1 - Praias de areia branca a perderem de vista, com água cristalina a 23º.
2 - Praias de água calma, ideais para nadar; praias ventosas, ideais para o windsurf; praias com ondas, ideais para o bodyboard e para o surf.
3 - Praias selvagens, longe de tudo e de todos, tendo por companhia apenas o mar, o céu e o vento.
4 - Orla marítima cercada de corais, ideal para o mergulho desportivo.
5 - Zonas de recifes onde estão os destroços de dezenas de navios, ideais para o mergulho aventura.
6 - Cada ilha, uma paisagem inigualável de beleza e exotismo, ideal para longas caminhadas por montanhas e vales profundos.
7 - Verão todo o ano.
8 - Música e danças do melhor que há, durante o ano todo; mornas, coladeiras, funaná, mazurcas e sabe-se lá que mais...
9 - Gastronomia rica em marisco e peixe.
10 - O cabo-verdiano é hospitaleiro, amável, natural, divertido por natureza e com uma cultura cosmopolita.

As cordilheiras vulcânicas de algumas das ilhas do arquipélago de Cabo Verde, como o Fogo, Santiago, Santo Antão e São Nicolau oferecem-nos paisagens imponentes e sempre inesperadas.
As águas cristalinas e calmas de algumas praias onde se pratica a natação e o mergulho desportivo sobre recifes de corais e destroços de navios contrastam com o mar bravio de outras praias muito concorridas pelos praticantes de desportos aquáticos radicais.
Cabo Verde é um arquipélago composto por dez ilhas e oito ilhéus dispostos em forma de elipse e que se agrupam em dois conjuntos consoante a posição das ilhas relativamente aos ventos alísios predominantes de Nordeste: o do Barlavento, constituído pelas ilhas da Boa Vista, Sal, Santa Luzia, Santo Antão, São Nicolau e São Vicente; e o do Sotavento, constituído pelas ilhas Brava, Fogo, Maio e Santiago.
Localiza-se em pleno Oceano Atlântico, entre os paralelos 15 e 17 de latitude Norte, na encruzilhada de três continentes – nomeadamente África, América e Europa – e distante 450 km da costa do Senegal.

O arquipélago de Cabo Verde tem uma área total de 4.033 km2. As suas ilhas são de origem vulcânica e têm, por isso, o relevo muito acidentado e um aspecto ressequido e árido.
Na maior parte das ilhas predominam as paisagens montanhosas no interior, praticamente despidas de vegetação, alternando com vales mais exuberantes, onde se pratica a agricultura. O litoral é escarpado e de aparência inacessível.
As ilhas do Sal, Boa Vista e Maio constituem uma excepção à regra; são planas, com longas praias de areia fina e água verde-esmeralda.

Clima de Cabo Verde
O clima é tropical seco, com média de temperatura anual a rondar os 25º graus, e uma amplitude que raramente excede os 10º, devido à influência do oceano.
Existem duas estações, nomeadamente, a das chuvas, de Agosto a Outubro, e a estação seca, de Dezembro a Junho, quando os ventos alísios sopram com maior intensidade. Julho e Novembro são meses de transição. A chuva é irregular e não são raros os anos de seca. Situado na zona sudano-saheliana, o arquipélago de Cabo Verde é muito influenciado pelos ventos que sopram do grande deserto continental. A ‘bruma’, poeira atmosférica trazida pelo vento, quando acontece, tem duração incerta. Entre Janeiro e Março sopra a ‘lestada’, muito apreciada pelos praticantes de vela e windsurf.

Flora e Fauna de Cabo Verde
A vegetação natural de Cabo Verde é muito escassa devido, essencialmente, a três factores: os períodos de seca prolongados, os ventos secos que sopram do deserto e o uso de técnicas ineficazes no aprovisionamento e distribuição de água.
A única espécie vegetal sobrevivente da época das descobertas é o dragoeiro, cuja maior concentração se situa em São Nicolau, Brava e Santo Antão. Têm sido levados a cabo programas para proteger as espécies endémicas e de reflorestamento, com especial incidência na ilha de Maio, que tem actualmente o maior perímetro florestal do país.

Flora e Fauna de Cabo Verde
As principais espécies animais existentes são marinhas ou aves migratórias. Estima-se em 75 o número de espécies de aves raras que habitam, sobretudo, os ilhéus protegidos como reservas naturais. As tartarugas também são visitantes assíduas. No interior da ilha de Santiago existe uma pequena comunidade de babuínos.

Fundo Marinho de Cabo Verde
As águas territoriais de Cabo Verde ultrapassam os 600 mil km2, uma área muitíssimo superior à dimensão do arquipélago. É um potencial de riquezas inesgotável.
A pureza e temperatura da água, que varia entre os 21º e os 25º, associadas à existência de plataformas submarinas de corais, atraem uma fauna muito variada de espécies permanentes e migratórias.
Os mariscos também são abundantes. Por outro lado, algumas praias do Sal, Boavista e Maio são hoje autênticos viveiros de tartarugas marinhas que as procuram na época da desova.

As ilhas de Cabo Verde eram desertas quando o genovês António Noli e o português Diogo Gomes, ao serviço da Coroa portuguesa, descobriram as cinco primeiras ilhas, em 1460. Diogo Afonso, em 1462, descobriu as restantes ilhas. Numa primeira fase o povoamento das ilhas foi feito por europeus livres e escravos oriundos da costa africana. A primeira ilha a ser colonizada foi Santiago. Com a expansão das rotas comerciais do comércio de escravos, as ilhas de Cabo Verde conquistaram um importante papel como entreposto comercial esclavagista, devido à sua localização privilegiada. O lucrativo e crescente comércio de escravos, assim como os progressos agrícolas alcançados na ilha do Fogo, fizeram esquecer as dificuldades do início do povoamento. No entanto, durante o séc. XVII e XVIII, Cabo Verde foi alvo de constantes ataques e saques de piratas. O famoso corsário Francis Drake, ao serviço da coroa de Inglaterra, honrou Cabo Verde com a sua famigerada atenção.
Mais tarde, já no século XIX, as excepcionais condições da Baía do Mindelo, transformaram-na numa das mais movimentadas placas giratórias do comércio transatlântico mundial, conferindo-lhe o cunho cosmopolita que ainda hoje esta cidade tem. Já na segunda metade do séc. XX, o elevado grau educacional e cultural das elites cabo-verdianas, fez com que ocupassem posições destacadas na cúpula do PAIGC (partido que chefiou a luta de libertação de Cabo Verde e da Guiné-Bissau) até à independência do território, que foi alcançada a 5 de Julho de 1975. A 13 de Janeiro de 1991, o sistema multipartidário foi institucionalizado no país.
Cabo Verde é hoje um país com um regime parlamentar estável, onde funciona uma democracia moderna ao estilo ocidental, gozando de paz e estabilidade social e política, sem qualquer conflito interno ou externo no horizonte... e com boas perspectivas de desenvolvimento económico.

População de Cabo Verde
Segundo informação divulgada pelo I.N.E (Instituto Nacional de Estatística), a população residente em Cabo Verde está estimada em 484.904 habitantes (2006). É uma população jovem em que 42% tem menos de 14 anos e com uma média etária de 17,3 anos. Tem 109 habitantes por km2, sendo que 53 em cada 100 cabo-verdianos vivem em áreas urbanas. Os cabo-verdianos da díaspora superam o número dos habitantes da terra natal – cifrando-se em mais de 600 mil indivíduos.
O grau de educação tem melhorado a um ritmo apreciável; 88% das crianças frequentam a escola primária (6 a 14 anos); no ensino secundário (12 a 17 anos), a percentagem de frequência é de 78%. De 1990 a 1995 o grau de ileteracia desceu de 37% para 25%. Por outro lado, o cruzamento entre negros e brancos verificado desde o início da povoação do arquipélago, originou um novo tipo humano com forte identidade cultural. O processo de formação social cabo-verdiano operou-se mais por uma africanização do europeu do que por uma europeização do africano. Hoje, cerca de 70% da população é mestiça, 28% negra e 2% branca.
Cabo Verde também não tem doenças contagiosas nem maleitas tropicais endémicas e como tal não é necessário tomar precauções médicas nem vacinação para entrar no país.


Economia de Cabo Verde
Desde 1975 que Cabo Verde apresenta índices de crescimento económico muito elevados, estimando-se actualmente que o rendimento médio/anual per capita se situe nos US$ 2.000 e a inflação se fique pelos 1,5% anuais. A estabilidade política, o investimento na Educação e as receitas dos emigrantes são as principais razões deste êxito. Cabo Verde foi desde sempre uma terra de emigrantes, gozando por isso da entrada de divisas enviadas pelos seus filhos que, apesar de fisicamente ausentes, mantêm a alma e o sonho na sua terra natal. Actualmente Cabo Verde está cotado com o quarto melhor índice de qualidade de vida dos países africanos.
Apesar disso, 25% da força activa do arquipélago está no desemprego, 14% da população é muito pobre e cerca de 30% é pobre – são estimativas do Banco Mundial. O sector primário (agricultura) ocupa 80% da força de trabalho, satisfazendo apenas 15% das necessidades, o que demonstra a forte dependência da economia do arquipélago das importações. Estas provêm maioritariamente de países europeus (80%), com destaque para Portugal (38%) – países esses que absorvem 33% das exportações do país. A pesca, ainda pouco desenvolvida, tem condições para se transformar numa actividade produtiva de grande importância, não só ao nível das capturas, como também das indústrias derivadas. Mas a
"jóia da coroa" do desenvolvimento económico cabo-verdiano é a indústria hoteleira cujo crescimento, nos últimos anos, tem sido notável; de19 mil turistas em 1991 passou para 230 mil em 2005.
Cabo Verde oferece uma variada escolha gastronómica de carácter marítimo. Escusado será dizer que a oferta a nível de peixe e marisco é a mais variada possível. Lagosta, perceves, lapa, búzio, sem esquecer as famosas ‘bafas’ fazem as delícias dos apreciadores de marisco. O atum fresco, cozinhado em caldeirada, cebolada ou simplesmente grelhado é uma excelente alternativa A base da cozinha popular cabo-verdiana é o milho que, preparado de diferentes maneiras, acompanha, normalmente, a carne de porco, o feijão, a mandioca e a batata-doce. O mais conhecido e apreciado prato é a ‘Cachupa’ – a receita nacional, emblemática de Cabo Verde. Não esquecer o xerém, o cuscuz e os pastéis de milho. Prove também o potente e famoso grogue local e os licores caseiros.