O nome de Kampuchea, atualmente Camboja, vem do nome do principado dos Kambujas, o qual extendeu-se até o Delta do Mekong nos séculos VI e VII. Este lugar tem-se mostrado na última década como um exótico país tropical do sudeste asiático que começa a abrir-se ao turismo. A sua maior atração constituem as lendárias Ruínas de Angkor, centro político e religioso do Império Jemer, lembrado como o período mais brilhante da história do Camboja. Enquanto a Europa construia as suas primeiras igrejas, a sociedade Jemer levantava no sudeste asiático esta impressionante mostra da criatividade humana. O espectáculo arquitetônico e artístico, que oferece a mística "cidade perdida", é comovedor. Algumas imágens ainda evocam a vida dos seus antepassados, a qual mistura-se com as cores da sua paiságem de lagos, rios, selvas e fauna tropical com a sua natureza úmida e verde que adorna, também, algum monge envolto na sua túnica de cor açafrão.
Passaporte em regra, com uma validez mínima de 1 mes, é preciso visto que se obtém nas representações diplomáticas com certa dificuldade pelo que é aconselhável formar parte de um grupo turístico.
O idioma oficial é o jemer. Também fala-se francês.
A corrente elétrica é de 230 volts a 60 Hz., unicamente na capital, no resto do país é de 110 volts a 50 Hz.
A moeda oficial é o Riel (KHR). Um KHR equivale a 100 sen. Notas de 5, 50, 100, 200, 500 e 1.000 rieis. Os cartões de crédito não são muito comuns. A entrada de divisas é ilimitada, embora leva-se um controle destas. Não pode-se sair do país com mais dinheiro do que com o qual entrou.
Não precisa de nenhuma vacina nem certificado médico para entrar no país. É recomendável a profilaxia anti malária, não beber água da torneira nem comer alimentos sem cozinhar. É aconselhável levar uma farmácia, bem preparada com analgésico, antiestamínicos, antidiarréicos, antibióticos, antisépticos, repelentes para insetos, loções calmantes contra ferradas ou alergias, tesouras, pinças, termômetro e seringas hipodêrmicas. É recomendável viajar com um seguro médico e de assistência. Para emergências médicas ou policiais aconselha-se pedir ajuda nas recepções dos hotéis ou no consulado ou embaixada mais próximos.
O serviço de correios no Camboja é lento, as cartas podem tardar mais de um mês, embora é barato com respeito ao Vietnã. As comunicações telefônicas são difíceis, com longas demoras, e por vezes impossíveis. Para chamar o Camboja há que marcar 00-855, seguido do prefixo da cidade e do número do assinante.
Nem tudo pode-se fotografar no Camboja. Estão restringidos os lugares militares e aeroportos. Respeito ao material fotográfico é melhor ir provido dele, pois não é fácil de encontrar.
Não costumam aceitar as gorjetas, embora o presente de pequenos objetos, como canetas, tabaco, etc. são aceitos e pode utilizá-los como agradecimento de algum serviço.
Existe uma taxa de aeroporto, tanto para vôos nacionais como internacionais.
Camboja é um país tropical, pois encontra-se situado entre os paralelos 10 e 15 de latitude norte. Limita-se ao norte com Laos, ao leste com Tailândia e ao oeste com Vietnã. O país está situado em plena zona monçônica, ocupando uma extensão de 181.035 quilometros quadrados.
As três quartas partes do território correspondem a uma bacia sedimentária de baixas planícies, cujo centro encontra-se o Grande Lago (Tonlé Sap). No norte e no leste, dominam os Montes Dam Rek, planícies de areniscas e basaltos, enquanto que ao sudoeste extendem-se a Cordilheira do Elefante, a Cordilheira dos Cardamomos e o Pico Aoral com 1.813 metros de altitude, o ponto mais alto do país.
O Mekong é o rio mais importante do Camboja, que atravessa, pelo leste, o território de norte ao sul. No norte discorre o rio Siem Reap.
A maior parte do território é selva úmida, pelo que a fauna dominante é tropical. Camboja possui o solo mais fértil do sudeste asiático, o que faz dele um país fundamentalmente agrícola. A vegetação que cobre as planícies reduz-se a savanas e bosques claros.
Camboja foi em outro tempo parte do Império Jemer, civilização que remonta-se ao século VI. Conheceu uma época esplendorosa, durante a Dinastia de Angkor, sobre tudo nos séculos XI e XII, a julgar pelas ruínas encontradas neste emblemático. Desde o século XV até o século XIX o império manteve constantes lutas com os tais e os vietnamitas. Não estão conservados textos do império, devido à precariedade dos materiais sobre os quais escreviam: folhas de palmeira ou peles, que o tempo tem deteriorado. Os poucos dados escritos que sobrevivem são inscrições em pedra que falam da água, um elemento muito especial para aquela cultura.
A partir de 1863-64, Camboja converteu-se em um protetorado francês que durou 90 anos. Durante a Segunda Guerra Mundial foi ocupado pelo Japão. Atingiu a autonomia francesa em 1949, embora a total independência não foi atingida até 1953, e esta não foi ratificada até a Conferência de Genebra, com a retirada das tropas coloniais em 1954.
Norodom Sihanuk tomou conta do poder como primeiro ministro e mais tarde passou a chefe de Estado até 1970, ano em que foi destituido, após um golpe de Estado, que colocou o poder nas maõs de militares anti comunistas. Cinco anos mais tarde os Jemeres Vermelhos derrubaram o regime e o poder passou ao Governo Real da União Nacional de Kampuchea (G.R.U.N.K), cujo chefe era o príncipe Sihanuk. Desenvolveu-se uma política de mudanças radicais na produção agrícola, que provocou a evacuação de grande parte da população para os campos, ficando o território isolado internacionalmente. Em 1976 o G.R.U.N.K foi dissolvido e Pol Pot (pró-chinês) tomou a chefia do Estado.
Em 1978 Vietnã invade Camboja derrubando Jemer Vermelho que se retirou para a selva, mantendo uma guerra de guerrilhas apoiada pela China e Tailândia, e indiretamente pelos Estados Unidos da América, contra o governo de Phnom Penh.
Em 1981 a O.N.U. reconheceu os delegados de Pol Pot como os únicos representantes legítimos do país. Em 1993 Norodom Sihanuk foi proclamado rei e primeiro ministro, mas as tensões com o Jemer Vermelho mantiveram em risco a estabilidade do país. Atualmente a forma de governo é uma república popular uni partidária, sendo o chefe de estado Norodom Sihanouk e o chefe de governo Norodom Ranaroddh.
Iniciaremos o percurso pela capital, Phnom Penh, e os seus arredores, para continuar pela área da antiga capital, Angkor. Finalizaremos a nossa viagem pelas belas Costas do Sul.
Entre os rios Tonlé Sap e Mekong acha-se a capital do país (desde 1373), quando supõe-se ter deixado de ser a antiga Angkor. Tem-se dito que a cidade possui as mais belas construções francesas da indochina. O nome da capital, que significa "Monte de Penh", tem a sua origem numa crença popular que conta como uma mulher chamada Penh achou umas estátuas de Buda, após uma subido do rio Mekong, e construiu uma pagoda para acolhe-las, justamente na colina Wat Phnom. Ao pé da montanha há um pequeno zoológico, com macacos, animais que habitam nas árvores em liberdade e elefantes que constituem a maior atração.
Entre os lugares que destaca-se na cidade, está o Palácio Real, a residência oficial do Rei Norodom Sihanouk, um dos lugares mais importantes de Phnom Penh. Abre-se ao público às vezes sem um calendário fixo. O palácio dispõe de vários edifícios entre os quais destaca-se a Sala do Trono e a Pagoda de Prata, construida no século passado com 5.000 baldosas de prata maciça que pesam um quilo, cada uma. É conhecida também com o nome de "Wat Preah Keo", que significa "Pagoda do Buda de Esmeralda" e acha-se em um alto pedestal. Também neste lugar, há um Buda de ouro decorado com diamantes. É o Jemer Vermelho o que tem salvaguardado a Pagoda de Prata. Este lugar acolhe visitantes, mas as fotografias estão proibidas por razões de segurança.
O Museu Nacional aloja numerosas obras mestras de arte jemer e peças que datam do século IV ao século XIX e que pertencem a distintos períodos da cultura Cambojana. Outro museu que não há que perder-se é o Museu Tuol Sleng que aloja no seu interior o testemunho dos crimes e torturas acontecidos no país nos anos setenta. Está aberto ao público.
Os mercados de Phnom Penh gozam de grande popularidade. Entre os bazares mais representativos estão o Mercado Central, onde poderá comprar numerosos objetos típicos da região, ao mesmo tempo que desfruta do ambiente mais animado da cidade, e o Mercado Olímpico, onde vendem-se as sedas e as roupas típicas dos Cambojanos chamados "Kramas".
O Monumento Vitória foi construido em 1958 em memória dos mortos, na guerra. Encontra-se entre os boulevares Norodom e Sivuthe.
Chrouy Changvar é a maior ponte do país e um lugar escolhido pelos amantes para dar passeios românticos. O parque de Boeng Kak é um lugar ideal para o recreio, dispõe de um pequeno zoo, um lago para navegar em bote e alguns restaurantes.
Outros locais interessantes na cidade são os diferentes templos (Wat) como é o caso do Wat Phnom, o lugar sagrado onde foram depositadas as estátuas de Buda encontradas no rio, segundo conta a lenda; o Wat Ounalom, centro da fé budista em Camboja; e os templos Wat Lang ka, Wat Koh e Wat Moha Montrei.
Tomando a rota sul chega-se a Phnom Chisor. Além de poder contemplar a maravilhosa paisagem também há um templo do século XI para visitar. Encontra-se situado no alto de uma colina. Aos seus pés há dois templos jemeres: Sem Thmoi e Sem Ravang. Aconselhamos visitar Tonlé Om.
Tonlé Bati é um templo consagrado a Buda que data do século XII e que contém maravilhosos baixo relevos.
Se tomarmos direção norte desde a capital, a poucos quilometros está a Mesquita de Nur ul-ihsan, fundada no século passado. Trata-se de um lugar sagrado utilizado agora pela comunidade cham e alguns grupos musulmanos. É necessário descalçar-se para entrar.
Os Campos da Morte de Choeung Ek são antigos campos de concentração. Estão a poucos quilometros da cidade e relatam os desastres sofridos pelo povo do Camboja.
Udong, fundada pelo Rei Soryopor em 1601, foi uma antiga capital do Camboja. No século passado construiram-se canais, pontes e terraços, por ordem do Rei Ang Duong para acrescentar a sua grandeza.
Fundada no ano 889 com o nome de Yaso-dharapura, foi a capital de quase todos os reinados Jemer, que perdurou durante mais de mil anos. Está considerada como uma das mais esplendorosas civilizações da Ásia sul oriental. A última inscrição da cidade data de 1747, mas desconhece-se a data exata do abandono. A selva pegou na mística cidade e as raizes das árvores entraram pelos seus muros. No século passado toda a área de Angkor estava coberta pela selva.
Angkor é uma cidade vermelhiça, devido à pedra arenisca dos seus edifícios, que procede das canteiras de Pnom Kulen, a quatro quilometros da antiga capital. Naqueles tempos as pedras eram transportadas pelo rio. Depois eram lavradas pelos artesãos. Os templos construidos aqui constituem um dos universos sagrados mais impressionantes do mundo. Para visitá-los a maioria dos turistas alojam-se em Siem Reap, situada a beira do rio, que leva o seu nome, sendo escolhida como base para a visita aos monumentos da zona. Encontra-se a muitos poucos quilometros dos templos de Angkor e a 250 quilometros ao noroeste da capital.
O conjunto de templos da província de Siem Reap é grandioso, mas na realidade não é mais do que uma pequena parte da totalidade que encontra-se espalhada por todo o país. Angkor é um conjunto monumental de 9 quilometros de longitude e 8 de largura, nos quais repartem-se centenas de templos. Cada um com um tanque como sinal da cultura da água que criou-os. Para os jemeres o templo é o centro físico do universo, que extende-se ao redor dele, em uma confusão de corredores intrincados e portas carregadas de simbolismos.
Começaremos o percurso pelos templos em Angkor Thomou a Grande Cidade, que em tempos era a capital. Ali alçava-se em forma de pirâmide o Bayon, no centro como templo de Estado, e representação do meru, a montanha dos deuses e centro do universo. Foi construido por Jayavarmám VII. As torres do Bayão, 49 no total, estão decoradas com 171 cabeças de Buda, além dos baixo relevos alusivos às campanhas militares dos jemeres. Os seus exércitos tinham mais de 200.000 elefantes. As galerias e corredores do Bayão, acolhem também multidões de imágens de apsaras, as bailarinas celestiais que, segundo supõe-se, entreteniam os deuses.
Decoravam o cenário da cidade os Terraços Reais, adornados todos eles com figuras de animais. Destaca-se o Terraço dos Elefantes, a muralha de 12 quilometros de longitude, e cinco monumentais portas, tudo rodeado nessa altura, de grandes tanques. O rosto do rei Jayavarmám VII, vigia desde todas as portas do templo a cidadela que ordenou construir.
Angkor Wat é uma obra prima da arte jemer e um dos maiores templos do mundo. Data do século XII e está construido a base de três terraços, com forma de pirâmide, com um santuário central, galerias e uma torre ricamente decorada. A obra foi concebida por Suryavarmám II em homenagem a Vishnu e para ser utilizada como o seu túmulo. Cada uma das terraças está rodeada de intrincados labirintos. A torre central encontra-se na planta alta a 55 metros do solo.
Aprisonado pela selva Ta Prohm é um dos maiores templos de Angkor, cujas estruturas estavam adornadas ricamente e com uma rara sofisticação segundo está escrito. Embora a natureza tinha-se apoderado materialmente da estrutura, vale a pena uma visita para contemplar o que fora um dos maiores templos do império. O mosteiro de Ta Prohm é um dos mais conservados, e diz-se que acolhia durante a sua época de esplendor 39 santuários e alojava a 2.740 monges.
Os Monumentos de Roluos foram a capital para Indravarmám I, quem reinou no século IX. O estilo de alguns dos seus templos marca o começo da era Jemer. Muitas das inscrições que aparecem nas suas portas estão em sânscrito. O templo de Preah Ko está composto por seis torres de tijolo alinhadas em duas filas e decoradas com baixo relevos curiosos. Bakong está dedicado à divindade Shiva.
Outros templos interessantes são Preah Khan, Neak Pean, Pre Rup e Banteay Srei.
É uma cidade cheia de encanto que encontra-se a cinco quilometros do mar a beira do rio Tuk Chhou. Nas suas colinas estão as Cascatas de To Chu.
É conhecida pela seu agradável clima e a sua formosa paisagem. Está situada na Cordilheira do Elefante e nos arredores encontram-se duas importantes cascatas de 14 e 18 metros de altitude.
Encontra-se assentada em plena beira do mar e foi um elegante lugar de férias para a elite francesa. Agora é uma cidade fantasma mas não deixa de ser um destino ideal para desfrutar da praia.
Está na Cordilheira do Elefante a 675 metros sobre o nível do mar. É um bonito lugar cheio de bosques, ideal para as excursões.
É o único porto Cambojano, que dispõe também de magníficas praias. Nos últimos tempos têm-se convertido em um lugar excepcional para a prática do esporte submarino.
A base da cozinha Cambojana é o arroz, que junto com o peixe cobre as necessidades básicas da população. Os pratos se preparam misturando especiarias doces e salgados para criar sabores maravilhosos. O mais típico é o Prahoc, elaborado a base de uma pasta de cor rosado fermentada e salgada, com um sabor muito picante e que pode conservar-se todo o ano. O Tuk-trey é um ingrediente indispensável, trata-se de um molho, feito com óleo de peixe fermentado e temperado com muitas especiarias. Outros pratos típicos são o Machhra Troeungou sopa de carne e o Tea Tim, que é um guisado de pato.
A soda com limão, uma bebida muito popular, é conhecida como Soda Kroch chhmar. Deve evitar-se consumir água da torneira e beber somente água engarrafada.
O artesanato Cambojano dispõe de uma variada mostra de objetos talhados em mármore perfeitamente lavrado; trabalhos de prata e ouro, avaliados pela fama que têm os Cambojanos, de excelentes ouríveres, desde o século VII; antigüidades (para os orientais objetos que têm mais de 20 anos); lacas e marfim embora há países que proibem a sua comercialização, entre eles Espanha. Máscaras e sedas de todos os tons e desenhos poderão ser encontrados também no Camboja.
A população de Camboja passa dos seis milhões de habitantes e a maior parte está formada pelo grupo étnico dos jemeres de origem muito antiga e descendentes da velha civilização do país, procedente da Índia, que pertence ao grupo étnico-lingüístico mon-jemer (mon-Khemer). Esta civilização adaptou-se às primeiras culturas que povoaram a região, os mon e os cham. A relação dos jemeres com a água era muito especial. Templos e albergues formavam só uma unidade. O tamanho dos primeiros, dependia da extensão das segundas, que por sua vez delimitavam a superfície das terras cultiváveis.
Os jemeres praticaram durante séculos o culto ao Devarajaou deus-reis, que exigia obediência absoluta a troca de prosperidade. Uma das lendas mais curiosas desta comunidade é a do chamado "batido do mar de leite", segundo a qual o deus Vishnú converte-se em tartaruga e oferece a sua caparaça como base sobre a qual apoia-se uma montanha. Deuses e demônios enrroscam uma corda ao redor daquela e começam a esticar os seus extremos até bater no mar de leite que rodeia-a, assim sobe a maresia que trará a felicidade e a riqueza.
Com a chegada do budismo esta fé foi perdendo-se igualmente ao império. Uma invasão arrasou o reino durante o século XIV e durante um século depois foi desaparecendo. Hoje é visitada pelos turistas e os arqueólogos que vão após as pegadas do que foi.
Entre os grupos minoritários do Camboja destaca-se a comunidade chinesa, que tem conservado a sua cultura e costumes. Os jemeres islâmicos ou comunidade musulmana Cham, extendem-se ao longo de pequenas vilas ao redor do Mekong, perto da capital. Existem também diversos grupos etno-lingüísticos pertencentes a tribos de montanha assentados nas cordilheiras, como os saoch, os pear, os brao e os kuy.
A forma de vida mais comum é a rural. Os camponenses vivem em casas, que eles mesmos constroem sem janelas e a três metros do solo. Cada centro rural trabalha a terra em comum. A direção do grupo é desempenhada pelo homem mais velho, e os benefícios do campo partilham-se com base na velhice e no rendimento de cada um. A sociedade jemer é monogâmica. A mulher tem um papel relevante dentro da família.
Entre as costumes que devemos respeitar no Camboja é evitar tocar a cabeça das crianças. A cabeça pode estar em contato com a terra, porém consideram-se impuros os pés que tocam na terra. Há que descalçar-se ao entrarmos nos lugares sagrados.
A costa sul é o paraíso dos amantes do submarinismo. Está dotada de paisagens únicas de arrecifes, e habitada por milhões de peixes multicoloridos.
Na capital encontram-se locais noturnos apropriados para tomar um copo como o Cyclo Bar no Hotel Sofitel, Karaoke Club com bom serviço e música, no Hotel Flutuante, no restaurante Chez Lipp ao ar livre, Le Bar e o Café No Problem, detrás do Museu Nacional, que dispõe de restaurante e bar com coquitéis exóticos.
O Festival da Água, nos finais de outubro ou princípios de novembro. 7 de janeiro (Dia da Libertação) e as festas budistas que variam, dependendo do calendário lunar.
Desde o Vietnã pode-se aceder ao país, através de diversas companhias. Respeito a vôos nacionais, várias cidades do país estão ligadas entre si.
O Rio Mekongk é navegável e há numerosos transbordadores que comunicam o delta do rio com a capital Phnom Penh.
Apesar de ser considerado o trem, um meio de transporte mais conflitivo do que o ônibus, devido às sabotagens, há uma extensa linha férrea de mais de 600 quilometros ao longo do país.
Camboja dispõe de numerosas linhas de ônibus que percorrem o país embora estes costumam ir muito cheios. O serviço é lento.
Existem estradas construidas pelos franceses na época da colônia, algumas em boas condições ainda e outras algo deterioradas.
Fonte: www.rumbo.com.br
Nome oficial: Reino do Camboja (Royaume du Cambodge / Roat Kampuchea)
Capital: Phnom Penh
População: Aproximadamente 10,9 milhões de habitantes.
Área: 181 035 km2
Idioma oficial: Khmer
Religião: Budismo
Sistema de governo: Monarquia Parlamentarista
220V. O fornecimento de energia é um pouco irregular, por isso é aconselhável incluir uma lanterna em sua lista de bagagem.
Cidadãos brasileiros necessitam de visto mas não há representação consular. O visto é adquirido no desembarque, e é necessário possuir uma foto 5x7. Estas informações estão sujeitas à mudanças sem aviso prévio, portanto aconselhamos que o viajante se informe sobre a documentação necessária vigente no momento. A embaixada do Camboja mais próxima fica em Washington, nos EUA.
Se a sua viagem não inclui o transfer do aeroporto ao hotel, assegure-se de possuir em seu voucher o nome e endereço corretos do nosso hotel / ponto de encontro. É relativamente fácil chegar ao hotel sem a ajuda de nossos guias.
Para chegar até seu hotel em Phnom Penh, tomar um táxi do aeroporto é sem dúvida a melhor opção. Os táxis públicos de Phnom Penh são seguros, tranquilos e convenientes. O preço de uma corrida de táxi do aeroporto até o hotel não deverá ultrapassar os US$7.
A unidade monetária oficial do Camboja é o Riel. Extra-oficialmente, porém, os dólares norte-americanos são geralmente aceitos por todo o país, e são a melhor opção para seus gastos durante a viagem. Certifique-se de que suas cédulas não estejam rasgadas ou danificadas, pois estas não serão aceitas. Nós recomendamos que você traga seus dólares em notas de pequena denominação para facilitar os procedimentos de uso e de troca. Adquirir alguns Riel's será útil para cobrir pequenos gastos como táxis, garrafas d'água e lanches. Ao comprar alguma coisa com dólares, você certamente receberá Riel de troco. Travellers cheques são difíceis de serem trocados, e os cartões de crédito têm seu uso restrito aos grandes hotéis. A cotação aproximada do Riel (outubro de 1999) é de US$1 equivalente à 3 890 Riel's. Esta cotação está sujeita à grandes flutuações, portanto é aconselhável consultar seu jornal financeiro para informações atualizadas.
Existem algumas restrições com relação à segurança em alguns trechos rodoviários do país, portanto pode ser mais aconselhável tomar um vôo interno para cobrir estas distâncias. Um exemplo disso é a viagem entre Phnom Penh e Siem Reap.
Dentro dos limites urbanos, no entanto, o uso do transporte local é bastante conveniente, especialmente as moto-táxis em Angkor. Quando necessário, estaremos usando mini-ônibus particulares para garantir conforto e segurança.
Viajar pelo Camboja é diferente de viajar por qualquer outra nação asiática. O Camboja não possui uma economia forte, de desenvolvimento recente. Também não possui a obstinação do Vietnã. O Camboja é um país que está emergindo de um longo período de escuridão, e que agora começa a se recuperar, a procurar sua posição no mundo. As pessoas ainda não sabem se este é apenas um breve período de paz entre guerras, ou se já é possível fazer planos para o futuro e iniciar a reconstrução de suas vidas. O Camboja perdeu muito de suas tradições e de sua cultura, mas felizmente, o país possui um passado glorioso, que ainda permite a existência de esperança, e que também lhes confere força e um pouco mais de auto-confiança.
O Camboja é um país extremamente pobre. Pelos últimos 25 anos o país esteve envolvido em guerra civis. Grande parte dos recursos governamentais foram usados para fins militares. Facilidades básicas praticamente não existem. A iluminação pública na capital é mínima, e os cortes de eletricidade são regulares. A maioria das ruas não é asfaltada, o sistema de recolhimento de lixo também inexiste. A crise de abastecimento atinge níveis críticos, faltam alimentos e o número de pedintes tem aumentado muito.
Antes de embarcar para Phnom Penh você deve se preparar para testemunhar tais condições de vida, pois não há como viajar ao Camboja sem ter de lidar com situações difíceis. Phnom Penh é lotada, quente, poluída, cheia de carros e motos e muito, muito pobre.
Sua viagem para o Camboja requer preparo, mas estes problemas não devem fazê-lo desistir de conhecer o país. O Camboja possui uma história riquíssima e uma população extremamente amistosa. É um país especial, que deve ser visitado por viajantes conscientes de suas riquezas e de suas deficiências. Viajantes especiais. Pela nossa experiência, podemos certamente afirmar: vale a pena.
O Budismo Teravada é a religião principal no Camboja. É considerada mais como uma filosofia de vida do que como uma religião propriamente dita. Segundo ela, nós devemos levar uma vida modesta, encarando os bens materiais como obstáculos que nos impedem de alcançar a verdadeira felicidade. Os budistas crêem em reencarnação, que é quando suas ações nesta vida determinam as dificuldades da próxima. Portanto, ao levar uma vida simples e altruísta, cada um pode reencarnar num nível evolutivo superior. Se esta atitude moderada e desprendida se mantém por muitas e muitas vidas, então a pessoa poderá alcançar a felicidade eterna - o Nirvana.
Cedo pela manhã você poderá observar as pessoas dando alms (alimentos e presentes) para os monges. Esta é uma das muitas maneiras que as pessoas têm de adquirir "créditos" para evoluírem em sua próxima vida. Todo garoto passa pelo menos alguns meses vivendo em um monastério, alguns chegam a passar anos. Os monges normalmente são pessoas muito amigáveis e acessíveis. Os mais jovens costumam ter aulas de inglês, e ficarão ansiosos com a oportunidade de praticá-lo com você! Atente para o fato de que as mulheres não podem tocar, e nem sequer entregar algo diretamente a um monge. O jeito certo de uma mulher entregar qualquer coisa a um monge é pedir para que um homem a entregue ou coloque num pequeno bolso da vestimenta do monge.
Quando for visitar um templo, você deverá se vestir de modo discreto e retirar seus sapatos antes de entrar. Não fique em pé de modo que seus dedos apontem na direção do Buda e nem sente-se com suas pernas esticadas. Os pés são vistos com certa repugnância pelos budistas, por isso devem estar sempre curvados para dentro - nunca apontando para alguém. Dispensável dizer que não se deve apontar nada com o pé, mas sim com sua mão ou dedo da mão. A cabeça tem um forte significado simbólico, portanto nunca toque um cambojano na cabeça. Toda imagem de Buda é sagrada, e por isso você não deve apoiar-se nela quando for tirar uma foto, e nem desrespeitá-la de forma nenhuma.
O país tem sua origem no antigo Império Khmer, uma monarquia absolutista budista que floresce entre os séculos IX e XII na região onde ficam atualmente a Tailândia, o Laos e o sul do Vietnã. Em 1863, a nação torna-se protetorado da França, que preserva a estrutura do Estado, mas privatiza a terra (que era de propriedade do rei) e estimula o comércio.
A influência francesa permanece intocada durante a maior parte da ocupação japonesa na II Guerra Mundial. Em março de 1945, porém, os japoneses depõem as autoridades francesas e fazem do Camboja um país independente. A situação só dura até outubro, quando o rei Norodom Sihanouk admite o restabelecimento do protetorado. O breve período de autonomia sob a tutela do Japão estimula o surgimento de um forte movimento nacionalista, liderado pelo Partido Comunista do Camboja, fundado em 1951. Pressionado, o Rei Sihanouk adere à campanha anti-colonial. Em novembro de 1953, a França concede a independência ao Camboja.
Em 1955, Sihanouk abdica em favor do pai, volta a usar o título de príncipe e cria a Comunidade Socialista Popular. Seu partido vence todas as eleições para a Assembléia Nacional de 1955 a 1966, e Sihanouk dirige a nação com amplo poder. Enfrenta, entretanto, a oposição de esquerda. A partir de 1964, com o surgimento do Khmer Vermelho, o governo depara com uma rebelião comunista. O território cambojano é utilizado como refúgio pelas tropas norte-vietnamitas e por guerrilheiros comunistas do Vietnã do Sul. Por esse motivo, os EUA bombardeiam o país, e torna-se cada vez mais difícil manter o Camboja à margem da Guerra do Vietnã.
Sihanouk insiste na neutralidade e é deposto em março de 1970 pelo marechal Lon Nol, seu antigo primeiro-ministro, num golpe de estado apoiado pelos EUA. No exílio, Sihanouk forma o Governo Real de União Nacional do Camboja (Grunc), em parceria com o Khmer Vermelho. Em outubro do mesmo ano, Lon Nol proclama a República, sendo eleito presidente em 1972. Sem o apoio das áreas rurais, o regime de Lon Nol tem sua autoridade limitada aos centros urbanos, que vão sendo cercados pelos guerrilheiros. Finalmente, em 1975, o Khmer Vermelho toma a capital, Phnom Penh, quase sem resistência. Sihanouk é declarado chefe de Estado, mas o Khmer Vermelho detém, de fato, o poder. Em janeiro de 1976, o nome do país é mudado para Kampuchea. Em abril, Sihanouk renuncia e o Grunc é dissolvido. Pol Pot, líder máximo do Khmer Vermelho, torna-se primeiro-ministro. Seu governo faz milhares de presos, desloca à força a população urbana para fazendas coletivas e praticamente elimina a indústria nacional. As conseqüências são trágicas: estima-se que o genocídio comandado pelo Khmer tenha causado de 800 mil a 2,5 milhões de mortes.
O regime aproxima-se da China e adota uma política agressiva em relação ao Vietnã, apoiado pela União Soviética. Em 1979, o Camboja é invadido por tropas vietnamitas, que instalam no poder dissidentes cambojanos liderados por Heng Samrin. O Khmer Vermelho passa a praticar uma guerra de guerrilhas contra as forças do Vietnã e o governo de Samrin, que enfrenta também a oposição da Frente de Libertação Nacional do povo Khmer, chefiada pelo ex-primeiro-ministro Son Sann, apoiado pelos EUA. Ocorre uma fuga em massa de cambojanos para a Tailândia. Em 1980, a ONU reconhece o Khmer Vermelho como legítimo representante do Camboja. Em 1982, as forças oposicionistas formam uma aliança, cujos dirigentes são Sihanouk (presidente), Son Sann (primeiro-ministro) e um dos líderes do Khmer Vermelho, Khieu Samphan (vice-presidente). A aliança recebe a aprovação da China e dos EUA. A URSS continua auxiliando o governo de Samrin.
A China anuncia, em 1987, o apoio a um governo de coalizão, liderado por Sihanouk, desde que as tropas vietnamitas abandonem o Camboja. Chineses e soviéticos pressionam as partes em conflito pelo acordo. Em 1989, os vietnamitas deixam o território cambojano e, no ano seguinte, as quatro facções (o governo, Sihanouk, o Khmer Vermelho e o grupo de Son Sann) aceitam a formação da Autoridade Transitória da ONU no Camboja. Em 1991 assinam um acordo de paz em Paris. Seus líderes voltam a Phnom Penh, mas Khieu Samphan, do Khmer Vermelho, é quase linchado pela população e foge do país. Cerca de 400 mil refugiados cambojanos retornam da Tailândia, enquanto o Khmer Vermelho reinicia os combates.
Em 1993, o partido de Sihanouk vence as eleições parlamentares e forma um governo com os membros do antigo regime pró-vietnamita, liderado por Hun Sen. Uma nova Constituição é aprovada em setembro, e Sihanouk é coroado rei. Em outubro, a Assembléia Nacional indica o príncipe Norodom Ranariddh e Hun Sen como os dois primeiros-ministros. O Khmer Vermelho, mesmo sofrendo deserções, redobra as ações no decorrer de 1995.
A coalizão governamental é instável e, em julho de 1997, Hun Sen dá um golpe de Estado, pondo fim a quatro anos de coabitação entre inimigos. Três dias de bombardeio deixam pelo menos 43 mortos. Milhares de pessoas saem da capital e mais de 20 mil vão para a Tailândia. O príncipe Ranariddh foge para Paris. Organismos de defesa dos direitos humanos denunciam saques, torturas e assassinatos.
Depois de passar 18 anos escondido na selva, o líder do Khmer Vermelho, Pol Pot, reaparece em julho de 1997. O grupo guerrilheiro, reduzido a poucas centenas de integrantes, prende Pol Pot e o condena à prisão perpétua, conforme imagens exibidas num vídeo no mesmo mês. Sua reclusão - sob a acusação de mandar matar vários ex-companheiros e suas famílias - é vista como uma manobra política para a recuperação da imagem pública do Khmer. Em abril de 1998, Pol Pot morre na prisão, supostamente de ataque cardíaco. Informações posteriores apontam para um possível suicídio diante da campanha dos EUA para que fosse julgado por crimes contra a humanidade.
Em novembro, é formada uma nova coalizão governamental, sustentada por 107 dos 122 deputados da Assembléia Nacional. Hun Sen mantém-se no cargo de primeiro-ministro e Ranariddh passa a presidir a Assembléia. O PSR permanece na oposição.
Em 1999, cresce a pressão dos EUA para que os líderes remanescentes do Khmer Vermelho sejam julgados por um tribunal internacional. A prisão e rendição de alguns deles entre o final de 1998 e meados de 1999 - em especial Ta Mok, líder do Khmer desde 1997, e Kang Kek Leu, o Duch, chefe do principal centro de extermínio - enfraquece ainda mais o grupo, considerado praticamente extinto. Hun Sen se opõe à proposta norte-americana, alegando riscos de novos conflitos no país. Mas admite um julgamento no Camboja, com a participação de juristas estrangeiros.
Asean: Em março de 1999, o rei Sihanouk indica os 61 integrantes do novo órgão legislativo do país, o Senado. Sua criação, aprovada pela Assembléia Nacional, era uma das condições para a admissão do Camboja na Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).
O idioma Khmer é bastante difícil e confuso, especialmente para estrangeiros ocidentais. Durante muitos anos o francês foi a segunda língua do país, mas o inglês agora está tomando seu lugar. A pronúncia do Khmer requer alguma prática e, principalmente, costume, mas nós selecionamos algumas palavras e expressões para lhe ajudar em sua viagem. As palavras estão escritas de modo a facilitar a pronúncia, e não obedecem à gramática local.
Olá - Sua S'dai
Como vai? - Tek lok sok sabbay chea reu te?
Adeus - Lea Heuy
Com licença - Som toh
Obrigado - Ar kun
Sim - Bat (homens), Chas (mulheres)
Água - Teuk
Arroz - Bay
Peixe - Trey
Frango - Moa
Ovo - Pong
Correio - Kariyalay Praysney
Telefone - Niyeay toursap
Muito bom - Laor na
Quanto custa? - Ponmane pou?
Eu não compreendo - Knhom ot yol te
Qual é o seu nome? - Teu lok chhmou ey?
Você pode me ajudar? - Teu neak ach chuoy khnhom bane reu te?
É este o caminho para..? - Teu niss chea phlauv...mene reu?
Arroz, peixe e pão são as três bases da alimentação cambojana. O pão é uma herança francesa dos tempos coloniais. Por sinal, uma ótima herança! Não há nada como saborear uma bela baguette com café preto nos mercados matinais. Os cambojanos, no entanto, tomam sopa no café da manhã; um saboroso caldo de macarrão e legumes.
O Tonle Sap é o maior lago do Camboja, e é também uma maravilhosa fonte de peixes. Eles são servidos defumados, secos, salgados, fritos e como sopas. Um grande favorito local é o peixe Amok - grandes pedaços de peixe servidos ao leite de coco.
A culinária do Camboja não é tão picante quanto a tailandesa, mas é extremamente rica em sabores! Os pratos normalmente são servidos com molho agridoce ou marinados. As barracas que vendem comidas nas ruas e praças são uma ótima opção para uma refeição rápida e barata, mas mesmo nos restaurantes os preços são geralmente bastante convidativos.
Artigos que não são facilmente encontrados no Camboja (ou que são muito caros) e devem ser trazidos de casa são os seguintes:
- Produtos de higiene feminina praticamente não existem no país
- Não se esqueça de levar repelentes de mosquitos
- Lanterna
- Tênis e sandálias confortáveis
- Roupas adequadas para o uso em templos (calças ou saias compridas, lenço para cobrir a cabeça)
- Filmes e fitas para foto e vídeo (não costumam ter boa qualidade)
O sistema de comunicação internacional do Camboja ainda está em lento processo de desenvolvimento, isto devido aos anos de isolamento do mundo exterior. O serviços postais também são incrivelmente lentos e irregulares. Ligações internacionais podem ser feitas através do serviço de GPO em Phnom Penh, mas as tarifas são um pouco abusivas.
Os escritórios do governo geralmente funcionam das 7:30 da manhã até as 17:00, com uma pausa para o almoço.. Os bancos abrem as 8:00 e fecham as 15:00 nos dias úteis. Na prática os horários não são seguidos tão à risca, e às vezes é preciso ser paciente. O comércio geralmente funciona das 8:00 às 21:00.
O Camboja está a +10 horas com relação ao Brasil.
Fonte: www.africadosul.org
O Camboja, país do sudeste asiático, tem uma área
de 181.000 km², que abriga uma população de quase 14 milhões
de pessoas, cuja grande maioria (90%) é de decendência khmer
e o restante de origem dos países vizinhos, especialmente Vietnã.
Como o país foi colônia francêsa durante o século
passado ainda hoje se encontra pessoas que falam francês, assim como
chinês e vietnamita, além do único idioma oficial, o khmer.
A religião oficial do país é o budismo. Sua capital e
maior cidade é Phnon Penh.
O território desse país faz fronteira com a Tailândia,
o Laos e o Vietnã. No passado ele já se chamou República
Khmer e República Popular do Kampuchea. A maioria dos cambojanos vive
nas planícies férteis resultantes das enchentes do rio Mekong
ou perto do Tonle Sap (Grande Lago) e do rio Tonle Sap, a noroeste de Phnom
Penh. O Camboja é um país agrícola. Suas terras relativamente
planas, a abundância de água e o clima tropical são ideais
para o plantio de arroz. Desde meados da década de 1990, porém,
a exportação de roupas confeccionadas para marcas internacionais
tornou-se uma das principais fontes de receita do país.
Por volta do ano 100, os povos da região sul do atual Camboja criaram
o reino de Funan. Na Antiguidade, esse reino tornou-se um dos mais poderosos
do sudeste da Ásia. Pouco a pouco, Funan perdeu poder e influência.
Aproximadamente no ano 600, uma nova força, Chenla, surgia ao norte
de Funan. O reino de Chenla desfez-se no séc. VIII.
Entre os séc. IX e XV, os khmers controlaram um grande reino hindu-budista
no Camboja. Sua capital era Angkor. Os khmers construíram centenas
de belos templos de pedra, além de canais de irrigação,
hospitais, represas e rodovias. Os projetos de construção dispendiosos,
as epidemias, as brigas internas da família real e as guerras com os
tailandeses enfraqueceram esse Império. Forças tailandesas ocuparam
Angkor em 1431 e os khmers abandonaram a cidade. Contudo, um reino khmer independente,
cuja capital ficava perto da atual Phnom Penh, sobreviveu até meados
do séc. XIX.
Em 1850, os franceses, que ocuparam o sul do Vietnã, se aproximam do
Camboja. O rei, Norodom I (1859/1904), temendo um controle vietnamita assina
um tratado em 1863 que transforma o país em protetorado do império
colonial francês. Pressionado pelo governo da França, Norodom
I concede a mudança do estatuto do país de protetorado para
colônia, em 1884.
Os franceses preservam a monarquia e, ao dominar as insurreições
contrárias à condição colonial, acabam por incorporar,
em 1887, o Camboja à União da Indochina, que reúne seus
domínios coloniais no Sudeste Asiático. A França mantém
o controle do Camboja durante a maior parte da II Guerra Mundial, mas o poder
efetivo é exercido pelo Japão, que ocupa toda a região.
Em 1941, Norodom Sihanouk assumiu o trono ao 18 anos de idade, sob os interesses
franceses. As forças tailandesas e japonesas que ocuparam o Camboja
de 1941 a 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, se retiram com o fim da
guerra e o domínio francês se reestabelece. Nos anos seguintes,
o Camboja lutou por sua independência e sob pressão dos nacionalistas,
o rei Sihanouk assina, em novembro de 1953, um acordo de independência,
o qual foi reconhecido pela França em 1954.
Em 1955, o rei Norodom Sihanouk abdicou do trono em favor de seu pai, a fim
de desempenhar um papel político mais ativo. Tomou o título
de príncipe, tornou-se primeiro-ministro em 1955 e chefe de Estado
em 1960.
Em meados da década de 1960, a organização comunista
Khmer Rouge (Khmer Vermelho) inicia uma rebelião contra o governo.
Ao mesmo tempo, o território cambojano é utilizado como refúgio
pelas tropas norte-vietnamitas (utilizando da famosa trilha Ho Chi Minh para
entrar no país) e por guerrilheiros comunistas do Vietnã do
Sul. Os Estados Unidos (EUA) usam esse fato como argumento para bombardear
o país, e se torna cada vez mais difícil manter o Camboja à
margem da Guerra do Vietnã.
Os EUA com receio que se iniciasse um governo comunista no Camboja, faz com
que Sihanouk seja deposto em 1970, pelo marechal Lon Nol, seu antigo primeiro-ministro,
num golpe político. O rei se refugia na China e forma um governo no
exílio, em parceria com o Khmer Rouge, que se opunha ao governo de
Lon Nol. O regime de Lon Nol tem a autoridade limitada aos centros urbanos,
que vão sendo cercados pelos guerrilheiros do Khemr Rouge, que vão
se fortificando cada vez mais.
Em 1975, o governo de Lon Nol está insustentável devido ao poder
que o Khmer Rouge ganha sobre o país. Lon Nol foge para os EUA deixando
a situação política do país em fragilizada. Enquanto
ocorriam comemorações em Phnon Penh, o Khmer Rouge toma a capital
e faz com que todos evacuem a cidade, sob o argumento que a cidade estava
sob perigo e todos poderiam voltar em poucos dias (o retorno só ocorreu
45 meses depois).
Sihanouk volta para o país a pedido do Khmer Rouge e é declarado
chefe de Estado, sendo mantido em prisão domiciliar enquanto, na realidade,
Pol Pot governava o país. Em 1976, Sihanouk renuncia e Pol Pot, líder
máximo do Khmer Rouge, torna-se primeiro-ministro. Com o apoio da China
ele dá início a um governo até então inédito,
o qual priorizava a agricultura e a vida no campo, esvaziando todas as cidades
e eliminando a indústria local.
Inicialmente seus planos parecem funcionar, com toda a população
no campo produzindo seu próprio alimento. No entanto, conforme a produção
vai sendo voltada para a exportação as pessoas ficam sem seu
próprio alimento e passam a adoecer, recusando-se a continuar o trabalho
no campo. O trabalho passa então a ser forçado e surge a suspeita
de que o regime do Khmer Rouge está sendo sabotado pelo Vietnã
e pelo EUA. Assim, tem início a busca, prisão, tortura e morte
de toda a população mais instruída, estrangeiros, políticos
e qualquer um que não estivesse contente com o regime.
Nesse período cerca de 3 milhões (25% da população
da época) é morta nas prisões, campos de concentração
ou nas lavouras de trabalho forçado, pelo Khmer Rouge, que devido à
constante paranóia de sabotagem e inimigos internos, vai se enfraquecendo
cada vez mais.
O Khmer Rouge aproxima-se da China e adota uma política agressiva em
relação ao Vietnã, o qual tem o apoio da União
Soviética (URSS). Em dezembro de 1978, o Camboja é invadido
por tropas vietnamitas que tomam a capital Phnon Penh em poucos dias. Eles
então instalam no poder dissidentes cambojanos liderados pelo vietnamita
Heng Samrin. Em 1982, as forças oposicionistas formam uma aliança,
cujos dirigentes são Sihanouk (presidente), Son Sann (primeiro-ministro)
e um dos líderes do Khmer Rouge, Khieu Samphan (vice-presidente). A
aliança recebe a aprovação da China e dos EUA. A URSS
continua auxiliando o governo de Samrin no Vietnã.
Em 1989 depois de diversas negociações internacionais, os vietnamitas
deixam o território cambojano e, no ano seguinte, as quatro facções
(o governo, Sihanouk, o Khmer Rouge e o grupo de Son Sann) aceitam a formação
da Autoridade Transitória da Organização das Nações
Unidas (ONU) no Camboja. Em 1991 assinam um acordo de paz. Em 1993, o partido
de Sihanouk vence as eleições parlamentares e forma um governo
com os membros do antigo regime pró-vietnamita, liderados por Hun Sen.
Uma nova Constituição é aprovada em setembro, e Sihanouk
é coroado rei da recém-estabelecida monarquia parlamentarista.
Em outubro, a Assembléia Nacional indica o príncipe Norodom
Ranariddh (filho de Sihanouk) e Hun Sen como primeiros-ministros. Em julho
de 1997, Hun Sen dá um golpe de Estado, o que põe fim a quatro
anos de coabitação entre adversários políticos.
O príncipe Ranariddh foge para Paris.
Depois de passar 18 anos escondido na selva, o líder do Khmer Rouge,
Pol Pot, reaparece, em 1997. O próprio grupo guerrilheiro, reduzido
a poucos milhares de integrantes, prende Pol Pot e o condena à prisão
perpétua. Em 1998, ele morre na prisão domiciliar, supostamente
de ataque cardíaco. Em fevereiro de 1998, Hun Sen aceita a volta de
Ranariddh e a realização de eleições parlamentares.
O vitorioso no pleito de julho é o Partido do Povo Cambojano (KPK),
de Hun Sen, que se mantém no cargo de primeiro-ministro. Ranariddh
passa a presidir a Assembléia Nacional.
Em 1999, tropas do governo capturam Ta Mok, líder das forças
remanescentes do Khmer Rouge. Sua prisão intensifica as pressões
da oposição interna e da ONU para que os responsáveis
pelos crimes cometidos pelo Khmer Rouge sejam julgados. Hun Sen reluta emaceitar
processos contra os antigos dirigentes, muitos em cargos importantes no governo
e nas Forças Armadas. Em 2000, o Camboja obtém empréstimo
de 548 milhões de dólares, concedido por países como
os EUA, que apóiam o julgamento. No mesmo ano, Hun Sen assina acordo
com a ONU que determina a criação de um tribunal especial para
julgar os líderes do Khmer Rouge por crimes contra a humanidade.
Em 2001, a Assembléia Nacional aprova o acordo com a ONU, mas estabelece
que só serão julgados os indivíduos com "responsabilidade
máxima" pelas atrocidades. Em 2002, a ONU retira o apoio ao tribunal,
alegando que não há imparcialidade nos julgamentos. Somente
em junho de 2003, após novas negociações, os dois lados
chegam a um entendimento.
Nas eleições parlamentares de julho, o KPK de Hun Sen elege
73 dos 123 parlamentares, não alcançando os dois terços
necessários para governar sozinho. As negociações para
a formação do gabinete estendem-se por quase um ano. Em julho
de 2004, a Assembléia Nacional aprova o novo governo, uma coalizão
entre o KPK e a Frente Nacional Unida por um Camboja Independente, Neutro,
Pacífico e Cooperativo (Funcinpec), do príncipe Norodom Ranariddh.
Hun Sen permanece como premiê.
Em outubro de 2004, o Camboja ingressa na Organização Mundial
do Comércio (OMC). No mesmo mês é aprovada a instalação
do tribunal, com o apoio da ONU, que julgará os dirigentes do Khmer
Rouge. Também em outubro, o rei Norodom Sihanouk abdica ao trono, alegando
que está com a saúde frágil. O Conselho do Trono do Camboja
elege seu filho, o príncipe Norodom Sihamoni, o novo soberano.
Fonte: www.pedalnaestrada.com.br
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