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Cana-de-Açúcar

Origem da Planta

A cana de açúcar é uma planta perenial, que pertence a família dos capins (grass family), gramineae. Na qual inclui mais de 5000 espécies. As variedades cultivadas e que crescem hoje, são maioritariamente derivadas de hibridização da planta original da cana,

saccharum officinarun, originária da Índia. A primeira espécie cultivada foi S.sinense e S. Barberi no Norte da India e na parte Sul da  China. As outras espécies originárias, S.spontanium e S.robustum do género Saccharum são usadas somente pelos engenheiros genéticos nos trabalhos de Brinding (produção de novas variedades).

História da Cana-de-Açucar

Usina de Açucar

Alguns Historiadores dizem que foi em 510 AC que o Imperador Darius do que era então Pérsia invadiu a Índia, enquanto outros dizem que foi Alexandre, que ao invadir a Índia no ano 327 A.C., seus escribas notaram que os habitantes daquela zona mastigavam uma cana maravilhosa que mastigavam uma cana maravilhosa que “produzia uma espécie de mel sem ajuda das abelhas”.

O segredo da cana de açúcar, como muitas outras descobertas do homem, foi mantido num secretismo muito bem vigiado, ainda que o produto acabado fosse exportado resultando grandes lucros. Desde da Ásia a cana passou para Africa e Espanha.

Foi principalmete a expansão dos povos árabes no sétimo

século DC que conduziu a um rompimento do segredo. Quando eles invadiram Pérsia em 642 DC eles encontraram a cana-de-açúcar a ser cultivado e aprenderam como o açúcar era feito. A medida que a expansão foi continuando, eles árabes estabeleceram a produção de açúcar em outras terras que eles conquistaram inclusive Norte de África e Espanha. Na Espanha foi introduzida pelos Árabes, e a cana era cultivada nas regiões de Andaluzia. A partir desta época, as plantações cresceram e em 1150 já existia na Espanha, uma florescente industria açucareira.

Em 1419 foi estabelecido o cultivo da cana na Ilha de Madeira,

começando neste mesmo tempo, em grande parte dos Açores, Canárias, Cabo Verde, etc.

O doutor E.W. Brandes estabelece que, a origem desta planta se remonta desde a 100 milhões de anos, tempo durante o qual se cré que existiu um grande continente Asiatico-Australiano. Segundo este e outros investigadores, como E.D.Merril, existia no que hoje é Nova Guinea, canas silvestres que foram transportadas a outras comarcas para o seu cultivo pelos habitantes da região, se produziram assim as primeiras migrações desta planta e se originaram vários centros de diversificação.

Nas novas regiões a cana evoluiu e adquiriu novas características. Assim pudemos observar que nas zonas de Polinésia até Nova Guinea foram recolhidas diversas variedades de cana nobre Saccharum officinarum que era praticamente cultivada pelos nativos.

Toda a zona Norte da Índia foi encontrada um grupo de cana resistente ao frio Saccharum barberi amplamente distribuídas por esta região geográfica. Cresce um grupo de cana na China saccharum sinensis e outros grupos silvestres chamados Saccharum robostum e Saccharumespontaneum totalmente resistentes ou imunes as doenças. Através do cruzamento das variedades pertencentes a estes grupos, se conseguiu obter todas as variedades actuais de cana: canas híbridas.

Refinaria de Açucar

Açúcar só foi descoberto por europeus ocidentais como resultado das Cruzadas no 11º Século DC. Cruzados que ao voltarem para casa

falaram deste " novo tempero " que quão agradável era. O primeiro açúcar foi registrado na Inglaterra em 1099. Os séculos subsequentes trouxeram uma maior expansão do comércio entre a Europa ocidental e o Leste, inclusive a importação de açúcar. Por exemplo, é registado que o açúcar estava disponível em Londres a “dois xelins uma libra” em 1319 DC. Isto equivale a US$100 por quilo aos preços de hoje, de modo que o açúcar era um produto de muito luxo.

O descobrimento da América  e da Índia determinou uma nova etapa do desenvolvimento da produção açucareira. Cristóvão Colombo na sua segunda viagem, em 1493, trouxe cana ao continente Americano, Africano e a Espanha (hoje Santo Domingo). De Espanha, o Diego

Velazque, levou a cana para Cuba. Nas viagens do Cristóvão Colombo e Vasco da Gama, traziam canas com eles. Assim se proliferou a planta da cana pelo mundo inteiro. O Vaso da Gama quando chega a Terra de boa gente, (hoje Inhambane), também trazia cana e assim em Moçambique foi introduzida a cana.

Fonte: museu.mct.gov.mz

Cana-de-Açúcar

Cana-de-Açúcar

Conhecida pelas mais antigas civilizações, a cana-de-açúcar tem sua origem mais citada pelos estudiosos como sendo das planícies ao longo do rio Ganges, na Índia. Outros afirmam que seja proveniente da Melanésia – região da Nova Guiné e Ilhas Fidgi, situada no Pacífico Sul, onde foi encontrada uma espécie primitiva, denominada otheite. Segundo consta, a população que vivia naquelas ilhas há 20 mil anos a.c foi a primeira a desfrutar desta planta, que nascia em estado natural na região.

A chegada da cana-de-açúcar na China teria ocorrido pouco antes do início da era cristã. Fato é que tanto os indianos como os chineses sabiam extrair da planta o xarope doce que era considerado uma fina especiaria e utilizado principalmente como medicamento. Por suas qualidades logo reconhecidas, a cana-de-açúcar passou a ser alvo dos conquistadores. Sabe-se que, além dos chineses, responsáveis pela difusão da planta na ilha de Java e Filipinas, o açúcar era conhecido também pelos árabes.

Foi Constantinopla – capital do império árabe no Ocidente, que concentrava todo o comércio oriental, a porta de entrada do produto para a Europa. Coube a Portugal e Espanha, através dos navegantes a disseminação da cana e das técnicas de fabricação do açúcar no Novo Mundo, as Américas, onde chegou na segunda viagem de Cristóvão Colombo, em 1493. A cana de açúcar no Brasil Com o cultivo das primeiras mudas de cana da ilha da Madeira, Martim Afonso de Souza, em 1533, fundou na Capitania de São Vicente, próximo à cidade de Santos, no estado de São Paulo, o primeiro engenho para produzir açúcar, com o nome de São Jorge dos Erasmos.

Novas pequenas plantações de cana foram introduzidas em várias regiões do litoral brasileiro, passando o açúcar a ser produzido nos Estados do Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Sergipe e Alagoas. De todas essas regiões, a que mais se desenvolveu foi a de Pernambuco, chegando a ter em fins do século XVI cerca de 66 engenhos. Nessa época, na Europa, o açúcar era um produto de tal maneira cobiçado que foi apelidado de “ouro branco”, tal era a riqueza que gerava.

Açúcar

O açúcar ocupa na alimentação humana e na tecnologia de fabricação dos alimentos uma posição de destaque.

Além de se constituir num nutriente energético muito importante, por suas propriedades características, confere a determinados alimentos quantidades de textura, corpo, palatabilidade, estabilidade e outras ações físicas específicas, que não encontram paralelo em outros ingredientes. A cana-de-açúcar – uma gramínea gigante, grossa e perene cultivada nas regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo - é a principal fonte de sacarose ou açúcar.

O Brasil é o maior produtor e exportador de açúcar de cana do mundo, com os menores custos de produção, em consequência do uso de tecnologia, pesquisa agrícola e industrial, além de avançada gestão de negócios. O país detém hoje quase um terço do mercado mundial de exportação e também o menor preço de açúcar do mundo.

TIPOS DE AÇÚCAR

Cristal

Açúcar em forma cristalina, produzido diretamente em usina sem refino. Destinado ao uso geral da indústria alimentícia (bebidas, massas, biscoitos e confeitos). É um açúcar obtido por fabricação direta nas usinas, a partir da cana-de-açúcar, de forma cristalizada, que sofre o efeito de clarificação por tratamentos físico-quimícos.

Refinado

Açúcar obtido pela dissolução e purificação do açúcar cristal, apresentando uma estrutura microcristalina não definida, que lhe confere granulometria fina e alta capacidade de dissolução. Usado em doces e confeitos, panificação e biscoitos, aditivos para carnes e embutidos, caldas transparentes e incolores, refrescos em pó e líquidos, achocolatados, sorvetes e coberturas, bebidas lácteas e iogurtes.

Açúcar Demerada

Açúcar tipo exportação. Consiste num açúcar em cujo processo de fabricação não se sulfitou o caldo e cuja massa cozida não sofreu lavagem na centrífuga, conservando assim intacta a película de mel que envolve os cristais.

Açúcar VHP

Very Hight Polarization Açúcar tipo exportação. Consiste num açúcar utilizado como matéria-prima para outros processos, também em cuja fabricação o tratamento do caldo é mínimo ou nenhum e cuja massa cozida sofreu lavagem reduzida durante a centrifugação.

Fonte: www.siamig1.com.br