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Calopsita



 

Nymphicus hollandicus

Calopsita

DISTRIBUIÇÃO

Regiões interiores da Austrália

DIMENSÕES

Entre 30 e 32 centímetros

DISTINÇÃO ENTRE OS SEXOS

Na natureza selvagem, a diferença entre os sexos é a intensidade das cores da sua plumagem. Os machos tem a cabeça e as faces predominantemente amarelas, enquanto as fêmeas quase não apresentam a cor amarela.

CARACTERÍSTICAS SOCIAIS

As calopsita são aves extremamente gregárias que, normalmente, tem um boa convivência entre si. De uma modo geral, também o tem com outras aves, mesmo que estas sejam de menor porte ou mais frágeis.

Não as mantenha juntamente com outras espécies de periquitos, pelo menos com espécie que possam ser agressivas. Se não tiver companheiras da mesma espécie, uma jovem calopsita pode desenvolver laços de afeto com o seu tratador. Se pretende manter numa gaiola um periquito, escolha em exemplar jovem e proporcionar-lhe muito afeto.

ALOJAMENTO ADEQUADO

As calopsita podem ser criadas em aviários espaçosos ao ar livre, bem como aviários ou gaiolas em recinto fechado. Uma gaiola deve ser suficientemente grande para que a crista da ave não venha a danificar-se contra cobertura.

Tenha em consideração que as aves adoram roer e que se escapam rapidamente se o arame do gradeamento não é suficiente grosso e resistente. Por esta razão, não faz grande sentido encher o aviário com plantas. É muito importante que estas aves tenham espaço suficiente para não danificarem as cristas e as caudas.

TEMPERATURA AMBIENTE

As calopsita são aves muito resistentes. Pode deixá-las no aviário ao ar livre, durante o inverno, desde que disponham de refúgio num abrigo noturno bem construído, que proteja das correntes de ar e da geada.

ALIMENTAÇÃO

Sementes vulgares para periquitos, ou seja, uma mistura de ingredientes, entre os quais diversos tipos de milho painço, aveia sem casca, sementes de girassol e cânhamo constituem uma alimentação base perfeita para estas aves apreciam alimentos verdes e frutos frescos.

Também se alimentam de milho painço italiano. Especialmente durante a época de gestação, pode ser-lhes dado alimento à base de ovos.

Os animais gostam de roer e, ocasionalmente, deve dar-lhes pequenos galhos de árvores de frutos e galhos de salgueiro finos. Devem sempre dispor de uma quantidade suficiente de osso de calcário, para que aves possam satisfazer as suas necessidades digestivas.

ATIVIDADE

As calopsita são aves gregárias e muito ativas que gostam muito de trepar, roer e interagir com outras aves da mesma espécie. Podem aprender a imitar a voz humana, mas não são muito exímias neste aspecto.

Se forem tratadas apropriadamente, podem tornar-se muito dóceis. Também gostam de tomar banho de chuveiro em água morna, podendo, para tal fim, utilizar-se um borrifador de plantas com um jato ultrafino.

CRIAÇÃO

Geralmente, as calopsita não são difíceis de criar. O ninho é construído numa caixa de ninho fechada que deve Ter entre 35 e 38 centímetros de altura, com uma largura e uma profundidade de 25 centímetros, bem como uma abertura com 7 e 8 centímetros.

Consoante a idade e condição física da fêmea, a gestação pode variar entre três e nove ovos. A fêmea choca os ovos durante 18 a 21 dias, aproximadamente e é auxiliada pelo macho. As crias são alimentadas por ambas as aves adultas, mas principalmente pela fêmeas.

A plumagem tem início após quatro ou cinco semanas, aproximadamente. As crias continuam a ser alimentadas pelos progenitores, mas ao fim de sete ou oito semanas são totalmente independentes. Durante toda a época de gestação, deve proporcionar às aves uma ração diária de alimento à base de ovos e alimentos verdes frescos, além da mistura de sementes. Por volta dos seis meses de vida, as calopsita atingem, a maturidade sexual. Antes dessa fase, os machos não terão ainda adquirido a plumagem definitiva.

MUTAÇÕES

Existem atualmente numerosos mutações cromáticas atraentes das espécies selvagens originais, entre as quais a branca e amarela (com olhos vermelhos ou escuros), calopsita com tonalidades pastel, malhadas e nacaradas.

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

Tendo os cuidados apropriados, as calopsitas podem viver dez anos ou mais.

Fonte: www.fazendavisconde.com.br

Calopsita

Origem, tempo de vida, canto, alimentação...

As alopsitas são originarias da Austrália, e pertencem à família das Cacatuas. A Mesma familia dos papagaios e periquitos, um dos mais conhecidos no mundo. Em 1792 ocorreu a primeira descrição científica desta espécie. Porém somente a partir de 1884, na Europa, elas começaram a ser criada.

Em 1949 houve uma maior disseminação da espécie com o surgimento da primeira mutação documentada, a Arlequim, no estado da Califórnia (Estados Unidos). A partir da década de 1970 houve a introdução destas aves no Brasil de forma organizada. A partir daí, outros padrões de cores foram sendo fixados, ganhando então a Calopsita enorme popularidade, igualando-se, praticamente, àquela do periquito australiano.

Em 1838, John Gould, ornitólogo inglês, autor bem sucedido de livros sobre história natural, enfocando principalmente aves, visitou a Austrália objetivando conhecer sua fauna, até então pouco conhecida e realizar ilustrações de aves. Foi a partir de seu retorno em 1840, através dos livros e ilustrações divulgadas, que o público teve sua atenção chamada para a beleza das aves daquele continente, especialmente a Calopsita. Ainda é creditado a esse pesquisador o fato de ter sido a primeira pessoa a levar Calopsitas para fora da Austrália, contribuindo decisivamente para divulgação da espécie.

Características

A Calopsita assim como as Cacatuas é uma bela ave e possui uma bela crista que se move de acordo com os sentimentos da ave.

Tamanho

Chega a aproximadamente 30 cm quando adulta.

Envergadura

45cm

Cores e variedades

Existem várias cores e variedades, que são denominadas mutações:

Tempo de vida

Na natureza ela pode vier cerca de 30 anos. Em cativeiro podem chegar a viver na média de 15 a 20 anos.

Canto

Sobios, e suaves gritos além de aprender a cantar e assobiar musicas e alguns tipos de sons.

Alimentação

A alimentação das calopsitas é bem simples porem deve ser bem variada. É composta principalmente por ração e sementes, que se encontram com facilidade em lojas de pet shop, avícolas, agro-gerais e até super mercados.

A ração deve ser rica em sementes, que contenham alpiste, painço, aveia, girassol pequeno, frutas, legumes, verduras farinhadas e rações peletizadas.

Não é aconselhável fornecer apenas um tipo de semente. Além de causar carência nutricional alguns alimentos com porcentagem mais elevada ( ex: aveia ) podem causar distúrbios gástricos, diarréias e outros problemas. A utilização das porcentagens acima garante a melhor taxa de aproveitamento x necessidades das aves.

A ração peletizada é essencial para quem quer garantir que sua ave está ingerindo todos as vitaminas necessárias, você encontra esse tipo de ração muitas vezes misturada em rações industrializadas. Farinhada, oferecer principalmente as que contêm ovo.

Frutas

Forneça de 2 a 3 vezes por semana, elas adoram maça.

Legumes

Em pedaços e verduras como couve, almeirão, espinafre e chicória. Nunca ofereça frutas e legumes gelados.

Em dias alternados, oferecer milho verde; mas, se houver filhotinhos, passar a oferecer todos os dias.

A água deve ser trocada diariamente.

Nunca forneça água gelada.

Deixar à disposição

Areia própria para pássaros ou farinha de ostras para ajudar na digestão e como fonte de cálcio (principalmente na reprodução) ou blocos minerais, como osso de siba e cálcio bloco.

Fonte: www.clesio.net

Calopsita

Espécies de Calopsita


Calopsita
Arlequim

Calopsita
Lutino

Calopsita
Cinza

Calopsita
Pérola

 

Calopsita
Cara Branca

Calopsita
Cara Branca Arlequim Reverso

Calopsita
Cara Branca Arlequim e Albino

Calopsita
Cara Branca Pérola

Alimentação

A alimentação de uma calopsita se basea em uma mistura de graõs. Atualmente existem várias marcas de rações que trazem uma boa composição de grãos para calopsitas.

Em síntese a mistura tem que ter os seguintes grãos:

Semente de girasol média ou pequena

Painço diversos

Alpiste

Aveia

Arroz

Vale lembrar que a calopsita para ter uma boa saúde e vida longa deve ser alimentada também com uma farinhada de boa qualidade, também encontrada à venda por diversas lojas. Ela consiste em frutas desidratadas, ovo desidratado e probióticos, propiciando uma melhor qualidade na alimentação das calopsitas.

Fonte: www.calopsitamansa.com.br

Calopsita

Calopsita

Parentes dos Papagaios e Cacatuas, as Calopsitas (Nymphicus hollandicus) são originárias da Austrália e foram descritas pela primeira vez em 1792.

Chegaram ao continente europeu, trazidas por expedições, por volta do ano 1840. Atualmente, junto com seus “primos”, os Periquitos Australianos (Melopsittacus undulatus), são os psitacídeos mais criados no mundo.

De fácil criação e vida longa (em média 18 anos, desde que bem cuidadas), as Calopsitas são recomendadas para quem deseja ter um belo pássaro sem muito trabalho.

No seu habitat natural, as Calopsitas vivem em bandos e gostam de nidificar em troncos de árvores mortas. São encontradas próximas a rios e cachoeiras e suas migrações são controladas pelo ciclo das águas.

Através de cruzamentos selecionados, partindo da coloração original amarelo-acinzentada, atualmente encontramos vários padrões de coloração, entre eles o canela, o arlequim e o prata.

O adestramento das Calopsitas requer muita paciência e não são todas que aprendem, porém os resultados são recompensados com belos assobios e a repetição de algumas músicas.

Reprodução

As Calopsitas apresentam dimorfismo sexual, sendo que os machos possuem a coloração facial mais intensa. Uma vez formado o casal, desenvolvem um relacionamento cheio de afagos, permanecendo o tempo todo juntos. A fêmea coloca em média 5 ovos por postura. O trabalho de chocar os ovos é compartilhado entre o casal. Os ovos eclodem após um período médio de 18 dias e os filhotes estão prontos para deixar o ninho após 28 dias aproximadamente.

Manutenção

Necessitam de bastante espaço para que possam voar e saltar de um poleiro para outro, sendo interessante uma gaiola mais comprida do que alta. Uma gaiola de 1 m x 30 cm x 40 cm é o mínimo para uma Calopsita. A gaiola também deve conter um ninho tipo caixa com cerca de 35 cm de altura e 20 cm nas laterais. Um comedouro, bebedouro e água para banho em uma tigela são fundamentais. É interessante a colocação em um local ventilado, que receba sol pela manhã, mas que não pegue correntes de ar. A limpeza diária é importante para o bem estar destas belas aves.

Fonte: www.labcon.com.br

Calopsita

Nymphicus hollandicus

As calopsitas têm sua origem na Austrália, sendo um psitacídeo pertencente à família das Cacatuas .

A esta família temos também os papagaios e periquitos, para citar apenas os mais conhecidos.
Sua classificação científica é Nymphicus hollandicus.

A primeira descrição científica desta espécie ocorreu no ano de 1792 . Porém somente a partir de 1884, na Europa, elas começaram a fazer parte das criações.

Em 1949 houve uma maior disseminação da espécie com o surgimento da primeira mutação documentada,a Arlequim , no estado da Califórnia ( Estados Unidos ) .

A partir da década de 1970 houve a introdução destas aves no Brasil de forma organizada.

Assim como as Cacatuas é uma bela ave possuidora de uma crista ereta que se movimenta de acordo com os sentimentos da ave.

É uma ave de tamanho médio ( aproximadamente 30 cm quando adulta ). Possui um comportamento pacífico o que permite que conviva com diversas aves, mesmo as de menor porte. Muitos machos em espaço reduzido, porém, podem resultar em problemas de agressividade .

Normalmente não é uma ave barulhenta a menos que se sinta ameaçada.

Seu tempo médio de vida na natureza é de cerca de 30 anos.

As que se encontram em cativeiro possuem uma média de vida de 15 a 20 anos.

Possui grande variedade de cores atualmente ( mutações ).

Abaixo mostramos alguns exemplos destas variedades :

Variedades

Arlequim

Calopsita

Parte das penas em cinza e amarelo claro, cabeça amarelo forte, bochechas vermelhas e crista amarela.

Canela

Calopsita
Cor cinza substituída pelo marrom.

Pérola

Calopsita

Faces amarelas salpicadas de cinza, crista amarela riscada de cinza, penas das costas do branco ao amarelo, cauda amarela e peito e barriga listrados de amarelo e cinza.

Lutino

Calopsita

Cor predominante branco com olhos e bochechas vermelhas e crista e cabeça amarelos.

Cara branca

Calopsita

Macho com cabeça branca, crista cinza e bordas das asas brancas e fêmea com corpo cinza, bordas das asas brancas e face interior da cauda com estrias pretas e brancas.

Albina

Calopsita

Totalmente branca . Por vezes com olhos vermelhos.

Mutações

As mutações mencionadas existem em virtude de fixações de características efetuadas por criadores. Como característica predominante os machos possuem cabeça e crista amarela além de uma 'bochecha' circular vermelha em cada lado do rosto.

As fêmeas possuem cabeça cinza e crista cinza amarelado também com uma 'bochecha' circular vermelha em cada lateral (embora fêmeas possuam esta mancha levemente mais suave )

A cauda do macho é totalmente negra na parte de baixo sendo que na fêmea existe uma alternância de negro com amarelo ( dando uma impressão 'rajada' ) .

Deve-se notar, entretanto, que conforme as mutações, estas regras mudam.

As calopsitas de variedade Lutino (por exemplo) possuem uma tendência ao branco-amarelado por todo seu corpo. As variedades acima mostradas devem ser tomadas apenas como referência.

Existem atualmente diversas mesclas dos mais variados tipos e cores. Existe a variedade pérola que possui as 'pérolas' da mesma cor das penas, possuindo apenas o contorno cinza, por exemplo.

Fazem seus ninhos em árvores (preferindo troncos de árvores mortas) , geralmente próximos a cursos de água e cachoeiras. Podem se reproduzir o ano todo, porém devem ser tomados cuidados para se evitar a exaustão . A migração destas aves, na natureza, é controlada pelo ciclo das águas.

Características

A Calopsita mais parece com um ornamento para sua casa, de tão bela que é.

É uma ave bonita, calma, fácil de criar, que vive bastante e come pouco. São aves de linhas alongadas, medindo ao redor de 30 cm, e que apresentam uma crista ereta no alto da cabeça.

Permite compor viveiros com diversidades de espécies, uma característica restrita à maioria das aves, aceitando com o seu temperamento pacífico também o convívio com pássaros menores.

As qualidades vão além. Não incomoda a vizinhança por não ser barulhenta e pode nos trazer alegrias adicionais, aprendendo a falar e assobiar.

Não tem ímpeto destruidor e não faz estardalhaços, portanto não vai incomodar nem os seus donos nem os moradores ao redor.

São ótimos pássaros e podem ser deixados sozinhos por curtos períodos de tempo.

É uma ave muito fácil de criar e por isso é recomendada para iniciantes e para quem quer ter pouco trabalho. São aves fortes, que raramente adoecem. Com tanta saúde, a Calopsita vive muito e comumente morre de velhice, por volta de 20 anos.

ORIGEM

Em 1838, John Gould, ornitólogo inglês, autor bem sucedido de livros sobre história natural, enfocando principalmente aves, visitou a Austrália objetivando conhecer sua fauna, até então pouco conhecida e realizar ilustrações de aves. Foi a partir de seu retorno em 1840, através dos livros e ilustrações divulgadas, que o público teve sua atenção chamada para a beleza das aves daquele continente, especialmente a Calopsita.

Ainda é creditado a esse pesquisador o fato de ter sido a primeira pessoa a levar Calopsitas para fora da Austrália, contribuindo decisivamente para divulgação da espécie.

Por volta de 1884, a Calopsita já se encontrava bem estabelecida nos aviários europeus. Entretanto, a disseminação maciça dessa ave somente ocorreu a partir do surgimento da primeira mutação de cor, o arlequim, pouco antes de 1950.

A partir daí, outros padrões de cores foram sendo fixados, ganhando então a Calopsita enorme popularidade, igualando-se, praticamente, àquela do periquito australiano.

FICHA TÉCNICA

Nome científico: Nymphicus hollandicus

As calopsitas têm seu nome derivado de uma palavra alemã "kakatielje", que significa "pequena cacatua".

O nome científico é Nymphicus hollandicus, que significa "Deusa da Nova Holanda", antigo nome da Austrália (entre 1700-1800).

Ordem / Família: Psitacídeos / Cacatuas
Nome comum: calopsita, cockatiel (inglês), caturra (Portugal)
Tamanho: 30 cm, do bico a ponta da cauda
Envergadura: 45cm

Longevidade

20 anos (se for bem cuidada, com dieta balanceada e atividades)

Habitat natural

Bosques abertos, com vegetação baixa e poucas árvores

Dieta

Na natureza alimenta-se de sementes, além de frutos e insetos. Diferentemente dos outros Psitacídeos que preferem o topo das árvores, costuma alimentar-se no chão.

Reprodução

Na natureza reproduz-se nas épocas das chuvas quando os alimentos são mais abundantes, faz seu ninho em buracos já existentes nas árvores, geralmente em eucaliptos próximos à água. Em cativeiro, a reprodução ocorre o ano todo.

Calopsita

Comportamento

Calopsitas podem assobiar e, raramente, falar. Mas isso varia muito de exemplar para exemplar, além de exigir dedicação do dono.

Algumas pessoas usam fitas cassetes, CDs e programas de computador para ensinar suas calopsitas a falar. É um dos pássaros perfeitos para quem quer uma relação mais íntima com uma ave. São divertidos e leais ao bando, do qual o dono passa a fazer parte.

Extremamente pacífica e dócil, seja com outras aves ou mesmo com seres humanos. Ela não é nada agressiva e se o viveiro não for muito pequeno, convive bem inclusive com aves menores. Mesmo sendo maior que os outros habitantes de um viveiro, a Calopsita não tenta dominar o local, afugentando as outras aves dos poleiros ou ninhos.

Com pessoas, a relação também é amigável e participativa. É um bicho de estimação para toda a família.

Elas se apegam às pessoas da casa e normalmente quando as vêem assobiam e se aproximam das grades da gaiola para as observarem de perto e acompanharem atentamente suas atividades.

A única recomendação sobre o convívio entre Calopsitas e humanos é em relação à crianças pequenas e pouco acostumadas a lidar com aves. É preciso orientá-las para evitar que machuquem as Calopsitas caso as peguem na mão e também para que não as estressem com atitudes bruscas, como bater no viveiro ou gritar muito alto. Atitudes como essas deixam as aves apavoradas e desconfiadas com pessoas.

As calopsitas são excelentes como animais de estimação. Elas são facilmente domesticadas quando jovens, e raramente bicam quando assim domesticadas. Quando perturbadas, as calopsitas mansas apenas gritam ou beliscam o dedo.

As calopsitas reconhecem bem as pessoas, e costumam ser particularmente fiéis à pessoa que cuida e treina. Para que elas se liguem a todos membros da família, elas devem ser manipuladas por todos.

Ativa e brincalhona, a Calopsita parece mesmo ser uma ave feliz. Estão sempre brincando, pulando de um poleiro para outro, subindo na grade ou divertindo-se na banheira. É muito gratificante ter Calopsitas, elas estão sempre em movimento, alegrando o ambiente. Mas, mesmo sendo adepta de muitas brincadeiras, as Calopsitas não costumam ser destrutivas.

Diferente de alguns Psitacídeos que roem os poleiros e os brinquedos, a Calopsita não é de estragar os objetos que usa.

Veja o que significa cada expressão de sua calopsita

Afeição

Calopsita

Agressivo

Calopsita

Confiante

Calopsita

Satisfeito

Calopsita

Pedindo Carinho

Calopsita

Atencioso

Calopsita

Nervoso

Calopsita

Pedindo

Calopsita

Seguro

Calopsita

Assustado

Calopsita

Feliz

Calopsita

Mostrando

Calopsita

Corte das Asas

Para impedir que o pássaro voe, é preciso cortar algumas penas de vôo.

Essa medida permite que você lhe dê mais liberdade fora da gaiola, sem se preocupar o tempo todo com uma possível fuga.

Outra vantagem é impedir que se choque contra uma parede ou janela, ou provoque algum acidente (como cair na água ou no fogo).

O corte das penas não causa dor, embora não gostem muito. Fica muito mais fácil cortar as asas se você tiver a ajuda de outra pessoa. Pegue a calopsita pelas costas, segurando firmemente mas com cuidado, de modo que os pés fiquem para fora. Se ela tentar bicar, coloque o polegar em um lado e o dedo indicador do outro lado da cabeça, ou utilize uma luva de raspa de couro.

Com cuidado, estenda uma asa e com uma tesoura corte as penas primárias de vôo (observe na figura abaixo a linha correta de corte), começando pela ponta da asa.

Corte aproximadamente a metade da pena, corte 7 ou 8 penas, de apenas uma das asas. Ao podar as asas, preste atenção nas novas penas que estão vindo, elas ainda tem uma cobertura primária (camada de queratina) e por isso são diferentes. Tome cuidado para não cortá-las, pois elas irão sangrar.

Caso isso aconteça, aperte a pena perto da pele com uma pinça e puxe-a. Com uma gaze, pressione o ferimento (o sangue pode gotejar), coloque um pouco de pó anti-hemorágico (pó de café também é usado) ou band-aid e mantenha o pássaro quieto por alguns minutos, para que ele não bata as asas e reabra o ferimento.

Calopsita

Calopsita

Cores e Padrões

Originária da Austrália, na natureza a Calopsita possui o chamado padrão silvestre ou normal (ver abaixo).

Quando surgem aves mutantes na natureza, ostentando outras combinações de cores, dificilmente sobrevivem. Elas são vítimas mais fáceis de predadores, pois a coloração diferente ganha destaque e colabora para uma visualização mais rápida da ave.

As inúmeras cores existentes hoje são decorrentes da fixação de mutações feitas pelos criadores, diversas surgidas nos últimos 15 anos, algumas muito recentes e difíceis de encontrar em criadores.

É importante destacar que os padrões podem se mesclar, originando uma grande gama de cores, tornando cada calopsita única.

Calopsita

Cinza ou Normal (Normal Grey)

A variedade original, encontrada na natureza, tem o corpo cinza com as bordas das asas brancas. A crista do macho é amarela sobre uma cabeça amarela e, na fêmea, cinza amarelado com a cabeça cinza. Ambos têm as "bochechas" formadas por uma mancha vermelha, circular, em cada lateral da cara, de tom mais suave na fêmea. A cauda é totalmente negra no macho e na fêmea intercala negro com amarelo na parte de baixo.

No macho adulto, a cabeça é amarela, com duas manchas circulares laterais (bochechas) de cor vermelha, crista amarela, corpo revestido com penas de cor cinza, com o dorso mais escuro, bordas das asas brancas e cauda negra. A fêmea adulta apresenta a mesma coloração dos filhotes.

O corpo é de cor cinza, cabeça também cinza com as bochechas de cor vermelha mais suave, crista cinza-amarelada, bordas das asas brancas e face interior da cauda estriada de amarelo e preto, com penas laterais externas amarelas. Em ambos os sexos, os olhos são marrons, o bico cinza escuro e as pernas e pés, cinza escurecido.

Lutino (Lutino)

Calopsita

Sem dúvida alguma, é o padrão mais popular e apreciado, tendo surgido nos EUA em 1958. Essa mutação causa perda do pigmento melanina (que confere o tom cinza à ave). Desse modo, são aves de cor dominante branca, com olhos vermelhos, pés rosados, crista amarela, bico marfim, cabeça amarelada com bochechas vermelhas. Nas asas e cauda, também está presente o amarelo.

Na realidade, os lutinos não podem ser considerados como brancos ou albinos, pois não são inteiramente brancos, em razão da presença das cores amarela e vermelha (dadas pelo pigmento psitacina). Os indivíduos podem apresentar desde um amarelo forte até um branco quase total no corpo. Neste padrão ocorre um defeito de origem genética, caracterizado pela existência de uma área sem penas localizada atrás da cabeça. Fêmea com estrias amarelas na face inferior da cauda e spots amarelos embaixo da asa.

Pérola (Pearl)

Calopsita

Surgiu pela primeira vez na Alemanha Ocidental em 1967. É uma mutação que afeta as penas individualmente (há uma falta de melanina no centro de cada pena, individualmente), fazendo com que haja uma falta de coloração uniforme, resultando em penas com coloração em forma de "concha". São aves extremamente vistosas, sendo que o padrão básico pode variar bastante. De modo geral, mostram as duas manchas laterais à cabeça, as faces são amarelas salpicadas de cinza, e a crista amarela riscada de cinza.

As penas das costas exibem um padrão “escamado”, resultante da ausência de melanina no seu centro, podendo a cor desta parte das penas variar do branco ao amarelo. As penas das asas são cinza, com faixas amarelas. A cauda é amarela, e o peito e a barriga, listrados de amarelo e cinza. As fêmeas carregam o perolado nas costas, asas, nuca e cabeça, com uma concentração maior nas costas. Os machos adultos podem perder totalmente o perolado, principalmente na cabeça e na nuca.

Arlequim (Pied)

Calopsita

É a mutação mais antiga, surgida nos EUA em 1949. Mutação que causa alteração ou disrupção da coloração normal em áreas randômicas. Esse padrão é extremamente variável, podendo apresentar aves bastantes semelhantes ao normal até aquelas com poucas áreas de cor cinza, predominando o amarelo claro e apenas algumas penas de coloração cinza.

A cabeça exibe um amarelo forte, bochechas vermelhas e crista amarela. Idealmente, uma arlequim deve mostrar 75% de penas com ausência de melanina e 25% com presença. Um arlequim puro possui, idealmente, uma máscara “limpa”, livre de manchas cinzas, uma cauda limpa e asas de vôos com um balanço igual de marcas, com simetria perfeita. Nesse padrão, é virtualmente impossível a distinção de sexo (uma vez que a marcação arlequim obscurece as diferenças de plumagem), só sendo possível no caso em que a fêmea apresente barras na parte inferior do rabo.

São reconhecidas quatro classificações de arlequim: claro (ou light, com 75% ou mais de melanina), escuro (ou heavy, com apenas 25% de melanina), reverso (ou reverse, com marcações apenas nas asas de vôos, tendoo restante do corpo sem melanina) e limpo (ou clear, um pássaro totalmente amarelo ou branco; é também chamado de lutino com olhos pretos).

Canela (Cinnamon)

Calopsita

Também conhecida como Isabelino, surgiu pela primeira vez na Bélgica, em 1960. As aves são semelhantes ao padrão normal, com exceção da alteração na coloração da melanina, produzindo uma coloração marrom-claro (ou canela). Também as pernas e os olhos são de coloração mais clara. Os machos adultos são um pouco mais escuros que as fêmeas (em razão da maior presença de melanina). Algumas fêmeas podem ter mais amarelo na face do que os machos, além de apresentarem o barramento típico sob as asas da cauda.

Cara branca (Whiteface)

Calopsita

O padrão Cara Branca surgiu na Holanda por volta de 1969. No final da década de 1970 passou a ser produzido na Alemanha e Inglaterra. Essa mutação causa perda do pigmento psitacina (que confere tons amarelo e laranja), causando a falta da pigmentação laranja e amarela nas bochechas e no corpo. A fêmea tem o corpo cinza, bordas das asas brancas e face interior da cauda com estrias pretas e brancas não apresentando a “bochecha”, tornando a face inteiramente cinza. O macho segue um padrão parecido com o normal, porém com a face totalmente branca e as cores cinzas com um tom mais escuro, crista cinza e bordas das asas brancas.

Fulvo (Fallow)

Surgidos em 1971, nos EUA. Semelhante ao canela (também há mudança da coloração da melanina de preto para marrom), mas aqui também ocorre uma diminuição da densidade da melanina, fazendo com que pareçam um canela pálido. O amarelo é mais pronunciado (principalmente embaixo do corpo e crista), olhos são vermelhos e peito é de coloração mostarda ou creme. As fêmeas costumam ser mais bonitas que os machos, por apresentarem cores mais brilhantes. Os sexos são praticamente iguais, tornando-se mais difícil a identificação.

Albino (Whiteface Lutino)

Calopsita

Ave inteiramente branca, com os olhos vermelhos e pés rosados, com ausência total de qualquer pigmentação (na realidade, resultam da combinacao de duas mutações: lutino e cara branca). As fêmeas são mais fáceis de ser encontradas, por ser um padrão com herança ligada ao sexo.

Cara amarela (Yellowface ou Yellowcheek)

Surgida na Europa na década de 80. Ainda não há notícia de sua existência no Brasil. Os primeiros exemplares deste padrão chegaram aos EUA por volta de 1992. São em tudo semelhantes aos demais padrões, diferindo apenas na cor das bochechas, que, ao invés de serem vermelhas, mostram-se amarelas. A principal diferença entre os sexos é o amarelo da bochecha, que é mais forte no macho. Há três formas dessa mutação (como ocorre com o padrão prata): a dominante simples-fator, a dominante duplo-fator e a recessiva.

Pastel (Pastel face)

Apesar de conferir a mesma coloração, o padrão Pastel não deve ser confundido com o cara amarela. Essa é uma mutação sutil, que promove um tom mais brando de todas as cores. Também é um padrão de origem bastante recente (1989), tendo surgido possivelmente na Inglaterra. Externamente é em tudo semelhante ao cara amarela, mas tem herança genética autossômica recessiva, o que facilita e acelera as combinações entre os padrões, principalmente com aqueles de herança ligada ao sexo. É dominante apenas para o padrão cara branca. Também aqui ocorre duas formas: fator-simples e fator-duplo.

Prata (Silver)

Calopsita

Há duas formas distintas. A chamada recessiva e a dominante.

Prata Recessivo

Mutação estabilizada na década de 60, na Europa (apesar de ter surgido na Nova Zelândia, em 1950). Difere do padrão normal pelo fato de os olhos serem de cor vermelha e o cinza global do corpo ter passado à cor prateada, ocorrendo uma grande flutuação de tonalidades entre os indivíduos. As demais características de cor são as mesmas do padrão normal, inclusive quanto a identificação do macho e da fêmea.

Prata Dominante

É um padrão recente de cor obtido, tendo sido fixado por volta de 1979. São aves que apresentam a cor cinza do padrão normal diluída, mostrando um tom pastel prateado. Os olhos e pernas são pretos, as pernas cinzas, mantendo o amarelo forte das faces e da crista e o vermelho das bochechas, com um prateado mais escuro na região do pescoço. A graduação do prateado varia de ave para ave, sendo a cor dos machos mais brilhante e intensa. A diferenciação entre os sexos pode ser feita do mesmo modo que o padrão normal. Nesta mutação, os genes produzem dois efeitos visuais diferentes, caso ocorram como fator simples ou duplo. Aves fator-duplo são mais claras que as fator-simples, parecendo lutinos, mas com um tom acinzentado; eles retém a marcação mais escura na cabeça, olhos e pés escuros.

Oliva ou Esmeralda (Olive ou Spangle ou Emerald Green)

Mutação extremamente nova, surgida nos EUA, de padrão ainda não muito definido. Se caracteriza, basicamente, por uma coloração canela-esverdeada, podendo variar de claro a escuro , e um padrão de marcação das penas muito característico (que as pessoas denominam padrão de "lantejoulas", ou spangled no inglês).

Platinum

Mutação só existente na Austrália. Há uma confusão com relação a esse nome, uma vez que na América do Norte chamam de Platinum aves prata dominante. Essa mutação se caracteriza por uma coloração "cinza-fumaça" clara (como eles mesmos definem: smokey-grey), com asas e cauda cinza mais escuro. Bico, pés e pernas são bege-claro Os olhos são vermelhos ao nascer, mas escurecem logo em seguida.

Alimentação

A alimentação das Calopsitas deve ser bem observada, sobretudo em época de posturas.

Abaixo seguem orientações.

20% de alpiste 50% de painço 15% de arroz com casca 10% de aveia e 5% de girassol miúdo.

Girassol

Grão rico em proteína, extrato etéreo, minerais e vitamina. E seu principal uso é nas misturas de periquitos, calopsitas e papagaios. (Uso medicinal: antigripal, expectorante, diurético, febres intermitentes, afecções estomacais, contusões, escoriações, úlceras, feridas, febres (malária), afecções pulmonares, afecções de garganta, tônico estimulante, debilidade orgânica geral, dores de cabeça, inapetência.)

Aveia

Grão rico em carboidratos, de ótima palatabilidade e digestibilidade, portanto ingerido com muito gosto e facilidade por pássaros no ninho. Em quantidade demasiadas pode levar ao acúmulo de gordura, principalmente em canários. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, silvestres, periquitos e papagaios.

Linhaça

Grão da planta do linho. É rico em proteínas e extrato etéreo, principalmente do grupo Omega 3, essencial para uma excelente plumagem. Possui propriedades terapêuticas, melhorando o trânsito do bolo alimentar no tubo digestivo e contribuindo para uma melhor digestão. Seus uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, e silvestres e periquitos.

Niger

Grão rico em extrato etéreo (óleos) e proteínas. Devido a sua excelente palatabilidade, este grão é muito apreciado por diferentes tipos de pássaros. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitas e calopsitas

Painço amarelo

Grão também conhecido por milho alvo amarelo. São grãos ricos em carboidratos e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, exóticos, periquitos, canário da terra e calopsitas.

Painço preto

Grão também conhecido por milho alvo preto. São grãos ricos em carboidratos e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos, calopsitas e também canários da terra.

Painço verde

Grão também conhecido por milho alvo amarelo. São grãos ricos em carboidratos e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, exóticos, periquitos, canário da terra e calopsitas.

Senha

Para pássaros silvestres, calopsitas, canários, periquitos, etc...

Trigo mourisco

Ideal para fornecer como petiscos eventuais,ou ser incorporada na mistura de sementes diária.

Milho

O milho é um conhecido cereal cultivado em grande parte do mundo. É extensivamente utilizado como ração animal, devido às suas qualidades nutricionais.

Milho verde (diariamente ou em dias alternados. Caso haja filhotes fornecer diariamente!). O milho verde é muito importante para a saúde de uma calopsita.

Grão rico em carboidratos e de elevada digestibilidade. Semente integrante da alimentação.

Deixar nos alimentadores para ser consumido conforme necessidade da ave.

Atualmente se encontram alimentos prontos a granel (por quilo) ou em pacotes fechados, de diversas marcas. Estes alimentos, via de regra, possuem a constituição acima adicionada de algum(ns) ingrediente(s) variando de fabricante para fabricante. A granel podem ser encontradas rações para periquitos ou calopsitas (embora esta última seja mais difícil de ser encontrada).

Note que nem todas as aves aceitam prontamente alimentos extrusados devendo haver uma transição programada ou misturada à ração normal.

Não é aconselhável fornecer apenas um tipo de semente. Além de causar carência nutricional alguns alimentos com porcentagem mais elevada ( ex: aveia ) podem causar distúrbios gástricos, diarréias e outros problemas.

A utilização das porcentagens acima garante a melhor taxa de aproveitamento x necessidades das aves.

Farinhadas. Estas farinhadas podem ser feitas em casa ou compradas prontas em pet shops. Em casa é normalmente feita com ovo cozido normalmente amassado com fubá.

Alguns criadores misturam Neston nesta farinhada caseira. Porém deve ser obrigatoriamente retirada após algumas horas para não estragar e afetar as aves.

As farinhadas comerciais têm um período de validade maior visto serem desidratadas.(ex. parrot)

Frutas,legumes em pedaços e verduras como :

Calopsita
Espinafre

Calopsita
Cenoura

Calopsita
Couve

Calopsita
Abobora

Calopsita

Brocolis

Calopsita
Chicoria

Além disso, o vegetal é rico em vitaminas e sais minerais e portador de boa quantidade de ferro, cálcio, potássio e ácido fólico.

A couve crua contém mais vitamina C do que a encontrada nas frutas cítricas, e esta vitamina aumenta a capacidade de absorção de ferro e cálcio pelo nosso organismo.

O cálcio contido na couve é 57% mais disponível para absorção contra 37% do cálcio dos produtos lácteos, sendo portanto uma fonte ideal para quem necessita de maiores teores de cálcio.

Folhas de beterraba

Calopsita

RICA EM -Vitamina A, B1, B2, B5, C, açúcar, ferro, cobre, potássio, silício, sódio, cloro, zinco, manganês

Pimenta

Calopsita

Grão de Bico

Calopsita

Também pode ser fornecido grão de bico após deixar de molho para amaciar

Pão Duro

Calopsita

Pão duro, seco e em pedaços de preferência o integral. Há criadores que fornecem os pães umedecidos.

Mas nestes casos devem ser trocados após poucas horas no máximo.

Areia grossa e lavada e farinha de ostras para ajudar na digestão e como fonte de cálcio (principalmente na reprodução); Carvão vegetal em pedaços ou moído e adicionado à areia e à farinha de ostras; Osso de siba ( também conhecido como osso de baleia )

Atualmente podem ser encontradas nas lojas especializadas compostos contendo areia lavada, farinha de ostras (ou ossos), carvão vegetal, erva doce ( conforme o fabricante há variação na composição ). Este tipo de composto é comumente denominado grit .

Podem ser fornecidas também abóbora e cenoura cruas, cortadas longitudinalmente ( comprido ) de forma que o miolo fique mais exposto. Parece haver preferência da abóbora à cenoura. Ambas têm caroteno ( proto vitamina A ). A semente da abóbora funciona como vermífugo.

Encontram-se disponíveis também alimentos diversos apelidados de 'papa universal' . É um conjunto de elementos que varia de fabricante a fabricante. Alguns possuem em sua composição ovo em pó, farelo de soja, levedura seca de cerveja, farinha de conchas, premix vitamínico, óleo vegetal e outros.

Nunca dê estes alimentos a elas

Calopsita
Abacate

Calopsita
Alface

Calopsita
Tomate

Doenças

Quando falamos de doenças em calopsitas na verdade falamos de doenças em aves. Desta forma vamos comentar algumas das principais doenças que podem ocorrer em aves e, em especial, em calopsitas.

Devemos, antes de mais nada, lembrar que doenças podem ser originárias de uma infinidade de fatores :

Podemos já ter adquirido uma ave doente; Podemos ter adquirido uma ave doente (sem sinais exteriores) e esta ave ter contaminado nossas outras aves;

Podemos ter uma ave estressada o que diminui sua resistência e, consequentemente, favorece o aparecimento de doenças; Podemos estar efetuando uma alimentação inadequada das aves e, desta forma, reduzindo sua resistência a doenças;

Podemos estar fornecendo uma higiene precária o que favorece o aparecimento de doenças as mais diversas; As aves podem ter tido contato com aves livres ( pardais, rolinhas ) que, por sua vez, acabam trazendo alguma doença.

Isto ocorre principalmente em viveiros que ficam mais expostos a eventuais contatos externos; Podemos estar fornecendo algum agente contaminante sem que percebamos à primeira vista ( por exemplo : deixando jornais ao alcance dos bicos das aves o que acaba por intoxicá-las e matá-las ). Poderíamos continuar neste exercício de pensamento por um bom tempo.

Calopsita

Chances não faltam para que uma ave possa contrair algum tipo de doença e mesmo vir a falecer. O que temos que ter consciência é que, em qualquer um dos casos acima mencionados, a responsabilidade quase sempre é nossa. Ou por ignorância ( no bom sentido, no sentido de não conhecermos melhor algo) ou por falta de preocupação e cuidados com as aves. Naturalmente que temos os problemas vindos de fora ( exógenos ) . Mas mesmo nestes podemos minimizar os eventuais problemas que possam vir a aparecer.

Então, ao invés de irmos logo falando sobre doenças vamos comentar sobre alguns aspectos de profilaxia e proatividade que vão, com certeza, diminuir as chances de termos problemas com doenças.

Ao adquirir uma ave preste atenção nela. Uma ave saudável deve ser ativa. Procure ver se está se alimentando normalmente. Veja se os olhos dela estão bem abertos, limpos. Observe o aspecto geral das penas. Uma ave 'sapeca' normalmente é uma ave com saúde. Procure também observar o aspecto de baixo das aves, perto da cloaca (sim, o bumbum da ave!) .

Uma ave saudável possui esta região limpa e seca. Caso a ave tenha esta região faltando penas, inchada ou suja de fezes isto quase sempre significa doenças com certa gravidade. Lembrar que quando compramos filhotes eles podem ainda estar emplumando e, portanto, estar faltando o desenvolvimento geral das penas. Mas os demais aspectos ainda devem ser observados. Note se as penas próximas aos olhos se encontram faltando ou como se estivessem 'molhadas' em uma direção específica. Isto pode demonstrar problemas.

Mantenha sua ave recém-adquirida em quarentena. Procure ter uma gaiola própria para isso. Deixe a ave separada em média de 20 a 30 dias. Neste período observe o comportamento geral da ave e note se alguma doença se manifesta. Caso você não faça isto e coloque a ave diretamente com as outras pode ser que introduza alguma doença que venha, posteriormente, a dar grandes problemas e mesmo ocasione óbitos. Se possível procure dar vermífugo a esta ave, conforme sua bula.

Filhotes são uma caso especial à parte pois exigem maiores cuidados e atenção. Antes de adquirir um filhote procure observá-lo. Verifique as condições das asas. Filhotes normalmente não estão totalmente emplumados. Mas o aspecto geral da ave deve dar uma possível dica de sua saúde. Se possível veja se o filhote é alimentado e aceita a papinha normalmente. Os olhos deve estar limpos e límpidos. Lembre-se que filhotes dormem mais mas aves demasiadamente paradas podem indicar problemas. Procure afagá-las. Ela deve reagir ao seu toque, normalmente se afastando pois não o(a) conhece.

Caso a ave não reaja a este toque fique de sobreaviso. Algumas podem olhar para você e pedir comida, emitindo um chiado característico. Isto é bom sinal. Levante-a e olhe detidamente seu traseiro ( conforme anteriormente mencionado ) . Deve estar limpo, sem fezes grudadas, aspecto inchado ou úmido.

Observe se a ave dorme e, ao respirar, acaba movendo seu rabo como que compensando o respirar. Procure ouvir sua respiração e notar se há algum chiado. Colocando a ave em seu dedo ela deve agarrá-lo com firmeza. Pode mesmo querer bicá-lo, o que também é bom sinal. As penas da ave devem estar todas normais, sem respingos de sangue.

Higiene é a palavra de ordem. Adquira o hábito de sempre limpar gaiolas, comedouros, bebedouros. Águas devem ser trocadas diariamente ou mais de uma vez se constatado que se encontra suja. Procure utilizar água filtrada e fervida. Para as limpezas utilize produtos específicos animais para que não haja intoxicação indevida.

Já foi comentado mas vale a pena reforçar : nunca utilize jornais na forragem das gaiolas. O chumbo que está presente nas tintas dos jornais é altamente tóxico para as aves. Utilize papéis pardo ou rosado ou ainda serragem.

Evite o contato de suas aves com aves selvagens. Elas podem trazer inúmeros problemas como, por exemplo, piolhos. Basta que fiquem em cima de uma gaiola ou um viveiro para que alguns piolhos caiam dela e acabem infectando seu plantel.

Calopsita

Forneça uma alimentação variada para sua ave. Forneça variedade em grãos, além de verduras, frutas e legumes. Não se esqueça do milho verde cru. Pão velho ou torrada ( pães normais, sem aditivos ) também deve ser oferecido.

Utilize-se de vermífugos de forma regular, sobretudo se pretende tirar filhotes. Existem também produtos anti-coccidiostáticos que podem ser oferecidos de forma preventiva, conforme a bula.

Uma ave bem alimentada , dispondo de variedade na alimentação, com água sempre fresca e potável e a higiene adequada dificilmente necessitará de remédios e veterinários. Os custos e trabalhos com estes itens podem acabar poupando dinheiro a médio e longo prazos. Pense nisso.

Uma das melhores ferramentas para se manter a saúde das aves é a INFORMAÇÃO . Procure ler o mais que puder sobre suas aves. Participe de fóruns de discussões, mantenha-se sempre atualizado(a) .

Faça da OBSERVAÇÃO uma ferramenta a mais na sua criação. Utilize diariamente um tempo para observar todas as aves. Procure por comportamentos que mudam, fezes que se alteram, por mudanças dos hábitos das aves. Observe sempre como elas estão, se continuam ativas, se continuam brincando.

Qualquer mudança repentina pode significar problemas . Desta forma podemos agir a tempo de efetuar uma cura efetiva. Caso não as observemos podemos apenas notar uma doença em estágio avançado, quando nenhum tratamento mais surtirá efeito.

Calopsitas não gostam de ambientes 'agitados' . Justamente porisso acabam não se dando bem com crianças que, justamente por serem crianças, são afoitas, agitadas. O melhor a fazer é , se for o caso, separá-los.

Forçar uma ave numa situação que não lhe é normal pode gerar grande estresse o que, por sua vez, pode desencadear doenças. Sempre se dirija a elas com tom de voz cordial, falando normalmente. Isto gera confiança no relacionamento.

Evite 'ganchos' e cordas em viveiros ou gaiolas. As aves podem ficar presas em ganchos, ferindo-se . Cordas também não são recomendadas pois podem prendê-las, inadvertidamente, e vir a causar problemas fatais.

Atenção

As informações abaixo são baseadas exclusivamente na experiência de criadores no tratamento de determinados problemas. Isto não exclui, de forma alguma, a necessidade de levar sua ave a um veterinário devidamente habilitado e credenciado. Somente este profissional pode avaliar, analisar e dar o tratamento mais efetivo na solução dos eventuais problemas de saúde relacionados às aves.

Problemas Oculares

Um dos problemas mais comuns com relação às Calopsitas tem a ver com irritações ou inflamações oculares. Inicialmente procure limpar com soro fisiológico e água boricada. Na maioria das vezes este tratamento é suficiente. Se após 3 dias permanecer o problema utilizar então Terramicina Oftálmica©, Gentamicina©, Tobrex© (Tobramicina) ou Diamotil-B© ( preferencialmente em pomada, não líquido ) . Evitar produtos com cortisona . Podem ser obtidos em farmácias.

Falta de Cálcio

Problemas nos ossos - Pernas fracas

Um problema que pode afligir aves é a falta de cálcio. Isto pode acarretar diversos problemas. A ave tem sua estrutura ossa comprometida. Muitas vezes não consegue ficar de pé nas próprias pernas. Qualquer batida pode ocasionar graves problemas. Uma alimentação balanceada irá diminuir este problema, senão saná-lo. Procure fornecer dia sim, dia não verduras às aves, sobretudo couve, espinafre, brócolis. Em casos críticos, entretanto, será necessária aplicação extra de cálcio. Podemos nos utilizar de produtos tais como o Avitrin Cálcio© onde, seguindo a bula, pingamos cálcio na água das aves. Podemos também utilizar Aderogil-D© diretamente no bico da ave. Avitrin Cálcio© pode ser adquirido em Petshops e agropecuárias. Aderogil-D© pode ser adquirido em farmácias.

Inflamações

Calopsita

Calopsita

Ave estressada, nervosa

As aves podem ficar estressadas ou nervosas por uma série de fatores. Algumas vezes a simples mudança de lugar pode gerar o estresse. Nestes casos pode ser utilizado a Dextrose ( Dextrosol© ), também conhecido como açúcar de milho, açúcar de uva ou açúcar para bebê . Devemos dissolver um pouco na água do bebedouro e fornecer à ave por três dias. Não exagerar no uso nem na prolongação do tratamento pois pode provocar sono excessivo da ave. Pode ser adquirido em farmácias e alguns supermercados.

Calopsita

Vermes

Vermes os mais diversos são extremamente fáceis de serem adquiridos pelas aves. Caso estejamos pensando em procriação o problema cresce ainda mais. Para se evitar problemas com vermes ( podem levar à morte adultos e principalmente filhotes ) é aconselhável aplicação de vermífugo a cada 6 meses, baseados em Mebendazol . Temos à venda, por exemplo, o Avitrin Vermífugo© . Basta seguir as instruções da bula. Poucos meses antes de se tentar uma criação é aconselhável a aplicação, caso ainda não tenha feito. Pode ser adquirido em Petshops. Podem também serem fornecidas sementes de abóbora que são naturalmente vermífugas.

Ferimentos com sangue

Em caso de aves que tenham se ferido e estejam sangrando se possível primeiro efetuar uma limpeza com soro fisiológico ou água boricada. Após a limpeza pode-se utilizar a pomada Fibrase© que possui ótimo efeito no ferimento. Caso haja sangramento que não diminua você pode colocar um pouco de pó de café sobre o ferimento. Isto força que haja coagulação mais rápido. Após ter ocorrida a coagulação limpar com cuidado a parte atingida e aplicar a Fibrase©. Esta pomada pode ser adquirida em farmácias.

Piolhos

Os piolhos são pequenos vermes vermelhos que se alojam no corpo das aves. Acabam debilitando as aves devido a se alimentarem do sangue. Aves caseiras podem ser contaminadas por aves silvestres que pousam próximo e acabam por deixar alguns cairem, passando a nossas aves. Existem no mercado diversas opções contra estes parasitas. Um deles é o Piolhaves©. Outro é o Bolfo©, da Bayer©.

Praticamente todos são um talco que é aplicado diretamente nas aves. É necessário que cubramos a cabeça da ave para que ela não aspire a aplicação. Da mesma forma a aplicação deve ser efetuada com uma luva própria pelo criador, não devendo ser aspirada também por humanos. Pode ser adquirido em Petshops e agropecuárias.

Algumas pessoas, ao invés de se utilizar destes produtos, efetua um 'banho' com vinagre diluído nas aves. Para se evitar este contágio podemos misturar folhas de eucalipto ou louro na serragem das gaiolas, sobretudo em ninhos. Amassam-se as folhas e , a seguir, coloca-se abaixo da serragem.

Ave defecando sangue

O ideal neste caso seria levar a ave até um veterinário. As causas podem ser : 1) Parasitas Intestinais - Usar Mebendazole ; 2) Protozoários - Usar Flagyl ; 3) Coccídeos - Usar Sulfas . São doenças que debilitam rapidamente a ave devendo ser tratada da forma mais rápida possível.

Espirros constantes

Algumas aves costuma ter grande suscetibilidade a alguns fatores externos que acarretam um grande número de espirros, por vezes lembrando uma rinite. Em um primeiro tratamento deve ser aplicado Rinosoro, uma gota em cada narina e observar se há melhora perceptível. Caso o problema persista para estes casos é recomendado, então, o uso de Sorine© ou Gasarone© diretamente nas narinas da ave ( uma gora por narina; caso perceba que não houve penetração da quantidade necessária pingue novamente).

Cuidado para não pingar nos olhos, procurando imobilizar a cabeça da ave. Este produtos podem ser adquiridos em farmácias. Foi efetuada a observação de uma pessoa lembrando que Sorine é um produto à base de Nazofalina, produto tóxico e que, eventualmente, pode vir a causar o óbito da ave. A indicação de Sorine foi efetuada por criadores com base em suas experiências, porém a pessoa em questão afirma que criadores têm como único objetivo o lucro, sem pensar na saúde e bem-estar de suas aves, motivo da indicação do Sorine. Aqui cabe o bom-senso da pessoa que cria e dos criadores em geral no tocante à observação desta pessoa.

Caso queira o conteúdo da troca de emails no tocante a este assunto basta que assim nos solicite. O colaborador Renato F Júnior lembra oportunamente que há o sorine pediátrico e adulto. O pediátrico (como o Rinosoro) possui uma solução de Cloreto de Sódio a 3%. Apenas a modalidade Adulto possui nafazolina (potente vasoconstritor que pode ter efeitos colaterais em crianças.(Usuários do Orkut : este tópico é o motivo de não conformidade entre um usuário e o conteúdo deste site).

Peito Seco

O chamado 'Peito Seco' não é uma doença em si, mas uma condição que a ave acaba adquirindo devido a diversos fatores. Ocorre que uma das consequências de doença na ave é a redução da musculatura peitoral. Com isto o osso chamado 'Externo' ou 'Quilha' torna-se proeminente. Na verdade o 'Peito Seco' pode ser gerado por parasitas, fungos, bactérias, vírus, tumores, coccidiose, problemas de nutrição, falta de higiene, má qualidade da água e ainda outros fatores.

Uma determinada doença age reduzindo a capacidade de absorção de alimentos da ave. Ela utiliza suas reservas de gordura ( que é pouca em aves ) . A seguir utiliza o Glicogênio existente e, por fim, consome as proteínas musculares. Ao percebermos que a ave está com 'Peito Seco' isto quer dizer que a mesma já se encontra em fase terminal.

Podemos tentar tratamento com produtos como Saúde® Ampolas e Coquetel© , da Plumas . O melhor tratamento, entretanto, é o de prevenção. Forneça alimentação adequada, atenção ao plantel, higiene, limpeza, tratamentos de manutenção sempre em dia. Isto fará com que tenda a zero a incidência do 'Peito Seco' .

Coccidiose

Esta doença pode ser confundida com outras doenças de sintomas similares. Como principais sintomas podemos citar : Cansaço - a ave parece respirar com dificuldade e tem pouca movimentação; Aumento do consumo de água ; 'Peito Seco' - a ave passa a ter o famoso 'peito seco' conforme item acima; Emagrecimento geral da ave; Fezes aquosas e esverdeadas, ocorrendo diarréia. As fezes por vezes ficam próximas à cloaca da ave, dando uma impressão geral de sujeira na parte de baixo. Algumas vezes as penas da região caem e surge uma aparência 'inchada' . Doença contagiosa.

Esta doença costuma ser adquirida por contágio com outra ave contaminada ( voltamos ao assunto da quarentena ) , falta de higiene na gaiola, bebedouros, comedouros . O tratamento pode ser efetuado com produtos como o Avecox© Suplemento Vitamínico e Aminoácido para Alimento Animal com Coccidiostático ( Aditivo Coccidiostático ) da Vansil©, conforme bula. Pode também ser utilizado o Coccidex© (pode ser adquirido no site www.terradospassaros.com.br ).

Alguns criadores fornecem Milheto para as aves, de caráter profilático. Estes grãos possuem também efeito coccidiostático. Alguns alimentos da empresa Zootekna© também têm, em sua composição, coccidiostáticos. Desta forma utilizando-se milheto e os produtos cocciostáticos teremos uma diminuição significativa da possibilidade de ocorrência desta doença que se mostra extremamente letal para as aves.

Distração

Brinquedos

É muito importante que as calopsitas tenham como se distrair, são aves muito doceis porém se estressam facilmente. Elas precisam ter algo para brincar quando ficam sozinhas.

Calopsita
Playground

Calopsita
Chocalho

Entre outros

  • Espelho
  • Argola
  • Galho de arvoré
  • Balanço

    (ATENÇÃO PARA QUE O TIPO DE ESPELHO TENHA SEMPRE PROTEÇÃO NAS BORDAS ELAS PODEM BICAR SAIR ALGUMA FAGULHA DE CACO DO VIDRO ISSO É PERIGOSO).

    Fonte: www.calopsitas.tecnolab.mus.br

    Calopsita

     

    Calopsita

    Um dos itens que mais chama a atenção dos amantes destas aves é a possibilidade de amansá-las. Desta forma as calopsitas passam a ser, nestes casos, aves de estimação. Atualmente este segmento de aves é conhecido como Aves de Toque pelo fato de que elas e outras aves poderem ser tocadas, acariciadas e responderem a estes estímulos. Uma vez que criam vínculos com seu criador acabam sendo criadas como animais de estimação. Este talvez seja um dos fatores que mais tenha difundido para sua expansão nos lares. Embora possam ser criadas em gaiolas - a exemplo de outras aves - podem ser criadas soltas nos acompanhando pela casa enquanto vemos filmes, lemos um livro. Por vezes parece que acabam por apreciar mais a companhia humana do que a da própria espécie. Ou pensam que são seres humanos pequenos ou que nós somos enormes calopsitas. Seu criador ou dono acaba fazendo parte de seu 'bando' e, desta forma, as famílias acabam por ganhar mais um membro.

    A diferenciação entre as aves 'normais' e as mansas depende fundamentalmente de como elas são criadas. Muitos criadores optam por separá-las ainda bem jovens e alimentá-las pessoalmente, conforme tabela que pode ser seguida no item ALIMENTAÇÃO. Embora este seja realmente o método mais 'fácil' de amansá-las, há inconvenientes. Uma vez que acabamos fazendo as vezes dos pais ao alimentá-las elas acabam facilmente nos aceitando e ficando, consequentemente, naturalmente mansas. O risco é que quando os pais alimentam os filhotes pela regurgitação acabam diretamente fornecendo anticorpos que as protegem naturalmente durante toda sua vida. Por melhor que seja a qualidade da 'papinha' que fornecemos a elas nunca terá os mesmos efeitos que uma alimentação natural fornece. Desta maneira acabamos por obter um animal realmente mais dócil porém com resistência diminuída e, certamente, com menos tempo de vida. Se também não efetuarmos esta alimentação de forma compartilhada ( entre as várias pessoas da família ) existe a tendência de aquela ave acabar por aceitar como seu 'dono' somente o criador efetivo, rejeitando em maior ou menor grau os demais membros da família. Normalmente os machos tendem a adquirir mais facilmente este comportamento do que as fêmeas. Se diversas pessoas efetuam sua alimentação ela acaba aceitando parcialmente a todos. Mas não é raro que, mesmo assim, a ave acabe por 'escolher' alguma pessoa como seu dono, a exemplo do que ocorre com as demais espécies de psitacídeos.

    Calopsita

    Outro método de 'amansar' as aves consiste de , a partir dos 3 meses de vida, ir acostumando-as aos poucos conosco . Este método preserva a aquisição dos anticorpos dos pais , fornecendo maior resistência contra as doenças. É um método mais trabalhoso mas que também fornece bons resultados. A partir de uma determinada data procure colocar a gaiola em que a ave está próxima de si. Procure conversar, procure muito lentamente se aproximar da ave. Ofereça alguma semente que ela goste como, por exemplo, girassol miúdo. Procure efetuar este procedimento o maior número de vezes possível. A partir de um determinado ponto ela irá começar a se acostumar com você, irá se aproximar. A seguir irá aceitar a semente. E assim, lentamente, você irá cativando sua confiança. É fundamental que o ambiente à volta de vocês esteja tranquilo, preferencialmente sem crianças ou outros animais próximos. Aos poucos procure acariciar seu corpo, seu rosto, sempre com gestos bem lentos e bem à vista dela. Carinho nas bochechas são bem aceitos, na maioria das vezes. Novamente lembrando : fêmeas aceitam mais facilmente este contato. Os machos são mais reservados. Mas com ambos este processo também funciona, basta que o tempo investido no relacionamento seja maior. Lembre-se que bicadas fortes fazem parte do exercício. Não desista se isto ocorrer. Por vezes, sobretudo no início, as bicadas podem mesmo vir a tirar um pouco de sangue. Claro que tudo depende de você e do temperamento da própria ave. Irritar-se com ela, gritar, irá apenas desfazer o trabalho que iniciou. Calopsitas são naturalmente assustadas, lembre-se sempre disto. Mesmo estando já amansadas continuam assustadiças. Dentro de algum tempo ela irá para sua mão, para seu ombro. A partir daí é um constante aprendizado de relacionamento entre vocês. Paciência é a palavra de ordem.

    Um terceiro método de se lidar com o item 'amansar' consiste em uma mescla dos dois tipos acima. Este método já é utilizado por muitos criadores e tem mostrado bons resultados. Neste método deixamos os filhotes com os pais em seu ninho. Porém de duas a três vezes por dia ( alguns criadores aconselham 3 vezes ) nós alimentamos os filhotes, manualmente. A seguir recolocamos o filhote novamente no ninho. Com isto temos dois benefícios : as aves acabam ganhando confiança e nos aceitando; e os pais - alimentando as aves nas demais vezes - acabam fornecendo os anticorpos de que elas necessitam. O único inconveniente é o de , eventualmente, os pais abandonarem o ninho pelo fato de estarmos mexendo nele. Isto porém não é o normal. Deve-se sempre procurar manusear o filhote quando os pais não se encontram no ninho. Porém isto nem sempre ( ou mesmo nunca ) é possível.

    Calopsita

    Nota : atualmente criadores diversos aconselham a que sempre tratemos e alimentemos os filhotes em uma superfície não fria. Podemos nos utilizar de um pano ou toalha macia e limpa. Filhotes não possuem um controle de temperatura corporal ainda desenvolvido satisfatoriamente. Uma variação mais forte da temperatura ou uma corrente de vento podem vir mesmo a ocasionar o óbito da ave. Deve-se também efetuar a lavagem das mãos antes de manusear filhotes para não passarmos, indevidamente, uma doença aos pequenos.

    Mas e calopsitas adultas, podem ser amansadas ? Sim, isto é perfeitamente possível. Porém os resultados não serão os mesmos que uma ave amansada desde filhote. Uma ave adulta pode ser amansada mas manterá um certo distanciamento. Em épocas de procriação as aves ficam naturalmente mais arredias. Nestas ocasiões as aves adultas amansadas poderão ter um comportamento mais agressivo, mesmo com seus tratadores. Isto deve sempre ser levado em consideração.

    Amansar as aves é uma opção a ser bem pensada. Uma ave amansada sempre será mais dependente da relação humana. Uma ave amansada requer mais atenção e carinho além de um contato constante. Neste nosso mundo corrido nem sempre temos tempo ou disposição para dar o que ela necessita. Por vezes amansamos ou compramos aves amansadas naquele momento e, aos poucos, acabamos por nos afastar delas. Nestes casos acredito não ser vantajoso nem a você e muito menos para a ave. Aves que são rejeitadas tendem a sentir isto, tal qual ocorre com seres humanos. Podem parar de se alimentar, diminuir sua resistência e mesmo vir a morrer. Em alguns casos a ave acaba regredindo a um estado 'normal' , sem permanecer mansa (embora esta não seja a regra) . Muitas vezes damos menos crédito à inteligência destas aves do que deveríamos. Elas são, sim, animais inteligentes. Adaptam-se a nós, a nossos lares, à nossa vida. Sentem fome, medo, frio, alegria, dor, tristeza, aceitação, rejeição. Aceitam carinho e o retribuem. Conseguem sentir nosso estado de espírito de forma até mesmo maior que nós mesmos. São animais que merecem, antes de tudo, nosso respeito. Já ouvi diversas pessoas ditas eruditas dizerem que falar que uma ave tal qual uma calopsita tem inteligência é um absurdo, uma estupidez. Note que isto somente é dito por quem não as cria e tem absoluta ignorância no assunto, não importando seu grau de instrução. Lembre-se sempre disto.

    História

    As calopsitas têm sua origem na Austrália, sendo um psitacídeo pertencente à família das Cacatuas . A esta família temos também os papagaios e periquitos, para citar apenas os mais conhecidos. Sua classificação científica é Nymphicus hollandicus. A primeira descrição científica desta espécie ocorreu no ano de 1792 . Porém somente a partir de 1884, na Europa, elas começaram a fazer parte das criações. Em 1949 houve uma maior disseminação da espécie com o surgimento da primeira mutação documentada, a Arlequim , no estado da Califórnia ( Estados Unidos ) . A partir da década de 1970 houve a introdução destas aves no Brasil de forma organizada.

    Assim como as Cacatuas é uma bela ave possuidora de uma crista ereta que se movimenta de acordo com os sentimentos da ave. É uma ave de tamanho médio ( aproximadamente 30 cm quando adulta ). Possui um comportamento pacífico o que permite que conviva com diversas aves, mesmo as de menor porte. Muitos machos em espaço reduzido, porém, podem resultar em problemas de agressividade . Normalmente não é uma ave barulhenta a menos que se sinta ameaçada. Seu tempo médio de vida na natureza é de cerca de 30 anos. As que se encontram em cativeiro possuem uma média de vida de 15 a 20 anos. Possui grande variedade de cores atualmente ( mutações ). Abaixo mostramos alguns exemplos destas variedades :

    As calopsitas têm predileção por se alimentar no chão, diferente de outros psitacídeos. Em seu ambiente natural efetuam a reprodução na época das chuvas quando a oferta de alimentos é maior. Fazem seus ninhos em árvores (preferindo troncos de árvores mortas) , geralmente próximos a cursos de água e cachoeiras. Podem se reproduzir o ano todo, porém devem ser tomados cuidados para se evitar a exaustão . A migração destas aves, na natureza, é controlada pelo ciclo das águas.

    Calopsita
    Calopsita em seu ambiente natural

    As mutações mencionadas existem em virtude de fixações de características efetuadas por criadores. Como característica predominante os machos possuem cabeça e crista amarela além de uma 'bochecha' circular vermelha em cada lado do rosto.

    As fêmeas possuem cabeça cinza e crista cinza amarelado também com uma 'bochecha' circular vermelha em cada lateral (embora fêmeas possuam esta mancha levemente mais suave ) . A cauda do macho é totalmente negra na parte de baixo sendo que na fêmea existe uma alternância de negro com amarelo ( dando uma impressão 'rajada' ) . Deve-se notar, entretanto, que conforme as mutações, estas regras mudam. As calopsitas de variedade Lutino (por exemplo) possuem uma tendência ao branco-amarelado por todo seu corpo.

    As variedades acima mostradas devem ser tomadas apenas como referência. Existem atualmente diversas mesclas dos mais variados tipos e cores. Existe a variedade pérola que possui as 'pérolas' da mesma cor das penas, possuindo apenas o contorno cinza, por exemplo. Dentro do item 'fotos' na homepage existem diversos tipos e variedades que merecem uma visita.

    Alimentação

    A alimentação das Calopsitas deve ser bem observada, sobretudo em época de posturas. Abaixo seguem orientações.

    20% de alpiste, 50% de painço, 15% de arroz com casca, 10% de aveia e 5% de girassol miúdo. Deixar nos alimentadores para ser consumido conforme necessidade da ave. Atualmente se encontram alimentos prontos a granel (por quilo) ou em pacotes fechados, de diversas marcas. Estes alimentos, via de regra, possuem a constituição acima adicionada de algum(ns) ingrediente(s) variando de fabricante para fabricante. A granel podem ser encontradas rações para periquitos ou calopsitas (embora esta última seja mais difícil de ser encontrada). Atualmente podem ser encontrados alimentos extrusados prontos para estas aves.. Estes alimentos extrusados contém prebióticos que ajudam na saúde das aves. Também existem alimentos extrusados preparados especialmente para as épocas de reprodução, muda e estresse das aves. Note que nem todas as aves aceitam prontamente alimentos extrusados devendo haver uma transição programada ou misturada à ração normal.

    Calopsita
    Alpiste

    Calopsita
    Aveia

    Calopsita
    Girassol

    Calopsita
    Painço

    Calopsita
    Arroz com casca

    Não é aconselhável fornecer apenas um tipo de semente. Além de causar carência nutricional alguns alimentos com porcentagem mais elevada ( ex: aveia ) podem causar distúrbios gástricos, diarréias e outros problemas. A utilização das porcentagens acima garante a melhor taxa de aproveitamento x necessidades das aves.

    Farinhadas

    Estas farinhadas podem ser feitas em casa ou compradas prontas em pet shops. Em casa é normalmente feita com ovo cozido normalmente amassado com fubá. Alguns criadores misturam Neston nesta farinhada caseira. Porém deve ser obrigatoriamente retirada após algumas horas para não estragar e afetar as aves. As farinhadas comerciais têm um período de validade maior visto serem desidratadas.

    Frutas e legumes em pedaços e verduras como espinafre, chicória, brócolis, almeirão e couve, bem lavados (2 a 3 vezes por semana). Também podem ser fornecidas folhas de beterraba.

    Não forneça alface ( pode ocasionar diarréia) . Não é aconselhável fornecer tomate, beringela e abacate.

    Milho verde (diariamente ou em dias alternados. Caso haja filhotes fornecer diariamente!). O milho verde é muito importante para a saúde de uma calopsita. Grãos germinados de girassol, milho seco, painço, aveia com casca, trigo e arroz sem casca. Também pode ser fornecido grão de bico após deixar de molho para amaciar. Pão duro, seco e em pedaços de preferência o integral. Há criadores que fornecem os pães umedecidos. Mas nestes casos devem ser trocados após poucas horas no máximo. Areia grossa e lavada e farinha de ostras para ajudar na digestão e como fonte de cálcio (principalmente na reprodução); Carvão vegetal em pedaços ou moído e adicionado à areia e à farinha de ostras; Osso de siba ( também conhecido como osso de baleia ) . Atualmente podem ser encontradas nas lojas especializadas compostos contendo areia lavada, farinha de ostras (ou ossos), carvão vegetal, erva doce ( conforme o fabricante há variação na composição ). Este tipo de composto é comumente denominado grit .

    Calopsita

    Podem ser fornecidas também abóbora e cenoura cruas, cortadas longitudinalmente ( comprido ) de forma que o miolo fique mais exposto. Parece haver preferência da abóbora à cenoura. Ambas têm caroteno ( proto vitamina A ). A semente da abóbora funciona como vermífugo.

    Encontram-se disponíveis também alimentos diversos apelidados de 'papa universal' . É um conjunto de elementos que varia de fabricante a fabricante. Alguns possuem em sua composição ovo em pó, farelo de soja, levedura seca de cerveja, farinha de conchas, premix vitamínico, óleo vegetal e outros.

    Criação

    Calopsita

    As calopsitas atingem sua maturidade sexual por volta dos 12 meses. Desta forma é desaconselhável a reprodução com menos idade.

    Um casal é formado pela própria escolha das aves. Ter um casal junto não significa obrigatoriamente que eles irão se reproduzir. Embora as chances sejam aumentadas elas não são absolutas. Os casais se formam naturalmente. Após a fecundação da fêmea pelo macho ela irá colocar em média de 4 a 7 ovos no ninho . Não obrigatoriamente todos estarão fecundados. A fêmea coloca os ovos com um espaçamento de 1 a 2 dias ( em média ) entre eles. E da mesma forma os filhotes não nascerão todos ao mesmo tempo. Após a postura dos ovos os filhotes nascem em um período de 17 a 22 dias . Normalmente os filhotes devem ser separados dos pais com 8 semanas de vida. A colocação de um ninho próprio para calopsitas ( vendido nas petshops ) fornece o estímulo necessário para a reprodução. Se possível é aconselhável colocar o ninho no lugar mais alto possível. Isto porque, desta forma, estaremos nos aproximando o mais possível do ambiente natural de nidificação na natureza onde as calopsitas criam os ninhos no alto das árvores.

    As calopsitas podem efetuar sua reprodução o ano inteiro mas é aconselhável deixar que tenham apenas 2 ou 3 ninhadas anuais. Há um grande desgaste dos pais no tratamento e cuidados dos ovos e filhotes levando-os a uma exaustão caso fiquem efetuando reproduções uma após a outra. Notar que nas épocas de procriação deve ser fornecido milho verde diariamente, sobretudo quando nascerem os filhotes. Procure fornecer também de forma regular ( dia sim , dia não ) as verduras ( vide o item Alimentação do site). A alimentação dos pais também deve ser mais abundante, bem como a oferta de água disponível. Os criadores experientes aconselham deixar sempre à disposição das aves 'banheiras' com água , sobretudo nesta época. Os pais eventualmente procuram esta oferta extra de água até mesmo para auxiliar no nascimento dos filhotes, umedecendo os ovos . A aplicação de vitaminas também é efetuada por alguns criadores, bem como fornecimento de cálcio extra ( normalmente colocado na água das aves ) . Porém aves saudáveis e bem alimentadas não têm a necessidade destes complementos. Para que a postura finalize basta que se retire o ninho. É aconselhável então a limpeza do ninho, deixando-o preparado para quando ocorrer a próxima época de postura. Os criadores limpam os ninhos e o desinfetam com álcool , deixando-o secar naturalmente.

    Tem-se observado que normalmente épocas secas tendem a fornecer menos ovos galados , mesmo embora os pais estejam saudáveis e sejam prolíficos.

    Os pais, na época da reprodução, podem ficar mais arredios ( mesmo se forem calopsitas mansas ) e mesmo agressivos. Isto é natural devido ao seu instinto básico de cuidado e proteção das crias. Sempre é bom lembrarmos disto ao tormarmos alguma bicada inesperada. É aconselhável deixar o ninho em um lugar tranqüilo , dando uma sensação um pouco maior de proteção. Por vezes é observado um comportamento diferente dos pais abrindo as asas e ameaçando bicar, tal qual uma águia preparada para atacar. Nestas épocas o simples barulho à noite pode ocarretar este comportamento. Se efetuarmos a alimentação dos filhotes na mão acabamos por amansá-los naturalmente. Para maiores detalhes sobre este processo leia o item Calopsitas Mansas do site. Também é normal que os machos, nestes períodos, diminuam bastante o canto. A maioria simplesmente para de cantar. Na natureza o fato de permanecer em silêncio quando se está com filhotes acaba por ser um fator a mais na proteção das crias. Embora nossas aves estejam livres dos perigos naturais o comportamento dos pais permanece, por instinto.

    Porém para que possamos criar casais devemos efetuar a identificação do sexo das aves. Enquanto esta separação é relativamente fácil na variedade natural da espécie ( calopsitas cinzas ) as demais variedades podem apresentar dificuldade na sexagem. Abaixo podemos observar a sexagem das calopsitas cinzas .

    Calopsita

    Calopsita

    A sexagem das demais variedades realmente é difícil, sobretudo nas lutinas ou brancas . Caso se observe as penas inferiores da cauda e se note, mesmo que levemente, um desenho 'rajado' ( listras ) pode-se pressupor, com um certo acerto, tratar-se de uma fêmea.

    Uma outra forma de se diferenciar o sexo das aves é quando as mesmas estão com uma idade aproximada entre 4 e 5 meses de vida. Neste período os machos começam a piar mais, começam timidamente a ensaiar cantos, piados diferenciados, mesmo imitação dos sons à sua volta. Esta é uma característica masculina da espécie, embora já se tenha observado que algumas fêmeas também podem agir desta forma. Mas esta é uma exceção. Normalmente as fêmeas apenas emitem um piado ou pequenas variações deste piado ao longo de sua vida.

    Calopsita
    Macho chocando

    Alguns criadores conseguem efetuar também a sexagem das aves através da verificação, por toque, da cloaca do animal. Devido à necessidade das fêmeas de colocarem ovos um pequeno osso arredondado nesta região acaba possuindo uma abertura maior do que a presente nos machos. Este procedimento, porém, é polêmico entre os criadores. A eficácia deste método é discutível.

    Atualmente ainda existe um terceiro método, mais tecnológico. Existem empresas que fazem a sexagem das aves por DNA. Você solicita um kit à empresa , põe algumas penas e envia . Eles fazem a análise e enviam o resultado a você . Estes resultados são confiáveis e estão disponíveis para Calopsitas. Os valores dos exames variam. A preços de Maio de 2004 estavam por volta de R$ 18,00 cada sexagem.

    É aconselhável, antes de se tentar a postura das aves, aplicar vermífugo . Isto acaba livrando as aves de vermes e, consequentemente, ajudando na criação e saúde dos futuros filhotes. Porém a partir do momento em que os filhotes nasçam é desaconselhável a sua aplicação.

    Por vezes alguns criadores apregoam que calopsitas mansas não procriam . Isto está incorreto. Tanto a calopsita dita mansa quanto a normal acabam efetuando a postura e criação de filhotes com sucesso.

    Filhotes

    Calopsita
    Pai alimentando filhote

    Após a eclosão dos ovos os pais se revezam no cuidado e alimentação dos filhotes. O comportamento dos pais, a partir deste momento, pode variar ainda mais. Normalmente a fêmea fica com os filhotes. Quando ela sai o macho fica no ninho aguardando o retorno dela para poder sair novamente. Tanto a fêmea quanto o macho alimentam o filhote diretamente no bico. Atentem que nem todos os ovos eclodem, obrigatoriamente. O período de duas semanas é crucial no crescimento dos filhotes. Quanto mais os filhotes receberem alimento diretamente dos pais mais saudáveis eles serão. Quando se quer amansar calopsitas normalmente se retiram os filhotes durante o final deste período . Antes disto há grande chance dos filhotes morrerem. Para maiores detalhes da criação de calopsitas mansas veja o item Calopsitas Mansas . Atualmente tem-se a tendência de tentar amansar calopsitas somente a partir dos três meses de vida. Desta forma garante-se uma maior saúde e longevidade da ave. Embora deva-se evitar ao máximo se mexer em ninhos neste período temos que atentar para dois fatos :

    Primeiro : algumas vezes um filhote acaba saindo do ninho propriamente dito, indo para a 'ante-sala' ( onde há a abertura redonda de entrada do ninho ) . Caso o filhote seja novo e fique lá são grandes as chances de sua morte. Filhotes não conseguem gerar o seu próprio calor de forma adequada. Permanecendo na câmara do ninho é aquecido pelos pais e, quando há mais de um filhote, pelo próprio irmão. Nestes casos é interessante uma avaliação adequada e que se tente pôr de volta o filhote na câmara principal. Na foto abaixo note que há tanto filhotes na câmara principal quanto na 'ante-sala' . Como é grande o número de filhotes isto é normal. Note que ficaram , neste caso, dois nesta ante-sala. E como são um pouco maiores e mais emplumados acabam conseguindo se aquecer melhor.

    Calopsita

    Segundo

    Algumas vezes os pais acabam não alimentando os filhotes ou acabam alimentando-os menos do que deveriam. Nestes casos os filhotes podem simplesmente morrer por inanição. Temos também a possibilidade de que, por algum motivo, os pais abandonem o ninho. Em qualquer destes casos se não tomarmos alguma ação os filhotes certamente morrerão. Devemos lembrar, sempre, que calopsitas são aves naturalmente assustadiças. Um grande susto ou grande alteração de seu ambiente de forma repentina pode ocasionar tais abandonos. Nestes casos temos que proceder, nós mesmos, à alimentação deste filhotes. Abaixo fornecemos a maneira certa para agirmos da forma mais acertada possível. Filhotes são extremamente frágeis e delicados. Temos que tomar o maior cuidado possível no eventual manejo dos mesmos.

    A alimentação deste filhotes com poucos dias ou semanas de vida deve ser efetuado com cuidado e critério. Atualmente existem, no mercado, diversos alimentos destinados à alimentação de filhotes de aves. Marcas como CC-Albium, Beppler, Alcon têm colocado à disposição do criador alimentos que atendem a este fim. Se possível devemos procurar alimentos voltados a psitacídeos. Nem sempre é possível esta escolha, sobretudo em lugares muito afastados dos grandes centros urbanos ou onde não haja grande saída de produtos para aves. Atualmente a Alcon tem para venda alimentos especialmente voltados para filhotes de psitacídeos, caso das Calopsitas. Junto com as embalagens segue também a forma de preparo dos mesmos. Via de regra o alimento - em pó - deve ser dissolvido em água morna e servida aos filhotes. Embora filhotes possam aceitar alimentos frios observa-se uma aceitação maior quando a alimentação se dá morna. Os filhotes podem, inicialmente, não aceitar de bom grado este tipo de alimento. Devemos, entretanto, insistir para garantir a vida da ave. Alguns criadores se utilizam de seringas. Enchem-na de alimento e colocam dentro do bico da ave. A Cockatiel Society aconselha que os filhotes sejam primeiramente aquecidos e colocados sobre uma superfície devidamente 'acolchoada' por panos de forma que o filhote possa sentir o mínimo possível de frio.

    Calopsita
    Filhotes cinza

    Atualizando os conhecimentos atuais temos procedimentos mais detalhados nesta alimentação por seringa : Com o filhote de frente para você , seringa na mão direita, entre com a seringa pelo lado direito do bico do filhote, diagonalmente, cerca de 45° em direção ao lado esquerdo ( onde fica o papo ) . Quando a seringa entrar no bico pressione lentamente para que o filhote reconheça a 'papinha'. Quando ele sentir e começar a pedir vá apertando a seringa levemente de forma a não encher totalmente seu bico de papinha e nem que aspire o ar, podendo engasgar. E desta forma vá alimentando o filhote ( abaixo segue esquema visual para auxiliar a sabermos como alimentar e quanto de alimento devemos dar aos filhotes ) .

    Alguns criadores aconselham a alimentação através de colheres de café ( pequenas ) . Se possível 'entortadas' nas bordas de forma a criar um pequeno 'funil' . Pegamos o alimento e damos diretamente no bico da ave. Elas aceitam o alimento normalmente.

    Outros criadores pegam pedaços de madeira ou plástico bem finos, colocam o alimento neles e , a seguir, no bico dos filhotes. Independentemente do método devemos sempre nos lembrar da delicadeza dos filhotes e procurar sempre tomar o maior cuidado possível.

    Sempre após a alimentação dos filhotes temos que proceder à limpeza dos mesmos, sobretudo nos bicos. Caso as penas fiquem sujas devemos umedecer um pano limpo em água morna e, delicadamente, proceder à limpeza da ave. O mesmo vale para o bico. A sujeira nos bicos pode favorecer a criação de fungos, prejudicando a ave. Pode-se utilizar uma haste de plástico com algodão na ponta ( 'cotonete' ), umedecê-lo em água morna e proceder à limpeza do bico .

    Devemos proceder à alimentação dos filhotes sempre que eles estiverem com aproximadamente 10% do papo vazio. Abaixo segue uma 'tabela' para auxiliar no controle da alimentação dos filhotes . Devemos atentar que muitos filhotes, mesmo com o papo cheio, ficam ainda pedindo mais alimento. Devemos ter o bom sendo e perceber que é uma manha natural ao filhote. Caso continuemos dando alimento podemos até mesmo estourar o papo do filhote, vindo a matá-lo.

    Para a alimentação dos filhotes podemos seguir estas recomendações abaixo :

    Os filhotes deverão ter 2 semanas de vida, no mínimo. Se você fizer antes, o pássaro provavelmente não sobreviverá.

    Lembre-se : este procedimento somente é aconselhável se estritamente necessário. Criadores comprovam que aves alimentadas normalmente pelos pais têm uma melhor saúde e uma maior longevidade !

    Prepare a mistura seguindo estritamente as instruções na embalagem do produto. Esta mistura pode ser encontrada nas petshoppes . O filhote pode ser alimentado com uma seringa normal. Procure não reutilizar. Pode ser utilizada colher e pazinhas conforme o texto anterior.

    Não fique surpreso com os sons que os filhotes emitem durante a alimentação.

    Horários de alimentação

    3 semanas 4 semanas 5 semanas 6 - 7 semanas 8 semanas
    7.00 - 11.00 - 15.00

    19.00 - 23.00

    7.00 - 12.30 - 17.30

    21.00 - 22.30

    7.00 - 15.00 - 22.00 7.00 - 22.00 22.00

    A partir da sexta semana você pode começar a deixar um pouco de mistura para calopsitas na gaiola. O filhote paulatinamente irá começar a comer sozinho, sem sua ajuda. Deixe disponível milho cru para o filhote.

    O filhote provavelmente estará independente por volta de 10 a 12 semanas. Daí ele estará “desmamado”. A partir deste ponto prosseguir com a alimentação normal de calopsitas.

    Fonte: www.omniverso.com

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