Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Cacau - Página 15  Voltar

Cacau

Nome popular: cacaueiro
Nome científico: Theobroma cacao L.
Família botânica: Sterculiaceae
Origem: Brasil - Região Amazônica

Cacaueiro

Cacau

Características da planta

Árvore de altura mediana com até 6 m de altura, muito ramificada. Folhas longas com até 35 cm de comprimento e pendentes. Flores brancas, amarelas a róseas, reunidas em grupos, surgindo do caule, no período de dezembro a abril.

Fruto

Alongado com sulcos longitudinais, de casca dura e coloraçãodesde amarelo-esbranquiçada até vermelho-escura, atingindo cerca de 20 cm de comprimento. Contém polpa mucilaginosa, branca ou rósea, envolvendo cinco fileiras de sementes avermelhadas. Frutificam de abril a setembro.

Cultivo

Preferem solos profundos, permeáveis, férteis ou adubados, necessitando de sombra. O plantio deve ser feito na época das chuvas.

O cacaueiro, árvore de pouca altura, nasceu e cresceu nas matas tropicais protegido do sol forte pelas sombras da floresta. Seus frutos, bastante variados quanto à forma, ruga, aparência e coloração, pendem ao longo de todo o tronco da árvore, ficando quase totalmente ao alcance das mãos do homem.

Sabe-se hoje que o cacau é originário do continente americano, provavelmente das bacias dos rios Amazonas e Orenoco, de onde se espalhou por toda região e onde ainda se encontram algumas espécies em estado nativo.Uma delas, conhecida como cacau-do-peru (Theobroma bicolor), floresce em árvores bem diferentes do cacaueiro comum. Bastante altas, as árvores da cacaurana chegam a mais de 20 metros de altura e fornecem um fruto amarelo totalmente reticulado.

Antes, porem, da chegada dos europeus à América, no final do século XV apenas os povos maia e asteca, habitantes da zona compreendida entre o México e a América Central, utilizavam o cacau de maneira completa e sistemática.

Segundo Clara Inés Olaya, o processo utilizado por esses povos antigos consistia basicamente no seguinte: primeiro, as amêndoas do fruto maduro do cacau eram retiradas e colocadas para secar ao sol por alguns dias. Após a secagem, as amêndoas eram muito bem torradas. Depois, eram moídas e remoídas seguidas vezes em moinhos manuais de pedra. Nesse processo, acrescentava- se água, pouco a pouco, até formar uma pasta espessa. Essa pasta era ainda batida até se transformar numa espécie de bolo firme, que podia ser armazenado e transportado.

Assim, o cacau - puro ou misturado com outros ingredientes, aromas e temperos - transformava-se na bebida que ficou conhecida como chocolate, que encantou todos aqueles que puderam prová-la.

Com a adição do açúcar e das especiarias asiáticas, essa bebida encontrou ainda mais admiradores e ganhou o mundo. No entanto, foi apenas no início deste século que o suíço Lindt desenvolveu as máquinas e as técnicas necessárias para a produção industrial da pasta sedosa, maleável, quase líquida, que endurece tomando a forma do recipiente em que é colocado. Para tanto, associou às modernidades da revolução industrial o princípio básico descoberto pelos antigos povos americanos: quanto mais se móe e bate o cacau, mais suave e agradável ao paladar ele fica.

Daí em diante, o chocolate, como bebida, talvez tenha perdido um pouco de sua aura ancestral. Porém, converteu- se numa guloseima que, movimenta uma das mais importantes e ricas indústrias do mundo moderno.

Subprodutos anteriores à produção do chocolate tais como a manteiga e o óleo extraidos por pressão das amêndoas do cacau e os resíduos dessa extração são também componentes muito importantes na indústria cosmética e farmacêutica.

Além disso, com a polpa esbranquiçada que envolve as amêndoas do cacau, pode ser feito, industrializado e congelado um delicioso e nutritivo suco, sem prejuízo para o seu processamento posterior.

Por tudo isso, o cacau é fruto de origem e destino nobres. Seu nome, por exemplo, vem de uma lenda asteca antiga: Quatzalcault foi o deus I agricultor asteca que ensinou seu povo a cultivar e a utilizar o cacaueiro. Manjar dos deuses, ou Theobroma em grego, foi o nome escolhido pelo botânico Linneu, em 1737, para denominar essa espécie de frutos, que também incluiu o amazônico cupuaçu.

O fruto do cacaueiro e os produtos dele obtidos especialmente, o chocolate - estiveram sempre, nos últimos dois mil anos da história ocidental, intimamente ligados ao poderio econômico e à satisfação dos prazeres sofisticados.

Para os maias e astecas foi objeto de culto, riqueza e poder. Esses povos aprenderam a domesticar e a cultivar a planta com o objetivo de extrair-lhe a amêndoa, à qual foi dado valor de moeda. Com a mesma amêndoa, pilada pacientemente e transformada em pasta, inventaram o chocolate, bebida considerada afrodisíaca.

Verdadeira árvore de frutos de ouro - ouro vegetal - o cacaueiro significou poder e riqueza para os espanhóis que chegaram à América, enquanto conseguiram manter o monopólio sobre a produção e a comercialização de seus frutos.

Introduzido por representantes da Igreja, que circulavam entre a Europa e as terras americanas, o chocolate foi objeto de desejo, intrigas e mistérios nas cortes européias, já a partir do início do século XVI.

O cacau foi também, pouco mais tarde, objeto de contrabando e pirataria de navegadores holandeses e ingleses, sempre em busca de grandes lucros. Foi dessa forma que se quebrou o monopólio espanhol sobre o produto e que os sabores do cacau e do chocolate puderam se espalhar por todo o mundo conhecido. Na Europa do final do século XVII, o consumo do chocolate como bebida se generalizou, ampliando enormemente a demanda pela produção de cacau.

Assim estava o mundo, quando as primeiras sementes para cultivo em larga escala foram introduzidas no Brasil, mais precisamente no sul da Bahia, ainda no século XVIII. Logo descobriu-se que o clima e o solo da região eram excepcionais para a disseminação de grandes plantações de cacau. Ali, a busca do ouro terminaria à sombra dos cacauais.

A partir de então, desde a metade do século XIX - e por quase 150 anos - o cacau se transformou em símbolo de status, poder e riqueza entre os "coronéis" que foram se instalando em ricas fazendas na região de Ilhéus e de Itabuna, na Bahia.

Nesse período, o Brasil tornou-se o maior produtor e exportador de cacau do mundo, produzindo riquezas e dominando praticamente sozinho todo o mercado internacional. Por muito tempo, no sul da Bahia, o cacau permaneceu sendo uma atividade bastante rentável.

A saga do cacau transformou a paisagem da região: nasceram belíssimos cacauais, bem formados, limpos e sombreados, com árvores repletas pelos frutos amarelos e vermelhos; desenvolveram-se cidades e portos movimentados, de vida cultural intensa e protagonistas de muitas histórias de amor e ódio.

Porém, os últimos 15 anos assistiram à decadência da produção cacaueira no sul da Bahia.

Entre os principais motivos dessa transformação destacam-se: a baixa do prego do cacau no mercado internacional; a concorrência com os países africanos; o fim da possibilidade de expansão das terras cultiváveis na região; a falta de investimentos em técnicas modernas de plantio; e, para culminar, a praga da "vassoura-de-bruxa" que infestou as plantações baianas.

Hoje em dia, o Brasil continua na lista dos principais exportadores do mundo, mas o cacau é, também, produzido em outras paragens: na Amazônia, nos Estados do Pará e de Rondônia, e no sudeste do país.

Fonte: www.paty.posto7.com.br

Cacau

Cacaueiro

Seu nome popular é, cacaueiro. Tem como nome científico, Theobroma cacao L. Faz parte da família botânica, Sterculiaceae. Tem sua origem no Brasil, especificamente na Região Amazônica.

Sua planta é uma árvore de altura mediana com até 6 m de altura, muito ramificada. Longas folhas com até 35 cm de comprimento e pendentes. Flores brancas, amarelas a róseas, agrupadas, surgindo do caule, no período de dezembro a abril.

Desde a metade do século XIX - e por quase 150 anos - o cacau se transformou em símbolo de status, poder e riqueza entre os "coronéis" que foram se instalando em ricas fazendas na região de Ilhéus e de Itabuna, na Bahia.

Nesse período, o Brasil tornou-se o maior produtor e exportador de cacau do mundo, produzindo riquezas e dominando praticamente sozinho todo o mercado internacional. Por muito tempo, no sul da Bahia, o cacau permaneceu sendo uma atividade bastante rentável. O Sul da Bahia, apesar da disseminação em outras regiões do Brasil, como Amazônia, Pará, Rondônia e Sudeste brasileiro, é ainda o detentor da maior produção do fruto no país.

O fruto que origina o chocolate também produz um suco bastante energético e que ajuda nos problemas ósseos. A polpa de cacau é fortificante, estimulante, revitalizante e energética. Contém cálcio, fósforo, potássio carboidratos e vitaminas A, B e C.

Informações Nutricionais
Polpa de 100g
Calorias 70 kcal
Proteínas 3 g
Carboidratos 17 g
Gorduras Totais 0 g
Gorduras Saturadas 0 g
Colesterol 0 mg
Fibra 1 g
Cálcio 0 mg
Ferro 0,7 mg
Sódio 0 mg

Fonte: www.docemel.com.br

voltar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal