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Cambuci

 

Nome científico: Campomanesia phaea (sinonímia: Abbevillea phaea, Paivaea langsdorffii)

Família: Mirtáceas

Nome comum: cambuci, cambucizeiro

Origem: Brasil – Mata Atlântica da Serra do Mar

Cambuci
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Descrição e característica da planta

No passado, o cambucizeiro era encontrado com freqüência nos estados de São Paulo e Minas Gerais e hoje, pela extinção das matas, está se tornando cada vez mais difícil de se ver essa planta. Na cidade de São Paulo, existe um bairro muito conhecido com esse nome, porque era muito comum naquela área.

O cambucizeiro é uma árvore perene, porte médio de 3 a 5 metros de altura e o tronco sofre descamamento periódico, como ocorre com a maioria das plantas da mesma família botânica.

As suas folhas são simples, verdes, bordas lisas e com forma alongada de 7 a 10 centímetros de comprimento por 3 a 4 centímetros de largura.

As flores de cor branca, grandes, são formadas isoladamente na região de inserção das folhas nos ramos. Os frutos arredondados, achatados nas extremidades e na região central, contém um anel saliente. Esse formato lembra um disco voador. Tanto verdes quanto maduros, eles são de cor verde.

Os maduros apresentam polpa carnosa, mole, perfumada, doce e ácida. Cada fruto contém muitas sementes pequenas, brancas e achatadas.

As condições favoráveis ao seu desenvolvimento são: temperatura amena a não muito quentee solos não sujeitos à inundação. A propagação é feita por sementes.

Produção e produtividade

A planta floresce no período de agosto a novembro e a maturação dos frutos de janeiro a fevereiro. Como é uma planta nativa e pouco freqüente, os frutos não são encontrados no comércio. Não se encontrou nenhum dado sobre a produtividade.

Utilidade

Os frutos maduros podem ser consumidos ao natural, mas comumente na forma de sucos, geléias, sorvetes e no preparo de licores. Os pássaros apreciam os frutos e são os responsáveis pela disseminação das sementes nas matas.

A árvore é indicada para plantio em parques, praças e para recompor a vegetação em áreas degradadas e como alimento aos animais silvestres.

Fonte: globoruraltv.globo.com

Cambuci

Fruto típico da região do Parque das Neblinas

Ele tem cerca de 5 cm de diâmetro. É parente da goiaba, da pitanga, da jabuticaba e, por incrível que pareça, até do eucalipto.

Sua cor varia entre o verde e o verde-amarelado e o sabor é ácido, o que favorece a produção de doces, mas inibe o consumo in natura.

O cambuci é da família das mirtáceas e pesquisas apontam que o fruto é rico em vitamina c, além de possuir agentes antioxidantes e adstringentes, que combatem radicais livres, retardam o envelhecimento e fortalecem o sistema imunológico.

Encontrado nas áreas de Mogi das Cruzes, Salesópolis, Biritiba-Mirim, Paraibuna e na região de Paranapiacaba, o cambuci tem uma importância regional muito forte, principalmente na culinária.

Nas casas dessa região, não é raro encontrar sucos, doces, molhos e geléias que utilizam o fruto em suas receitas.

A cachaça curtida no cambuci também é bastante tradicional.

No Parque das Neblinas, os cambucizeiros são, na maioria das vezes, mais velhos do que a própria regeneração da mata.

"Isso porque, quando a área era utilizada para a produção do carvão, os cambucizeiros eram poupados do corte por serem árvores frutíferas, ou seja, atraíam animais que poderiam servir como caça", explica Paulo Groke, gerente de projetos ambientais do Instituto Ecofuturo.

Como se trata de um fruto que não é cultivado, ou seja, só existe na natureza (com exceção de algumas casas da região que têm o cambucizeiro em seus quintais), o Parque recolheu cerca de 200 quilos da fruta e congelou, para que pudessem ser usadas em receitas que oferecidas aos visitantes.

Essa foi a forma que o Parque das Neblinas encontrou para apresentar e preservar essa fruta rara, de sabor intenso, pouco conhecida pelos brasileiros, mas fundamental para a cultura local.

Características Gerais

Crescimento moderado, floresce de agosto a novembro e seus frutos, comestíveis ou ingeridos como sucos, são também consumidos por pássaros.

A árvore reúne ótimas características ornamentais, principalmente pela forma delicada da copa e da folhagem, indispensável nos reflorestamentos.

Altura de 3 a 5 metros.

Benefícios

Além de frutífera a árvore também é ornamental, estando infelizmente sob risco de extinção.

Nativa da Mata Atlântica, seus frutos são um ótimo ingrediente para doces e sucos. Arredondado, de polpa carnuda, fibrosa e com poucas sementes, o fruto tem um perfume adocicado e intenso. Há ainda a casca, que verde e com tons em amarelo, é adstringente.

O sabor é um pouco ácido, bem parecido com o do limão e apesar de poder ser consumida, o melhor uso é mesmo para o preparo de doces, geleias e sucos.

Cambuci
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Fonte: www.ecofuturo.org.br

Cambuci

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O cambuci é uma fruta nativa da serra do Mar, utilizada habitualmente nos municípios de Paraibuna e Natividade da Serra, mas pouco conhecida no resto da região, o que a faz quase que um atrativo exclusivo desses dois municípios.

Segundo o jornalista e pesquisador João Rural, de Paraibuna, a fruta não era utilizada até a década de 50, quando apareceu um "alemão" no bairro Alto da Serra, que ferveu a fruta e acrescentou açúcar, resultando num saboroso xarope.

Tornou-se hábito para alguns turistas, a parada no "bar do Alemão", para apreciar uma cachacinha com xarope de cambuci, e o uso se estendeu à população local, que começou a vender o xarope na beira da estrada, formando pomares para abastecer os fregueses.

Com o tempo, foram sendo descobertas outras utilizações para o cambuci, que passou a servir para o preparo de molho para acompanhar peixes, sucos e até geléias.

A fábrica paraibunense de sorvetes artesanais Casalinda, por exemplo, inventou o sorvete de cambuci, aprovado por todos que o experimentam.

Fonte: jornal.valeparaibano.com.br

Cambuci

Nome Científico: Campomanesia phaea

Família Botânica: Myrtaceae

Origem: Brasil – Mata Atlântica

Características da planta: Árvore geralmente com 8 metros de altura. Folhas pequenas e um pouco rígidas. Flores grandes de coloração alva.

Fruto: Tipo baga que mantém os restos do cálice da flor. Casca fina e lisa, de coloração verde, mesmo quando o fruto está maduro. Polpa aquosa, de sabor agridoce.

Frutificação: Janeiro a março

Propagação: Semente

Cambuci
Cambuci

O cambuci deveria ser fruta-símbolo de São paulo, e não apenas do bairro que leva seu nome. No entanto, grande parte da população da própria cidade onde ele nascia em abundância nem sequer suspeita de que o nome do bairro deriva do nome da fruta.

Originária específica e quase exclusivamente dos domínios da Mata Atlântica, nos contrafortes da Serra do Mar que chega à capital paulista, o cambucizeiro, em época de frutificação, polvilha o chão todos os dias com discos verdes repletos de polpa suculenta. Na região chegaram a existir verdadeiras matas de cambucizais.

A fruta, de casca finíssima e verde, guarda uma polpa sumarenta de sabor agradável e suave, mistura de limão e melão, um pouco adstringente. Assim que despenca do chão, ela está boa para ser consumida, desde que antes não seja fruída pelos pássaros, seus principais admiradores.

Planta da família das Mirtáceas, parente de tantas outras fruteiras silvestres brasileiras, o cambucizeiro é árvore que alcança 8 metros de altura. Com uma copa piramidal de aspecto elegante, ele é ideal para arborização de cidades, sobretudo em vias estreitas, dado o seu pequeno porte. A folhagem verde e brilhante é muito bonita, de efeito ornamental muito interessante. Além disso, é ideal para reflorestamento de áreas de vegetação degradada.

O suco preparado com a fruta batida com a fina casca – na verdade pouco mais do que uma simples película – é bastante apreciado e refrescante. Mas seu principal subproduto ainda é o sorvete, uma unanimidade entre especialistas. Eurico Teixeira afirma que se trata do melhor sorvete derivado de fruta que existe. Pena que não seja aproveitado industrialmente.

O cambuci pode, também, ser perfeitamente congelado inteiro, mantendo-se em condições de aproveitamento por longos períodos, como o fazem os felizes proprietários de árvores em produção.

Além desses usos, no início do século 20, em São Paulo, nenhuma outra fruta era tão utilizada quanto o cambuci para aromatizar, com deliciosa delicadeza, a cachaça. Ainda hoje pode-se utilizá-la espremida com açúcar e cachaça em caipirinhas de cambuci, verdadeiro luxo daqueles que possuem a árvore em seus pomares.

Apesar de sua qualidades, pouca atenção tem sido dada à árvore e a seu fruto. Antigamente tão frequente nas cidades do Sudeste e conhecido por todos os habitantes da região, o cambuci está se tornando cada vez mais um ilustre desconhecido.

Ano após ano, o futuro do cambucizeiro funde-se mais ao da floresta que o abrigava: definham, tristemente, não mais povoando de frutos e folhas verdes um chão cada dia mais sem vida.

Mas ainda resta uma esperança: por suas qualidades e por seu sabor excepcionalmente ecléticos, o cambuci começa a ser utilizado na alta gastronomia.

Recém-descoberta pelo chef de cozinha mineiro Matusalém Gonzaga, a fruta foi utilizada na confecção de um molho servido como acompanhamento para a delicada carne de tilápia, cuja receita foi vencedora do Ora-pro-Nobis – Festival Internacional da Gastronomia Mineira de Ouro Preto em 2004.

A forma da fruta

O formato de disco voador, em nada semelhante a qualquer outra fruta conhecida, é sua principal marca registrada.

É razão também de seu nome: “cambuci”, para os indígenas da região, significava “recipiente” ou “vaso”, sendo o fruto uma perfeita reprodução dos vasilhames que eles utilizavam para guardar água.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutasbr

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