Como todos os outros tecidos e órgãos do corpo, o pulmão é composto por células que normalmente se dividem e reproduzem-se de forma ordenada e controlada.
Quando ocorre uma disfunção celular, alterando esse processo de divisão, as células passam a se multiplicar de forma desordenada e perdem a capacidade de morrer, resultando numa lesão tumoral, ou seja, num câncer de pulmão.
Existem dois tipos de câncer de pulmão, que são freqüentemente tratados de forma diferente.
Um deles, denominado carcinoma não pequenas células, representa em média 75% dos tumores e corresponde a um grupo composto de três tipos histológicos. São eles: carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células.
O outro grupo, chamado de carcinoma de pequenas células (oat-cell), acontece em aproximadamente 25% dos casos. É normalmente um câncer de crescimento rápido e pode se disseminar rapidamente para outros órgãos.

Os pulmões são constituídos por cinco lobos, três no pulmão direito e dois no esquerdo. Quando a pessoa inala o ar, os pulmões absorvem o oxigênio, que é levado ao resto do organismo pela corrente sanguínea. Na medida em que o organismo utiliza o oxigênio, cria-se gás carbônico, que é levado pela corrente sanguínea para os pulmões, onde é expelido.
Com exceção do câncer de pele, o de pulmão é o mais freqüente em todo o mundo, com 1,3 milhão de novos casos diagnosticados a cada ano. No Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o número de novos casos da doença em 2008 será de 27.270, com um risco estimado de 19 casos novos a cada 100 mil homens e 10 para cada 100 mil mulheres.
O tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão, sendo responsável por nove entre dez ocorrências.
Comparados com os não-fumantes, os tabagistas possuem 20 a 30 vezes mais chance de desenvolver câncer de pulmão. Alguns outros fatores podem aumentar o risco de desenvolver o câncer de pulmão, como a exposição ao asbesto, infecções pulmonares de repetição, poluição, deficiência ou excesso de vitamina A, assim como fatores genéticos e histórico familiar.
Os principais sintomas do câncer de pulmão são a tosse constante, escarros com sangue, perda de peso rápida e de apetite e dispnéia (falta de ar). Em algumas situações, a dor torácica pode ser também o sintoma inicial.
Como o tabagismo é a principal causa da doença, parar de fumar é, sem dúvida, o primeiro passo para quem deseja uma vida saudável. Os fumantes passivos, vale lembrar, também sofrem os efeitos da fumaça do cigarro.
O estadiamento é a forma de descrever o câncer, informando se este está restrito a um local específico, se se disseminou para outros locais e se está afetando a função de outros órgãos do corpo. O estadiamento do câncer de pulmão não pequenas células e o de pulmão pequenas células é diferente. O primeiro é descrito por um número, do estágio um ao quarto. O segundo, por sua vez, é classificado em doença limitada ou doença extensa.
O câncer de pulmão é sempre tratável, não importa o tamanho, a localização, nem se o tumor se disseminou. Suas opções de tratamento dependem do tamanho e da localização do tumor, se o câncer se disseminou e do estado geral de saúde da pessoa. Existem três formas básicas de tratamento: cirurgia, quimioterapia e radioterapia, que podem ser aplicadas de maneira isolada ou conjunta.
Assim como na maioria dos tipos de câncer, as opções de terapia são definidas dependendo da situação do paciente e do estágio da doença.
O objetivo da cirurgia é a remoção completa do tumor de pulmão, com a ressecção do tecido normal que o envolve (chamado de margem) e dos linfonodos regionais. O câncer de pulmão não pequenas células é tratado com uma combinação de cirurgia e quimioterapia e/ou radioterapia.
O câncer de pulmão de pequenas células, por sua vez, é frequentemente tratado com quimioterapia e/ou radioterapia. Os efeitos colaterais do tratamento podem ser prevenidos e controlados pelo seu médico e pela equipe que o está tratando.
Fonte: www.inana.com.br
O câncer de pulmão é uma doença que está hoje muito prevalente em nosso meio. As causas na verdade elas são multifatoriais , o que eu quero dizer com isso, não é só o tabagismo que causa o câncer de pulmão.
Existem outros fatores que são associados ao habito de fumar que também pode levar ao desenvolvimento do câncer. É muito importante salientar dentro desses aspectos à carga genética que a pessoa carrega.
A hereditariedade ela não é bem estabelecida no caso especifico do câncer de pulmão como é por exemplo no câncer de mama. A pessoa pode carrega traços genéticos que determinam , se ativados de alguma forma por exemplo tabaco, a começar a fazer com que as células se dividam de maneira desordenada, e causar em uma lesão tumoral que vai culminar em um câncer.
Mas não necessariamente nós vamos ter sempre relacionado ao tabaco, vamos citar por exemplo, a prevalência de qualquer tipo de câncer no adulto, tende a se maior na idade mais avançada, porque os erros genéticos quando as células se dividem tendem a ser maior com o avançar da idade; portanto quanto à idade também é um fator que leva a uma maior predisposição ao câncer.
Pelo próprio erro genético na hora das células se dividirem e isso gerar uma célula que vai se dividir de uma maneira errônea e gerar um câncer.
O tratamento do câncer de pulmão ele vai depender de alguns fatores: da extensão desse tumor é o principal fator. Os tumores iniciais são muito raros de serem detectados , nas populações de alto risco hoje, que são aquelas pessoas que fumam em quantidades maiores, acima de uma carteira já se considera um paciente que tem um risco aumentado, em relação à população normal e já se justifica fazer anualmente uma tomografia de tórax pra ver se não pega no começo alguma coisa, e aí se podem lançar mão do ato cirúrgico , de radioterapia ou quimioterapia depende do caso.
Nos casos mais avançados que são a maioria dos pacientes, primeiro que geralmente tem um perfil de aderência a fazer exames de rotina, e também alem de não gostarem de fazer os exames esses pacientes vão apresentar sintomas do câncer tardiamente,porque dentro do pulmão você não sente, ele não produz muitos sintomas, ele vai dar sintoma quando atingir mais à parte da capa que reveste o pulmão que é a pleura, aí vai dar dor , ou começa a cuspir sangue aí ele vai se preocupar opa!
O que está acontecendo comigo ou começa a emagrecer, tossir daí você vai ter quimioterapia, radioterapia , e esse é o tratamento.
Talvez seja esse um dos motivos hoje de uma pessoa que não fume, mas que convive com uma pessoa fumante vir a desenvolver o câncer. Existem estudos que mostram que o tabagismo passivo ele , é lógico que em grau menor, é nocivo a quem está inalando aquela fumaça.
A metástase na verdade não ocorre só com o câncer de pulmão, ocorre também com outros tipos de câncer. Então uma célula, vamos supor que está aqui no pulmão se desenvolvendo,crescendo, ela vai sair daqui pelo sangue ou pelas línguas do corpo,pelo sistema linfático , vai sair daqui e pode se alojar em qualquer lugar do corpo.
Aí você vai ter uma célula doente por exemplo no fígado, e isso é uma situação
grave nesses casos já a chance de cura é quase nula.
Eu acho assim, fumare uma coisa que , tirar o vicio de fumar é uma coisa difícil
, você chegar no médico, a gente recebe muitos pacientes doutor o que
eu faço pra parar de fumar?primeira coisa que eu falo é você quere,
não é só falar que você quer agora , mas pra ele fazer isso é muito
difícil , mas que então pelo a menos faço um acompanhamento médico
adequado pra ver se o cigarro vai realmente estar causando algo.
Que da mesma forma que a pessoa pode ser vulnerável ao cigarro, ele pode ter uma resistência ao cigarro, é aquele vozinho que fumou a vida inteira três carteiras de cigarro por dia , tem o dedo amarelo até de tanto cigarro, ta com 90anos e não tem nada. Porque que esse teve e esse não?
Ou uma pessoa de 40 anos de idade desenvolveu um câncer do nada, então existem esses nuances.
Isso até é motivo de muitos estudos, e algumas publicações dos estudos genéticos, do porque que isso ocorre, porque algumas pessoas fumam 3 carteiras de cigarro não dá em nada, e quem é um fumante passivo desenvolve um câncer.
Fonte: transamerica.tv.br