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Câncer de Esôfago

 

Câncer de Esôfago
Câncer de Esôfago

ORIGEM DO CÂNCER DE ESÔFAGO

Câncer de esôfago começa no revestimento do esôfago e se espalha para fora, para as outras camadas à medida que cresce.

A maioria dos cânceres de esôfago torácico é do tipo epidermóide. Grande parte dos pacientes com câncer de esôfago é fumante e tem história de ingestão alcoólica.

Desnutrição e problemas respiratórios concomitantes são freqüentes, muitas vezes contribuindo para a inoperabilidade. A incidência de adenocarcinoma de esôfago é mais freqüente nos cânceres do terço inferior. Pacientes com refluxo gastroesofagiano e esôfago de Barret têm maior risco de desenvolver câncer.

O adenocarcinoma da cárdia tende a invadir o esôfago distal e, na maioria das vezes, deve ser abordado como câncer do esôfago.

Conduta diagnóstica

A maioria dos pacientes apresenta disfagia e perda de peso como sintomatologia inicial. Alteração da voz, tosse constante ou infecção respiratória podem representar sinais clínicos de doença avançada.

Na presença de linfonodos supraclaviculares ou cervicais a biópsia por punção com agulha fina e o envio do material para citologia são obrigatórios. Este exame é simples, de baixo custo e, se positivo para células malignas, vai poupar tempo e desgaste ao paciente com o estadiamento. A endoscopia digestiva é imprescindível.

A ultra-sonografia endoscópica (USE) é um excelente método para avaliar a extensão da doença, porém ainda não é largamente disponível em nosso meio.

Cânceres obstrutivos dificultam a avaliação ultrasonográfica endoscópica. A obstrução esofagiana completa leva também a dificuldades em relação à biópsia.

A obtenção de material para citologia, em conjunto com os demais exames e dados cínicos, pode ser considerada diagnóstica. A dilatação pré-operatória não deve ser realizada nos pacientes candidatos a cirurgia, pelo perigo de fratura do câncer, o que, pelo menos do ponto vista oncológico, aumentaria a disseminação tumoral.

O estudo radiológico continua tendo importância, pois, além de dar uma idéia melhor da extensão da doença, permite avaliar o desvio do eixo principal do esôfago, fístula traqueoesofágica ou em fundo cego, que são critérios de doença avançada. Nestes casos, a ressecabilidade é baixa e com alta morbimortalidade.

Contraste iodado para pesquisa de fístula não deve ser utilizado, pois há o risco de intensa reação pulmonar, que pode levar a quadro de insuficiência respiratória grave. Na suspeita clínica de fístula traqueoesofágica, é preferível usar bário diluído em pequeno volume para a confirmação diagnóstica.

A broncoscopia é obrigatória no estadiamento dos cânceres de esôfago, pois, além de avaliar o comprometimento brônquico (compressão ou mesmo invasão), pode diagnosticar lesões sincrônicas da árvore laringotraqueobrônquica. A TC do tórax e do abdome deve ser realizada para afastar doença metastática e avaliar comprometimento linfonodal.

Tratamento

A condição clínica do paciente muitas vezes não se correlaciona com a lesão anatômica. Alguns pacientes com tumores relativamente pequenos apresentam co-morbidade ou estado geral tão comprometidos que apenas medidas paliativas podem ser oferecidas.

Tratamento cirúrgico

A cirurgia pode ser curativa nos pacientes em que todo o esôfago torácico e abdominal é ressecado com margens cirúrgicas negativas. O tecido periesoafagiano deve ser ressecado.

A linfadenectomia regional deve ser obrigatória, pois, além de contribuir para modificar o estadiamento, tem valor terapêutico. Linfonodos macroscopicamente comprometidos, nãofusionados ou aderidos a grandes vasos, se removidos com boa técnica, diminuem o volume de doença residual.

A esofagectomia transmediastinal nos cânceres do terço inferior pode ser uma opção. No câncer do terço médio ou superior, a radicalidade cirúrgica é mais segura pela via torácica.

A utilização de videotoracoscopia ou laparoscopia para a realização desta cirurgia se mostrou exeqüível, porém ainda não é possível afirmar sua superioridade em relação à técnica tradicional.

O resultado da esofagectomia paliativa, isto é, deixando doença residual, é superior ao tratamento clínico paliativo se realizada por grupo com experiência.

Na progressão da doença, a grande maioria dos pacientes não-ressecados e que foram tratados com RXT, associada ou não a QT, apresenta retorno da disfagia. A maior parte dos pacientes ressecados consegue se alimentar por via oral, mesmo quando há progressão mediastinal.

Avaliação clínica criteriosa, cuidados pós-operatórios e experiência em esofagectomia fazem diferença na morbimortalidade cirúrgica.

A reconstrução do esôfago deve ser feita preferencialmente com o estômago. O tubo gástrico deve ser fino, geralmente com 5cm de diâmetro.

O uso de grampeador linear cortante facilita a confecção do mesmo. Fazemos em média três disparos (com carga de 75mm) a partir do antro, procurando retificar a grande curvatura e assegurando, deste modo, um tubo longo.

Sempre reforçamos a linha de seção gástrica com pontos separados 4-0 de fio inabsorvível ou poliglicólico. A piloroplastia (pilorectomia anterior extramucosa) deve ser realizada para evitar a estase gástrica.

O tubo gástrico é levado à região cervical pelo mediastino posterior na maioria das vezes. A via retroesternal é utilizada quando a reconstrução esofagiana é feita em dois tempos, sendo que se deve ter o cuidado de assegurar um espaço adequado para sua passagem pelo estreito mediastino anterior.

Fixamos o tubo gástrico ao hiato com pontos separados, evitando-se sua torção e a possibilidade de alças de delgado ou cólon herniarem-se para o mediastino posterior. A pleura mediastinal, sempre que possível, é parcialmente fechada. A anastomose gastroesofagiana deve preferencialmente ser em nível cervical.

O tubo gástrico deve ser fixado com dois ou três pontos à fáscia prévertebral e à musculatura cervical, isolando assim o mediastino. Esta fixação cervical e no hiato difragmático diminui a possibilidade de torção ou herniação gástrica na cavidade pleural.

A anastomose gastroesofagiana é término-terminal, com pontos totais separados em plano único. A incisão cervical é fechada parcialmente, e o espaço visceral do pescoço é drenado com penrose, que sai pela própria incisão. A cavidade pleural é sempre drenada.

Ao final da cirurgia são feitos raios X de tórax com o paciente ainda anestesiado, para certificarmo-nos do posicionamento gástrico e do dreno, assim como afastarmos um pneumotórax contralateral decorrente da abertura inadvertida da pleura mediastinal esquerda.

Consideramos obrigatório deixar um cateter nasogástrico nos primeiros dias de pós-operatório para evitar a dilatação aguda do estômago. A nutrição pós-operatória é realizada por via enteral através de jejunostomia realizada com a alça jejunal mais próxima ao ângulo de Treitz e que fique, ao ser colocada na cavidade abdominal, a menor distância do flanco direito.

Usa-se um cateter de Foley 14, cortado na parte distal, para não permitir insuflação inadvertida do balão e entupimento com alimentação mais consistente.

Deve-se fixar esta alça jejunal ao peritônio parietal a uma distância de 10cm, a fim de se evitar sua torção e hérnias internas-saude.

Na eventualidade da saída precoce do cateter, o risco de contaminação peritoneal é menor. Raramente utilizamos tubo de Dobbhoff, pois, em caso de saída ou obstrução precoce, existe um grande risco de perfuração da anastomose esofagiana ou mesmo do tubo gástrico na tentativa de reintrodução. Na eventualidade de fístula ou complicações respiratórias, a alimentação pela jejunostomia é mais bem tolerada, em comparação com o tubo nasoenteral.

Em paciente previamente operado do estômago, ou por dificuldade técnica de mobilização gástrica, o cólon é a melhor opção para a reconstrução do trânsito. É, portanto, obrigatório incluir a colonoscopia nos exames pré-operatórios para excluir doenças associadas que impeçam sua utilização.

Havendo complicações intra-operatórias de gravidade, é preferível não reconstruir o trânsito ao mesmo tempo. A taxa de complicação pós-operatória (fístula, pneumonia, insuficiência respiratória e sepse) é alta, chegando a 50%. A mortalidade cirúrgica não é desprezível e está diretamente relacionada aos critérios de seleção dos pacientes e à experiência do grupo, variando de 2% a 15%.

Tratamento clínico

Em pacientes com risco cirúrgico maior, o tratamento de escolha é RXT associada à QT. O esquema mais aceito atualmente é o que utiliza 5-Fu + cisplatino em infusão por cinco dias no começo e no final da RXT.

A morbimortalidade desta modalidade de tratamento é menor que a cirúrgica, porém a taxa de resposta é muito variável (30% a 70%), provavelmente refletindo uma falta de uniformidade no estadiamento e nos critérios de inclusão e avaliação de resposta.

No entanto já existem relatos de sobrevida longa de pacientes tratados deste modo (mais de 10% em cinco anos). Uma porcentagem razoável dos pacientes necessitará de dilatação pós-RXT. Estudos conclusivos comparando a cirurgia radical com o tratamento clínico ainda não são disponíveis.

O papel da braquiterapia ainda é controverso

A RXT isolada, sem QT, apresenta resultados inferiores aos do tratamento combinado, porém ainda é uma opção para os pacientes que não possam receber QT.

Ainda não foi demonstrado que a RXT, associada ou não a QT pré-operatória, melhora a taxa de ressecabilidade e curabilidade. Alguns trabalhos demonstram, no entanto, uma maior taxa de morbimortalidade cirúrgica nos pacientes assim tratados.

Aos pacientes ressecados ou nos quais ficou doença residual é razoável oferecer RXT + QT pós-operatória. Não notamos maiores problemas relacionados à presença do tubo gástrico no campo da radioterapia, quando limitada a 5.000cGy.

Nos pacientes com fístula traqueoesofagiana, a colocação de prótese, preferencialmente por via endoscópica, é o método atualmente mais empregado. Estes pacientes têm sobrevida curta, e o sofrimento pela broncoaspiração constante pode ser minorado com a colocação de prótese, principalmente se dispusermos das expansíveis. Não deve ser realizado outro procedimento (RXT ou QT) nestas situações, exceto em estudos experimentais.

Seguimento

Os pacientes submetidos a RXT devem ser acompanhados com vistas à possibilidade de obstrução ou recidiva locorregional. Nestes casos pode-se oferecer dilatação ou colocação de prótese de modo a permitir a alimentação oral. Eventualmente e em casos selecionados, dependendo das condições locais e clínicas do paciente, pode-se realizar um by-pass com o estômago ou o cólon.

Atualmente o tratamento da recidiva com QT só deve ser realizado seguindo-se protocolos de experimentação.

Pacientes ressecados têm melhor controle locorregional, sendo mais freqüente a progressão à distância; porém, ocorrendo recidiva locorregional, é possível, na maioria das vezes, oferecer RXT + QT paliativa.

Prognóstico

A maioria dos pacientes em nosso meio será tratada paliativamente. A cirurgia deve ser realizada por grupos com experiência e com boas condições hospitalares.

Pela alta incidência desta afecção em nosso meio, está mais do que justificado o estabelecimento de protocolos brasileiros na tentativa de minorar o atual cenário e de termos uma mais precisa avaliação do que é possível obter em nossas condições.

Fonte: www.cbc.org.br

Câncer de Esôfago

O esôfago é um tubo longo e delgado que comunica a garganta ao estômago. Ele permite a passagem do alimento ou líquido ingerido até o interior do sistema digestivo, através de contrações musculares.

O câncer de esôfago mais freqüente é o carcinoma epidermóide escamoso, responsável por 96% dos casos. O adenocarcinoma vem tendo um aumento significativo principalmente em casos de esôfago de Barrett, quando há crescimento anormal de células do tipo gástrico para dentro do esôfago.

Epidemiologia

O câncer de esôfago apresenta um alta taxa de incidência em países como a China, Japão, Cingapura e Porto Rico. No Brasil, consta entre os dez mais incidentes, segundo dados obtidos dos Registros de Base Populacional existentes, e em 1999 foi o sexto tipo mais mortal, com 5.158 óbitos.

De acordo com as Estimativas de Incidência e Mortalidade por Câncer no Brasil, publicadas anualmente pelo INCA, o câncer de esôfago deverá atingir 8.865 pessoas (6.590 homens e 2.275 mulheres) e causar 5.550 mortes em 2002.

Fatores de Risco

O câncer de esôfago é mais incidente a partir dos 40 anos e está associado ao alto consumo de bebidas alcóolicas e de produtos derivados do tabaco (tabagismo).

Outras condições que podem ser predisponentes para a maior incidência deste tumor são a tílose (hiperceratose nas palmas das mãos e na planta dos pés), a acalasia, o esôfago de Barrett, lesões cáusticas no esôfago, síndrome de Plammer-Vinson (deficiência de ferro), agentes infecciosos (papiloma vírus - HPV) e história familiar deste tipo de câncer.

Prevenção

Para prevenir o câncer de esôfago é importante a adoção de uma dieta rica em frutas e legumes, e evitar o consumo freqüente de bebidas quentes, alimentos defumados, bebidas alcóolicas e produtos derivados do tabaco.

Detecção Precoce

A detecção precoce do câncer de esôfago torna-se muito difícil, pois essa doença não apresenta sintomas específicos. Indivíduos que sofrem de acalasia, tílose, refluxo, síndrome de Plammer-Vinson e esôfago de Barrett possuem mais chances de desenvolver o tumor, e por isso devem procurar o médico regularmente para a realização de exames.

Sintomas

O câncer de esôfago não apresenta muitos sintomas, e sua evolução se dá silenciosamente. Na maioria das vezes, a dificuldade de engolir (disfagia) já demonstra a doença em estado avançado. A dor na deglutição evolui da disfagia de alimentos sólidos, chegando até a de alimentos pastosos e líquidos. A perda de peso pode chegar até 10% do peso corporal.

Os sinais deste tipo de câncer são geralmente inexpressivos em estágios iniciais. Porém, alguns sintomas são característicos como a dificuldade ou dor ao engolir, dor retroesternal, dor torácica, sensação de obstrução à passagem do alimento, náuseas, vômitos e perda do apetite.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito através da endoscopia digestiva, de estudos citológicos e de métodos com colorações especiais (azul de toluidina e lugol) para que seja possível se fazer o diagnóstico precoce, fazendo com que as chances de cura atinjam 98%.

Na presença de disfagia para alimentos sólidos é necessária a realização de um estudo radiológico contrastado, e também de uma endoscopia com biópsia ou citologia para confirmação.

A extensão da doença é muito importante em função do prognóstico, já que esta doença tem uma agressividade biológica devido ao fato do esôfago não possuir serosa e, com isto, haver infiltração local das estruturas adjacentes, disseminação linfática, causando metástases hematogênicas com grande freqüência.

Tratamento

O paciente pode receber como formas de tratamento a cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou a combinação destes três tipos. Para os tumores iniciais pode ser indicada a ressecção endoscópia, no entanto este tipo de tratamento é bastante raro.

Na maioria dos casos a cirurgia é o tratamento utilizado. Dependendo da extensão da doença, o tratamento pode passar a ser unicamente paliativo através de quimioterapia ou radioterapia.

Nos casos de cuidados paliativos também dispõe-se de dilatações com endoscopia, colocação de próteses auto-expansivas, assim como uso da braquiterapia.

Fonte: www.iapc.com.br

Câncer de Esôfago

O nome câncer abrange um vasto conjunto de doenças, caracterizadas por apresentarem um grupo de células que crescem sem controle algum. Geralmente, as células cumprem um ciclo de vida previsível, com células envelhecidas que morrem e outras novas que ocupam o seu lugar.

Mas, em certos casos, multiplicam-se sem controle, formando tumores. Um tumor benigno não se propaga por outras regiões do corpo, mas, quando isto acontece, esse tumor primário é considerado canceroso ou maligno.

O câncer de esôfago pode afetar esse setor do trato gastrintestinal de diferentes maneiras: com tumores, placas ou áreas de estreitamento. No esôfago, os tumores malignos primários de maior incidência são o carcinoma de células escamosas e o adenocarcinoma. Por seu turno, podem-se estender ao esôfago células cancerosas de qualquer outra região do corpo, constituindo uma metástase.

Causas

O câncer leva anos para se desenvolver.

Geralmente inicia-se com uma alteração do DNA das células, que pode ser causada por diversos fatores: o tipo de dieta, o tabagismo, certas substâncias, as radiações, etc.

A permanente exposição ao meio ácido do estômago (refluxo gastresofagiano), o consumo habitual de álcool, o tabagismo e algum outro transtorno que afete a estrutura do esôfago (membrana esofágica) são fatores que favorecem o desenvolvimento dos processos cancerosos nesse setor do trato gastrintestinal.

Sintomas

A presença de um processo canceroso no esôfago geralmente produz disfagias (dificuldades na deglutição) que levam a uma deterioração geral pela perda de peso.

Diagnóstico

Pode ser diagnosticado por técnicas radiológicas que utilizam material de contraste. Também pode ser feita uma endoscopia, que permite alcançar o esôfago por meio de um tubo flexível com um dispositivo para observar a área.

Tratamento

A associação de rádio e quimioterapia é a melhor alternativa para tratar os casos de câncer de esôfago. A cirurgia pode ser uma opção em determinadas situações, do mesmo modo que a cauterização do tecido anormal com laser.

Fonte: www.saudesaude.com.br

Câncer de Esôfago

Câncer de Esôfago
Câncer de Esôfago

O tumor benigno mais freqüente do esôfago é leiomioma, um tumor do músculo liso. Na maioria dos casos, o prognóstico do leiomioma é excelente.

O câncer de esôfago mais comum é o carcinoma, seja o carcinoma de células escamosas (também denominado carcinoma epidermide ou escamocelular), seja o adenocarcinoma. outros tipos de câncer de esôfago incluem o linfoma (câncer dos linfócitos), o leiomiossarcom a (câncer do músculo liso do esôfago) ecâncer que se disseminou (produziu metástases) de qualquer outro local do corpo.

O câncer pode ocorrer em qualquer região do esôfago. Ele pode manifestar-se com o uma estenose do esôfago, com o um nódulo ou com o uma área achatada anormal (placa).

O câncer de esôfago é mais comum em indivíduos que apresentam estenose de esôfago devido à ingestão de um álcali forte (p. Ex., a lixívia, utilizada para a limpeza).

O câncer de esôfago também é mais comum entre os indivíduos com acalasia (distúrbio no qual o esfíncter esof gico inferior não consegue abrir adequadamente), com obstruções do esôfago (p. Ex., membrana esofágica) ou com câncer da cabeça e do pescoço.

O tabagismo e o alcoolismo também aumentam o risco de câncer de esôfago. Na realidade, eles são os fatores de risco mais importante do carcinoma de células escamosas (epidermide ).

Parece que certas alterações do revestimento do esôfago precedem o desenvolvimento do câncer em alguns indivíduos. Essas alterações ocorrem após uma irritação prolongada do esôfago devido ao refluxo ácido ou de bile.

Sintomas e Diagnóstico

Como o câncer de esôfago tende a obstruir a passagem dos alimentos , o primeiro sintoma comumente é a dificuldade de deglutição de alimentos sólidos. No decorrer de v rias semanas, o problema evolui e o individuo apresenta dificuldade para deglutir alimentos pastosos e, em seguida, líquidos.

O resultado é uma perda de peso acentuada. O câncer de esôfago é diagnosticado por meio de um procedimento radiológico denominado trânsito de bário, no qual o indivíduo ingere uma solução de bário, o qual é radiopaco e, conseqüentemente, pode ser observado nas radiografias do esôfago, delineando a obstrução.

A região anormal também deve ser examinada com o auxílio de um endoscópio (tubo de visualização flexível). O endoscópio permite ao médico coletar uma amostra de tecido (biópsia) e células livres (citologia deescova) para exame microscópico.

Tratamento e Prognóstico

Menos de 5% dos indivíduos com câncer de esôfago sobrevivem mais de cinco anos. Muitos morrem no primeiro ano após a manifestação dos primeiros sintomas.

A quimioterapia não cura o câncer de esôfago. No entanto, quando utilizada isoladamente ou combinada à radioterapia, ela pode reduzir os sintomas e prolongar a vida.

Quando ela é possível, a cirurgia para remover o tumor provê um alívio temporário dos sintomas, mas raramente ela é curativa.

Outras medidas que aliviam os sintomas incluem a dilatação da área estenosada do esôfago, a passagem de uma sonda para manter o esôfago aberto, o desvio (bypass) do tumor utilizando uma alça intestina e a laser terapia para destruir o tecido canceroso que está causando a obstrução do esôfago.

Fonte: www.msd-brazil.com

Câncer de Esôfago

O esôfago é um tubo com cerca de 30 cm de comprimento, que conecta a garganta ao estômago. Com pequenas contrações musculares, as paredes do esôfago transportam o alimento ingerido até o estômago.

Câncer de Esôfago

A incidência de câncer de esôfago é rara; representa aproximadamente 2% de todos os tumores malignos, afetando igualmente homens e mulheres, a partir dos 50 anos de idade. Entretanto, o câncer de esôfago está entre os tumores com crescimento mais rápido e, na maioria dos casos, quando diagnosticado, já começou a disseminar células cancerosas para os gânglios linfáticos.

Há vários linfonodos vizinhos ao esôfago em toda a sua extensão, o que facilita a propagação do tumor através da rede linfática, invadindo a pleura, a traquéia, os brônquios, o pericárdio e a aorta, tornando a sua cura muito difícil.

Fatores de risco

As causas do câncer de esôfago ainda não são conhecidas, mas as pesquisas apontam para alguns fatores de risco relacionados à sua incidência:

Fumo
Abuso de bebidas alcoólicas
Iingestão de alimentos e bebidas excessivamente quentes.

Sinais e sintomas

O principal sintoma de câncer de esôfago é a disfagia (dificuldade para engolir). Inicialmente o paciente tem dificuldade de deglutir alimentos sólidos. Em seguida, de pastosos e, finalmente, de líquidos. Conseqüentemente, grande parte dos pacientes perde peso, apresentando, muitas vezes, anemia e desidratação.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico definitivo de câncer de esôfago só é possível por meio de uma biópsia. Geralmente ela é feita durante uma endoscopia, procedimento que é realizado pelo médico, que introduz pela boca do paciente um tubo fino, contendo um telescópio na extremidade que desce pelo tubo esofágico.

Com este aparelho, o médico é capaz de visualizar a parede do esôfago e colher uma pequena amostra de tecido para ser examinada pelo patologista, à luz do microscópio.

Se o diagnóstico de câncer for confirmado, o médico solicitará outros exames, tais como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, para verificar se o câncer se espalhou para outros órgãos.

O diagnóstico, freqüentemente, é tardio, uma vez que os sintomas surgem quando o tumor já atingiu proporções maiores.

Tratamentos

O estágio da doença é o fator que determinará o tipo de tratamento a ser aplicado.Ou seja, vai depender de quanto o câncer evoluiu.

Cirurgia

È o método de tratamento mais indicado quando o tumor está restrito ao esôfago.

Radioterapia

Costuma ser a opção de tratamento quando o tumor não pode ser completamente extraído. Pode também ser empregada para diminuir o seu tamanho, para controlar seu crescimento e, também, para aliviar dores e sangramentos.

Quimioterapia

Até o momento, os quimioterápicos para combater o câncer de esôfago não têm apresentado resultados satisfatórios, na maioria dos casos. Algumas drogas novas estão em fase de testes, assim como o uso combinado de algumas, já conhecidas.

Se o seu médico considerar que o seu caso pode ser elegível para uma das pesquisas clínicas em andamento, ele irá conversar sobre os riscos e benefícios que você poderá obter com eles.

Fonte: www.abcancer.org.br

Câncer de Esôfago

O esôfago é um tubo músculomembranoso, longo e delgado, que comunica a garganta ao estômago. Ele permite a passagem do alimento ou líquido ingerido até o interior do sistema digestivo, através de contrações musculares.

O câncer de esôfago mais freqüente é o carcinoma epidermóide escamoso, responsável por 96% dos casos.

Outro tipo de câncer de esôfago, o adenocarcinoma, vem tendo um aumento significativo principalmente em indivíduos com esôfago de Barrett, quando há crescimento anormal de células do tipo colunar para dentro do esôfago.

Epidemiologia

O câncer de esôfago apresenta uma alta taxa de incidência em países como a China, Japão, Cingapura e Porto Rico. No Brasil, consta entre os dez mais incidentes, segundo dados obtidos dos Registros de Base Populacional existentes, e em 2000 foi o sexto tipo mais mortal, com 5.307 óbitos.

De acordo com a Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil para 2006, devem ocorrer cerca de 10.580 casos novos deste câncer (7.970 entre os homens e 2.610 entre as mulheres) este ano.

Fatores de Risco

O câncer de esôfago está associado ao alto consumo de bebidas alcóolicas e de produtos derivados do tabaco (tabagismo). Outras condições que podem ser predisponentes para a maior incidência deste tumor são a tilose (espeçamento nas palmas das mãos e na planta dos pés), a acalasia, o esôfago de Barrett, lesões cáusticas no esôfago, Síndrome de Plummer-Vinson (deficiência de ferro), agentes infecciosos (papiloma vírus - HPV) e história pessoal de câncer de cabeça e pescoço ou pulmão.

Prevenção

Para prevenir o câncer de esôfago é importante adotar uma dieta rica em frutas e legumes, e evitar o consumo freqüente de bebidas quentes, alimentos defumados, bebidas alcóolicas e produtos derivados do tabaco.

Detecção Precoce

A detecção precoce do câncer de esôfago torna-se muito difícil, pois essa doença não apresenta sintomas específicos. Indivíduos que sofrem de acalasia, tílose, refluxo gastro-esofageano, síndrome de Plummer-Vinson e esôfago de Barrett possuem mais chances de desenvolver o tumor, e por isso devem procurar o médico regularmente para a realização de exames.

Sintomas

O câncer de esôfago na sua fase inicial não apresenta sintomas. Porém, alguns sintomas são característicos como a dificuldade ou dor ao engolir, dor retroesternal, dor torácica, sensação de obstrução à passagem do alimento, náuseas, vômitos e perda do apetite. Na maioria das vezes, a dificuldade de engolir (disfagia) já demonstra a doença em estado avançado. A disfagia progride geralmente de alimentos sólidos até alimentos pastosos e líquidos. A perda de peso pode chegar até 10% do peso corporal.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito através da endoscopia digestiva, de estudos citológicos e de métodos com colorações especiais (azul de toluidina e lugol) para que seja possível se fazer o diagnóstico precoce, fazendo com que as chances de cura atinjam 98%.

Na presença de disfagia para alimentos sólidos é necessária a realização de um estudo radiológico contrastado, e também de uma endoscopia com biópsia ou citologia para confirmação.

A extensão da doença é muito importante em função do prognóstico, já que esta tem uma agressividade biológica devido ao fato do esôfago não possuir serosa e, com isto, haver infiltração local das estruturas adjacentes, disseminação linfática, causando metástases hematogênicas com grande freqüência.

Tratamento

O paciente pode receber como formas de tratamento a cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou a combinação destes três tipos. Para os tumores iniciais pode ser indicada a ressecção endoscópia, no entanto este tipo de tratamento é bastante raro.

Na maioria dos casos, a cirurgia é o tratamento utilizado. Dependendo da extensão da doença, o tratamento pode passar a ser unicamente paliativo, através de quimioterapia ou radioterapia.

Nos casos de cuidados paliativos, também dispõe-se de dilatações com endoscopia, colocação de próteses auto-expansivas, assim como uso da braquiterapia.

Fonte: www.inca.gov.br

Câncer de Esôfago

O que é o câncer de Esôfago

O esôfago é um tubo músculo membranoso, longo e delgado, que comunica a garganta ao estômago. Ele permite a passagem do alimento ou líquido ingerido até o interior do sistema digestivo, através de contrações musculares (peristaltismo).

O câncer de esôfago mais freqüente é o carcinoma epidermóide escamoso, responsável por 96% dos casos. Outro tipo de câncer de esôfago, o adenocarcinoma, vem tendo um aumento significativo principalmente em indivíduos com esôfago de Barrett, quando há crescimento anormal de células do tipo colunar para o interior do esôfago.

O câncer de esôfago apresenta uma alta taxa de incidência em países como a China, Japão, Cingapura e Porto Rico. No Brasil, consta entre os dez mais incidentes, segundo dados obtidos dos Registros de Base Populacional existentes, e em 2000 foi o sexto tipo mais mortal, com 5.307 óbitos.

O câncer de esôfago está associado ao alto consumo de bebidas alcóolicas e de produtos derivados do tabaco.

Outras condições que podem ser predisponentes para a maior incidência deste tumor são: tilose (espessamento nas palmas das mãos e na planta dos pés), acalasia, o esôfago de Barrett, lesões cáusticas no esôfago, Síndrome de Plummer-Vinson (deficiência de ferro), agentes infecciosos (papiloma vírus – HPV) e história pessoal de câncer de cabeça e pescoço ou pulmão.

Para prevenir o câncer de esôfago é importante adotar uma dieta rica em frutas e legumes e evitar o consumo freqüente de bebidas quentes, alimentos defumados, bebidas alcoólicas e produtos derivados do tabaco. 

A detecção precoce do câncer de esôfago torna-se muito difícil, pois essa doença não apresenta sintomas específicos. Indivíduos que sofrem de acalasia, tílose, refluxo gastro-esofágico, síndrome de Plummer-Vinson e esôfago de Barrett têm mais chances de desenvolver o tumor, e por isso devem procurar assistência médica regularmente para a realização de exames. 

O câncer de esôfago na sua fase inicial não apresenta sintomas. Porém, alguns sintomas são característicos como a dificuldade ou dor ao engolir (disfagia), dor retroesternal, dor torácica, sensação de obstrução à passagem do alimento, náuseas, vômitos e perda do apetite.

Na maioria das vezes, a disfagia já demonstra a doença em estado avançado. A disfagia progride geralmente de alimentos sólidos até alimentos pastosos e líquidos, o que provoca perda de peso, que pode chegar até 10%.

O diagnóstico de câncer de esôfago é feito através da endoscopia digestiva, de estudos citológicos e de métodos com colorações especiais (azul de toluidina e lugol) para que seja possível se fazer o diagnóstico precoce, fazendo com que as chances de cura do câncer atinjam 98%.

Na presença de disfagia para alimentos sólidos, é necessária a realização de um estudo radiológico contrastado, e também de uma endoscopia com biópsia ou citologia para confirmação.

A extensão da doença é muito importante em função do prognóstico, já que esta tem uma agressividade biológica devido ao fato do esôfago não possuir serosa e, com isto, haver infiltração local das estruturas adjacentes, disseminação linfática, causando metástases hematogênicas com grande freqüência. 

O paciente pode receber como formas de tratamento para câncer de esôfago: cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou a combinação destes três tipos. Para os tumores iniciais pode ser indicada a ressecção endoscópica, no entanto este tipo de tratamento é bastante raro. Na maioria dos casos, a cirurgia é o tratamento utilizado.

Dependendo da extensão da doença, o tratamento pode ser apenas paliativo, através de quimioterapia ou radioterapia. Nos casos de cuidados paliativos, também há dilatações endoscópicas, colocação de próteses auto-expansivas, assim como uso da braquiterapia.

Diagnóstico do Câncer de Esôfago

Para diagnosticar um câncer de esôfago o médico fará um levantamento histórico do paciente, colhendo dados relacionados a fumo, consumo de álcool, hábitos alimentares, dentre outros.

Fará também um exame físico no paciente. Se o médico encontrar problemas como disfagia, emagrecimento, eliminação de sangue vivo em grande quantidade, irá levantar algumas hipóteses diagnósticas.

Se a queixa principal é disfagia, pode sugerir diagnósticos como: megaesôfago, aerofagia, algumas anemias que podem causar alterações esofágicas e neoplasia de esôfago.

A dificuldade para deglutição é o sintoma mais comum para problemas de esôfago. O paciente tem sensações como  comida está parada no meio do peito, embora líquidos sejam engolidos mais facilmente.

Se há sangramento associado aos outros sintomas e hábitos como tabagismo e consumo regular de álcool, o diagnóstico provável é de câncer de esôfago. Se o paciente apresenta perda de peso, dor ou desconforto nas costas, tosse e indigestão, deve ser feita uma investigação. Esses sintomas podem ser causados por outras condições que não o câncer de esôfago. Para fazer o diagnóstico com precisão, o médico deve pedir um RX de tórax, além de outros testes diagnósticos.

Um dos testes diagnósticos é o esofagrama, ou RX contrastado do esôfago. Para esse exame, o paciente bebe um líquido contendo que dá cor ao interior do esôfago permitindo a visualização de suas alterações. O RX contrastado pode mostrar a extensão do tumor e a sua localização.

Um outro teste para diagnóstico é a endoscopia que é um exame do interior do esôfago que usa um tubo fininho, o endoscópio. Se for encontrada alguma alteração, o médico faz uma coleta de tecido para ser examinado na microscopia que é a biópsia.

O diagnóstico do câncer de esôfago, atualmente, é realizado por meio da Endoscopia Digestiva Alta com biópsias do tumor. Também, através da Endoscopia, podem ser usados corantes que fazem o diagnóstico de tumores nas fases iniciais. O ultra-som endoscópico é realizado para determinar a profundidade da invasão do tumor e se o câncer está presente nos gânglios e regiões próximas.

Se o diagnóstico do câncer de esôfago for confirmado, é importante fazer o estadiamento do tumor com base no tamanho da lesão, na presença e localização de linfonodos afetados e de metástases à distância para poder estabelecer o tipo de tratamento mais eficaz.

Existem basicamente 4 estágios:

Estágio 1: O câncer encontra-se apenas nas regiões mais superficiais do tecido esofágico;
Estágio 2:
As células cancerosas ocupam áreas mais profundas do esôfago ou atingiram linfonodos próximos, mas ainda não se espalharam para outras regiões do corpo;
Estágio 3:
O câncer invadiu a parede do esôfago profundamente ou se espalhou para linfonodos ou tecidos vizinhos;
Estágio 4:
Há presença de metástases à distância. O câncer de esôfago pode se espalhar para praticamente qualquer região do corpo, incluindo o fígado, pulmões, cérebro e ossos.

Alguns testes utilizados para diagnosticar metástases são: tomografia computadorizada e broncoscopia.

Prevenção

O câncer de esôfago, como a maioria dos tipos de câncer, tem fatores de risco que podem ser modificados pelo próprio paciente, isto é, a exposição que cada pessoa tem a esse determinado fator pode ser alterada, diminuindo a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer.

Por exemplo, a pessoa pode parar de fumar (grande fator de risco) e, com esta atitude, poderá se prevenir contra o câncer de esôfago e outros tipos de câncer.

Há também os chamados fatores de proteção, isto é, os fatores que fazem com que a pessoa diminua o risco de desenvolver um câncer. Estes fatores também são modificáveis. Por exemplo, uma pessoa que não tem um hábito alimentar saudável (que constitui um fator de proteção), pode passar a adotar uma dieta mais adequada.  .

Vamos detalhar abaixo um pouco mais quais são os fatores de risco e proteção para câncer de esôfago. Vamos apresentar os mais conhecidos e que podem ser modificados.

São eles:

Tabagismo e consumo de bebida alcoólica
Fumar cigarro, charuto ou cachimbo ou ainda mascar tabaco e ingerir bebidas alcoólicas são os maiores fatores de risco para o câncer de esôfago.

Mais da metade das pessoas que desenvolvem esse tipo de tumor são fumantes. Se fumo e álcool estiverem associados, o risco de a pessoa apresentar um câncer de esôfago aumenta significativamente. Parar de fumar e de beber é uma forma inteligente e efetiva de diminuir as chances de desenvolver câncer de esôfago.

Nutrição

Manter uma dieta rica em fibras, isto é, comer entre cinco ou seis porções de frutas, legumes ou verduras por dia, incluindo sucos naturais, constitui um fator de proteção para o câncer de esôfago.

Algumas pesquisas clínicas têm demonstrado que a ingestão de vitamina C e de carotenóides (alimentos de cor amarelo, alaranjado, vermelho e verde) é  muito importante para diminuir as possibilidades de desenvolver câncer de esôfago.

Bebidas quentes

Ingerir bebidas muito quentes como mate ou chimarrão é fator de risco para o câncer de esôfago. Estudos demonstram que existe o que é chamado de “curva dose-resposta”, isto é, quanto mais se toma chimarrão, mais risco se tem de desenvolver câncer de esôfago.Portanto, diminuir o consumo de bebidas muito quentes é um fator de proteção contra o câncer de esôfago.

Refluxo gastro-esofágico

Pessoas com refluxo gastro-esofágico costumam ter como conseqüência o chamado esôfago de Barret (quando as células da porção do esôfago junto ao estômago se modificam de tanto sofrer a agressão do ácido proveniente do estômago, devido ao refluxo), têm mais chance de desenvolver um tipo específico de câncer de esôfago, o adenocarcinoma de esôfago.

Pacientes com esse tipo de problema devem fazer controles mais freqüentes dessa porção do esôfago por meio de endoscopia para diagnosticar precocemente tumores malignos ou pré-malignos.

Agora que você já conhece os fatores de risco e os fatores de proteção relacionados ao câncer de esôfago, procure adotar uma conduta preventiva, modificando alguns hábitos em sua vida. Procure ajuda sempre que sentir necessidade!

Tratamento do Câncer de Esôfago

Depois de ter sido confirmado o diagnóstico de câncer de esôfago e de ter sido identificado o estágio desse tumor, o oncologista irá analisar a condição clínica do paciente.

Se o diagnóstico for feito na fase inicial, quando o câncer está restrito apenas na mucosa, (camada que reveste internamente o esôfago), o tumor poderá ser retirado por meio da endoscopia, sem cirurgia. Esta técnica é chamada de mucosectomia.

A retirada total ou parcial do esôfago é conhecida como esofagectomia e é indicada com finalidade curativa, dependendo da localização do tumor. Quando o câncer não está em estágio inicial, a cirurgia é a melhor opção de tratamento para câncer de esôfago.

A cirurgia pode ser curativa nos pacientes em que todo o esôfago torácico e abdominal é ressecado com margens cirúrgicas negativas. Em estágios avançados, quando o paciente apresenta metástase, a cirurgia também pode ser feita e o tratamento tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida do paciente.

Podem-se também utilizar próteses para desobstruir temporariamente o esôfago e aliviar a disfagia. A quimioterapia e a radioterapia também são utilizadas, dependendo da fase evolutiva da doença.

Em pacientes com maior risco cirúrgico, o tratamento preferencial é de radioterapia associada à quimioterapia. A radioterapia isolada, sem quimioterapia, apresenta resultados inferiores aos do tratamento combinado, porém ainda é uma opção para os pacientes que não possam receber quimioterapia.

Estudos ainda não comprovaram se a radioterapia, associada ou não a quimio pré-operatória, melhora o índice de cura..

O tratamento eficaz do câncer de esôfago deve visar não somente o tumor primário, mas também os tumores que podem ter-se espalhado para outras partes do corpo, que é o caso das metástases.

Por isso mesmo é que a cirurgia ou a radioterapia de áreas específicas do corpo é combinada geralmente com a quimioterapia, que afeta todo o organismo. Mesmo quando a cura parece distante, os sintomas freqüentemente podem ser aliviados com a terapia paliativa, melhorando a qualidade e a sobrevida do indivíduo.

Fatores de Risco

São vários os fatores de risco que podem aumentar a chance do desenvolvimento de um câncer, seja ele qual for. Sempre se leva em conta a associação entre os fatores de risco e um tipo específico de câncer. Antes de falarmos especificamente sobre o câncer de esôfago, é importante apresentarmos algumas das principais causas de tumores.

Causas Externas

São aquelas que se relacionam ao meio ambiente, aos hábitos ou costumes
São responsáveis pela maioria dos casos, cerca de 80% dos tipos de câncer

Meio Ambiente compreendido como:

Geral: terra, água e ar
Ocupacional: indústrias químicas
Consumo: alimentos, medicamentos
Social e Cultural: estilo e hábitos de vida

Um mesmo fator pode ser considerado de risco para vários tipos de câncer, bem como pode ser causa de mais de um tipo de tumor.

O tabagismo, por exemplo, pode causar câncer de pulmão, bexiga ou de esôfago, além de provocar um problema no coração. No caso do câncer de esôfago podemos afirmar que um de seus principais fatores de risco é o fumo.

Vários estudos e pesquisas já concluíram que o tabaco é um importante fator de risco e que a cessação do mesmo contribui para reduções significativas na incidência de câncer de esôfago e de outros tipos de tumores.

Convém ressaltar que vários fatores podem estar envolvidos em um único tipo de câncer ou em uma única doença.

O câncer de esôfago pode, então,  ter influência de tabaco e de consumo de bebida alcoólica.

Os outros  fatores de risco para o câncer de esôfago são: deficiência de vitaminas (A, B, C, Zinco e Ferro), higiene oral inadequada, desnutrição, anemia, cirurgias gástricas prévias, bebidas e alimentos quentes, agentes infecciosos como HPV, doenças como Acalasia, Tilose, Síndrome de Plummer–Vinson, Esôfago de Barret (complicação da doença de refluxo gastresofágico), história de lesão do esôfago por soda cáustica e história pessoal ou familiar de câncer de pulmão e de cabeça e pescoço.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Aqui apresentamos algumas sugestões de perguntas sobre o câncer de esôfago que você pode esclarecer junto a seu médico.
O que posso fazer para acabar com o meu hábito de fumar?
Eu bebia e fumava muito, mas agora parei. O que posso fazer para não ter risco aumentado para câncer de esôfago?
Sempre tive azia. Isso pode se transformar em câncer de esôfago?
O que é quimioprevenção tumoral? Ela é adequada para meu caso como prevenção para o câncer de esôfago?
Tenho um parente próximo (irmão, pai...) que teve câncer de esôfago. Tenho risco de desenvolver esse tumor?
Meu tipo de câncer de esôfago tem cura?
Vou precisar fazer quimioterapia ou radioterapia? Quais são as conseqüências dessas terapias para meu organismo?
Vou precisar repetir exames? De quanto em quanto tempo?
Posso precisar de cirurgia para eliminar o câncer? Se eu fizer a cirurgia vou ficar curado?
Devo mudar algo na minha alimentação ou hábitos de vida por causa desse câncer de esôfago?
Há relação entre esôfago de Barret, doença do refluxo gastresofágico e câncer de esôfago?
Existe algum teste ou exame que diagnostica precocemente o câncer de esôfago?

Fonte: www.oncoguia.com.br

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