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Carl Rogers

Carl Rogers
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Carl Ransom Rogers nasceu no dia 8 de janeiro de 1.902 em Oak Park, Chicago, Estados Unidos, numa família cristã cuja religiosidade era rigorosamente fundamentalista. Sua infância foi limitada pela crença e atitude de seus pais, e pela solidão, durante este período até o final da adolescência, segundo ele mesmo, não havia em sua vida relacionamento que hoje ele definiria como saudável.

No colegial tornou-se um excelente aluno, com ávidos interesses científicos. Estudou na Universidade de Wisconsin, tendo lá as suas primeiras experiências de relacionamento significativas e recompensadoras, contudo, ainda norteadas com muitas regras.

Em seu segundo ano de faculdade começou a aprofundar-se em assuntos religiosos.

Durante o curso de pós graduação, embora já cada vez mais distante dos cursos acadêmicos de religião, passou por algumas experiências que o ajudaram a modelar a sua maneira de se relacionar com os outros, e a perceber que trabalhar com as pessoas poderia se tornar sua profissão.

Como psicólogo, trabalhou primeiramente com crianças em Rochester, Nova York, num centro de orientação infantil, onde permaneceu por doze anos, os quais os ajudaram a compreender formal e diretamente para o que ele iria denominar mais tarde de Abordagem Centrada na Pessoa, que foi aprimorada através de suas experiências de magistério na Universidade de Ohio e depois como diretor de um novo centro de aconselhamento baseado em suas idéias na Universidade de Chicago onde publicou Terapia Centrada no Cliente (1951), que continha sua primeira teoria formal sobre a terapia, sua teoria da personalidade e algumas pesquisas que reforçavam sua conclusão.

Foi um dos pioneiros nos movimentos de grupo de encontro, um dos fundadores da Psicologia Humanista, e o primeiro psicólogo a dirigir um departamento de psiquiatria em uma grande universidade (Universidade de Wisconsin).

“Sinto pouca simpatia pela idéia bastante generalizada de que o homem é fundamentalmente irracional e que seus impulsos, quando não controlados, levam a destruição de si e dos outros. O comportamento humano é extremamente racional... A tragédia para muitos de nós deriva do fato de as nossas defesas nos impedirem de surpreender essa racionalidade, de modo que estamos conscientemente a caminhar em uma direção, quando organicamente seguimos outra.” (Rogers, 1969)

Sua proposta de aconselhamento transformou-se numa prática de psicoterapia; esta por sua vez, veio a se tornar uma teoria de psicoterapia e personalidade. A teoria forneceu as hipóteses que abriram todo um novo campo de pesquisa. Daí desenvolveu-se uma abordagem para todas as relações interpessoais. Alcançou a educação, como forma de facilitar a aprendizagem em todos os níveis.

Carl Rogers ajudou a criar o Centro de Estudos de Educação da Pessoa, uma livre associação de pessoas em profissões de ajuda.

A Abordagem Centrada na Pessoa desenvolveu-se essencialmente a partir das suas próprias experiências clínicas, e mais tarde descobriu paralelos ao seu trabalho em fontes orientais, no Zen Budismo e nos trabalhos de Lao Tsé.

Foi duas vezes eleito presidente da Associação Americana de Psicologia, e recebeu desta mesma associação os prêmios de melhor contribuição científica e o de melhor profissional.

Visitou o Brasil em 1977, 78 e 85 realizando grupos de encontro, conferências e entrevistas.

Em 1979, perdeu a sua companheira Helen após união de 55 anos.

Rogers morreu em 5 de fevereiro de 1987, mesmo ano em que é indicado ao Prêmio Nobel da Paz, aos 85 anos de idade, ainda ativo, escrevendo, realizando conferências e cuidando de seu jardim, ao lado de colegas mais jovens, filhos e netos.

Marcos Alberto da Silva Pinto - CRP 06/33896-4

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Belém, Diana (2000). Carl Rogers: Do Diagnóstico à ACP. Recife: Bagaço.

Fadiman, James & Frager, Robert (1986). Teorias da Personalidade. São Paulo: Harbra.

Holanda, Adriano F. (1998). Diálogos e Psicoterapia: Correlação Entre Carl Rogers e Martin Buber. São Paulo: Lemos Ed.

Fonte: www.encontroacp.psc.br

Carl Rogers

1902-1987

Carl Rogers
Carl Rogers

"Por que uma criança aprende a andar? Ela tenta erguer-se, cai e machuca a cabeça. [...] Não existe grande recompensa enquanto ela não conseguir realmente realizar seu intento, e apesar de tudo, a criança está disposta a suportar a dor [...] Para mim, isso é uma indicação de que existe uma verdadeira força de atração para a possibilidade de crescimento continuar." (Rogers, In: Frick, W. Psicologia Humanista, p. 118)

O homem sempre se esforça para ter tensões, ao invés de procurar reduzi-las. Acho que há muitas evidências, agora, de que isso é verdade. A esse esforço, no homem, chamamos de curiosidade. (Rogers, In: Evans, R. Carl Rogers: o homem e suas idéias, p. 40)

Biografia

Carl Rogers foi um psicólogo americano, que atuou como psicoterapeuta por mais de 30 anos e trouxe grandes contribuições para a prática clínica e para a educação. No Brasil suas idéias tiveram difusão na década de 70, em confronto direto com as idéias do Comportamentalismo (Behaviorismo), que teve em Skinner um de seus principais representantes. Rogers é considerado um representante da psicologia humanista e da corrente humanista em educação. Teve grande atuação política, especialmente na resolução de conflitos, a ponto do seu nome ter sido indicado ao Prêmio Nobel da Paz de 1987. Estudiosos da linha da psicologia transpessoal também reconhecem contribuições de Rogers, especialmente nos últimos anos de sua obra, quando ele passou a dedicar atenção à espiritualidade humana e a um estado especial de consciência que ele identificou durante suas sessões como psicoterapeuta.

Carl Rogers nasceu no dia 8 de Janeiro de 1902, em Oak Park, nos arredores de Chicago. Os pais de Rogers vinham de uma cultura protestante moralmente rígida, um tanto conservadora e bastante fixada em valores tradicionais. Tanto o pai como a mãe tinham formação universitária e estimulavam uma atmosfera intelectual na família.

Rogers foi sempre um aluno brilhante e muito interessado pelo conhecimento. No entanto, conseguia sempre colaborar nos trabalhos do dia-a-dia da família. Sua rede de relacionamentos fora da família era muito restrita, pois a família valorizava muito o o trabalho físico e intelectual, o que não deixava muito tempo para atividades de lazer. Rogers concentrava-se então em leituras, preferencialmente de caráter religioso.

Aos 12 anos, Rogers e sua família mudam-se para uma nova residência nos arredores de Chicago, onde há terra suficiente para iniciar uma atividade agrícola. Em conseqüência dessa atividade, Rogers matricula-se, em 1919, no curso de Agronomia da Universidade de Wisconsin. Já nos primeiros anos, envolve-se em atividades comunitárias, onde começam a aparecer seus talentos de facilitador e organizador. Decide então mudar para o curso de História, com a intenção de seguir mais tarde a carreira religiosa.

Em 1922, Rogers passa seis meses na China, passando também pelo Japão e Coréia, para o Congresso da Federação Mundial dos Estudantes Cristãos. O contato com a cultura oriental e com o pensamento budista faz com que Rogers reveja suas convicções religiosas. Mantém, entretanto, sua intenção de seguir na vida pastoral.

Em 1924, termina a faculdade de História. No mesmo ano, casa-se com Hellen Elliot, uma amiga de infância, com quem posteriormente teve dois filhos, chamados David Elliott Rogers (1926) e Natalie Rogers (1928).

Rogers matricula-se no Seminário da União Teológica em Nova Iorque, uma instituição com ambiente bem menos conservador do que o que sua família desejara. Freqüenta alguns cursos na faculdade de Psicologia dessa instituição, onde conhece os psicólogos Goodwin Watson e William Kilpatrick, com os quais bastante se impressiona. No segundo ano, toma consciência de sua falta de vocação para a carreira religiosa e transfere-se para o curso de Psicologia do Teachers’ College da Universidade de Columbia. Nessa época, é bastante influenciado pela filosofia de John Dewey.

Em 1926 começa a trabalhar no Instituto de Aconselhamento Infantil (Institute for Child Guidance) em Nova Iorque, onde trava sua primeira batalha com a psiquiatria, para igualar seu salário com o dos psiquiatras.

Em 1928, doutora-se no Teachers’ College. Sua tese consistia na criação de um teste de personalidade para crianças. Nessa época, trabalhava como psicólogo na Sociedade para Prevenção de Crueldade Contra Crianças (Society for the Prevention of Cruelty to Children). A partir de 1929, dirige, durante 12 anos, o Centro de Observação e Orientação Infantil dessa Sociedade. Lá, conhece Otto Rank, por cuja prática terapêutica é influenciado. Conhece também Jessie Taft e seu livro de 1933, que Rogers considerou uma obra prima.

Em 1938, Rogers trava nova batalha com os psiquiatras. O Centro que ele já dirigia foi ampliado e a instituição queria eleger um psiquiatra como diretor, por tradição. Rogers consegue manter seu cargo como dirigente do Centro, tornando-se o primeiro psicólogo a ocupar essa posição. Seu primeiro livro surge em 1939: “O tratamento clínico da criança-problema”, onde apresenta suas pesquisas até então. A repercussão do livro faz com que ele passe a ser conhecido como psicólogo clínico.

Rogers desenvolve uma forma de psicoterapia cada vez menos diretiva, baseada mais na aceitação dos sentimentos do cliente pelo terapeuta, e menos na interpretação e no direcionamento. Assim surge a Terapia Centrada na Pessoa (ou Abordagem Centrada na Pessoa), sobre a qual Rogers afirma:

“Pode parecer absurdo alguém poder nomear o dia em que a Terapia Centrada no Cliente nasceu. Contudo, eu sinto que é possível nomeá-lo como sendo o dia 11 de Dezembro de 1940.”

De 1945 a 1957, Rogers tem um período muito rico em termos de produção científica, com muitas publicações. Seu livro de 1951, “Terapia Centrada do Cliente”, é um dos pontos altos dessa produção.

No ano de 1961, Rogers publica o livro “Tornar-se pessoa”, que rapidamente transforma-se em um best-seller mundial. A partir dessa época, Rogers passa a investir cada vez mais no trabalho com grupos, ou “grupos de encontro”, como ele os denomina. O livro "Grupos de encontro", publicado em 1970, foi apreciado tanto por profissionais como por leigos e rapidamente tornou-se um livro de consulta obrigatória na área.

A partir de 1972, dedica-se principalmente à reflexão sobre aspectos sociais e políticos, explorando as possibilidades criativas oferecidas pelos grupos de encontro. Dessas reflexões surge o livro "Poder Pessoal", publicado em 1977.

Em 1985 Rogers atua como facilitador de um workshop na Áustria com 50 líderes internacionais para discutir, segundo o modelo dos grupos de encontro, as tensões políticas na América Central. Nos últimos anos de sua vida, Rogers investe cada vez mais em workshops de esforço pela paz, tanto que seu nome foi indicado em 1987 para o Prêmio Nobel da Paz.

Principalmente após a morte da esposa, em 1979, os últimos anos de Rogers foram marcados por um interesse pela dimensão espiritual do homem, pela transcendência e pela integração do homem com o universo. Valoriza, na terapia, a intuição e a “presença”, uma forma de comunicação com características transpessoais, que ele identifica como um “estado alterado de consciência”.

Rogers faleceu em La Jolla, na Califórnia, no dia 4 de Fevereiro de 1987, após uma fratura do colo do fêmur. Antes de falecer, permaneceu três dias em coma, quando então as máquinas que o mantinham vivo foram desligadas, de acordo com as instruções que ele mesmo deixara.

Congruência

Rogers, no livro "De Pessoa para Pessoa", assim define congruência:

Em primeiro lugar, a minha hipótese é que o crescimento pessoal é facilitado quando o conselheiro é aquele que, na relação com o cliente, é autêntico, sem máscara ou fachada, e apresenta abertamente os sentimentos e atitudes que nele surgem naquele momento. Empregamos a palavra 'congruência' para tentar descrever esta condição. Com ela queremos dizer que os sentimentos que o conselheiro está vivenciando são acessíveis à sua consciência, que é capaz de viver estes sentimentos, senti-los na relação e capaz de comunicá-los, se isso for adequado. Significa que entra num encontro pessoal direto com o cliente, encontrando-o de pessoa para pessoa. Significa que ele é aquele que não se nega. Ninguém atinge totalmente esta condição; contudo, quanto mais o terapeuta é capaz de ouvir e aceitar o que ocorre em seu íntimo, e quanto mais é capaz de, sem medo, ser a complexidade de seus sentimentos, maior é o grau de sua congruência.

Empatia

Uma das últimas definições de Rogers está no livro "A Pessoa como Centro". Ela diz que:

A maneira de ser em relação a outra pessoa denominada empática tem várias facetas. Significa penetrar no mundo perceptual do outro e sentir-se totalmente à vontade dentro dele. Requer sensibilidade constante para com as mudanças que se verificam nesta pessoa em relação aos significados que ela percebe, ao medo, à raiva, à ternura, à confusão ou ao que quer que ele/ela esteja vivenciando. Significa viver temporariamente sua vida, mover-se delicadamente dentro dela sem julgar, perceber os significados que ele/ela quase não percebe, tudo isto sem tentar revelar sentimentos dos quais a pessoa não tem consciência, pois isto poderia ser muito ameaçador. Implica em transmitir a maneira como você sente o mundo dele/dela à medida que examina sem viés e sem medo os aspectos que a pessoa teme. Significa freqüentemente avaliar com ele/ela a precisão do que sentimos e nos guiarmos pelas respostas obtidas. Passamos a ser um companheiro confiante dessa pessoa em seu mundo interior. Mostrando os possíveis significados presentes no fluxo de suas vivências, ajudamos a pessoa a focalizar esta modalidade útil de ponto de referência, a vivenciar os significados de forma mais plena e a progredir nesta vivência. Estar com o outro desta maneira significa deixar de lado, neste momento, nossos próprios pontos de vista e valores, para entrar no mundo do outro sem preconceitos.

Consideração Positiva Incondicional

Afonso Lisboa da Fonseca, em seu livro "Trabalhando o Legado de Rogers", apresenta a seguinte definição:

Se tudo que uma pessoa exprime (verbalmente ou não verbalmente, direta ou indiretamente) sobre si mesma, me parece igualmente digno de respeito ou de aceitação, isto é, se não desaprovo nem deprecio nenhum elemento expresso dessa forma, experimento em relação a esta pessoa uma atitude de consideração positiva incondicional.

Aprendizagem significativa em Psicoterapia

"Por aprendizagem significativa entendo uma aprendizagem que é mais do que uma acumulação de fatos. É uma aprendizagem que provoca uma modificação, quer seja no comportamento do indivíduo, na orientação futura que escolhe ou nas suas atitudes e personalidade. É uma aprendizagem penetrante, que não se limita a um aumento de conhecimentos, mas que penetra profundamente todas as parcelas da sua existência." Rogers, in Tornar-se Pessoa, 1988, editora Martins Fontes.

As condições de aprendizagem em Psicoterapia

Implicações no domínio da Educação

necessidade da aprendizagem ser significativa, o que acontece mais facilmente quando as situações são percebidas como problemáticas, portanto pode-se dizer que só se aprende aquilo que é necessário, não se pode ensinar diretamente a nenhuma pessoa

autenticidade do professor, isto é, a aprendizagem pode ser facilitada se ele for congruente. Isso implica que o professor tenha uma consciência plena das atitudes que assume, sentindo-se receptivo perante seus sentimentos reais, tornando-se uma pessoa real na relação com seus alunos

aceitação e compreensão: a aprendizagem significativa é possível se o professor for capaz de aceitar o aluno tal como ele é, compreendendo os sentimentos que este manifesta, pois a aprendizagem autêntica é baseada na aceitação incondicional do outro

tendência dos alunos para se afirmarem, isto é , os estudantes que estão em contato real com os problemas da vida, procuram aprender, desejam crescer e descobrir, querem criar, o que, pressupõe uma confiança básica na pessoa, no seu próprio crescimento.

a função do professor consistiria no desenvolvimento de uma relação pessoal com seus alunos e de o estabelecimento de um clima nas aulas que possibilitasse a realização natural dessas tendências; portanto o professor é um facilitador da aprendizagem significativa, fazendo parte do grupo e não estando colocado acima dele; este também é um dos pressupostos básicos da teoria de Rogers, ou seja, o aspecto interacional da situação de aprendizagem, visando às relações interpessoais e intergrupais

o professor e o aluno são co-responsáveis pela aprendizagem, não havendo avaliação externa, a auto-avaliação deve ser incentivada; implica em uma filosofia democrática

organização pedagógica flexível

é por meio de atos que se adquire aprendizagens mais significativas

a aprendizagem mais socialmente útil, no mundo moderno, é a do próprio processo de aprendizagem, uma contínua abertura à experiência e à incorporação, dentro de si mesmo, do processo de mudança.

Metodologia

Como metodologia, a não-diretividade é característica. É um método não estruturante de processo de aprendizagem, pelo qual o professor não interfere diretamente no campo cognitivo e afetivo do aluno. Na verdade, Rogers pressupõe que o professor dirija o estudante às suas próprias experiências, para que, a partir delas, o aluno se autodirija. Rogers propõe a sensibilização, a afetividade e a motivação como fatores atuantes na construção do conhecimento. Uma das idéias mais importantes na obra de Rogers é a de que a pessoa é capaz de controlar seu próprio desenvolvimento e isso ninguém pode fazer para ela.

Na obra acima citada, páginas 271, 272, Rogers coloca:

"[...] Mesmo que tentemos esse método para facilitar a aprendizagem, levantam-se muitas questões difíceis. Podemos permitir aos estudantes que entrem em contato com os problemas reais? Toda a nossa cultura-procura insistentemente manter os jovens afastados de qualquer contato com os problemas reais. Os jovens não tem que trabalhar, assumir responsabilidades, intervir nos problemas cívicos ou políticos, não tem lugar nos debates das questões internacionais. [...]Será possível inverter essa tendência? [...] Uma outra questão é a de saber se podemos permitir que o conhecimento se organize no e pelo indivíduo, em vez de ser organizado para o indivíduo. Sob esse aspecto, os professores e os educadores se alinham com os pais e com os dirigentes nacionais para insistirem que os alunos devem ser guiados [...] Espero que, ao levantar essas questões, tenha mostrado claramente que o duplo problema que é a aprendizagem significativa e forma de como realizá-la nos coloca perante problemas profundos e graves. [...] Tentei apontar algumas dessas implicações das condições facilitadoras da aprendizagem no domínio da educação, e propus, uma resposta a essas questões"

Referências Bibliográficas

CENTRO DE REFERÊNCIA EDUCACIONAL. Carl Rogers. Disponível em: <http://www.centrorefeducacional.com.br/carl.html>. Acesso em: 23 nov. 2007.

EVANS, Richard I. Carl Rogers: O homem e suas idéias. São Paulo: Martins Fontes, 1979.

FRICK, Willard B. Psicologia Humanista: Entrevistas com Maslow, Murphy e Rogers. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.

HALL, Calvin S.; LINDZEY, Gardner. Teorias da Personalidade. São Paulo: EPU, 1984.

HIPÓLITO, João. Biografia de Carl Rogers. A pessoa como centro, n. 3, primavera-maio, 1999.

PERES, Teresinha. As Condições Facilitadoras de Rogers sob os Fundamentos Fenomenológicos Existenciais. Jornal Existencial Online. Disponível em: <http://www.existencialismo.org.br/jornalexistencial/teresinhapatia.htm>. Acesso em: 23 nov. 2007.

Fonte: www.pedrassoli.psc.br

Carl Rogers

1902 - 1987

Carl Rogers nasceu no dia 8 de janeiro de 1902 em Parque de Carvalho, Illinois, subúrbio de Chicago. Filho de engenheiro, teve uma infância isolada e uma educação rígida . Estudou teologia e transformou-se em pastor de uma pequena igreja de Vermont. Foi na Universidade de Columbia que despertou uma inclinação para a psicologia clínica e educacional. Em 1942 escreveu seu primeiro livro.

Teve seu trabalho clínico voltado para as crianças em 1931. Nesta clínica, ele aprendeu sobre a teoria de Otto Grau e técnicas de terapia .Rogers soube unir com perspicácia terapêuticas o conceito do organismo humano e as possibilidades de sua ação. Confirmando pela prática que o cliente em seu procedimento, normalmente sabe melhor que o terapeuta. Ele sentia que o cliente era quem deveria dizer o que estava errado, deveria achar maneiras de melhorar, e deveria determinar a conclusão de terapia.

No serviço Carl Rogers era extremamente cauteloso. Foi atraente a gerações sucessivas de pedagogos informais. Os temas e preocupações que ele desenvolveu tem uma relevância direta ao trabalho desses profissionais, como indivíduos preocupados aparentemente. Pedagogos informais também tiveram acesso a estas idéias. Seus temas eram geralmente aplicados em trabalho terapêutico com grupos.

A teoria inteira é construída sobre a "força de vida" , que pode ser definida como uma motivação intercalada em toda a forma de vida, a fim de desenvolver seus potenciais, creditando suas possibilidades. Segundo Rogers, toda criatura se esforça para fazer o melhor , se assim não é feito, não é por falta de desejo.

Seus conceitos psicoterápicos como " empatia," " reflexão," consideração positiva " incondicional, são idéia que trabalhadas por profissionais certos chegam a ser uma arte, explorando e curando a psique. Por exemplo, psicologia de ego, teoria de relações de objeto, são claras noções humanísticas , ingredientes necessários para a ego-atualização. Rogers pode ser considerado um desbravador.

"Reflexão têm que vir do coração--deve ser genuíno, correspondente."

Destaque para três qualidades especiais

1. Congruência--autenticidade, honestidade com o cliente.
2. Empatia--a habilidade para sentir isso com os tatos do cliente.
3. Respeito--aceitação, consideração positiva incondicional para o cliente.

Ele diz que estas qualidades são " necessárias e suficientes: " Se o terapeuta mostrar estas três qualidades, o cliente melhorará, até mesmo se nenhuma outra técnica " especial " for usada. Se o terapeuta não mostrar estas três qualidades, a melhora do cliente será mínima, não importa quantas " técnicas " forem usadas.

"Ele era um dos primeiros, se não O primeiro, psicólogo para propor uma teoria inclusiva sobre psicoterapia. Antes de Rogers, quase todas formas de terapia centraram ao redor de psiquiatria e psicanálise." Carl Rogers era um comunicador realizado, também era um médico comprometido que olhou às próprias experiências , dominava uma concentração em técnica e método.

Liberdade para Aprender , é uma declaração clássica de possibilidade educacional. Carl Rogers, era um professor talentoso. Sua aproximação com essa área cresceu da orientação em encontros profissionais. Ele se viu como um facilitador - alguém que criou o ambiente para um compromisso. A facilidade com que manipulava suas habilidades como professor, favoreciam as transmissões de informações. Carl Rogers proporcionou para os pedagogos algumas perguntas fascinantes e importantes com respeito aos seus modos de estar com participantes, e os processos que eles poderiam empregar.

Acredito que esse conceito se aplica aos estudantes em situações de testes.

Quando se está em uma situação onde há uma incoerência entre a própria imagem e a experiência, está por exemplo em uma situação ameaçadora. Quando estiver esperando uma situação ameaçadora, você sentirá uma ansiedade, isso é um indicativo de que terá aborrecimento pela frente. Essa prática é comum no meio estudantil, para evitar, muitas vezes o indivíduo por insegurança foge do problema e transforma esse ato em uma opção de vida. É um ato de defesa. Isso pode se transformar em um ciclo vicioso.

Rogers tem suas idéias de defesa parecidas com as de Freud. Existe uma relação entre testes com perguntas e resultados, método visto até como repressivo. Existe uma questão apresentada nessa relação que é muito interessante; um estudante quando vai mal em algum tipo de teste, pode perfeitamente culpar o professor, julgando improcedentes as informações transmitidas. O fato é que às vezes os professores são negligentes, escrevem perguntas em formas de pegadas ( truques ), isso só prejudica o trabalho.

Para Rogers nós precisamos de considerações positivas, para termos condições de transformar de alguma forma nosso organismo, avaliando nossas tendências e atualizações dentro de uma sociedade que pode ou não absorver nossos interesses. A criança de forma geral pode ser "saudável e feliz".

Rogers era um grande escritor. A declaração mais completa da teoria dele está em Terapia Cliente-centrada (1951) . Duas coleções de composições são muito interessantes: Em Se tornar uma Pessoa (1961) e Um Modo de Ser (1980) . Há uma coleção agradável do trabalho dele em O Carl Rogers Reader, editado por Kirschenbaum e Henderson (1989).

Ele proveu terapia, fez discursos, e escreveu, até a morte em 1987.

Fonte: www.psicopedagogiabrasil.com.br

Carl Rogers

Carl Rogers
Carl Rogers

Carl Ransom Rogers (8 de janeiro de 1902, Oak Park, Illinois, EUA - 4 de fevereiro de 1987, La Jolla, Califórnia, EUA), psicopedagogo estadunidense. Um dos mais influentes pensadores americanos. Sua linha teórica é conhecida como Abordagem Centrada na Pessoa (ACP). Publicou 16 livros, dentre os quais se destacam: "Tornar-se Pessoa", "Um Jeito de Ser" e "Terapia Centrada no Cliente".

Ao contrário de outros estudiosos cuja atenção se concentrava na idéia de que todo ser humano possuía uma neurose básica, Rogers rejeitou essa visão, defendendo que, na verdade, o núcleo básico da personalidade humana era tendente à saúde, ao bem-estar. Tal conclusão sobreveio a um processo meticuloso de investigação científica levado a cabo por ele, ao longo de sua atuação profissional.

Alguns cientistas, psicólogos, psiquiatras e educadores, entre outros, consideram Rogers como um dos mais importantes psicólogos e educadores humanistas, humanistas existenciais, existencialistas e/ ou fenomenológos dos Estados Unidos da América e do mundo.

Esse psicólogo marcou não só a Psicologia Clínica, como também, a Psicoterapia, Administração – de empresas e de escolas etc. - o Aconselhamento Psicológico, Aconselhamento Pastoral, a Educação e Pedagogia, a Psicopedagogia, Orientação Educacional, assim como a Literatura, o Cinema e as Artes, de modo explícito ou implícito, consciente ou não conscientemente.

Foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz e ganhou um Oscar sobre sua prática, registrada em um filme documentário.

Realizou-se doze filmes sobre o seu trabalho, deixando um elevado número de documentos sonoros e audiovisuais, que (des)velam seus modos de ser sendo psicólogo (psicoterapeuta.

Principais idéias

A partir dessa concepção primária, o processo psicoterapêutico consiste em um trabalho de cooperação entre psicólogo e cliente, cujo objetivo é a liberação desse núcleo da personalidade, obtendo-se com isso a descoberta ou redescoberta da auto-estima, da auto-confiança e do amadurecimento emocional.

Há três condições básicas e simultâneas defendidas por Rogers como sendo aquelas que vão permitir que, dentro do relacionamento entre psicoterapeuta e cliente, ocorra a descoberta desse núcleo essencialmente positivo existente em cada um de nós. São elas: a consideração positiva incondicional; a empatia e a congruência.

Em linhas gerais, ter consideração positiva incondicional é receber a aceitar a pessoa como ela é e expressar um afeto positivo por ela, simplesmente por que ela existe, não sendo necessário que ela faça ou seja isto ou aquilo; a empatia, por sua vez, consiste na capacidade de se colocar no lugar do cliente, ver o mundo pelos olhos deles e sentir como ele sente, comunicando tal situação para ele, que receberá esta manifestação como uma profunda e reconfortante experiência de estar sendo compreendido, não julgado; por último, é a congruência a condição que permitirá ao profissional, embora nutra um afeto positivo e incondicional por seu cliente e tenha a capacidade de “estar no lugar” dele, a habilidade de expressar de modo objetivo seus sentimentos e percepções, de modo a permitir ao cliente as experiências de reflexão e conclusão sobre si mesmo.

O interessante na abordagem rogeriana é que a aplicação do seu método em psicoterapia, passa por um processo de amadurecimento do próprio psicoterapeuta, já que ele não pode simplesmente apropriar-se da “técnica”, antes que lhe seja próprio e natural agir conforme as condições desenhadas por Rogers. Percebe-se então, por exemplo, que a expressão de uma afetividade incondicional só ocorre devidamente se brotar com sinceridade do psicólogo; não há como simular tal afetividade. O mesmo ocorre com a empatia e com a congruência. Por isso se diz que não existe uma “técnica rogeriana”, mas sim psicólogos cuja conduta pessoal e profissional mais se aproximam da perspectiva de Carl Rogers.

Outro ponto a considerar é que após longos estudos, Rogers chegou a conclusão de que as três condições que descobriu são eficazes como instrumento de aperfeiçoamento da condição humana em qualquer tipo de relacionamento interpessoal, tais como: na educação entre professor e aluno; no trabalho entre chefes e subordinados; na família entre pais e filhos ou entre marido e mulher.

Abordagem centrada na pessoa

Há muitos nomes para, o que hoje, aqui estamos a denominar de Abordagem Centrada na Pessoa (ACP). Tem psicólogo ou orientador educacional, ou mesmo professor que "fala" em Orientação Não Diretiva, ou em Psicoterapia Humanista-Existencial (Corey), de Terapia Centrada no Cliente, de Pedagogia Centrada no Aluno, ou Abordagem Experiencial, de Grupos de Encontro, de Gestão Humana Existencial de Recursos Humanos ou de Gestão Humanista Existencial de Empresas, de Mediação de Conflitos Sociais pela ACP, Políticos ou Raciais Centrados na Pessoa etc.

Em fim, a sua ação ao longo deste século, foi de um contínuo empenho no caminho da liberdade e da libertação das forças (interiores/ Self) do ser humano, na sua capacidade de enfrentar a si e o outro, no mundo mesmo, e sua tendencia a uma atitude de respeito e ao crescimento.

Essas forças internas do ser humano se mostram nos seus modos de ser – ser sendo no mundo - sempre alguém aberto ao desenvolvimento/ aprendizagem positivos, tendo dentro de si algo que o impulsiona: a Tendência Atualizante, modos de auto-atualização de suas potencialidades, de fazer/sentir/agir seu próprio florescimento.

Rogers fez severas oposições aos conceitos deterministas de ser humano, buscando fundamentar-se nas Filosofias Humanistas Existenciais e utilizando-se do método fenomenológico de pesquisa.

Influências no Brasil

Acusado de "romântico", Rogers chegou a acreditar que obteríamos - no Brasil - democracia e menos tortura, caso os governos militares - instalados no poder nacional de então - se submetessem aos Grupos de Encontro e à Psicoterapia. Esse pensamento "audacioso" - e até "arrogante" - obviamente impunha, no mínimo, ao psicólogo brasileiro, uma questão ética: Tratar ou não daqueles que eram tortura(dor)es?!

Rogers chegou a expor suas práticas, apresentando-se num programa de televisão brasileiro, ao vivo – na TV Record. Nesse programa ele aparecia fazendo psicoterapia grupal, inclusive com artistas (apresentadores, por exemplo). Na TV Cultura realizou no dia 08 de março de 1977 sob o comando de Júlio Lerne, um Grupo de Encontro com a participação de funcionários da Tv e participação também de Maria Bowen, John Wood e Raquel Rosemberg. Esta influência chega até os dias de hoje onde psicólogos como Antonio Coppe em Belo Horizonte; Esther Carrenho e Marcos Alberto da Silva Pinto em São Paulo,realizam como facilitadores, Grupos de Encontro.

A Orientação Educacional brasileira era marcada, entre outros, por F. B. Skinner (Behaviorista/ Comportamentalista), mas foi Rogers, o maior nome e seu opositor (CONTROLE X LIBERDADE), seguido depois por um neo-centrado na pessoa que foi Robert R. Carkhuff, que propunha um "modelo de relacionamento de ajuda" (a ajuda considerada como um conjunto de condutas e técnicas).

Sócio-historicamente era uma Orientação Educacional mais psicológica, e menos pedagógica. Entretanto, a opção pelo humanismo existencial podia significar um dos modos de opor ao estabelecido, pois como se sabia e sentia, tanto psicólogos quanto orientadores estavam insatisfeitos com os governos militares - apesar do Conselho Federal de Psicologia ter dado ao ex-presidente Garratazzu Médice o título de "psicólogo honorário".

Hoje, os seguidores das idéias de Rogers, focam também o papel dos micro e macro contextos no desenvolvimento/ aprendizagem humanos, assim como - alguns - resgatam o conceito de alienação. pricnipalmente os psicólogos e cientistas marcados pelo Marxismo e Psicologia Sócio-Historica. Há outros que associam o conceito de Experiencia e Tendencia Atualizante com a Teoria do Caos.

Grandes nomes brasileiros: J. Wood (norte americano de nascimento, brasileiro e recentemente falecido); Jayme Roy Doxsey (UFES/ Sociologia); Rachel Lea Rosemberg (USP/ IP); Hiran Pinel/ UFES (mais marcado pela vertente existencial); Franz Vitor; Mauro Martins Amatuzzi (USP); Yolanda Cintrão Forghieri (USP); Henriette T. P. Morato (USP); Mafhoud (UFMG); Lucia Adriana Anhel (UFF). E também nomes de profissionais que estão se destacando na contribuição com a ACP nos últimos anos como: Maria Cristina Rocha (USP); Vera Lúcia Pereira Alves (UNICAMP) e Marcos Alberto da Silva Pinto (psicólogo clínico).

A produção científica é marcantemente literaturalizada, por meio de métodos como o fenomenológico, pesquisa-ação, estudo de caso (pessoa; grupo etc.); etnográfico (identificando o clima psicológico de determinada cultura); existencial (Buber); clínico (Buber); auto-biográfico/ biográgico/ psicobiográfico; participante, pesquisa-ação etc.

É ainda, uma abordagem da Psicologia (Clínica, Educacional, Escolar, Socio-Comunitária, Organizacional etc) muito popular e adotada pelos psicólogos brasileiros e do mundo todo, como Estados Unidos da América, Argentina, Espanha, Inglaterra, e até entrando nos meios psicológicos de Cuba etc.

No estado de São Paulo já está constituída a Associação Paulista da Abordagem Centrada na Pessoa, que realizou o primeiro Fórum em novembro de 2006. Há também a realização de outros Fóruns regionais, principalmente o nordestino e a cada dois anos realiza-se o Fórum Nacional da Abordagem Centrada na Pessoa. Nota-se que cada vez mais profissionais tanto da psicologia como de outras áreas relacionadas as relações humanas vão aderindo e praticando os princípios deixados por Rogers.

Fonte: pt.wikipedia.org

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