Família: MYRTACEAE
Nome Científico: Eugenia dysenterica - DC

Características Morfológicas
Altura de 4 a 8 metros, dotada de copa alongada e densa.
Tronco tortuoso e cilíndrico, de 25 a 35 cm de diâmetro, com casca grossa, suberosa e profundamente sulcada nos sentidos vertical e horizontal.
Folhas aromáticas, curto-pecioladas, glabras e luzidias na face superior, coriáceas, com nervuras visíveis, de 4 a 9 cm de comprimento por 3 a 5 cm de largura.
Flores solitárias, axilares, sobre pendúnculos de 1 a 2 cm de comprimento, ou reunidas em fascículos axilares com 3 a 6 flores brancas e perfumadas. Fruto baga globosa, grande, glabros, com polpa amarela, carnosa e acidulada, comestível, geralmente com 1 a 3 sementes.
Ocorrência
Bahia, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, São
Paulo e Mato Grosso do Sul, nos cerrados e cerradões de altitude.
Madeira
Pesada (densidade 0,82 g/c3), dura, de textura fina a média, grã direta, pouco resistente e moderadamente durável.
Utilidade
A madeira é empregada apenas localmente para pequenas obras de construção civil, para móveis rústicos, estrados, para uso externo como moirões, estacas, bem como para lenha e carvão.
As flores são apícolas.
Os frutos são comestíveis e medicinais embora um pouco laxantes, daí a razão de seus nomes populares.
São também consumidos por algumas espécies de aves silvestres.
A casca foi outrora muito empregada na indústria de curtume. A árvore é muito ornamental quando em flor, podendo ser empregada na arborização paisagística.
Informações Ecológicas
Planta decídua, heliófita, seletiva xerófita, secundária, característica e exclusiva dos cerrados de altitude (acima de 800 m), onde é muito abundante, porém com dispersão bastante descontínua e irregular.
Ocorre preferencialmente em formações primárias e em capoeirões de terrenos elevados, com solo argiloso ou arenoso bem drenados. Produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis.
Fenologia
Floresce exuberadamente durante os meses de agosto / setembro, geralmente com a planta totalmente destituída de sua folhagem. Os frutos amadurecem a partir de outubro / novembro.
Obtenção de Sementes
Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea ou recolhê-los no chão logo após a queda.
Em seguida deixá-los amontoados em saco plástico até a decomposição parcial da polpa para facilitar a remoção das sementes através de lavagem em água corrente. Também pode ser removida manualmente de frutos frescos..
Um kg de sementes contém aproximadamente 1.600 unidades.
Produção de Mudas
Colocar as sementes para germinação logo que colhidas diretamente em embalagens individuais contendo substrato organo-arenoso e mantidas a pleno sol.
Em seguida cobri-las com uma camada de 0,5 cm do substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia.
A emergência ocorre em 10 a 15 dias e a taxa de germinação geralmente é baixa. O desenvolvimento das plantas no campo é considerado lento.
Fonte: www.uniceub.br
Nome científico: Eugenia dysenterica
Família botânica: Myrtaceae
Os frutos da cagaita contêm polpa carnosa e suculenta, sendo bastante consumidos tanto ao natural como na forma de doces, geleias, sorvetes e sucos.
Quando consumidas ao natural, estando fermentadas ao sol pleno, as frutas funcionam como laxante.
Daí o nome cagaita.
A árvore é medicinal, melífera, ornamental e madeireira.
A cagaita é bastante apreciada por animais e também pelo homem.
É uma fruta de sabor agradavelmente ácido e refrescante devido a seu teor de aproximadamente 90% de suco.
É ótima fonte de vitaminas B2 e C.
A composição química e valor energético de 100g de polpa da fruta correspondem a 5,04g de glicídios, 0,50g de proteínas, 421mcg de vitamina B2, 72mcg de vitamina C e 0,37mcg de Niacina.
Fonte: www.sabordocerrado.com.br