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Cálculos Biliares

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA E COLANGIORESSONÂNCIA MAGNÉTICA

A tomografia computadorizada e a colangioressonância magnética, que formam uma imagem tridimensional do ducto biliar, podem atualmente ser comparados a CPRE em termos de acurácia diagnóstica.

Cálculos Biliares

Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica demonstrando imagem negativa no interior do colódoco dilatado, compatível
com cálculo de colédoco (coledocolitíase)

Cálculos Biliares

Sob visão endoscópica, papilótomo é introduzido na papila duodenal

Cálculos Biliares

Por eletrocauterização a papila duodenal é aberta

Cálculos Biliares

Os cálculos perolados, são retirados do colódoco, através da papila duodenal aberta.

Cintigrafia Hepatobiliar

Muito pouco usado atualmente, a cintigrafia hepatobiliar com radiofármacos como os ácidos iminodiacéticos (HIDA, DIDA, DISIDA etc.) N-substituídos marcados com Tc99m está indicada para confirmar suspeita de colecistite aguda, obstrução do canal cístico ou mesmo das vias biliares, desde que os níveis de bilirrubina não se alterem significativamente.

Colecistografia Oral

A colecistografia oral, atualmente, só tem indicação na a seleção de pacientes para terapia não-cirúrgica da litíase biliar, como a litotripsia ou a dissolução de ácido biliar.

Permite a avaliação da capacidade de concentração da bile, a permeabilidade do ducto cístico e a função de esvaziamento da vesícula biliar. Comprometimento da excreção hepática e bilirrubina sérica superior a 2-4 mg/dl não permitem a visualização dos cálculos.

Cálculos Biliares

Colangiografia per-operatória demonstrando vias biliares dilatada com imagem em taça invertida no colédoco terminal, compatível
com cálculo de colédoco.

Cálculos Biliares

Colangiografia com colédoco muito dilatado, imagem negativa no colédoco
terminal, compatível com cálculo coledociano e vesícula biliar reduzida de volume

Cálculos Biliares

Colangiografia pós-operatória através de dreno em T, demonstrando via biliar intra e extra-hepática normais.

Complicações

As complicações da colelitíase são:

Colecistite aguda colecistite crônica

Empiema da vesícula gangrena e perfuração

Hidropsia fístula e íleo biliar

Coledocolitíase câncer de vesícula

As principais complicações da coledocolitíase são:

Pancreatite aguda colangite

Fístula e íleo biliar cirrose biliar

Câncer do colédoco estenose da papila duodenal

Animação

Orientação para pacientes não desencadearem as crises dolorosas:

EVITAR alimentos gordurosos: frituras, carne de porco, carne vermelha gordurosas, creme de leite, chantilly, gema de ovo, lingüiça, salsicha, presunto, etc..

Quando necessário, em vigência de dor - anti-espasmódicos

O tratamento definitivo, mundialmente aceito como padrão ouro para os cálculos na vesícula biliar,é a colecistectomia por videolaparoscopia, ou seja, a retirada cirúrgica da vesícula biliar com os cálculos biliares no seu interior.

Têm indicação para a cirurgia todos os portadores de cálculos biliares sintomáticos, que já tenham apresentado alguma das complicações acima citadas ou mesmo portadores assintomáticos com microcálculos, pela sua potencialidade de complicações graves, como a pancreatite aguda biliar e colangite.

Discute-se hoje, se os pacientes que não têm sintomas, e são portadores de cálculos biliares grandes, devem ou não, serem submetidos a cirurgia.

Para os pacientes sintomáticos, que não desejam operar ou aqueles que tem risco operatório muito elevado, pode-se tentar o tratamento não cirúrgico para a eliminação dos cálculos da vesícula biliar.

1- DISSOLUÇÃO DE CÁLCULOS DE COLESTEROL COM ÁCIDO QUENODESOXICÓLICO E URSODESOXICÓLICO

É necessário que a vesícula biliar seja funcionante, os cálculos devem ser pequenos e flutuantes na bile e constituídos basicamente de colesterol. O insucesso é grande, e mesmo nos pacientes que tenham conseguido dissolver os cálculos, é necessário a administração continuada dos medicamentos, pois em um ano 10% dos pacientes voltam a apresentar litíase na vesícula.

2- DISSOLUÇÃO COM ÉTER METIL TERC BUTÍRICO (MTBE)

Também necessário que os cálculos sejam de colesterol, e o produto deve ser instilado sobre os cálculos, através de punção trans-hepática da vesícula biliar. Após a dissolução dos mesmos o paciente deve permanecer utilizando os ácidos supra-citados para evitar a recidiva dos mesmos.

3- LITOTRIPSIA COM ONDAS DE CHOQUE

Os cálculos de colesterol, de preferência maiores que 2 cm., são triturados com ondas de choque externas. Para se tentar evitar complicações conseqüentes a passagem e permanecia dos fragmentos no colédoco, é necessário se realizar antes do procedimento a papilotomia endoscópica. Também a administração de ácidos biliares, continuamente por via oral para evitar o reapareceminento dos cálculos, é necessária.

Tratamento da coledocolitíase (cálculos no colédoco)

Os cálculos no interior do colédoco podem ser retirados através de endoscopia, realizando-se a papilotomia endoscópica e extração dos mesmos. Na impossibilidade técnica de se realizar o procedimento por endoscopia, este, pode ser realizado durante uma laparotomia.

Nos casos em que existe dilatação do colédoco, pode-se realizar a abertura cirúrgica do colédoco, retirada dos cálculos e introdução de dreno em T. Quando a passagem da bile para o duodeno esta dificultada por obstrução do colédoco distal, pode-se optar pela anastomose colédoco-duodenal.

Fonte: www.geocities.com

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