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Caju

Caju (Anacardium occidentale L.)

Caju

 

O cajueiro é uma planta brasileira, amplamente distribuída pelo litoral nordestino. Desde a época do descobrimento, os índios já consumiam o caju como fruta fresca ou bebida fermentada. Pertence à família Anacardiceae, é perene e apresenta crescimento contínuo, podendo atingir até 20m de altura. O pedúnculo (falso fruto) é o que se consome ao natural. De coloração amarela ou vermelha, possui de 180 a 230mg de vitamina C por 100g de suco.

É rico também em cálcio, ferro e fósforo, sendo utilizado para sucos concentrados, doces em massa, compota e desidratados. A amêndoa do caju (fruto verdadeiro), quando torrada, tem alto valor no mercado internacional. Da castanha (amêndoa e casca), extrai-se o fino óleo de amêndoas, de uso cosmético, medicinal e culinário.

Cultivares: Comum (Amarelo, Vermelho ou Mesclado) e Anão Precoce.

Clima e solo: planta tipicamente tropical. Prefere regiões de alta temperatura e elevadas precipitações. A temperatura média ideal é de 27ºC, com mínimas superiores a 22ºC. É sensível ao frio e a geadas, principalmente quando jovem; plantas adultas apresentam redução de floração/frutificação nessas condições. É favorecido por precipitações anuais de 800 a 1.500mm, distribuídos de 5 a 7 meses, mais uma estação seca para florescimento. O vento é prejudicial; mesmo sendo o principal agente polinizador, quando intenso, causa queda de flores. Os solos mais indicados são os leves, profundos e bem drenados.

Práticas e conservação do solo: plantio em nível. Manter cobertura vegetal rasteira no período chuvoso, sempre roçada. Em declividades superiores a 6%, fazer terraços. Se superiores a 15%, fazer patamares.

Plantio: semeadura direta no início da estação chuvosa. Realizar o desbaste após 60 a 90 dias, deixando-se a muda mais sadia e vigorosa. Quando necessário, o replantio é feito por meio de mudas preparadas em sacos plásticos e de mesma idade das plantas no campo. Para aumentar a uniformidade das plantas, podem-se utilizar mudas enxertadas.

Espaçamento: 7 x 7m para o cajueiro-anão e 10 x 8m para o cajueiro-comum.

Mudas necessárias: 204 por hectare (anão) e 125 por hectare (cajueiro-comum).

Covas: 40 x 40 x 40cm, preparadas 1 mês antes do plantio.

Calagem e adubação: Elevar o índice de saturação por bases a 60%.

Adubação de plantio: aplicar, na cova, 0,5kg de calcário dolomítico, 20 litros de esterco de curral curtido, 80g de P2O5  e 30g de K2O e, cobertura, aos 30 e 60 dias do plantio, 20g de N por planta.

Adubação de frutificação: no 2º, 3º e 4º anos, aplicar 50, 60 e 100g de N; 50 a 70, 60 e 90g de P2O5; 30 a 90, 90 a 120 e 50 a 150g de K2O por planta e por ano, respectivamente, em função da análise de solo. Aplicar todo o fósforo e 1/3 de N e do K2O no início das chuvas; aplicar o restante do N e do K2O em duas parcelas, logo após o inverno e no início da frutificação. Do 5º ano em diante, aplicar 120g de N, 30 a 90g de P2O5, 50 a 150g de K2O por planta e por ano, em função da análise de solo.

Controle de pragas e doenças: broca-das-pontas: deltramethrin e retirada e queima dos galhos afetados; mosca-branca: parathion methyl; lagarta-das-folhas e tripes: piretróide, organofosforado, deltamethrin e antracnose: oxicloreto de cobre e ziram, em pulverizações quinzenais do início da brotação (agosto) a maio; oídio: enxofre.

Poda: poda severa nos ramos, em julho e agosto, para redução do porte da planta, limpeza e arejamento.

Outros tratos culturais: capinas na fase de formação, se houver consorciação de culturas; em pomares adultos, roçada mecânica, seguida de coroamento manual; podas e desbrotas para orientar o crescimento (evitar galhos muito baixos).

Colheita: dezembro a maio, manual. Colher os frutos caídos e retirar as castanhas. Se o caju se destina à industrialização, colher frutos maduros nas próprias plantas.

Produtividade normal: Cajueiro Comum – 900 kg/ha de castanha e 9 t/ha de frutos; Cajueiro Anão – 1.300 kg/ha de castanha e 13 t/ha de frutos, ambos após estabilização da produção; início de produção: 3º ao 5º ano para cajueiro comum e 10 a 18 meses para cajueiro anão precoce.

Culturas intercalares: culturas anuais, até o 5º ano, para o cajueiro comum; preferir leguminosas.

Comercialização: frutos para mercado interno, em gavetas de papelão; polpa congelada e castanha de caju torrada.

Fonte: www.iac.sp.gov.br

Caju

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O caju é uma fruta típica da América do Sul e muito comum no litoral nordestino do Brasil. A polpa do caju é extremamente rica em vitamina C e pode ser consumida pura em sucos, sorvetes, doces e bebidas.

Assim, o suco de caju tem efeitos diurético, depurativo e sudorífero.

Alguns médicos naturalistas recomendam a polpa ou o suco nos tratamentos de diabete, eczema e reumatismo e no combate a gripes e resfriados.

Popularmente considerada como um afrodisíaco, a castanha-de-caju provavelmente adquiriu esta fama devido à sua grande quantidade de calorias.

Calcula-se que 100g de castanhas-de-caju contenham aproxiadamente 600 calorias, o que lhes confere um poderoso efeito energético.

Fonte: culinaria.terra.com.br

Caju

O caju (do tupi-guarani acayu ou aca-iu, com o significado ano, uma vez que os indígenas contavam a idade a cada safra) é muitas vezes tido como o fruto do cajueiro (Anacardium occidentale) quando, na verdade, trata-se de um pseudofruto.

O que entendemos popularmente como "caju" se constitui de duas partes: a fruta propriamente dita, que é a castanha; e seu pedúnculo floral, pseudofruto geralmente confundido com o fruto

Este constitui-se em um pedúnculo piriforme, amarelo, rosado ou vermelho, geralmente carnoso, suculento e rico em vitamina C e ferro, comestível, de onde se preparam sucos, mel, doces, passas e cajuína, uma bebida sem álcool.

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Fruto com pseudofruto

Caju
Castanha-de-caju

O fruto propriamente dito é duro e oleaginoso, mais conhecido como castanha-de-caju, consumido assado e geralmente salgado.

A castanha-de-caju também pode ser usada verde nos pratos quentes - é o chamado maturi. Os indígenas preparam um vinho, o mocororó, que em Moçambique tem a fama de trazer de volta as lembranças perdidas.

No tronco do cajueiro há uma resina conhecida por goma arábica, que tem função repelente de insetos e é usada na preservação dos livros. Na seiva da casca há um corante indelével, que no saber popular é conhecido como um anticoncepcional.

O cajueiro tem nas folhas uma resina tóxica à qual só os macacos são imunes. Graças à maior freqüência das chuvas na época dos frutos, as toxinas são eliminadas e outros animais podem então se alimentar deles.

A castanha possui uma casca dupla contendo a toxina uruxiol (também encontrada na hera venenosa), um alergênico que irrita a pele. Por isso a castanha deve ter sua casca removida através de um processo que causa dolorosas rachaduras nas mãos. As castanhas vendidas como "cruas" são previamente cozidas, mas não torradas.

Fruto nativo dos tabuleiros e dunas do Brasil, sempre vizinho ao mar, é de André Thevet, em 1558, a mais antiga descrição do fruto, comparado a um ovo de pata.

Posteriormente, Maurício de Nassau protegeu os cajueiros por decreto, e fez o seu doce, em compotas, chegar às melhores mesas da Europa.

Fonte: pt.wikipedia.org

 

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