O cancro mole ou cancróide é uma doença sexualmente transmissível (DST), causada pela bactéria Haemophylus ducreyi. O cancro mole não é uma neoplasia, ou seja, não é cancro/câncer, mas sim uma doença infecciosa.
O H.ducreyi é um pequeno cocobacilo Gram-negativo imóvel, difícil de cultivar em meios artificiais.
O cancro mole é uma doença predominantemente tropical, sendo rara na Europa. É transmitida exclusivamente pela relação sexual.
As populações mais afectadas são as prostitutas e os seus clientes. A sua existência aumenta a probabilidade de transmissão do HIV, e a circuncisão é protectora.
Após a relação sexual que transmite a doença, demora entre um dia e duas semanas até aparecer o cancro mole, normalmente na glande do pénis, escroto ou lados do pénis no homem, ou nos lábios maiores ou menores da vulva na mulher. No homem costumam ser apenas um ou dias, mas na mulher podem ser até quatro, mas com menos sintomas.
O cancro mole é uma úlcera dolorosa, com cerca de 3-50 milímetros, que sangra facilmente, ocorrendo na região genital. Os seus bordos são irregulares mas bem definidos contra a pele normal. A base apresenta um material amarelado-esverdeado purulento.
Os gânglios linfáticos regionais (inguinais) ficam, em um terço dos casos, inchados e facilmente palpáveis. Nos estágios avançados não tratados podem irromper na pele drenando pús.
O cancro mole da H. ducreyi é distingido do cancro duro da sífilis pela sua fraca consistência.
Amostras recolhidas directamente do cancro mole são analisadas após cultura em meio especial com o microscópio e técnicas de bioquímica.
O H.ducreyi é sensível a antibióticos como sulfonamidas, estreptomicina e tetraciclinas.
Fonte: pt.wikipedia.org
O Cancro Mole é uma infecção causada por uma bactéria que pode ser contraída por homens e mulheres.
O Cancro Mole é transmitido através do contato direto com uma ferida de Cancro Mole durante sexo vaginal, anal ou oral.
Os sintomas podem incluir feridas abertas com dor e secreção, e caroços na região da virilha. As feridas começam como simples caroços vermelhos, de quatro a sete dias após contato com a ferida da pessoa infectada. Estas feridas crescem e se aprofundam podendo sangrar e causar muita dor. Caso as feridas se formem na vagina, elas podem causar dor e sangramento durante a relação sexual, ou dor ao urinar. Caso as feridas surjam no ânus, pode haver dor e sangramento decorrentes de movimentos do intestino.
O Cancro Mole pode ser tratado com antibióticos. Após terminar o tratamento você deverá retornar ao médico para certificar-se que todas as feridas sararam e que a infecção está completamente curada.
Caso o Cancro Mole não seja tratado, ele pode causar danos sérios à pele e à genitália. Como outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), o Cancro Mole, quando não tratado, aumenta a probabilidade de uma pessoa ser infectada ou infectar a outros com o vírus da AIDS, o HIV.
Sim. Se o diagnóstico der positivo para o Cancro mole, é importante avisar a todas as pessoas com quem você teve relações sexuais nos últimos 10 dias para que elas também façam os exames médicos e sejam medicadas. Tome todos os medicamentos indicados até o fim do tratamento mesmo se você melhorar antes de terminar. Não faça sexo até que as pessoas com quem você mantém relações sexuais tenham feito o tratamento completo e os sintomas tenham desaparecido, caso contrário você poderá ser reinfectado.
Ainda não se tem notícia de danos causados diretamente ao bebê durante a gravidez, mas é importante que o seu médico saiba que você está grávida para a prescrição correta do medicamento. Todas as mulheres grávidas devem fazer, o quanto antes, os exames médicos de doenças sexualmente transmissíveis (DST), inclusive o de HIV/AIDS. Você deverá refazer o teste durante a sua gravidez caso você tenha alto risco de contrair uma DST. DTS não tratadas podem ser muito perigosas. Use camisinha de sempre que fizer sexo.
Usando camisinha sempre que fizer sexo vaginal, oral ou anal. Se você for alérgico a látex, você pode utilizar camisinhas de poliuretano ou outros materiais sintéticos.
Fonte: www10.prefeitura.sp.gov.br
Cancro Mole (cavalo) é causada pela bactéria Hemophilus Ducreyi
afetando homens e mulheres.
Caracteriza-se por feridas tipo úlcera, semelhante a sífilis,
diferenciando-se desta por apresentar geralmente lesões múltiplas
(pode ser única), por serem dolorosas, de borda irregular com contornos
avermelhados e fundo irregular, cobertos por secreção amarelada,
purulenta, com odor fétido e tendência a sangramento em leves
traumatismos. Pode haver formação de íngua na região
da virilha.
Importante observar que não é raro infeção mista; cancro mole e sífilis simultaneamente.
A transmissão é por via sexual em qualquer forma (vaginal, oral, anal), aparecendo as lesões entre 3 a 5 dias após a relação sexual.
Não há complicações sérias em nenhum sexo , uma vez que pela dor e incomodo a vítima sempre procura ajuda médico em curto espaço de tempo. Mas no caso de demora o diâmetro da úlcera pode aumentar dificultando o tratamento e deixando uma "porta" aberta para outras infecções.
O tratamento é feito com antibióticos específicos.
Preservativo e higienização antes e depois da relação sexual
Fonte: www.drsergio.com.br

Também chamado de Cancróide é causado pela bactéria Haemophilus ducreyi.
Após 2 a 7 dias do contágio surge uma pequena lesão “pereba” na genitália ou ânus e em 2 a 3 dias evolui para uma úlcera dolorosa, rasa, bem delimitada, amolecida e às vezes múltiplas. Por vezes apresenta íngua inguinal abscedada. Afastar a sífilis primária e herpes genital.
Fundamentalmente clínico, uma vez que a sorologia é insegura.
Exame bacterioscópico e a cultura asseguram o diagnóstico de certeza. Material colhido da úlcera ou por punção da íngua inguinal abscedada.
Cuidado local com o permanganato de potássio 100 mg em 4 litros d’água
– 4 vezes ao dia.
Íngua inguinal abscedada não deve ser drenada e sim apenas puncionada
para não retardar a cura.
* Azitromicina – 1 g via oral dose única ou (CI na grávida).
* Ceftriaxone – 250 mg intramuscular em dose única ou.
* Ciprofloxacina – 500 mg via oral, 2 vezes ao dia durante 3 dias ou
(CI na grávida).
* Eritromicina – 500 mg via oral, 4 vezes ao dia durante 7 dias ou.
Se o tratamento for eficaz ocorre uma melhora em 3 dias e a cura aos 7 dias.
Fonte: derival.santos.vilabol.uol.com.br
O cancróide, ou cancro mole (ulcus molle), é caracterizado por uma ou mais úlceras genitais e linfadenopatia inguinal frequentemente dolorosa. A doença foi diferenciada clinicamente de sífilis por Basserau, na França em 1852. Em 1889, Ducreyi, na Itália, demonstrou a origem infecciosa da doença através da inoculação de material purulento de suas próprias úlceras genitais na pele do antebraço de voluntários humanos. Ele inoculava um novo local a intervalos semanais com material da úlcera mais recente e, após a quinta ou sexta inoculação em cada paciente, ele encontrou um único microorganismo no exsudato da úlcera. O microorganismo descrito era um bastonete estreptobacilar curto e compacto. Ducreyi no entanto não pôde isolar a bactéria causadora que hoje tem seu nome, o Haemophylus ducreyi. O isolamento foi conseguido por outros pesquisadores em 1900.
O cancro mole é particularmente comum em algumas regiões da África, na Ásia e na América Latina, onde a incidência pode exceder a da sífilis como causa de ulceração genital. Nos EUA o cancro mole é considerado uma doença sexualmente transmissível incomun. Segundo os dados enviados ao Centers for Disease Control and Prevention (CDC), o número de casos notificados de cancróide atingiu o pico de 9.515 em 1947, antes do início do declínio que durou até os meados dos anos 80.
O aumento da incidência de cancróide nos meados dos anos 80 ocorreu simultaneamente com o aumento na incidência de sífilis primária e secundária entre minorias de homens e mulheres heterossexuais. O aumento da incidência de sífilis foi associado com uso de cocaína entre homens e mulheres e entre os homens, com troca de favores sexuais por drogas ou dinheiro.
Tem sido postulado que fatores semelhantes podem ser também responsáveis pelo aumento da incidência de cancróide. A persistência do cancróide em uma população depende de vários fatores, que podem ser matematicamente expressados. Estima-se que a probabilidade de transmissão de cancróide de um indivíduo infectado para um indivíduo feminino sadio durante uma única exposição sexual seja 0,35. A duração da infectividade é estimada em 45 dias. Nos EUA a associação de alguns curtos de cancróide com prostituição sugere que o número de parceiros sexuais é um fator crítico na disseminação do cancróide.
Isto também ajuda a explicar a associação de cancróide com certos fatores de risco como uso de crack e álcool, pois os indivíduos viciados em cocaína e álcool têm mais parceiros sexuais e são mais sujeitos ao comportamento sexual de alto risco. A maioria dos casos ocorre em homens.
Esse fato provavelmente resulta de uma combinação de fatores: anatomia masculina mais facilmente visível; pequeno número de prostitutas infectadas tendo relações sexuais com muitos homens; mulheres com úlceras cervicais assintomáticas e, nas mulheres, cura espontânea das lesões em regiões secas como a face interna das coxas. As DST em geral e as doenças ulcerativas genitais em particular são fatores de risco na transmissão heterossexual de HIV. Foram propostos dois mecanismos para explicar como as úlceras genitais aumentam a transmissão de HIV. O cancróide e outras doenças genitais ulcerativas poderiam facilitar a transmissão de HIV pelo aumento da disseminação do vírus através da úlcera. De fato, o HIV tem sido detectado em úlceras de cancróide.
A presença da úlcera também aumenta a susceptibilidade à infecção por HIV pela ruptura da barreira epitelial e talvez pelo aumento de células susceptíveis ao HIV no ponto de entrada. Em biópsias de cancróides de indivíduos infectados experimentalmente com H. ducreyi observa-se um infiltrado característico de macrófagos e linfócitos T na derme. Ainda estão para ser determinadas a proporção de células CD4 no infiltrado e a susceptibilidade à infecção por HIV.
O período de incubação usualmente é de 4-10 dias, mas períodos mais longos não são incomuns. A lesão começa com uma pápula eritematosa ou pústula dolorosa no local da inoculação; alguns pacientes não se lembram da pápula, mas descrevem o início como uma úlcera eritematosa rasa. A lesão primária pode ser descrita simplesmente como uma "ferida". Durante os próximos 1-2 dias a pápula se transforma em uma úlcera dolorosa. Algumas úlceras podem ser bem superficiais, mas a maioria é profunda; as úlceras são escavadas na pele e frequentemente dificulta o exame da úlcera. A úlcera algumas vezes é mascarada por exsudato sexo ou por crostoso que revela a ulceração ao ser removido delicadamente com gaze embebida em salina.
Em homens as úlceras frequentemente ocorrem no prepúcio, resultando em fimose, uma dolorosa incapacidade de retração do prepúcio. À medida que a doença progride, em até 50% dos casos aparece linfadenopatia inguinal unilateral ou bilateral, caracteristicamente dolorosa, mesmo que os gânglios sejam pequenos. A adenopatia varia de apenas palpável - ainda que bem dolorosa - até intensa. Podem ocorrer bubões (linfodonos grandes e flutuantes), um achado que não é visto na sífilis e no herpes genital. Na ausência de tratamento eficaz a punção profilática com agulha os bubões frequentemente supuram, deixando fístulas ou úlceras secundárias no local da drenagem. Foi descrita uma forma variante de úlcera conhecida como mou volant (cancro transitório), que evolui espontaneamente após 4-6 dias mas pode ser seguida por adenopatia inguinal que se torna um enigma diagnóstico.
Em mulheres as úlceras ocorrem na região vulvar; o estado de portador de H. ducreyi sem sinais de infecção parece ser incomun. Há várias diferenças na expressão da doença entre homens e mulheres Em cerca de metade dos indivíduos não há mais que uma úlcera. Os homens invariavelmente são sintomáticos, mas ocasionalmente as mulheres podem ser assintomáticas quando as úlceras ocorrem no colo do útero ou na vagina. Supõe-se que as úlceras anais em mulheres resultem de drenagem ou auto-inoculação e não necessariamente de coito anal. Úlceras transitórias podem ser encontradas frequentemente na face interna das coxas de mulheres de mulheres não-infectadas. A relativa infrequencia de adenopatia em mulheres presumivelmente se deve a diferenças na drenagem linfática entre o sexo masculino e feminino. Podem ocorrer úlceras na boca como resultado de sexo oral, e, raramente, em outros locais do corpo por cauxa de auto-inoculação. Tem sido descrita a colonização da boca, do colo do útero e do pênis na ausência de sinais e sintomas.


Infelizmente as úlceras cancróides frequentemente têm apresentação clínica atípica, que resulta em erros de diagnóstico com consequente falha na adequação terapêutica. O cancróide pode mimetizar herpes genital, gonorréia e donovanose. A situação se complica mais pelas mudanças no quadro clínico, que ocorrem por infecção concomitante de H. ducreyi e HIV. As lesões podem se tornar menos vascular e mais parecidas com as lesões da sífilis. Podem também disseminar-se localmente com grande número de lesões dolorosas.
Fonte: www.fmt.am.gov.br

São feridas com pus que aparecem na cabeça do pênis e na parte externa da vagina. Como é muito contagiosa, também podem aparecer no saco, virilha ou outro lugar que entre em contato com o pus da ferida. A ferida é dolorosa, ao contrário da ferida da sífilis e se não for tratada vai aumentando de tamanho e não some sozinha. Se tratar a pessoa fica totalmente curada. Também é conhecida como mula.
Quando se tem a ferida do cancro mole fora da área protegida pela camisinha, o contato com a ferida pode passar a doença para a outra pessoa. Por isto, também neste caso, durante o tratamento, deve-se interromper as relações sexuais.
Fonte: www.saude.rj.gov.br