O que é prevenção de um tipo de câncer?
Prevenir o aparecimento de um tipo de câncer é diminuir as chances de que uma pessoa desenvolva essa doença através de ações que a afastem de fatores que propiciem o desarranjo celular que acontece nos estágios bem iniciais, quando apenas algumas poucas células estão sofrendo as agressões que podem transformá-las em malignas. São os chamados fatores de risco.
Além disso, outra forma de prevenir o aparecimento de câncer é promover ações sabidamente benéficas à saúde como um todo e que, por motivos muitas vezes desconhecidos, estão menos associadas ao aparecimento desses tumores.
Nem todos os cânceres têm estes fatores de risco e de proteção identificados e, entre os já reconhecidamente envolvidos, nem todos podem ser facilmente modificáveis, como a herança genética (história familiar), por exemplo.
Como se faz prevenção no câncer de esôfago?
O câncer de esôfago, como a maioria dos tipos de câncer, tem fatores de risco identificáveis (para maiores informações sobre fatores de risco para esse tipo de câncer leia o artigo "Detecção Precoce do Câncer de Esôfago" nesse site) .
Alguns desses fatores de risco são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que cada pessoa tem a esse determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer.
Há também os fatores de proteção. Ou seja, fatores que se a pessoa está exposta a sua possibilidade de desenvolver esse tipo de câncer diminui. Entre esses fatores de proteção também há os que se pode modificar, se expondo mais a eles.
Os fatores de risco e proteção para câncer de esôfago mais conhecidos e que podem ser modificados são:
Fumar e beber bebida de álcool são os maiores fatores de risco para esse tipo de tumor. Mais da metade das pessoas que possuem esse tipo de tumor tem porque fumavam. Esses fatores aumentam muito o risco de desenvolver esse tipo de câncer, principalmente quando estão associados.
Parar de beber e de fumar é uma forma efetiva de diminuir as chances de desenvolver câncer de esôfago.
Comer uma dieta rica em fibras, ou seja, comer cinco ou mais porções de frutas, legumes ou verduras por dia, incluindo sucos naturais, é fator de proteção para o câncer de esôfago. Estudos têm demonstrado que ingesta de vitamina C e carotenóides é particularmente importante para diminuir as possibilidades de desenvolver esse tipo de tumor.
A ingesta de bebidas muito quentes como mate ou chimarrão é fator de risco para esse tipo de tumor.
Inclusive estudos demonstram que existe o que se chama de curva dose-resposta, ou seja, quanto mais se toma chimarrão mais risco se tem de desenvolver câncer de esôfago.
Diminuir a ingesta de bebidas muito quentes protege o indivíduo de desenvolver esse tipo de tumor.
Pessoas que têm refluxo gastro-esofágico com conseqüente esôfago de Barret (quando as células da porção do esôfago junto ao estômago se transformam de tanto sofrer a agressão do ácido proveniente do estômago, devido ao refluxo), têm mais chance de desenvolver um tipo específico de câncer de esôfago, o adenocarcinoma de esôfago.
Pessoas que possuem esse tipo de problema devem fazer controles mais freqüentes dessa porção do esôfago através de endoscopias para diagnosticar lesões malignas ou pré-malignas precocemente.
Fonte: www.abcdasaude.com.br
O tumor benigno mais freqüente do esôfago é leiomioma, um tumor do músculo liso. Na maioria dos casos, o prognóstico do leiomioma é excelente.
O câncer de esôfago mais comum é o carcinoma, seja o carcinoma de células escamosas (também denominado carcinoma epidermide ou escamocelular), seja o adenocarcinoma. outros tipos de câncer de esôfago incluem o linfoma (câncer dos linfócitos), o leiomiossarcom a (câncer do músculo liso do esôfago) ecâncer que se disseminou (produziu metástases) de qualquer outro local do corpo.
O câncer pode ocorrer em qualquer região do esôfago. Ele pode manifestar-se com o uma estenose do esôfago, com o um nódulo ou com o uma área achatada anormal (placa).
O câncer de esôfago é mais comum em indivíduos que apresentam estenose de esôfago devido à ingestão de um álcali forte (p. Ex., a lixívia, utilizada para a limpeza).
O câncer de esôfago também é mais comum entre os indivíduos com acalasia (distúrbio no qual o esfíncter esof gico inferior não consegue abrir adequadamente), com obstruções do esôfago (p. Ex., membrana esofágica) ou com câncer da cabeça e do pescoço.
O tabagismo e o alcoolismo também aumentam o risco de câncer de esôfago. Na realidade, eles são os fatores de risco mais importante do carcinoma de células escamosas (epidermide ).
Parece que certas alterações do revestimento do esôfago precedem o desenvolvimento do câncer em alguns indivíduos. Essas alterações ocorrem após uma irritação prolongada do esôfago devido ao refluxo ácido ou de bile.
Como o câncer de esôfago tende a obstruir a passagem dos alimentos , o primeiro sintoma comumente é a dificuldade de deglutição de alimentos sólidos. No decorrer de v rias semanas, o problema evolui e o individuo apresenta dificuldade para deglutir alimentos pastosos e, em seguida, líquidos.
O resultado é uma perda de peso acentuada. O câncer de esôfago é diagnosticado por meio de um procedimento radiológico denominado trânsito de bário, no qual o indivíduo ingere uma solução de bário, o qual é radiopaco e, conseqüentemente, pode ser observado nas radiografias do esôfago, delineando a obstrução.
A região anormal também deve ser examinada com o auxílio de um endoscópio (tubo de visualização flexível). O endoscópio permite ao médico coletar uma amostra de tecido (biópsia) e células livres (citologia deescova) para exame microscópico.
Menos de 5% dos indivíduos com câncer de esôfago sobrevivem mais de cinco anos. Muitos morrem no primeiro ano após a manifestação dos primeiros sintomas.
A quimioterapia não cura o câncer de esôfago. No entanto, quando utilizada isoladamente ou combinada à radioterapia, ela pode reduzir os sintomas e prolongar a vida.
Quando ela é possível, a cirurgia para remover o tumor provê um alívio temporário dos sintomas, mas raramente ela é curativa.
Outras medidas que aliviam os sintomas incluem a dilatação da área estenosada do esôfago, a passagem de uma sonda para manter o esôfago aberto, o desvio (bypass) do tumor utilizando uma alça intestina e a laser terapia para destruir o tecido canceroso que está causando a obstrução do esôfago.
Fonte: www.msd-brazil.com