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Câmara Escura

 

O que é

A câmara escura de orifício é constituída de uma caixa de paredes opacas com um pequeno orifício, sendo a parede oposta ao orifício de papel vegetal.

A figura abaixo mostra um esquema da câmara escura:

Câmara Escura
Câmara Escura

Um objeto OO ' de tamanho H, é colocado à uma distância p do orifício A. Os raios que partem do objeto atravessam o orifício, projetando uma imagem II ', de tamanho H ', à uma distância q do orifício A.

Vamos determinar a relação entre os tamanho do objeto H e da imagem H ', e as distâncias objeto p e imagem q.

Os triângulos OO'A e II'A são semelhantes; portanto sendo seus lados proporcionais, obtemos:

OO' / II' = p / q 1.2

Observe, na expressão 1.2, que se aproximarmos o objeto da câmara, o tamanho da imagem aumenta e vice-versa.

O tamanho do orifício A deve ser pequeno porque senão perde-se a nitidez da imagem II ' (da ordem de 0,008 vezes a raiz quadrada do comprimento da caixa).

Fonte: educar.sc.usp.br

Câmara Escura

História

O conhecimento do princípio óptico da Câmara Escura remonta ao sec. V a. C. ao chinês Mo Tzu, e também ao grego Aristóteles (sec IV a. C.) Apesar de haver referências à sua utilização ao longo de várias épocas, foi no período do renascimento que voltou a ser valorizada, nomeadamente com Leonardo da Vinci e o seu discípulo Cesare Cesariano em 1521.

O cientista napolitano Giovanni Baptista della Porta publicou uma descrição detalhada em 1558 no seu livro “Magia Naturalis sive de Miraculis Rerum Naturalium” o que veio a contribuir para a sua utilização como auxílio ao desenho e à pintura de artistas menos dotados.

A Câmara Escura

Se estivermos num compartimento fechado, onde o única entrada de luz é um pequeno orifício numa das paredes, reparamos que na parede oposta se projecta uma imagem invertida do que está à frente desse orifício.

E quanto mais pequeno for, mais nítida é a imagem projectada.

Para estudar este efeito óptico utilizaram-se caixas de várias dimensões e feitas em vários materiais, chegando a ser construídas algumas mais complexas onde inclusivamente podia caber uma pessoa.

Foi a relação estabelecida entre a câmara escura e o desenvolvimento da química (com a revelação e fixação das imagens reflectidas na câmara) que possibilitou o aparecimento da máquina fotográfica.

A designação de ‘câmara fotográfica’ ou ‘câmara de filmar’ deriva precisamente deste seu antepassado.

Por volta de 1554, Leonardo Da Vinci descobriu o princípio da câmera escura: a luz refletida por um objeto projeta fielmente sua imagem no interior de uma câmera escura, se existir apenas um orifício para a entrada dos raios luminosos. Baseados neste princípio, os artistas simplificam o trabalho de copiar objetos e cenas, utilizando câmeras dos mais diversos formatos e tamanhos. Enfiavam-se dentro da própria câmera e ganhavam a imagem refletida em uma tela ou pergaminho preso na parede oposta ao orifício da caixa.

O princípio que permite a gravação de imagens fixas e duradouras assenta no facto de alguns compostos químicos serem alterados quando da sua exposição à luz visível. Esta alteração da composição química do material exposto, consoante a sua maior ou menor extensão irá permitir a definição da imagem, tal como nós a vemos.

Esse princípio, fotosensibilidade, é conhecida desde a mais remota antiguidade, em alguns dos seus aspectos, como a descoloração de certas substâncias por efeito da luz solar, mas só no século XVII se vieram a fazer as primeiras observações sérias com possibilidade de aproveitamento para fins utilitários. Para o processo se tornar mais automático, faltava descobrir ainda, como substituto do pergaminho, um material sensível à ação da luz, isto é, capaz de registrar uma imagem ao ser atingida pela luz refletida de um objeto.

Em 1816 o químico francês Nephòre Nièpce deu os primeiros passos para resolver o problema, conseguindo registrar imagens em um material recoberto com cloreto de prata. Mais tarde, em 1826, ele associou-se ao pintor também francês Daguerre, e ambos desenvolveram uma chapa de prata que, tratada com vapor de iodo, criava uma camada superficial de iodeto de prata, substancia capaz de mudar de cor quando submetida à luz. A experiência foi o primeiro passo prático para a fotografia em toda a Europa, possibilitando combinar a chapa foto-sensível (filme) e a câmera escura (máquina fotográfica). A Partir daí, o aperfeiçoamento da técnica fotográfica teve muitas colaborações.

Em 1860 surgiram os primeiros estúdios fotográficos, alvo de enorme curiosidade. Na época, tirar uma foto era motivo de grande ginastica de um lado, a pessoa deveria ficar imóvel cerca de dois minutos e precisava até ser presa a um dispositivo, para não tremer; por sua parte, o fotógrafo era ainda um verdadeiro artesão no processamento químico e nos retoques indispensáveis. Não tardaram a aparecer também os fotógrafos ambulantes que, como pioneiros, correram o mundo divulgando a nova arte, transportando complicados laboratórios e equipamentos em carroças.

Em 1867, o físico francês Louis Ducos anunciou outra novidade; a fotografia colorida. Treze anos mais tarde, por iniciativa do norte-americano George Eastman, a fotografia começou a se popularizar e o filme passou a ser embalado em rolos.

Câmara Escura
Câmara Escura em forma de tenda utilizada por Johann Keppler, em 1620

Câmara Escura

Esquema da Câmara Escura e do Olho Humano

Câmara Escura

Fonte: www.algarvedoctorpool.com

Câmara Escura

A câmera escura (ou câmara escura; em latim: camera obscura) foi uma invenção no campo da óptica e um dos passos mais importante que conduziram à fotografia; ainda hoje os dispositivos de fotografia são conhecidos como "câmaras".

Simplesmente faça uma você mesmo construindo uma caixa e perfurando um buraco em uma das paredes - voilà! oushe (veja camêra pinhole para os detalhes de construção).

Câmara Escura
Ilustração de F. Guidon da Câmara Escura na Enciclopédia de Denis Diderot 1751

Com um abertura pequena o suficiente, a luz de apenas uma parte da cena pode acertar qualquer parte específica da parede de trás; quanto menor o buraco, mais definida a imagem no lado de trás.

Com esse simples dispositivo "faça você mesmo", a imagem fica sempre de cabeça para baixo, embora usando espelhos é possível projetar uma imagem que não fique ao contrário. Algumas câmeras escuras foram construidas como atrações turísticas, embora poucas existam ainda hoje.

Exemplos podem ser encontrados em Grahamstown na África do Sul, Bristol na Inglaterra, Kirriemuir, Dumfries e Edinburgh, Escócia, e Santa Monica e São Francisco, Califórnia.

Existe uma grande e bem montada câmera escura no Museu da Vida da Fundação Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro.

A camêra escura era usada por artistas no século século XVI, como um auxílio para os esboços nas pinturas.

Uma versão pequena de mão usando papel fotográfico para registrar a imagem é conhecida como camêra pinhole.

Fonte: colegiosaofrancisco.com.br

Câmara Escura

A CÂMARA ESCURA: O PRINCÍPIO DA FOTOGRAFIA

A fotografia não tem um único inventor, ela é uma síntese de várias observações e inventos em momentos distintos.

A primeira descoberta importante para a fotografia foi a Câmara Escura.

O conhecimento do seu princípio ótico é atribuido, por alguns historiadores, ao chines Mo Tzu no século V a.C., outros indicam o filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.) como o responsável pelos primeiros comentários esquemáticos da Camera Obscura.

Sentado sob uma árvore, Aristóteles observou a imagem do sol, em uma eclipse parcial, projetando-se no solo em forma de meia lua ao passar seus raios por um pequeno orifício entre as folhas de um plátano. Observou também que quanto menor fosse o orifício, mais nítida era a imagem.

Séculos de ignorância e superstição ocuparam a Europa, sendo os conhecimentos gregos resguardados no oriente. Um erudito árabe, Ibn al Haitam (965-1038), o Alhazem, observa um eclipse solar com a câmara escura, na Corte de Constantinopla, em princípios do século XI.

Nos séculos seguintes a Câmara Escura se torna comum entre os sábios europeus, para a observação de eclipses soloares, sem prejudicar os olhos.

Entre eles o ingles Roger Bacon (1214-1294) e o erudito hebreu Levi ben Gershon (1288-1344). Em 1521, Cesare Cesariano, discípulo de Leonardo da Vinci, descreve a Câmara Escura em uma anotação e em 1545, surge a primeira ilustração da Câmara Escura, na obra de Reiner Gemma Frisius, físico e matemático holandês.

No século XIV já se aconselhava o uso da câmara escura como auxílio ao desenho e à pintura. Leonardo da Vinci (1452-1519) fez uma descrição da câmara escura em seu livro de notas sobre os espelhos, mas não foi publicado até 1797. Giovanni Baptista della Porta (1541-1615), cientista napolitano, em 1558 publicou uma descrição detalhada sobre a câmera e seus usos no livro Magia Naturalis sive de Miraculis Rerum Naturalium. Esta câmara era um quarto estanque à luz, possuía um orifício de um lado e a parede à sua frente pintada de branco. Quando um objeto era posto diante do orifício, do lado de fora do compartimento, a sua imagem era projetada invertida sobre a parede branca.

Em 1620, o astrônomo Johannes Kepler utilizou uma Câmara Escura para desenhos topográficos.

O jesuita Athanasius Kircher, erudito professor de Roma, descreveu e ilustrou uma Câmara Escura em 1646, que possibilitava ao artista desenhar em vários locais, transportada como uma liteira e em 1685, Johan Zahn descreve a utilização de um espelho, para redirecionar a imagem ao plano horizontal, facilitando assim o desenho nas câmaras portáteis.

Fonte: www.cotianet.com.br

Câmara Escura

A câmara escura nada mais é que uma caixa preta totalmente vedada da luz com um pequeno orifício ou uma objetiva em um dos seus lados. Apontada para algum objeto, a luz refletida deste projeta-se para dentro da caixa e a imagem dele se forma na parede oposta à do orifício. Se, na parede oposta, ao invés de uma superfície opaca, for colocada uma translúcida, como um vidro despolido, a imagem formada será visível do lado de fora da câmara, ainda que invertida.

Isso permite a visão de qualquer paisagem ou objeto através do orifício que, dependendo do tamanho e da distância focal, projetava uma imagem maior ou menor.

A câmara escura é uma dessas invenções que não se sabe a origem. Descrições de quartos fechados com orifícios que projetam imagens em seu interior existem desde a Renascença, e suas referências indicam desde a Grécia Antiga, mas há ainda referências deste conhecimento entre os chineses, árabes, assírios e babilônios. Há muita controvérsia sobre o conhecimento e utilização das câmaras escuras na Antigüidade, justamente por sabermos que é impossível a projeção dessas imagens a partir de pequenos orifícios em um quarto grande, em que poderia caber um homem, uma vez que o orifício, para formar uma imagem, deve ser muito pequeno, e a quantidade de luz não é suficiente para projetar uma imagem de grandes proporções.

Centenas de ilustrações de tratados renascentistas fazem alusão a este tipo de câmara, que, longe de ser apenas uma caixa, tinham as dimensões de uma sala, onde artistas se posicionavam em seu interior, podendo assim se utilizar a projeção para tomar moldes de desenho. Portanto, é provável que os homens da renascença não tenham testado uma câmara destas proporções. Também não se sabe exatamente a que obras os renascentistas se referem quanto à citação de usos da câmara na antigüidade, uma vez que não há registros diretos; e nem ao menos se sabe que uso os antigos poderiam fazer de semelhante aparelho, uma vez que não havia estudo de perspectiva e provavelmente nem conhecimento de materiais fotossensíveis.

Entretanto, apesar das origens escusas, na Renascença seu uso parecia estar muito bem disseminado.

Poderíamos estabelecer uma cronologia mais ou menos assim de obras que citam a utilização da Câmara escura:

1521- Francesco Maurolico da Messina - "Photismi de lumine et umbra ad perspectivam et radiorum incidentiam facientes" - editado em 1611 (fazendo referência a um primeiro estudo de 1521)
1544 - Gemma Frisius (Renerius) -
relata o uso de uma câmera escura na observação de um eclipse em Louvain na Bélgica.
1553- Giovanni Battista Della Porta -
"Magia Naturalis" Considerado em muitos compêndios de cinema e fotografia como o inventor da Câmara Escura. Entretanto, há várias ressalvas sobre isso, entre elas as referências mais antigas, e entre outras, algumas indicações dadas por Della Porta que não são verdadeiras.
1568- Daniello Barbaro -
fazendo referência a um primeiro estudo de 1521) 1544 - Gemma Frisius (Renerius) - relata o uso de uma câmera escura na observação de um . 1553- Giovanni Battista Della Porta - "Magia Naturalis" Considerado em muitos compêndios de cinema e . Entretanto, há várias ressalvas sobre isso, entre elas as referências mais antigas, e entre outras, . 1568- Daniello Barbaro - Nos dá uma versão melhor da câmara escura de , descrevendo o uso num quarto escuro apenas colocando uma folha de papel próxima ao orifício com a lente, projetando . (Neste caso, o uso do quarto escuro é possível). 1646 - Athanasius Kirscher (Athanasio), "estranha figura, misto de cientista , realizou uma gigantesca obra abrangendo o Egito Antigo, a China, a Astronomia, e vários outros assuntos" (segundo Mario Guidi, . 21-22), publicando um estudo sobre a Câmara escura num tratado chamado 'Ars Magna Lucis et Umbrae', em que também há referências , grandes e pequenas, bem como lanternas mágica Nos dá uma versão melhor da câmara escura de grandes , descrevendo o uso num quarto escuro apenas colocando uma folha de papel próxima ao orifício com a lente, projetando assim uma . (Neste caso, o uso do quarto escuro é possível).
1646 - Athanasius Kirscher (Athanasio)
, "estranha figura, misto de cientista e , realizou uma gigantesca obra abrangendo o Egito Antigo, a China, a Astronomia, e vários outros assuntos" (segundo Mario Guidi, . 21-22), publicando um estudo sobre a Câmara escura num tratado chamado 'Ars Magna Lucis et Umbrae', em que também há referências , grandes e pequenas, bem como lanternas mágica.

De qualquer forma, a câmara escura foi largamente usada durante toda a Renascença e grande parte dos séculos XVII e XVIII para o estudo da perspectiva na pintura, só que já munida de avanços tecnológicos típicos da ciência renascentista, como lentes e espelhos para reverter a imagem. A câmara escura só não podia congelar a imagem obtida.

Fonte: ftp-acd.puc-campinas.edu.br

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