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Campo Grande

Situada na porção central do estado, sendo quase que passagem obrigatória para todos os turístas que vem a região, Campo Grande oferece uma ifra-estrutura de ótima qualidade além de uma rede hoteleira já bem estabelecida e opções de lazer bem divercificadas .

Com 100 anos de idade, a Cidade Morena está em crescimento ano após ano e já abriga cerca de 1 milhão de pessoas que usufruem de uma infra estrutura de lazer já definida com Bares, Boites, Casas de Shows, Centro de Exposições, Shopping, Museus, Pista de Motocross, Cartódramo e muito mais .

Conhecida pelo exuberante verde de suas ruas bem arborizadas, Campo Grande possue belas praças e parques que dão um toque familiar a sua aparência.

Ano após ano, Campo Grande vem se estruturando cada vez mais para receber com qualidade a demanda turística que passa por essa cidade maravilhosa com destino a Bonito e o Pantanal, além da nova demanda que surge em Campo Grande, o turismo de eventos, que vem cerscendo cada vez mais na cidade.

Campo Grande
Campo Grande

Fundação

José Antônio, habitante da cidade de Monte Alegre - MG, soube de uma região de terras férteis chamada de campos do vacaria (hoje Rio Brilhante) e resolveu formar uma comitiva para vir conhecer essas terras criando novos horizontes. Isso aconteceu no ano de 1872.

E chegavam os carros de bois na confluência de dois córregos que iriam se chamar Prosa e Segredo.

Ele fez o reconhecimento do local e constatou que ali era um lugar ideal para fazer seu rancho e começar sua vida nova. Junto com seu filho começou a derrubar a mata para fazer o plantio de sua roça.

Ele combinou com um fazendeiro da região de Nioaque, Joaquim Mota, as compras de alimento e coisas necessários para a sobrevivência. Com seu rancho pronto e sua com o início de sua plantação José Antônio resolveu voltar a Minas Gerais para trazer de lá sua família e seus colegas que quisessem mudar de vida e começar uma nova vida. Ele contratou João Nepomuceno para tomar conta do local até sua volta de Monte Alegre MG.

Prometeu pagá-lo em sua volta e garantiu-lhe sua sobrevivência. Passando três anos João Nepomuceno já não estava acreditando que José Antônio iria voltar e negociou as terras com um viajante chamado Manoel Vieira de Souza, que pagou 30 mil réis. Se o antigo dono voltasse, ele deveria vender as terras pelo mesmo valor que comprou. Em 1875 José Antônio voltou com sua família e seus amigos para povoar a região.

Eram 62 pessoas. Junto com Manoel Vieira de Souza formaram um grande arraial, dando-lhe o nome de "Arraial de Santo Antônio de Campo Grande" em homenagem ao Santo a que eram devotos.

Três anos depois José Antônio ergueu uma capela, cumprindo sua promessa ao santo. O arraial ganhava cada vez mais moradores. Em 1889, uma lei estadual criou o Distrito de Paz de Campo Grande, e Bernardo Franco Baís foi o primeiro juiz de paz. O delegado era o próprio fundador. No dia 26 de Agosto o arraial foi elevado a categoria de vila, e nessa data é comemorado o aniversário da cidade. Só em 1918 é que Campo Grande foi elevada a categoria de cidade.

No século XX, o desenvolvimento da região como produtora de gado ganha novas forças com a decisão do Exército de localizar no município o Quartel General das Forças Armadas de Mato Grosso e com a construção da Estradas de Ferro Noroeste do Brasil, que interliga as duas bacias fluviais do Paraná e do Paraguai, e liga Campo Grande aos países vizinhos Paraguai e Bolívia.

Em 1877

Campo Grande
Igreja Santo Antônio

PRIMEIRA IGREJA

Construída por José Antônio Pereira em 1.876/1.877.

Atualmente, no local, encontra-se a Igreja Matriz de Santo Antônio, na quadra limitada pelas Ruas 15 de Novembro, 7 de Setembro, "do Padre" e Avenida Calógeras.

É terminada a construção da primeira Igreja com pau-a-pique e telhas de barro. Surgem a Rua Velha, atual 26 de Agosto e vários ranchos.

Em 1879

Chegam à região novos mineiros que, através de marcações de posses, vão construindo fazendas.Surge Santo Antônio de Campo Grande, depois Campo Grande, sempre atraindo novos desbravadores.Em pouco tempo o vilarejo floresceu, tornando-se ponto de referência da Cia. Mate Laranjeira que dominava a economia do extremo sul da antiga Província de Mato Grosso.

A fama do vilarejo logo se espalhou, pois o clima ameno, o solo fértil e a posição estratégica eram fatos que atraíam muitos migrantes. Rapidamente o vilarejo tornou-se de vital importância para o comércio de gado bovino, com comerciantes de todas as regiões dirigindo-se para cá em busca de bons negócios. Mineiros e paulistas tornaram- se os grandes colonizadores desta terra.

Em 1886

Joaquim Silvério Ornelas doou as terras a Santo Antônio - meia légua quadrada, sendo então o Santo o primeiro proprietário de terras da cidade. A doação tornou possível o rápido crescimento do vilarejo.

Em 1899, em 26 de Agosto

Aconteceu a elevação da vila em distrito de Paz de acordo com a lei estadual nº 225, com uma área de 105.000 km²., saindo da comarca de Nioaque. A pecuária se desenvolve e para ser comercializada com outras regiões, começam a se abrir estradas, com destaque para a que ligava Campo Grande a Porto XV de Novembro (Rio Paraná), hoje a rodovia BR-163

Em 1902 implanta-se o Município

O primeiro intendente foi Francisco Mestre.

Campo Grande progride principalmente com a chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em 1914, ligando as duas bacias fluviais: Paraná e Paraguai, e dos países vizinhos: a Bolívia (através do Porto Esperança) e o Paraguai (através de Ponta Porã), que trouxe imigrantes libaneses, árabes, armênios e japoneses, que impulsionaram o comércio e a agricultura locais.Instalam-se os quartéis da nona região militar e constrói-se os Colégios Salesianos.

1909 - Arruamento da cidade foi feito pelo Engº Nilo Javari Barém, tornando Campo Grande uma cidade moderna diferente da maioria das cidades do Brasil.

Suas ruas foram traçadas em direção aos pontos cardeais e ortogonais entre si. Para a elaboração da planta de Campo Grande, que seguiu os interesses da ferrovia , destaca-se a participação de Temístocles Paes de Souza Brasil, engenheiro militar.

1911: Chega a Campo Grande o 1º Juiz de Paz, Arlindo de Andrade Gomes, que se tornou um baluarte no desenvolvimento da cidade ao implantar em sua chácara um viveiro de plantas ornamentais, distribuindo mudas para os campo-grandenses arborizarem suas casas e, por conseguinte, a cidade.

1914: Fixação definitiva do Exército com a chegada em 8 março a Campo Grande do 5º Regimento de Artilharia Montada, vindo de Aquidauana.

1914: Em 28 de maio chegou a Estrada de Ferro-NOB- libertando o Estado da navegação platina, e dando grande impulso ao crescimento da cidade e de todo o sul de Mato Grosso. Campo Grande começou a assumir o papel de cidade mais importante do Estado. Junto com a Estrada, chegaram os imigrantes japoneses, muito importantes na formação étnica e cultural da cidade. Neste período, chegaram também os imigrantes do Oriente Médio.

1916: A cidade já contava com 4.000 habitantes.

1917

Primeira Escola Salesiana de Campo Grande, atual Colégio Dom Bosco.

Em 1918 é elevada à categoria de Cidade no dia 16 de julho pela Lei nº 772. Tomou posse o intendente Antônio Norberto de Almeida. A urbanização inicia-se em 1921 através da Av. Afonso Pena, das vias principais e secundárias e da Praça Ary Coelho. A partir da década de 60 surgem prédios, avenidas e novos bairros.

1919: A telefonia ligou a cidade a todo o mundo.

1923: Inauguração do grande aquartelamento feito em Campo Grande pelo Exército, fato esse que contribuiu para o desenvolvimento da cidade.

1924: Fundação do Rádio Clube, ainda hoje o mais importante clube social da cidade.

1926: Chegada a Campo Grande uma das Irmãs Salesianas, fundadoras do Auxiliadora.

1932: Sonho de Capital - as elites da cidade apoiaram São Paulo, mas foram vencidas e o sonho postergado para a década de 70.

1941: Capital econômica arrecadou mais em impostos que as cidades de Cuiabá, Teresina, Florianópolis, Goiânia, que eram capitais de estado.

1948: Provável inauguração da Rádio Difusora , PRI 7.

1950: Chegada da Força Aérea Brasileira.

1953: Inauguração do Aeroporto "Antônio João"

1961: A FUCMT implantou a FADAFI

1965: Inauguração da Televisão Morena

1971: Inauguração do Campus da UEMT, hoje UFMS

1977, 11 de outubro

O sonho se realizou é eleita a Capital do recém formado Estado de Mato Grosso do Sul. Campo Grande apresenta avenidas largas que se cruzam nos sentidos norte-sul e leste-oeste, formando um desenho semelhante a um tabuleiro de xadrez, Enfim, a cidade assume seu papel de destaque perante a país.

1989: Shopping Campo Grande: a cidade entre as mais importantes no comércio.

1999

Cem anos de sua elevação a Distrito de Paz, a centenária morena cobre-se de louros e festeja seu primeiro século.

Campo Grande torna-se capital:

Durante a revolução constitucionalista em 1932, Campo Grande alia-se a São Paulo, enquanto a capital do Estado, Cuiabá continua legalista.

Campo Grande torna-se a capital do Mato Grosso Civil, concretizando o anseio do povo já manifestado desde o ínicio do século: o Sul independente do norte.

A vitória das forças legalistas frusta a campanha divisionista que retorna em 1958 e só se concretiza em 11 de outubro de 1977 com a divisão do então Mato Grosso e a criação do estado de Mato Grosso do Sul. A instalação de Campo Grande como capital do Mato Grosso do Sul deu-se em 1º de janeiro de 1979.

Desde então Campo Grande cresceu muito.

Fonte: br.geocities.com

Campo Grande

Os primeiros dados sobre a região datam de 1870, quando, devido a guerra da Tríplice Aliança, chegaram a notícia aos moradores do Triângulo Mineiro (Monte Alegre) da existia terras férteis para lavoura e criação de gado no então chamado Campo de Vacarias.

Esta notícia contentou José Antonio Pereira, que estava a procura de gleba da qual pudesse apossar com sua gente. Assim, no dia 21 de junho de 1872, acampou nas terras onduladas da Serra de Maracajú, na confluência dos córregos Prosa e Segredo – hoje Horto Florestal.

Nas proximidades, José Neponuceno já possuía um rancho à beira do trilheiro, por onde boiadeiros passavam para ir até o Município de Nioaque (a Sul) e Camapuã (ao Norte).

Em 14 de agosto de 1875, José Antonio Pereira trás sua esposa e seus oito filhos, escravos e outros.

No local do primeiro rancho encontraram Manoel Vieira de Souza e sua família, onde dão origem a primeira geração de Campo-grandense.

No final do ano de 1877, cumpre sua promessa e termina a primeira igrejinha rústica de pau-a-pique com telhas de barro.

As casas naquele precário alinhamento, formaram a primeira rua, a Rua Velha – hoje 26 de agosto – que terminava num pequeno lago, de onde se ensaiava uma bifurcação, formando mais duas vias. José Antonio Pereira havia construído sua casa na ramificação de baixo, em sua fazenda Bom Jardim. O fundador veio a falecer cinco meses depois da emancipação.

Em 1879 surge novas caravana de mineiros que vão distribuindo-se através de marcações de posses, estabelecendo assim as primeiras fazendas da região de Santo Antonio de Campo Grande.

Na parte central da rua, na casa de comércio e farmácia, propriedade de Joaquim Vieira de Almeida, reuniam-se as pessoas graúdas da comunidade. Este era o homem de maior instrução da vila, redator de atas e cartas de caráter público ou privado. Ali eram resolvidos os problemas comunitários. Dali saíam as reivindicações ao governo. Possivelmente de autoria de Joaquim Vieira de Almeida foi a correspondência pedindo a emancipação da vila.

Depois de antigas e insistentes reivindicações, também, devido a posição estratégica, e por ser passagem obrigatória para quem fosse do extremo Sul do Estado a Camapuã ou ao Triângulo Mineiro, o governo estadual assina a resolução de emancipação da vila, elevando-a a município de Campo Grande em 26 de agosto de 1899. Quando aconteceu a emancipação, Joaquim Vieira de Almeida já havia falecido por causa de uma tuberculose, sem saber que seu pedido fora atendido.

O povoado de Campo Grande cresce e prospera com o comércio de gado, proporcionado pelo estabelecimento da fazendas de criação em suas imediações e nos campo limpos de Vacarias. Torna-se um centro de comercialização de gado, de onde partiam comitivas conduzindo boiadas para o Triângulo Mineiro e o Paraguai. Com a construção da estrada boiadeira, por Manoel da Costa Lima, que ia de Campo Grande até as barrancas do Paraná, as boiadas passaram a dirigir-se também para São Paulo, abrindo novo mercado para o gado da região e novas oportunidades de intercâmbio comercial.

Outro fator de progresso para Campo Grande e para o Estado de Mato Grosso, foi a chegada da Estrada de Ferro da Noroeste do Brasil, em 1914, ligando as duas bacias fluviais: Paraná e Paraguai, aos países vizinhos: a Bolívia (através do Porto Esperança) e o Paraguai (através de Ponta Porã).

Foi um marco decisivo para o crescimento da cidade, que despontava como uma das mais progressistas do Estado. Funcionando como empório comercial e centro de serviços de uma vasta região, Campo Grande desenvolvia-se e firmava sua liderança no sul do Estado.

A transferência, em 1921, do Comando da Circunscrição Militar, até então sediado em Corumbá, e a construção que essa transferência ensejou, dos quartéis e outros estabelecimento militares, na cidade, foi outra iniciativa que contribuiu para o desenvolvimento de Campo Grande e para a afirmação de sua liderança.

Em 1930 a cidade já contava com cerca de 12 mil habitantes, 3 Agências Bancárias, Correios e Telégrafos, várias repartições públicas e estabelecimento de ensino primário e secundário, abastecimento de água canalizada, luz elétrica, telefone e clubes recreativos.

Meados de 1932, a cidade ficou sabendo da deflagração da Revolução Constitucionalista.

A notícia espalhou pela população que viu-se frente ao seu primeiro desafio: que lado tomar na refrega? Coube aos políticos e coronéis da época a decisão de romper de vez com o poder, e unir-se a São Paulo contra tudo e contra todos. Declarou aqui um Estado independente, tendo como capital Campo Grande.

Escolheu-se como governador o renomado médico Vespasiano Martins, instalando-se o palácio do governo no prédio da Maçonaria, de onde partiam as decisões e o planejamento do combate às forças legalistas.

A capital do Estado, Cuiabá, recebia maior influência de Goiás, Rio de Janeiro, Paraná e parte de Minas Gerais, continua legalista.

Campo Grande, deste modo, torna-se a Capital do Estado de Maracajú, concretizando uma anseio já manifestado desde o início do século: O Sul independente do Norte (de 11 de julho até outubro de 1932).

Com a vitória das forças legalistas, frusta-se a campanha divisionista. Esta é reiniciada em 1958. Quando o general Ernesto Geisel foi empossado na Presidência da República e nomeou o general Golbery do Couto e Silva para a chefia de sua Casa Civil, poucas pessoas lembravam-se de que, há cerca de 20 anos, esses dois militares, então coronéis, haviam estado em Mato Grosso para estudar a viabilidade da divisão do Estado, tendo concluído que ela era não apenas viável, mas necessária. O Sul do Estado consegue eleger a maioria da Assembléia Legislativa Estadual, vindo a ser concretizada, em 11 de outubro de 1977, pela promulgação da Lei Complementar nº 31, a criação de um novo Estado, Estado de Mato Grosso do Sul, e elege Campo Grande como sua Capital.

No início dos anos 60, Campo Grande abriga a sua primeira instituição de ensino Superior, as Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso, conhecida por sua sigla FUCMAT, transformada na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Nessa mesma década é criada a Universidade Estadual de Mato Grosso (UEMT), com um de seus campi instalado em Campo Grande, onde se concentram cursos nas áreas de saúde e ciências exatas e tecnológicas. Depois da divisão do Estado, ela se federaliza, tornando-se a Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (FUFMS), hoje (UFMS). Nos anos 70, criou-se o Centro de Ensino Superior “Professor Plínio Mendes dos Santos” (Cesup), antecessor da Universidade Para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp). Depois, já na década de 90, surgem a Sociedade Ensino e informática Campo Grande (Seic) e as Faculdades Integradas de Campo Grande (FIC – Unaes).

Campo Grande ocupa posição privilegiada geograficamente, ou seja, está localizada no centro do Estado, eqüidistante de seus extremos norte, sul, leste e oeste; está também localizada sobre o divisor de águas das bacias dos rios Paraná e Paraguai, o que facilitou a construção das primeiras estradas que até aqui chegaram ou que daqui partiram. Esta posição em muito contribuiu para que se tornasse a grande encruzilhada ou pólo de desenvolvimento da vasta região.

Graça a seu solo avermelhado e seu clima tropical, a cidade é carinhosamente chamada de “Cidade Morena”, possui uma boa estrutura, com ampla rede hoteleira, bons restaurantes com variados pratos típicos. É por Campo Grande que começa toda aventura turística dos que se propõem a conhecer o Pantanal.

Fonte: www.etur.com.br

Campo Grande

A Cidade Morena, assim como é chamada devido ao seu solo avermelhado, é a porta de entrada para se conhecer o Pantanal. Possui uma boa estrutura, ampla rede hoteleira, bons restaurantes com variadas comidas típicas.

É um polo de desenvolvimento econômico.

Nela encontra-se uma das maiores comunidades de descedentes de imigrantes japoneses originários da Ilha de Okinawa. Segundo ufólogos, é ponto de aparição de OVNIS.

Campo Grande
Campo Grande

Destaca-se nos cultivos de milho, arroz, alodão e café, e de produçaõ de gado. A maior parte da mão-de-obra ativa do Município é absorvida pelo setor terciário.

Fonte: www.timebrazil.com.br

Campo Grande

História e Cultura

Logo após a Guerra da Tríplice Aliança, mais conhecida por Guerra do Paraguai (de 1864 a 1870), fato que manchou de sangue as terras sul-americanas, saiu em busca de terras para que pudesse fixar residência e desenvolver atividades ligadas à produção agropastoril o mineiro José Antônio Pereira, acompanhado de seus filhos Antônio Luís e Joaquim, os escravos João e Manoel e o guia cuiabano Luís Pinto Guimarães. Eles chegaram na confluência de dois córregos, situados na cabeceira do rio Anhanduí, posteriormente chamados de Prosa e Segredo, no dia de 21 de junho de 1872.

Lá encontraram o poconeano João Nepomuceno Costa e sua esposa que, mais tarde, abandonaram estas terras. Voltando a Minas Gerais, na cidade de Monte Alegre, montou sua comitiva, formada por seus familiares e agregados, provavelmente em número de 62 pessoas. Na volta para a terra escolhida foram acometidos por uma febre que poderia dizimar sua comitiva.

José Antônio Pereira fez uma promessa ao santo de sua devoção: se não ocorresse nenhuma baixa, ergueria uma capela em sua homenagem.

De fato, não ocorreu nenhuma morte, e a comitiva chegou ao destino final no ano de Nosso Senhor Jesus, de 1875, onde plantaram a semente da cidade, hoje a mais bela das morenas. No local do primeiro rancho encontraram Manoel Vieira de Souza e sua família, onde dão origem á primeira geração de campo-grandense.

No final do ano de 1877, cumpre sua promessa e termina a primeira igrejinha rústica de pau-a-pique com telhas de barro.

As casas naquele precário alinhamento, formaram a primeira rua, a Rua Velha - hoje 26 de agosto - que terminava num pequeno lago, de onde se ensaiava uma bifurcação, formando mais duas vias. José Antonio Pereira havia construído sua casa na ramificação de baixo, em sua fazenda Bom Jardim. O fundador veio a falecer cinco meses depois da emancipação.

Informações

Campo Grande é a capital do Mato Grosso do Sul, com espaços urbanos amplos e verdes, é um importante polo turístico do país. Graças ao solo avermelhado e clima tropical, a cidade é carinhosamente chamada de "Cidade Morena".

Possui uma grande diversidade de raças e culturas que formam uma identidade única de um povo simples, acolhedor, repleto de alegria e hospitalidade. Esta capital oferece atrativos turísticos para os mais variados gostos, como museus, monumentos, arquitetura, aldeia indígena urbana, parques, praças, igrejas, artesanato, feiras e outros.

Campo Grande
Vista de Campo Grande

Campo Grande vem despontando-se em todo o Brasil como umas das principais cidades de turismo de eventos, com realizações de grandes feiras, leilões, congressos e exposições, oferecendo, assim, excelentes oportunidades de negócios.

INFRA-ESTRUTURA

A cidade possui uma infra-estrutura completa,rede hoteleira com mais de quatro mil leitos, aeroporto internacional, agências de viagem, locadoras de veículos, empresas organizadoras de eventos, companhias aéreas, taxistas qualificados, city tour regular, boa variedade de restaurantes e modernos centros de convenções.

Pontos Turísticos

Mercado Municipal Antonio Valente

O Mercado Municipal Antonio Valente, inaugurado em agosto de 1958, tem sua origem numa feira livre, um ponto de vendas de carnes e verduras que ocupava uma grande área margeando os trilhos da Noroeste, entre a Avenida Afonso Pena e a Rua 7 de Setembro. A feira funcionou, até o final doa anos 50, quando o terreno foi doado á Municipalidade. O chamado Mercadão passou a ser referência na comercialização de produtos hortifrutigranjeiros, peixes e especiarias tendo sido por longo tempo um dos poucos locais de comércio abertos ao público nos domingos pela manhã. É atualmente administrado pela Associação dos Mercadistas.

Feira Livre

Um dos principais pontos de referência comercial e turística de Campo Grande é a Feira Livre Central. Até 1964 esse mercado livre passou por vários locais da cidade e, desde então, está instalada no seu endereço atual Rua 14 de julho São Francisco, s/n. Sedimentando sua localização e o período de atendimento ao público em determinados dias da semana, a Feira passou a oferecer, gradativamente, novas opções de comércio, como a venda de produtos importados do Paraguai e Bolívia, além de já tradicional variedade de produtos hortifrutigranjeiros. A degustação de pratos típicos da colônia japonesa, como o sobá, além do regional espetinho com mandioca, passou a caracterizar o local como o mais democrático ponto de gastronomia da cidade e importante atração turística da cidade.

Praça dos Imigrantes

Um dos mais recentes pontos de encontros da Capital é a Praça dos Imigrantes, situada entre as ruas Rui Barbosa, Joaquim Murtinho e Barão do Melgaço.

Recentemente remodelado, o logradouro oferece espaços adequados para permanente exposição e venda de produtos artesanais. Foi denominada Praça Costa Marques, em homenagem à autoridade mato-grossense e, posteriormente, Praça dos Imigrantes porque se tornara local de reunião dos que aqui se fixavam.

Parque das Nações Indígenas

O Parque das Nações Indígenas ocupa área de cerca de 119 hectares e preserva uma reserva ecológica. O córrego Prosa, cuja nascente está na reserva natural do Parque dos Poderes, forma ali um grande lago que tem uma pequena ilha e um píer. Suas águas cortam toda a extensão do parque, com pontes para travessia.

Embora setenta por cento de sua extensão tenha cobertura em grama, o Parque mantém vegetação nativa e núcleos de árvores ornamentais e frutíferas plantadas pelos antigos proprietários. Vários equipamentos urbanos estão previstos para o local destacando-se as atuais instalações do Monumento ao Índio e Museu de Arte Contemporânea, além dos extensos caminhos de circulação utilizados como pistas de caminhadas. A área do logradouro é monitorada por um pelotão montado da Polícia Florestal do Estado, que tem sua sede no interior do parque.

Museu de Arte Contemporânea

O MARCO foi criado em 1991. Seu acervo tem origem na Pinacoteca Estadual, com os prêmios aquisitivos dos salões de arte realizados a partir de 1979 e, mais tarde, através de doações espontâneas de artistas, colecionadores e instituições culturais. Atualmente compõe-se de aproximadamente 900 obras em diversas modalidades artísticas, incluindo um conjunto significativo de obras que registram o percurso das artes plásticas em Mato Grosso do Sul, do princípio aos dias atuais.

Localizada no Parque das Nações Indígenas, extensa área verde da cidade reservada para atividades de lazer, o museu possui uma área construída de 4000m2, e dispõe de 5 salas de exposição, sendo uma com mostra permanente de obras de seu acervo e 4 salas para as mostras temporárias que compõem sua programação anual.

O setor educativo, em sintonia com as abordagens atuais da arte-educação, conta com 3 salas para as atividades práticas com escolas e grupos no complemento didático às visitas orientadas às exposições, além de cursos de iniciação em arte para crianças, jovens e adultos; assim como um equipado atelier para o desenvolvimento de técnicas de gravura. O museu possui ainda um auditório com capacidade para 105 pessoas e uma biblioteca específica em artes plásticas, com material para pesquisa e formação de estudantes, arte-educadores, artistas e público em geral. O MARCO através de suas atividades cumpre fundamental papel educativo, democratizando o acesso à arte e aos bens culturais, posicionando-se como importante centro de formação e fomento cultural.

Parque dos Poderes

Numa área de 285 hectares está localizada a reserva ecológica do Parque dos Poderes assim denominado por abrigar os principais órgãos dos poderes executivo, judiciário e legislativo do Estado. Suas primeiras edificações foram implantadas na década de 1980 resultando nos atuais oito blocos administrativos do poder executivos, situados em meio à reserva florestal. Uma vista aérea desse conjunto revela o contorno de uma elipse tendo numa de suas extremidades o Palácio Popular da Cultura, prevendo-se no projeto original a construção do Palácio do Governo, em área ainda disponível na outra extremidade. Nas proximidades estão instalados os prédios da Assembléia Legislativa, Tribunal de Justiça, Palácio das Comunicações, Tribunal Regional Eleitoral, Tribunal de Contas e Quartel da Policia Militar, além de sede para clubes de servidores. As Ávenidas Afonso Pena e Mato Grosso dão acesso à reserva que, além de abrigar a nascente de córregos, apresentam extensa área de vegetação nativa onde espécies da fauna regional são preservadas em seu habitat natural.

Fonte: www.brasilturismo.com

Campo Grande

Histórico

O passado histórico de Campo Grande reflete-se em três destacados vultos, de atuação bem definida pelos pesquisadores e, atualmente, ao que parece, aceita por todos: o poconeano João Nepomuceno e os mineiros José Antônio Pereira e Manoel Vieira de Souza. Ao primeiro, cabe o pioneirismo, por ter sido o morador mais antigo da área; ao segundo, as glórias e honras de fundador da Cidade e ao terceiro o reconhecimento e gratidão pela honestidade, desambição e companheirismo, pois facilitou a Pereira a retomada de posição inicial, antes de voltar a Monte Alegre, em Minas Gerais. Sem aquela acolhida fraterna, talvez José Antônio tivesse prosseguido, em busca de outras terras.

Segundo historiadores, no dia 21 de junho de 1872, José Antônio Pereira e sua comitiva, acamparam no local denominado Mato Cortado, hoje Horto Florestal, na confluência de dois córregos, mais tarde conhecidos como Prosa e Segredo. No dia seguinte, cavalgando pelas imediações, Pereira avistou um rancho, onde foi encontrar João Nepomuceno e sua mulher Maria Abranches.

Afirmou Vespasiano Martins: "O certo, o seguro, porque ouvi de velhos moradores desta região uns mortos, outros ainda vivos, é que o primeiro rancho quem fincou dentro do hoje rocio de Campo Grande, foi o esperto poconeano João Nepomuceno", cuja saída do local antecedeu a volta de Pereira, ocorrida no dia 20 de julho de 1875.

Contudo, é a José Antônio que a história confere todas as iniciativas e providências com vistas à fundação do Arraial de Santo Antônio de Campo Grande, após o seu retorno de Monte Alegre. Foram construídos outros ranchos.

A capela, sob a invocação de Santo Antônio, foi concluída em 1.877 . Tinha paredes de pau -a -pique e cobertura de telhas, trazidas das ruínas dos Jesuítas, em Camapuã. No início de 1878, José Antônio foi a Nioaque, de onde trouxe o padre Julião Urquia, vigário de Miranda, a fim de abençoar a capela, o arraial, celebrar a primeira missa e outros atos religiosos Na oportunidade, três casamentos entrelaçaram as famílias Pereira e Vieira de Souza, das quais nasceram os primeiros campo-grandenses. Em 1889, o arraial ganhou a primeira escola.

O encontro dos trilhos da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil do ramal vindo de Porto Esperança (MS) com o procedente de Bauru (SP), e a chegada do primeiro trem a Campo Grande, em 28 de maio de 1914, marcaram decisivamente o futuro da Cidade. Data daí sua consolidação e o seu progresso.

Em 1914 chegou o 5.° regimento de artilharia montada e, em 1921, Campo Grande passou a ser Sede da Circunscrição Militar de Mato Grosso.

Dois anos depois, houve um movimento em favor da divisão do Estado do Mato Grosso, instalando-se em Campo Grande o Governo Provisório chefiado por Vespasiano Barbosa Martins, o qual teve pequena duração.

Em 1934, por intermédio da "Liga Sul Matogrossense", foi encaminhado ao Congresso Nacional Constituinte pedido de criação de um Território Federal ou Estadual autônomo na região sul de Mato Grosso. O documento figurou com mais de 13.000 assinaturas

O desenvolvimento de Campo Grande acelerou-se, estimulado pela efetivação de obras públicas de grande porte, destacando-se pavimentação asfáltica de suas principais ruas; abastecimento de energia elétrica com interligação ao sistema CESP; modernização do sistema de comunicação urbana e interurbana, do transporte aéreo e pavimentação asfáltica do sistema rodoviário interestadual.

Por recomendação do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, General Ernesto Geisel, a Superintendência de Desenvolvimento da Região Centro-Oeste - SUDECO iniciou, em 1975, os estudos básicos visando à divisão do Estado de Mato Grosso. Os resultados, consubstanciados na Exposição de Motivos n.° 037 de 24 de agosto de 1977, foram apresentados ao Chefe do Governo Federal, acompanhados de Anteprojeto de Lei Complementar, criando o Estado de Mato Grosso do Sul.

Finalmente, no dia 11 de outubro de 1977, foi solenemente sancionada em Brasília a Lei Complementar n.° 31, criando o Estado do Mato Grosso do Sul. Estabelece o seu "Art. 3.° - A cidade de Campo Grande é a Capital do Estado". Estava então consolidada a velha aspiração dos sul-mato-grossenses e, particularmente, a dos campo-grandenses.

Instalado o Estado no dia 01 de janeiro de 1979 a Capital Mato-grossulense adquiriu nova feição, passando a apresentar um novo ciclo de progresso, assinalado por maiores estímulos à sua expansão urbana, social, cultural e política. Foi convertida, afinal, como era desejado, em centro das decisões político-administrativas de uma Unidade da Federação.

Parque dos Poderes - Um centro político-administrativo agregando todos os órgãos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Encontra-se em fase final de construção pelo Governo do Estado. Compreendendo área de 2.800.000 m² a leste da Cidade poderá, também, abrigar as entidades federais interessadas.

Por sua concepção urbanística e arquitetônica a obra mato-grossulense é um monumento à ecologia e demonstra o grau de respeito que a atual geração tributa à natureza. O meio ambiente está sendo utilizado com reverência. No momento, a Avenida Afonso Pena está sendo prolongada até o Parque, a fim de ligá-lo mais facilmente ao Centro da Cidade.

O topônimo - Ganhou inicialmente a denominação de Santo Antônio de Campo Grande, topônimo mais tarde simplificado para Campo Grande, em razão do vastíssimo campo que se estende a sudoeste da Cidade.

Outra versão indica haver o topônimo se originado da expressão freqüentemente usada pelo fundador quando se dirigia aos que chegavam: "O campo é grande".

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Campo Grande pela lei nº 792, de 23-11-1889, subordinado ao município de Nioac.

Elevado á categoria de vila com a denominação de Campo Grande, pela resolução de estadual nº 225, de 26-08-1899, desmembrado do município de Nioac. Sede na antiga vila de Campo Grande. Constituído do distrito sede. Instalada em 26-08-1889.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída do distrito sede.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Campo Grande, pela lei estadual nº 772, de 16-07-1918.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município aparece constituído de 6 distritos: Campo Grande, Jaraguari, Rio Pardo, Rochedo, Serrote e Terenos.

Pelo decreto-lei estadual nº 208, de 26-10-1938, extingüi o distrito de Serrote, sendo sua área anexada o distrito sede do município de Campo Grande.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 5 distritos: Campo Grande, Jaraguari, Rio Pardo, Rochedo e Terenos.

Pelo decreto-lei estadual nº 545, de 31-12-1943, desmembra do município de Campo Grande o distrito de Rio Pardo. Elevado à categoria de município com a denominação de Ribas do Rio Pardo. O decreto lei acima citado altera a denominação do distrito de Rochedo para Taveira.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 4 distritos: Campo Grande, Jaraguari, Taveira (ex-Rochedo) e Terenos.

Pela lei estadual nº 204, de 23-11-1948, desmembra do município de Campo Grande o distrito de Taveira. Elevado à categoria de município com a denominação de Rochedo.

Pela lei estadual nº 207, de 01-12-1948, é criado o distrito de Sidrolândia (ex-povoado) e anexado ao município de Campo Grande.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 4 distritos: Campo Grande, Jaraguari, Sidrolânida e Terenos.

Pela lei estadual nº 674, de 11-12-1953, desmembra do município de Campo Grande o distrito de Terenos. Elevado á categoria de município.

Pela lei estadual nº 682, de 11-12-1953, é criado o distrito de Rochedinho (ex-povoado), e anexado ao município de Campo Grande.

Pela lei estadual nº 684, de 11-12-1953, desmembra do município de Campo Grande o distrito de Sidrolândia. Elevado á categoria de município.

Pela lei estadual nº 692, de 11-12-1953, desmembra do município de Campo Grande o distrito de Jaraguari. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 2 distritos: Campo Grande e Rochedinho.

Pela lei estadual nº 1131, de 17-11-1958, é criado o distrito de Anhanduí (ex-povoado), e anexado ao município de Campo Grande. .

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos: Campo Grande, Anhanduí, Rochedinho.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009.

Fonte: biblioteca.ibge.gov.br

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