Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Câncer do Órgão Genital Masculino  Voltar

Câncer do Órgão Genital Masculino

 

Orgão do sistema reprodutor masculino formado por 3 estruturas de tecido erétil: duas localizadas na parte superior e uma na inferior.

Cada estrutura é composta por um tecido esponjoso que enrijece quando preenchido com sangue, provocando a ereção.

A uretra, que transporta a urina e o esperma para fora do corpo, corre ao longo de uma dessas estruturas.

A cabeça peniana, ou glande, é recoberta por uma prega de pele, chamada prepúcio.

Câncer do Órgão Genital Masculino, Incidência e Fatores de Risco

O câncer é uma doença caracterizada pelo crescimento anormal das células.

As causas que levam ao câncer de órgão genital masculino não são, ainda, completamente conhecidas, mas sabe-se que o seu desenvolvimento está associado à higiene precária e ao comportamento sexual de risco.

O câncer órgão genital masculino é uma doença relativamente rara, que acomete homens mais velhos, geralmente a partir de 60 anos.

Mas é sempre bom lembrar que o Brasil está entre os países com maior incidência deste tipo de câncer, com índices só comparáveis a alguns países africanos e asiáticos.

Relação com Fimose e Circuncisão

Há também uma relação com a fimose (incapacidade de expor completamente a glande, ou seja, descobrir orgão genital), o que dificulta a higiene.

A circuncisão (retirada cirúrgica do prepúcio), prática comum entre os judeus, evita a formação de esmegma (sujeira branca que se forma em torno da glande), que precisa ser removida diariamente, pois ela é irritativa tanto para o homem quanto para a sua parceira sexual.

Relação com HPV

Estudos vêm demonstrando que o papilomavírus humano (HPV) tem um papel importante no desenvolvimento de células cancerosas.

O papilomavírus humano (HPV) é sexualmente transmissível e está presente em 30% dos casos de câncer órgão genital masculino e praticamente em 100% dos casos de câncer do colo do útero.

Câncer do Órgão Genital Masculino
Câncer do Órgão Genital Masculino

Sinais e Sintomas

Um dos sinais deste tipo de câncer é a presença de uma ferida na glande (cabeça). Geralmente, esta ferida é indolor, diferentemente das principais DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), como herpes, sífilis, gonorréia etc.

Diagnóstico

O diagnóstico do câncer órgão genital masculino é feito por exame médico. A confirmação é dada pela biópsia, que consiste na coleta de uma amostra do tecido, analisada pelo patologista, à luz do microscópio. Sempre que houver dúvida, o médico pedirá uma biópsia. É importante que se consulte um médico imediatamente após o aparecimento de qualquer ferida no orgão genital masculino, pois o diagnóstico precoce é de vital importância para a cura de qualquer doença.

Tratamento

O tratamento deste tipo de câncer é decidido pelo médico em função do seu estágio. Na fase inicial, pode-se tratar com medicamentos aplicados no orgão genital masculino. Radioterapia, cirurgia e amputação parcial ou total do órgão são os recursos a serem adotados, dependendo do tamanho do tumor e da infiltração da doença.

Quando a amputação do membro é necessária, um pequeno coto do orgão genital masculino é preservado, de forma a permitir a micção.

Quanto mais cedo o paciente procurar tratamento, melhores são as suas chances de cura e menos agressivos serão os tratamentos pelos quais terá de passar.

Fonte: www.abcancer.org.br

Câncer do Órgão Genital Masculino

A falta de limpeza adequada é uma das maiores causas de câncer órgão genital masculino, que poderia ser evitado apenas com o uso de água e sabão.

Fatores que aumentam o risco de Câncer do Órgão Genital Masculino:

Falta de higiene diária.
Portadores de fimose *(pele longa, capucho) que não conseguem expor a glande ("cabeça" do orgão genital masculino) para fazer a higiene adequada.
Pouca ou nenhuma educação sexual.
Parceiros sexuais múltiplos, sem uso de camisinha.

Fatores que ajudam a prevenir este tipo de câncer:

Limpeza diária, com água e sabão e sempre após relações sexuais ou masturbação.
Ensinar ao menino, desde cedo, como deve ser feita a limpeza do orgão genital.
Realizar auto exame mensalmente.
Realizar exame médico anualmente.

Auto exame do orgão genital masculino

O que procurar:

Ferimentos no orgão genital masculino que não cicatrizam após tratamento médico.
Caroços no orgão genital que não desaparecem após tratamento e que apresentam secreções e mau cheiro.
Portadores de fimose que, mesmo conseguindo expor a glande, apresentam inflamações (vermelhidão, coceira) de longo período de duração.
Manchas esbranquiçadas ou perda de pigmentação nas áreas do orgão genital masculino.
Tumoração e ou da virilha, comumente chamada de íngua.

Estes sinais são mais freqüentes em adultos e podem significar tumor maligno. Se observar qualquer um destes sinais, procure imediatamente o médico.

O câncer órgão genital masculino, quando no início, tem cura e é de fácil tratamento mas, pode se propagar e atingir áreas internas-saude como os gânglios e causar a mutilação ou levar à morte.

A prevenção evita a mutilação (perda total ou parcial do orgão genital masculino), com conseqüentes problemas físicos, sexuais e psicológicos.

*A operação de fimose é simples e rápida, sem necessidade de internação hospitalar.

Fonte: www.abcancer.org.br

Câncer do Órgão Genital Masculino

O câncer é uma doença caracterizada pelo crescimento anormal das células.

Também entendido como 'neoplasia maligna', o câncer que atinge o orgão genital masculino é, na realidade, uma doença relativamente rara, que acomete homens mais velhos, geralmente a partir quinta ou sexta década de vida.

O seu risco, segundo estudos já realizados, é algo em torno de 1 para cada 600 ou 1300 homens, mas esta taxa é variável, de acordo com a região, pois este tipo de câncer se associa com a situação sócio-econômica da população atingida, o que envolve hábitos de higiene e comportamento sexual de risco.

Quando falamos de Brasil, a doença representa cerca de dois por cento do total das neoplasias do homem e é cerca de cinco vezes mais comum nas regiões Norte e Nordeste, em relação às regiões Sul e Sudeste.

Nestas regiões de maior prevalência, os tumores chegam a superar, em número, as neoplasias da próstata e bexiga.

Em um estudo realizado no estado do Pará, na sua capital, Belém, efetuou-se a análise de 346 pacientes tratados no serviço de urologia do Hospital Ofir Loiola (HOL).

Este é o único hospital que trata de câncer no estado e a pesquisa foi realizada entre janeiro de 1990 e setembro de 1999, usando dados do Arquivo Médico e Estatístico (SAME) do HOL.

Observou-se que a faixa etária mais acometida por esta afecção, com cerca de 65 por cento do total de pacientes, foi entre os 40 e 69 anos de idade. A maioria dos pacientes, cerca de 63 por cento, vinha de regiões interioranas e apenas 24 por cento era da zona metropolitana.

Em mais de 80 por cento dos casos, os pacientes demoraram mais de sete meses para realizar o diagnóstico, após terem percebido a primeira lesão. Concluiu-se que a falta de circuncisão e hábitos de higiene precários foram as principais condições associadas, estando presentes em 70 por cento dos casos.

A taxa de morbidade - quantas pessoas atingidas pelo câncer morrem em função dele - é relativa ao estágio em que ele começa a ser tratado, explica o Dr. Gustavo Cardoso Guimarães, que defende tese de mestrado em câncer órgão genital masculino pelo Centro de Tratamento e Pesquisa do Hospital do Câncer A. C. Camargo de SP, da Fundação Antônio Prudente.

"Quando identificado cedo, as chances de cura são grandes", explica o médico em entrevista exclusiva a esta reportagem. O problema, explica o especialista, é quando o câncer atinge o sistema linfático e obriga, no tratamento, a se optar pela cirurgia, onde são extraídos os gânglios comprometidos. "Se ele não for tratado, pode levar à morte em cerca de dois anos", adverte.

Embora se saiba que existe uma predisposição genética para o desenvolvimento do câncer, é difícil pré-determinar quem a possui ou não. "Existe pouca pesquisa em torno disso, por causa da baixa incidência nos países onde os centros de pesquisa são mais avançados...", acusa o Dr. Gustavo.

Relação com Fimose e Circuncisão

Há também uma relação com a fimose (incapacidade de expor completamente a glande, ou seja, descobrir o orgão genital masculino, com o órgão flácido ou ereto, o que dificulta a higiene local) e a circuncisão (retirada do prepúcio, cirurgia comum entre os judeus, por motivo religioso e cultural), que vem sendo cada vez mais estudada.

Em 1993, por exemplo, o Dr. Christopher Maden, Ph.D., reportou um estudo com 110 homens com câncer Orgão Genital Masculino. Destes, 22 tinham sido circuncisados ao nascer, 19 durante a vida e 69 não haviam sido, o que levanta a hipótese de que a circuncisão possa ser um agente preventivo deste tipo de câncer.

Quando o câncer ocorre em homens circuncisados, ele geralmente aparece na linha da cicatriz, e, em função disso, estabeleceu-se a hipótese de que a cicatriz facilitaria a penetração do HPV - Papiloma Vírus Humano.

No entanto, conforme a American Cancer Society, publicação de Junho de 1999, a circuncisão não é considerada benéfica para a prevenção ou redução dos riscos de Câncer do Órgão Genital Masculino.

Este tipo de câncer é incomum na Europa e na América do Norte, ocorrendo, nestas regiões, em 1 a cada 100.000 homens adultos. Nos Estados Unidos, a previsão para 2001 é que ocorra, para toda a sua população de mais de 250 milhões de habitantes, cerca de 3000 casos, resultando em algo em torno de 300 mortes.

Diagnóstico

O diagnóstico do câncer órgão genital masculino é, via de regra, clínico, obtido através do exame médico. Obtém-se uma confirmação pela biópsia, que consiste na retirada de uma amostra do tecido atingido e sua análise em laboratório.

O principal sintoma deste tipo de câncer é a presença de uma ferida na pele, na ponta (cabeça) do orgão genital masculino, ou seja, na glande. Esta ferida, explica o Dr. Gustavo, é pouco dolorosa e por isso se diferencia das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis, como herpes, sífilis, gonorréia, entre outras).

"A ferida típica do câncer é mais exuberante e menos dolorida que as provocadas por DSTs", ensina o médico, que complementa dizendo que as feridas do câncer também demoram em cicatrizar. Sempre que houver dúvida, no entanto, o médico pedirá uma biópsia.

O especialista insiste que, aparecendo qualquer ferida no orgão genital masculino, o certo é procurar logo assistência médica. As especialidades mais indicadas são urologia ou oncologia.

Prevenção

Sendo as condições relacionadas a este tipo de câncer, em ordem de importância, os hábitos de higiene genital; o comportamento sexual de risco, causador do HPV; e a circuncisão, conclui-se que este é um tipo de câncer é fácil de prevenir, dependendo principalmente de investimentos em educação.

No entanto, acusa o Dr. Gustavo, sua baixa prevalência não estimula campanhas nacionais de prevenção. Esta deveria ser uma medida localizada por regiões e focada nos hábitos de higiene e de comportamento sexual, atendendo a várias doenças e não apenas ao Câncer do Órgão Genital Masculino.

Independente do homem ser ou não circuncisado, bons hábitos de higiene reduzirão muito a chance de que desenvolva uma neoplasia no orgão genital masculino.

"Aquela sujeirinha branca, chamada esmegma, que se forma em torno da glande, precisa ser removida diariamente, pois ela é irritativa tanto para o homem quanto para a sua parceira sexual", ensina o especialista Dr. Gustavo.

O avanço na prevenção e tratamento do HPV também deve resultar em redução na incidência do câncer. É constatada a presença de HPV, segundo o Dr. Gustavo, em cerca de 50% dos homens que desenvolveram Câncer do Órgão Genital Masculino.

Ainda que isso não estabeleça uma relação direta de causa entre o HPV e o câncer, a redução do índice de HPV certamente teria algum impacto sobre a incidência deste tipo de câncer. O HPV atinge cerca de 30% da população. Nas mulheres que desenvolvem câncer de colo de útero, cerca de 95% também acusa presença de HPV.

Tratamento

O tratamento do câncer órgão genital masculino é decidido pelo médico em função do seu estágio. Pode-se optar por tratar com medicamentos aplicados no local (apenas para estágios muito iniciais) radioterapia, cirurgia, amputação parcial ou total do órgão.

O recurso da quimioterapia é menos freqüente e depende da presença de metástases e outras variáveis. Como já dito, no caso do câncer ter atingido o sistema linfático, a cirurgia para extração dos gânglios afetados também se faz necessária.

Estes tratamentos não costumam afetar definitivamente a fertilidade, mas, nos casos de amputação, podem afetar a vida sexual do paciente, tornando-o impotente.

O Dr. Gustavo insiste em afirmar que, quanto mais cedo o paciente procurar tratamento, melhores são as suas chances de sobreviver ao câncer e menos agressivos serão os tratamentos pelos quais ele terá que passar. "O diagnóstico precoce é fundamental", afirma o médico do Hospital do Câncer.

Fonte: boasaude.uol.com.br

Câncer do Órgão Genital Masculino

O orgão sexual masculino, em sua extremidade existe uma região mais volumosa chamada glande ("cabeça peniana"), que é coberta por uma pele fina e elástica, denominada prepúcio.

O câncer que atinge este órgão está muito ligado às condições de higiene íntima do indivíduo, sendo o estreitamento do prepúcio (fimose) um fator predisponente.

Epidemiologia

O câncer órgão genital masculino é um tumor raro, com maior incidência em indivíduos a partir dos 50 anos de idade, muito embora tumores malignos deste órgão possam ser encontrados em indivíduos jovens. Está relacionado às baixas condições sócio-econômicas e de instrução, à má higiene íntima e a indivíduos não circuncidados.

No Brasil, o tumor representa 2% de todos os casos de câncer no homem, sendo mais freqüente nas regiões Norte e Nordeste do que nas regiões Sul e Sudeste.

Nas regiões de maior incidência, o câncer órgão genital masculino supera os casos de câncer de próstata e de bexiga.

Consulte a publicação Estimativa 2006 Incidência de Câncer no Brasil.

Sintomas

A manifestação clínica mais comum do câncer órgão genital masculino é uma ferida ou úlcera persistente, ou uma tumoração localizada na glande, prepúcio ou corpo do Orgão Genital Masculino. Qualquer ferimento, independente de ser dolorosos ou não, deve ser analisado prontamente por um médico. Menos freqüentemente, um crescimento nos gânglios inguinais (íngua na virilha) pode ser uma manifestação inicial do câncer.

Fatores de Risco

Homens que não foram operados de fimose possuem maior probabilidade de desenvolver este tipo de câncer. A fimose ocorre quando a pele de prepúcio é muito estreita ou pouco elástica, o que impede a exposição da glande ("cabeça peniana"), dificultando assim uma limpeza adequada.

Outro fator de risco é a prática sexual com diferentes parceiros sem o uso de camisinha. A utilização da camisinha é imprescindível em qualquer relação sexual, pois ela diminui a chance de contágio de doenças sexualmente transmissíveis, como o vírus HPV (papilomavírus humano), por exemplo. Alguns estudos científicos sugerem a associação entre infecção pelo HPV e câncer do Orgão Genital Masculino.

Prevenção

Para prevenir este tipo de câncer é necessário uma limpeza diária com água e sabão, principalmente após as relações sexuais e a masturbação. É fundamental ensinar às crianças desde cedo os hábitos de higiene íntima, que devem ser praticados todos os dias.

A cirurgia de fimose é uma operação simples e rápida, que não necessita de internação. Esta operação, chamada circuncisão, é normalmente realizada na infância.

Tanto o homem circuncidado como o não circuncidado reduzem as chances de desenvolver este tipo de câncer com bons hábitos de higiene.

Detecção Precoce

Quando detectado inicialmente o câncer, possui tratamento, sendo facilmente curado. É importante, ao fazer a higiene íntima, realizar o auto-exame do orgão genital masculino.

Ao realizar o auto-exame, os homens devem estar atentos a:

Perda de pigmentação ou manchas esbranquiçadas.
Feridas e caroços que não desapareceram após tratamento médico, e que apresentem secreções e mau cheiro.
Tumoração e/ou na virilha (íngua).
Inflamações de longo período com vermelhidão e coceira, principalmente nos portadores de fimose.
Ao observar qualquer um destes sinais, é necessário procurar um médico imediatamente.

Diagnóstico

Somente através de exame clínico será feito o diagnóstico deste câncer. Após a avaliação do médico, caso haja necessidade, será solicitada uma biópsia de parte do tecido atingido.

Cerca de mais da metade dos pacientes com este tipo de câncer demoram mais de 1 ano para procurar assistência médica após o aparecimento das lesões iniciais.

Quando diagnosticado em estágio inicial, o câncer apresenta elevada taxa de cura.

Tratamento

O tratamento depende da extensão local do tumor e do comprometimento ou não dos gânglios inguinais. Cirurgia, radioterapia e quimioterapia podem ser oferecidos.

A cirurgia é o tratamento mais freqüentemente realizado para controle local da doença. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar o crescimento local da doença e a posterior amputação do orgão genital masculino, com conseqüências físicas, sexuais e psicológicas ao homem. Por isso, quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores são as chances de cura.

Fonte: www.inca.gov.br

Câncer do Órgão Genital Masculino

Dúvidas Sobre a Circuncisão

Uma das operações mais realizadas no homem é a postectomia ou circuncisão, conhecida por muitos pacientes como a “cirurgia da fimose”. Neste procedimento, retira-se a pele que recobre a glande ou a “cabeça” do órgão genital, o prepúcio.

A principal indicação da postectomia é quando a extremidade do prepúcio fica estreitada e é impossível expor a glande.

Esta doença é chamada de fimose, dificulta a higiene e muitas vezes atrapalha a ereção. Outras vezes faz-se esta operação quando o homem apresenta infecções por fungos repetidamente — as balanopostites.

Nestas infecções, o falo fica bastante irritado com manchas avermelhadas, secreção e dor.

Normalmente estes quadros são tratados com cremes e comprimidos. Mas, em alguns pacientes, esta infecção repete-se com muita freqüência e, então, a solução é a retirada do prepúcio, que deixa a glande permanentemente exposta, facilitando a higiene e impedindo o aparecimento da infecção.

Em diabéticos, as balanopostites podem dificultar o controle da glicemia e a operação deve ser feita rapidamente. Para algumas religiões, como a judaica e a muçulmana, a circuncisão tem significado especial. Para os judeus, a circuncisão é o batizado do menino e é feito no oitavo dia após o nascimento.

Nos recém-nascidos e nos adultos, a operação pode ser feita com anestesia local. Nas crianças maiores, até a adolescência, prefiro utilizar a anestesia geral, por ser menos traumatizante para o paciente. Trata-se de um procedimento bastante simples que não necessita de internação hospitalar. Nos adultos, o pós-operatório pode ser um pouco mais difícil, pois as ereções ficam dolorosas e a atividade sexual é restrita por até um mês.

Higiene e Câncer do Órgão Genital Masculino

Apesar de ser uma operação bastante comum e de pequeno porte, a circuncisão ainda é cercada de controvérsias. Nos Estados Unidos, por exemplo, a grande maioria dos recém-nascidos do sexo masculino é submetida a ela ainda na maternidade.

A justificativa seria a melhoria da higiene, prevenção de infecções urinárias, das doenças sexualmente transmissíveis e do Câncer do Órgão Genital Masculino.

Entretanto, esta é uma grande polêmica nos meios científicos. Por um lado, a operação facilita a higiene, que está relacionada à prevenção do tumor do órgão genital e das DSTs. Mas se o menino ou o homem consegue puxar o prepúcio para trás e expor a glande, ele conseguirá lavar o órgão genital sem grande dificuldade e assim manter sua higiene e evitar aquelas doenças.

Portanto, não é necessário fazer a postectomia em todo mundo, afinal o prepúcio tem uma função, que é a de proteger a uretra, principalmente nos primeiros anos de vida.

O câncer órgão genital masculino é sem dúvida uma doença relacionada à falta de higiene. No nordeste brasileiro, é um dos campeões na incidência deste tumor. A presença de fimose facilita o seu aparecimento.

Assim nas regiões onde este tumor aparece com grande freqüência, deve-se buscar operar as crianças e os adultos que sofrem de fimose e incentivar a prática da higiene íntima nos que têm prepúcio normal.

A postectomia não deve ser confundida com a operação que se faz quando existe um freio ou “cabresto” curto. O freio é uma dobra de pele que fica na parte debaixo do órgão genital e que liga a glande ao prepúcio. Algumas vezes este freio é curto, fica muito esticado na ereção e pode romper durante a relação sexual.

A cirurgia para cortar o freio é simples, não tem conseqüência, pode ser feita com anestesia local e é chamada frenuloplastia. No passado, a postectomia foi realizada para tratar a ejaculação precoce, pois diminuiria a sensibilidade peniana. Hoje, se sabe que, na maioria dos casos, a ejaculação rápida está relacionada à ansiedade e a retirada do prepúcio não resolve o problema.

Tanto isto é verdade que a freqüência de ejaculação rápida em Israel, onde quase toda população masculina é circuncidada, é a mesma do resto do mundo.

Fonte: www.diariosp.com.br

Câncer do Órgão Genital Masculino

O câncer que atinge o Órgão Genital Masculino está muito ligado às condições de higiene íntima do indivíduo, sendo o estreitamento do prepúcio (fimose) um fator predisponente.

Câncer do Órgão Genital Masculino é um tumor maligno relativamente raro que acontece quase sempre em pacientes com fimose.

Está relacionado às baixas condições sócio-econômicas e de instrução, à má higiene íntima e a indivíduos não circuncidados.

No Brasil, o tumor representa 2% de todos os casos de câncer no homem, sendo mais freqüente nas regiões Norte e Nordeste do que nas regiões Sul e Sudeste.

Nas regiões de maior incidência, o câncer do Órgão Genital Masculino supera os casos de câncer de próstata e de bexiga.

Sintomas

A manifestação clinica mais comum do Câncer do Órgão Genital Masculino é caracterizada por uma ferida ou úlcera persistente, ou ainda por uma tumoração localizada na glande, prepúcio ou corpo do Órgão Genital Masculino. A presença de uma destas manifestações, associadas à presença de uma secreção branca pode ser um sinal de Câncer do Órgão Genital Masculino. Neste caso, um especialista deverá ser consultado. Além da tumoração no Órgão Genital Masculino, é possível a presença de ínguas na virilha, o que pode ser um sinal agravante na progressão da doença. É importante, ao fazer a higiene íntima, realizar o auto-exame do Órgão Genital Masculino, estando atento à perda de pigmentação ou manchas esbranquiçadas, feridas e caroços que não desapareceram e que apresentem secreções e mau cheiro, ínguas e inflamações de longo período com vermelhidão e coceira.

Fatores de Risco

Homens que não foram operados de fimose possuem maior probabilidade de desenvolver este tipo de câncer. A fimose ocorre quando a pele de prepúcio é muito estreita ou pouco elástica, o que impede a exposição da glande ("cabeça" do Órgão Genital Masculino), dificultando assim uma limpeza adequada.

Outro fator de risco é a prática sexual com diferentes parceiros sem o uso de camisinha. A utilização do preservativo é imprescindível em qualquer relação sexual, pois ela diminui a chance de contágio de doenças sexualmente transmissíveis, como o vírus HPV (papilomavírus humano), por exemplo.

Prevenção

Para prevenir o Câncer do Órgão Genital Masculino é necessário uma limpeza diária com água e sabão, principalmente após as relações sexuais e a masturbação. É fundamental ensinar às crianças desde cedo os hábitos de higiene íntima, que devem ser praticados todos os dias.

A cirurgia de fimose é uma operação simples e rápida, que não necessita de internação. Esta operação, chamada circuncisão, é normalmente realizada na infância.

Tanto homens circuncidados como os não-circuncidados reduzem as chances de desenvolver este tipo de câncer com bons hábitos de higiene.

Diagnóstico

Todas as lesões ou tumorações penianas, independente da presença da fimose, deverão ser avaliadas por um médico: principalmente aquelas de evolução lenta e que não responderam aos tratamentos convencionais. Estas lesões irão para análise, quando será dado o diagnóstico final. A suspeita diagnóstica surge em pacientes com história de úlceras penianas com cheiro forte, resistente a vários tratamentos tópicos. A confirmação diagnóstica é feita pelo exame anatomopatológico da lesão.

Tratamento

O tratamento depende da extensão local do tumor e do comprometimento dos gânglios inguinais.

Cirurgia, radioterapia e quimioterapia podem ser oferecidas.

A cirurgia é o tratamento mais freqüentemente realizado para controle local da doença.

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar o crescimento local da doença e a posterior amputação do Órgão Genital Masculino, que trazem conseqüências físicas, sexuais e psicológicas ao homem. Por isso, quanto mais cedo iniciar o tratamento, maiores são as chances de cura.

O tratamento é cirúrgico, devendo se extirpar a lesão com margem de segurança de 2cm. Os gânglios regionais também devem ser extirpados. Os casos mais avançados são tratados com quimioterapia.

Fonte: Hospital Erasto Gaertner

 

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal