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Câncer

O que é Câncer?

Câncer é o nome dado a um conjunto de doenças que têm em comum o crescimento desordenado das células com a capacidade de invadir e formar metástases para outras regiões do corpo.

As células neoplásicas (malignas) se desenvolvem devido a danos no DNA (material genético) das próprias células. Na maioria das vezes, o DNA danificado é reparado pelo organismo.

Nas células neoplásicas, o DNA danificado não é reparado e nesses casos as pessoas podem herdar o DNA danificado, o que explica os casos de câncer hereditário. Outras vezes, porém, o DNA é danificado pela exposição a algum fator ambiental como, por exemplo, o tabaco.

Nem todos os tumores são malignos. Nos tumores benignos as células crescem e são semelhantes ao tecido normal e não se disseminam para outras partes do corpo e raramente constituem um risco de morte.

Freqüentemente no tumor maligno as células disseminam-se através da corrente sanguínea e dos vasos linfáticos, onde começam a crescer e substituir tecidos normais formando as metástases.

Os tumores se comportam de formas diferentes. Por exemplo, o câncer de pele e de mama são doenças que apresentam taxas de crescimentos diferentes e respondem a tratamentos diferentes.

É por isso que as pessoas com câncer necessitam de tratamento que visa seu tipo específico de tumor de forma individualizada.

Em muitos casos, a causa exata do câncer continua a ser um mistério. Sabemos que algumas alterações nas nossas células podem provocar o aparecimento do câncer, mas ainda não sabemos exatamente como isso acontece. Muitos cientistas estão estudando estes mecanismos.

Causas, Fatores de Risco e Prevenção

Quais são os fatores de risco para o aparecimento do câncer?

O termo risco refere-se a medidas comumente utilizadas para se saber à probabilidade de uma doença ou evento ocorrer em determinado período de tempo. Os fatores que se associam ao aumento do risco de se contrair uma doença são chamados fatores de risco.

Alguns fatores de risco podem ser alterados, e outros não podem. Os fatores de risco podem ser encontrados no ambiente físico, ser herdados ou representar hábitos ou costumes próprios de um determinado ambiente social e cultural.

Ter um fator de risco para o câncer significa que a pessoa apresenta uma probabilidade maior de desenvolver a doença em algum momento da sua vida.

No entanto, ter um ou mais fatores de risco, não significa necessariamente que uma pessoa vai desenvolver a doença. Algumas pessoas com um ou mais fatores de risco nunca desenvolvem a doença, enquanto outras pessoas que desenvolvem câncer podem não ter fator de risco aparente.

Nem sempre a relação entre a exposição a um fator de risco e o desenvolvimento de uma doença é reconhecível facilmente, especialmente se presume que a relação se dê com comportamentos sociais comuns.

Mesmo quando uma pessoa que tem um fator de risco é diagnosticada com câncer, não há maneira de provar que esse fator realmente causou o câncer.

Diferentes tipos de câncer têm diferentes fatores de risco, tais como:

Câncer de pulmão, boca, laringe, bexiga, rim, esôfago e pâncreas estão relacionados com a utilização do tabaco, incluindo cigarros, charutos, mastigar tabaco e rapé. O fumo é responsável por um terço de todas as mortes por câncer.

Câncer de pele está relacionado com a exposição à luz solar sem proteção.

Câncer de mama inclui diversos fatores de riscos, tais como: idade, alterações nos níveis hormonais ao longo da vida (menopausa tardia, menarca precoce, número de gestação), obesidade e atividade física.

Alguns estudos também têm demonstrado uma ligação entre o consumo de álcool e um risco aumentado para o aparecimento de câncer de mama. Além disso, as mulheres com história familiar de câncer de mama, apresentam maiores riscos de desenvolver a doença.

Câncer de próstata é mais comum em homens com mais de 50 anos, e geralmente não causam sintomas nas fases iniciais. Os principais fatores de risco são: idade, raça e dieta.

A incidência aumenta com a idade, e dietas com elevado teor de gordura também desempenham um papel no aparecimento da doença. Além disso, homens com pai ou irmão que tiveram câncer de próstata têm maior probabilidade de ter a doença.

As pesquisas sugerem que aproximadamente um terço das mortes provocadas pelo câncer que ocorrem nos Estados Unidos a cada ano estão relacionadas a fatores ambientais como hábitos alimentares inadequados, sedentarismo, incluindo sobrepeso e obesidade e outro terço é causado pela exposição ao tabaco.

Como tratar

O tratamento do paciente oncológico merece uma abordagem multidisciplinar, preferencialmente em centros especializados, que disponham de profissionais envolvidos com esse diagnóstico, bem como que possuam estrutura física e aparelhagem capaz de permitir o tratamento mais adequado a cada caso.

O prognóstico destes pacientes depende, além das condições clínicas do próprio enfermo, do diagnóstico precoce, planejamento terapêutico correto e seguimento cuidadoso.

As opções terapêuticas disponíveis incluem a cirurgia, a quimioterapia, a radioterapia, a imunoterapia, a hormonioterapia e mais recentemente as terapias moleculares. Em muitos casos, é necessário combinar essas modalidades, por isso o tratamento envolve uma equipe multidisciplinar.

Você é uma parte importante do tratamento. Não deixe de discutir com seu médico e entender quais são as melhores opções para o seu caso e quais os efeitos colaterais que podem ocorrer.

Nem todos os tipos de tratamentos serão eficazes na sua situação, por isso certifique-se de que você compreende as suas opções.

Cirurgia

A cirurgia foi a primeira modalidade de tratamento contra o câncer a ser instituída e pode curar um número significativo de casos com doença localizada.

Quando não for possível a ressecção cirúrgica ou se a doença encontra-se disseminada podem se combinar outras formas de tratamento como a quimioterapia ou a radioterapia.

Radioterapia

A radioterapia é o tratamento realizado através do uso de doses de radiação, com a finalidade de destruir o tecido tumoral. Pode ser empregada de forma isolada ou combinada à cirurgia ou quimioterapia para o tratamento das neoplasias malignas e também para algumas lesões benignas.

O objetivo da radioterapia é curar o máximo de pacientes com o mínimo de efeitos colaterais e seqüelas. Porém, esse risco tem sido cada vez menor em função das novas tecnologias, que melhorou muito a precisão com a qual a radioterapia é planejada e aplicada.

Existem na prática clínica duas formas de se aplicar a radiação:

Radioterapia externa ou Teleterapia: a radiação é aplicada através de um aparelho que emite os feixes de raios que alcançam o tumor. Dessa forma, podem-se definir com clareza os limites deste tratamento. As aplicações são rápidas e indolores e são ministradas cinco dias por semana, com exceção dos finais de semana. Em geral o tratamento pode durar de 3 a 9 semanas.

Radioterapia interna ou Braquiterapia: nesta forma de radioterapia os materiais radioativos são implantados dentro do corpo nas proximidades do tumor. Pode ser realizada de forma ambulatorial ou necessitar de internação.

Efeitos colaterais

A radioterapia não atua exclusivamente na população de células malignas, atua também nos tecidos normais, causando efeitos colaterais que em muitos casos contribuem para problemas nutricionais específicos e afetam potencialmente o estado nutricional do paciente.

As seqüelas nutricionais causadas pela radioterapia estão relacionadas com a região anatômica irradiada, tamanho da área a ser tratada, número de aplicações e se concomitante ou não à quimioterapia, podendo ser imediatas ou tardias.

As regiões mais facilmente atingidas são: sistema nervoso central, cabeça e pescoço, tórax, abdômen e pélvis.

Esses efeitos colaterais geralmente começam em torno da segunda ou terceira semana de tratamento. Depois do término do tratamento a maioria destes efeitos colaterais desaparecem em torno de 2 a 3 semanas, embora alguns podem durar mais tempo.

Nas últimas décadas, tem sido utilizada a combinação de radioterapia e quimioterapia. Essa interação visa conseguir um melhor controle local e sobrevida dos pacientes, além de potencializar estes efeitos colaterais quando realizadas simultaneamente.

Os efeitos colaterais do tratamento que pode interferir com a sua capacidade de se alimentar são:

Perda do apetite

Alterações de paladar e odor

Feridas na boca (mucosite)

Náuseas

Vômitos

Dor ou dificuldade para engolir

Diminuição da saliva (xerostomia)

Alteração do hábito intestinal (diarréia/obstipação intestinal)

Fadiga (cansaço)

Diminuição dos leucócitos (leucopenia)

Alterações no peso (ganho ou perda)

Quimioterapia

A quimioterapia foi o primeiro tratamento sistêmico para o câncer e consiste na utilização de uma droga ou a combinação de drogas que agem na destruição das células do câncer interferindo em seu crescimento e/ou evitando a sua reprodução. As drogas utilizadas recebem o nome de agentes quimioterápicos, e podem ser ingeridas ou administradas por veias, artérias e músculos.

Existem dezenas de agentes quimioterápicos diferentes, cada um deles com indicações específicas e efeitos colaterais próprios.

A quimioterapia pode ser aplicada de acordo com a seguinte finalidade:

Quimioterapia neoadjuvante: é utilizada quando há intenção de diminuir o volume do tumor primário e, assim tornar possível uma cirurgia em tumores muito avançados ou, até mesmo, possibilitar uma cirurgia com menos mutilação, preservando o órgão acometido. Um exemplo clássico desta abordagem é a quimioterapia neoadjuvante para câncer de mama.

Quimioterapia adjuvante: é utilizada após a ressecção completa do tumor primário, no qual não há evidência da presença de metástases à distância. Cânceres de mama, cólon e reto são exemplos comuns de quimioterapia adjuvante.

Quimioterapia terapêutica: esta denominação aplica-se quando a quimioterapia é o tratamento principal. Nesta circunstância, se há possibilidade de cura, classifica-se de curativa, caso contrário utiliza-se o termo paliativa. A sua principal aplicação encontra-se em leucemias, linfomas, mieloma múltiplo e tumores sólidos metástaticos.

O tratamento quimioterápico tem duração bastante variável. Algumas vezes o tratamento segue uma programação com datas e número de ciclo pré-estabelecidos - nos casos de quimioterapia adjuvante ou neo-adjuvante, por exemplo, os tratamentos têm duração programada.

Entretanto, na maior parte dos casos a programação é mantida em aberto e a proposta de tratamento será reavaliada após a aplicação de alguns ciclos de quimioterapia. A manutenção ou mudança do esquema quimioterápico dependem dos resultados obtidos com o tratamento.

Cada ciclo de quimioterapia é repetido dentro de um intervalo mínimo de dias. A finalidade desse intervalo é proporcionar a recuperação do organismo aos efeitos colaterais da quimioterapia, variando de acordo com as drogas utilizadas.

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais da quimioterapia variam de acordo com os medicamentos utilizados, as doses administradas, a duração do tratamento e a individualidade de cada paciente.

Os principais efeitos colaterais são: náuseas, vômitos, perda do apetite, feridas na boca (mucosite), alteração de paladar e odor, mielotoxicidade (diminuição de leucócitos e plaquetas), infecções, sangramentos, obstipação intestinal (intestino preso), diarréia, fadiga (cansaço) e queda de cabelo temporária (alopecia).

Muitos destes efeitos colaterais se manifestam com diferentes intensidades, de acordo com o organismo de cada paciente. Contudo, a maioria destes efeitos colaterais podem ser controlados com medicamentos, cuidados específicos, ou alteração do esquema de tratamento. Em caso de dúvidas, converse com seu médico.

Os efeitos colaterais da quimioterapia que podem interferir com a sua capacidade de se alimentar são:

Perda do apetite

Alterações de paladar e odor

Feridas na boca (mucosite)

Náuseas

Vômitos

Dor ou dificuldade para engolir

Diminuição da saliva (xerostomia)

Alteração do hábito intestinal (diarréia/obstipação intestinal)

Fadiga (cansaço)

Diminuição dos leucócitos (leucopenia)

Alterações no peso (ganho ou perda)

Fonte: www.nutrionco.com.br

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