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Canário da Terra



 

Nome científico Sicalis Flaveola Brasiliensis
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Emberizidae
Subfamília: Emberizinae
Distribuição: Em todo o território brasileiro, com exceção da região amazônica
Habitat: Campos e caatingas
Nome comum: Canário da terra

Canário da Terra

Características

Em geral, são de cor amarela e medem cerca de 13,5 centímetros. É um pássaro resistente e de fácil adaptação a temperaturas quentes e frias.

A época de reprodução começa no início da primavera e vai até o fim do verão. A fêmea, bota em média, de três a seis ovos. Alimentam-se basicamente de sementes.

É considerado pelos ‘passarinheiros” uma das aves de mais belo canto.

Fonte: www.fiocruz.br

Canário da Terra

Identificação

Existem no Brasil outras três espécies de canários do mesmo gênero, praticamente idênticas. É quase que impossível distinguir as fêmeas ou imaturos das quatro espécies, pois são todas de coloração básica bege com manchas escuras, compondo um padrão ``carijó´´.

Os machos das quatro espécies são amarelados. Uma característica única do macho de canário-da-terra-verdadeiro (S.flaveola) é sua coroa alaranjada, presente especialmente na plumagem reprodutiva.

O canário-do-amazonas (S. columbiana) difere por ser menor que o da terra, o canário-rasteiro (S.citrina) difere por apresentar coloração esverdeada nas partes superiores e o canário-tipio (S. luteola) difere por apresentar mais manchas marrons que todos os outros, até mesmo na cabeça.

Uma de nossas aves mais famosas, o canário-da-terra é bonito até no canto, que surpreende pela complexidade da melodia e pelo fôlego do animal.

É uma pena que exatamente por estas virtudes é também uma das aves mais perseguidas pelos passarinheiros. Na maior parte do país basta esta ave se aproximar de habitações humanas para as pessoas armarem seus alçapões aguardando sua captura.

Geralmente os exemplares mais cobiçados são os machos, tanto pela coloração vistosa quanto pelo canto mais complexo. Os machos de canários são territoriais e muito agressivos com machos rivais. Essa agressividade dos machos deu origem a uma das práticas mais condenáveis entre alguns passarinheiros, que é a briga de canário, na qual, assim como na briga de galo, as pessoas fazem apostas na ave vencedora. Tais brigas costumam terminar com as duas aves seriamente feridas ou com a morte de uma delas.

Por outro lado existem criadores de aves que prezam muito pela saúde e bem estar de suas aves e há cada dia mais pessoas se esforçando para eliminar a clandestinidade e a captura destas aves na natureza, até porque o canário reproduz-se bem em cativeiro. Alguns destes criadores chegam até mesmo a reintroduzir os canários em locais onde foram dizimados pela caça.

Existem campeonatos para eleger as melhores aves segundo vários parâmetros, como variedades de plumagem e estilos de vocalização. As aves premiadas chegam a alcançar preços muito altos.

Na natureza o canário-da-terra é uma ave que vive em pequenos grupos, ciscando no solo de campos, cerrados e outras formações abertas. É uma ave abundante nos locais onde não é caçada, chegando a formar concentrações de dezenas de indivíduos na época de colheita de grãos.

O ninho é uma tigela rasa feita a base de palha e penas e costuma ser construído em cavidades como ninhos abandonados do joão-de-barro ou locais abrigados como frestas entre telhas de construções rurais.

Fonte: www.bdc.ib.unicamp.br

Canário da Terra

Sicalis flaveola

Características

Mede 13,5 cm de comprimento e peso de 20g. Possui um dos cantos mais apreciados pelos passarinheiros. Plumagem caracteristicamente amarela, com dorso mais acinzentado e topo da cabeça alaranjada no macho.

Habitat

Bordas de matas, áreas de cerrado, campos naturais e pastagens, além de áreas cultivadas.

Ocorrência

Em todo Brasil com exceção da Região Amazônica.

Hábitos

Além da aptidão para o canto, são muito valentes e por isso, infelizmente, utilizados por alguns criminosos como "canários-de-briga". Vivem em pequenos bandos.

Alimentação

Sementes

Reprodução

Reproduzem-se na primavera-verão. Não são muito hábeis na construção do ninho, contentando-se com ocos de paus, forrando-os com palhas e plumas mal escolhidas. Prefere tomar conta de ninhos abandonados por outras espécies.

Ameaças

Caça e tráfico de animais.

Fonte: www.vivaterra.org.br

Canário da Terra

Ave passeriforme da família dos fringilídeos (Sicalis flaveola brasiliensis).

De cerca de 13cm, tem plumagem amarelo-alaranjada e negra.

Fonte: passaroazul.br.tripod.com

Canário da Terra

Sicalis flaveola

Muito conhecido em Alagoas, o canário habita áreas abertas, no Semi-Árido como no litoral, principalmente pastagens e coqueirais.

Vive aos casais e é extremamente territorialista: não admite outros da mesma espécie em sua áreas. Faz o ninho em buracos.

Por vezes, aproveita o ninho de outras aves, como o joão-de-barro.

Convive bem com o homem. Chega a nidificar nos telhados de casas de fazendas onde não seja perseguido.

Igualmente vem rareando em Alagoas em virtude da caça promovida por comerciantes clandestinos.

Fonte: www.frigoletto.com.br

Canário da Terra

Canário da Terra

O canário da terra (Sicalis flaveola) é um dos pássaros canoros mais populares do Brasil, uma verdadeira paixão nacional.

Ele se distribui por todo o País em muitas de suas formas.

O mais comum é o que se estende do Nordeste até o Norte do Paraná.

Embora tenha alta taxa de natalidade está extinto em certas regiões onde outrora era abundante.

Daí a necessidade premente de incrementarmos a sua reprodução doméstica.

Precisamos poder efetivamente ajudar a sociedade a praticar, onde for necessário, a reintrodução na natureza.

Com o canário é muito fácil executá-la, são inúmeros os exemplos.

O repovoamento se dá em progressão geométrica, em poucos anos originários de 5 casais se tornam milhares se as condições ambientais forem boas.

Precisamos, também, poder oferecer e atender a demanda dos criadores e dos mantenedores, sem que haja nenhum tipo de captura no ambiente natural.

Com muita satisfação estamos sabendo que várias Universidades, tais como a de Botucatu, Lavras, e Viçosa estão se interessando em ajudar em projetos de desenvolvimento de criação do Canário da Terra.

Iniciou-se, também a implementação de criadores com objetivos comerciais, o que ótimo para combater o tráfico ilegal e gerar riquezas.

De outro lado, a Lei de Proteção à Fauna e a Lei de Crimes Ambientais estão aí e esta última é muito rigorosa com os infratores.

Aqueles que quiserem um pássaro nativo nacional, terão que adquiri-lo de um criadouro legalizado.

É o que diz a Lei e as Portarias do IBAMA, é assim o que a sociedade quer.

E é isto que estamos fazendo e que temos que fazer, é a nossa obrigação como passarinheiros, porque, inclusive, queremos continuar convivendo com nossos pássaros.

É difícil criar os canários?

Não, não é.

O canário-da-terra, especialmente, é o pássaro brasileiro de mais fácil manejo.

Come de tudo e se adapta com facilidade a qualquer tipo de ambiente.

Suporta bem o frio e calor ocorrentes em todas a regiões do Brasil.

Temos, contudo, se quisermos obter sucesso, que escolher um local adequado para que eles possam exercer a procriação.

Esse local deve ser claro, arejado e sem correntes de vento.

A temperatura ideal deve ficar na faixa de 20 a 35 graus Celsius e umidade relativa entre 40 e 60%.

O sol não precisa ser direto, mas se puder ser, melhor.

A melhor época para a reprodução no Centro Sul do Brasil é de novembro a maio, coincidente com o período chuvoso.

Pode-se criar em viveiros, mas pela dificuldade de todo o manejo, notadamente do controle do ambiente e da higiene é melhor criar-se em gaiolas.

Essas devem ser de puro arame, com medida de 60cm comprimentoX 30cm largura X35 cm altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora.

No fundo ou bandeja colocar papel, tipo jornal para ser retirado todos os dias logo que o canária tomar banho, momento esse que se deve retirar a banheira para colocá-la no outro dia de manhã cedo.

O ninho (caixa tipo ninharia feita de madeira) deve ter as seguintes dimensões: 25cm comprimento X 14 cm largura X 12 cm. altura, e tem que ser colocado pelo lado de fora da gaiola para não ocupar espaço.

Terá uma tampa móvel e outra gradeada para o manuseio de filhotes e de ovos.

Substrato

Material para o canário confeccionar o ninho – deve ser o saco de estopa (usado para ensacar café) e cabelo de cavalo cortados a 15 cm.

Colocar o material no fundo da gaiola que a fêmea, quando estiver na hora, carrega sozinha para a caixinha do ninho.

O número de ovos de cada postura varia entre 4 e 6, e cada canária choca 4 vezes por ano, podendo tirar até 20 filhotes por temporada.

As canárias podem ficar bem próximas umas das outras separadas por uma divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma.

Senão matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer.

O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho também aos treze dias de idade, pode ser separado da mãe com 35 dias.

Com 8 meses, ainda pardos, já poderão procriar.

Possuímos uma fêmea que está com quase dez anos de idade e ainda cria perfeitamente.

Dela já produzimos mais de 100 filhotes, é uma produtividade fantástica.

As anilhas serão colocadas do sétimo ao décimo dia de vida , com anilha 3mm, bitola 3 a ser adquirida do Clube onde seja sócio.

Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho, sem prejudicar ou causar abandono da fêmea.

A alimentação para as aves em processo de reprodução é a seguinte: Alpiste 50%, painço amarelo 30%, senha 10% e niger 10%.

Além disso, ministrar ração de codorna pura adicionando “proprionato de cálcio” à base de 1 grama por kilo de ração.

Numa vasilha separada, colocar 3 vezes ao dia farinhada assim preparada:

5 partes de milharina

1 parte de farelo de soja

1 parte de germe de trigo

Premix F1 da Nutrinet (4colheres de sopa para 1 kilo)

Sal 2 gr. por quilo

Proprionato de cálcio 1 gt por quilo

Pó de pedra 2 gr. por quilo

Após misturar tudo muito bem, coloque na hora de servir uma gema de ovo cozido e uma colher cheia de “aminosol” para 4 colheres de farinhada.

O promotor de crescimento deve ser utilizado quando se notar algum tipo de mortalidade nos filhotes.

Os mais usados são o “100 PS”, o “Nalit-Plus” e o “Fungibam”.

Ministrar ainda na água de beber, que deve ser filtrada, um polivitamínico do tipo “Protovit” ou “Rovisol” ou “Orosol” 3 vezes por semana, ou todos os dias quando há filhotes até eles sairem do ninho.

Dar-se larvas, utilizando a chamada “praga da granja” é a melhor e tem mais digestibilidde, oferecer até o filhote sair do ninho.

É bom, também, colocar à disposição das aves “farinha de ostra” batida com areia esterilizada e sal mineral (tipo aminomix).

Não dar verdura de espécie alguma, provoca diarréia e ainda tem o perigo de agro-tóxico.

Quando separar os filhotes das fêmeas é bom deixá-los juntos, a razão de 10/12 por unidade, até terminar a muda por volta de seis meses em um voador de 1m a 1.20ms, tipo esses que se usa para canários belgas Não adianta, porém, ter todo esse cuidado se não tivermos atenção especial com a higiene, tem-se que ter toda a precaução, principalmente com os fungos, o maior inimigo da criação.

Cuidar bem dos poleiros, dos bebedouros, dos ninhos e de todos os utensílios utilizados.

Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a quarentena.

Utilizar um macho de excelente qualidade para 5 fêmeas.

Nunca deixá-lo junto pois ele quase sempre prejudica o processo de reprodução.

O melhor é colocá-lo para galar e imediatamente afastar da fêmea.

Quando não estiverem em processo de reprodução dar a mistura de grãos acima descrita e a ração de codorna adicionada meio a meio com milharina, somente.

O canário que canta metralha é muito valorizado o que muito ajuda a transação dos filhotes.

Assim, é recomendável procurar-se um que já cante este dialeto para ensinar os filhos desde o ovo.

Esse método facilita muito o aprendizado.

Se não for possível utilizar fitas, podem ser as do Magnata, do Tito, do Professor e do Fantoche.

De canto comum tem a gravação do Casaca.

Se o interesse for para a fibra, utilizar a fita do Manezinho e na reprodução machos com a característica de canto curto e que volte a cantar rapidamente em todos os poleiros da gaiola.

Há ainda a disputa de canto da modalidade “canto livre” é aquele que canta em 5 minutos.

Outra forma de criação importante são as mutações, muito comum no canário-da-terra.

Cada vez mais pessoas estão se dedicando a elas, desperta muito interesse porque é o inusitado, o diferente, cada qual consegue fixar mais uma cor do que a outra.

São canários cujas penas tem um tom bem mais branco ou amarelo ou canela.

É um fenômeno da própria natureza – o albinismo - que os criadores estão fixando através da incrementação do cruzamento entre pássaros com essas características.

Para fins exclusivamente domésticos, como também é comum nos bicudos e curiós, outro tipo de criação, é o cruzamento entre sub-espécies.

Na natureza não se misturam porque vivem e regiões diversas, são morfologicamente diferentes, a linguagem é outra e a cor das penas notadamente das fêmeas são dispares.

Embora, domesticamente quase não haja diferenças entre o aspecto, o comportamento e a alimentação, os mestiços tendem em pouco tempo a não apresentar diferenças morfológicas com os puros.

Utiliza-se os de origem do nordeste brasileiro e os originários do Peru.

O mais comum é cruzá-los com o canário de origem paulista/mineiro.

O nordestino é mais amarelo e mais belo, mais forte e resistente à doenças.

O peruano é maior, tem o canto mais cumprido – muitos cantam mais de um minuto sem parar - e tem tendência a cantar metralha geneticamente.

Por isso é bem mais fácil ensinar os filhotes.

E a roda de Fibra, principalmente em São Paulo e no Sul de Minas esse tipo de torneio de canto está cada vez mais concorrido.

Há rodas como a de Ribeirão Preto e região onde participam cerca de 200 canários, com tendência a aumentar.

O canário é um pássaro barato e o números de sócios reprodutores está crescendo muito.

Todos só querem filhotes de campeões e está provado que os pássaros nascidos domésticamente são melhores que os seus irmãos selvagens.

O canário não foge à regra, é fácil comprovar.

Cruzando-se os melhores com os melhores conseguiremos verdadeiras máquinas de cantar.

Uma sugestão importante : para obter pássaros campeões só cruze canários de excelente qualidade porque através desse tipo de melhoramento genético vamos cada vez mais desestimular que as pessoas procurem pássaros de origem desconhecida.

De outro lado, a utilização de canários para combates tem provocado uma forte reação contrária da mídia.

Não há, como dizer e convencer à sociedade que essa prática é correta.

O Poder Público, através do IBAMA, tem sido bastante rigoroso com as pessoas que exercem esse tipo de ação.

Fonte: cantodocanario.com

Canário da Terra

Canário da Terra

Sicalis flaveola brasiliensis

Distribuição

Ocorre em praticamente todo o Brasil, exceto na Amazônia.

Habitat

Campos, perto de habitações.

Fêmeas e jovens

Não tem a coroa; o dorso é estriado de marrom e o peito e o abdome são amrelo-esverdeados.

Outras formas

Canário da terra do amazonas
(Sicalis columbiana goeldi)

Espécie bem menor, com o vermelho da cabeça e o amrelo mais intensos.

Fêmea acinzentada.

Canário da horta
(Sicalis citrina)

Identificado por duas manchas brancas, na parte interna da cauda. Fêmea menos amarela e com o dorso e o peito estriados de marrom.

Tipio
(Sicalis luteola)

Parecido com o anterior, mas sem as manchas na cauda. Fêmea semelhante, mas de cor menos intensa.

Canário da terra do mato grosso
(Isicalis flaveola pelzelni)

Macho semelhante à fêmea de Canário da terra. Fêmea acinzentada, com estrias.

Tipo de ninho

Caixa de madeira de 15 cm de lado. As espécies Sicalis citrina e Sicalis luteola fazem ninho em forma de taça. Aceitam ninhos de corda de 10 cm.

Postura

3 a 5 ovos

Incubação

13 dias

Espécie Tamanho Anel
Sicalis flaveola brasiliensis 13,5 cm 3,0 mm
Sicalis luteola e citrina 12,0 cm 2,8 mm
Sicalis flaveola pelzelni 12,0 cm 2,8 mm
Sicalis columbiana 11,5 cm 2,7 mm

Comportamento e reprodução

Territorialistas, deve permanecer apenas um casal por recinto. Reproduzem em gaiolas de 70 cm x 40 cm x 30 cm.

Tamanho

12 cm.

Material para confecção dos ninhos

Raiz de braquiária limpa e desinfectada
Crina de cavalo nas mesmas condições

Fonte: www.criadourokakapo.com

Canário da Terra

Canário da Terra

Canário da terra (Serinus canaria canaria)

Nome Inglês: Canary
Ordem: Passeriformes
Família: Fringillidae

Ave comun no Arquipélago da madeira, assim como também no Arquipélago dos Açores e e as Canárias. No arquipélago da Madeira esta ave é muito frequente tanto na Madeira como também nas Desertas e no Porto Santo. Esta ave tem o peito amarelo e castanho acinzentado na parte dorsal, tem um uropígio (parte das costas ao pé da cauda) amarelo e o abdómen esbranquiçado, sendo o seu cantar a sua carácteristica mas simbolica.

No Arquipélago da madeira esta ave nidifica em toda a ilha, sendo uma ave vulgar pode ser observada tanto a beira mar como em pontos mais altos (pico do areeiro 1810 metros). Segundo estudos e observações realizados por Heineken (1829/1830) confirmam que é no mes de fevreiro que estas aves acasalam, colocando no ninho de 4 a 6 ovos, podendo no mesmo anos repetir o acasalamentos entre 5 a 6 veces. O macho realiza entre Fevereiro e Março um ritual de acasalamento que consistem em voar verticalmente deixando-se cair de asas abertas para ir posar num ramo alto, este comportamneto é realizado para atrair a fêmea, sendo este ritual acompanhado com um canto melodioso.

Fonte: paraisonoatlantico.blogspot.com

Canário da Terra

Nome vulgar

Canário da terra.

Nome científico

Serinus canaria canaria (Linnaeus, 1758)

Família

Fringillidae

Distribuição e Habitat

Subespécie endémica da Macaronésia. Ocorre no arquipélago da Madeira, nas Ilhas do Porto Santo, Desertas e Madeira, ocupando variados tipos de habitates, nomeadamente, zonas rurais agrícolas e zonas de vegetação rasteira.

Descrição

De plumagem amarela no peito. Apresenta dimorfismo sexual. As fêmeas são mais discretas que os machos.

Estatuto de Conservação e Ameaças: De menor preocupação. População com mais de 10.000 indivíduos e que apresenta áreas de ocorrência e de distribuição amplas. Não está identificada qualquer ameaça que ponha em risco esta ave.

Observações

Espécie muito abundante. Na ilha da Madeira diminui de abundância com a altitude e tem apresentado uma tendência populacional positiva.

Fonte: www.madeiranature.com

Canário da Terra

A criação de Canários é um instante fugaz no cenário da Seleção

Quantos de nós possui esse dom especial de poder retirar um canário campeão no meio de um lote de 10 meio-irmãos, aos 2 ou 3 meses de idade ? Quantos de nós conseguiu educar os olhos, suficientemente, para reconhecer aos 2 meses um filhote junto a seus 3 ou 4 irmãos ?

Que dom notável é esse?

Tecnicamente, Criação = Propagação da espécie. Para nós, amantes de pássaros cujas técnicas de reprodução e multiplicação da espécie já estão dominadas e conhecidas, agrega-se, obrigatoriamente ao termo criador, o de Selecionador.

O Canário da Terra, o Sicalis Flaveola, já de algum tempo tem suas técnicas de criação conhecidas, definidas e descritas por inúmeros pesquisadores amantes desta espécie de pássaros. Não cabe e nem é intenção deste nosso texto discuti-las, confronta-las ou contradize-las, porém é a de apresentarmos a nossa visão à seleção do Canário da Terra.

À falta do famoso dom capaz de identificar num grupo de jovens pássaros o melhor, somos obrigados a recorrer a velha máxima de que o trabalho de seleção constitui-se de 95% de transpiração e 5% de inspiração, ou seja, visitas a criadores, conversas, pesquisas, apontamentos, anotações, observações, acompanhamentos, etc. para desse conjunto tentarmos formar alguns conceitos que possam orientar nossa seleção.

A criação de Canários é um instante fugaz no cenário da Seleção. Enquanto a criação se resolve em poucos dias a seleção exige uma grande dose paciência. Salvo para aqueles beneficiados pelos ventos da sorte, a seleção é um trabalho solitário de observações e anotações por um período mínimo de 2 ou 3 anos, com diversos indivíduos para uma amostragem sólida e com total isenção de julgamentos guardar para recondução à criação os indivíduos de destaque.

Canários conheço muitos e os vi em liberdade em diversas regiões do país. De muitos lugares trouxe exemplares, alguns com qualidades outros meros "comedores de alpiste". A seleção genética pode ser comprovada mesmo com as aves em liberdade. Existem regiões onde os canários são de qualidade ímpar, superiores. Outras são igualmente sabidas e conhecidas como o oposto.

O selecionador de Canários da Terra, Ivan de Souza Neto, me repassou a seguinte frase:

Sabemos que os Canaristas estão comendo poeira envelhecida dos Curiozeiros.

Segundo o Dr. Giordano:

Os Curiozeiros aprendem com os criadores de Canários do Reino; agora os Criadores de Canário da Terra terão que correr atrás dos Curiozeiros.

Inúmeros canaristas criticam essa constante citação aos curiozeiros, mas ambos são pássaros canoros nacionais, a seleção deles é mais antiga que a nossa e indiscutivelmente, existem uma grande quantidade de curiós já nascidos em ambiente doméstico, de primeiríssimo time. Além do que, só temos a ganhar com a observação e adequação aos canários das experiências de seleção dos curiós.

Mas, quais os principais obstáculos? O que fazer para acelerar essa nossa seleção?

Algumas medidas são de caráter individual e outras coletivas. No individual, que só a nós compete, teríamos a mudança de antigos e arraigados conceitos, que ainda não liberam para a criação os bons canários, campeões de torneios e temporadas. Despojamento de orgulhos para o reconhecimento das qualidades de canários de propriedades de terceiros e consequentemente o convite a levar aquele canário a criação.

Ter com as fêmeas os mesmos critérios de seleção que se tem com os machos.

- Mas como? a fêmea não canta e nem participa de torneios?

Pela avaliação de seus irmãos, pai e filhos. Uma canária filha de um bom canário, que tem um irmão que passe numa primeira avaliação e principalmente se já criou e produziu filhos de boa média de qualidades.

Reservando para o criatório nossas filhotas. Essas novas F-1, filha de canários que demonstram excelentes qualidades serão, a meu ver, a base de nosso criatório. Com elas daremos o verdadeiro início. As águas começaram a correr daqui para frente.

Essas canárias, filhas "desses" Canários serão no mínimo Meio Sangue (como dizem os criadores) ou seja terão no mínimo 50% dos genes que resultam no bom canário. Estamos criando nossas matrizes. Estamos formando uma raça. Essas canárias não terão preço. Não podemos nos desfazer delas sob pena de voltarmos a estaca zero. Ou partimos decididos para a seleção ou seremos mais um Multiplicador de Canários. Não é isso que queremos. Não é esse nosso objetivo.

Pelo aprimoramento da alimentação dos canários, pássaros mais saudáveis com certeza terão a disposição necessária para exteriorizar todo seu potencial genético.

Pela dedicação de maior carga horária ao pássaro, verificando se sua disposição é constante e em diferentes ambientes.

Uma constante vigilância na reprodução, rejeitando e impedindo a utilização de medicamentos inadequados ou receitados por quem não detém os predicados nem o conhecimento para tanto, não criando assim problemas para nossas fêmeas, esgotando-as ou levando-as a condições anormais e filhotes que apresentarão em pouco tempo quadros negativos de saúde ou comportamentos inadequados por causa de algum desequilíbrio hormonal.

Transcrevo trechos do pensamento e comportamento de um selecionador de curiós:

não utilizar fêmeas sem um estudo profundo de sua genética, fenótipo e comportamento. ...... assim conseguimos traçar mapas da reprodução...... fiz um mapeamento genético de todas as matrizes..... .... para ter uma linhagem definida......... na fixação de caracteres desejáveis.

E que objetivos busca esse criador (ainda trechos):

..... excelente temperamento, possuidor de canto longo, boa voz e repetidor de canto ....

Parecem critérios vagos, mas não o são. São, isto sim, de avaliações subjetivas, porém o conhecimento da espécie selecionada, a rigidez de princípios e a persistência aos objetivos, resultam em vitoriosos frutos. Pássaros que quando são apresentados nos torneios causam uma comoção geral.

- Pura sorte ?

Os que seguem por essa linha esperando que o acaso lhes sopre favoravelmente e lhes dê os melhores pássaros com certeza ainda são daqueles que possuem pássaros caçados. Agora na impossibilidade dessa renovação silvestre, passarão a ser ex-passarinheiros e num sem fim, recontarão as glórias de seu antigo pássaro caçado e participante de uma época onde, na roda um canário de ponta dava 80 cantos.

Se o resultado esperado, é obter Canários que até o olhar seja intimidador, devemos fazer uso na reprodução de pássaros de indiscutível valentia. Mas como não são criados para brigas não podemos esquecer que a Freqüência de canto deve ladear a valentia .

E a Fibra? Não é o mesmo que valentia?

A valentia é aquele destemor que possui o bom Canário que o faz enfrentar numa roda inúmeros outros canários sem se intimidar. A Fibra , tal qual sandália de padre que mesmo desgastada continua pronta para a próxima peregrinação, faz o Canário sustentar, por horas num torneio e durante sua vida, o canto altivo e o gestual característico indicativo de sua personalidade. O segredo desta história é sempre anotar tudo, só assim de posse de resultados é que dará para saber se tais caracteres são hereditários e como funcionam.

E o canto do Canário? Qual é o melhor ?

Tenho a opinião que deve ser Típico da Espécie. E dentre os típicos da espécie o criador poderá escolher o que soa melhor aos seus ouvidos.

Há anos atrás presenciei uma seleção de cães pastores alemães por um experiente selecionador alemão: A cadela era recém parida; 9 filhotes. Após acurada observação o selecionador separou 3 filhotes mandando descartar os demais.
- Rígido demais? Não para a raça de cães pastor alemão. A raça já está perfeitamente padronizada e no julgamento observou detalhes que destoavam dos objetivos da raça.

Evidentemente que não tem comparações com nossos pássaros e nem preconizamos tal procedimento, porém só desejo demonstrar que o selecionador precisa ser imparcial e seu julgamento de avaliação de seus próprios pássaros deve-se ater a critérios rígidos quanto aos objetivos traçados. Os Canários que não se enquadrarem nessas avaliações podem ser transferidos a passarinheiros não criadores ou com outros critérios de avaliação. O que não pode, de maneira nenhuma é levar à criação Canários de Segunda ou com falta de caracteres desejáveis só porque são bonitinhos ou foram presentes de amigos.

Entendo que aqueles que estão a procura de Beleza de Plumagem, e que tenham fixado esta característica como um dos objetivos, tem nas mutações um chamativo a mais no nosso Canário da Terra.

Trabalhar com mutação de cor é muito mais fácil, por ser facilmente visível e não depender de outros fatores: saúde do pássaro, alimentação, entre outros que provavelmente teriam influência na fibra e valentia. Na imensa maioria das variações de cores estão envolvidos apenas 1 ou 2 pares de genes, então é mais fácil de controlar e estudar e prever. Características como fibra e valentia podem ter mais genes envolvidos o que dificulta um estudo.

A mutação não é uma degeneração ou um albino, transcrevo:

Biologia

Variação hereditária, súbita e espontânea, em um indivíduo geneticamente puro. As mutações na natureza consideram-se base da aparição biogenética de novas raças e espécies.

Segundo o ornitólogo Paulo Flecha

Uma mutação é uma alteração genética. Ocorre em todo o reino animal (o albinismo ocorre na espécie humana). O primeiro mutante não dá para prever ou fazer, digamos que é espontâneo; na duplicação do DNA ocorre um erro de cópia; pronto pode ser uma mutação de cor. Mas erros de duplicação são raros, ocorrem de vez em quando.

Assim sendo é válido o cruzamento de indivíduos mutantes com os normais desde que preencham ou somem qualidades ao plantel, o perigo está na utilização dos recém introduzidos Peruanos e mais recentemente Venezuelanos. Ainda que somem certas qualidades ao plantel deve o criador/selecionador ter fixo na memória que os produtos destes cruzamentos não são indicados para repovoamentos.

Como é grande o número de criadores que hoje utilizam esses canários oriundos de países vizinhos nas nossas fêmeas nacionais, em pouco tempo saberemos da validade e oportunidade dessas introduções. O que efetivamente acrescentarão ao nosso Canário ? O que mais além do Porte?
Talvez a criação do futuro Sicalis Flaveola Sulamericanus.

Com tudo isto, ainda estarei por muito tempo, atento a tudo que um Curiozeiro fala, por enquanto a poeira ainda está envelhecida, mas no futuro, quero estar lado a lado.

Fonte: www.avedomestica.com

Canário da Terra

Canário da Terra

Nome Popular: CANÁRIO DA TERRA
Nome Científico: Sicalis flaveola
Categoria: Aves Ornamentais
Subcategoria: Pássaros

NOÇÕES BÁSICAS NA CRIAÇÃO DO CANÁRIO-DA-TERRA

DESCRIÇÃO

O canário-da-terra está classificado cientificamente como Sicalis flaveola. A subspécie brasiliensis é popularmente conhecida como canário-da-terra verdadeiro, chapinha, canário-da-telha, canário-de-briga, cabecinha-de-fogo, canário-de-bulha e outras denominações vulgares regionais.

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Esta subespécie tem dilargada área de distribuição e habitat no território brasileiro. Abrange os estados do Norte-Nordeste, iniciando no Maranhão até a região sudeste, atingindo Minas Gerais até o sul do Estado de São Paulo e algumas localidades do norte do Estado do Paraná. Daí para baixo, até o Rio Grande do Sul, incluindo o Estado do Mato Grosso do sul, existe a subespécie pelzelni, conhecida pelos nomes populares de canário-da-terra do Sul, canário-do-Oeste, canário-do-Mato Grosso, canário-da-horta, canário-da-terra cinzento, canário do campo, e outros nomes regionais. Ele tem coloração cinza-amarelada, não tão intensa como a primeira subespécie aqui citada.

GENERALIDADES

As duas subspécies, segundo consta de dados oficiais (extraídos de relações de aves registradas em associações e clubes ornitológicos, bem como no IBAMA), o de canário-da-terra é a ave canora que possui, em nosso País, o maior número de exemplares cadastrados e mantidos em cativeiro. O canário-da-terra (CT) é muito conhecido e estimado pela maioria dos passarinheiros de quase todo o Brasil. A sua popularidade advém não só pelo seu canto, sua agilidade, elegância, fogosidade, índole belicosa, vivacidade, boa saúde, mas também por outros predicados, como, por exemplo, a facilidade de criação em gaiolas-criadeiras.

CRIAR PARA NÃO EXTINGUIR

Nestes últimos dez anos, houve enorme incremento de sua criação em domesticidade, com muito sucesso, já que ornitófilos conscientes verificaram que, este pássaro tão espetacular, já estava extinto em várias localidades, onde, outrora, era abundante e encontradiço em bandos numerosos. Assim, o lema que adotei há vários anos atrás é criar para não extinguir. Devemos, pois, criá-lo em nossas casas para que as gerações futuras tenham ainda o privilégio de tê-lo como animal de estimação, usufruindo suas cantorias, tão apreciadas.

AQUISIÇÃO DOS REPRODUTORES

A compra das matrizes para iniciar uma criação doméstica deve ser vetoriada na qualidade do plantel e não na quantidade dos exemplares, visando sempre a estirpe dos reprodutores. Não há necessidade de um número elevado de casais. Se o objetivo for criação voltada para uma futura comercialização e pássaros para participação em torneios e exposições, o ornitófilo deve dar preferência a aves cuja origem genética seja de boa procedência, adquiridas de criadores credenciados e de prestígio, com aves registradas no IBAMA. A compra há que ser feita mediante Certificado de Transação de Passerifiormes – CTP, ou nota fiscal, se o pássaro vier de um aviário/criadouro comercial. De outro lado, o futuro criador deve se filiar a um Clube ou Associação Ornitológica e cadastrar seus pássaros no IBAMA.

CRIAÇÃO DOMÉSTICA

O canário-da-terra. pode ser criado facilmente em pequenos viveiros gaiolões ou gaiolas-criadeiras. Mas para facilidade de manejo, a melhor maneira é a criação em gaiolas, que podem ser totalmente aramadas (arame galvanizado), como de armação de madeira e fios de arame.

Eu comecei criando em gaiolas de armação de madeira e fios de arames liso, com 1,00 m.(comprimento) X 0,50 cm.(altura) e 0,50 cm.(largura). Depois, passei para outras com 0,80X0.45X0,30 cm e, mais recentemente, as totalmente construídas de arame, com 0,60X0,40X0,30, que me parecem ser as mais higiênicas e ergonômicas, inclusive aquelas providas de grades no piso, separando o assoalho, para que as aves não tenham contato com as fezes e grade central removível.

O tamanho ideal de uma gaiola, para acomodar individualmente um canário-da-terra adulto, pode ter: 0,50 cm. (comprimento), 0,20 de largura e 0,50 de altura. Poleiros lisos e roliços, todos do mesmo diâmetro, que vêm juntos com as gaiolas, devem ser trocados por outros, de galhos ou ramos de árvores, de diferentes diâmetros, por exemplo, um fino, um médio e outro grosso. Eles são mais naturais, como acontece na vida silvestre. Poleiros lisos, industrializados, iguais em espessura, acabam acarretando crescimento exagerado das unhas, deformações nos nervos, músculos e articulações dos dedos e pés dos pássaros. Além disso, o CT gosta de dormir em mini-poleiros, denominados “maritacas” ou “dorminhocos”, por isso é interessante instala-los na parte superior das gaiolas.

CAIXAS-NINHOS

Como o canário-da-terra utiliza, na natureza, como local de nidificação, buracos, ocos ou cavidades, é importante colocar, nas gaiola-de-criação, caixas-ninho de madeira, com tamanho variando entre 0,25/0,20 cm. (comprimento), 0,12/0,10 (altura) e 0,14/0,12 cm. (largura), medidas interiores.

A caixa-ninho deve ter um buraco de entrada, uma tampa móvel para observação na parte superior, uma grade protetora (para evitar fugas) e duas dependências internas, tipo “sala/quarto”, isto é, dois compartimentos interligados e separados por um pequeno tabique de madeira, colado no piso da caixa. Na parte reservada ao “quarto” (parte do fundo) é o local onde a tijela do ninho será construída.

MATERIAL PARA NINHO

O ninho poderá ser composto dos seguintes materiais: fios de saco de aniagem (juta ou estopa) com 8/10 cm. de comprimento, fios de crina e/ou rabo de cavalo, raízes de capim amargoso, erva cidreira, etc, radículas, talos e folhas secas de gramíneas ou capim, fibras de sisal, fiapos e tiras finas e macias que revestem troncos de coqueiro, palha de milho, gavinhas e gravetinhos bem finos e flexíveis, lascas de folhas secas de bananeira, lã desfiada entre outros materiais.

Estes materiais devem ser fornecidos em quantidade suficiente para que a tijela do ninho possa ser construído dentro das caixas-ninho. As gaiolas não devem ser posicionadas uma em frente das outras, mas uma ao lado da outra, com vedação entre elas, para que os reprodutores de uma gaiola não possam ver os seus vizinhos. Se os casais tiverem acesso visual ocorrem brigas e a criação se inviabiliza.

CRIAÇÃO DOMÉSTICA

Para a criação em nossas casas, precisamos escolher um local adequado. A dependência onde as gaiolas criadeiras irão ficar deve, preferencialmente, ser um local que tenha claridade, onde alguns raios de sol possam entrar na parte da manhã. Todavia, isto não é fundamental.

O local, porém, deve ser arejado, com boa ventilação, mas livre de correntes de ar e vento encanado. Não pode ser abafado, muito quente, úmido ou frio em demasia. Em geral, o período criatório, no Estado de São Paulo, inicia-se nos meses de setembro/outubro, terminando em março/abril, podendo prolongar-se até maio, dependendo das condições climáticas, da muda de penas e do comportamento dos reprodutores.

Um canário-da-terra (CT), desde que bem tratado, pode viver em cativeiro por cerca de 12 anos ou um pouco mais. Na natureza eles têm vida mais curta, talvez em torno de 5/6 anos, em função de maior desgaste de energia na procura, obtenção e disputa por alimento, ataque de predadores, competição para acasalamento, brigas entre indivíduos da mesma espécie e/ou com aves de outros gêneros, doenças sem tratamento, inclemência das condições atmosféricas, caça, intoxicações por agrotóxicos, alimentação deficiente e outros.

A chave no sucesso da criação doméstica baseia-se na higiene e na profilaxia de enfermidades, parasitas e/ou microrganismos nocivos. Por isso a limpeza deve ser realizada com regularidade, com faxinas rotineiras de todos os componentes do criadouro para eliminação de focos de matéria orgânica, bactérias, germes e insetos. Toda sujeira precisa ser eliminada, combatendo-se, também, piolhos, ratos, formigas, baratas e lagartixas, que podem invadir os ninhos e gaiolas.

ALIMENTAÇÃO

Sementes

Como alimento básico pode-se ministrar uma mistura de sementes – alpiste (60%) e o restante da mistura composta por grãos de painços, também conhecido por milho-alvo (amarelo, verde, preto e vermelho, branco), milheto, niger, aveia, senha e painço português.

O CT não aprecia muito as sementes de linhaça, nabão e colza. Nesta mistura de sementes acrescentamos uma emulsão de óleo de fígado de bacalhau, na proporção de uma colher de sopa para cada quilo de grãos. A emulsão é derramada por cima das sementes.

Após isso, revolve-se, com as mãos, as sementes para que este suplemento vitamínico se incorpore aos grãos. Pode-se, ainda, fornecer, supletivamente: fubá-grosso, quirerinha bem fina de milho (milharina ou sêmola de milho), grãos quebrados de arroz integral descascado e de trigo.

Farinhada

Deve-se entender como “farinhada” a mistura de vários tipos de farinhas (aveia, soja. milho, trigo, arroz, rosca, etc), acrescidas de suplementos de proteínas, aminoácidos, ovo em pó liofilizado, vitaminas, sais minerais e outros componentes. As farinhadas são fundamentais para a criação. Muitos criadores preferem, eles próprios, “fabricar” seus “concentrados”, com fórmulas caseiras.

Mas, o mais prático, é adquirir estas farinhadas já prontas para uso, com fórmulas balanceadas e padrão internacional de qualidade. Existem diversas marcas, tanto importadas, como nacionais. A farinhada deve ser fornecida em pequena quantidade (para evitar fermentação), em potinhos de louça, cerâmica esmaltada, vidro ou plástico.

Legumes

Pepino, jiló, maxixe, berinjela, e polpa cozida de batata doce.

As verduras mais apreciadas são

Almeirão, escarola (chicória), catalonia, couve, rúcula, espinafre, agrião, mostarda, acelga, folhas de beterraba, cenoura, caruru (bredo).

Frutas

Banana, maçã, laranja, goiaba, amora, araçá, pera, melão (parte branca perto da casca), figo e mamão (não muito maduro). Para finalizar é mencionado, abaixo, os vários prazos na criação do canário-da-terra em cativeiro: construção do ninho de 5/6 dias, dependendo do fornecimento de material.

Quando existe fartura de materiais, os ninhos podem ser construídos pelas aves em 2/3 dias

Ovipostura 1/6 ovos, média 4 ovos

Lapso de tempo entre uma postura e outra (quando ocorre choco e nascimento dos filhotes: 35/40 dias

Choco-incubação: 12/13 dias

Anilhamento: 8/10 dias

Empenação dos filhotes: 12/15 dias
Saída do ninho: 13/16 dias (máximo 18 dias)

Filhote comendo sozinho: 27/30 dias (mínimo 22 dias – máximo 38 dias) ; Separação dos filhotes : média 30/35 dias até 40 dias

Penas completamente crescidas: 50/70 dias (primeira muda)

Muda de adulto: 12 a 15 meses

Muda de ninho: 4 a 6 meses

Canto: currucheio ou início do chulrriar: 75 dias em diante após o nascimento

Paulo Rui de Camargo

Fonte: www.fazendavisconde.com.br

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