Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  Cagaita  Voltar

Cagaita

Divisão: Magnoliophyta (Angiospermae)

Classe: Magnoliopdida (Dicotiledonae)

Ordem: Myrtales

Família: Myrtaceae

Nome Científico: Eugenia dysenterica Dc.

Nomes Populares: cagaita, cagaiteira

Ocorrência: Cerradão Mesotrófico e Distrófico, Cerrado sentido restrito

Distribuição: Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Groso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, São Paulo, Tocantins

Floração: de agosto a setembro

Frutificação: de setembro a novembro

Árvore hermafrodita com 6 a 8 m de altura por 6 a 8 m de diâmetro de copa, com ramos tortuosos, casca do tronco suberosa, profundamente sulcada e gretada.

Folhas verdes, brilhantes e quando jovens verde-claras, chegando a ser ligeiramente translúcidas (www.agro-fauna.com.br). São opostas, simples e caducas na floração (Almeida et al., 1998).

Inflorescência racêmulos umbeliformes ou alongados pelo posterior desenvolvimento vegetativo da gema terminal, simulando flores isoladas, axilares, geralmente com 4 flores, raramente 2 a 6 (Almeida et al., 1998). Flores brancas e aromáticas.

Fruto globoso e achatado, de coloração amarelo-pálido, com 1 a 3 sementes brancas envoltas em polpa de coloração creme, de sabor acidulado. O fruto mede de 3 a 4 cm de comprimento por 3 a 5 cm de diâmetro (Figura abaixo) e pesa de 14 a 20 g (Silva et al., 2001).

Cagaita
Cagaita (Eugenia dysenterica DC.) Myrtaceae.

A. ramo com frutos: B. fruto inteiro e partido; C. polpa comestível; D. semente.

Parente da pitanga, do araçá e da uvaia, a cagaita é uma frutinha arredondada de cor amarela suave. De fina casca, tem um sabor ácido e é bastante suculenta, apresentando cerca de 90% de suco em seu interior (Figura abaixo).

Apesar de seu sabor agradável e de sua natureza refrescante, o povo da região dos cerrados sabe que, por um capricho da natureza, a cagaita é uma fruta que deve ser saboreada com moderação. Quem não quiser acreditar, ficará sabendo que os nomes populares e científicos das frutas têm sua razão de ser.

O fato é que, consumida em excesso, a cagaita provoca uma fermentação, estimuladora do funcionamento intestinal e causadora de uma espécie de mal-estar semelhante à embriaguez. Por outro lado, a infusão da folha e da casca da árvore tem efeito contrário, sendo muito utilizada pela medicina popular como anti-diarréico.

No Centro de Tecnologia Agroindustrial da EMBRAPA, com sede no Rio de Janeiro, desenvolvem-se e testam-se novas receitas de sucos, geléias e doces, com amostras de frutas do Cerrado. Ali, juntamente com a amêndoa torrada do baru, o suco de cagaita constitui um dos produtos da preferência dos visitantes e funcionários.

Foi ali também que se comprovou aquilo que o nativo já sabia há tempos; se a fruta in natura provoca reações intestinais desagradáveis, a sua polpa, utilizada como ingrediente de sucos, geléias, refrescos, sorvetes, doces, geléias e licores, conserva apenas as suas características agradáveis de sabor e perfume (www.bibvirt.fututo.usp.br).

Árvore melífera (Brandão & Ferreira, 1991 apud Almeida et al., 1998) é também ornamental. Quando em floração oferece um bonito visual, uma vez que na época seca a folhagem que cai é substituída pelas folhas novas avermelhadas, e pelas flores alvas que são abundantes e perfumadas.

Fornece madeira para pequenas obras de construção civil, mourões, lenha e carvão.

A casca serve para indústria de curtume (Corrêa, 1926 apud Almeida et al., 1998).

É uma das corticeiras do Cerrado, com 1 a 2 cm de espessura (Macedo, 1991 apud Almeida et al., 1998).

Quanto ao uso medicinal, além do efeito purgativo dos frutos, a garrafada das folhas produz efeito contrário, sendo antidiarréico e também utilizada para combater problemas cardíacos (Ferreira, 1980 apud Almeida et al., 1998).

Quando submetida à fermentação, produz vinagre e álcool (Corrêa, 1926 apud Almeida et al., 1998).

O fruto é também consumido pelo gado. Foram identificados fragmentos de frutos, sementes e folhas em material de fístula esofágica de bovinos entre os meses de julho a novembro, comprovando a sua seletividade na época seca (Macedo et al., 1978 apud Almeida et al., 1998).

Cagaita
Detalhe dos frutos da Cagaiteira

A distribuição espacial da espécie varia entre regiões, dentro da grande região do cerrado.

Em algumas áreas ocorre de forma contínua em grandes extensões, formando, portanto, grandes populações.

Em outros casos, a ocorrência se dá em agregados, com sub-populações geograficamente descontínuas, mesmo quando existem áreas preservadas. Certamente, a ocupação agrícola do cerrado tem favorecido rapidamente a fragmentação de populações naturais, o que passa a ser uma preocupação em termos de conservação genética.

Em levantamento realizado em 50 áreas de cerrado pouco antropizado do Estado de Goiás, de 1,0 hectare cada, Naves (1998) apud Chaves (2003) encontrou a espécie ocorrendo em apenas 10 áreas. Em uma delas foi registrada a ocorrência de 162 indivíduos, mostrando o caráter de distribuição em agregados. Telles (2000) apud Chaves (2003), avaliou a estrutura genética de 10 sub-populações do sudeste de Goiás, utilizando marcadores izoenzimáticos. Os resultados mostraram a ocorrência de uma grande variabilidade entre sub-populações (GST = 0,164) e uma taxa aparente média de fecundação cruzada de 83,5%, caracterizando a espécie como de sistema misto de fecundação .

Pelos levantamentos fitossociológicos, foi constatada a baixa densidade dessa espécie tanto em Cerradão Distrófico como em Cerrado sentido restrito do Distrito Federal, com cerca de 4 indivíduos/ha (Ribeiro et al., 1995 apud Almeida et al., 1998), porém muito alta no Cerrado de Paraopeba, MG, com 110 indivíduos/ha (Silva Júnior, 1984 apud Almeida et al., 1998). Essa espécie, portanto, parece estar relacionada com solos de menor fertilidade, pois nesse ambiente, atingiu o mais alto índice de valor de importância (IVI). Provavelmente apresenta maior capacidade de competição em solos com menor disponibilidade de água e com baixa fertilidade, podendo ser considerada uma indicadora de tais tipos de solo (Silva Júnior, 1984; Silva Júnior et al., 1987 apud Almeida et al., 1998).

A espécie é polinizada por abelhas, capaz de autopolinização e a percentagem de botões que se transforma em frutos é da ordem de 6,8%; a floração é maciça, dura pouco e cerca de dois a três semanas depois amadurecem os frutos, sendo portanto, o ciclo reprodutivo muito curto (Proença & Gibbs, 1994 apud Almeida et al., 1998). Em áreas naturais, as sementes devem germinar no início da estação chuvosa uma vez que na seca perde seu poder germinativo. Não há, portanto, impedimento ecológico para a germinação (Rizzini, 1971 apud Almeida et al., 1998).

Os frutos são coletados no chão ou “de vez”, sacudindo-se levemente os ramos da árvore. Após a lavagem, colocam-se os frutos maduros numa peneira, sobre um vasilhame de boca larga (bacia, balde). Em seguida, com as mãos, espremem-se os frutos, pressionando-os sobre a peneira, processo esse bastante rápido e de grande eficiência. Na peneira ficam retidas as cascas e as sementes. Essas sementes, após a secagem, podem ser usadas para produção de mudas (Almeida et al., 1987).

No viveiro e no campo, após o plantio, as mudas mostram um rápido crescimento e aos quatro anos de idade já iniciam a frutificação (Avidos e Ferreira, 2003).

A cagaiteira produz de 500 a 2000 frutos (Silva et al., 2001). A produção de frutos por árvore é excelente, mas irregular. Os frutos são climatéricos, conservam-se por três dias a 28ºC e por 13 dias a 15ºC. São sensíveis no resfriamento a 4ºC, apresentando lesões no terceiro dia de armazenamento (Calbo et al., 1990 apud Almeida et al., 1998).

Fonte: www.fruticultura.iciag.ufu.br

Cagaita

Nome popular: cagaiteira

Nome científico: Eugenia dysenterica DC

Família botânica: Myrtaceae

Origem: Brasil - Cerrado

Cagaita

Características da planta

Árvore de porte médio que pode atingir de 3 a 4 m de altura, com ramos tortuosos. Folhas verdes, brilhantes e quando jovens verde-claras, chegando a ser ligeiramente translúcidas. Flores brancas e aromáticas.

Fruto

Globoso e achatado, de coloração amarelo-pálida, com I a 3 sementes brancas envoltas em polpa de coloração creme, de sabor acidulado.

Cultivo

Ocorre de maneira silvestre em regiões de cerrado.

A cagaita é uma fruta nativa brasileira, originária do Cerrado.

Sabe-se há muito tempo que os cerrados - que ocupam grande parte da região central do território brasileiro - apresentam alguns dos piores solos intertropicais conhecidos.

Verdadeira façanha ecológica, como diz o Prof. Aziz Ab'Saber, a vegetação do Cerrado tem conseguido resistir às queimadas naturais, e provocadas pelo homem, renascendo a cada vez das próprias cinzas.

Estudos recentes, ao contrário do que se supunha até pouco tempo atrás, dão conta de que, sob uma aparência de aridez e secura, o Cerrado é capaz de surpreender quanto à diversidade e à riqueza de seus recursos naturais.

Sabe-se hoje, também, que os cerrados, em suas distintas formações vegetais predominantes, constituem- se em um verdadeiro pomar natural. Mais de uma centena de espécies vegetais nativas da região fornecem aos homens que delas souberem se aproveitar frutos saborosos e de altos teores nutritivos. Muitos mais, além desses, são bastante aproveitados pelos animais silvestres.

Entre essas espécies destacam-se a mangaba, a marmelada-nativa, o bacupari, o araticum e o marolo, o buriti, o pequi, o cajuí, a guariroba, o jatobá, o murici, o araçá, o baru, o jaracatiá, a curiola, a gabiroba e a cagaita, entre outras.

Parente da pitanga, do araçá e da uvaia, a cagaita é uma frutinha arredondada de cor amarela suave. De fina casca, tem um sabor ácido e é bastante suculenta, apresentando cerca de 90% de suco em seu interior.

Apesar de seu sabor agradável e de sua natureza refrescante, o povo da região dos cerrados sabe que, por um capricho da natureza, a cagaita é uma fruta que deve ser saboreada com moderação. Quem não quiser acreditar, ficará sabendo que os nomes populares e científicos das frutas têm sua razão de ser.

O fato é que, consumida em excesso, a cagaita provoca uma fermentação, estimuladora do funcionamento intestinal e causadora de uma espécie de mal-estar semelhante à embriaguez. Por outro lado, a infusão da folha e da casca da árvore tem efeito contrário, sendo muito utilizada pela medicina popular como anti- diarréico.

No Centro de Tecnologia Agroindustrial da EMBRAPA, com sede no Rio de Janeiro, desenvolvem-se e testam-se novas receitas de sucos, geléias e doces, com amostras de frutas do Cerrado. Ali, juntamente com a amêndoa torrada do baru, o suco de cagaita constitui um dos produtos da preferência dos visitantes e funcionários.

Foi ali também que se comprovou aquilo que o nativo já sabia há tempos: se a fruta in natura provoca reações intestinais desagradáveis, a sua polpa, utilizada como ingrediente de sucos, geléiasrefrescos, sorvetes, doces, geléias e licores, conserva apenas as suas características agradáveis de sabor e perfume.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

voltar 123456789avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal