
Nome da fruta: Caimito
Nome científico: Chrysophyllum cainito L.
Família botânica: Sapotaceae
Origem: Antilhas e América Central
Características da planta: Árvore geralmente com até 18 metros
de altura, rica em látex. Folhas verde-escuras, lisas e brilhantes na face
superior, pálido-esbranquiçadas na face inferior com muitos pêlos. Flores
de coloração alva a creme, dispostas nas axilas das folhas.
Fruto: Tipo baga, globoso, roxo, azul ou esverdeado. Polpa esbranquiçada a vinácea, envolvendo quatro sementes de coloração castanhas a pretas.
Frutificação: Julho a dezembro.
Propagação: Semente e estaca
Quando se está diante de um caimiteiro, o que salta à vista imediatamente não é o seu fruto e sim o jogo de brilhos e cores que a árvore apresenta. Chegando a 18 metros de altura e abrigando uma elegante copa, são as folhas que regem o espetáculo: o verde muito escuro e brilhante, na parte superior, contrasta com o castanho-cobreado, quase dourado, na parte inferior. Observando-as em detalhes, percebe-se que as folhas são cobertas por finos pêlos, abundantes e sedosos, que exacerbam o brilho, conferindo deslumbre e encantamento àquele que se posta à sua frente, sobretudo em dias de sol forte.
Originário das Antilhas e muito frequente por toda a América central, o caimiteiro entrou no Brasil pela Amazônia, mas, perfeitamente adaptado, não se limitou a essa vasta região. A árvore não se deu por satisfeita enquanto não percorreu todo o litoral da costa atlântica, até alcançar a região sul do continente. E mesmo sobre o planalto conseguiu subir, ao menos nas regiões mais baixas.
Dessa forma, migrante insaciável, com a ajuda de pássaros e outros animais, a planta encontra-se hoje difundida por toda a América tropical. Em algumas partes, inclusive, é utilizada como árvore ornamental para sombreamento em áreas urbanas, o que não surpreende, dada sua beleza particular.
Seu fruto, conhecido como caimito ou camitié, é uma baga arredondada de coloração roxo-esverdeada do tamanho de uma laranja pequena. Parente do abiu e do sapoti, da família das Sapotáceas, muitos afirmam que o sabor da fruta é superior ao de suas parentes, ao menos para consumo ao natural.
A polpa da fruta, pegajosa e esbranquiçada, não é particularmente atraente, mas é doce. Quando o fruto é cortado pela metade, transversalmente, surge o desenho de uma estrela, o que lhe rendeu um simpático nome: em inglês o caimito é chamado de star apple.
Os frutos, maduros de julho a dezembro, não costumam ser encontrados nas feiras do país. Em compensação, têm a vantagem de poder ser transportados com tranquilidade, resistindo bem durante até 30 dias em geladeiras e frigoríficos.
Há quem defenda que a plantação de caimito deveria ser incentivada, nem que seja apenas para fins ornamentais e estéticos de apreciação da árvore. A Secretaria de Cultura da Paraíba, por exemplo, tomou uma excelente iniciativa a esse respeito, passando a vender e a distribuir mudas de caimiteiro a quem se dispuser a cultivá-lo.
A polpa dos frutos contém glicídeos, lipídeos, protídeos, além de sais minerais e pequenas quantidades de vitaminas A, B e C. As folhas são usadas como cicatrizantes de feridas. A casca da árvore, as folhas e também a casca do fruto têm efeito balsâmico (suavizam as mucosas respiratórias) e febrífugo, pelo que se utilizam contra a bronquite e resfriados. É também adstringente.
Fonte: poderdasfrutas.com

Fruto esférico de ca. 7 cm de diâmetro, de casca muito fina e roxa. Polpa bastante doce e saborosa, translúcida no centro do fruto, tornando-se roxa à medida em que se aproxima da casca. A árvore tem porte médio a grande (7-18 m), e folhagem extremamente ornamental, verde-escura na face superior e dourada no verso.
O fruto é delicioso ao natural, como seu primo abiu (Pouteria caimito). A árvore se presta admiravelmente bem ao paisagismo, principalmente em espaços médios a grandes.
Solos bem drenados, ricos em matéria orgânica, plantado a pleno sol. Clima preferencialmente tropical, porém se adapta bem a regiões mais frias.
América Central e Antilhas, incluindo o Haiti e Cuba.
Sapotaceae.
Existe uma variedade de frutos verdes e mais alongados, da qual não produzimos mudas. Temos, contudo, de Chrysophyllum paranaense, nativo do Brasil e de frutos também deliciosos porém menores (ca. 2-3 cm).
Fonte: www.e-jardim.com