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Radiação Ultravioleta

 

O que é radiação ultravioleta?

Ultravioleta (UV) é semelhante à luz visível em todos os aspectos físicos, exceto que ele não nos permite ver as coisas. A luz que nos permite ver as coisas é referido como luz visível e é composto pelas cores que vemos em um arco-íris. A região ultravioleta começa logo após o fim violeta do arco-íris.

Em termos científicos, a radiação UV é a radiação eletromagnética como a luz visível, os sinais de radar e sinais de transmissão de rádio (ver Figura 1).

A radiação eletromagnética é transmitido sob a forma de ondas. As ondas pode ser descrito pelo seu comprimento de onda ou a frequência e a amplitude (a força ou a intensidade da onda). Comprimento de onda é o comprimento de onda de um ciclo completo. Para a radiação na região UV do espectro, os comprimentos de onda são medidos em nanômetros (nm), onde 1 nm = um milionésimo de milímetro.

Diferentes comprimentos de onda de radiação eletromagnética causar diferentes tipos de efeitos sobre as pessoas. Por exemplo, os raios gama são usados na terapia do câncer para matar as células cancerosas e luz infravermelha pode ser usado para mantê-lo aquecido.

A radiação UV tem comprimentos de onda mais curtos (freqüências mais altas) em comparação com a luz visível, mas têm comprimentos de onda mais longos (frequências mais baixas) em comparação com raios-X.

Quais são algumas das fontes de radiação ultravioleta?

A luz solar é a maior fonte de radiação UV. Fontes de luz ultravioleta Man-made incluir vários tipos de lâmpadas UV, soldagem a arco, e as lâmpadas de vapor de mercúrio.

A radiação UV é amplamente utilizado em processos industriais e em consultórios médicos e dentários para uma variedade de fins, como matar as bactérias, criando efeitos fluorescentes, tintas e resinas de cura, fototerapia e bronzeamento. Comprimentos de onda UV e intensidades diferentes são usados para diferentes fins.

Quais são alguns dos efeitos na saúde da exposição à radiação UV?

Alguns exposição aos raios UV é essencial para uma boa saúde. Ele estimula a produção de vitamina D no corpo. Na prática médica, as lâmpadas UV são usados para o tratamento de psoríase (uma doença que provoca coceira, manchas vermelhas descamativas na pele) e para o tratamento de icterícia em recém-nascidos.

A exposição excessiva à radiação ultravioleta está associada com diferentes tipos de cancro da pele, queimaduras solares, envelhecimento acelerado da pele, bem como a catarata e outras doenças oculares. A gravidade do efeito depende do comprimento de onda, a intensidade e duração da exposição.

Efeito sobre a pele

A radiação UV de ondas curtas (UV-C) apresenta o risco máximo. O sol emite raios UV-C, mas ele é absorvido na camada de ozônio da atmosfera antes de atingir a Terra. Portanto, UV-C do sol não afeta as pessoas. Algumas fontes de UV artificiais também emitem UV-C. No entanto, os regulamentos relativos a essas fontes de restringir a intensidade da radiação UV-C a um nível mínimo e pode ter requisitos para instalar guardas especiais ou escudos e intertravamentos para evitar a exposição ao UV.

A onda média UV (UV-B) causa queimaduras na pele, eritema (vermelhidão da pele) e escurecimento da pele. Exposições prolongadas aumentar o risco de câncer de pele.

A radiação UV de onda longa (UVA) é responsável por até 95% da radiação UV que atinge a superfície da terra. Apesar de UV-A é menos intensa do que UV-B, que é mais prevalente e pode penetrar mais profundamente nas camadas da pele, afetando o tecido conjuntivo e vasos sanguíneos, o que resulta no envelhecimento precoce.

Certos produtos químicos e medicamentos atuam como agentes de fotossensibilização e aumentar o efeito de radiação UV forma a luz solar ou outras fontes.

Tais agentes incluem os diuréticos de tiazida (drogas que causam a produção excessiva de urina), drogas usadas no tratamento de pressão arterial elevada, certos antibióticos (tetraciclinas, sulfonamidas), cosméticos e de tiazina tranquilizantes.

Estes são apenas alguns exemplos, o que não se destina a ser uma lista exaustiva. No entanto, é importante saber que estes efeitos fotossensibilizantes pode ocorrer no caso de pessoas são expostas a radiação UV no trabalho. Por exemplo, um soldador de inexperiente, que estava tomando um medicamento anti-depressivo fenotiazina, sofreu danos em ambos os olhos na parte da retina que absorve a luz de comprimento de onda curto (maculopatia bilateral).

Ele começou a reclamar de problemas oculares por dia depois que ele foi Arc Welding por dois minutos sem nenhum proteção para os olhos.

Este dano, que, felizmente, foi reversível após vários meses, ocorreu por causa da droga que ele estava tomando sensibilizados ele à radiação UV para a qual ele foi exposto.

Várias plantas, como cenoura, aipo, endro, figo, limão e alguns tipos de ervas daninhas são conhecidos por causar fotossensibilidade. A exposição a fluidos destas plantas, especialmente se trituradas, seguido pela exposição ao sol pode causar dermatite. Manipuladores de frutas cítricas e colheitadeiras vegetais, jardineiros, floristas e bartenders estão em risco de experimentar dermatite após a exposição a certas plantas e, em seguida, à luz solar (Fitofotodermatite).

O alcatrão de hulha e creosoto são exemplos de agentes fotossensibilizantes no local de trabalho.

Efeitos da exposição repetidas (efeitos crônicos) incluem o envelhecimento da pele e câncer de pele. Há uma forte relação causal entre o câncer de pele e exposição prolongada à radiação UV solar e de fontes artificiais.

Efeito sobre os olhos

Os olhos são particularmente sensíveis à radiação UV. Mesmo uma pequena exposição de alguns segundos pode resultar em uma condição dolorosa, mas temporário conhecido como photokeratitis e conjuntivite. Fotoqueratite é uma condição dolorosa causada por inflamação da córnea do olho. As águas dos olhos e visão turva. A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva (membrana que cobre o interior da pálpebra e da esclera, a parte branca do globo ocular), que começa a inchar e produz uma descarga aquosa. Ela provoca desconforto em vez de dor e não costuma afetar a visão.

Exemplos de distúrbios oculares decorrentes da exposição aos raios UV incluem "burn flash", "bola de olho em vidro fosco", "flash do soldador" e "cegueira da neve" - dependendo da fonte de luz UV, causando a lesão. Os sintomas são dor, desconforto semelhante à sensação de areia nos olhos e uma aversão à luz brilhante.

Os olhos são mais sensíveis à radiação UV a partir de 210 nm a 320 nm (UV-C e UV-B). Máxima absorção pela córnea ocorre em torno de 280 nm.

A absorção de UV-A na lente pode ser um fator na produção de catarata (a opacificação do cristalino no olho).

Como você pode medir a exposição?

A intensidade da radiação UV é medido em unidades de miliwatts por centímetro quadrado (mW / cm 2), que é a energia por centímetro quadrado por segundo recebidos. Além disso, ela é medida em unidades de milijoules por centímetro quadrado (mJ / cm 2), que é a energia recebida por unidade de área de um determinado tempo.

Uma variedade de instrumentos estão disponíveis comercialmente para medição de radiações UV em laboratório e no local de trabalho. Especificações e informações de compra pode ser obtido a partir de fornecedores de equipamentos de monitoramento no local de trabalho.

Existem limites de exposição profissional?

Não há limites ocupacionais reguladoras canadenses de exposição para radiação UV. Muitas jurisdições seguir os limites recomendados pela Conferência Americana de Higienistas Industriais Governamentais (ACGIH).

Estes limites são os seguintes:

1. Para a UV-A ou perto da região espectral ultravioleta (de 315 a 400 nm), a exposição ao olho não deve ser superior a 1 mW por centímetro quadrado (1,0 mW / cm 2) durante períodos superiores a 1000 segundos (aproximadamente 16 minutos). Para tempos de exposição menos de 1.000 segundo, a dose (energia total) não deve exceder 1,0 J / cm 2. Os limites de exposição extra de a quantidade de exposição à luz UV para a pele e os olhos. A quantidade de exposição à luz UV de uma pessoa pode receber sobre a sua pele ou olhos, durante um período de 8 horas, varia com o comprimento de onda da radiação UV. Para detalhes, você pode consultar a seção de Radiação Ultravioleta da atual edição do ACGIH publicação Threshold Limit Values ??para Substâncias Químicas e Agentes Físicos e Índices de Exposição Biológica ®.

2. Para a região espectral ultravioleta actínica (200-315 nm; cerca de metade do UV-C ea maior parte da faixa de UV-B), consulte o TLVs referido no folheto TLV atual publicada pela ACGIH.

Como você se proteger da radiação UV?

Radiação UV é invisível e, portanto, não estimular as defesas naturais dos olhos. Os trabalhadores devem usar olho e proteção da pele ao trabalhar com fontes de radiação UV que apresentam o potencial de olho exposição prejudicial. A seleção de proteção ocular depende do tipo e da intensidade da fonte de UV.

Como é que a camada de ozônio afetam sua exposição à radiação ultravioleta do sol?

Alguns poluentes químicos industriais na atmosfera estão gradualmente erodindo escudo protetor da Terra (camada de ozônio), que deixa de radiação UV do sol de alcançar a Terra. Nos últimos anos, tem havido uma crescente preocupação com o aumento dos níveis de radiação UV na luz solar, especialmente durante os meses de verão. A exposição excessiva aos raios ultravioleta pode causar câncer de pele e catarata.

O que você pode fazer para se proteger contra a radiação ultravioleta do sol?

Formas de limitar a exposição à radiação UV do sol incluem evitar a trabalhar ao sol, vestindo roupas de proteção e chapéus, e aplicar filtros solares.

Vestuário de proteção pode incluir calças compridas, chapéus e camisas de mangas compridas. Alguns, tecidos mais recentes sol-resistente são mais eficientes em bloquear a radiação UV.

Filtros solares físicos (por exemplo, óxido de zinco e dióxido de titânio) são produtos opacos que refletem ou obstruem as radiações UVA e UVB.

Protetores solares químicos são não-opaco (ou seja, você pode ver através deles em sua pele). Eles absorvem UVA, UVB, ou ambos. Filtros solares de amplo espectro têm a intenção de bloquear ambos os tipos de radiação UV.

Protetores solares são classificados de acordo com Fator de Proteção Solar (FPS), um índice de proteção contra eritema cutâneo (vermelhidão da pele).

SPF varia 1-50 ou mais. Quanto maior o FPS, maior a proteção que ele oferece contra a radiação UVB.

SPF 15 protetor solar pode absorver mais de 92 por cento da radiação UVB

SPF 30 protetor solar pode absorver 96,7 por cento

SPF 40 protetor solar pode absorver 97,5 por cento da radiação UVB

Ouvimos no rádio e ler nos jornais sobre o índice de UV como uma parte da previsão do tempo. O índice de UV é uma medida da intensidade da radiação UV na luz do sol, que provoca vermelhidão da pele (eritema). A escala de índice de UV vai de 0 (quando não existe luz solar) para 11 + (extremo).

O índice UV pode aumentar os adolescência ao meio-dia nos trópicos.

As implicações do índice de UV estão resumidos na Tabela abaixo:

Índice UV Descrição Ações de proteção solar
0-2 Baixo

Proteção solar mínimo exigido para a atividade normal.
Se fora por mais de uma hora, usar óculos de sol e protetor solar.
Reflexão a partir de superfícies reflexivas (ex. neve fresca) podem força quase o dobro UV. Use óculos de sol e aplicar protetor solar.

3-5 Moderado

Tome precauções - encobrir, usar um chapéu, óculos de sol e protetor solar, especialmente se você vai estar fora por 30 minutos ou mais.
Procure sombra perto do meio-dia, quando o sol é mais forte.

6-7 Alto

A proteção é necessária como danos da radiação UV na pele e pode causar queimaduras solares.
Reduza o tempo no sol onze horas - quatro horas e tomar todas as precauções. Procure sombra, cubra-se, usar um chapéu, óculos de sol e protetor solar.

8-10 Muito Alta

Precauções adicionais são necessárias como a pele desprotegida pode ser danificado e pode queimar rapidamente.
Evite o sol onze horas - quatro horas e tomar todas as precauções. Procure sombra, cubra-se, usar um chapéu, óculos de sol e protetor solar.

11 + Extremo

Os valores de 11 ou mais são muito raros no Canadá. No entanto, o índice UV pode chegar a 14 ou mais nos trópicos e sul dos EUA
Tome todas as precauções. Pele desprotegida será danificado e pode queimar em minutos. Evite o sol onze horas - quatro horas, encobrir, usar um chapéu, óculos de sol e protetor solar.
Areia branca e outras superfícies brilhantes refletem a radiação UV ea exposição UV aumento.

Fonte: www.ccohs.ca

Radiação Ultravioleta

A radiação ultravioleta (UV) é liberada pelo sol ou fontes artificiais tais como lâmpadas solares e câmaras de bronzeamento. Esta folha de fatos fornece uma visão geral sobre os principais danos à saúde associados à superexposição à radiação UV. Uma vez que não é possível separar os benefícios da luz solar de seus efeitos nocivos, é importante entender os riscos da superexposição e tomar simples precauções para sua proteção. Os raios UV não podem ser vistos ou sentidos, mas podem causar danos à pele e aos olhos em qualquer estação do ano— mesmo nos dias nublados.

Efeitos Nocivos da Radiação UV nos Olhos

A exposição aos raios UV pode causar sérios danos aos seus olhos.

Seguem alguns exemplos de enfermidades causadas pela superexposição aos raios UV:

Catarata

A exposição aos raios UV aumenta o risco de desenvolvimento de catarata, uma enfermidade em que a lente do olho perde sua transparência, comprometendo a visão.

Os sintomas de catarata são:

Visão embaçada ou desfocada.
Cores parecem desbotadas.
Ofuscamento desproporcional por luzes.
Círculos luminosos ao redor de luzes.
Visão reduzida à noite; e
Visão dupla

Mesmo a exposição a baixos níveis de radiação UV coloca os adultos idosos em risco de desenvolver catarata, uma causa relevante de cegueira. A adequada proteção dos olhos da exposição ao sol é um modo importante de diminuir seu risco de desenvolver catarata.

Câncer de Pele ao redor dos Olhos

O carcinoma das células basais é o câncer de pele mais comum nas pálpebras.

Na maioria dos casos as lesões ocorrem nas pálpebras inferiores, mas podem ocorrer em todo o entorno dos olhos: nos cantos, sob as sobrancelhas e em áreas adjacentes da face.

Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)

A DMRI é uma enfermidade que afeta a mácula, ou seja, a parte do olho que permite que sejam vistos detalhes. Os sinais de degeneração macular incluem a visão central desfocada, dificuldade de reconhecer rostos e a necessidade de maior iluminação para a leitura 2 . A radiação solar tem um papel relevante no desenvolvimento da DMRI.

A DMRI — que ocorre de duas formas: úmida e seca—acomete principalmente pessoas acima de 55 anos de idade. A maioria dos casos nos EUA é do tipo seco, que evolui gradualmente e resulta em visão central desfocada. A DMRI úmida desenvolve-se mais rapidamente e acarreta maior perda de visão. A degeneração macular não tem cura. No entanto, o diagnóstico precoce e o tratamento imediato ajudam a diminuir seu impacto, outra razão para você ir regularmente ao oftalmologista.

Fotoqueratite

Esta enfermidade temporária branda resulta da superexposição aos raios UV em ambientes refletivos como a praia e a neve. Os sintomas incluem lacrimejamento, dor, pálpebras inchadas, sensação de areia nos olhos, visão diminuída ou embaçada. Melhora espontaneamente, geralmente após alguns dias.

Proteja Seus Olhos

Os danos aos olhos associados à radiação UV podem ser evitados. Para proteger seus olhos use óculos escuros que bloqueiem 99-100% dos raios UV. Os óculos envolventes são melhores para proteger seus olhos porque bloqueiam os raios nocivos vindos lateralmente. Além disso, um chapéu de abas largas pode oferecer proteção na medida em que evita que raios UV vindos dos lados ou por cima dos óculos escuros atinjam seus olhos.

Efeitos Nocivos da Radiação UV na Pele

O câncer de pele é a forma mais comum de câncer nos EUA 4 . Mais pessoas foram diagnosticadas com câncer de pele em 2008 do que com cânceres de mama, próstata, pulmão e cólon juntos. Cerca de um entre cinco americanos desenvolverá câncer de pele durante sua vida.

Os cânceres de pele comuns podem ser quase sempre curados com relativa facilidade. O melanoma, um tipo de câncer de pele, é mais perigoso e mais difícil de tratar. Entretanto, é geralmente curável se diagnosticado no início, antes de se espalhar para outras partes do corpo. O diagnóstico precoce do melanoma pode salvar sua vida.

A radiação UV promove a produção da vitamina D pelo corpo, essencial para a absorção de cálcio e, consequentemente, a manutenção dos ossos. À medida que envelhecemos, nossa pele perde a capacidade de sintetizar a vitamina D e nossos rins são menos eficientes na conversão desta vitamina em sua forma hormonal ativa.

Envelhecimento Prematuro

Com o tempo a exposição aos raios solares faz com que a pele engrosse, enrugue, manche e tome a aparência de couro. A proteção adequada contra os raios solares minimiza esses efeitos. Quase 90% das alterações da pele que são popularmente atribuídas à idade são, na verdade, causadas pela exposição ao sol.

Sinais de Câncer de Pele

Verifique seu corpo por inteiro (do couro cabeludo às solas dos pés) uma vez por mês com espelhos de mão e de armário. Aprenda o que é normal para o seu corpo, assim notará quaisquer alterações. A Academia Americana de Dermatologia tem um mapa de pintas e verrugas que pode ajudar na detecção e na verificação de alterações em pintas e verrugas merecedoras de atenção.

Lembre-se do procedimento básico de detecção de melanoma examinando as verrugas e pintas em seu corpo. Contate sua assistência médica se encontrar verrugas e pintas com quaisquer dessas características ou se alguma verruga ou pinta mudar de cor, tamanho ou forma, coçar, sangrar ou aparentar ser diferente das outras.

Assimetria — uma metade da pinta ou verruga não se parece com a outra metade.
Contorno —
as bordas são irregulares, recortadas ou mal definidas.
Cor —
a cor da verruga ou pinta varia.
Diâmetro —
a verruga ou pinta é maior que uma borracha de lápis.
Evolução —
uma pinta, verruga ou lesão cutânea parece ser diferente de outras ou está mudando de forma ou cor

Quem Corre Risco?

Seguem alguns dos fatores mais importantes que determinam o risco de sofrer danos aos olhos ou à pele a partir da superexposição à radiação UV:

Todos, independentemente da cor, correm risco de danos aos olhos devidos à radiação UV.

Pessoas com pele clara, que se queimam ou desenvolvem sardas facilmente, com olhos azuis ou verdes, loiras ou ruivas têm maior probabilidade de desenvolver cânceres de pele. Quando os melanomas se desenvolvem nas pessoas cuja pele é naturalmente morena, eles ocorrem geralmente nas palmas das mãos, solas dos pés ou sob as unhas.

Pessoas com histórico familiar de câncer de pele ou que se expuseram excessivamente ao sol no passado e pessoas que têm um grande número de pintas ou verrugas (mais de 50) têm maior probabilidade de desenvolver cânceres de pele. Os indivíduos que ficam expostos à luz solar durante o trabalho também devem ficar atentos.

Alguns medicamentos, tais como certos antibióticos, anti-histaminas e fitoterápicos, aumentam a sensibilidade da pele e dos olhos à radiação UV. Verifique com seu médico se os medicamentos que você toma aumentam a sensibilidade à luz solar.

Prevenção

Não se queime—a superexposição ao sol é o fator de risco de câncer de pele mais fácil de ser controlado.

Prefira a sombra e limite seu tempo de permanência ao ar livre, principalmente entre 10h00min e 16h00min quando é mais intensa a radiação UV.

Cubra o máximo de sua pele com um chapéu de abas largas e roupas de tecidos fechados.

Use protetor solar com FPS igual a 15 ou maior de modo a bloquear os raios solares em todas as áreas do corpo não protegidas.

Verifique o índice de UV, a previsão diária da quantidade de radiação UV que chega à superfície da Terra.

Fique longe de câmaras de bronzeamento e lâmpadas solares.

Referências

National Institutes of Health, National Eye Institute. Cataract: www.nei.nih.gov/health/cataract/ cataract_facts.as
U. S. Environmental Protection Agency. Community- Based UV Risk Education: The Sunwise Program Handbook. pp. 36, 37
American Optometric Association. Statement on Ocular Ultraviolet Radiation Hazards in Sunlight. www.aoa.org/Documents/OcularUltraviolet.pdf
Centers for Disease Control and Prevention. Skin Cancer. www.cdc.gov/cancer/skin/basic_info
American Cancer Society. Skin Cancer Facts. www. cancer.org/docroot/PED/content/ped_7_1_ What_You_Need_To_Know_About_Skin_Cancer. asp?sitearea=&leve
National Institutes of Health, National Cancer Institute, “What You Need to Know About Melanoma: Melanoma: Who’s at Risk www.cancer.gov/cancertopics/wyntk/melanoma/ page7

Fonte: www.cetesb.sp.gov.br

Radiação Ultravioleta

A radiação ultravioleta (R-UV) é a parte do espectro eletromagnético referente aos comprimentos de onda entre 100 e 400nm.

De acordo com a intensidade que a R-UV é absorvida pelo oxigênio e ozônio e, também pelos efeitos fotobiológicos costuma-se dividir a região UV em três intervalos:

Nome Intervalo espectral (nm) Características
UVC 100 - 280 Completamente absorvida pelo O2 e O3 estratosférico e, portanto, não atinge a superfície terrestre. É utilizada na esterilização de água e materiais cirúrgicos.
UVB 280 - 320 Fortemente absorvida pelo O3 estratosférico. É prejudicial à saúde humana, podendo causar queimaduras e, a longo prazo, câncer de pele.
UVA 320 - 400 Sofre pouca absorção pelo O3 estratosférico. É importante para sintetizar a vitamina D no organismo. Porém o excesso de exposição pode causar queimaduras e, a longo prazo, causa o envelhecimento precoce.

Pode-se dizer que o Sol emite energia em, praticamente, todos os comprimentos de onda do espectro eletromagnético permeados pelas diversas linhas de absorção. 44% de toda essa energia emitida se concentra entre 400 e 700 nm, denominado espectro visível de energia.

O restante é dividido entre radiação ultravioleta (< 400nm) com 7%, infravermelho próximo (entre 700 e 1500nm) com 37% e infravermelho (> 1500nm) com 11%. Menos de 1% da radiação emitida concentra-se acima da região do infravermelho, como seja, microondas e ondas de rádio, e abaixo da região ultravioleta, como raios X e raios gama.

Radiação Ultravioleta

Fonte: satelite.cptec.inpe.br

Radiação Ultravioleta

A radiação UV faz parte da luz solar que atinge a Terra. Ao atingir nossa pele, os raios UV penetram profundamente e desencadeiam reações imediatas como as queimaduras solares, as fotoalergias (alergias desencadeadas pela luz solar) e o bronzeamento.

Provocam também reações tardias, devido ao efeito acumulativo da radiação durante a vida, causando o envelhecimento cutâneo e as alterações celulares que, através de mutações genéticas, predispõem ao câncer da pele.

A radiação UV que atinge a Terra se divide em radiação UVA e UVB (os raios UVC não atingem a Terra):

Radiação UVA

Maior parte do espectro ultra violeta, a radiação UVA possui intensidade constante durante todo o ano, atingindo a pele praticamente da mesma forma durante o inverno ou o verão.

Sua intensidade também não varia muito ao longo do dia, sendo pouco maior entre 10 e 16 horas que nos outros horários. Penetra profundamente na pele, sendo a principal responsável pelo fotoenvelhecimento.

Tem importante participação nas fotoalergias e também predispõe a pele ao surgimento do câncer. O UVA também está presente nas câmaras de bronzeamento artificial, em doses mais altas do que na radiação proveniente do sol.

Radiação Ultravioleta
Fotoenvelhecimento

Radiação UVB

Sua incidência aumenta muito durante o verão, especialmente nos horários entre 10 e 16 horas quando a intensidade dos raios atinge seu máximo. Os raios UVB penetram superficialmente e causam as queimaduras solares. É a principal responsável pelas alterações celulares que predispõem ao câncer da pele.

Radiação Ultravioleta
Queimadura solar

Considerações importantes

1) Apenas os raios UVB causam as queimaduras solares portanto, o fato de você não ter ficado vermelho, não significa que sua pele não sofreu a ação danosa da radiação UV, porque o UVA não causa queimaduras mas danifica a pele.

Aquele sol de inverno que pareceu não causar problemas porque você não se queimou nada, na verdade também está prejudicando sua pele favorecendo, principalmente, o seu envelhecimento, da mesma forma que as câmaras de bronzeamento artificial.

2) A quantidade de UVA emitida por uma câmara de bronzeamento pode chegar a ser 10 vezes maior que a da luz solar. Pode-se imaginar o dano causado à pele por este tipo de tratamento.

Dano este que só vai aparecer com o passar dos anos. O uso destas câmaras para bronzeamento deve ser evitado apesar das alegações de que não fazem mal à pele. Elas provocam o envelhecimento precoce e predispõem ao surgimento do câncer da pele.

3) O FPS representa apenas a proteção contra o UVB. Alguns filtros solares já trazem também o fator de proteção contra o UVA.

4) EVITE OS HORÁRIOS ENTRE 10 E 15 HORAS.

Este é o pior horário para se expor ao sol devido à grande intensidade da radiação UVB, principal causadora do câncer da pele. Se você tem que se expor ao sol neste horário, proteja-se intensamente com protetores solares de FPS alto, use chapéus, roupas e barracas. Quem tem a ganhar é você.

Fonte: www.dermatologia.net

Radiação Ultravioleta

Radiação Solar

Exposição Excessiva

No Brasil, o câncer mais freqüente é o de pele, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores diagnosticados em todas as regiões geográficas. A radiação ultra-violeta natural, proveniente do sol, é o seu maior agente etiológico.

De acordo com o comprimento de onda, os raios ultra-violetas (raios UV) são classificados em raios UV-C, em raios UV-A (320-400nm) e em raios UV-B (280-320nm).

Em decorrência da destruição da camada de ozônio, os raios UV-B, que estão intrinsecamente relacionados ao surgimento do câncer de pele, têm aumentado progressivamente sua incidência sobre a terra. Da mesma forma, tem ocorrido um aumento da incidência dos raios UV-C, que são potencialmente mais carcinogênicos do que os UVB.

Por sua vez, os raios UV-A independem desta camada, e causam câncer de pele em quem se expõe a eles em horários de alta incidência, continuamente e ao longo de muitos anos. As pessoas de pele clara que vivem em locais de alta incidência de luz solar são as que apresentam maior risco.

Como mais de 50% da população brasileira têm pele clara e se expõem ao sol muito e descuidadamente, seja por trabalho, seja por lazer, e o país situa-se geograficamente numa zona de alta incidência de raios ultra-violeta, nada mais previsível e explicável do que a alta ocorrência do câncer de pele entre nós.

Como se Proteger

As pessoas que se expõem ao sol de forma prolongada e freqüente, por atividades profissionais e de lazer, constituem o grupo de maior risco de contrair câncer de pele, principalmente aquelas de pele clara.

Sob circunstâncias normais, as crianças se expõem anualmente ao sol três vezes mais que os adultos. Pesquisas indicam que a exposição cumulativa e excessiva durante os primeiros 10 a 20 anos de vida aumenta muito o risco de câncer de pele,mostrando ser a infância uma fase particularmente vulnerável aos efeitos nocivos do sol.

O clima tropical, a grande quantidade de praias, a idéia de beleza associada ao bronzeamento, principalmente entre os jovens, e o trabalho rural favorecem a exposição excessiva à radiação solar.

Para a prevenção não só do câncer de pele como também das outras lesões provocadas pelos raios UV é necessário evitar a exposição ao sol sem proteção.

É preciso incentivar o uso de chapéus, guarda-sóis, óculos escuros e filtros solares durante qualquer atividade ao ar livre e evitar a exposição em horários em que os raios ultravioleta são mais intensos, ou seja, das 10 às 16 horas.

Grandes altitudes requerem cuidados extras. A cada 300 metros de altitude, aproximadamente, aumenta em 4% a intensidade da vermelhidão produzida na pele pela luz ultravioleta.

A neve, a areia branca e as superfícies pintadas de branco são refletoras dos raios solares. Portanto, nessas condições, os cuidados devem ser redobrados.

Considerando-se que os danos provocados pelo abuso de exposição solar é cumulativo, é importante que cuidados especiais sejam tomados desde a infância mais precoce.

Filtros Solares - Recomendações

Os filtros solares são preparações para uso tópico que reduzem os efeitos deletérios da radiação ultravioleta.

Porém, cuidado! Nem todos os filtros solares oferecem proteção completa para os raios UV-B e raios UV-A. Além disso, suprimem os sinais de excesso de exposição ao sol, tais como as queimaduras, o que faz com que as pessoas se exponham excessivamente às radiações que eles não bloqueiam, como a infravermelha.

Criam, portanto, uma falsa sensação de segurança e encorajam as pessoas a se exporem ao sol por mais tempo.

Devemos, portanto, entender que o uso do filtro solar não tem como objetivo permitir o aumento do tempo de exposição ao sol, nem estimular o bronzeamento.

É importante lembrar, também, que o real fator de proteção varia com a espessura da camada de creme aplicada, a freqüência da aplicação, a perspiração e a exposição à água.

É recomendado que durante a exposição ao sol sejam usados filtros com FPS de 15 ou mais.Também devem ser tomadas precauções na hora de se escolher um filtro solar, no sentido de se procurarem os que protegem também contra os raios UV-A.

Os filtros solares devem ser aplicados antes da exposição ao sol e reaplicados após nadar, suar e se secar com toalhas.

Fonte: www.inca.gov.br

Radiação Ultravioleta

A radiação ultravioleta (UV) é uma pequena porção da radiação total recebida do sol.

Foi descoberta em 1801 pelo físico alemão Johann Wilhelm Ritter (1776- 1810). Tornou-se um tópico de crescente preocupação nos anos 70, quando a diminuição da camada de ozônio foi observada.

Ela atua em estruturas atômicas, dissociando moléculas (ela rompe algumas cadeias de carbono, muitas essenciais à vida), assim afetando muito os seres vivos e alguns materiais (plásticos e polímeros), e o ozônio é o seu principal filtro. 1.

Definição física

A radiação UV é definida como toda a radiação com comprimento de onda menor que 400nm

(? < 400nm, 1nm = 10-9m)

Sua principal fonte é o sol (a porção UV é menos de 10% do total de sua energia). Algumas soldas e lâmpadas também emitem radiação UV.

O espectro UV é subdivido em near (400 - 300nm), far (300 - 200nm) e vacuum (200 - 1nm).

Algumas regiões recebem denominação especial: UVA para 320 - 400nm, UVB para 280 - 320nm e UVC para 200 - 280nm (alguns autores consideram 315nm um ponto de divisão mais apropriado entre UVA e UVB).

Sua maior parte é absorvida ou espalhada pela atmosfera, principalmente pelo ozônio.

O ozônio absorve os menores comprimentos da radiação UV, reação responsável pelo aumento da temperatura na estratosfera (15 - 50km), onde está localizada sua máxima concentração, chamada camada de ozônio (25 - 35km).

Assim:

UVC: Praticamente todo absorvido pelo ozônio. Pouquíssimo ou nada chegam à biosfera.

UVB: Boa parte é absorvida pelo ozônio. A parte dos maiores comprimentos é espalhada e atenuada, mas mesmo assim chega à biosfera.

UVA: Não é absorvida pelo ozônio. É a parte UV que mais atinge a biosfera.

Ironicamente, a radiação UV é o catalisador da formação do ozônio. Os raios quebram as ligações que mantêm unida a molécula de oxigênio, dividindo-a em dois átomos de O. Quando um átomo livre de O se ligar à molécula O2, forma-se a molécula de ozônio, O3. 2.

Efeitos biológicos

No contexto biológico, os elementos químicos relevantes que formam os tecidos e órgãos dos seres vivos são o carbono, o oxigênio, o nitrogênio e o hidrogênio.

Com relação às interações com estes elementos, as radiações são classificadas como ionizantes ou não ionizantes.

As ionizantes são aquelas que cedem às moléculas quantidade de energia suficiente para arrancar elétrons orbitais e conferir-lhes energia cinética (ionização).

As não ionizantes não têm energia suficiente para provocar ionização, mas conseguem passar os elétrons para um nível energético superior, deixando-os em estado ativado (excitação).

Existem também situações em que a energia é muito baixa e apenas aumenta a velocidade de rotação, translação ou de vibração da molécula. A radiação UV é não ionizante.

Seu efeito, somático (apresenta-se apenas na pessoa que sofreu a irradiação, não interferindo nas gerações posteriores), não é menos perigoso que o de uma radiação ionizante, pois ela além de atuar a nível atômico também atua a nível molecular.

A radiação UV interage com a molécula de DNA (ácido desoxirribonucléico), portadora da informação genética na célula. O DNA absorve principalmente os menores comprimentos de UV (C e parte da B), absorção que pode provocar quebra de suas cadeias, implicando em alterações.

Na atmosfera (pele, enfoque animal):

UVA: Principal responsável pelo fotoenvelhecimento (altera as fibras elásticas e colágenas, provocando rugas, perda da elasticidade e manchas). Tem importante participação nas fotoalergias e também predispõe a pele ao surgimento do câncer.

UVB: Causa das queimaduras solares (vasodilatação dos vasos sangüíneos). É a principal responsável pelas alterações celulares que predispõem ao câncer de pele.

A pele humana tem uma importante função relativa à atividade imunológica.

A radiação UVB pode interferir com o sistema imunológico humano através da pele.

A supressão da capacidade imunológica enfraquece o sistema de defesa contra o câncer de pele e debilita a defesa contra doenças infecciosas.

A sensibilidade ao sol depende do tipo de pele.

Segundo a classificação de Fitzpatrick, os fototipos cutâneos são os abaixo:

Fototipos Descrição Sensibilidade
I - branca Queima com facilidade, nunca bronzeia Muito sensível
II - branca Queima com facilidade, bronzeia muito pouco Sensível
III - morena clara Queima moderadamente, bronzeia moderadamente Normal
IV - morena moderada Queima pouco, bronzeia com facilidade Normal
V - morena escura Queima raramente, bronzeia bastante Pouco sensível
VI - negra Nunca queima, totalmente pigmentada Insensível

O bronzeamento é a reação mais comum da pele à radiação UV. Quando o sol atinge nosso corpo desprotegido, acontece um estímulo para a produção de melanina (melanogênese), pigmento de função fotoprotetora que o organismo possui.

A melanina é liberada na tentativa de remediar as lesões causadas no DNA.

Por ser um pigmento escuro, a pele escurece, ou seja, bronzeia. Os olhos também são afetados pela radiação UV.

O acúmulo da exposição, direta, do sol, ou indireta, da reflexão por superfícies, pode levar à catarata em idade mais avançada, que pode levar à cegueira.

A interação com o UVB e UVA tem também conseqüências benéficas e mesmo essenciais à sobrevivência, tal como a síntese da vitamina D, que ajuda na absorção do cálcio e do fosfato pelo aparelho digestivo e, portanto, contribui para o crescimento normal e desenvolvimento do esqueleto.

Em áreas do mundo onde há níveis inadequados de vitamina D disponível na alimentação (algumas fontes: óleo de fígado de peixe, manteiga, fígado, gema de ovo, leite, salmão, atum), a radiação UVB é a sua única fonte.

Nas plantas, tanto o aumento da intensidade como o do tempo de exposição à radiação UVB diminuem a atividade fotossintética (e logo a produção). Isso acontece em alguns cultivares comuns, como o rabanete, a soja, o feijão e alguns pinheiros.

A UVB também faz com as plantas alterem a composição química de seus tecidos, por exemplo, aumentando seu conteúdo foliar de pigmentos protetores.

Na comunidade marinha, a intensidade de UV diminui com a profundidade. A radiação UVB acarreta danos a juvenis de peixes, larvas de camarão, larvas de caranguejos, invertebrados e à plantas essenciais à teia alimentar marinha.

Entre os danos está a redução da fecundidade, do crescimento, da sobrevivência e de outras funções vitais para estes organismos. A maior exposição à radiação UVB também diminui a produtividade de geração de carbono orgânico.

3. Medida e regime

A quantidade de radiação UV que atinge a superfície pode ser medida por instrumentos terrestres, como os piranômetros, ou estimada por instrumentos de satélite (o Nimbus 7, lançado pela NASA em 1978, estava equipado com o Total Ozone Mapping Spectrometer, TOMS, aparelho que coletou os dados que levaram à descoberta do buraco na camada de ozônio sobre a Antártica). Os instrumentos terrestres são melhores na medida para um dado local.

Necessitam de calibração e de padronização das observações. Os instrumentos de satélite dão uma cobertura global. As observações precisam ser corrigidas por causas das nuvens. Os piranômetros usados são os para ondas curtas.

A quantidade de radiação UV que atinge a biosfera é proporcional à altura solar, assim há variação diária. Os valores máximos são observados em torno das 12h.

A quantidade é afetada por alguns fatores.

 

Ozônio A quantidade de ozônio estratosférico varia com as estações do ano, sendo menor no outono e maior no verão, e com a latitude, sendo menor no equador. O local também influencia, por causa dos buracos na sua camada, principalmente na Antártica.
Latitude Os raios são mais diretos no equador.
Altitude A intensidade de UV aumenta com a altitude, pois há rarefação do ar, logo ela é menos atenuada.
Tempo A cobertura das nuvens reduz a incidência dos raios.
Reflexão Superfícies como a neve, a areia, a grama e a água refletem a radiação, então a intensidade pode ser grande mesmo em áreas sombreadas.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mantém uma importante rede de monitores de UVB no território nacional, e tem oferecido estas informações à comunidade médica.

Um dos objetivos do trabalho é divulgar o índice de UVB, um número numa escala de 0 a 16 que mede o risco do efeito biológico de eritema (vermelhidão) sobre a pele humana exposta à radiação solar: quanto maior o índice UVB, maior é o risco.

No site do Laboratório de Ozônio (ozonio.crn.inpe.br), é possível acessar a previsão do modelo para o valor do Índice UVB em qualquer dia do ano nas cidades brasileiras com mais de 100.000 habitantes.

Para o dia 6 de junho de 2003, o modelo prevê para Pelotas um índice de 3,3. Para Rio Grande a previsão é de 3,2 e para Porto Alegre é de 3,7.

4. Mudanças recentes

A diminuição do ozônio nas últimas três décadas foi bem documentada e suas causas são agora entendidas. Enquanto sabe-se de dados diários que a diminuição do ozônio causa um aumento da radiação UV, longas séries de dados da são mais difíceis de ser interpretadas.

Pesquisadores, em 1988, mostraram que os dados de UV de 1974 a 1985 indicam uma diminuição quando um aumento era esperado.

Em 1997 os dados foram examinados novamente e julgados não conclusivos. Uma questão segue sobre os níveis UV do século passado, pois não havia monitoramento consistente antes de 1900. No entanto, o conhecimento atual dos efeitos UV permite algumas idéias ao examinar dados biológicos.

Estima-se que eram parecidos com os do princípio dos anos 70, quando a destruição antropogênica do ozônio começou. Níveis de UV futuros deverão ser regidos pelas variações antropogênicas e naturais.

A atividade humana com respeito às substâncias destrutivas do ozônio e com respeito às mudanças climáticas irão determinar as mudanças em longo prazo. Se o quadro se mantiver, os cientistas acreditam que a camada de ozônio estará restabelecida até 2050.

Referências

DeMillo, R. Como funciona o clima, 1998.
Kondratyev, K. Y. Radiation in the atmosphere, 1969.
Weatherhead, E. C. Ultraviolet Radiation http://www.srrb.noaa.gov/UV/ENCYCLOPEDIA_1.pdf
Atmosfera terrestre, camada de ozônio e raios ultravioleta http://www.hcanc.org.br/outrasinfs/ensaios/ozon1.html
Buraco na camada de ozônio pode fechar até 2050 http://www.adital.org.br/asp2/noticia.aspidioma=PT&noticia=5706
Contra o câncer da pele, Sociedade Brasileira de Dermatologia http://www.sbd.org.br/campanha/
Dermatologia.net - Radiação Ultravioleta http://www.dermatologia.net/radiacaouv.htm
Efeitos biológicos da radiação solar http://hps.infolink.com.br/uvsolar/
EPA SunWise - UV Radiation http://www.epa.gov/sunwise/uvradiation.html
Espectro electromagnético - Ultravioleta http://nautilus.fis.uc.pt/wwwfi/hipertextos/espectro/hiper_espectro_uv.html
Protect your eyes from harmful UV rays http://www.preventblindness.org/news/releases/UV2003.html
Radiação UV e seus efeitos ambientais http://www.monamb.furg.br/portugues/effects.html
Sol a pino: o processo de bronzeamento http://www.jnjbrasil.com.br/noticia_full.aspnoticia=824
The Eppley Laboratory - Total Ultraviolet Radiometer http://www.eppleylab.com/PrdUvRadmtr.htm
Vitaminas http://www.prolev.com.br/vitaminas.html

Fonte: www.segurancaetrabalho.com.br

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