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Calcitonina

O Calcitonina é um novo hormônio que exerce efeitos fracos sobre a calcemia, opostos aos paratireóideos, esse hormônio e denominado "calcitonina ".

Por reduzir a concentração sangüínea de íons cálcio, é secretado pela tireóide, é constituída pela uma cadeia de 32 aminoácidos.

O efeito imediato consiste em diminuir a atividade absortiva dos osteoclastos.

O segundo efeito da calcitonina, que é mais prolongado consiste em diminuir a formação de novos osteoclastos.

A calcitonina também exerce efeitos menores sobre o processamento do cálcio nos túbulos renais e no tubo intestinal.

Bem menos nos seres humanos, um aumento na concentração plasmática de cálcio de cerca de 10% determina elevação imediata de duas a seis vezes na velocidade de secreção da calcitonina, um mecanismo que funciona exatamente de forma oposta ao do sistema do hormônio paratireóideo.

Existem duas grandes diferenças entre os sistemas de feedback da calcitonina e do hormônio paratireóideo. Em primeiro lugar, o mecanismo da calcitonina opera mais rapidamente, atingindo a sua atividade máxima em menos de 1 hora, em contraste com o período de 3 a 4 horas necessário para que seja alcançada a atividade máxima após o início da secreção paratireóidea.

Quando a glândula tireóide é removida, e a calcitonina não é mais secretada.

Fonte: br.geocities.com

Calcitonina

PARATORMÔNIO E CALCITONINA

O paratormônio é produzido pelas glândulas paratireóides, localizadas posteriormente à glândula tireóide.

A calcitonina é produzida pelas células parafoliculares da tireóide (estas não fazem parte dos folículos tireoideanos).

Ambos os hormônios atuam no metabolismo do íon cálcio, sendo importantes no controle do normal nível plasmático deste íon.

Mais de 99% do cálcio presente em nosso corpo se encontra depositado em tecidos como ossos e dentes. Sendo assim, o cálcio na forma iônica dissolvida em nosso plasma corresponde a menos de 1% do total de cálcio que possuímos.

É muito importante que o nível de cálcio plasmático se mantenha dentro do normal, pois:

Em uma situação de hipercalcemia as membranas das células escitáveis se tornam menos permeáveis ao sódio, o que reduz a excitabilidade da mesma. Como consequência, ocorre uma hipotonia muscular esquelética generalizada. No músculo cardíaco ocorre um aumento da força contrátil durante a sístole ou mesmo uma parada cardíaca, devido à redução da excitabilidade das fibras de purkinje.

Em uma situação de hipocalcemia, ao contrário, as membranas celulares se tornam excessivamente permeáveis aos íons sódio. O aumento na permeabilidade ao sódio torna as membranas mais excitáveis. Os músculos esqueléticos se tornam mais hipertônicos, podendo ocorrer inclusive uma manifestação de tetania (hipocalcêmica). O músculo cardíaco se contrai com menos força.

Quando o nível plasmático de cálcio se torna abaixo do normal, as paratireóides aumentam a secreção de paratormônio. Este faz com que a calcemia aumente, retornando ao normal.

Quando o nível plasmático de cálcio se torna acima do normal, as células parafoliculares da tireóide aumentam a secreção de calcitonina. Esta faz com que a calcemia se reduza, retornando ao normal.

Desta forma estes 2 hormônios, juntos, controlam o nível plasmático de cálcio, mantendo-o dentro do normal e evitando, assim, uma hipercalcemia ou uma hipocalcemia.

O paratormônio é o mais importante hormônio responsável pelo controle do nível plasmático de cálcio em nosso organismo.

A calcitonina é produzida pela tireóide e possui efeito contrário ao do paratormônio, quer dizer, é hipocalcemiante, diminuindo o nível de cálcio plasmático quando necessário, pois age aumentando a deposição do cálcio nos ossos e dentes e aumenta a excreção renal (via principal de excreção de cálcio).

Vejamos alguns efeitos destes hormônios

NOS OSSOS:

No tecido ósseo existe uma constante atividade osteoblástica (síntese de matriz, com impregnação de íons cálcio e fosfato na mesma) e uma constante atividade osteoclástica (lise do tecido ósseo com mobilização de íons cálcio e fosfato do tecido ósseo para os líquidos corporais). A atividade osteoblástica é feita por células chamadas osteoblastos; a atividade osteoclástica, por sua vez, pelos osteoclastos.

Um aumento na secreção de paratormônio promove, nos ossos, um aumento da atividade osteoclástica, o que transfere íons cálcio e fosfato destes tecidos para o sangue. Além disso, o paratormônio aumenta também a atividade da membrana osteocítica que, por meio de transporte ativo, transfere grande quantidade de íons cálcio dos ossos para o sangue. Ambos os eventos promovem uma elevação da calcemia.

Um aumento na secreção de calcitonina promove, nos ossos, um aumento da atividade osteoblástica. Através desta, ocorre uma maior síntese de tecido ósseo (matriz protéica), o que atrai grande quantidade de íons cálcio e fosfato do sangue para este novo tecido. Na matriz, cálcio e fosfato combinam-se entre sí e com outros íons, formando os diversos sais ósseos, que são responsáveis pela rigidez do tecido ósseo.

Os mais importantes sais ósseos são: fosfato de cálcio, carbonato de cálcio e hidroxiapatita. O aumento da atividade osteoblástica, portanto, promove uma redução da calcemia, pois uma considerável quantidade de cálcio migra do sangue para os ossos.

NO SISTEMA DIGESTÓRIO:

Como diariamente todos temos uma pequena perda de cálcio através da diurese, é importante que também tenhamos, pelo menos, uma reposição desta perda através de nossa alimentação.

O cálcio, presente em diversos alimentos, é absorvido através da parede do intestino delgado (transporte ativo). Mas para que ocorra uma adequada absorção se faz necessário a presença de uma substância denominada 1,25-diidroxicolecalciferol.

Vejamos como se forma esta substância:

Na nossa pele existe, em abundância, um derivado do colesterol denominado 7-deidrocolesterol. Através da irradiação ultravioleta (pelos raios solares) grande parte desta substância é convertida em colecalciferol (vitamina D3). No fígado, o colecalciferol é convertido em 25-hidroxicolecalciferol. Este, nos rins, converte-se em 1,25-diidroxicolecalciferol (esta conversão também exige a presença de paratormônio).

Portanto, para que ocorra uma boa absorção de cálcio através de nosso sistema digestório, é necessário que:

O cálcio esteja presente no alimento.

Não haja falta de vitamina D3 em nosso organismo (para isso é necessária a exposição do corpo aos raios solares ou uma alimentação rica em fontes desta vitamina).

ANO SISTEMA URINÁRIO:

Nos túbulos contornados distais existe um mecanismo que reabsorve íons cálcio do lumen tubular para o interstício (e, consequentemente, para o sangue) ao mesmo tempo em que transporta íons fosfato em sentido contrário. Na presença de paratormônio este transporte aumenta, fazendo com que mais cálcio seja reabsorvido (reduzindo a perda urinária deste íon) ao mesmo tempo em que mais íons fosfato seja excretado (aumentando a perda urinária de fosfato). presença do hormônio paratormônio (para que ocorra a conversão de 25-hidroxicolecalciferol em 1,25-diidroxicolecalciferol).

Milton Carlos Malaghini

Fonte: www.geocities.com

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