A cana de açúcar pertence a vasta família das gramíneas a qual inclui mais de 5000 espécies.
É uma planta viva, que vive vários anos, com talho aéreo, fibroso; atinge de 2 a 5m de altura, de cor variado dividido em nós e entre-nós mais ao menos largo dependendo da variedade.
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O talho é constituído no seu interior por um tecido esponjoso muito rico
em sumo açucarado que pode ser extraído de diversas maneiras.
A planta de cana está constituída por 4 partes principais, que são:
Raízes, Talho, Folhas e Flores.

Semente da cana

Cana com folhas

Corte da cana
RAIZES
As raízes têm a função de absorver as substâncias nutritivas do solo para
servir de alimento para a planta
As raízes da cana são fibrosas (sistema radicular fasciculada). Quando se
planta uma estaca de cana, se desenvolvem duas classes de raízes:1
Raízes transitórias; 2 Raízes definitivas ou permanentes.

Plantação da cana

Cana Queimada

Limpeza do Campo

Rega da Cana com Pivot
TALHO
ESTRUTURA DO COLMO (TALHO)
O talho é a parte mais importante da planta, constitui o fruto agrícola da
mesma, nele se encontra armazenado o açúcar. Está formado por entre-nós que
variam em longitude, grossura, forma e cor segundo a variedade. Os entre-nós
estão unidos por nós, lugar onde se enxertam as folhas. Nos nós encontramos
a gema que é importante na propagação da planta.
Se fazemos um corte transversal do talho, observa-se a medula ao centro formada
por um tecido esponjoso que contem sumo rico em açúcar.
FOLHAS
Dos nós do talho brotam-se as folhas; estas são lancetadas, lineares, largas
e agudas. Apresentam um nervo na veia central forte, dispostas no talho de
forma alternada. A sua cor é verde e vai variando de tonalidade de acordo
com a variedade e as condições de desenvolvimento da planta.
FLOR
A florescência da planta aparece em forma de panicular (guino) que se desenvolve
a partir do último entre-nó. A forma da mesma é característica de cada variedade,
pelo qual serve também para sua identificação.
Sobre as espigas se desenvolve flores hermafroditas (que tem órgãos feminino
e masculinos) , as quais podem produzir sementes férteis, o que permite a
obtenção de novas variedades ou híbridos (plantas produtos de cruzamento de
variedades) através dos trabalhos genéticos que tem sido desenvolvido nas
estações experimentais.
As variedades diferem em suas características de floração. Algumas são de
floração mais cedo, outras de floração mais tardia; algumas são de floração
abundante, outras não florescem.
Espécies conhecidas
Género: Saccharum
Espécie: Saccharum officinarum
Saccharum sinensis
Saccharum barberiSaccharum spontanium
Saccharum robusyum
EXIGÊNCIA ECOLÓGICA
Para o cultivo de cana de açúcar, está limitada fundamentalmente por dois
componentes ecológicos: o clima e o solo. O primeiro comportando-se com bastante
regularidade em todas áreas de cultivo de cana do mundo e o segundo ou seja
o tipo de solo que é requerido para o bom desenvolvimento da planta, não se
encontra com as mesmas características nas diferentes regiões do mundo onde
é cultivada a cana. Isso resulta na diferenciação dos rendimentos.
A cana de açúcar para o seu desenvolvimento requer um clima cálido e húmido
com uma temperatura de 23ºC, mesmo que o seu estado vegetativo mostre um bom
desenvolvimento nos climas sub-tropicais, os melhores rendimentos são obtidos
nos climas tropicais.
VARIEDADES
Todas as variedades de cana existente actualmente foram obtidas do produto
de largos e minuciosos trabalhos de cruzamentos e selecções a partir de espécies
e variedades progenitoras encaminhadas à obtenção de variedades melhor adaptadas,
produtivas e resistentes à pragas e doenças.
Em Moçambique, ainda não existem condições para se fazer trabalhos de cruzamentos
e selecções de variedades por estes serem de elevados custos.
EFICIÊNCIA FOTOSSINTÉTICA
A cana de açúcar é muito eficiente na conversão da energia solar (radiação)
em açúcar e fibra. Isto requer adequada quantidade de água para fazer isso
eficientemente.
O clima aparece como um factor muito importante para todo o ciclo da vida
da planta principalmente por causa das funções que este desempenha na fotossíntese
nas folhas da planta de cana. Com o calor e chuvas e raios solares, todo processo
da fotossíntese e direccionado para o crescimento da planta e pouco fabrico
e conservação de açúcar. Com pouco calor, poucos raios solares e pouca chuva,
o processo fotossintético é direccionado para a fabricação dos açucares no
colmo. Vejamos como isso acontece:
O peso total da planta de cana é de aproximadamente 99% dos elementos ( O
) Oxigénio, ( H ) Hidrogénio e ( C ) Carbono. Destes 99% quase 75% é água
e o resto composto por matéria seca.
A água é absorvida dos solos, o dióxido de carbono (CO2) é sintetizado pela planta, no processo em que a água e o dióxido de carbono se combina para formar os carbohidratos, este processo complicado pode se representar de forma simplificada de seguinte maneira:
12 CO2 + 11 H2 O = C12 H22 O11 + 12 O2
Dióxido de carbono + água = sacarose + oxigénio
Este processo é denominado por (Foto:luz; sintesis: união),
já que na lamina da folha de cana se sintetizam substâncias orgânicas (neste
caso açúcar) a partir de água e dióxido de carbono e parte de energia da luz
do sol é absorvida pela clorofila (pigmento verde da folha). Esta considera
se como a acumulação de energia
O açúcar formado nesta reacção química é conservado no colmo principalmente
na epoca de pouca luz, calor e chuva (Inverno). O açúcar pertence ao grupo
químico conhecido por Carbohidratos.
O processo inverso na reacção química acima indicada, liberta energia:
C6 H12 O6 + 6 O2 = 6 O2 + H2 O+ENERGIA
Este processo acontece no período de muita luz, calor e chuvas (Verão) , tendo a maior quantidade dos açúcares na base do colmo do que no topo do colmo.
A COMPOSIÇÃO MÉDIA DO COLMO MADURO
A cana de açúcar é constituído por: Fibra e sumo das seguintes maneira:
Cana de açúcar = Fibra + Sumo
Sumo = Agua + Sólidos Solúveis ou Brix
Brix = Sacarose e Impurezas
Impurezas = Açucares redutores + sais
Ou por outras palavras na cana de açúcar temos:
Humidade % = 70
Fibra % = 14,7
Açucares (pol) % = 13
Não - açúcares % = 2,3Matéria seca = a 30%
Total ( que é a cana ) = 100
Fonte: museu.mct.gov.mz

A Cana-de-Açúcar, de seu nome científico Saccharum officinarum, é uma das seis espécies do gênero Saccharum, gramíneas altas provenientes do Sudeste Asiático. É o vegetal com o qual se fabrica açúcar e álcool.
É uma planta da família Poaceae, com as quais se relaciona com a forma da inflorescência (espiga), o crescimento do caule em colmos, e as folhas com lâminas de sílica em suas bordas e baínha aberta.
A cana colhida é processada com a retirada do caule, que é esmagado, libertando os sucos que são fervidos, resultando o melaço, do qual o açúcar é cristalizado. O caule é às vezes mastigado, ou então usado para fazer caldo de cana e rapadura. O caldo também pode ser utilizado na produção de rum ou cachaça, enquanto as fibras, também chamadas de bagaço, podem ser usadas como matéria prima para produção de etanol (vide Etanol Celulósico) e de energia elétrica.
Foi a base da economia do nordeste brasileiro, na época dos engenhos. Com o tempo, a economia dos engenhos entrou em decadência, sendo praticamente substituído pelas usinas (ver José Lins do Rêgo). O termo engenho hoje em dia é usado para as propriedades que plantam Cana-de-Açúcar e a vendem, para ser processada nas usinas e transformada em produtos derivados.
O Brasil é hoje o principal produtor de Cana-de-Açúcar do mundo. Seus produtos são largamente utilizados na produção de açúcar, álcool combustível e mais recentemente, bio-diesel.
A Cana-de-Açúcar foi a base econômica de Cuba, quando tinha toda a sua produção com venda garantida para a União Soviética, a preços artificialmente altos. Com o colapso do regime socialista soviético, a produção de cana cubana tornou-se inviável.
A Cana-de-Açúcar também é o principal produto de exportação em países do Caribe como a Jamaica, Barbados, etc. Com a suspensão de preferências européias à cana caribenha em 2008, espera-se um colapso semelhante na indústria canavieira caribenha.
Vários países da África austral, principalmente a África do Sul, Moçambique e a ilha Maurícia, são igualmente importantes produtores de açúcar.
Em 1993, a mecanização da produção dos canaviais não atingia 0,5% do total da produção. Em 2003, aproximadamente 35% da produção brasileira já era mecanizada.
A intensa mecanização dos canaviais tem gerado algum atrito político e social. Tem havido grande perda de empregos no setor, que usa mão-de-obra intensiva e pouco qualificada: os chamados bóias-frias. Essa ainda é a única ocupação disponível para populações inteiras no interior do Brasil.
Abaixo, os dados de produção por região, de 1995 a 2000, em milhões de toneladas (fonte: MB Associados).
Fonte: pt.wikipedia.org