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Câncer de Próstata


O Câncer da próstata é uma doença que pode surgir com o envelhecimento do homem, a partir dos 40 anos. À medida que o homem vai envelhecendo, a incidência dessa doença vai aumentando.

Quanto mais cedo essa doença atinge o indivíduo, mais grave ela será. Quanto mais tarde se fizer o diagnóstico, mais difícil será a cura.

Nos Estados Unidos, é o câncer mais diagnosticado em homens e a segunda causa principal de todas as mortes por câncer. No Brasil, apesar das estatísticas não serem muitos fiéis, já caminha para a primeira causa.

Neste texto, a Unimed preparou orientações básicas sobre a doença para você ler, se informar e saber como buscar o diagnóstico precoce e o tratamento correto. Assim, você poderá se precaver ou se tratar, resultando na melhoria da qualidade de vida para você e sua família.

O que é a próstata

A próstata é um pequeno órgão situado logo abaixo da bexiga, em forma de uma castanhaportuguesa, atravessada pela uretra. só os homens possuem próstata e o seu desenvolvimentoé estimulado pela testosterona, o hormônio sexual masculino produzido pelos testículos.

Para que serve a próstata

A próstata é um órgão glandular que produz uma substância que, juntamente com a secreção da vesícula seminal e os espermatozóides produzidos nos testículos, vai formar o sêmem ou esperma. Sem o líquido produzido pela próstata, os espermatozóides não viveriam até atingir o óvulo no momento da fecundação. Além de conferir proteção, contém alimentos para o espermatozóide, na sua longa caminhada ao encontro do óvulo.

As doenças que ocorrem na próstata

A próstata, ao contrário do que se pensa, é sede de um grande número de doenças que atingem o homem desde a adolescência até a velhice.

Prostatite

Trata-se de uma infecção que chega a próstata, na maioria das vezes pela uretra, algum tempo após uma uretrite purulente ou não, podendo também vir pelo sangue de um outro foco infeccioso que está à distância. Uma sinusite, por exemplo.

Sintomas

Os sintomas podem vir desde uma sensação de queimação da uretra, até dor dos mais variados graus na região entre o orificio retal e o escroto, seguida ou não de febre e mal-estar.

Tumor benigno da próstata

Também conhecido como adenoma de próstata, é a doença que mais incide na próstata. Consiste em um crescimento das glândulas prostáticas e, consequentemente, de toda a próstata. como a próstata é atravessada pela uretra, esta passa a ser comprimida, dificultadando a passagem da urina.

Sintomas

O jato uruinário vai se tornando cada vez mais fraco e fino.
A pessoa urina muitas vezes durante a noite.
Após urinar , logo sente vontade de urinar de novo, e urina mais um pouco.
Às vezes, após urinar, sente que ainda ficou com urina na bexiga.
Pode sentir forte vontade e ter que sair correndo para urinar, podendo até fazer na roupa ou na cama.

Fonte: www.ccddf.com.br

Câncer de Próstata

O câncer de próstata representa um sério problema de saúde pública no Brasil, em função de suas altas taxas de incidência e mortalidade.

Ele é o segundo mais comum em homens - só sendo superado pelo de pele - e o terceiro em óbitos. Segundo as Estimativas de Incidência e Mortalidade Por Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer, deverão ocorrer 14.830 novos casos de câncer de próstata e 6.850 mortes causadas pela doença no país, em 2000.

Enquanto a incidência está ligada às características demográficas da população, a mortalidade alta é causada pelo retardo do diagnóstico, que favorece a ocorrência de tumores com alta capacidade biológica de invasão local e de disseminação para outros órgãos. Tais tumores são incuráveis quando tratados em fase metastásica.

O câncer de próstata atinge principalmente os homens acima de 50 anos de idade. O aumento de sua incidência na população é também uma decorrência do aumento da expectativa de vida do brasileiro verificada ao longo deste século, cuja tendência é ultrapassar os 70 anos no ano 2020.

Na maioria dos casos, o tumor apresenta um crescimento lento, de longo tempo de duplicação, levando cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ e independe do crescimento normal da glândula, o que faz com que alterações miccionais possam inexistir.

Por este motivo, o exame periódico deve ser realizado, mesmo que não existam sintomas, para que o câncer possa ser detectado precocemente, com maiores chances de tratamento e cura.

Sintomas

Os principais sintomas do câncer de próstata são o hábito de levantar várias vezes à noite para urinar, dificuldades no ato de urinar e dor à micção.

Fatores de Risco

Os antecedentes familiares têm particular importância, pois elevam o risco em três vezes ou mais para os descendentes de doentes de câncer de próstata.

Quanto aos fatores ambientais, existem muitas relações possíveis, entre as quais com substâncias químicas utilizadas na indústria de fertilizantes, ferro, cromo, cádmio borracha e chumbo, embora não seja comprovada a correlação entre esses fatores e uma maior incidência do câncer de próstata.

Dietas ricas em gordura animal podem aumentar as taxas de androgênios e estrogênios e relacionar-se com o aumento dos tumores da próstata, ao contrário da gordura vegetal e dos frutos do mar. Calcula-se que cerca de 75% a 80% dos tumores não se expressam clinicamente, e apenas 20% a 25% manifestarão sintomas.

Destes, 10% são focais, 40% são iniciais e talvez curáveis e 50% são avançados. Estes números variam com a maior ou menor possibilidade de detecção precoce da doença.

Os tumores encontrados nas necropsias são geralmente pequenos, bem diferenciados e estão confinados à glândula, ao contrário do que ocorre com os homens que morrem de câncer de próstata, que portam tumores grandes ou invasivos.

O retardo do diagnóstico prende-se a diversos fatores: a falta de informação da população leiga, que mantém crenças ultrapassadas e negativas sobre o câncer e seu prognóstico; a falta de alerta dos profissionais da saúde para o diagnóstico precoce dos casos; o preconceito contra o câncer e contra o toque retal; a inexistência de um exame específico e sensível que possa detectar tumor em fase microscópica e a falta de rotinas abrangentes programadas nos serviços de saúde públicos e privados que favoreçam a detecção do câncer, inclusive o de próstata.

Diagnóstico Precoce

A detecção do câncer de próstata é feita pelo exame clínico (toque retal) e da dosagem de substâncias produzidas pela próstata: a fração prostática da fosfatase ácida (FAP) e o antígeno prostático específico (PSA, sigla em inglês), que podem sugerir a existência da doença e indicarem a realização de ultra-sonografia pélvica (ou prostática trans-retal se disponível). Esta ultra-sonografia, por sua vez, poderá mostrar a necessidade de se realizar a biopsia prostática transretal.

O toque retal permite detectar nódulos pequenos, menores que 1,5 cm3, e avaliar a extensão local da doença. Sua realização periódica é a melhor forma de se reduzir a mortalidade por câncer de próstata.

Quando Fazer o Exame?

Homens de 50 a 70 anos de idade devem submeter-se anualmente ao exame físico, incluindo-se o toque retal e a dosagem do antígeno prostático específico (PSA).

Os homens de 40 a 50 anos de idade devem seguir as mesmas recomendações quando há história familiar de câncer de próstata.

Para os homens que apresentarem alteração prostática ao toque retal, dosagem da FAP três vezes maior do que a normal e dosagem do PSA acima de 10 ng/ml, indica-se a ultra-sonografia prostática trans-retal ou pélvica e a biópsia prostática.

Tratamento

A cirurgia é o tratamento indicado para tumores localizados; ela apresenta risco de causar impotência ou incontinência urinária. A hormonioterapia e a radioterapia reduzem o câncer, mas ele geralmente volta em alguns anos, verificando-se também o risco de impotência com estes tratamentos.

Fonte: www.infocancer.hpg.ig.com.br

Câncer de Próstata

O câncer de próstata representa um sério problema de saúde pública no Brasil, em função de suas altas taxas de incidência e mortalidade.

Ele é o segundo mais comum em homens, só sendo superado pelo câncer de pele não melanoma. Segundo as Estimativas de Incidência e Mortalidade por Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer, deverão ocorrer 35.240 novos casos de câncer de próstata em 2003.

Enquanto a incidência está ligada às características demográficas da população, a mortalidade alta é causada pelo retardo do diagnóstico, que favorece a ocorrência de tumores com alta capacidade biológica de invasão local e de disseminação para outros órgãos. Tais tumores são incuráveis quando tratados em fase metastásica.

O câncer de próstata atinge principalmente os homens acima de 50 anos de idade. O aumento de sua incidência na população é também uma decorrência do aumento da expectativa de vida do brasileiro verificada ao longo deste século, cuja tendência é ultrapassar os 70 anos no ano 2020.

Na maioria dos casos, o tumor apresenta um crescimento lento, de longo tempo de duplicação, levando cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ e independe do crescimento normal da glândula, o que faz com que alterações miccionais possam inexistir.

Por este motivo, o exame periódico deve ser realizado, mesmo que não existam sintomas, para que o câncer possa ser detectado precocemente, com maiores chances de tratamento e cura.

Sintomas

Os principais sintomas do câncer de próstata são o hábito de levantar várias vezes à noite para urinar, dificuldades no ato de urinar e dor à micção.

Fatores de Risco

Assim como em outros cânceres, a idade é um fator de risco importante, ganhando um significado especial no câncer da próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam exponencialmente após a idade de 50 anos.

História familiar de pai ou irmão com câncer da próstata antes dos 60 anos de idade pode aumentar o risco de câncer em 3 a 10 vezes em relação à população em geral, podendo refletir tanto fatores hereditários quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de alguma famílias.

A influência que a dieta pode exercer sobre a gênese do câncer ainda é incerta, não sendo conhecidos os exatos componentes ou através de quais mecanismos estes poderiam estar influenciando o desenvolvimento do câncer da próstata.

Contudo, já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, menos gordura, principalmente as de origem animal, não só pode ajudar a diminuir o risco de câncer, como também o de outras doenças crônicas não transmissíveis.

Dietas muito calóricas e a ingestão de carne vermelha, gorduras e leite também parecem estar associados a um aumento do risco de câncer da próstata.

Por outro lado, o consumo de frutas, de vegetais ricos em carotenóides - como o tomate e a cenoura, e de leguminosas - como feijões, ervilhas e soja tem sido associado a um efeito protetor. Além desses, alguns componentes naturais dos alimentos, como a vitamina E e minerais (selênio), também parecem desempenhar um papel protetor.

Quando Fazer o Exame - Detecção Precoce

Alterações no volume da próstata podem ser conseqüência tanto de patologias benignas (prostatites, hiperplasia benigna) como de patologias malignas (câncer).

Seu crescimento se dá de forma muito lenta, levando a um retardo no aparecimento dos sintomas, sendo, portanto, importante a realização de exames que possam diagnosticar o câncer em estádios iniciais, aumentando assim as chances de cura.

Para tanto, homens com idade igual ou superior a 50 anos devem procurar atenção médica regularmente para a realização do toque retal e dosagem do antígeno prostático específico (PSA) e receberem orientações sobre hábitos saudáveis de vida. Nos casos de exames alterados, faz-se necessária a consulta a um especialista para esclarecimento diagnóstico.

No caso de homens com história familiar de pai ou irmão com câncer de próstata, os exames devem ser solicitados a partir dos 45 anos.

Diagnóstico Precoce

A detecção do câncer de próstata é feita pelo exame clínico (toque retal) e da dosagem de substâncias produzidas pela próstata: a fração prostática da fosfatase ácida (FAP) e o antígeno prostático específico (PSA, sigla em inglês), que podem sugerir a existência da doença e indicarem a realização de ultra-sonografia pélvica (ou prostática trans-retal se disponível).

Esta ultra-sonografia, por sua vez, poderá mostrar a necessidade de se realizar a biopsia prostática transretal. O toque retal permite detectar nódulos pequenos, menores que 1,5 cm3, e avaliar a extensão local da doença. Sua realização periódica é a melhor forma de se reduzir a mortalidade por câncer de próstata.

Calcula-se que cerca de 75% a 80% dos tumores não se expressam clinicamente, e apenas 20% a 25% manifestarão sintomas. Destes, 10% são focais, 40% são iniciais e talvez curáveis e 50% são avançados. Estes números variam com a maior ou menor possibilidade de detecção precoce da doença.

Os tumores encontrados nas necropsias são geralmente pequenos, bem diferenciados e estão confinados à glândula, ao contrário do que ocorre com os homens que morrem de câncer de próstata, que portam tumores grandes ou invasivos.

O retardo do diagnóstico prende-se a diversos fatores:

A falta de informação da população leiga, que mantém crenças ultrapassadas e negativas sobre o câncer e seu prognóstico;
A falta de alerta dos profissionais da saúde para o diagnóstico precoce dos casos;
O preconceito contra o câncer e contra o toque retal;

A inexistência de um exame específico e sensível que possa detectar tumor em fase microscópica e a falta de rotinas abrangentes programadas nos serviços de saúde públicos e privados que favoreçam a detecção do câncer, inclusive o de próstata.

Tratamento

A cirurgia é o tratamento indicado para tumores localizados; ela é o método com maior índice de cura, apesar do risco de causar impotência ou incontinência urinária.

A hormonioterapia e a radioterapia reduzem o câncer, mas ele geralmente volta em alguns anos, verificando-se também o risco de impotência com estes tratamentos.

Nas fases mais avançadas de desenvolvimento do tumor, impõe-se inicialmente o tratamento com bloqueadores hormonais, pois sabe-se que a presença da testosterona aumenta a formação de doença metastática (fora do órgão inicial), principalmente em ossos.

Fonte: www.iapc.com.br

Câncer de Próstata

O que é?

O câncer de próstata (CP) é o tumor mais comum em homens com mais de 50 anos de idade.

Com os progressos da Medicina e de outras áreas que interferem com a saúde, espera-se para as próximas décadas uma população cada vez maior de homens atingindo faixas etárias bem superiores àquela.

Conclui-se, portanto, que mais casos de Câncer de Próstata serão diagnosticados. Atualmente, existem no país diversas campanhas de detecção precoce dessa neoplasia (câncer).

O diagnóstico precoce é deveras importante, visto ser esse um câncer curável nos estágios iniciais.

Como se desenvolve?

A próstata é uma glândula localizada próximo à bexiga cercando a uretra na sua porção inicial. As secreções prostáticas são o maior componente do líquido seminal (ou esperma).

A origem do Câncer de Próstata é desconhecida, entretanto, presume-se que alguns fatores possam influenciar o seu desenvolvimento. Entre eles, o fator genético, visto a incidência desta neoplasia ser maior em familiares portadores da doença. A presença de CP em parentes do primeiro grau aumenta a probabilidade de diagnóstico desse câncer em 18%.

O fator hormonal é bastante importante, pois essa neoplasia regride de maneira significativa com a supressão dos hormônios masculinos (por exemplo, castração).

Pesquisas feitas em ratos tratados cronicamente com testosterona mostraram o desenvolvimento do câncer de próstata nesses animais.

A testosterona não é indutora de câncer, entretanto, em homens já com a neoplasia ou com predisposição, a testosterona estimularia o seu crescimento. Por outro lado, o CP não ocorre em eunucos. Ultimamente, tem se dado muita atenção ao fator dieta.

Dietas ricas em gordura predispõem ao câncer e as ricas em fibras e tomate diminuem o seu aparecimento.

Baseados em levantamentos epidemiológicos em áreas geográficas de maior incidência de CP notou-se que dietas ricas em gordura aumentam os riscos de seu aparecimento.

Talvez por interferência no metabolismo dos hormônios sexuais, várias outras substâncias estão sob investigação como as vitaminas, o cádmio, o zinco.

Doenças venéreas não tem relação com o Câncer de Próstata embora o herpesvírus tipo II e o citomegalovírus induzam transformações carcinogenéticas em células embrionárias de hamster (pequeno animal de experimentação).

O fator ambiental é alvo, também, de investigação. Populações de baixa incidência de CP, quando migram para áreas de alta incidência, apresentam um aumento na ocorrência de casos. Fumaça de automóveis, cigarro, fertilizantes e outros produtos químicos estão sob suspeita.

O que se sente?

Nas fases iniciais nada se sente.

O tumor somente é detectado em exames clínicos e laboratoriais de rotina que são: o toque retal e a dosagem do antígeno prostático específico ou PSA.

Nos casos de Câncer de Próstata sintomático, o paciente se queixa de dificuldade para urinar, jato urinário fraco, sensação de não esvaziar bem a bexiga, ou seja, sintomas de obstrução urinária. Sangramento na urina pode ser uma queixa, embora mais rara.

O paciente pode manifestar dores ósseas como sinal de uma doença mais avançada (metástases).

Anemia, perda de peso, adenopatias (ínguas) no pescoço e na região inguinal podem também ser a primeira manifestação da doença.

Como se faz o diagnóstico?

Todo o homem a partir dos 45 anos deve realizar o toque retal e dosagem do PSA, principalmente aqueles com história familiar de CP (e de câncer de mama), independentemente de sintomas.

Em caso de toque anormal e ou PSA elevado, o paciente deverá ser submetido a uma ecografia transretal com biópsia prostática.

Os fragmentos obtidos serão levados ao exame anátomo-patológico. Uma vez confirmado o diagnóstico, o tumor deverá ser estagiado. Isto significa que exames deverão ser solicitados a fim de que se possa saber se o tumor está confinado à próstata ou se já invadiu órgãos adjacentes (bexiga, vesículas seminais, reto) ou se já enviou metástases.

A cintilografia óssea é o exame mais útil nessa fase e nos dá informações quanto à metástases no esqueleto.

Outros exames eventualmente pedidos são: fosfatase alcalina, tomografia computadorizada de abdômen, radiografias de tórax, radiografias do esqueleto.

Como se trata?

O Câncer de Próstata pode estar confinado à próstata na forma de um pequeno nódulo, como também pode estar restrito a ela, porém envolvendo toda a glândula.

O Câncer de Próstata, além de localizado, pode estar comprometendo os limites desse órgão e invadir outros órgãos adjacentes, como as vesículas seminais ou a bexiga. Linfonodos obturadores e ilíacos são, geralmente, o primeiro estágio das metástases para depois ocorrerem metástases ósseas.

Para descrever a extensão do tumor (estadiamento) existem várias classificações (classificação de Whitmore, TNM). Além do fato extensão tumoral, é importante saber que o CP apresenta uma diversificação de células, mais ou menos malignas, que também sofrem um processo de classificação (Classificação de Gleason).

Baseado no estadiamento do tumor e de sua classificação de Gleason é que se escolhe o tipo de tratamento. Para os tumores localizados dentro da glândula, a prostatectomia radical e a radioterapia são as primeiras opções e consideradas curativas.

Os tumores que avançam para fora da próstata, mas sem evidência de metástases, são geralmente tratados com radioterapia.

Os tumores metastáticos são paliativamente controlados com hormônios femininos, orquiectomia, drogas anti-androgênicas ou análogos do LHRH.

O tratamento do Câncer de Próstata é muito controverso pois são muitas as variáveis: idade do paciente níveis do PSA estágio do tumor tipo histológico

Além disso, deve-se discutir com o paciente as complicações do tratamento. Tanto a prostatectomia radical quanto a radioterapia podem deixar o paciente impotente bem como incontinente urinário.

A hormonioterapia diminui a libido e causa impotência sexual. Deve-se considerar também a idade do paciente na época do diagnóstico e sua expectativa de vida sem a doença.

Pacientes muito idosos e com baixa expectativa de vida certamente se beneficiarão com tratamentos menos agressivos. Problemas psicológicos e culturais fazem da orquiectomia (retirada dos testículos) um tratamento indesejado.

Outras formas de terapia não têm bons resultados ou estão sob investigação, como é o caso da quimioterapia, terapia genética e fatores do crescimento.

Qual é o prognóstico?

O prognóstico depende do estádio (extensão) e grau histológico (Gleason), principalmente. Se o Câncer de Próstata é localizado e se o paciente realizar uma prostatectomia radical, a sobrevida em 10 anos pode atingir 90%, sendo equivalente à da população normal.

O índice de recorrência local após 5 anos é de 10% contra 40% da radioterapia.

A radioterapia utilizada no Câncer de Próstata localizado ou localmente avançado (fora da próstata mas sem metástases) apresenta biópsias positivas de 60 a 30% dos casos quando realizadas seis meses e dois anos respectivamente após o tratamento.

Nos casos metastáticos, o tratamento é paliativo e o prognóstico bem mais reservado.

O que é prevenção de um tipo de câncer?

Prevenir o aparecimento de um tipo de câncer é diminuir as chances de que uma pessoa desenvolva essa doença . Normalmente, isso se faz através de ações que a afastem de fatores que propiciem o desarranjo celular que acontece nos estágios bem iniciais da doença, quando apenas algumas poucas células estão sofrendo as agressões que podem transformá-las em malignas. São os chamados fatores de risco.

Além disso, outra forma de prevenir o aparecimento de câncer é promover ações sabidamente benéficas à saúde como um todo e que, por motivos muitas vezes desconhecidos, estão menos associadas ao aparecimento desses tumores.

Nem todos os cânceres têm esses fatores de risco e de proteção identificados e, entre os já reconhecidamente envolvidos, nem todos podem ser facilmente modificáveis, como a herança genética (história familiar), por exemplo.

Como se faz prevenção no câncer de próstata?

A próstata é uma glândula masculina que se localiza entre a bexiga e o reto. Essa glândula participa da produção do sêmen, líquido que carrega os espermatozóides produzidos no testículo.

Ela envolve a uretra e seu tamanho normal é de uma azeitona. A próstata, como todo o aparelho sexual masculino, tem o seu funcionamento regulado pelos níveis de testosterona circulantes, o hormônio masculino.

O câncer de próstata, como a maioria dos tipos de câncer, tem fatores de risco identificáveis (para maiores informações sobre fatores de risco para este tipo de câncer leia o artigo "Detecção Precoce do Câncer de Próstata" neste site).

Alguns desses fatores de risco são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que cada pessoa tem a esse determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer.

Há também os fatores de proteção. Ou seja, fatores que se a pessoa está exposta a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer diminui. Entre esses fatores de proteção também há os que se pode modificar, se expondo mais a eles.

Os fatores de risco e proteção para o câncer de próstata mais conhecidos e que podem ser modificados são: Idade

O câncer de próstata é incomum em homens de 50 anos ou menos. Porém depois dessa idade torna-se mais comum a cada década que passa. Por isso, fazer exames de detecção precoce após essa idade é importante.

Quanto mais precocemente se diagnostica um tumor, maior são as chances de cura.

Os exames mais comumente realizados para se detectar esse tipo de câncer, precocemente ou não, são o toque retal, o exame de ultra-sonografia transretal e o exame de PSA (antígeno prostático-específico).

Dieta

Uma dieta pobre em gordura, principalmente de origem animal, e rica em frutas, legumes e verduras parece estar associada a uma diminuição no risco para esse tipo de câncer. Algumas substâncias têm sido apontadas como responsáveis por esse fator de proteção.

Os estudos com Vitamina E, Vitamina D, Selenium e Lycopene (esse último presente nos tomates) na sua forma natural ou como suplementação dietética são os mais consistentes em demonstrar essa associação.

Entretanto ainda há controvérsias sobre a real capacidade dessas substâncias em diminuir a mortalidade associada a esse tipo de câncer, além de não ter se esclarecido a forma e a quantidade em que estas substâncias se tornam especificamente benéficas.

História familiar

Quinze por cento (15%) dos homens que tem câncer de próstata tem um familiar de primeiro grau com esta doença. Por isso, ter pai, irmão ou filho com esse tipo de tumor é indicação para fazer um seguimento mais cuidadoso com o objetivo de detectar precocemente esse tumor, assim como com o passar da idade.

Raça

Nos EUA, homens negros têm mais câncer de próstata que homens brancos, e mais que homens de origem oriental. Aparentemente, essa diferença racial se dá pelo níveis de testosterona circulante em cada raça.

Porém, outros fatores que podem estar distribuídos de forma diferente nas raças podem ser responsáveis por essa diferença na distribuição desse tipo de câncer.

De qualquer forma, homens da raça negra devem dar uma atenção especial para esse risco elevado e fazer os exames de detecção precoce rotineiramente.

Prevenção com o uso de hormônios

Vários estudos estão sendo feitos para se definir o valor do uso de hormônios que se opõem à ação da testosterona com o objetivo de diminuir as chances de se desenvolver esse tipo de câncer.

Esse tratamento seria utilizado naquele grupo de homens com risco muito aumentado. Nenhuma conclusão se obteve até o momento.

Claudio Luiz Martins Lima

Alice de Medeiros Zelmanowicz

Fonte: www.ecenter.com.br

Câncer de Próstata

Câncer de Próstata
Próstata

Introdução

Para compreender melhor a hiperplasia benigna da próstata, devemos conhecer primeiro algumas informações sobre sua anatomia.

Nos homens, a uretra é um duto que transporta a urina da bexiga (onde a urina é armazenada) até o exterior do organismo, através do orgão sexual masculino. A uretra atravessa a glândula prostática saindo da bexiga em seu trajeto até o orgão sexual masculino.

Onde fica a próstata?

A próstata é uma glândula do tamanho e forma de uma noz situada imediatamente debaixo do colo da bexiga. A próstata circunda a uretra, o duto pelo qual sai a urina, no ponto de onde a uretra sai da bexiga.

Se a próstata aumenta de tamanho, como ocurre na HBP, a uretra fica parcial ou completamente comprimida. Podem surgir então os sintomas típicos da HBP, como por exemplo, jato de urina fraco, necessidade intensa e repentina de urinar e vontade freqüente de urinar, especialmente durante a noite

Pouco se fala sobre a próstata

Mas, pelos problemas que a próstata pode causar, todo homem com mais de 45 anos de idade deve saber mais sobre o assunto. E as mulheres, que geralmente encaram os problemas de saúde de forma preventiva, podem ajudar alertando seus maridos, pais, outros familiares e amigos.

Estas informações fazem parte de uma iniciativa do Conselho Brasileiro de Saúde Prostática, uma entidade que reúne médicos urologistas de todo o país.

O que é a próstata?

A próstata é um órgão interno que só o homem possui; tem a forma de uma maçã muito pequena, e fica logo abaixo da bexiga.

A bexiga é o órgão que armazena a urina, e a uretra é o canal por onde a urina é eliminada. A próstata envolve a parte inicial da uretra.

Qual é a função da próstata?

A função da próstata é produzir um líquido que é eliminado durante o ato sexual juntamente com os espermatozóides, os quais têm origem nos testículos. Este líquido produzido pela próstata é muito importante para a vitalidade dos espermatozóides na fecundação.

Quais os principais problemas que a próstata pode causar?

AUMENTO DA PRÓSTATA

A próstata começa a aumentar de tamanho na maioria dos homens com mais de 45 anos. Este aumento não é câncer, mas geralmente estreita a uretra, e pode causar sintomas de obstrução ao fluxo da urina.

Estes são os principais sintomas do aumento da próstata:

Sensação de não esvaziar completamente a bexiga após terminar de urinar. Necessidade freqüente de urinar novamente menos de 2 horas após ter urinado. Jato urinário que pára e recomeça.
Dificuldade para conter a urina. Jato urinário fraco. Necessidade de fazer força para começar a urinar. Necessidade de levantar à noite para urinar. As principais conseqüências do aumento da próstata são o comprometimento da qualidade de vida e, em alguns casos, complicações como infecções e danos ao rim.

Se você apresenta um ou mais dos sintomas descritos, consulte um médico. Existem hoje várias alternativas de tratamento. Converse com seu médico a respeito do tratamento mais adequado para o seu caso.

PROSTATITE

É uma inflamação provocada por germes e pode ocorrer em qualquer idade. Apesar de ser uma forma de infecção, a prostatite não é contagiosa.

Os sintomas mais freqüentes são:

Febre.
Dor, ardência e dificuldade para urinar.
Pus na uretra.

Consulte um médico assim que os sintomas aparecerem, para evitar complicações.

CÂNCER DA PRÓSTATA

O câncer da próstata é um problema muito sério.

Trata-se de um aumento maligno da próstata, que pode pôr em risco a vida.

É o câncer mais freqüente no homem e a segunda causa de morte, por câncer, no sexo masculino.

O câncer da próstata é mais comum em homens com mais de 50 anos, e geralmente não causa sintomas nas fases iniciais; em fases mais avançadas os sintomas podem ser os seguintes:

Sintomas de obstrução ao fluxo da urina, parecidos com os do aumento da próstata.
Sangue na urina.
Dores nos ossos.
Se você tem mais de 45 anos, consulte um médico para fazer exames preventivos pelo menos uma vez ao ano.

Resumindo, o que é necessário fazer?

Lembre-se: se você apresenta alguns dos sintomas aqui mencionados, deve procurar atendimento médico. Somente o médico pode fazer o correto diagnóstico do seu problema e orientar o tratamento.

O diagnóstico é realizado por meio de exames simples, e existem hoje várias alternativas eficazes e seguras de tratamento.

Se você tem mais de 45 anos de idade e não sente nada, também deve procurar um médico para fazer exames preventivos, porque o câncer da próstata nas fases iniciais geralmente não causa sintomas.

A identificação do câncer da próstata nas fases iniciais aumenta muito as chances de cura.

Não deixe de fazer exames preventivos pelo menos uma vez ao ano. É isso que as mulheres têm feito para prevenir o câncer da mama e do útero. O urologista é o médico especialista mais preparado para tratar dos problemas da próstata.

Fonte: www.msd-brazil.com

Câncer de Próstata

Incidência

Câncer de Próstata
Próstata

O carcinoma de próstata é raro antes dos 50 anos, mas a incidência aumenta constantemente com a idade, atingindo quase 50% dos indivíduos com 80 anos, e quase 100% dos com 100 anos. No total, é o tipo de câncer mais comum nos homens, nos Estados Unidos.

Anualmente, cerca de 220.000 homens brasileiros são atingidos pelo câncer de próstata, e 28.500 morrem em decorrência da doença.

Essa diferença entre incidência e mortalidade deve-se ao fato de uma característica peculiar a este tipo de câncer. Ele é encontrado em um grande número de indivíduos sem lhes causar nenhum mal, sendo que eles morrem por outro motivo, muitas vezes sem saber que têm o câncer. Ao mesmo tempo, em alguns casos, a doença exibe rápido desenvolvimento metastático, levando à morte rapidamente.

Etiologia

Apesar de tudo, a etiologia do carcinoma prostático é desconhecida. A doença não aparece em homens castrados antes da puberdade e regride parcialmente depois de castração ou tratamento com estrógeno, mas uma causa específica hormonal ainda não foi bem estabelecida.

O único fator de risco comprovadamente existente é uma história familiar positiva. Pacientes com parentes do primeiro grau com a doença têm um risco duas vezes maior do que o normal.

Primariamente, todo homem já nasce "programado" para ter câncer de próstata, pois todos carregam em seu código genético os chamados oncogenes, que dão ordem para uma célula crescer e multiplicar-se.

A ação desses oncogenes é controlada por um grupo de genes supressores, dos quais os mais conhecidos são o p53 e o p21. Esses genes promovem apoptose (morte) da célula quando há alterações irreversíveis no material genético da célula.

Alguns comportamentos de risco também podem estar presentes, pois é conhecido que homens que migram de lugares onde a prevalência do câncer é pequena (como o Japão) para áreas onde a prevalência é alta (como os Estados Unidos) desenvolvem a doença com maior freqüência.

Patogênese

Noventa e cinco porcento dos cânceres de próstata são adenocarcinomas, sendo o restante carcinomas de células de transição, epidermóide, e sarcomas. O adenocarcinoma da próstata geralmente está localizado na porção posterior e periférica da próstata, apesar de invadir o tecido periuretral, quando já há hiperplasia benigna da próstata (hbp), produzindo subseqüentemente obstrução urinária.

A maioria dos cânceres de próstata metastatizam para linfonodos (gânglios) pélvicos e esqueleto, especialmente a pelvis e coluna lombar. Metástases viscerais são mais raras, e ocorrem mais tardiamente, sendo mais freqüentes em pulmões, fígado e adrenais.

Sintomas

A maioria dos cânceres de próstata é detectada em homens sem sintomas, nos quais foram detectados nódulos, ou áreas endurecidas na próstata, quando feito o exame de toque retal.

Mais raramente os pacientes podem apresentar sinais de retenção urinária (bexiga palpável), ou sintomas neurológicos, decorrentes de metástases em coluna vertebral, com compressão da medula espinhal. Sintomas vagos de obstrução urinária são geralmente devido à hiperplasia benigna da próstata, que ocorre na mesma faixa etária. No entanto, cânceres com tamanho grande podem causar também sintomas obstrutivos.

Metástases em linfonodos podem causar linfedema em membros inferiores. Como o lugar mais comum de metástases são os ossos, os pacientes podem apresentar dor lombar, ou fraturas patológicas (sem trauma local).

Achados laboratoriais

"Prostate antigen specific" (PSA) é uma glicoproteína produzida apenas no citoplasma de células da próstata, benignas ou malignas. O seu nível no sangue se correlaciona com o volume prostático e com o número de células malignas.

A medida do PSA pode ser útil na detecção precoce do câncer, na avaliação da resposta ao tratamento, e detectar recidivas antes delas serem óbvias clinicamente. Dos pacientes com níveis elevados do PSA, aproximadamente 30% têm câncer de próstata. Por outro lado, 25% dos pacientes com câncer (2% em estágio avançado), têm níveis normais de PSA.

Pacientes em retenção urinária, ou com obstrução ureteral, podem apresentar níveis elevados de uréia e creatinina. Aqueles com metástases ósseas podem ter elevações de fosfatase alcalina, ou hipercalcemia.

Ultra-som transretal com biópsia é o melhor método para diagnóstico com certeza. A ultrassonografia transretal é bem usada para estadiamento do câncer.

A cintilografia óssea é feita para detectar metástases ósseas. A maioria das metástases do câncer prostático são múltiplas. Como em idosos são comuns doenças degenerativas, que também levam a alterações em cintilografias, a associação com radiografias simples pode ser necessária.

Fonte: andre.sasse.com

Câncer de Próstata

O Câncer de Próstata é uma doença que provoca o crescimento anormal e incontrolado das células da próstata.

Próstata é uma glândula que somente os homens possuem, estando localizada abaixo da bexiga, sendo responsável pela produção de parte do sêmen (líquido que contém os espermatozóides).

O Câncer de Próstata é curável quando detectado no início. Caso contrário, pode se espalhar para outras partes do corpo (metástases), tornando-se incurável.

O que causa esse tipo de câncer?

Não se sabe ainda com exatidão a causa do câncer de próstata.

Pesquisas sugerem uma combinação de fatores hormonais e genéticos. Alguns hábitos alimentares e condições ambientais também são fatores de risco.

Quais os sintomas da doença?

A maior parte dos cânceres de próstata cresce lentamente e sem apresentar sintomas. Com o decorrer do tempo podem surgir dificuldade para expelir a urina, jato urinário fraco ou aumento do número de micções.

Estes sintomas são comuns nos casos de crescimento benigno, de modo que a presença deles não indica, necessariamente, a existência de câncer mas exige, no mínimo, uma avaliação médica.

Fatores de Risco

Os fatores de risco aumentam a chance da pessoa desenvolver a doença.

São eles:

Idade acima dos 50 anos: 80% dos casos ocorrem em homens a partir desta idade.

Raça negra: A doença tem maior incidência na raça negra
Alimentação inadequada
: Dieta rica em gorduras e pobre em vegetais e frutas baixam as defesas do corpo contra o câncer.
Vida sedentária:
A falta de exercícios físicos regulares e o peso acima do normal, aumentam os riscos.
Hereditariedade:
Se algum parente próximo tiver câncer duplica sua chance de desenvolver um.

Algumas substâncias como os licopenos, encontradas nos tomates e melancias e o mineral selênio, diminuem os riscos da doença.

É importante se manter saudável através de uma dieta rica em alimentos naturais, como: vegetais, frutas e minerais que é a melhor forma de se prevenir e combater o câncer.

Com que idade devo procurar o médico para saber se estou com a doença?

Com 50 anos, se você não for negro e não tiver caso de câncer na família
Com 40 anos, se você for negro ou tiver caso de câncer na família
Antes dos 40 anos, somente se você tiver sintomas

Que exames são feitos para detectar o câncer?

PSA - Deve ser realizado anualmente, a partir dos 45 anos, através de um exame de sangue, onde será medida a quantidade de antígeno prostático  (ingrediente do sêmen). Quando muito elevada, de acordo com a idade, pode indicar anormalidade no órgão, como também câncer de próstata.
Ultrassom transretal
- Detecta tumores pequenos ou localizados em áreas da próstata não alcançadas pelo toque retal.
Toque Retal
- Deve ser feito uma vez por ano pelo médico. É indolor e rápido, podendo indicar a presença de alguma área irregular ou anormalidade. Esse teste também detecta o câncer em homens que ainda apresentam níveis normais de PSA.
Biópsia
- Retirada de uma amostra de tecido de várias partes da próstata para confirmar a doença e saber em que estádio ela se encontra.

Após o diagnóstico, se confirmada a presença do câncer, serão feitos mais testes para saber se ele se espalhou para outras partes do corpo.

Este estadiamento da doença é o fator mais importante na escolha do tratamento.

Quais as opções de tratamento?

Observação - Opção para homens de idade avançada, com câncer confinado na próstata e de crescimento lento. Através de exames periódicos de PSA o médico irá acompanhar a evolução do caso.
Cirurgia
- A prostatectomia radical (retirada de toda a próstata) é indicada para os tumores malignos iniciais restritos à próstata, que ainda não tenham infiltrado a cápsula prostática (camada externa) ou órgãos adjacentes como: bexiga, uretra, musculatura perineal, reto e vesículas seminais.
Radioterapia
- expõe áreas cancerosas à pequenas quantidades de radiação, exterminando o câncer. É mais utilizada em tumores avançados que não tenham condições de serem removidos pela cirur4 ou mesmo casos iniciais em que o paciente não tenha condições clínicas mínimas de ser operado.
Terapia Hormonal
- utiliza medicamentos para bloquear a produção de hormônios masculinos e desacelerar o crescimento do câncer. É mais eficaz quando utilizada em combinação com a radioterapia, em casos já avançados.

Câncer não "pega"! Como não existe risco de transmissão, o convívio com familiares e amigos é normal.

Fonte: www.cirurgiaendocrina.com.br

Câncer de Próstata

O que é a próstata?

A próstata é uma glândula sexual masculina que se localiza embaixo da bexiga e circunda parte da uretra (canal da urina).

A próstata produz a maior parte do líquido necessário para ejaculação

O que é Câncer de Próstata?

É o crescimento desordenado das células da próstata, formando um tumor.

O crescimento deste tumor pode ser rápido, ou lento, variando de pessoa a pessoa.

Este tumor se "alimenta" da testosterona (hormônio masculino).

Quais são os sintomas?

No princípio, é possível que este tumor não provoque nenhum sintoma. Com o agravamento, o homem sentirá necessidade de urinar com maior frequência, podendo ocorrer dor.

Outros sinais são a presença de sangue ou pus na urina e/ou no sêmen. Por isso é que os médicos recomendam a realização de exames com regularidade.

Fonte: www.bayerscheringpharma.com.br

Câncer de Próstata

O QUE É E COMO TRATAR

O câncer de próstata é uma doença maligna que acomete a próstata, uma glândula importante para o funcionamento adequado do aparelho reprodutivo masculino.

É um dos tipos mais comuns de câncer entre os homens brasileiros, afetando um em cada cinco indivíduos do sexo masculino durante a vida. Embora a incidência aumente com a idade, também pode ocorrer em indivíduos jovens.

Muitos portadores da doença não apresentam sintomas.

ENTENDENDO O SEU ORGANISMO

A próstata é uma glândula em forma de noz que está localizada abaixo da bexiga e em frente ao reto. É responsável pela secreção de fluidos e enzimas que correspondem a aproximadamente um terço do líquido espermático eliminado durante a ejaculação.

Os espermatozóides são produzidos nos testículos e transportados por meio do ducto deferente. Antes de desembocar na uretra, este ducto atravessa a próstata e recebe o líquido produzido pela glândula. A uretra é um ducto localizado no órgão genital masculino pelo qual passam a urina e o sêmen.

As vesículas seminais são glândulas localizadas logo atrás e acima da próstata. Também produzem fluidos, que são eliminados na ejaculação.

Em virtude da proximidade destas glândulas e da próstata, as vesículas seminais e a cápsula da próstata (uma cápsula fibrosa que envolve a próstata) podem ser acometidas pelo câncer de próstata. Nesse caso, na maioria das vezes, a cirurgia não é capaz de remover o tumor.

Tendo em vista que a próstata está localizada em frente ao reto, o médico pode avaliar os contornos da glândula pelo toque retal. A próstata normal é lisa e firme, embora não seja endurecida.

COMO O CÂNCER DE PRÓSTATA SE DESENVOLVE

A causa do câncer de próstata ainda não é conhecida. Entretanto, os especialistas conhecem determinados fatores associados a um maior risco de desenvolver a doença.

Um deles é a história familiar do câncer de próstata. Os pacientes cujo pai ou irmão tiveram a doença apresentam risco duas vezes maior de desenvolver a doença. Indivíduos idosos também têm risco elevado; 75% dos casos ocorrem em pacientes com 65 anos ou mais.

A raça é outro importante fator de risco. Os negros apresentam risco duas vezes maior de apresentar a doença, além de chance duas vezes e meia a três vezes maior de morrer por causa da doença.

Algumas evidências sugerem que o câncer de próstata pode estar relacionado aos níveis de hormônios sexuais masculinos. Os eunucos (homens castrados) não desenvolvem a doença, sugerindo que os hormônios produzidos pelos testículos favoreçam o desenvolvimento do câncer de próstata.

Os pacientes com doenças hepáticas graves e a conseqüente elevação dos níveis circulantes de estrógenos (hormônios sexuais femininos) têm menor risco de apresentar a doença.

O câncer de próstata também pode estar relacionado com fatores ambientais. Embora ainda não tenha sido comprovado, muitos acreditam que diferenças ambientais ou alimentares sejam responsáveis pelo problema.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO

Recomenda-se que os pacientes acima de 50 anos de idade realizem a dosagem sérica do PSA (sigla em inglês de antígeno específico da próstata) anualmente.

Os negros ou aqueles com história familiar da doença devem iniciar a pesquisa a partir dos 40 anos de idade.

A dosagem sérica do PSA é um exame que mede os níveis de uma proteína (o antígeno específico da próstata) secretada no sangue pela próstata.

Esse antígeno é produzido tanto por células normais quanto por células malignas. Embora alguns pacientes com câncer apresentem níveis normais (entre 0 e 4 ng/mL), na maioria dos casos, as células tumorais produzem níveis elevados de PSA.

Níveis normais não descartam o câncer de próstata; níveis elevados, no entanto, sugerem a possibilidade da doença. Em paciente com câncer de próstata, os níveis costumam estar elevados.

Com valores entre 4 e 10 ng/mL, existe um risco de 25% do paciente apresentar a doença. Acima destes valores, a probabilidade é maior que 50%, e aumenta ainda mais com níveis mais elevados.

Além disso, recomenda-se a biópsia de próstata em pacientes com alterações no exame de toque retal (ETR), também usado no rastreamento da doença.

O EXAME DE TOQUE RETAL

Neste exame, o médico introduz o dedo no reto (estrutura localizada logo atrás da próstata) do paciente. Tendo em vista que a maioria dos tumores ocorre na região posterior da glândula, é possível detectá-los com este exame.

Embora ele seja menos eficaz que o dosagem sérica do PSA no diagnóstico do câncer de próstata, este exame é capaz de identificar a doença em pacientes com níveis de PSA normais. Por esse motivo, a mais recente recomendação é a associação de ambos os exames para o diagnóstico precoce da doença.

Além disso, em pacientes com diagnóstico de câncer de próstata o toque retal é empregado para avaliar se existe disseminação da doença para outra estruturas e pesquisar a recidiva da doença após o tratamento.

A radiografia convencional e outros métodos de imagem – como tomografia computadorizada, ressonância magnética e ultra-sonografia – também podem ser utilizados para determinar a extensão e o grau de disseminação da doença.

O FUTURO

Enquanto não surgem outras opções terapêuticas, novas pesquisas continuam sendo realizadas.

Deve-se esperar que, em breve:

Métodos de imagem mais sofisticados permitam um melhor tratamento radioterápico, incluindo a utilização de múltiplos campos ou abordagens tridimensionais, empregando doses maiores em pequenas regiões novos tratamentos com a associação de radioterapia e hormonioterapia técnicas cirúrgicas que preservam ainda mais a função nervosa, evitando alterações funcionais da bexiga e disfunção erétil métodos mais precisos para avaliar a agressividade do tumor, ajudando a escolher a melhor intervenção terapêutica para cada paciente, levando em consideração os riscos e benefícios de cada alternativa melhor compreensão sobre o papel dos hormônios na regulação gênica, além da identificação de marcadores cromossômicos aperfeiçoamento do exame de PSA e de outos métodos de rastreamento

Elisabete Fernandes Almeida

Fonte: www.catho.com.br

Câncer de Próstata

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas.

Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.

O Brasil continua a apresentar um quadro sanitário em que se combinam doenças ligadas à pobreza, típicas dos países em desenvolvimento, e doenças crônico-degenerativas, características dos países mais afluentes.

Essa situação reflete, inquestionavelmente, as contradições do processo de desenvolvimento do País.

Segundo o Ministério da Saúde (1997), atualmente, o câncer se constitui na segunda causa de morte por doença, no Brasil, e, em 1994, os neoplasmas foram responsáveis por 10,86% dos 887.594 óbitos registrados, sendo que 53,81% dos óbitos por neoplasia ocorreram entre os homens e 46,05%, entre as mulheres.

Somente na Região Nordeste, as neoplasias representam a terceira causa de morte por doença, consistindo de 6,34% dos óbitos atestados, ficando apenas 0,02 pontos percentuais depois das doenças infecciosas e parasitárias.

Nas demais regiões, os neoplasmas seguem-se às doenças cardiovasculares, como causa de morte, e sua proporcionalidade aumenta à medida que se desloca para o sul: 7,83% (Região Norte), 9,89% (Região Centro-Oeste), 11,93% (Região Sudeste) e 15,19% (Região Sul

Segundo Junqueira & Carneiro (1997), inicialmente se chama de tumor a qualquer aumento de volume localizado em um órgão, independentemente da causa.

Amiúde, a inchação resulta de um processo inflamatório.

Porem, atualmente, o termo é empregado para designar a proliferação celular anormal, cuja denominação correta é neoplasia (novo crescimento). Geralmente se chama de câncer aos tumores malignos, para distingui-los dos tumores benignos.

No tumor benigno, as células permanecem localizadas, prejudicando apenas o órgão indicado apenas o órgão onde se originou o tumor e os tecidos vizinhos geralmente são curados facilmente pela cirurgia. Já o tratamento cirúrgico dos tumores malignos só é eficaz se realizado antes das metástases. 

Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.

Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).

Existem muitas diferenças morfológicas, moleculares e funcionais entre uma célula cancerosa e uma normal. Todavia, do mesmo ponto que há grandes diferenças entre os diversos tipos de células normais, também existem muitas diferenças entre as células cancerosas.

Outra dificuldade é separar as características fenotípicas das células cancerosas que são responsáveis por sua agressividade, das que são secundárias, resultantes de características primárias.

Uma das características que chama a atenção é o poliformismo das células tumorais. Num mesmo tumor, as células diferem muito em forma e tamanho.

Em geral, são mais volumosas do que as normais que lhe deram origem, e muitas são aneuplóides, isto é, contem uma quantidade anormal de cromossomos, que não é um múltiplo do número diplóide. Devido a poliploidia e a aneuploidia, um mesmo tumor apresenta núcleos de diversos tamanhos, com alteração da relação núcleo/citoplasma.

De modo geral, há variações do volume e numero de nucléolos,aparecimento de maior número de cromossomos e aberrações da forma nuclear. Esses núcleos com freqüência se coram fortemente, aparecendo escuros nos cortes histológicos. No entanto, distinguem-se também alguns núcleos com aspectos vesiculoso, com cromatina frouxa e hipocromáticos.

Células binucleadas ou polinucleadas também são freqüentementes e as mitoses são abundantes, com alta freqüência de mitoses anômalas.

Alem das freqüentes alterações no numero de cromossomos, a maioria das células cancerosas apresentam modificações na forma e tamanho de certos cromossomos e alterações nas bandas cromossômicas. Porem, embora o câncer seja decorrente de alterações no DNA, nem sempre as alterações são visíveis no microscópio.

Por exemplo, as mutações punctiformes que ativam os oncogenes ras ou inativam o gene RB são modificações tão pequenas que não podem ser detectadas no cariótipo, sendo evidenciadas pelas técnicas de biologia molecular.

Além disso, temos que ter em mente que uma só alteração no DNA não causa câncer. São necessárias várias mutações em seqüência, que ao mesmo tempo não seja mortais para a célula, e causem lesões estruturais suficientes para causarem uma desregularão no mecanismo de crescimento e multiplicação.

Como se multiplicam muito, as células cancerosas geralmente têm o citoplasma basófilo, devido à riqueza em ribossomos, o que acontece com todas as células em proliferação. O retículo endoplasmático e o complexo de Golgi são usualmente muito poucos desenvolvidos, e as mitocôndrias e lisossomos, pouco numerosos.

As maiores alterações citoplasmáticas das células cancerosas acontecem no citoesqueleto.

As células normais têm microtúbulos, filamentos intermediários e filamentos de actina bem organizados por todo o citoplasma, mas, nas células cancerosas, o citoesqueleto é completamente desorganizado, com a concentração dos microtúbulos e filamentos intermediários nas proximidades do núcleo, enquanto os filamentos de actina se localizam principalmente na região cortical do citoplasma, sob a membrana celular.

Esses filamentos de actina devem participar do aumento da motilidade e da facilidade de migração que se observa nas células cancerosas.

Também ocorrem muitas modificações na superfície celular, com o aparecimento de moléculas novas, principalmente proteínas.

Por exemplo, as células cancerosas geralmente apresentam, em suas membranas plasmáticas, maior quantidade de proteínas transportadoras de glicose para o citoplasma. Também aparecem antígenos fetais, o que é considerado um indicio de desdiferenciaçao da célula tumoral.

Junqueira & Carneiro (1997) afirmou em seu livro Biologia Celular e Molecular que foi demonstrado que nas células cancerosas, as proteínas da membrana tem maior mobilidade, o que pode ser devido a uma menor fixação pelo citoesqueleto.

Como seria de se esperar, pelo seu comportamento, as células cancerosas são deficientes em estruturas juncionais.

A maioria das células apresentam um sistema molecular de superfície favorecendo, durante o desenvolvimento embrionário, que a célula reconheça seu microambiente e fixe suas moléculas de adesão às de outras células ou à matriz extracelular.

Se a célula normal falha nesses tipos de adesão, ela automaticamente segue a via da morte celular programada, sendo eliminada. Isso não acontece nas células cancerosas, onde o programa de auto-eliminação, em caso de erro grave, geralmente está desativado.

Nos tumores malignos, embora as células se multipliquem muito, o processo de diferenciação celular geralmente é interrompido, e a célula deixa de fabricar as proteínas típicas de sua equivalente normal. Já os tumores benignos, a proliferação celular é seguida de diferenciação.

Por isso, muitos tumores benignos originados de glândulas endócrinas secretam grandes quantidades de hormônios, o que pode causar sérios distúrbios no organismo.

Como já foi dito, o câncer é uma doença caracterizada pôr crescimento incontrolável e disseminação destas células modificadas (neoplásicas) . O câncer prostático ocorre quando se localizam estas células neoplásicas dentro da próstata.

A próstata é uma parte do sistema reprodutivo masculino. Ela é do tamanho de uma noz e é constituída de tecido glandular e muscular. Localiza-se abaixo da bexiga e na sua região central se localiza a uretra, um sistema tubular que passa a urina proveniente da bexiga. A principal função da próstata é a produção do líquido seminal (esperma), o qual transporta o espermatozóide (que é produzido nos testículos).

Para se localizar problemas na próstata, dois testes podem ajudar a detecta-los. Eles são o exame digital da próstata e o antígeno prostático específico ou teste do PSA. A próstata se localiza dentro do corpo, e portanto, o médico não pode vê-la diretamente. Mas o médico pode senti-la digitalmente através do reto.

É o que se chama de toque retal. O médico pode sentir se ela está maior que o normal, sua consistência, se há dor à sua palpação, entre outras características.

Embora seja desconfortável, o exame é rápido.

O teste do PSA é um exame de sangue que mede o nível de uma proteína especial, chamada de antígeno prostático específico (PSA). Ela é produzida apenas por células epiteliais da próstata.

Sua função é a de liquefação do sêmen. Quando a próstata cresce pôr um estímulo benigno ou o câncer propriamente dito ou quando outra doença prostática está presente, ela também pode estar aumentada. Se o PSA está alto, sugere doença prostática e não necessariamente câncer de próstata.

O hormônio masculino, testosterona e outros andrógenos produzidos pelas glândulas supra-renais (neste último caso, menos de 10%) estimulam a produção de PSA e o crescimento da próstata. Quanto mais o homem fica idoso maior é o seu nível de PSA. Isto é comum e pode não ser um problema.

Se o exame digital da próstata ou o PSA estão anormais, seu médico poderá fazer outros testes para descobrir o que está errado. Todo homem com mais de 45 anos de idade deve realizar o exame prostático anualmente, como parte do seu "check-up".

Homens com história familiar de câncer prostático e os negros tem maior risco de desenvolver câncer de próstata e devem começar seus exames mais precocemente, após os 40 anos.

O câncer prostático é o mais comum câncer do homem, após o de pele. Segundo o INCA-Ministério da Saúde (1996-2001), este é a segunda causa de morte por câncer nos homens.

O câncer de próstata na sua fase inicial geralmente não causa sintomas, além disso, Na maioria dos casos, o tumor apresenta um crescimento lento, de longo tempo de duplicação, levando cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ e independe do crescimento normal da glândula, o que faz com que alterações miccionais possam inexistir.

Por este motivo, o exame periódico deve ser realizado, mesmo que não existam sintomas, para que o câncer possa ser detectado precocemente, com maiores chances de tratamento e cura.

Os antecedentes familiares têm particular importância, pois elevam o risco em três vezes ou mais para os descendentes de doentes de câncer de próstata.

Quanto aos fatores ambientais, existem muitas relações possíveis, entre as quais com substâncias químicas utilizadas na indústria de fertilizantes, ferro, cromo, cádmio borracha e chumbo, embora não seja comprovada a correlação entre esses fatores e uma maior incidência do câncer de próstata.

Dietas ricas em gordura animal podem aumentar as taxas de androgênios e estrogênios e relacionar-se com o aumento dos tumores da próstata, ao contrário da gordura vegetal e dos frutos do mar.

Calcula-se que cerca de 75% a 80% dos tumores não se expressam clinicamente, e apenas 20% a 25% manifestarão sintomas.

Destes, 10% são focais, 40% são iniciais e talvez curáveis e 50% são avançados. Estes números variam com a maior ou menor possibilidade de detecção precoce da doença.

Os tumores encontrados nas necropsias são geralmente pequenos, bem diferenciados e estão confinados à glândula, ao contrário do que ocorre com os homens que morrem de câncer de próstata, que portam tumores grandes ou invasivos.

O retardo do diagnóstico prende-se a diversos fatores:

A falta de informação da população leiga, que mantém crenças ultrapassadas e negativas sobre o câncer e seu prognóstico;

A falta de alerta dos profissionais da saúde para o diagnóstico precoce dos casos;

O preconceito contra o câncer e contra o toque retal; a inexistência de um exame específico e sensível que possa detectar tumor em fase microscópica e a falta de rotinas abrangentes programadas nos serviços de saúde públicos e privados que favoreçam a detecção do câncer, inclusive o de próstata

Os principais sintomas do câncer de próstata são: jato miccional enfraquecido, dificuldade para iniciar o jato, freqüência miccional alta, urgência (dificuldade para retardar a micção), freqüentemente acordam a noite para urinar, jato miccional intermitente (para e recomeça), sangue na urina e dor e queimação para urinar.

Vale lembrar que Estes sintomas não quer dizer com isso que o paciente que venha a apresentar tais sintomas esteja com câncer de próstata, pois outros fatores como hiperplasia benigna da próstata e prostatite , também apresentam estes sintomas.

Após detectado o câncer de próstata, pode-se administrar os seguintes tratamentos: Observação, cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou terapias combinadas. A cirurgia é o mais antigo e mais definitivo tratamento, quando o tumor é localizado em circunstâncias anatômicas favoráveis.

Para alguns tipos de câncer apenas a cirurgia não é suficiente, devido à disseminação de células cancerosas local ou difusamente. Nesse caso, outros tratamentos devem ser utilizados para possibilitar o uso da cirurgia ou eliminar a neoplasia, evitando a mesma.

Dos tratamentos citados, a quimioterapia é o de uso mais difundido. Em medicina, chama – se quimioterapia o tratamento com a utilização de medicamentos cuja função é atuar nas células dos tumores, visando destrui – las, impedindo o crescimento e aliviando os sintomas causados pelo desenvolvimento do tumor.

A quimioterapia pode ser indicada antes ou após uma cirurgia, ou ainda isoladamente, sem que haja indicação cirúrgica. Pode, ainda, ser feita em conjunto com outro tipo de tratamento, que é a radioterapia.

A indicação do tipo de tratamento a ser feito depende de vários fatores, como o tipo de tumor, localização e estágio da doença. existem várias maneiras de se administrar a quimioterapia: pôr via oral, através de comprimidos, através da veia, pôr meio de soro; ou através de injeções intramusculares, mais raramente.

A quimioterapia foi a maior revolução no tratamento do câncer. Sua criação foi a junção de um conhecimento maior do desenvolvimento da doença com várias tecnologias e remédios novos, que resultou no salto que os índices de cura dos vários tipos de câncer deram nos últimos anos, devido estes pequenos avanços que gradualmente foram mudando tudo.

Desenvolvida na década de 50, ela se baseia em remédios que bloqueiam o DNA das células cancerosas, impedindo sua duplicação. O problema é que essas drogas agem sobre o DNA de todas as células do organismo, saudáveis ou não.

Durante o tratamento, nenhuma célula do corpo é substituída pôr outra nova. Tecidos feitos de células que vivem vários anos, os ossos e o sistema nervoso não são afetados. Já os cabelos, cujas as células duram pouco tempo, não resiste e caem ; na mucosa da boca e de todo o sistema digestivo, surgem feridas que provocam dores ; o pior, porém, acontece com o sistema imunológico, os leucócitos, responsáveis pela defesa do organismo, são normalmente renovados a cada semana, pôr isso, durante o bombardeio das sessões de quimioterapia, o paciente fica tão vulnerável as infecções quanto um doente de Aids.

Além de enfrentar o problema da queda imunológica, os médicos também limitavam a dose dos quimioterápicos, porque alguns atacavam o coração e quase todos eles provocavam tantas náuseas que os pacientes acabavam ficando desidratados pôr causa dos vômitos.

Agora existem remédios que reduzem os danos causados ao coração e praticamente eliminam as náuseas. Nos últimos oito anos, os médicos começaram a prescrever substâncias que inibem a ação da serotonina (Neuro – transmissor responsável pelo bom humor e que também provoca enjôo durante a terapia).

Com esses inibidores, 99% dos pacientes de quimioterapia não sentem ânsia de vômito, com isso permite que o tratamento seja mais agressivo.

A radioterapia é o recurso mais utilizado para tumores localizados que não podem ser ressecados totalmente, ou para tumores que costumam rescidivar localmente após a cirurgia. Tem sérios efeitos colaterais, principalmente pôr lesão de tecidos normais adjacentes ao tumor. A quantidade de radiação utilizada depende do tipo de tumor, e é medida em rads.

Para escolher o tratamento adequado, os seguintes fatores são levados em conta: Do estádio da doença, da velocidade de crescimento do câncer, da idade do paciente e sua condição geral da saúde e fatores relacionados à qualidade de vida.

A escolha do tratamento também pode ser decidida pelo paciente após a discussão das possibilidades da terapia, quanto qualquer um dos tratamentos escolhidos podem afetar a qualidade de vida do paciente, com seus riscos e benefícios.

Além disso, Nem todo homem com diagnóstico confirmado de câncer de próstata requer tratamento imediato. O crescimento do câncer prostático, leva em alguns casos mais de 10 anos para apresentar sintomas da doença ou se espalhar.

Esta forma de conduta é especialmente aplicada nos tumores diagnosticados em homens mais idosos ou com outros problemas mais graves de saúde do que o próprio câncer.

A cirurgia radical da próstata remove a doença como um todo desde que a doença esteja confinada dentro da próstata, com altas taxas de cura para estes casos.

A radioterapia pode ser indicada quando a doença está dentro ou ao redor da próstata. Tratamento hormonal é usado quando há doença prostática além da próstata, geralmente ocorre nos ossos da coluna, bacia, costelas e fêmures (processo conhecido como metástase óssea).

O hormônio masculino, conhecido como testosterona, causa o crescimento do câncer prostático, e medicamentos que o diminuam geralmente causam retardo no crescimento do câncer.

Quimioterapia ataca as células neoplásicas de forma tóxica e na maioria das vezes, só aplicada nos casos disseminados da doença, é pouca ativa no câncer de próstata e para muitas drogas proibitiva para uso no paciente idoso.

Em alguns casos é necessário realizar uma combinação destes tratamento: radioterapia, quimioterapia e cirurgia. Atualmente, muitos são os pacientes que estão vivos, alguns destes verdadeiramente curados, pelo planejamento terapêutico instituído.

Nos casos avançados, a qualidade de vida, apesar dos pacientes não terem possibilidade de cura para a doença, é o objetivo principal e muitos vivem sem dor e com menor desconforto.Muito ainda a ciência tem que avançar para o controle completo da doença avançada

Fonte: www.bioturmas.hpg.ig.com.br

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