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Camilo Pessanha

Camilo Pessanha

Camilo Pessanha nasceu em Coimbra, Portugal, no dia 7 de setembro de 1867.

Após formar-se em Direito, em Coimbra, partiu para Macau, China e aí exerceu a função de professor. O contato com a cultura chinesa levou-o a escrever vários estudos e a fazer traduções de vários poetas chineses.

Foram os seus poemas simbolistas que largamente influenciaram a geração de Orpheu, desde Mário de Sá Carneiro até Fernando Pessoa. Sua poesia mostrava o mundo sob a ótica da ilusão, da dor e do pessimismo.

O exílio do mundo e a desilusão em relação à Pátria também estão presentes em sua obra e passam a impressão de desintegração do seu ser. A sua obra mais famosa é Clepsidra, relógio de água, que contém a reunião de seus poemas com musicalidade marcante e temas até certo ponto dramáticos, publicado em 1922.

Camilo Pessanha que é, sem sombra de dúvidas, o maior e mais autêntico poeta Simbolista português foi fortemente influenciado pela poesia de do poeta francês Verlaine.

O poeta foi acometido de tuberculose retornando a Portugal por várias vezes para tratar de sua saúde. Essas viagens de pouco valeram, uma vez que o poeta faleceu em 1º de março de 1926 em Macau após o agravamento da doença, causado provavelmente pelo vício ao ópio.

Fonte: www.passeiweb.com

Camilo Pessanha

Camilo Pessanha

Camilo Pessanha (Coimbra, 7 de setembro de 1867 — Macau, 1º de Março de 1926) foi um poeta português, expoente máximo do Simbolismo.

Vida

Tirou o curso de Direito em Coimbra. Em 1894, transferiu-se para Macau, onde, durante três anos, foi professor de Filosofia Elementar no Liceu de Macau, deixando de leccionar por ter sido nomeado em 1900 conservador do registro predial em Macau e depois juiz de comarca.

Entre 1894 e 1915 voltou a Portugal algumas vezes, para tratamento de saúde, tendo, numa delas sido apresentado a Fernando Pessoa que era, como Mário de Sá-Carneiro, grande apreciador da sua poesia.

Publicou poemas em várias revistas e jornais, mas seu único livro Clepsidra (1920), foi publicado sem a sua participação (pois se encontrava em Macau) por Ana de Castro Osório, a partir de autógrafos e recortes de jornais. Graças a essa iniciativa, os versos de Pessanha se salvaram do esquecimento.

Posteriormente, o filho de Ana de Castro Osório, João de Castro Osório, ampliou a Clepsidra original, acrescentando-lhe poemas que foram encontrados. Essas edições saíram em 1945, 1954 e 1969. Apesar da pequena dimensão da sua obra, é considerado um dos poetas mais importantes da língua portuguesa.

Camilo Pessanha morreu no 1º de Março de 1926 em Macau.

Características estéticas

Além das características simbolistas que sua obra assume, já bem conhecidas, Camilo Pessanha antecipa alguns princípios de tendências modernistas.

Camilo Pessanha buscou em Charles Baudelaire, proto-simbolista francês, o termo “Clepsidra”, que elegeu como título do seu único livro de poemas, praticando uma poética da sugestão como proposta por Mallarmé, evitando nomear um objeto direta e imediatamente.

Por outro lado, segundo o pesquisador da Universidade do Porto Luís Adriano Carlos, o seu chamado "metaforismo" entraria no mesmo rol estético do imagismo, do inteseccionismo e do surrealismo, buscando as relações analógicas entre significante e significado por intermédio da clivagem dinâmica dos dois planos.

Junto de sua fragmentação sintática, que segundo a pesquisadora da Universidade do Minho Maria do Carmo Pinheiro Mendes substitui um mundo ordenado segundo leis universalmente reconhecidas por um mundo fundado sobre a ambiguidade, a transitoriedade e a fragmentação[3], podemos encontrar na obra de Camilo Pessanha, de acordo com os dois autores citados, duas características que costumam ser mais relacionadas à poesia moderna que ao Simbolismo mais convencional.

Obras

Manuscritos

Poesia

Caderno Poético de Camilo Pessanha. (A.H.M.)
Ó Meu Coração Torna para Trás. s.d., s.l.. (B.N.L.)
Viola Chinesa . s.d., s.l. (poema dedicado a Wenceslau de Moraes). (B.N.L.)
Desejos. 8 Novembro 1889. (B.M.P.)
San Gabriel. Macau, 7 Maio 1898. (B.N.L.)
Rosas de Inverno. Macau, 1901. (B.N.L.)
Passou o Outono Já, Já Torna o Frio… Lisboa, 20 Janeiro 1916. (B.M.P.)

Processos judiciais

Camilo Pessanha Advogado Oficioso (Processo Crime). Macau, 1894. (A.T.)
Camilo Pessanha Queixoso (Processo Crime). Macau, 1911. (A.T.)
Camilo Pessanha Juiz Substituto (Processo Civil). Macau, 1917. (A.T.)
Camilo Pessanha Conservador do Registo Predial. Macau, 1919. (A.T.)

Impressos

Poesia

Livros

Clepsydra. Lisboa, Lusitânia Ed. Ana de Castro Osório, 1920, 1a edição (Há edição fac-símile publicada pela Ecopy em 2009)
Clepsidra. Lisboa, Atica, Ed. João de Castro Osório, 1945, 1956 (reimp.)
Clepsidra e Outros Poemas, Ed. João de Castro Osório, Lisboa, Atica 1969
Caderno Poético de Camilo Pessanha, Macau, Edição dos Serviços de Educação e Cultura da Biblioteca Nacional de Macau, 1985.
Clepsydra - Poemas de Camilo Pessanha, São Paulo, Editora da UNICAMP, 1992.

Textos dispersos em publicações periódicas

"San Gabriel". Jornal Único, Macau, 7 Maio 1897.
"Rosas de Inverno". O Porvir, Hong-Kong, 21 Dezembro 1901
"Branco e Vermelho". Ideia Nova, Macau, (13) 18 Março 1929 (número integralmente dedicado a Camilo Pessanha).
"O "Caderno" de Camilo Pessanha" (apresentação de Danilo Barreiros). Persona, Porto, (10) Julho 1984.

Ensaios e Traduções

Livros

Kuok Man Kan To Shu – Leituras Chinesas (livro escolar, em colaboração com José Vicente Jorge). Macau, Editora da Tipografia Mercantil de N. T. Fernandes e Filhos, 1915.
Catálogo da Colecção de Arte Chinesa Oferecida ao Museu Nacional. Macau, Imprensa Nacional, 1916 (exemplar, com dedicatória, oferecido a José Vicente Jorge).
Homenagem aos Aviadores que Completaram o 1o Raid Aéreo Lisboa-Macau. Macau, 1924.
Oito Elegias Chinesas. Lisboa, Edições Descobrimento, 1931 (separata).
China, Estudos e Traduções, Lisboa, Agência Geral das Colónias, 1944.
Camões nas Paragens Orientais (em colaboração com Wenceslau de Moraes). Porto, Tipografia Mendonça, , 1951., (inclui o ensaio "Macau e a Gruta de Camões").
Testamento de Camilo Pessanha, Lisboa, Bertrand Editora, 1961.
Cartas a Alberto Osório de Castro, João Baptista de Castro e Ana de Castro Osório (organização de Maria José Lancastre). Lisboa, Imprensa Nacional, 1984.
Contos, Crónicas, Cartas Escolhidas e Textos de Temática Chinesa, Lisboa, Publicações Europa-América, 1988.
Camilo Pessanha – Prosador e Tradutor, organização, prefácio e notas de Daniel Pires; IPOR / ICM, 1992

Textos dispersos

"Estética Chinesa". A Verdade, Macau, (85) 2 Junho 1910.
Prefácio a Esboço Crítico da Civilização Chinesa de J. António Filipe de Morais Palha. Macau, Tipografia Mercantil de N. T. Fernandes e Filhos, 1912.
"Violoncelos". Centauro, Lisboa, (1) Outubro 1916.
"Macau". O Mundo Português, Lisboa, (17) Maio 1935.
"Uma Conferência de Camilo Pessanha". Persona, Porto, (11/ 12) Dezembro 1985.
"Legenda Budista". A Academia, Macau, (3) 1 Dezembro 1920.
"Vozes do Outono" in Anuário de Macau para 1927. Macau, coordenação do Governo da Província.
"Chon–Kôc–Chao" in China País de Angústia de Ruy Sant'Elmo, Lisboa, Parceria A. M. Pereira, 1938.

Fonte: pt.wikipedia.org

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