas e famoso por suas praias de águas claras, dunas de areia branca e fina, além do seu respeitável patrimônio histórico.

Nosso município tem em sua tradição, grandes e talentosos artistas, tanto filhos da terra, como os de coração, que escolheram a cidade por suas encantadoras belezas.

Ao longo de seus 391 anos de existência, tem filhos famosos na cultura cabo-friense e brasileira.

Dentre os já falecidos, destacamos:

Poeta e prosador Teixeira e Souza, “o Pai do Romance Brasileiro”

Poeta Antonio de Gastão compositor, pescador e grande contador de histórias do município

Poeta Victorino Carriço

Poeta Waldemir Terra Cardoso – também jornalista e pintor

Dr. Abel Beranger – conhecido médico, autor da obra “Dados Históricos de Cabo Frio”

Professor Márcio Werneck da Cunha - pesquisador que recebeu o prêmio “Golfinho de Ouro” na área de Patrimônio Histórico e Cultural, profundo estudioso dos sítios arqueológicos do município

Adail Bento Costa - restaurador dos templos católicos como Convento e Igreja Matriz

Professora Lair Gago - artista plástica

Artista plástico José de Dome – cujo nome está perpetuado no museu da cidade

Cabo Frio ainda conta com uma infinidade de artistas plásticos, poetas e prosadores, intelectuais e homens do povo, conhecidos por sua sabedoria popular.

Destacamos apenas alguns, na certeza de que poderemos escrever páginas e páginas daqueles “criadores” da cultura em nosso município.

Poeta José Casimiro dos Santos

Poeta Célio Guimarães

Hilton Massa – autor do livro “Nossa Terra, Nossa gente”, fonte preciosa de informações da vida do município

Dr. Demócrito Jônatas de Azevedo – membro da Academia Brasileira de Médicos Escritores e da Academia Fluminense de Letras. Médico, poeta e escritor, voraz defensor da nossa cultura.

Professor Rudnei Queiroz – autor do busto de Teixeira e Souza

Empresário Ernesto Galioto – grande amigo da cultura cabofriense

Artista plástico Gago Pereira; Artista plástico Carlos Lima

Artista plástico José Novaes

Artista plástico Carlos Mendonça Artista plástico Ivan Cruz

Pesquisadora e ambientalista Meri Damaceno

Pesquisador Elísio Gomes da Silva

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