Toronto é a maior cidade do Canadá, e a capital da província de Ontário. Situa-se na margem norte do Lago Ontário. A cidade de Toronto propriamente dita possui aproximadamente 2,6 milhões de habitantes, com 6,1 milhões de habitantes em sua região metropolitana. Aproximadamente um terço da população canadense vive dentro de um raio de 160 quilômetros da cidade. Toronto é considerada uma das cidades mais dinâmicas da América do Norte, atraindo milhares de imigrantes anualmente, desde a década de 1850. Seus habitantes são chamados de torontonianos (Torontonians, em inglês).
Toronto é conhecida como o "motor da economia do Canadá", e é considerada uma cidade global beta, exercendo significativa influência a nível regional, nacional e internacional. Toronto é o centro financeiro do Canadá, bem como um dos principais centros culturais e científicos. Toronto é o maior pólo industrial, financeiro e de telecomunicações do Canadá.
A cidade possui uma das economias mais diversificadas da América do Norte, com a maior concentração de sedes de empresas, instituições culturais e a maior comunidade artística do país.
Em janeiro de 2005, Toronto foi escolhida pelo governo canadense como uma das capitais culturais do Canadá. Toronto possui um dos melhores padrões de vida da América do Norte, sendo considerada por muitos como uma das melhores metrópoles do mundo para se viver. Toronto é uma das cidades mais seguras do continente americano - sua taxa de criminalidade é menor do que qualquer grande cidade americana, e uma das menores do Canadá.
A fonte e o significado da palavra "Toronto" continua a ser matéria de debate até os dias atuais. A definição mais comum da palavra diz que "Toronto" vem da palavra hurão toran-ten, que significa "lugar de encontro". Porém, outros acreditam que o termo em questão vem da palavra mohawk tkaronto, que significa "onde há árvores sobre a água", em uma referência às águas do norte do atual Lago Simcoe - à época, os Mohawk chamavam este lago de "Lago Toronto".
Este litoral era conectado ao litoral do Lago Ontário por uma estrada que levava até ao Rio Humber e sua foz no Lago Ontário.
À medida em que a estrada tornou-se cada vez mais usada, o termo "Toronto" passou a ser cada vez mais usado, e eventualmente, passou a ser também usado em um posto comercial francês próximo à foz do Rio Humber. Parte desta confusão pode ser atribuída à sucessão de povos indígenas que viveram na área ao longo do século XVIII, que eram tribos algonquinas ou iroqueses - com a notável exceção dos Mississaugas, parte dos Chippwa (os Mississaugas são a origem do nome da segunda maior cidade da Região Metropolitana de Toronto, Mississauga, atualmente localizado imediatamente a oeste de Toronto).
Até o início da colonização britânica, não existiam assentamentos permanentes na região, embora tantos os nativos indígenas e os franceses tentaram instalar assentamentos permanentes, incluindo a construção de um pequeno forte próxima à foz do Rio Humber, atualmente enterrada sob o solo, onde localiza-se agora a Canadian National Exhibition. Os britânicos construíram um forte e um assentamento que foi chamado de "York". A palavra Toronto foi dado à cidade em 1834 pelos britânicos.
Localizado na margem norte do Lago Ontário, Toronto era originalmente um termo usado em uma inderteminada localização geográfica, aparecendo aproximadamente na mesma área da futura cidade de Toronto em mapas do final do século XVII e do início do XVIII. Eventualmente, o nome "Toronto" foi designado para descrever a área localizada na foz do Rio Humber, onde atualmente a cidade de Toronto está localizada.
Anteriormente à chegada dos primeiros exploradores europeus, diversas tribos nativo americanas viviam na região onde atualmente localiza-se a cidade de Toronto. Tais tribos em geral eram parte das famílias nativo americanas dos algonquinos ou dos iroqueses, com exceção dos Mississaugas (parte da família nativo americana dos chippewa).
Os primeiros exploradores europeus exploraram a região em torno da década de 1640, em expedições francesas partindo de Quebec, rumo aos Grandes Lagos. Tais expedições foram feitas por ordem de Samuel de Champlain. A região de Toronto passou então a fazer parte da colônia francesa de Nova França.
Porém, colonização européia em todo o Canadá central, incluindo a região onde Toronto atualmente está localizada, foi quase inexistente até 1784 - até então, o número de colonos europeus vivendo em toda a área que atualmente é a província de Ontário era de aproximadamente 400 habitantes. Em 1750, os franceses construíram um posto comercial próximo à foz do Rio Humber, e um forte próximo ao Rio Don. Este forte chamava-se Fort Rouillé. Em 1759, os franceses queimaram este forte - para impedir que forças britânicas avançando na região tomassem o controle do forte - e abandonaram a região. Em 1763, toda a Nova França passou ao domínio britânico, ao final da Guerra Franco-Indígena, sob os termos do Tratado de Paris.
Após 1783 - quando a Guerra da Independência dos Estados Unidos da América - grandes números de colonos americanos leais à Coroa britânica abandonaram o recém-criado Estados Unidos da América. Os britânicos forneceram suprimentos e terras para estes colonos, e recompensaram em dinheiro muitos deles - vários deles haviam lutado do lado das forças britânicas. Em 1788, os britânicos compraram mais de mil quilômetros quadrados de terra dos nativos americanos mississaugas, que constitui atualmente Toronto e alguns de seus subúrbios, para abrigar estes colonos. Os britânicos construíram uma vila, nas atuais Ilhas Toronto, e ali construíram um forte.
Tanto o forte quanto a vila foram nomeados como York. As Ilhas Toronto são uma cadeia de pequenas ilhas que levam à um pântano (atualmente não-existente, tendo sido drenado) a oeste da cadeia, e à uma abertuda à leste do arquipélago, formando uma baía que protegia naturalmente a recém-criada vila, que era protegido pelo Fort York, localizado aproximadamente no centro geográfico das ilhas. A vila propriamente dita ficava do outro lado do arquipélago, próximo à atual Parliament Street.
Em 29 de julho de 1793, o Tenente Governador da recém-criada colônia britânica de Canadá Superior (que forma as bases da atual província de Ontário), John Graves Simcoe, escolheu York para ser a nova capital da recém-formada colônia de Canadá Superior, tendo mudado da então Newark, atualmente, Niagara-on-the-Lake, oficialmente, em 1 de fevereiro de 1796.

Vista das atuais Ilhas Toronto.
À esquerda, pode ser ver o porto da cidade.O Tenente Governador Simcoe estava especialmente preocupado para iniciar comunicações militares entre assentamentos ao sul do Canadá Superior - especialmente Newark, então a capital da colônia - e àqueles assentamenos no leste da colônia, tais como Kingston. Para isto, Simcoe iniciou a construção de várias estradas.
A Dundas Street foi construída para conectar a região de York até a vila homónima, Dundas, próximo a Hamilton, para continuar a oeste, em direção a Windsor, na fronteira canadense com os Estados Unidos. A Kingston Road foi construída entre Toronto e Montreal, passando por Kingston. A maior parte desta estrada formaria posteriomente a Highway 401, atualmente uma das rodovias mais movimentadas do mundo. Uma terceira rota, a Yonge Street, foi construída entre o Lago Ontário e o Lago Toronto (atualmente o Lago Simcoe), tendo sido inaugurada em três anos. A Yonge Street é atualmente a linha divisória leste-oeste de Toronto, e é muitas vezes chamada de "a rua mais longa do mundo", com seus 1 896 quilômetros de comprimento, que estendem-se até Rainy River, Ontário, na fronteira canadense com o Estado americano de Minnesota. Todas as três estradas mencionadas ainda existem nos dias atuais.
Em 1813, durante a Guerra de 1812, York foi atacada por forças americanas, e queimada parcialmente. Em retaliação à este ataque, os ingleses invadiram a capital americana, Washington, DC, no ano seguinte. Fort York então era um forte de pequeno porte, e seus defensores britânicos, vendo que a defesa do forte seria impossível, decidiram recuar, incendiando anteriormente as paredes e o chão próximos ao depósito de munições. Quando as forças americanas entraram no forte, este depósito repentinamente explodiu, matando vários soldados americanos. As tropas americanas ficaram por quatro dias no forte, tendo saqueado a vila homónima. Entre ouro e dinheiro, os americanos tomaram o mastro cerimonial da Assembléia Legislativa. Estre mastro foi devolvido somente em 1934, por ordens do então Presidente americano Franklin Delano Roosevelt. Após a saída das tropas americanas, os britânicos construíram um forte muito mais resistente, a aproximadamente duzentos metros oeste da localização original. Outro ataque americano foi derrotado com facilidade, sendo que os navios americanos não foram capazes de aproximar-se do litoral.
Muitas das Ilhas Toronto atualmente não existem mais, tendo sido incorporadas ao continente, por causa da expansão artificial do litoral do continente em direção às ilhas, incorporando várias delas. Atualmente, este forte está a centenas de metros do litoral da cidade, escondido pela Gardiner Expressway.
Em 1834, a então cidade secundária (town) de York foi elevada para a categoria de cidade primária (city), e foi renomeada para seu atual nome, Toronto, para distinguir a cidade de várias outras localidades na colônia, incluindo o condado onde Toronto estava situado. Toronto foi elevado à categoria de cidade primária em 6 de março, e William Lyon Mackenzie tornou-se seu primeiro prefeito. Então, Toronto tinha cerca de dez mil habitantes. Em 1837, Mackenzie liderou uma revolta contra o governo britânico, buscando maior autonomia para a colônia do Canadá Superior, na Revolta do Canadá Superior. Esta rebelião, que não ganhou popularidade, foi facilmente extinguida pelos britânicos, e Mackenzie fugiu para os Estados Unidos.
A Grande Fome Irlandesa de 1846-1849 trouxe grandes números de irlandeses à cidade. Irlandeses protestantes eram geralmente bem-vindos pela população inglesa e escocesa da cidade, e logo vários destes irlandeses ocupariam importantes posições no comércio, educação e nas políticas. A Ordem de Orange tornou-se uma força dominante na sociedade de Toronto, tanto que na década de 1920 Toronto era chamado de "O Belfast do Canadá". A importância da Ordem de Orange diminuiu somente após a década de 1940. Em contraste, irlandeses católicos que instalaram-se em Toronto enfrentaram intolerância e discriminação, tanto da sociedade quanto do governo. Os irlandeses compunham quase a totalidade da população católica da cidade até a década de 1890, quando católicos alemães e franceses começaram a se instalarem na cidade. Porém, mesmo assim, os irlandeses católicos continuaram a formar 90% da população católica da cidade. Várias iniciativas dos irlandeses e seus descendentes tais como a fundação da Universidade de Saint Michael em 1852, três hospitais e várias organizações de caridade fortaleceram a identidade irlandesa - independente de religião - na cidade, transformando a presença irlandesa em Toronto em uma de influência e poder.