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Câncer

 

 

Câncer é uma palavra assustadora. Quase todo mundo conhece alguém que ficou muito doente ou morreu de câncer. Na maioria das vezes, o câncer afeta as pessoas mais velhas. Muitas pessoas não têm câncer, mas quando o detectam, muitas vezes ela pode ser tratada e curada.

Câncer é um grupo de doenças que ocorrem quando as células se tornam anormais (mutantes) dividindo-se e formando mais células, sem controle ou ordem.

O câncer é resultado de uma série de alterações nos genes que controlam o crescimento e o comportamento celular. A ocorrência e a falta de controle dessas alterações genéticas são objeto de intensas pesquisas médicas em todo o mundo.

Alguns desses genes são hereditários e seus portadores podem ter predisposição ao câncer. No entanto, outros tipos de câncer são considerados esporádicos, não hereditários, mas responsáveis por 80% de todos os tipos de câncer.

Os estágios que sofrem as células e o surgimento do câncer

O câncer é fundamentalmente uma doença genética. Quando o processo neoplásico se instala, a célula-mãe transmite às células filhas a característica neoplásica.

Isso quer dizer que, no início de todo o processo está uma alteração no DNA de uma célula.

Esta alteração no DNA pode ser causada por vários fatores, fenômenos químicos, físicos ou biológicos. A esta alteração inicial damos o nome de estágio de iniciação. Porém, uma só alteração no DNA não causa câncer. São necessárias várias alterações em seqüência para que essa célula torne-se cancerosa.

O estágio de promoção é o segundo estágio da carcinogênese. Nele, as células geneticamente alteradas, ou seja, "iniciadas", sofrem o efeito dos agentes.

A célula iniciada é transformada em célula maligna, de forma lenta e gradual. Para que ocorra essa transformação, é necessário um longo e continuado contato com o agente cancerígeno promotor.

O estágio de progressão é o terceiro e último estágio e se caracteriza pela multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas. Nesse estágio o câncer já está instalado, evoluindo até o surgimento das primeiras manifestações clínicas da doença.

As principais causas do câncer em Adultos

A partir dos 55 anos, a incidência da doença cresce em nível exponencial. Isso quer dizer que quanto mais tempo uma pessoa tem para expor seu material genético a um fator qualquer que possa alterá-lo, maior será a chance disso acontecer.

A ocorrência de mutações, logicamente, ocorre no momento da divisão celular. Isso porque a célula deve estar duplicando o seu DNA, e a possibilidade de erros é maior. Assim, substâncias que levam a um aumento na população de determinadas células são também, indiretamente, agentes capazes de aumentar a ocorrência de mutações genéticas.

A radiação é um tipo de carcinógeno que age lesando diretamente o DNA da célula. A inflamação crônica de algum órgão, como o intestino, por exemplo, causa aumento da divisão celular, e aumenta a chance de alguma mutação. Dessa forma, gorduras animais, que causam um tipo de inflamação na mucosa intestinal, são carcinógenos "indiretos".

É por essa razão que se orienta uma dieta com fibras. Essa dieta aumenta o volume do bolo fecal, diminuindo o tempo de exposição de todas as substâncias à mucosa intestinal, além de diminuir a concentração da gordura animal na massa fecal total.

A ação de hormônios é semelhante. Eles aceleram a divisão celular de alguns tipos de células, facilitando a ocorrência de mutações.

O fumo desenvolve uma ação carcinogênica mista. Ele é capaz tanto de lesar o DNA das células do corpo inteiro, quanto, diretamente, irritar as mucosas, causando inflamação crônica na boca, garganta, brônquios e pulmões. É por isso que o fumo pode causar também câncer de bexiga e pâncreas, por exemplo, não ficando limitado às vias aéreas.

As alterações específicas geradas no DNA que esses vírus causam ainda não estão bem determinadas. O que se sabe é que há uma completa integração do genoma do vírus no genoma (DNA) da célula hospedeira, sendo que esta célula dará origem à oncogênese.

As neoplasias ditas hereditárias estão relacionadas com a perda de genes supressores de tumor. Isso explica a quase totalidade das doenças neoplásicas que existem em crianças, geralmente produzidas por um aumento da predisposição ao desenvolvimento de tumores já ao nascimento.

Outras situações em que pode ocorrer lesão direta do DNA é quando ocorre invasão celular por vírus. Como exemplo mais evidente temos o vírus das hepatites B e C, que a longo prazo podem causar câncer hepático. Também há a associação do papilomavirus (HPV) com o câncer de colo de útero.

Não podemos encarar o câncer como um processo que tenha uma causa específica.

A neoplasia é o produto de um processo genético inicial, invariavelmente seguido de um outro, e assim por diante, desencadeando algo como uma cascata de derrubadas de dominó. Por carcinogênese se entende, portanto, todo o processo que se inicia na primeira mutação e termina nas alterações moleculares que resultam no câncer clinicamente detectado.

Como podemos nos prevenir contra o câncer

Muitas pessoas não fazem exames de rotina porque têm medo de descobrir que têm câncer.

Apesar dos exames serem realizados para detectar a doença, a grande maioria das pessoas examinadas está livre da doença. Detectar doenças que põem em risco a vida das pessoas tão cedo quanto possível oferece a maior oportunidade de cura e sobrevida, com a melhor qualidade de vida.

A maioria dos exames preventivos não diz se você tem câncer ou não. O que eles fazem é indicar condições anormais, que podem ser causadas pelo câncer, ou que podem ser precursoras do câncer.

Um exame preventivo positivo requer uma investigação mais completa. Alguns exames adicionais podem ser realizados para encontrar a causa do resultado positivo, e determinar se o câncer está ou não presente. O diagnóstico confirma a presença e a localização de um tipo específico de câncer.

Além dos exames outro modo de nos prevenir é tentar ter uma vida saudável, mudar certos hábitos prejudiciais a nossa saúde, vejamos abaixo como podemos fazer isto:

a) Alimentação

Diminua a ingestão de gorduras
Dê preferência às carnes brancas, como a do frango, sem pele, peru ou peixe. Retire toda a gordura da carne antes de prepará-la.
Escolha leite e derivados desnatados ou semi-desnatados.
Evite molhos à base de ovos e óleo, como maionese.
Inclua frutas, verduras e legumes variados na sua alimentação diária (pelo menos cinco porções diárias) • coma alimentos ricos em fibra, como cereais integrais, farelos de cereais, frutas e vegetais.

b) Atividade Física

Use escadas ao invés de elevador.
Desça do ônibus, trem ou metrô um ponto antes de seu destino.
Estacione seu carro um pouco mais distante do que o habitual.
Evite usar o carro, sempre que possível.
Passe menos tempo em frente da televisão ou computador.

c) Hábitos

Pare de fumar.
Limite a ingestão de bebidas alcoólicas. Não se deve tomar mais do que um drinque por dia.
A mulher deve fazer auto-exame de mama todo mês.
O homem deve fazer auto-exame de testículos todo mês.
Evite a exposição prolongada ao sol e use filtro solar fator 15, no mínimo.
Faça regularmente auto-exame de boca e pele.

Alguns sintomas que precisam ser checados

Sintomas persistentes são especialmente importantes como alertas para o câncer. Apesar de na maioria das vezes serem alarmes falsos, é sempre melhor ter os sintomas checados.

É difícil lembrar de todos os sintomas dos mais de 200 tipos de câncer, mas, os seguintes sintomas são os principais e mais comuns:

Uma mudança no hábito intestinal ou urinário.
Uma mudança na rotina de quantas vezes se vai ao banheiro, para urinar ou evacuar. Uma mudança em qualquer rotina pode ser um sinal de câncer: constipação crônica, ou, contrariamente, diarréia de longa duração, podem ser sintomas de câncer de cólon ou reto. a avaliação médica é importante, pois o tratamento sintomático com laxativos ou constipantes pode retardar o diagnóstico. Sangramento nas fezes também deve ser prontamente investigado por um médico. Também deve-se procurar um médico caso haja dificuldade ou dor para urinar, ou sangramento na urina pode significar câncer de próstata ou bexiga.
Feridas que não cicatrizam.
O câncer de pele pode sangrar, ou parecer um machucado que não cicatriza pode surgir em qualquer lugar do corpo, incluindo os órgãos genitais. Estas feridas também podem aparecer na boca ou garganta, e devem ser avaliadas logo que notadas; isto é particularmente importante para fumantes, ou pessoas que bebem grande quantidade de álcool.
Sangramento não usual.
Sangramento anormal pode ocorrer no câncer inicial ou avançado. Tosse com escarro e sangue pode significar câncer de pulmão. Uma mulher com sangramento vaginal entre os períodos de menstruação, ou após a menopausa, deve procurar um médico imediatamente. Câncer de endométrio ou de colo do útero podem causar sangramento vaginal.
Sangue nas fezes pode significar câncer de cólon e reto, e sangue na urina pode significar câncer de bexiga ou rins. Secreção sanguinolenta pelo mamilo pode ser um sinal de câncer de mama.
Inchaço ou nódulos na mama ou de outro órgão.
Muitos tumores podem ser sentidos através da pele, principalmente na mama, nos testículos ou partes moles do corpo. Também o aparecimento de gânglios (nódulos) como, por exemplo, nas axilas, pode ser algum sinal de que algo não vai bem. Em geral, qualquer nódulo ou aumento de volume de algum órgão deve ser prontamente relatado a um médico, para avaliação.
Indigestão ou dificuldade para engolir. Estes dois sintomas são conhecidos como dispepsia e disfagia, e podem indicar câncer de esôfago, estômago ou faringe (o tubo que conecta a boca ao esôfago). Geralmente quando estes sintomas estão presentes, o tumor pode estar num estágio mais avançado, portanto a procura de um médico deve ser imediata.
Mudança recente numa verruga ou mancha.
Verrugas ou manchas que mudam de cor, perdem a definição das bordas, ou crescem devem ser vistas por um médico imediatamente. Estas lesões podem significar melanoma, uma doença bastante agressiva, mas com altas taxas de cura se tratadas precocemente.
Tosse ou rouquidão persistente.
O desenvolvimento de tosse que dura mais do que duas semanas é um sinal importante, que deve ser visto por um médico. Juntamente com rouquidão prolongada, pode indicar uma neoplasia de pulmão, laringe (caixa da voz), ou tireóide. Geralmente sugerem estágios mais avançados da doença.
Emagrecimento espontâneo rápido.
Perda de peso, fraqueza, febre, dor podem também ser sintomas muito importantes.

Os principais tipos de tratamento contra o câncer

a) Cirurgia: É o mais antigo e mais definitivo método de tratamento, quando o tumor é localizado, em circunstâncias anatômicas favoráveis. Para muitos tipos de câncer apenas a cirurgia não é suficiente, devido à disseminação de células cancerosas local ou difusamente.

b) Radioterapia: É o mais utilizado para tumores localizados que não podem ser ressecados totalmente após a cirurgia. Tem efeitos colaterais, principalmente a lesão de tecidos normais adjacentes ao tumor. A quantidade de radiação utilizada depende do tipo de tumor, e é medida em Gray.

c) Quimioterapia: Foi o primeiro tratamento sistêmico para o câncer. Na maioria das vezes consiste em uma associação de drogas, pois nos tumores há subpopulações de células com sensibilidade diferente às drogas antineoplasicas. Os mecanismos de ação das drogas são diferentes, mas sempre acabam em lesão de DNA celular. A toxicidade contra células normais é a causa dos efeitos colaterais (náuseas, vômitos, mielossupressão). Pode ser usada como tratamento principal (leucemias, linfomas, câncer de testículo), mas normalmente é adjuvante, após tratamento cirúrgico ou radioterápico.

d) Terapia Biológica: Usam-se modificadores da resposta biológica do corpo frente ao câncer, "ajudando-o" a combater a doença (linfoquinas, anticorpos monoclonais). Usa-se também drogas que melhoram a diferenciação das células tumorais, tornando-as de mais fácil controle. Este tipo de tratamento está sendo o mais promissor para o futuro. Já existem várias “drogas inteligentes” utilizadas no tratamento de linfomas, leucemias crônicas e câncer de mama.

Câncer na infância e adolescência

De uma maneira geral, é importante ressaltar que câncer em crianças e adolescentes é evento raro. Sempre. Quando esta doença é suspeitada ou diagnosticada, as crianças e adolescentes devem ser encaminhados o mais rapidamente possível a algum centro especializado que possua uma equipe com experiência no tratamento de canceres desta faixa etária.

Estes centros podem garantir a oferta do melhor tratamento atualizado, cuidados de suporte e reabilitação para se ter as maiores chances de cura e qualidade de vida.

Outro conceito importante é a diferença na visão geral do tratamento do câncer no jovem em relação ao adulto. Neste último, nem sempre o objetivo do tratamento é a cura, pois leva em conta a idade e o estágio do tumor e se enfatiza muito em qualidade de vida.

Se para uma pessoa de 70 anos, que já construiu sua vida, 5 anos a mais de vida, podendo comer, andar e fazer coisas que lhe dão prazer podem significar o sucesso do tratamento, isto não é válido no tratamento do câncer infantil.

Nestas, a cura total da doença é sempre o objetivo final. Queremos que a criança possa crescer, trabalhar e constituir família, isto é, viver toda uma vida. Isto explica porque as terapias convencionais são mais agressivas em crianças, mesmos em casos avançados de doença ao diagnóstico. Mas quando isto falha, tudo é feito para se garantir uma boa qualidade de vida a ela também.

Causas do câncer na idade jovem

As causas que levam ao aparecimento de câncer nos jovens são diferentes das nos adultos. Estão muito mais ligadas a fatores genéticos do que a exposição no ambiente a agentes carcinogênicos.

Em aproximadamente 10 a 15% dos casos são reconhecidos outros casos na família, ou a criança possui alguma doença genética que confere maior propensão a determinados tipos de câncer, por exemplo, na Síndrome de Down, onde os portadores têm maior chance de desenvolver leucemia.

Outros fatores que estão associados ao aparecimento de câncer nesta idade seriam: exposição à radiação ionizante, vírus (Epstein-Barr) e exposição intra-uterina a hormônio.

Exames preventivos

Diferente dos adultos, não existe nenhum exame específico associado à idade que pode ser feito de rotina para se detectar precocemente o câncer na criança, na população geral.

O mais importante é que toda criança seja seguida periodicamente por um pediatra, e que os responsáveis levem a este pediatra se suspeitarem de qualquer sinal que a criança apresente.

Este profissional deve ser capaz de examinar cuidadosamente e suspeitar de câncer caso seja pertinente e então encaminhar ao centro especializado que convém, mesmo sem a certeza do diagnóstico.

Sinais de alerta

A maioria dos tumores da infância é curável, sendo que o prognóstico está fortemente ligado ao tipo de tumor, extensão da doença ao diagnóstico e eficácia do tratamento.

Os sinais e sintomas dos tumores infantis envolvem manifestações comuns a outras doenças não malignas, por isso somente um exame cuidadoso e a história obtida pelo pediatra levantam a suspeita. Isto se torna mais fácil se o médico já conhece e acompanha a criança há mais tempo.

Entre as manifestações mais comuns temos:

Palidez, anemia.
Petéquias ou equimoses espontâneas, não ligadas a traumas.Febre baixa, diária, de origem indeterminada.
Perda de peso.
Sudorese noturna.
Dor óssea ou nas juntas persistente sem história de trauma local.
Aumento persistente, progressivo e indolor de linfonodos (ínguas).
Massa abdominal ou em tecidos moles.
Dor de cabeça com dificuldade para andar e vômitos não associados à alimentação.
Mancha brilhante dentro do olho (tipo "olho de gato”)

Tipos de câncer infantil

Os tumores mais comuns da infância são: leucemia linfoblástica aguda, leucemia mielocítica aguda, tumores cerebrais: gliomas, astrocitomas cerebelar e cerebral, meduloblastoma, sarcoma de Ewing ou tumores da família Ewing, tumor de células germinativas, linfoma de Hodgkin, linfoma não-Hodgkin, neuroblastoma, câncer hepático, osteossarcoma/histiocitoma fibroso maligno do osso, retinoblastoma, rabdomiossarcoma, tumor de Wilms e sarcoma de tecidos moles.

Tratamento

No câncer infantil, assim como nos adultos, o tratamento está baseado no uso de quimioterapia associada à cirurgia e radioterapia.

O uso dessas armas vai depender do tipo e a extensão da doença ao diagnóstico.

Porém, existe uma diferença crucial do tratamento de jovens em relação aos adultos: não podemos nos esquecer que estamos tratando pessoas em fase de crescimento e desenvolvimento.

A radioterapia e mesmo o uso de várias drogas tóxicas ao organismo podem levar, a longo prazo, a conseqüências desastrosas para o futuro da criança como baixa altura ou até mesmo um segundo câncer. Isto torna ainda mais desafiador a luta contra o câncer e estimula a procura de novos métodos de tratamento mais eficientes e menos agressivos.

Fonte: www.hospitaldocancer.org.br

Câncer

O que é o Câncer

Nosso corpo é composto por vários órgãos e tecidos, sendo que cada um deles tem uma função determinada e especializada. Esta especialização acontece durante a vida intra-uterina, quando as células começam a se dividir e dar origem ao coração, pulmão, fígado, rins, músculo, etc.

As células são pequenas unidades que compõem o tecido. Algumas tem um ciclo de vida determinado e são substituídas por outras continuamente durante a vida, como por exemplo a pele.

Outras células não têm esta capacidade de renovação, como a acontece com a maioria das células que compõem o sistema nervoso.

Dentro das células há uma codificação que faz com que elas "saibam" quem são e o que devem fazer.

Algumas vezes estas células ficam doentes. Neste caso ou morrem ou são destruídas pelo sistema imune. Eventualmente algumas células podem adoecer e começar a se multiplicar de maneira rápida e desordenada, prejudicando as estruturas que estão em torno dela.

Quando as células crescem de maneira anormal, mas não perdem a identidade e função, temos o genericamente chamado tumor benigno.

Dependendo de onde cresce este tumor , as conseqüências podem ser drásticas. Quando tumores comprometem áreas nobres do cérebro os esmos podem ser potencialmente graves.

Quando as células além do aumento anormal em número, perdem sua identidade e função temos o chamado tumor maligno.

Este tipo de tumor é capaz de produzir metástases, ou seja, espalhar-se para outras partes do corpo. Alguns tumores dão origem a metástases no pulmão o que acaba por comprometer o funcionamento deste órgão. Outros podem originar metástases no fígado, cérebro, osso, entre outros órgãos.

Resumidamende, o câncer ou tumor malligno, é uma doença onde as células do próprio indivíduo , perdem sua identidade e função e passam a crescer rapidamente, comprometendo as estruturas vizinhas e distantes, e "roubando" energia do restante do organismo. Sendo assim, ele não é uma doença transmissível e não há como "pegar" câncer de uma outra pessoa.

Diferenças entre o Câncer na infância e no adulto 

O Câncer infantil é pouco freqüente. Estima-se que anualmente cerca de 300 casos novos de câncer em crianças e adolescentes entre 0 a 19 anos ocorra no Rio Grande do Sul. Os tipos de câncer que acometem as crianças também são muito diferentes daqueles que ocorrem nos adultos.

O índice de cura do câncer infantil situa-se em torno de 70% dos casos. Algumas doenças têm índices superiores a 90% e em outros tipos mais graves, felizmente a minoria, o índice fica em torno de 20%.

As causas do câncer, na maioria das vezes, não podem ser identificadas. Diferente do câncer no adulto, o câncer infantil têm poucos fatores de risco conhecidos. Sabe-se por exemplo que no adulto, o tabagismo aumenta a incidência de câncer de pulmão.

Na criança existem poucos fatores de risco conhecidos associados a tumores. Em alguns tipos há uma associação com infecções por vírus e outros podem estar ligado a uma predisposição familiar.

Todavia a maioria dos casos de câncer na infância não tem causa conhecida Provavelmente vários componentes estão associados ao aparecimento do tumor , como predisposição genética,  infecções, exposição a fatores externos como alimentação e outros. Algumas crianças podem nascer com a doença.

Por causa disto, não se fala em prevenção do câncer infantil e sim em diagnóstico precoce para que o tratamento seja iniciado o mais breve possível.

Cláudio Galvão de Castro Jr.

Fonte: www.ici-rs.org.br

Câncer

Câncer é a proliferação descontrolada de células anormais do organismo.

As células normais do corpo vivem, se dividem e morrem de forma controlada.

As células cancerosas são diferentes, não obedecem a esses controles e se dividem sem parar. Além disso, não morrem como as células normais e continuam a se proliferar e a produzir mais células anormais.

Essa divisão descontrolada das células é provocada por danos no DNA, o material genético presente em todas as nossas células e que comanda todas as suas atividades, inclusive as ordens para a célula se dividir.

Na maior parte das vezes, o próprio DNA detecta e conserta seus erros. Nas células cancerosas, porém, o mecanismo de reparo não funciona

Esses defeitos no mecanismo de reparo podem ser herdados e estão na origem dos cânceres hereditários. Na maioria dos casos, porém, o DNA se altera por causa da exposição a fatores ambientais, entre eles, o fumo, sol, alguns vírus e alimentação.

As células cancerosas geralmente formam um tumor, uma massa de células com crescimento anormal. Existem exceções, como as leucemias, em que as células doentes estão presentes no sangue e percorrem o corpo todo.

Freqüentemente, as células cancerosas se desprendem do tumor, viajam para outra parte do corpo onde passam a crescer e a substituir o tecido sadio, num processo chamado metástase.

Nem todos os tumores são cancerosos. Os chamados tumores benignos não têm a capacidade de se espalhar para outras partes do corpo, mas merecem atenção e podem exigir tratamento, dependendo do local onde aparecem.

Diferentes tipos de câncer têm comportamentos diferentes, exigem tratamentos diferentes até mesmo quando se trata de câncer do mesmo órgão.

Há cânceres de próstata extremamente agressivos, de progressão rápida e outros menos agressivos, de desenvolvimento lento. Por isso, o tratamento é específico para cada caso.

O câncer é a segunda causa de morte nos Estados Unidos e está entre as três primeiras no Brasil. A cada ano, 8 milhões de pessoas em todo o planeta recebem o diagnóstico de câncer.

De forma geral, uma em cada três mulheres e um em cada dois homens tem, teve ou terá câncer. Quanto mais cedo a doença é detectada, maiores as chances de sobrevivência.

Frequentemente, são realizadas pesquisas sobre os mais de 800 tipos de tumores identificados pela Medicina. Os resultados desses trabalhos podem propor novas abordagens e modalidades terapêuticas para o tratamento da doença.

Assim, em uma proposta de atualizar as informações, reunimos um extenso material sobre prevenção, diagnóstico e tratamento de cada um desses tumores.

Começamos com os tipos mais comuns e de maior incidência no Brasil propondo, em uma linguagem clara e objetiva, informações sobre os recursos terapêuticos disponíveis e sobre sintomas mais comuns, entre outras.

Todo este material foi devidamente aprovado pelos médicos da equipe que trata o tumor em questão e por um conselho editorial.

No entanto, essas informações servem como base e não inviabilizam a necessidade da consulta com o médico, que tem condições de orientar o paciente, familiares e cuidadores sobre os procedimentos mais comuns para cada dúvida.

Nosso objetivo é promover uma maior compreensão em relação as eventuais dúvidas que surgem durante o processo de tratamento do câncer.

Fonte: www.hcanc.org.br

Câncer

O que é câncer e quais os tipos?

De acordo com a definição do Instituto Nacional do Câncer (INCA), câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas.

É importante salientar que, apesar de grave, dentre todas as doenças crônicas, o câncer é a mais prevenível e a mais curável. Atualmente, metade dos pacientes com câncer obtém a cura.

Tipos de câncer

Os tipos diferentes de câncer correspondem aos diversos tipos de células do corpo.

Carcinoma: Câncer que se inicia em tecidos epiteliais como pele ou mucosas.

Sarcoma: Câncer que se inicia em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem.

Outras características como a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases) diferenciam os diversos tipos de câncer entre si.

Prevenção do Câncer

O câncer representa a segunda causa de morte por doença no Brasil.

As causas desta doença, relacionadas ao estilo de vida, podem ser evitadas e as melhores armas para combatê-las são o conhecimento e a informação.

Nem todas as causas do câncer podem ser evitadas, mas todas aquelas relativas ao estilo de vida, sim.

Tabagismo

O câncer é apenas uma das doenças causadas pelo tabagismo, hábito responsável por 200 mil mortes por ano no Brasil (dados do Ministério da Saúde).

Sabe-se que, dessas mortes, 90% são causadas pelo câncer de pulmão, mas também já é comprovado que, ao parar de fumar, o risco de desenvolver essas doenças diminui gradativamente e o organismo vai se restabelecendo.

Alcoolismo

O uso contínuo do álcool causa diversas doenças. De acordo com Instituto Nacional do Câncer, a relação entre álcool e câncer tem sido avaliada, no Brasil, por meio de estudos de caso-controle, que estabeleceram a associação epidemiológica entre o consumo de álcool e cânceres da cavidade bucal e de esôfago.

O uso combinado de álcool e tabaco aumenta ainda mais o risco de câncer nestas e em outras localizações, como a faringe e a laringe supraglótica.

Além de agente causal de cirrose hepática, em interação com outros fatores de risco, como, por exemplo, o vírus da hepatite B, o alcoolismo está relacionado a 2 - 4% das mortes por câncer, implicado que está, também, na gênese dos cânceres de fígado, reto e, possivelmente, mama.

Os estudos epidemiológicos têm demonstrado que o tipo de bebida (cerveja, vinho, cachaça etc.) é indiferente, pois parece ser o etanol, propriamente, o agente agressor.

Esta substância psicoativa tem a capacidade de produzir alteração no sistema nervoso central, podendo modificar o comportamento dos indivíduos que dela fazem uso. Por ter efeito prazeroso, induz à repetição e, assim, à dependência.

A dose segura para o consumo do álcool é de menos de dois drinques por dia para os homens e menos de um para as mulheres.

Hábitos Alimentares

É comprovada a relação entre o consumo de certos alimentos e o risco de câncer. Se consumidos regularmente, durante um longo período de tempo, alguns tipos de alimentos, podem favorecer o aparecimento do câncer.

Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e cereais integrais, que contêm nutrientes tais como vitaminas, fibras e outros compostos, que auxiliam as defesas naturais do corpo a destruírem os carcinógenos antes que eles causem sérios danos às células, é a recomendada.

Esses tipos de alimentos também podem bloquear ou reverter os estágios iniciais do processo de carcinogênese e, portanto, devem ser consumidos com freqüência e em grande quantidade.

Hábitos sexuais

Hábitos como a vida sexual precoce, a promiscuidade, a falta de higiene e a variedade de parceiros contribuem para o aparecimento do câncer. A prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e a educação sexual são fatores que colaboram para a preservação da saúde.

Fonte: www.hportugues.com.br

Câncer

CAUSAS E RISCOS DO CÂNCER

O câncer é uma célula que perdeu seus mecanismos de controle normais e, conseqüentemente, apresenta um crescimento desregulado.

O câncer pode desenvolver-se a partir de qualquer tecido no interior de qualquer órgão. À medida que as células cancerosas crescem e se multiplicam, elas formam uma massa de tecido canceroso que invade os tecidos adjacentes e pode disseminar (produzir metástases) por todo o corpo.

Como o Câncer se Desenvolve

As células cancerosas desenvolvem-se a partir de células normais em um processo complexo denominado transformação. A primeira etapa nesse processo é a iniciação, na qual uma alteração do material genético da célula a instrui para tornar-se cancerosa.

A alteração do material genético da célula é ocasionada por um agente denominado carcinógeno (p.ex., substâncias químicas, vírus, radiação ou luz solar). No entanto, nem todas as células são igualmente suscetíveis aos carcinógenos.

Uma alteração genética na célula ou outro agente, denominado promotor, pode torná-la mais suscetível. Mesmo a irritação física crônica pode tornar as células mais propensas a se tornarem cancerosas.

Na etapa seguinte, a promoção, uma célula que iniciou sua alteração torna-se cancerosa. A promoção não tem efeito sobre as células não iniciadas. Portanto, para ocorrer o câncer, são necessários vários fatores, freqüentemente a combinação de uma célula suscetível e um carcinógeno.

No processo através do qual uma célula normal torna-se cancerosa, em última instância, o seu DNA sofre uma alteração. Freqüentemente, é difícil se detectar alterações no material genético de uma célula, mas, algumas vezes, uma alteração de tamanho ou de forma de um determinado cromossomo indica um certo tipo de câncer.

Por exemplo, um cromossomo anormal denominado cromossomo Filadélfia é encontrado em 80% dos indivíduos com leucemia mielocítica crônica.

Alteraçõesgenéticas também têm sido identificada sem tumores cerebrais e cânceres do cólon, de mama, de pulmão e de ossos.

Para o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, podem ser necessárias várias alterações cromossômicas.

Estudos sobre a polipose do cólon familiar (um distúrbio intestinal hereditário no qual ocorre a formação de pólipos que se tornam cancerosos) sugeriram como essa doença pode evoluir para um câncer de cólon: o revestimento normal do cólon começa a crescer mais ativamente (hiperprolifera) porque as células não mais possuem um gene supressor no cromossomo 5, que normalmente controla o seu crescimento.

A seguir, uma discreta alteração do DNA promove alterações para formar um adenoma (um tumor benigno). Um outro gene (o oncogene RAS) faz com que o adenoma cresça mais ativamente.

A perda subseqüente de um gene supressor do cromossomo 18 estimula ainda mais o adenoma e, finalmente, a perda de um gene do cromossomo 17 converte o adenoma benigno em câncer. Alterações adicionais podem fazer com que o câncer produza metástases.

Carcinógenos

Carcinógenos: Agentes Químicos que Podem Causar Câncer

Substância Química Tipo de Câncer
Ambiental e Industrial
Arsênico Pulmão
Asbesto Pulmão, pleura
Aminas aromáticas Bexiga
Benzeno Leucemia
Cromatos Pulmão
Níquel Pulmão, seios nasais
Cloreto de vinil Fígado
Associados ao estilo de vida
Álcool Esôfago, boca, garganta
Nozes de betel Boca, garganta
Tabaco Cabeça, pescoço, pulmões, esôfago, bexiga
Utilizados na Medicina
Agentes alquilantes Leucemia, bexiga
Dietilestilbestrol Fígado, sistema reprodutor feminino (se houve exposição anterior ao nascimento)
Oximetolona Fígado
Torotrast Vasos sangüíneos

Mesmo quando uma célula torna-se cancerosa, o sistema imune freqüentemente consegue destruí-la antes que ela replique-se e estabeleça como um câncer.

É mais provável que o câncer se desenvolva quando o sistema imune está comprometido, como nos individuos com AIDS, aqueles medicados com drogas imunossupressores e naqueles com certas doenças autoimunes. No entanto, o sistema imune não é à prova de erros; o câncer pode escapar à vigilância protetora desse sistema mesmo quando ele está funcionando normalmente.

Fatores de Risco

Uma grande quantidade de fatores genéticos ambientais aumenta o risco de desenvolvimento de câncer.

A história familiar é um fator importante. Algumas amílias apresentam um risco significativamente mais elevado de apresentar certos tipos de câncer em comparação com outras. Por exemplo, o risco de uma mulher apresentar um câncer de mama aumenta 1,5 a 3 vezes se a sua mãe ou a sua irmã tiver apresentado.

Alguns cânceres de mama estão associados a uma mutação genética específica que é mais freqüente em alguns grupos étnicos e em algumas famílias.

As mulheres que apresentam essa mutação genética têm uma probabilidade de 80 a 90% de desenvolverem câncer de mama e uma chance de 40 a 50% de desenvolverem câncer de ovário.

Os pesquisadores verificaram que 1% das mulheres judias Ashkenazi apresenta essa mutação genética. Muitos outros cânceres, inclusive alguns cânceres de pele e de cólon, tendem também a ocorrer em famílias.

Os indivíduos com anormalidades cromossômicas apresentam maior risco de câncer. Por exemplo, os indivíduos com síndrome de Down, que possuem três cromossomos número 21 ao invés dos dois normais, apresentam um risco 12 20 vezes maior de leucemia aguda. Vários fatores ambientais aumentam o risco de câncer.

Um dos mais importantes é o tabagismo. O tabagismo aumenta substancialmente o risco de câncer de pulmão, de boca, de laringe e de bexiga.

Fonte: www.msd-brazil.com

Câncer

O que é Câncer?

Câncer é o nome dado a um conjunto de doenças que têm em comum o crescimento desordenado das células com a capacidade de invadir e formar metástases para outras regiões do corpo.

As células neoplásicas (malignas) se desenvolvem devido a danos no DNA (material genético) das próprias células. Na maioria das vezes, o DNA danificado é reparado pelo organismo.

Nas células neoplásicas, o DNA danificado não é reparado e nesses casos as pessoas podem herdar o DNA danificado, o que explica os casos de câncer hereditário. Outras vezes, porém, o DNA é danificado pela exposição a algum fator ambiental como, por exemplo, o tabaco.

Nem todos os tumores são malignos. Nos tumores benignos as células crescem e são semelhantes ao tecido normal e não se disseminam para outras partes do corpo e raramente constituem um risco de morte.

Freqüentemente no tumor maligno as células disseminam-se através da corrente sanguínea e dos vasos linfáticos, onde começam a crescer e substituir tecidos normais formando as metástases.

Os tumores se comportam de formas diferentes. Por exemplo, o câncer de pele e de mama são doenças que apresentam taxas de crescimentos diferentes e respondem a tratamentos diferentes.

É por isso que as pessoas com câncer necessitam de tratamento que visa seu tipo específico de tumor de forma individualizada.

Em muitos casos, a causa exata do câncer continua a ser um mistério. Sabemos que algumas alterações nas nossas células podem provocar o aparecimento do câncer, mas ainda não sabemos exatamente como isso acontece. Muitos cientistas estão estudando estes mecanismos.

Causas, Fatores de Risco e Prevenção

Quais são os fatores de risco para o aparecimento do câncer?

O termo risco refere-se a medidas comumente utilizadas para se saber à probabilidade de uma doença ou evento ocorrer em determinado período de tempo. Os fatores que se associam ao aumento do risco de se contrair uma doença são chamados fatores de risco.

Alguns fatores de risco podem ser alterados, e outros não podem. Os fatores de risco podem ser encontrados no ambiente físico, ser herdados ou representar hábitos ou costumes próprios de um determinado ambiente social e cultural.

Ter um fator de risco para o câncer significa que a pessoa apresenta uma probabilidade maior de desenvolver a doença em algum momento da sua vida.

No entanto, ter um ou mais fatores de risco, não significa necessariamente que uma pessoa vai desenvolver a doença. Algumas pessoas com um ou mais fatores de risco nunca desenvolvem a doença, enquanto outras pessoas que desenvolvem câncer podem não ter fator de risco aparente.

Nem sempre a relação entre a exposição a um fator de risco e o desenvolvimento de uma doença é reconhecível facilmente, especialmente se presume que a relação se dê com comportamentos sociais comuns.

Mesmo quando uma pessoa que tem um fator de risco é diagnosticada com câncer, não há maneira de provar que esse fator realmente causou o câncer.

Diferentes tipos de câncer têm diferentes fatores de risco, tais como:

Câncer de pulmão, boca, laringe, bexiga, rim, esôfago e pâncreas estão relacionados com a utilização do tabaco, incluindo cigarros, charutos, mastigar tabaco e rapé. O fumo é responsável por um terço de todas as mortes por câncer.

Câncer de pele está relacionado com a exposição à luz solar sem proteção.

Câncer de mama inclui diversos fatores de riscos, tais como: idade, alterações nos níveis hormonais ao longo da vida (menopausa tardia, menarca precoce, número de gestação), obesidade e atividade física.

Alguns estudos também têm demonstrado uma ligação entre o consumo de álcool e um risco aumentado para o aparecimento de câncer de mama. Além disso, as mulheres com história familiar de câncer de mama, apresentam maiores riscos de desenvolver a doença.

Câncer de próstata é mais comum em homens com mais de 50 anos, e geralmente não causam sintomas nas fases iniciais.

Os principais fatores de risco são: idade, raça e dieta.

A incidência aumenta com a idade, e dietas com elevado teor de gordura também desempenham um papel no aparecimento da doença. Além disso, homens com pai ou irmão que tiveram câncer de próstata têm maior probabilidade de ter a doença.

As pesquisas sugerem que aproximadamente um terço das mortes provocadas pelo câncer que ocorrem nos Estados Unidos a cada ano estão relacionadas a fatores ambientais como hábitos alimentares inadequados, sedentarismo, incluindo sobrepeso e obesidade e outro terço é causado pela exposição ao tabaco.

Como tratar

O tratamento do paciente oncológico merece uma abordagem multidisciplinar, preferencialmente em centros especializados, que disponham de profissionais envolvidos com esse diagnóstico, bem como que possuam estrutura física e aparelhagem capaz de permitir o tratamento mais adequado a cada caso.

O prognóstico destes pacientes depende, além das condições clínicas do próprio enfermo, do diagnóstico precoce, planejamento terapêutico correto e seguimento cuidadoso.

As opções terapêuticas disponíveis incluem a cirurgia, a quimioterapia, a radioterapia, a imunoterapia, a hormonioterapia e mais recentemente as terapias moleculares. Em muitos casos, é necessário combinar essas modalidades, por isso o tratamento envolve uma equipe multidisciplinar.

Você é uma parte importante do tratamento. Não deixe de discutir com seu médico e entender quais são as melhores opções para o seu caso e quais os efeitos colaterais que podem ocorrer.

Nem todos os tipos de tratamentos serão eficazes na sua situação, por isso certifique-se de que você compreende as suas opções.

Cirurgia

A cirurgia foi a primeira modalidade de tratamento contra o câncer a ser instituída e pode curar um número significativo de casos com doença localizada.

Quando não for possível a ressecção cirúrgica ou se a doença encontra-se disseminada podem se combinar outras formas de tratamento como a quimioterapia ou a radioterapia.

Radioterapia

A radioterapia é o tratamento realizado através do uso de doses de radiação, com a finalidade de destruir o tecido tumoral. Pode ser empregada de forma isolada ou combinada à cirurgia ou quimioterapia para o tratamento das neoplasias malignas e também para algumas lesões benignas.

O objetivo da radioterapia é curar o máximo de pacientes com o mínimo de efeitos colaterais e seqüelas. Porém, esse risco tem sido cada vez menor em função das novas tecnologias, que melhorou muito a precisão com a qual a radioterapia é planejada e aplicada.

Existem na prática clínica duas formas de se aplicar a radiação:

Radioterapia externa ou Teleterapia: a radiação é aplicada através de um aparelho que emite os feixes de raios que alcançam o tumor. Dessa forma, podem-se definir com clareza os limites deste tratamento. As aplicações são rápidas e indolores e são ministradas cinco dias por semana, com exceção dos finais de semana. Em geral o tratamento pode durar de 3 a 9 semanas.
Radioterapia interna ou Braquiterapia:
nesta forma de radioterapia os materiais radioativos são implantados dentro do corpo nas proximidades do tumor. Pode ser realizada de forma ambulatorial ou necessitar de internação.

Efeitos colaterais

A radioterapia não atua exclusivamente na população de células malignas, atua também nos tecidos normais, causando efeitos colaterais que em muitos casos contribuem para problemas nutricionais específicos e afetam potencialmente o estado nutricional do paciente.

As seqüelas nutricionais causadas pela radioterapia estão relacionadas com a região anatômica irradiada, tamanho da área a ser tratada, número de aplicações e se concomitante ou não à quimioterapia, podendo ser imediatas ou tardias.

As regiões mais facilmente atingidas são: sistema nervoso central, cabeça e pescoço, tórax, abdômen e pélvis.

Esses efeitos colaterais geralmente começam em torno da segunda ou terceira semana de tratamento. Depois do término do tratamento a maioria destes efeitos colaterais desaparecem em torno de 2 a 3 semanas, embora alguns podem durar mais tempo.

Nas últimas décadas, tem sido utilizada a combinação de radioterapia e quimioterapia. Essa interação visa conseguir um melhor controle local e sobrevida dos pacientes, além de potencializar estes efeitos colaterais quando realizadas simultaneamente.

Os efeitos colaterais do tratamento que pode interferir com a sua capacidade de se alimentar são:

Perda do apetite
Alterações de paladar e odor
Feridas na boca (mucosite)
Náuseas
Vômitos
Dor ou dificuldade para engolir
Diminuição da saliva (xerostomia)
Alteração do hábito intestinal (diarréia/obstipação intestinal)
Fadiga (cansaço)
Diminuição dos leucócitos (leucopenia)
Alterações no peso (ganho ou perda)

Quimioterapia

A quimioterapia foi o primeiro tratamento sistêmico para o câncer e consiste na utilização de uma droga ou a combinação de drogas que agem na destruição das células do câncer interferindo em seu crescimento e/ou evitando a sua reprodução. As drogas utilizadas recebem o nome de agentes quimioterápicos, e podem ser ingeridas ou administradas por veias, artérias e músculos.

Existem dezenas de agentes quimioterápicos diferentes, cada um deles com indicações específicas e efeitos colaterais próprios.

A quimioterapia pode ser aplicada de acordo com a seguinte finalidade:

Quimioterapia neoadjuvante: é utilizada quando há intenção de diminuir o volume do tumor primário e, assim tornar possível uma cirurgia em tumores muito avançados ou, até mesmo, possibilitar uma cirurgia com menos mutilação, preservando o órgão acometido. Um exemplo clássico desta abordagem é a quimioterapia neoadjuvante para câncer de mama.

Quimioterapia adjuvante: é utilizada após a ressecção completa do tumor primário, no qual não há evidência da presença de metástases à distância. Cânceres de mama, cólon e reto são exemplos comuns de quimioterapia adjuvante.

Quimioterapia terapêutica: esta denominação aplica-se quando a quimioterapia é o tratamento principal. Nesta circunstância, se há possibilidade de cura, classifica-se de curativa, caso contrário utiliza-se o termo paliativa. A sua principal aplicação encontra-se em leucemias, linfomas, mieloma múltiplo e tumores sólidos metástaticos.

O tratamento quimioterápico tem duração bastante variável. Algumas vezes o tratamento segue uma programação com datas e número de ciclo pré-estabelecidos - nos casos de quimioterapia adjuvante ou neo-adjuvante, por exemplo, os tratamentos têm duração programada.

Entretanto, na maior parte dos casos a programação é mantida em aberto e a proposta de tratamento será reavaliada após a aplicação de alguns ciclos de quimioterapia. A manutenção ou mudança do esquema quimioterápico dependem dos resultados obtidos com o tratamento.

Cada ciclo de quimioterapia é repetido dentro de um intervalo mínimo de dias. A finalidade desse intervalo é proporcionar a recuperação do organismo aos efeitos colaterais da quimioterapia, variando de acordo com as drogas utilizadas.

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais da quimioterapia variam de acordo com os medicamentos utilizados, as doses administradas, a duração do tratamento e a individualidade de cada paciente.

Os principais efeitos colaterais são: náuseas, vômitos, perda do apetite, feridas na boca (mucosite), alteração de paladar e odor, mielotoxicidade (diminuição de leucócitos e plaquetas), infecções, sangramentos, obstipação intestinal (intestino preso), diarréia, fadiga (cansaço) e queda de cabelo temporária (alopecia).

Muitos destes efeitos colaterais se manifestam com diferentes intensidades, de acordo com o organismo de cada paciente. Contudo, a maioria destes efeitos colaterais podem ser controlados com medicamentos, cuidados específicos, ou alteração do esquema de tratamento. Em caso de dúvidas, converse com seu médico.

Os efeitos colaterais da quimioterapia que podem interferir com a sua capacidade de se alimentar são:

Perda do apetite
Alterações de paladar e odor
Feridas na boca (mucosite)
Náuseas
Vômitos
Dor ou dificuldade para engolir
Diminuição da saliva (xerostomia)
Alteração do hábito intestinal (diarréia/obstipação intestinal)
Fadiga (cansaço)
Diminuição dos leucócitos (leucopenia)
Alterações no peso (ganho ou perda)

Fonte: www.nutrionco.com.br

Câncer

Conceitos básicos

Câncer (ou neoplasia, ou tumor maligno) é uma classe de doenças caracterizadas pelo crescimento descontrolado de células aberrantes. O câncer pode matar devido à invasão destrutiva de órgãos normais por estas células, por extensão direta ou por disseminação à distância, que pode ser através do sangue, linfa ou superfície serosa.

O comportamento anormal das células cancerosas é geralmente espelhado por mutações genéticas, expressões de características ontológicas, ou secreção anormal de hormônios ou enzimas.

Todos os cânceres têm o potencial de invasão ou de metastatização, mas cada tipo específico tem características clínicas e biológicas, que devem ser estudadas para um adequado diagnóstico, tratamento e acompanhamento.

Incidência e Mortalidade

As neoplasias são a terceira maior causa de morte no Brasil (superadas apenas pelas doenças do aparelho circulatório e pelas causas externas / violência).

Espera-se que no meio do século 21 o câncer já seja a principal causa de morte no Brasil.

Os motivos que levam ao crescimento da incidência do câncer são o aumento da expectativa de vida da população em geral, associada a maior exposição a fatores de risco. O tipo de câncer que mais cresce é o de pulmão, principalmente devido à propagação do hábito de fumar, que cresce desde há 40 anos.

No Brasil os registros estatísticos sobre o câncer ainda são bastante falhos, e não retratam a realidade brasileira. Nos últimos anos há uma tentativa de dar maior confiabilidade aos dados divulgados, e esperamos em breve poder conhecer melhor o que ocorre em nosso país. Os leitores podem encontrar os dados estatísticos mais atualizados sobre câncer no site do Instituto Nacional do Câncer, que centraliza os dados nacionais.

Como se forma?

Vários elementos podem causar ou contribuir diretamente para a ocorrência de uma seqüência de eventos que levem ao surgimento do câncer. O caminho final comum dos cânceres é alguma alteração genética, que converte uma célula bem constituída, participante do corpo como um todo, numa outra, "renegada", destrutiva, que não responde mais a comandos de uma comunidade de células.

Promotores (oncogenes) e supressores têm um papel central e decisivo em muitos casos. Substâncias químicas (como o benzeno e nitrosaminas), agentes físicos (como radiação gama e ultravioleta), e agentes biológicos (como alguns tipos de vírus), contribuem para a carcinogênese em algumas circunstâncias.

O agente carcinogênico mais importante para a população em geral é o tabaco, pois ele causa ou contribui para o desenvolvimento de aproximadamente um terço de todos os cânceres, principalmente em pulmão, esôfago, bexiga e cabeça e pescoço.

Detecção Precoce do Câncer

Quando a prevenção do câncer através da mudança de hábitos não é possível, a detecção precoce é a melhor estratégia para reduzir a mortalidade. Campanhas de esclarecimento da população, e também de profissionais de saúde são feitas nesse sentido. Infelizmente, no Brasil são bastante falhas.

A Oncologia

A oncologia, nos últimos anos, tornou-se uma complexa e interessante disciplina que conta com o auxílio de outras especialidades, como cirurgia, pediatria, patologia, radiologia, psiquiatria e outras, o que faz o sucesso do tratamento um mérito das ações multidisciplinares. Há três passos principais na oncologia, para o bem do paciente.

O primeiro objetivo trata de curar os pacientes, para devolvê-los a um lugar na sociedade. Deve ser tentado em todos os tipos de câncer, mesmo naqueles em que a chance de cura é pequena. Requer uma atitude de esperança e determinação para se derrotar dificuldades e perigos, e às vezes para se enfrentar insucessos.

Se mesmo assim a cura não é possível, o médico deve apontar ao segundo objetivo, que seria uma longa e satisfatória remissão da doença, deixando o paciente bem consigo mesmo pelo maior tempo possível, longe de efeitos da doença e de hospitalizações. Quando a chance de remissão é remota, o objetivo passa a ser controlar a doença e seus sintomas pelo uso correto de terapêutica paliativa.

O objetivo final visa melhorar a qualidade de vida do paciente, e não apenas o prolongamento de uma vida sofrida. O médico deve ajudar o paciente a manter a sua dignidade, entender sua fraqueza, e evitar sentimentos de frustração, animosidade ou até excessiva amizade, para desenvolver o bom julgamento para o interesse do paciente. O principal é sensibilidade e bom senso.

Estadiamento Geral do Câncer (Simplificado)

Estágio 1: Localizado. Geralmente confinado ao órgão de origem. Geralmente curável com medidas locais, como cirurgia ou irradiação.
Estágio 2:
Localizado, mas extenso. Pode se estende para fora do órgão de origem, mas mantém a proximidade. É às vezes curável com medidas locais (cirurgia e irradiação), às vezes em conjunto com a quimioterapia.
Estágio 3:
Disseminado Regionalmente. Estende-se para fora do órgão de origem, atravessando vários tecidos. Pode atingir linfonodos (gânglios) na região do tumor. Tem ainda o potencial de ser curado, embora as recidivas sejam mais freqüentes. O tratamento local ou sistêmico depende das características do tumor.
Estágio 4:
Disseminado difusamente. Geralmente envolve múltiplos órgãos distantes e é raramente curável.

Modalidades Terapêuticas

CIRURGIA: É o mais antigo e mais definitivo, quando o tumor é localizado, em circunstâncias anatômicas favoráveis. Em geral é o tratamento mais importante, que influencia mais na cura do paciente. Para alguns tipos de câncer, no entanto, apenas a cirurgia não é suficiente, devido à disseminação de células cancerosas local ou difusamente.
RADIOTERAPIA:
É o mais utilizado para tumores localizados que não podem ser ressecados totalmente, ou para tumores que costumam recidivar localmente após a cirurgia. Pode causar efeitos colaterais localizados, principalmente por lesão de tecidos normais adjacentes ao tumor. A quantidade de radiação utilizada depende do tipo de tumor, e é medida em rads.
QUIMIOTERAPIA:
É o tratamento sistêmico para o câncer. Pode ser de aplicação endovenosa, oral ou intraarterial, mais raramente. Consiste na utilização de medicamentos que tem ação citotóxica (causa danos às células). Podem ser utilizadas combinações de vários medicamentos diferentes, pois nos tumores há freqüentemente subpopulações de células com sensibilidade diferente às drogas antineoplásicas.

Os mecanismos de ação das drogas são diferentes, mas em geral acabam em lesão de DNA celular. A toxicidade contra células normais é a causa da maioria dos efeitos colaterais (náuseas, vômitos, anemia, mielossupressão). Pode ser usada como tratamento principal (leucemias, linfomas, câncer de testículo), mas normalmente é adjuvante, após tratamento cirúrgico ou radioterápico, ou paliativo, em doenças mais avançadas.

TERAPIA BIOLÓGICA

Usam-se modificadores da resposta biológica do próprio organismo frente ao câncer, "ajudando-o" a combater a doença (linfoquinas, anticorpos monoclonais).

Pode-se usar também drogas que melhoram a diferenciação das células tumorais, tornando-as de mais fácil controle.

Obtendo sucesso no tratamento

O sucesso da terapia contra o câncer depende da escolha das modalidades de tratamento que mais se adequam ao paciente e à sua doença, necessitando muito a cooperação entre especialidades. Suporte geral também é muito importante, incluindo controle de distúrbios metabólicos, infecciosos, cardiopulmonares, freqüentes nos pacientes submetidos a tratamentos agressivos.

Fonte: www.andre.sasse.com

Câncer

O que é Câncer?

O câncer é definido como um tumor maligno, mas não é uma doença única e sim um conjunto de mais de 200 patologias, caracterizado pelo crescimento descontrolado de células anormais (malignas) e como conseqüência ocorre a invasão de órgãos e tecidos adjacentes envolvidos, podendo se disseminar para outras regiões do corpo, dando origem à tumores em outros locais.

Essa disseminação é chamada de metástase.

As células doentes podem ser muito agressivas, mas, a partir da década de 80 a maioria dos tumores malignos passou a ser tratado e os índices de cura são atualmente muito elevados.

Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original.

Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo.

Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).

Quem pode desenvolver um câncer?

Qualquer pessoa pode vir a desenvolver algum tipo de câncer ao longo da vida.

Há algumas pessoas com maior predisposição à doença, tais como:

Algumas doenças congênitas em criança como a síndrome de Down, Ataxia telangectásica, imunodeficiências congênitas.

Exposição a alguns fatores: cigarro, benzenos, pesticidas.

Relação familiar: como o câncer de mama em filhas de mulheres que desenvolveram a doença.

Como surge o câncer?

As células que constituem o corpo humano são formadas por três partes:

Membrana celular: parte mais externa da célula
Citoplasma: constitui o corpo da célula
Núcleo: contém os cromossomos, que por sua vez, são compostos de genes.

Os genes são arquivos que guardam e fornecem instruções para a organização das estruturas, formas e atividades das células no organismo.

Toda a informação genética encontra-se inscrita nos genes, numa "memória química": o ácido desoxirribonucleico (DNA). É por meio do DNA que os cromossomos passam as informações para o funcionamento da célula.

Uma célula normal pode sofrer alterações no DNA, sendo esse evento denominado mutação genética. As células cujo material genético foi modificado, sofrem uma perda de sua função e multiplicam-se de maneira descontrolada, mais rapidamente do que as células normais do tecido à sua volta, invadindo-o.

Geralmente, têm capacidade para formar novos vasos sanguíneos que as nutrirão e manterão as atividades de crescimento descontrolado.

O acúmulo dessas células forma os tumores malignos. Invadem inicialmente os tecidos vizinhos, podendo chegar ao interior de um vaso sangüíneo ou linfático e, por meio desses, disseminar-se, chegando a órgãos distantes do local onde o tumor se iniciou, formando as metástases.

As células cancerosas são, geralmente, menos especializadas nas suas funções do que as suas correspondentes normais. Conforme as células cancerosas vão substituindo as normais, os tecidos invadidos vão perdendo suas funções.

Como é o Processo de Carcinogênese?

O processo de carcinogênese, ou seja, de formação de câncer, em geral se dá lentamente, podendo levar vários anos para que uma célula cancerosa prolifere e dê origem a um tumor visível. Esse processo passa por vários estágios antes de chegar ao tumor.

São eles:

Estágio de Iniciação

É o primeiro estágio da carcinogênese. Nele as células sofrem o efeito dos agentes cancerígenos ou carcinógenos que provocam modificações em alguns de seus genes. Nesta fase as células se encontram, geneticamente alteradas, porém ainda não é possível se detectar um tumor clinicamente.

Encontram-se "preparadas", ou seja, "iniciadas" para a ação de um segundo grupo de agentes que atuará no próximo estágio.

Estágio de Promoção

É o segundo estágio da carcinogênese. Nele, as células geneticamente alteradas, ou seja, "iniciadas", sofrem o efeito dos agentes cancerígenos classificados como oncopromotores.

A célula iniciada é transformada em célula maligna, de forma lenta e gradual. Para que ocorra essa transformação, é necessário um longo e continuado contato com o agente cancerígeno promotor.

A suspensão do contato com agentes promotores muitas vezes interrompe o processo nesse estágio.

Esses gentes cancerígenos são demonstrados em alguns tumores como causa e efeitos, sendo o mais conhecido a nicotina contida no cigarro que aumenta em 12 vezes as chances de câncer de pulmão. Em outros tipos de câncer, essa identificação de causa e efeito ainda não foi definida, por essa razão as causas da doença são ainda um grande objeto de estudo no campo da Oncologia.

Estágio de progressão

É o terceiro e último estágio e se caracteriza pela multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas. Nesse estágio o câncer já está instalado, evoluindo até o surgimento das primeiras manifestações clínicas da doença.

Como o Organismo se Defende

No organismo existem mecanismos de defesa naturais que o protegem das agressões impostas por diferentes agentes que entram em contato com suas diferentes estruturas.

Ao longo da vida, são produzidas células alteradas, mas esses mecanismos de defesa possibilitam a interrupção desse processo, com sua eliminação subseqüente.

A capacidade de reparo do DNA danificado por agentes cancerígenos e a ação de enzimas responsáveis pela transformação e eliminação de substâncias cancerígenas introduzidas no corpo são exemplos de mecanismos de defesa.

Esses mecanismos, próprios do organismo, são na maioria das vezes geneticamente pré-determinados, e variam de um indivíduo para outro.

Esse fato explica a existência de vários casos de câncer numa mesma família, bem como o porquê de nem todo fumante desenvolver câncer de pulmão.

Sem dúvida, o sistema imunológico desempenha um importante papel nesse mecanismo de defesa. Ele é constituído por um sistema de células distribuídas numa rede complexa de órgãos, como o fígado, o baço, os gânglios linfáticos, o timo e a medula óssea.

Esses órgãos são denominados órgãos linfóides e estão relacionados ao crescimento, desenvolvimento e a distribuição das células especializadas na defesa do corpo.

Dentre essas células, os linfócitos desempenham um papel muito importante nas atividades do sistema imune, relacionadas à produção de defesa deste processo de carcinogênese.

Cabe aos linfócitos a atividade de atacar as células do corpo infectadas por vírus oncogênicos (capazes de causar câncer) ou as células em transformação maligna, bem como de secretar substâncias chamadas de linfocinas.

As linfocinas regulam o crescimento e o amadurecimento de outras células e do próprio sistema imune. Acredita-se que distúrbios em sua produção ou em suas estruturas sejam causas de doenças, principalmente do câncer.

Sem dúvida, a compreensão dos exatos mecanismos de ação do sistema imunológico muito contribuirá para o entendimento da carcinogênese e, portanto, para novas estratégias de tratamento e de prevenção do câncer.

As células que constituem os animais são formadas por três partes: a membrana celular, que é a parte mais externa da célula; o citoplasma, que constitui o corpo da célula; e o núcleo, que contém os cromossomas, estes compostos pelos genes.

Os genes são arquivos que guardam e fornecem instruções para a organização das estruturas, formas e atividades das células no organismo.

Toda a informação genética encontra-se inscrita nos genes, numa "memória química" - o ácido desoxirribonucleico (DNA). É por meio do DNA que os cromossomas passam as informações para o funcionamento da célula.

Uma célula normal pode sofrer alterações no DNA. É o que chamamos mutação genética. As células cujo material genético foi alterado passam a receber instruções erradas para as suas atividades.

As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados protooncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os protooncogenes transformam-se em oncogenes, transformando as células normais em células malignas, dando início ao câncer.

De todos os casos, 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais.

Alguns deles são bem conhecidos: o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia.

Outros estão em estudo, tais como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos.

Sintomas

O câncer pode apresentar os sintomas mais variados, pois como já dito anteriormente não se trata de uma só doença.

Muitos desses sintomas são comuns a doenças mais simples, portanto o aparecimento de um ou mais deles não indica necessariamente um diagnóstico de câncer.

No caso de sinais que se apresentem por tempo prolongado ou com certa freqüência procure orientação médica para que esse possa fazer um exame clínico acurado e uma hipótese diagnóstica que possa fazer o diagnóstico da doença.

Os sinais e sintomas persistentes podem fazer parte de leucemia ou linfoma:

Palidez (anemia).
Manchas vermelhas ou escuras, na pele (denominadas hematomas), que não estejam ligados a traumas.
Febre diária: persistente e sem agente infeccioso aparente.
Perda de peso.
Sudorese noturna.
Dor óssea ou nas juntas persistente sem história de trauma local.
Aumento persistente, progressivo e indolor de linfonodos (ínguas).
Massa abdominal ou em tecidos moles.
Dor de cabeça com dificuldade para andar e vômitos não associados à alimentação.

Como diagnosticar

O paciente, ao procurar um médico, não sabe ainda a natureza da sua doença e, assim, não procura diretamente um especialista.

Setenta por cento dos diagnósticos de câncer são feitos por médicos que não são oncologistas, o que evidencia a importância desses profissionais no diagnóstico da doença.

O médico chega a uma suposição diagnóstica por meio de várias etapas, durante as quais deve proceder a uma análise cuidadosa, com base principalmente em seu conhecimento do caso e da patologia, olhando sempre o paciente como um todo, não se restringindo ao sistema-alvo da sua especialidade.

No Brasil, muito tem sido feito para que os médicos possam suspeitar da doença e fazer o encaminhamento do paciente aos serviços que tratam pacientes portadores de câncer.

A adequação das condutas diagnósticas e terapêuticas, e a agilidade no encaminhamento do caso para que o paciente inicie o mais breve possível seu tratamento, aumentam as chances de cura do paciente.

Tratamento

O tratamento do câncer pode ser feito por meio de cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea. Em muitos casos, é necessário combinar essas modalidades.

A leucemia e o linfoma hoje possuem uma grande chance de cura, pois há várias modalidades de tratamento possíveis e por essa razão, se o diagnóstico for confirmado, procure um tratamento em serviço especializado para que o paciente possa receber um tratamento adequado e tenha as melhores chances de cura.

Fonte: www.abrale.org.br

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