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CÂNCER DE PRÓSTATA


Incidência

O carcinoma de próstata é raro antes dos 50 anos, mas a incidência aumenta constantemente com a idade, atingindo quase 50% dos indivíduos com 80 anos, e quase 100% dos com 100 anos. No total, é o tipo de câncer mais comum nos homens, nos Estados Unidos.

Anualmente, cerca de 220.000 homens brasileiros são atingidos pelo câncer de próstata, e 28.500 morrem em decorrência da doença.

Essa diferença entre incidência e mortalidade deve-se ao fato de uma característica peculiar a este tipo de câncer. Ele é encontrado em um grande número de indivíduos sem lhes causar nenhum mal, sendo que eles morrem por outro motivo, muitas vezes sem saber que têm o câncer. Ao mesmo tempo, em alguns casos, a doença exibe rápido desenvolvimento metastático, levando à morte rapidamente.

Etiologia

Apesar de tudo, a etiologia do carcinoma prostático é desconhecida. A doença não aparece em homens castrados antes da puberdade e regride parcialmente depois de castração ou tratamento com estrógeno, mas uma causa específica hormonal ainda não foi bem estabelecida.

O único fator de risco comprovadamente existente é uma história familiar positiva. Pacientes com parentes do primeiro grau com a doença têm um risco duas vezes maior do que o normal.

Primariamente, todo homem já nasce "programado" para ter câncer de próstata, pois todos carregam em seu código genético os chamados oncogenes, que dão ordem para uma célula crescer e multiplicar-se.

A ação desses oncogenes é controlada por um grupo de genes supressores, dos quais os mais conhecidos são o p53 e o p21. Esses genes promovem apoptose (morte) da célula quando há alterações irreversíveis no material genético da célula.

Alguns comportamentos de risco também podem estar presentes, pois é conhecido que homens que migram de lugares onde a prevalência do câncer é pequena (como o Japão) para áreas onde a prevalência é alta (como os Estados Unidos) desenvolvem a doença com maior freqüência.

Patogênese

Noventa e cinco porcento dos cânceres de próstata são adenocarcinomas, sendo o restante carcinomas de células de transição, epidermóide, e sarcomas. O adenocarcinoma da próstata geralmente está localizado na porção posterior e periférica da próstata, apesar de invadir o tecido periuretral, quando já há hiperplasia benigna da próstata (hbp), produzindo subseqüentemente obstrução urinária.

A maioria dos cânceres de próstata metastatizam para linfonodos (gânglios) pélvicos e esqueleto, especialmente a pelvis e coluna lombar. Metástases viscerais são mais raras, e ocorrem mais tardiamente, sendo mais freqüentes em pulmões, fígado e adrenais.

Sintomas

A maioria dos cânceres de próstata é detectada em homens sem sintomas, nos quais foram detectados nódulos, ou áreas endurecidas na próstata, quando feito o exame de toque retal.

Mais raramente os pacientes podem apresentar sinais de retenção urinária (bexiga palpável), ou sintomas neurológicos, decorrentes de metástases em coluna vertebral, com compressão da medula espinhal. Sintomas vagos de obstrução urinária são geralmente devido à hiperplasia benigna da próstata, que ocorre na mesma faixa etária. No entanto, cânceres com tamanho grande podem causar também sintomas obstrutivos.

Metástases em linfonodos podem causar linfedema em membros inferiores. Como o lugar mais comum de metástases são os ossos, os pacientes podem apresentar dor lombar, ou fraturas patológicas (sem trauma local).

Achados laboratoriais

"Prostate antigen specific" (PSA) é uma glicoproteína produzida apenas no citoplasma de células da próstata, benignas ou malignas. O seu nível no sangue se correlaciona com o volume prostático e com o número de células malignas.

A medida do PSA pode ser útil na detecção precoce do câncer, na avaliação da resposta ao tratamento, e detectar recidivas antes delas serem óbvias clinicamente. Dos pacientes com níveis elevados do PSA, aproximadamente 30% têm câncer de próstata. Por outro lado, 25% dos pacientes com câncer (2% em estágio avançado), têm níveis normais de PSA.

Pacientes em retenção urinária, ou com obstrução ureteral, podem apresentar níveis elevados de uréia e creatinina. Aqueles com metástases ósseas podem ter elevações de fosfatase alcalina, ou hipercalcemia.

Ultra-som transretal com biópsia é o melhor método para diagnóstico com certeza. A ultrassonografia transretal é bem usada para estadiamento do câncer.

A cintilografia óssea é feita para detectar metástases ósseas. A maioria das metástases do câncer prostático são múltiplas. Como em idosos são comuns doenças degenerativas, que também levam a alterações em cintilografias, a associação com radiografias simples pode ser necessária.

Fonte: andre.sasse.com

CÂNCER DE PRÓSTATA

O câncer de próstata é uma doença maligna que acomete a próstata, uma glândula importante para o funcionamento adequado do aparelho reprodutivo masculino.

É um dos tipos mais comuns de câncer entre os homens brasileiros, afetando um em cada cinco indivíduos do sexo masculino durante a vida. Embora a incidência aumente com a idade, também pode ocorrer em indivíduos jovens.

Muitos portadores da doença não apresentam sintomas.

Entendendo o seu organismo

A próstata é uma glândula em forma de noz que está localizada abaixo da bexiga e em frente ao reto. É responsável pela secreção de fluidos e enzimas que correspondem a aproximadamente um terço do líquido espermático eliminado durante a ejaculação.

Os espermatozóides são produzidos nos testículos e transportados através do ducto deferente.

Antes de desembocar na uretra, esse ducto atravessa a próstata e recebe o líquido produzido pela glândula. A uretra é um ducto localizado no orgão sexual masculino, através do qual passam a urina e o sêmen.

As vesículas seminais são glândulas localizadas logo atrás e acima da próstata. Também produzem fluidos que são eliminados na ejaculação.

Em virtude da proximidade dessas glândulas e a próstata, as vesículas seminais e a cápsula da próstata (uma cápsula fibrosa que envolve a próstata) podem ser acometidas pelo câncer de próstata.

Nesse caso, na maioria das vezes, a cirurgia não é capaz de remover o tumor. Tendo em vista que a próstata está localizada em frente ao reto, o médico pode avaliar os contornos dessa glândula através do toque retal. A próstata normal é lisa e firme, embora não seja endurecida.

Quem desenvolve o câncer de próstata?

A causa do câncer de próstata ainda não é conhecida. Entretanto, os especialistas conhecem determinados fatores associados a um maior risco de desenvolver a doença. Um deles é a história familiar de câncer de próstata.

Os pacientes cujo pai ou irmão tiveram a doença apresentam risco 2 vezes maior. Indivíduos idosos também têm risco elevado. 75% dos casos ocorrem em pacientes com 65 anos ou mais. A raça é outro importante fator de risco.

Os negros apresentam risco 2 vezes maior de apresentar a doença, além de chance 2 vezes e meia a 3 vezes maior de morrer por câncer de próstata. Algumas evidências sugerem que o câncer de próstata pode estar relacionado aos níveis dos hormônios sexuais masculinos.

Os eunucos (homens castrados) não desenvolvem a doença, sugerindo que os hormônios produzidos pelos testículos favorecem o desenvolvimento do câncer de próstata.

Os pacientes com doenças hepáticas graves, e a conseqüente elevação dos níveis circulantes de estrógenos (hormônios sexuais femininos), têm menor risco de apresentar a doença. O câncer de próstata também pode estar relacionado com fatores ambientais.

Embora ainda não tenha sido comprovado, muitos acreditam que diferenças ambientais ou alimentares sejam responsáveis por esse achado.

Fonte: www.lincx.com.br

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