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Candidíase

A candidíase (infecção por leveduras, monilíase) é uma infecção causada pelo fungo Candida albicans, antes denominado Monilia. Geralmente, a Candida infecta a pele e as membranas mucosas (p.ex., revestimento da boca e do órgão genital feminino). Raramente, ela invade tecidos profundos ou o sangue, causando uma candidíase sistêmica potencialmente letal. Essa infecção mais grave é comum entre os indivíduos com depressão do sistema imune (p.ex., indivíduos com AIDS e aqueles submetidos à quimioterapia). A Candida é um habitante normal do trato digestivo e da genitália feminina e, normalmente, não causa qualquer dano.

Quando as condições ambientais são particularmente favoráveis (p.ex., tempo úmido e quente) ou quando as defesas imunes do indivíduo encontram-se comprometidas, o fungo pode infectar a pele. Como os dermatófitos, a Candida cresce bem em condições quentes e úmidas. Às vezes, os indivíduos que fazem uso de antibióticos apresentam infecções por Candida, pois os antibióticos matam as bactérias que normalmente habitam nos tecidos, permitindo que a Candida cresça sem qualquer resistência. O uso de corticosteróides ou um tratamento com imunossupressores após um transplante de órgão também pode deprimir as defesas do organismo contra as infecções fúngicas. As mulheres grávidas, os indivíduos obesos e os diabéticos também apresentam uma maior probabilidade de serem infectados pela Candida.

Sintomas

Os sintomas variam de acordo com a localização da infecção. As infecções nas pregas cutâneas (infecções intertriginosas) ou no umbigo causam freqüentemente uma erupção vermelha, muitas vezes com placas delimitadas que exsudam pequenas quantidades de um líquido esbranquiçado. Pode ocorrer a formação de pequenas pústulas, especialmente nas bordas da erupção, e a erupção pode ser pruriginosa ou produzir uma sensação de queimação. Uma erupção por Candida em torno do orifício retal pode ser pruriginosa, deixar a pele em carne viva e apresentar uma coloração esbranquiçada ou vermelha. As infecções vaginais por Candida (vulvovaginite) são comuns, especialmente em mulheres grávidas, em diabéticas ou naquelas que estão fazendo uso de antibióticos.

Os sintomas dessas infecções incluem uma secreção vaginal branca ou amarela, uma sensação de queimação, prurido e hiperemia ao longo das paredes e na área externa da genitália feminina. As infecções penianas por Candida afetam mais freqüentemente os homens com diabetes ou aqueles cujas parceiras sexuais apresentam infecções vaginais por Candida. Habitualmente, a infecção causa uma erupção descamativa, vermelha e algumas vezes dolorosa na parte inferior do órgão genital masculino. No entanto, uma infecção peniana ou vaginal pode ser assintomática. O "sapinho" é uma infecção por Candida localizada no interior da boca. As placas brancas cremosas típicas do "sapinho" aderem a língua e a ambos os lados da boca e, freqüentemente, são dolorosas.

Candidíase
Mucosite

As placas podem ser facilmente removidas através da raspagem com um dedo ou uma colher. O "sapinho" não é incomum em crianças saudáveis, mas, nos adultos, pode indicar um comprometimento do sistema imune, possivelmente causado pelo diabete ou pela AIDS. O uso de antibióticos que matam as bactérias competidoras aumenta a possibilidade do indivíduo apresentar "sapinho". O perlèche ("boqueira") é uma infecção dos cantos da boca por Candida, a qual produz fissuras e pequenos cortes. O perlèche pode ser conseqüência de próteses dentárias mal adaptadas que deixam as comissuras da boca úmidas o suficiente para permitir o crescimento de fungos. Na paroníquia por Candida, o fungo cresce nos leitos ungueais, produz uma inflamação dolorosa e a formação de pus. As unhas infectadas com Candida podem tornar-se brancas ou amarelas e podem descolar do leito ungueal, seja na mão ou no pé.

Diagnóstico e Tratamento

Geralmente, o médico consegue identificar uma infecção por Candida através da observação de sua erupção característica ou do resíduo espesso, pastoso e branco produzido pela infecção. Para estabelecer o diagnóstico, o médico pode raspar parte da pele ou do resíduo com o auxílio de um bisturi ou de um abaixador de língua. Em seguida, a amostra é examinada ao microscópio ou colocada em um meio de cultura para se identificar a causa da infecção.

Em geral, as infecções cutâneas causadas pela Candida são facilmente curadas com cremes e loções medicamentosas. Freqüentemente, os médicos prescrevem um creme com nistatina para as infecções cutâneas, vaginais e penianas. Geralmente, o creme é aplicado duas vezes ao dia durante 7 a 10 dias. Os medicamentos antifúngicos para tratar as infecções fúngicas vaginais ou anais também são produzidos sob a forma de supositórios.

Os medicamentos para tratar a monilíase oral ("sapinho") podem ser aplicados sob a forma de um líquido para a higiene bucal que é, a seguir, cuspido ou sob a forma de pastilhas que se dissolvem lentamente na boca. Para as infecções cutâneas, pomadas de corticosteróides (p.ex., hidrocortisona) são utilizadas concomitantemente com cremes anti-fúngicos, pois as pomadas reduzem rapidamente o prurido e a dor (embora elas não ajudem a curar a infecção em si).

Manter a pele seca ajuda a eliminar a infecção e impede o retorno do fungo. Um talco em pó simples ou um pó contendo nistatina pode ajudar a manter a superfície afetada seca.

Fonte: www.drpaulofreire.med.br

Candidíase

Candidíase Vaginal

Também conhecida como monilíase vaginal, é uma doença causada por um fungo geralmente presente no trato gastrointestinal e região periretal.

A espécie mais freqüente é a cândida albicans.

O local mais comumente acometido é a região vaginal, mas nada impede que comprometa outras áreas, como por exemplo: a região inguinal, periretal e oral.

A candidíase continua sendo uma das causas mais frequentes de consultas da mulher ao ginecologista. Este é um fungo que naturalmente faz parte do organismo, mas se torna um problema quando ele sai de controle e cresce em demasia. Ele começa a crescer em quantidades desproporcionais quando as defesas do organismo ou da região vaginal diminuem. Sabe que o fungo cresce muito bem em meios ácidos, como o do órgão genital feminino.

O controle deste crescimento depende da presença de outros microorganismos da flora vaginal normal. A candidíase aparece quando ocorre um desequilíbrio entre os integrantes da flora vaginal normal.

Com relativa frequência a candidíase está associada ao uso de antibióticos, anticoncepcionais, corticóides e imunossupressores, além de gravidez, alergias, depressão, diabete melito ou qualquer outro fator que leve a uma queda da imunidade.

Sintomas mais freqüentes

Ardor ao urinar.
Prurido vaginal e retal.
Dor durante as relações sexuais.
Corrimento branco, em grumos, parecido a leite coalhado.
Pequenas manchas vermelhas no órgão genital masculino com prurido e edema.
Nos casos mais sérios, podem ocorrer distúrbios gastrointestinais e respiratórios.

Diagnóstico

Realizado através de exame ginecológico e análise da secreção vaginal.

Tratamento

O tratamento da candidíase se processa em várias etapas, desde a eliminação das causas que facilitam a proliferação descontrolada dos fungos, passando pelo uso de antimicóticos orais e na forma de pomadas. O parceiro deverá ser sempre tratado em conjunto.

Recomendações Extras

Evite o consumo de açúcar.
Evite ingestão de álcool e fumo.
Evite o uso de absorventes internos.
Evite o uso de roupas muito apertadas.
Evite o uso de roupas íntimas sintéticas.
Mantenha sempre as partes íntimas bem secas.

Prevenção de transmissão

Use sempre camisinha nas relações sexuais.

Fonte: www.candidiase.com.br

Candidíase

O que é a candidíase vaginal?

A candidíase é uma infecção causada por microrganismos, nomeadamente por um fungo chamado Cândida.

Como se adquire a infecção?

As “Cândidas”, como muitos outros microrganismos que habitam no nosso organismo, estão em equilíbrio com as nossas defesas. Quando este equilíbrio se perde por múltiplas causas (gravidez, diabetes ou determinados fármacos como os corticóides e contraceptivos orais) a Cândida converte-se num inimigo potencial. A candidíase vaginal não é uma doença de transmissão sexual.

Que sintomas pode causar a candidíase vaginal?

A candidíase vaginal pode levar a um ardor vulvar e vaginal, intenso, associado a um corrimento esbranquiçado com aspecto de leite coalhado. Em algumas situações estes sintomas podem estar associados a sensação de queimadura ao urinar e dor durante as relações sexuais (dispareunia).

Como se diagnostica a candidíase vaginal?

De acordo com os sintomas anteriormente descritos pode proceder-se a um diagnóstico presumível. É natural que o médico faça uma observação ginecológica para confirmar as queixas da paciente, e em caso de dúvida o clínico pode confirmar o diagnóstico mediante a recolha de uma amostra de corrimento vaginal para observação microscópica e eventual cultura da amostra.

Como se trata esta infecção?

O tratamento da candidíase vaginal é feito habitualmente com medicamentos antimicóticos (fármaco que destrói os fungos ou impede o seu crescimento) por via vaginal em forma de comprimidos ou creme vaginal. Em caso de resistência ao tratamento tópico, poderá estar recomendado a utilização de fármacos antimicóticos por via oral, bem como o tratamento do companheiro.

Quais são as sequelas que a candidíase vaginal pode trazer?

Não se trata de uma infecção que cause perigo de vida nem dá habitualmente origem a complicações. Existe o risco de recaídas e em muitas situações a infecção pode mesmo tornar-se crónica. Para evitar a cronicidade das queixas devem adoptar-se algumas medidas preventivas que ajudam à prevenção da recidiva.

Quais as medidas que ajudam a prevenir a candidíase vaginal?

Não faça duches vaginais. Estes alteram a flora bacteriana normal do órgão genital feminino e favorecem as infecções. Para lavar a zona genital utilize um sabão com um pH similar ao da pele (5.5) e seqe muito bem a zona. Em caso de candidíase vaginal utilize de cada vez uma toalha limpa e não a partilhe com ninguém.

As roupas apertadas aumentam o calor local e maceração pelo que não está recomendado o seu uso. Os tecidos sintéticos, como por exemplo o nylon, foram ocasionalmente relacionados com uma maior incidência de candidíase vaginal pelo que se aconselha a usar roupa interior de algodão.

Ter relações sexuais representa algum risco?

A candidíase vaginal não é uma doença de transmissão sexual pelo que em princípio não representa nenhum risco. De qualquer forma a alta frequência de atividade sexual está relacionada com o aparecimento de candidíase vaginal. Em caso de infecção é melhor não ter relações sexuais e em caso de múltiplas recaídas é aconselhável o uso de preservativo.

Em que casos existe maior risco de se contrair a infecção?

Em algumas situações existe um maior risco de contrair candidíase vaginal, nomeadamente nas mulheres durante a gravidez devido a alterações hormonais; na diabetes descompensada, uma vez que os níveis de açúcar aumentados favorecem o desenvolvimento dos fungos; e nos casos em que existe alteração do sistema imunitário, nomeadamente na infecção por HIV, o risco está aumentado devido a uma diminuição das defesas do organismo. A utilização de piscinas com excesso de cloro provocam alteração da flora vaginal favorecendo o desenvolvimento de “Cândidas”.

Mário Santos

Fonte:www.medicoassistente.com

Candidíase

O que é candidíase?

Candidíase é uma infecção causada pelo Cândida, fungo encontrado na pele, na mucosa vaginal e na digestiva. Não é uma Doença Sexualmente Transmissível (DST), pois normalmente este fungo já habita o nosso organismo. Como qualquer micose, gosta de lugares quentes e úmidos, como órgão genital feminino e o prepúcio (prega cutânea que recobre a glande do órgão genital masculino).

Cerca de 80% a 90% dos casos de candidíase devem-se à Candida albicans, acometendo os órgãos genitais, e 10% a 20% à Candida tropicalis e outras espécies do fungo. Oportunista, o Candida albicans torna-se agressivo e desencadeia os sintomas da doença quando o sistema imunológico da pessoa encontra-se alterado.

Entre os fatores que predispõem à candidíase estão:

Gravidez;
Diabetes mellitus (descompensado);
Obesidade;
Uso de contraceptivos orais com altas doses de estrógeno;
Uso de antibióticos, corticóides ou imunossupressores;
Hábitos inadequados de higiene;
Uso de roupas apertadas, que diminuem a ventilação e aumentam a umidade e o calor na região genital;
Sistema imunológico alterado (imunodeficiência).

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas e sinais da candidíase podem apresentar-se isolados ou associados, e incluem:

Prurido (coceira) na região genital (vulva e sistema reprodutor feminino) de intensidade variável;
Presença, ou não, de secreção vaginal (corrimento branco, granuloso, inodoro e com aspecto de "leite coalhado");
Ardor vaginal, principalmente durante a menstruação;
Dificuldade para urinar, em geral, acompanhada de dor (disúria);
Hiperemia (congestão sangüínea em qualquer órgão ou parte do corpo) e escoriações,
Inflamação na vulva, fissuras e maceração da vulva e da pele;
Dor durante o ato sexual (dispareunia);
Genitália e colo recobertos por placas brancas ou branco-acinzentadas, aderidas mucosa;
pH vaginal menor que 4,5;
Ausência de odor fétido.

Os sintomas, em geral, se acentuam nos dias que antecedem a menstruação, pois aumentam os níveis de estrogênio e progesterona. Durante a menstruação, como há intensa descamação do endométrio, perda de sangue (células mortas) e, consequentemente, maior quantidade de restos celulares para serem removidos do organismo, aumenta também o número de fungos. Essa população em excesso torna mais ácido o pH vaginal, causando dor e ardência nos genitais, tanto em mulheres como homens.

O diagnóstico é feito por meio de anamnese (queixas de queimação nos genitais e prurido são muito freqüentes) e exame clínico e laboratorial, além do teste do pH vaginal.

Mulheres que apresentem candidíase recorrente – pelo menos três episódios de infecção vaginal em um ano - devem ser orientadas a realizar o teste anti-HIV e a investigar a possibilidade da existência do Diabetes mellitus.

Tratamento e prevenção

O tratamento tem como finalidade aliviar os sintomas e diminuir a quantidade de fungos a um número que não agrida o organismo. Como a Cândida já habita normalmente o nosso organismo, não é possível eliminá-la definitivamente.

O tratamento de combate à infecção utiliza cremes vaginais e pomadas antifúngicas, vulos e/ ou medicação oral, todos igualmente eficazes. A duração do tratamento é de sete a 14 dias.

Alguns cuidados podem ser tomados para alcançar melhores resultados:

Não interromper o tratamento durante a menstruação;
Evitar associações medicamentosas;
Fazer uma higiene adequada;
Usar roupas que garantam uma boa ventilação;
Evitar atividade sexual durante o tratamento;
Tomar cuidado com o uso de absorventes ou duchas vaginais, pois elas têm um papel importante no reaparecimento da candidíase na mulher.

Para os homens, principalmente portadores de diabetes, é indicado remover através de cirurgia o prepúcio (circuncisão), como uma forma de prevenir doenças como a candidíase.

Não obrigatoriamente o parceiro sexual precisa ser tratado, já que a candidíase vaginal não é sexualmente transmissível, porém, alguns especialistas indicam o tratamento para evitar a recorrência da doença.

Esta, aliás, uma das grandes preocupações das mulheres, pois os sintomas da candidíase podem aparecer novamente, mesmo após o tratamento.

Isto se deve a diversos motivos:

Tratamento interrompido ou feito de forma errada;
Mulheres que tiveram que fazer uso de antibióticos;
Uso de corticóides por tempo prolongado;
Viver em lugares com clima quente e chuvoso torna a genitália mais quente e úmida causando a proliferação dos fungos;
Estresse emocional causando pela alimentação deficiente, insônia e forte desgaste físico e mental;
Uso de roupas apertadas e de material sintético, como náilon, deixam o órgão genital feminino abafada e úmida.

Fonte: www.nycomed.com.br

Candidíase

CANDIDÍASE VULVOVAGINAL

CONCEITO E AGENTES ETIOLÓGICOS

É uma infecção da vulva e órgão genital feminino, causada por um fungo comensal que habita a mucosa vaginal e a mucosa digestiva, que cresce quando o meio torna-se favorável para o seu desenvolvimento; 80 a 90% dos casos são devidos Candida albicans, e 10 a 20% a outras espécies chamadas não-albicans (C. tropicalis, C. glabrata, C. krusei, C. parapsilosis).

Apresenta-se em duas formas: esporo e pseudo-hifa.

A relação sexual já não é considerada a principal forma de transmissão, visto que esses organismos podem fazer parte da flora endógena em até 50% das mulheres assintomáticas.

Os fatores predisponentes da candidíase vulvovaginal são:

Gravidez;
Diabetes melitus (descompensado);
Obesidade;
Uso de contraceptivos orais de altas dosagens;
Uso de antibióticos, corticóides ou imunossupressores;
H ábitos de higiene e vestuário inadequados (diminuem a ventilação e aumentam a umidade e o calor local);
C ontato com substâncias alergenas e/ou irritantes (por exemplo: talco, perfume, desodorantes); e
A lterações na resposta imunológica (imunodeficiência).

Sinais e sintomas dependerão do grau de infecção e da localização do tecido inflamado; podem se apresentar isolados ou associados, e incluem:

Prurido vulvovaginal (principal sintoma, e de intensidade variável);
ardor ou dor à micção;
Corrimento branco, grumoso, inodoro e com aspecto caseoso ("leite coalhado");
Hiperemia, edema vulvar, fissuras e maceração da vulva;
Dispareunia;
Fissuras e maceração da pele; e
Genitália e colo recobertos por placas brancas ou branco acinzentadas, aderidas mucosa.

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

Exame direto (a fresco) do conteúdo vaginal, que revela a presença de micélios birrefrigentes e/ou de esporos, pequenas formações arredondadas birrefringentes.

A visualização dos fungos é facilitada adicionando-se KOH a 10% à lâmina a ser examinada.

Esfregaço corado do conteúdo vaginal (Papanicolaou, Gram, Giemsa ou Azul de Cresil).

Cultura: só tem valor quando realizada em meios específicos; deve ser restrita aos casos nos quais a sintomatologia é muito sugestiva e todos os exames anteriores sejam negativos; também é indicada nos casos recorrentes, para identificar a espécie de cândida responsável.

Teste do pH vaginal: é um teste simples e rápido, feito com uma fita de papel indicador de pH colocada em contato com a parede vaginal, durante um minuto; deve-se tomar cuidado para não tocar o colo, que possui um pH básico, o que pode causar distorções na interpretação; valores menores que 4 sugerem candidíase.

Observações:

O simples achado de cândida na citologia oncótica em uma paciente assintomática, não permite o diagnóstico de infecção clínica, e, portanto, não justifica o tratamento.

Nos casos de candidíase recorrente, a mulher deve ser aconselhada e orientada a realizar o teste anti-HIV, além de serem investigados os fatores predisponentes citados anteriormente.

TRATAMENTO

Miconazol, creme a 2%, via vaginal, 1 aplicação à noite ao deitar-se, por 7 dias; ou

Miconazol, óvulos de 200 mg, 1 óvulo via vaginal, à noite ao deitar-se, por 3 dias; ou

Miconazol, óvulos de 100 mg, 1 óvulo via vaginal, à noite ao deitar-se, por 7 dias; ou

Tioconazol creme a 6,5%, ou óvulos de 300mg, aplicação única, via vaginal ao deitar-se; ou

Isoconazol (Nitrato), creme a 1%, 1 aplicação via vaginal, à noite ao deitar-se, por 7 dias; ou

Terconazol creme vaginal a 0,8%, 1 aplicação via vaginal, à noite ao deitar-se, por 5 dias; ou

Clotrimazol, creme vaginal a 1%, 1 aplicação via vaginal, à noite ao deitar-se, durante 6 a 12 dias; ou

Clotrimazol, óvulos de 500mg, aplicação única, via vaginal; ou

Clotrimazol, óvulos de 100mg, 1 aplicação via vaginal, 2 vezes por dia, por 3 dias; ou

Clotrimazol, óvulos de 100mg, 1 aplicação via vaginal, à noite ao deitar-se, por 7 dias; ou

Nistatina 100.000 UI, 1 aplicação, via vaginal, à noite ao deitar-se, por 14 dias.

O tratamento sistêmico deve ser feito somente nos casos recorrentes ou de difícil controle:

Itraconazol 200mg, VO, de 12/12h, só duas doses; ou
Fluconazol 150mg, VO, dose unica; ou
Cetoconazol 400mg, VO, por dia, por 5 dias.

Para alívio do prurido (se necessário): embrocação vaginal com violeta de genciana a 2%.

Gestantes

Qualquer um dos tratamentos tópicos acima relacionados pode ser usado em gestantes; deve ser dada preferência aos medicamentos indicados para uso por um período mais prolongado, como Miconazol, Terconazol ou Clotrimazol.

Parceiros

Não precisam ser tratados. Alguns autores recomendam o tratamento via oral de parceiros apenas para os casos recidivantes.

Observações:

Em mulheres que apresentam 4 ou mais episódios por ano, devem ser investigados outros fatores predisponentes: diabetes, imunodepressão, uso de corticóides.
Sempre orientar quanto à higiene adequada e uso de roupas que garantam boa ventilação.

Portadora do HIV

Pacientes infectadas pelo HIV devem ser tratadas com os esquemas acima referidos.

Fonte: www.aids.gov.br

Candidíase

A candidíase vaginal (CV) continua sendo extremamente comum, uma vez que quase todas as mulheres experimentam esse desagradável quadro genital pelo menos uma vez em algum momento de suas vidas. A grande maioria das cepas isoladas da genitália correspondem a espécies da C. albicans, estimando-se que a proporção de infecções por cepas não-albicans venha aumentando progressivamente nos últimos anos. Clinicamente ambas são indistinguíveis, causando sintomatologia muito semelhante. Todavia, tem sido relatado que a C. albicans está mais associada com os sintomas do que as cepas não-albicans, as quais geralmente são mais resistentes às terapias habituais.

Com o objetivo de avaliar a distribuição de espécies de leveduras isoladas doórgão genital feminino e o perfil de susceptibilidade in vitro das mesmas aos antifúngicos habituais, Ferrazza et al.1 publicaram em número recente desta revista os resultados de estudo com 227 mulheres em duas localidades no sul do Brasil. A freqüência de cultura positiva foi de aproximadamente 24%, confirmando ser a C. albicans a mais prevalente. Entretanto, encontraram uma considerável diferença na proporção de cepas não-albicans, sendo muito mais freqüentes em uma das cidades e sugerindo diferenças regionais quanto espécie isolada. Além disso, encontraram uma maior tendência de resistência nistatina, sendo que praticamente metade das cepas apresentaram susceptibilidade dose-dependente (intermediária) a este anti-fúngico. A sugestão desses autores é de que seja realizada a determinação da espécie através de cultura e anti-fungigrama no manejo clínico da CV.

Acreditamos, no entanto, que isso seria inviável para nossa realidade e até mesmo desnecessário na grande maioria das vezes, devendo ser reservado apenas para aqueles casos da atualmente denominada CV complicada. Cremos, sim, que o diagnóstico correto de uma CV seja de extrema importância, e para o qual alguns pontos devem ser ressaltados para a prática diária, particularmente no sentido de se evitar o tratamento excessivo e equivocado dessa vulvovaginite.

A C. albicans é freqüentemente o diagnóstico presuntivo para qualquer irritação vulvovaginal. A maioria das mulheres e dos próprios ginecologistas assume erroneamente que todo e qualquer prurido genital, especialmente quando acompanhado por um corrimento vaginal, seja causado invariavelmente por uma candidíase.

É preciso cuidado, pois esta idéia/crença não é verdadeira. Nossa experiência tem mostrado que pelo menos metade das mulheres que nos são encaminhadas com o rótulo de portadoras de CV recorrente (CVR), na verdade, têm seus sintomas devidos a outras causas que não a candidíase. Por isso, um diagnóstico correto é a maior garantia para o sucesso terapêutico.

Podemos, na prática diária, distinguir três tipos de mulheres com candidíase no nosso consultório:

1) aquela em que a cândida foi um achado ocasional no exame rotineiro de Papanicolaou;

2) aquela que nos procura por estar sintomática, porém sem história de recorrências (CV não-complicada); e

3) aquela que se apresenta com história de episódios recorrentes de candidíase (CV complicada). No primeiro caso, não devemos nos esquecer que a cândida pode ser isolada em até 30% das mulheres saudáveis e completamente assintomáticas (as chamadas “portadoras sãs”). Assim, o simples achado da cândida num exame de rotina (por exemplo no Papanicolaou) não significa necessariamente que a mulher tenha a doença candidíase vaginal clínica. Se não houver nenhum sintoma e o exame ginecológico for normal (sem corrimento ou inflamação, pH normal e teste de whiff negativo), a paciente não deve receber nenhum tratamento, a não ser uma boa orientação a respeito dos fatores predisponentes.

A cândida é um microorganismo dimórfico, e pode ser tido como comensal ou patogênico, na dependência dos seus fatores próprios de virulência e dos fatores de defesa do hospedeiro. Para que ocorra a candidíase vaginal clínica, o fungo precisa vencer a batalha com o meio vaginal e invadir a mucosa, causando sintomatologia.

Geralmente isso é favorecido por alguns fatores classicamente reconhecidos como predisponentes para a CV: gravidez, uso de anticoncepcionais orais de alta dosagem, diabete melito descompensado, uso de corticóides, imunossupressores e antibióticos. Rosa e Rumel2, também em recente publicação nesta revista, associaram a CV com ciclos menstruais normais. Além disso, com alterações na resposta imunológica, hábitos de higiene e vestuário inadequados, e contatos com alergenos e/ou irritantes da genitália.

No segundo caso, a CV não-complicada é causada pela C. albicans e ocorre em mulheres não comprometidas imunologicamente e com infecção leve ou moderada, e sem história de recorrências. O diagnóstico é sugerido clinicamente pela presença de prurido, corrimento vaginal e eritema, os quais, todavia, não são específicos da CV. Por isso, nunca se deve tratar sem ao menos examinar a mulher. Nunca se deve tratar sem exame físico prévio ou baseado apenas na queixa. Outras causas (infecciosas ou não) também podem levar a esses mesmos sintomas. Embora o corrimento seja descrito tipicamente como tipo “leite coalhado”, ele pode ser extremamente variável, ou até muito discreto.

O exame freqüentemente revela vulva e genitália bastante hiperemiadas, às vezes edemaciadas e com fissuras. Deve-se sempre tentar a confirmação diagnóstica através da microscopia (a fresco, com KOH a 10% ou corada pelo Gram), que mostra a presença do fungo (leveduras e/ou 4,5). A cultura e?pseudo-hifas). O pH vaginal apresenta-se normal ( anti-fungigrama não são necessários nesses casos não complicados, uma vez que praticamente todos eles são causados pela C. albicans.

Finalmente, a CV complicada (recorrente) refere-se àquelas infecções mais severas incluindo as causadas por espécies não-albicans, geralmente em mulheres com história de CVR e/ou com algum tipo de imunodeficiência. Ocorre em aproximadamente 10-20% das mulheres, as quais merecem considerações especiais, e continua sendo uma das principais “pedras nos sapatos” dos ginecologistas.

A primeira questão que deve ser feita nos casos que se apresentam como CVR é:

Será que realmente trata-se de uma CVR? Uma grande parte das mulheres que nos chegam rotuladas como portadoras de CVR têm, na verdade, seus sintomas devidos a outras etiologias, geralmente não-infecciosas (alergia, hipersensibilidade local, vaginose citolítica, etc.). Portanto, acreditamos que nesses casos de CVR, sim, o diagnóstico da candidíase deve sempre ser confirmado por meio de cultura vaginal específica (em meio de Sabouraud). Além de confirmar o diagnóstico clínico, a cultura específica determina a espécie de cândida envolvida e permite a realização dos testes de susceptibilidade, que pode ser importante nesses casos recorrentes.

José Antonio Simões

Referências

1. Ferrazza MHSH, Maluf MLF, Consolaro MEL, Shinobu CS, Svidzinski TIE, Batista MR. Caracterização de leveduras isoladas da genitalia e sua associação com candidíase vulvovaginal em duas cidades do sul do Brasil. Rev Bras Ginecol Obstet. 2005;27(2):58-63.
2. Rosa MI, Rumel D. Fatores associados a candidíase vulvovaginal: estudo exploratório. Rev Bras Ginecol Obstet. 2004;26(1):65-70.

Fonte: www.portaldeginecologia.com.br

Candidíase

Candidíase Vaginal, Vaginose Bacteriana e DST

Embora estejam freqüentemente incluídas em textos sobre DST, a candidíase e a vaginose bacteriana não são transmitidas por esta via. Também não existe qualquer comprovação de que o tratamento do parceiro traga algum benefício para a paciente nestas situações. Ao que parece, também não existiria benefício deste tratamento nem mesmo nas recidivas.

Estas afirmações estão fundamentadas e possuem embasamento científico.1,2,3 Então, tratar o parceiro assintomático de mulher com candidíase ou vaginose recorrente não apresenta indicações consistentes. Entretanto, na presença da balanopostite por candida, o tratamento é indicado, aliás, mesmo que sua parceira não apresente a candidíase, este deverá receber atenção adequada. Na realidade, esses dois agentes, ou seja, Candida albicans e Gardnerela vaginalis que é um dos principais anaeróbios que compõem a vaginose bacteriana, podem ser encontrados no ambiente vaginal (microbiota vaginal) em condições fisiológicas.

Micoplasmas e ureaplasmas, igualmente, podem fazer parte da microbiota normal. Entretanto, caso estes agentes, por qualquer motivo, aumentem a sua população na genitália (laboratorialmente identificada em cultura com mais de 104 unidades formadoras de colônias – UFC no caso da candidíase) podem se tornar sintomáticos e trazer uma série de conseqüências desagradáveis para as pacientes.

Estas situações são, inclusive, de maior impacto quando ocorrem durante a gestação, pois além de ter o potencial de determinar problemas para a gestante podem, igualmente, contaminar o recém-nascido.4

Entretanto, embora essas entidades não sejam doenças de transmissão sexual, elas apresentam relação com as DST, tal relato está fundamentado nos seguintes pontos:

1. As pacientes com essas enfermidades, sobretudo no caso da candidíase vaginal, apresentam maior chance de contrair o vírus HIV, pois, com a mucosa inflamada, aumentam os riscos de ocorrerem microtraumatismos que facilitam a penetração viral.

2. Essas doenças se traduzem como possíveis marcadores da presença concomitante de algumas DST, pois, mais freqüentemente, se observa, associação de candidíase, sobretudo recorrente, e infecção por HPV além do que, nesta situação, a imunossupressão deve ser pesquisada e eventualmente o HIV poderia, igualmente, estar associado.5 Também nos casos de recorrência da candida, a infecção endocervical por clamídia deveria ser afastada como sendo um possível fator da manutenção do fungo em excesso no órgão genital feminino. Além disso, devido à alteração do ambiente vaginal ocasionada pelo tricomonas na genitália ou pela clamídia na endocérvice, poderia ser observado com mais freqüência a tradução deste desequilíbrio pela da ocorrência da vaginose bacteriana.6 Além disso, também, a presença de Herpes vírus tipo II tem sido relatada em associação com a vaginose bacteriana.7

3. O ato sexual funciona como um fenômeno “abrasivo”, ou seja, após cada relação sexual existe algum tipo de perda de epitélio vaginal, e na ocorrência de coitos subseqüentes e em curto intervalo, as novas abrasões poderiam responder por um dos mecanismos de alteração da flora vaginal. Sabidamente a vaginose bacteriana está associada com pacientes que apresentam maior freqüência de coitos e, sobretudo se subseqüentes. Igualmente, a candidíase vaginal apresenta maior dificuldade de condução na manutenção do ato sexual durante o tratamento. Além da freqüência exagerada de coitos, outros agentes químicos ou físicos podem alterar o meio vaginal, e uma evidência disso é o aumento dos casos de candidíase após verão e temporada de praias.

Desta forma, na evidência de vaginite por candida ou vaginose bacteriana, o ginecologista deveria ter em mente as seguintes considerações na conduta destas duas entidades:

Saber que, pelo fato de não se tratarem de DST, não existe benefício em tratamento dos parceiros assintomáticos, ainda que na recidiva. Todavia, fazer uma consulta com o casal quando um deles tem qualquer alteração na esfera sexual não deve ser uma atitude descartada. Até porque, inúmeras outras situações podem coexistir.

Interpretar que ambas as situações são conseqüências de algum tipo de alteração do meio ambiente vaginal e que, na manutenção desta alteração, mesmo com o tratamento adequado, as recidivas poderão ocorrer. Portanto, nesses casos torna-se obrigatória a descoberta da causa deste desequilíbrio e não a prescrição indiscriminada de medicações polivalentes.

Lembrar que algumas DST podem estar associadas e que, caso não seja diagnosticada, além do prejuízo da própria doença, poderá existir recidiva de alguma dessas situações.8 – Que a candidíase recorrente (quatro ou mais episódios nos últimos 12 meses) pode estar associada a diabetes ou ser uma primeira sintomatologia da infecção pelo HIV.

Ter consciência de que o tratamento e a resolução dessas situações conduzem prevenção da infecção pelo HIV, uma vez que a mucosa vaginal, apresentado fenômenos inflamatórios, apresenta maior suscetibilidade de contrair o vírus ou outro agente de transmissão sexual, como por exemplo, o vírus da Hepatite B.

Concluindo, embora a candidíase e a vaginose bacteriana possam fazer parte da microbiota vaginal, na evidência clínica ou laboratorial dessas situações deveremos estar atentos, pois algum desequilíbrio do meio ambiente vaginal poderá estar se instalando e, eventualmente, se associando com graves situações para esta paciente.

NEWTON SERGIO DE CARVALHO

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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2. Potter J Should Should sexual partners of women with bacterial vaginosis receive treatment? 1999; 49(448): 913-8.
3. Almeida Filho G L & Val ICC. Abordagem Atual da Candidíase Vulvovaginal. J bras Doenças Sex Transm 2001; 13(4): 3-5.
4. Carvalho MHB, Bittar RE, Andrade PP et al. Associação da Vaginose Bacteriana com o Parto Prematuro Espontâneo. Rev Bras Ginecol Obstet 2001; 23(8): 2-8.
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transmitted disease: a 10-year prospective study. Infect Dis 2005; 191(3): 333-8.
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7. Cherpes TL, Meyn LA, Krohn MA, Hillier SL. Risk fators for infection with herpes simplex virus type 2: role of smoking, douching, uncircumcised males, and vaginal flora. 2003; 30(5): 405-10
8. Koumans EH, Sternberg M, Bruce C, McQuillan G, Kendrick J, Sutton M, Markowitz LE. The prevalence of bacterial vaginosis in the United States, 2001-2004; associations with symptoms, sexual behaviors, and reproductive health. 2007; 34(11): 864-9.

Fonte:www.uff.br

Candidíase

A candidíase (infecção por leveduras, monilíase) é uma infecção causada pelo fungo Candida, antes denominado Monilia. Geralmente, a Candida infecta a pele e as membranas mucosas (p.ex., revestimento da boca e do órgão genital feminino). Raramente, ela invade tecidos profundos ou o sangue, causando uma candidíase sistêmica potencialmente letal. Essa infecção mais grave é comum entre os indivíduos com depressão do sistema imune (p.ex., indivíduos com AIDS e aqueles submetidos à quimioterapia). A Candida é um habitante normal do trato digestivo e do órgão genital feminino e, normalmente, não causa qualquer dano.

Quando as condições ambientais são particularmente favoráveis (p.ex., tempo úmido e quente) ou quando as defesas imunes do indivíduo encontram-se comprometidas, o fungo pode infectar a pele. Como os dermatófitos, a Candida cresce bem em condições quentes e ú midas. Às vezes, os indivíduos que fazem uso de antibióticos apresentam infecções por Candida, pois os antibióticos matam as bactérias que normalmente habitam nos tecidos, permitindo que a Candida cresça sem qualquer resistência. O uso de corticosteróides ou um tratamento com imunossupressores após um transplante de órgão também pode deprimir as defesas do organismo contra as infecções fúngicas. As mulheres grávidas, os indivíduos obesos e os diabéticos também apresentam uma maior probabilidade de serem infectados pela Candida.

Sintomas

Os sintomas variam de acordo com a localização da infecção. As infecções nas pregas cutâneas (infecções intertriginosas) ou no umbigo causam freqüentemente uma erupção vermelha, muitas vezes com placas delimitadas que exsudam pequenas quantidades de um líquido esbranquiçado. Pode ocorrer a formação de pequenas pústulas, especialmente nas bordas da erupção, e a erupção pode ser pruriginosa ou produzir uma sensação de queimação.

Uma erupção por Candida em torno do orifício retal pode ser pruriginosa, deixar a pele em carne viva e apresentar uma coloração esbranquiçada ou vermelha.

As infecções vaginais por Candida (vulvovaginite) são comuns, especialmente em mulheres grávidas, em diabéticas ou naquelas que estão fazendo uso de antibióticos.

Os sintomas dessas infecções incluem uma secreção vaginal branca ou amarela, uma sensação de queimação, prurido e hiperemia ao longo das paredes e na á rea externa da genitália. As infecções penianas por Candida afetam mais freqüentemente os homens com diabetes ou aqueles cujas parceiras sexuais apresentam infecções vaginais por Candida.

Habitualmente, a infecção causa uma erupção descamativa, vermelha e algumas vezes dolorosa na parte inferior do órgão genital masculino. No entanto, uma infecção peniana ou vaginal pode ser assintomática.

O “sapinho” é uma infecção por Candida localizada no interior da boca. As placas brancas cremosas típicas do “sapinho” aderem a língua e a ambos os lados da boca e, freqüentemente, são dolorosas.

As placas podem ser facilmente removidas através da raspagem com um dedo ou uma colher. O “sapinho” não é incomum em crianças saudáveis, mas, nos adultos, pode indicar um comprometimento do sistema imune, possivelmente causado pelo diabetes ou pela AIDS. O uso de antibióticos que matam as bactérias competidoras aumenta a possibilidade do indivíduo apresentar “sapinho”. O perlèche (“boqueira”) é uma infecção dos cantos da boca por Candida, a qual produz fissuras e pequenos cortes. O perlèche pode ser conseqüência de próteses dentárias mal adaptadas que deixam as comissuras da boca úmidas o suficiente para permitir o crescimento de fungos. Na paroníquia por Candida, o fungo cresce nos leitos ungueais, produz uma inflamação dolorosa e a formação de pus. As unhas infectadas com Candida podem tornar-se brancas ou amarelas e podem descolar do leito ungueal, seja na mão ou no pé.

Diagnóstico

Geralmente, o médico consegue identificar uma infecção por Candida através da observação de sua erupção característica ou do resíduo espesso, pastoso e branco produzido pela infecção.

Para estabelecer o diagnóstico, o médico pode raspar parte da pele ou do resíduo com o auxílio de um bisturi ou de um abaixador de língua.

Em seguida, a amostra é examinada ao microscópio ou colocada em um meio de cultura para se identificar a causa da infecção.

Tratamento

Em geral, as infecções cutâneas causadas pela Candida são facilmente curadas com cremes e loções medicamentosas. Freqüentemente, os médicos prescrevem um creme com nistatina para as infecções cutâneas, vaginais e penianas. Geralmente, o creme é aplicado duas vezes ao dia durante 7 a 10 dias.

Os medicamentos antifúngicos para tratar as infecções fúngicas vaginais ou anais também são produzidos sob a forma de supositórios.

Os medicamentos para tratar a monilíase oral (“sapinho”) podem ser aplicados sob a forma de um líquido para a higiene bucal que é, a seguir, cuspido ou sob a forma de pastilhas que se dissolvem lentamente na boca.

Para as infecções cutâneas, pomadas de corticosteróides (p.ex., hidrocortisona) são utilizadas concomitantemente com cremes anti-fúngicos, pois as pomadas reduzem rapidamente o prurido e a dor (embora elas não ajudem a curar a infecção em si).

Manter a pele seca ajuda a eliminar a infecção e impede o retorno do fungo. Um talco em pó simples ou um pó contendo nistatina pode ajudar a manter a superfície afetada seca.

Fonte: www.msd-brazil.com

Candidíase

Candidíase ou monolíase é uma infecção provocada por fungos – o mais freqüente é a Cândida albicans -, mas que pode acometer também as regiões inguinal, periretal e o períneo. Apesar de não ser considerada uma doença sexualmente transmissível, pode ser transmitida através de relações sexuais. Mulheres e homens podem desenvolver a infecção.

Geralmente, a candidíase está associada à queda da imunidade, ao uso de antibióticos, anticoncepcionais, imunossupressores e corticóides, à gravidez, diabetes, alergias e ao HPV (papiloma vírus).

Sintomas

A) Nas mulheres

Coceira na genitália e no cretal vaginal
Corrimento branco, em grumos, parecido com a nata do leite
Ardor local e para urinar
Dor durante as relações sexuais

B) Nos homens

Pequenas manchas vermelhas no órgão genital masculino
Edema leve
Lesões em forma de pontos
Prurido (coceira). Em casos mais graves distúrbios gastro-intestinais, respiratórios e outros problemas dermatológicos podem aparecer.

Diagnóstico

É feito pelo exame clínico ginecológico, de laboratório e pelo exame de Papanicolaou.

Tratamento

O primeiro passo para o tratamento da candidíase é determinar as causas combatê-las e evitar recidivas.
Isso posto, são úteis os antimicóticos e pomadas antifúngicas de uso local, Quando eles não são suficientes, a conduta é prescrever medicamentos por via oral por tempo mais prolongado.

Recomendações

Procure alimentar-se equilibradamente e levar vida saudável
Evite o consumo de bebidas alcoólicas e não fume
Use camisinha em todas as relações sexuais
Não se descuide da higiene íntima
Evite roupas justas demais e de material sintético
Prefira o papel higiênico branco e sem perfume
Não use absorventes internos
Siga criteriosamente as recomendações de seu médico. Não suspenda o uso dos medicamentos sem sua recomendação.

Fonte: drauziovarella.ig.com.br

Candidíase

A candidíase é uma micose que pode atingir a superfície cutânea e as mucosas, resultando em candidíase oral, candidíase vaginal, intertrigo (entre os dedos), paroníquia (infecção na pele ao redor das unhas) e onicomicose (micose das unhas). Afeta mais frequentemente pessoas diabéticas ou com deficiências imunológicas ( transplantados, pessoas com AIDS, por exemplo) e crianças desnutridas, podendo se tornar crônica.

Sinônimos: Monilíase, sapinho

O que causa?

A candidíase normalmente é causada pela Candida albicans , mas outras espécies de cândida também podem estar envolvidas.

Sinais e sintomas

Na boca, a candidíase se manifesta como placas brancas facilmente removíveis, que tem aspecto semelhante à nata. Na região da mucosa de onde é removida a placa branca fica uma área mais avermelhada. O intertrigo atinge áreas de dobras cutâneas, como região infra-mamária, região interdigital (pés e mãos), virilhas e axilas. Paroníquia é a lesão que surge na pele ao redor das unhas, caracterizada por inchaço, cor vermelha e dor, com perda da cutícula. Normalmente ocorre em pessoas que mexem freqüentemente em água sem o uso de luvas. A onicomicose é a alteração das unhas por infecção com este fungo.

É transmissível?

A transmissão da candidíase se dá pelo contato com secreções da boca, pele e órgão genital feminino e dejetos de pessoas contaminadas. Além disso, a mãe pode transmitir este fungo para o bebê durante o parto. A cândida é tida como um fungo saprófita, ou seja, convive normalmente com o ser humano saudável em locais como o órgão genital feminino, a boca e a pele. No entanto, em momentos de alteração da imunidade (stress, doenças) ou por alterações do meio-ambiente (como uso de substâncias que alteram o pH vaginal), esse fungo pode se proliferar e causar sintomas. Também são comuns sintomas leves em crianças saudáveis e gestantes.

Como se trata?

O tratamento é feito com antifúngicos sistêmicos (usados via oral) ou tópicos (cremes e soluções), de acordo com cada caso.

Fonte: www.clinicamartinsvara.com.br

Candidíase

Candidíase oral (sapinho)

O "sapinho", muito comum em crianças, têm como principais causadores a Candida albicans e alguns fungos similares que habitam as superfícies cutâneas. Ela se manifesta quando há uma baixa na imunidade do paciente.

Caracterizado por placas brancas, o sapinho pode aparecer na língua, no céu-da-boca e na parte interna da bochechas.

Se não forem tratadas adequadamente, as aftas podem se espalhar pela boca e garganta, indo para esôfago e chegando até o estômago e pulmões.

O uso de antibiótico colabora para a cura, porque pode matar as bactérias benéficas e os microorganismos infecciosos.

As pessoas com anemia têm uma grande incidência de candidíase oral pela falta de ferro.

E o risco de contaminação aumenta para quem está com o sistema imunológico baixo, seja pelo aspecto congênito, seja por infecção do HIV ou por tratamento prolongado com corticosteróides. Além disso, o "sapinho" pode se desenvolver em pessoas obesas e diabéticas, com distúrbios hormonais, ou nas que sofrem de boca seca (Xerostomia).

A Candidíase oral pode ainda aparecer após alguma outra doença que tenha enfraquecido o organismo, o tratamento de câncer (quimioterapia) ou até mesmo o stress.

Sinais e sintomas

A candidíase oral (sapinho) se manifesta em lesões brancas, bem delimitadas, com aspecto semelhante ao de leite coalhado; estas são facilmente removíveis. A mucosa abaixo das lesões apresenta-se avermelhada. Pode ser assintomática ou associada à dor, anorexia (perda do apetite) e perda do paladar.

Fatores de Risco

Para cuidar do bebê ou da pessoa infectada, proceda assim:

Limpe a área lesada desta forma: dilua 1 colher de chá de bicarbonato de sódio em 1 xícara de chá de água, e limpe a cavidade oral do bebê antes de cada mamada, assim como o seio materno antes e depois de cada mamada. No caso de adultos, proceda a limpeza da mesma forma, antes e após as refeições;

Preste atenção, na medida do possível, nos fatores que possam colaborar para o contágio, citados acima;

Limpe bem os objetos de uso pessoal (bicos de mamadeiras, chupetas, mordedores, garfos, copos, etc);

O médico pode indicar um antifúngico tópico e sistêmico. Se houver outras crianças em casa, evite o contágio interpessoal reservando os objetos utilizados pela pessoa contaminada.

Alimentação adequada

Agora saiba quais são os alimentos que você deve consumir para auxiliar na cura da candidíase:

Alimentos macios e fáceis de ingerir, como sopas passadas no liquidificador, purê de batatas, suflês, entre outros;

Alho cru, por seu poder fungicida;

Carnes magras, peixes, e frutos do mar, pães e cereais enriquecidos e frutas secas, boas fontes de ferro e zinco;

Bastante líquido, em especial leite e iogurtes, que são muito ricos em vitaminas, sais minerais e valor energético.

Dicas importantes para você

Não faça sexo oral durante o tratamento da Candidíase. Você poderá ser contaminado ou contaminar o seu parceiro.

Fonte:www.hospitalgeral.com.br

Candidíase

Candidíase é um termo que inclui um grupo de condições mucosas e cutâneas com um agente etiológico comum do gênero CANDIDA de fungos.

É a infecção micótica bucal mais comum, embora os índices de freqüência sejam difíceis de determinar por causa da prevalência do microrganismo causal numa grande proporção da população.

A relação entre o comensalismo e a patogenicidade é complexa, baseada exclusivamente em fatores locais e sistêmicos, em outros.

As manifestações bucais podem ser agudas ou crônicas, com diferentes graus de gravidade.

Foram criados numerosos sistemas de classificação, indicando a complexidade desta condição, os muitos modos de apresentação clínica, e a inter-relação com fatores locais e sistêmicos. Além disso, foi relatada uma relação entre um subtipo conhecido como leucoplasia por CANDIDA e o carcinoma espinocelular.

Etiologia e patogênese

A candidíase  é causada pela CANDIDA ALBICANS e pelas espécies relacionadas, porém muito menos comuns, C. parapsiloses, C. tropicalis, C. glabrata. C. pseudotropicalis e C. guilliermondi.

 A Candida albicans é  um comensal  residente na cavidade bucal na maioria das pessoas sadias.

A transformação ou passagem deste microrganismo de comensal para patógeno está relacionada com fatores locais e sistêmicos de reprodução experimental extremamente difícil.

O organismo é uma levedura unicelular da família das Cryptococcaceae que pode existir sob três formas biológicas e morfológicas distintas:

A forma vegetativa ou levedura, de células ovais (blastóporo);

A forma celular alongada (pseudo-hifas);

E a forma de clamidósporo, que consiste em corpos celulares, com uma parede grossa refrátil..

As pseudo-hifas existem no estado de comensal. A persistência deste organismo em seu estado vegetativo é observada na boca (e na genitália), afirmando-se que está relacionada à sua associação simbiôtica com o LACTOBACILLUS ACIDOPHILUS.

Conforme evidenciado pela sua freqüência na população geral, a C. albicans tem patogenicidade fraca, refletindo assim a necessidade de fatores predisponentes locais e sistêmicos.

Geralmente, a infecção por este organismo é superficial, afetando as partes externas da mucosa ou da pele envolvida. Nos pacientes gravemente debilitados e imunocomprometidos, como os aidéticos, a infecção pode estender-se ao trato digestivo (esofagite p candida), ao trato broncopulmonar ou a outros órgãos.

Candidíase
Candidíase

Características clínicas

As manifestações bucais da candidíase são variáveis, sendo observadas numerosas formas. A forma mais comum é a pseudomembranosa, conhecida como sapinho.

Os extremos da infância e da velhice caracterizam dois grupos afetados com freqüência. As estimativas da freqüência vão até 5% nos recém-nascidos, 5% nos cancerosos e 10% nos pacientes idosos debilitados vivendo em instituições. Esta infecção é comum em paciente tratado pela radiação ou quimioterapia da leucemia ou de tumores sólidos, afetando até 50% daqueles do primeiro grupo e 70% daqueles do último grupo.

A candidíase também tem sido encontrada em pacientes com AIDS e nos que se encontram em outros grupos de alto risco.

Caracteristicamente as lesões bucais são placas ou nódulos brancos, entre moles e gelatinosos, que crescem dentrifugamente e confluem. As placas são compostas por fungos, resíduos ceratóticos, células inflamatórias, células epiteliais descamadas bactérias e fibrina.

A remoção das placas ou das  pseudomembranas, com uma compressa de gazes ou um cotonete, deixará uma superfície eritematosa, erosada, ou ulcerada, freqüentemente sensível. Embora as lesões do sapinho possam desenvolver-se em qualquer localização, os pontos preferidos incluem a mucosa jugal, os fundos-de-saco vestibulares a orofaringe e as partes laterais do dorso da língua.

Na maioria dos casos em que a pseudomembrana não foi perturbada, os sintomas associados são insignificantes. Nos casos graves, os pacientes podem queixar-se de sensibilidade, ardência e disfagia.

Candidíase
Candidíase

Diagnóstico diferencial

As infecções pela CANDIDA devem ser diferenciadas de várias entidades, incluindo a escara associada com as queimaduras químicas, as infecções e colonizações bacterianos superficiais, a estomatite gangrenosa, as ulcerações traumáticas, e as placas mucosas da sífilis. Quando estão presentes lesões vermelhas isoladas da candidíase atrófica aguda, elas devem ser diferenciadas das rações medicamentosas e das queimaduras. Além disso, essas lesões vermelhas posem assemelhar-se ao líquen erosivo, ao LED e aos casos em início ou brandos do EM.

Tratamento e prognóstico

A maioria das infecções por C. Albicans pode ser tratada apenas por aplicação de nistatina. No caso da candidíase relacionada com dentadura, o creme de nistatina pode ser usado no tecido afetado e na própria dentadura, para proporcionar contato prolongado e eliminar os microrganismo no material da dentadura.

A suspensão dos antibióticos de largo aspectro usualmente podem produzir resolução da infecção bucal pela levedura.No caso de uso crônico  de agentes oxogenantes como o peróxido de hidrogênio, a suspensão dessas substâncias permitirá o restabelecimento da flora bacteriana normal da boca e o alívio dos sintomas. O ciotrimazol pode ser administrado de modo conveniente sob a forma de pastilhas. As aplicações tópicas de nistatina ou de clotrimazol devem ser continuadas por aproximadamente 1 semana depois de desaparecimento das manifestações clínicas d doença.

Nos casos de candidíase mucocutânea crônica, ou de candidíase bucal associada a imunossupressão, os agentes tópicos podem não ser eficazes. Em tais circunstâncias, poderá ser necessária a administração de medicamentos como a anfoericina B, o cetoconazol e a flucitosina. No entanto, é preciso cautela, pois a flucitosina e o cetoconazol podem ser hepototóxicos e, também, deprimir a hematopoese.

Prognóstico

O prognóstico da candidíase aguda e da maioria das formas crônicas é excelente. Todavia, o defeito subjacente, na maioria das candidíases mucocutâneas, atua contra a cura, embora possam ser notadas melhoras intermitentes após o uso de agentes antifúngicos sistémicos.

Fonte: www.odontodicas.com

Candidíase

COMO ENFRENTAR A CANDIDÍASE

Coceira na genitália, sensação de ardor, presença de corrimento esbranquiçado, sem cheiro e experiência de dor durante a relação sexual são os principais sintomas da candidíase, uma infecção causada por fungos que afeta principalmente as mulheres adultas mais jovens, na faixa entre 18 e 35 anos.

Há dúvidas entre os estudiosos sobre se o contato sexual seria uma das formas de contrair a doença. Parece que sim. Mas a deficiência no sistema de defesas do organismo é de longe a causa mais importante de candídiase. Algumas mulheres, inclusive, teriam uma deficiência imunológica específica para desenvolver a candidíase, o que explicaria os casos de repetição freqüente da doença. Tanto que os tratamentos recentes visam melhorar a resistência feminina, antes de tudo.

O QUE É CANDIDÍASE?

Uma infecção vaginal caracteriza pelo crescimento exagerado de fungos no rgão genital feminino, que produzem inflamação e sintomas desagradáveis.

Candidíase

O QUE CAUSA A INFECÇÃO?

A genitália saudável contém naturalmente microorganismos (bactérias e fungos), que não conseguem se desenvolver devido à presença dos lactobacilos de Doderlein, que são agentes do bem e defendem o ambiente vaginal de invasores nocivos. Existem ainda na genitália anticorpos, células de defesa e substâncias químicas que ajudam os lactobacilos na defesa do meio vaginal e previnem o desenvolvimento das colônias de bactérias e fungos causadores de infecções.

A proliferação dos fungos que dá origem a candidíase está associada com a diminuição dessas defesas no ambiente vaginal. A baixa resistência é o principal fator de risco para que os fungos presentes no meio, em pequena quantidade, se multipliquem de modo exagerado. Alguns estudiosos acreditam que é possível adquirir a infecção por meio do contato sexual, quando o parceiro está infectado por fungos e os transmite à mulher através do sêmen.

OS SINTOMAS

Coceira na vulva e cretal vaginal, corrimento branco, que lembra a coalhada, ardor e desconforto para urinar além de dor nas relações sexuais são os sintomas mais comuns da candidíase. As mucosas vaginais ficam bastante inflamadas e a vulva, às vezes, pode ficar com o mesmo aspecto das "assaduras" de crianças que usam fralda e apresentar fissuras.

O processo inflamatório facilita a contaminação por agentes de doenças sexualmente transmissíveis, inclusive do HIV.

FATORES DE RISCO

O uso de determinados antibióticos pode diminuir ou mesmo acabar com a flora de lactobacilos que protege o órgão genital feminino dos microorganismos nocivos. Roupas íntimas de material sintético, calças compridas apertadas, desodorantes íntimos predispõem algumas mulheres ao problema. Doenças que diminuem a imunidade da mulher também favorecem o desenvolvimento dos fungos. As alterações hormonais que ocorrem durante a gravidez ou uso de hormônios para tratamento de distúrbios ou como anticoncepcional pode, em alguns casos, facilitar o aparecimento da doença. Pessoa diabéticas tem mais propensão a candidíase porque os níveis elevados de açúcar em circulação no organismo estimulam a proliferação dos fungos.

ALERGIAS E ESTRESSE

A candidíase também está associada a processos alérgicos e pessoas com predisposição a ter alergias são mais vulneráveis à infecção vaginal por fungos. O tipo de agente causador da alergia não importa. Pode ser algum medicamento, alimento ou substâncias químicas.

Há mulheres que desenvolvem alergia às proteínas do sêmen do parceiro sexual ou até a remédios consumidos por eles, cuja substância lhes chegam através do sêmen.O estresse e a nicotina do cigarro são outros dois fatores de risco para a infecção, uma vez que contribuem para diminuir as defesas imunológicas, particularmente na região vaginal. A infecção aparece ainda associada ao HPV, o papiloma vírus humano, uma vez que esse vírus diminui a resistência do organismo.

DEFICIÊNCIA GENÉTICA

Além dos fatores de risco que predispõem à doença, pesquisadores vem demonstrando que algumas mulheres possuem uma deficiência específica para candidíase. Elas teriam um sistema imune capaz de defender o meio vaginal de outros agentes infecciosos, mas não dos fungos.

As pesquisas mais recentes, feitas pelo ginecologista e professor da Universidade de Cornell, em Nova York (EUA), Steven Witkin, revelam que tal deficiência é resultado de uma pequena alteração genética em células de defesa imunológica, o que os cientistas denominam de polimorfismo genético. O defeito no gene explicaria, provavelmente, a maior parte dos casos de reaparecimento da doença, as chamadas recorrências, após o tratamento, segundo Witkins, que já está usando um teste para detectar a alteração genética, na Universidade de Cornell.

Uma tendência de pesquisa para acabar com a candidíase envolve o uso da substância acetilcisteína, um potente antioxidante que melhora a defesa imunológica, informa a ginecologista Iara Linhares, do serviço de ginecologia do Hospital das Clínicas de São Paulo e também pesquisadora da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

O ginecologista recorre ao exame clínico e de laboratório e a análise dos sintomas da paciente para diagnosticar a candidíase. Existem várias opções de tratamento, envolvendo em geral medicamentos de aplicação local - os cremes vaginais. A dra Iara Linhares adverte para a importância de seguir orientação médica no tratamento de todo e qualquer problema vaginal.

E nunca buscar a orientação de balconistas de farmácias ou usar cremes vaginais sugeridos por amigas ou que já foram utilizados em tratamentos anteriores. "Com freqüência as mulheres confundem os sintomas de outras infecções ou mesmo de alergias vaginais com candidíase e se automedicam com cremes ou outros medicamentos inadequados que usou antes. Eles podem até representar alívio, ao melhorar os sintomas, mas na verdade estão mascarando a doença que vai reaparecer lá na frente."

PREVENÇÃO DA CANDIDÍASE

Alguns cuidados com a alimentação e os hábitos de vida podem ser estratégicos para quem tem problemas de repetição com a candidíase. A ginecologista Iara Linhares aconselha suas pacientes a diminuir o consumo de carboidratos e açúcar e de alimentos ácidos, álcool e cigarro neste caso. O uso de papel higiênico perfumado e de absorventes internos são absolutamente contra-indicados. Quem faz atividade física com regularidade deve usar malhas e calcinha de algodão durante os exercícios.

Fonte: www2.uol.com.br

Candidíase

A candidíase, especialmente a candidíase vaginal, é uma das causas mais frequentes de infecção genital.

Caracteriza-se por prurido (coceira), ardor, dispareunia (dor ao coito) e pela eliminação de um corrimento vaginal em grumos, semelhante à nata do leite.

Com frequência, a vulva e a órgão genital feminino encontram-se edemaciadas (inchadas) e hiperemiadas (avermelhadas).

As lesões podem estender-se pelo períneo, região periretal e inguinal (virilha).

No homem apresenta-se com hiperemia da glande e prepúcio e eventualmente por um leve edema e pela presença de pequenas lesões puntiformes (em forma de pontos), avermelhadas e pruriginosas.

Não é uma doença de transmissão exclusivamente sexual.

Existem fatores que predispõe ao aparecimento da infecção :

Diabetes melitus, gravidez

Uso de contraceptivos (anticoncepcionais) orais

Uso de antibióticos

Medicamentos imunosupressivos (que diminuem as defesas imunitárias do organismo)

Obesidade

Uso de roupas justas.

Sinônimos

Monilíase, Micose por cândida, Sapinho

Agente

Candida albicans e outros.

Complicações / Consequências

São raras. Pode ocorrer disseminação sistêmica (especialmente em imunodeprimidos).

Transmissão

Ocorre transmissão pelo contato com secreções provenientes da boca, pele, órgão genital feminino e dejetos de doentes ou portadores. A transmissão da mãe para o recém-nascido (transmissão vertical) pode ocorrer durante o parto.

A infecção, em geral, é primária na mulher, isto é, desenvolve-se em razão de fatores locais ou gerais que diminuem sua resistência imunológica.

Período de Incubação

Muito variável.

Tratamento

Medicamentos locais e sistêmicos.

Prevenção

Higienização adequada

Evitar vestimentas muito justas

Tratar doença predisponente

Camisinha

Fonte: www.dst.com.br

Candidíase

O que é a Candidíase Vaginal?

É uma infecção genital causada por um fungo chamado cândida albicans. Esse microorganismo geralmente se aloja na pele, na boca (sapinho), no estômago, no intestino e noórgão genital feminino. Os sintomas aparecem quando ocorrem alterações de imunidade.

É uma das causas mais comuns de infecção do trato genital feminino. O fungo (levedura) causador da doença pertence à flora normal do órgão genital feminino, mas certas situações fazem com que ele aumente muito em quantidade, tornando-se patogênico, ou seja, causando a candidíase.

Cerca de 90% das mulheres podem ser infectadas pela candidíase vaginal, pelo menos uma vez na vida.

A candidíase aparece quando a resistência do organismo cai ou quando a resistência vaginal está diminuída.

Dentre as situações mais comuns, que merecem cuidados especiais, podemos citar como fatores causadores desta micose:

Candidíase
Candida Albicans

O que contribui para a infecção?

Gravidez - o meio vaginal fica favorável ao desenvolvimento da cândida devido ao aumento dos níveis de estrogênio.

Anticoncepcionais - o estrogênio também fica abundante no fluxo vaginal.

Menopausa - a diminuição dos hormônios femininos faz com que a mucosa vaginal fique menos resistente.

Corticoídes - provoca alteração no sistema imunológico.

Antibióticos - podem gerar um desequilíbrio entre a flora bacteriana do órgão genital feminino e a micótica.

Distúrbios endócrinos - como o diabetes, que provoca alta concentração de açúcar no meio vaginal e na urina.

Higiene pessoal - um mau hábito de higiene pode disseminar os microorganismos do intestino para o órgão genital feminino.

Roupa íntima de material sintético - produzem uma situação de calor e umidade sobre a pele, acúmulo de suor, favorecendo o crescimento da cândida.

Agentes sensibilizantes de pele - a pele pode sofrer lesões ou inflamação pela ação de sabonetes, desodorantes e nebulizações vaginais (ducha).

Relações sexuais - a mulher pode adquirir candidíase vaginal através da auto-infestação e contaminar o seu parceiro sexual, que passa a ser uma fonte de contágio.

Meias de nylon e calças apertadas.

Prática de esportes coletivos.

Promiscuidade sexual.

Fontes de reinfecção

Parceiros masculinos - mesmo não apresentando os sintomas, a mulher pode passar a candidíase ao seu parceiro. Poucos homens apresentam os sintomas, mas são fontes de reinfecção.

Pele dos genitais - a candidíase pode reaparecer a partir de lesões, como um trauma provocado na relação sexual.

Artigos de uso pessoal - os fungos ficam em escovas de dentes, bidês, banheiras e roupas íntimas.

Trato gastrointestinal - o intestino é um reservatório de colonização. Uma higiene íntima inadequada pode provocar a disseminação do microorganismo do intestino para o órgão genital feminino, causando reinfestação.

Cuidados

Faça uma perfeita higienização durante o banho.

Prefira sabonete, absorvente e papel higiênicos neutros.

Evite banho em banheiras.

Não use toalhas e roupas de outras pessoas.

Seque bem todo o corpo.

A higiene pessoal deve ser feita da vulva para o orifício retal, nunca ao contrário.

Prefira calcinhas de algodão.

Lave as roupas íntimas com água fervente e sabão.

Evite meias e roupas íntimas de nylon e calças apertadas.

Passe as roupas íntimas com ferro.

Sintomas

Coceira e sansação de ardência na vulva.

Corrimento vaginal branco espesso e aderente.

Inflamação vulvar com vermelhidão.

Algumas mulheres têm apenas uma leve irritação e coceira.

Grande desconforto durante a relação sexual.

Durante o ato sexual, a mulher com candidíase transmite-a ao homem, que dificilmente desenvolve os sintomas - eventualmente o parceiro sexual aparece com pequenas manchas vermelhas no órgão genital masculino, mas acaba se tornando um reservatório da doença.

Devido a isso, o homem deverá fazer também o tratamento, para que ele não retransmita a doença para a mulher que já estiver curada.

O diagnóstico é clínico, através de exames de laboratório e o papanicolau (exame preventivo de câncer).

Tratamento

Por muitos anos, o tratamento da candidíase vaginal era feito com cremes e óvulos. Devido aos inconvenientes da administração, muitas pacientes abandonavam o tratamento.

Hoje existem tratamentos administrados por via oral, com apenas um dia de duração. Siga corretamente a prescrição do seu médico e tome os devidos cuidados para evitar uma reinfecção.

Fonte: www.hmdap.com.br

Candidíase

É um dos mais irritantes corrimentos.

Provoca corrimento espesso tipo nata de leite e geralmente é acompanhado de coceira ou irritação intensa.

Candida ou Monília é um fungo e a candidíase é, portanto, uma micose.

A candida aparece quando a resistência do organismo cai ou quando a resistência vaginal está diminuída.

Alguns fatores são causadores desta micose:

Antibióticos

Gravidez

Diabetes

Infecções

Deficiência imunológica

Medicamentos como anticoncepcionais e corticóides

Eventualmente o parceiro sexual aparece com pequenas manchas vermelhas no rgão genital masculino. Mas a candidíase NÃO é considerada uma doença sexualmente transmissível.

O diagnóstico é clínico, através de exames de laboratório e o papanicolau.

O tratamento é a base de antimicóticos mas deve-se tentar tratar as causas da candidiase para evitar as recidivas.

É muito importante não confundir o corrimento por cândida com o corrimento por excesso de Bacilos de Doderlein pois neste caso o tratamento é diferente.

Fonte: www.gineco.com.br

Candidíase

É uma infecção na região genital, causada por alguns fungos que vivem no rgão genital feminino como Candida albicans, Candida tropicallis, Candida glabrata, Candida krussei, Candida parapsilosis.

Como se pega?

A relação sexual não é considerada a principal forma de transmissão, pois esse microorganismos podem fazer parte da flora vaginal normal.

IMPORTANTE: Existem alguns fatores que contribuem para o aparecimento da candídiase como gravidez, diabetes mellitus (descompensado), obesidade, higiene pessoal, roupas íntimas sintéticas e uso de alguns medicamentos.

Quais os sintomas?

Pode ser asssintomática (não apresentar sintomas), mas os sintomas principais são coceira na região genital, dor ao urinar, corrimento branco (parecido com leite coalhado), vermelhidão, inchaço, pequenas rachaduras na vulva e dor na relação sexual.

Quanto tempo demora para aparecer os sintomas?

Não dá para se saber ao certo, mas o mais o importante é sempre procurar um serviço de saúde para ver como anda a saúde.

Como é o tratamento?

Para iniciar o tratamento deve procurar um serviço de saúde, pois só assim o tratamento será correto e eficiente.

Fonte: www.adolescencia.org.br

Candidíase

É uma infecção por um tipo de fungo chamado Candida albicans, antigamente chamado de monília.

A Candida usualmente infecta a pele e as mucosas, como o canto da boca e o órgão genital feminino. Raramente invade tecidos profundos ou o sangue, causando uma doenca grave, a candidiase sistêmica.

Esta infeccão mais séria é mais comum em pessoas com a imunidade ruim - p.ex: pessoas com AIDS ou aquelas recebendo quimioterapia.

A candida é um habitante normal do tubo digestivo e do órgão genital feminino que usualmente não causa mal algum. Quando as condições ambientais são particularmente favoráveis (p.ex. tempo quente e úmido), ou quando as defesas da pessoa estão reduzidas, este fungo pode infectar a pele.

Como os outros fungos, a candida cresce bem em condições de calor e umidade. Algumas vezes pessoas em uso de antibióticos adquirem candida porque o antibiótico mata as bactérias que normalmente moram nos tecidos, permitindo que a candida cresça sem concorrência. Corticóides ou terapia imunossupressiva após transplante de órgãos também podem reduzir as defesas do organismo contra as infeccões por fungos.

Mulheres grávidas, pessoas obesas, e pessoas portadoras de diabetes também têm maior chance de serem infectadas por candida.

Quais são os sintomas desta infecção?

Os sintomas variam de acordo com a área do corpo acometida.

A infecção das pregas (infecções intertriginosas) usualmente causam uma placa vermelha, úmida, com uma pequena quantidade de secreção esbranquiçada.

Pequenas pústulas (espinhas) podem surgir, principalmente nas bordas da lesão, e a lesão pode coçar ou queimar. Uma infecção por candida na região retal pode ser uma placa branca ou vermelha, e em geral coça muito.

As infeccões vaginais por candida (vulvovaginite) são comuns, principalmente em mulheres que estão grávidas, tem diabetes, ou estão tomando antibióticos. Os sintomas desta infecção incluem um corrimento branco ou amarelado e queimação, prurido ou vermelhidão ao redor das paredes e área externa da genitália.

Infecções do falo afetam mais freqüentemente homens com diabetes ou que são parceiros de mulheres portadoras de infecção vaginal por candida. Usualmente a infecção gera uma placa vermelha, descamativa na base do órgão genital masculino.

A candidíase da mucosa oral se apresenta como placas brancas aderentes a lingua e nas bochechas e freqüentemente são dolorosas (figuras 1 e 2). As placas podem ser raspadas facilmente com uma colher. Esta infecção em crianças sem outros problemas não é incomum, mas em adultos pode sinalizar imunidade diminuída, possivelmente causada por diabetes ou AIDS. O uso de antibióticos aumenta a chance de adquirir este tipo de infecção.

Candidíase
Figura 1

Candidíase
Figura 2

Sapinho é a infecção por candida nos cantos da boca, criando fissuras e pequenos cortes. Isto pode derivar de dentaduras mal adaptadas que deixam os cantos da boca muito úmidos, de forma que o fungo pode crescer.

Paroníquia por candida é a infecção ao redor das unhas, causada em geral pelo excesso de umidade (mão da dona-de-casa). A região ao redor das unhas fica dolorosa, inchada, e pode sair pus. (Figura 3)

As unhas infectadas por candida podem se tornar brancas ou amareladas e se separar da pele. (Figura 4)

Candidíase
Figura 3

Candidíase
Figura 4

Como é feito o diagnóstico desta infecção?

Usualmente um médico pode fazer este diagnóstico observando as características típicas da lesão. Caso seja necessário, uma amostra pode ser coletada com uma espátula e examinada no microscópio, onde poderá ser visualizado o fungo, ou então colocado em um meio de cultura, para que se observe o crescimento do agente causador.

Qual o tratamento desta infecção?

Geralmente este tipo de infecção é curado facilmente com cremes a base de antifúngicos, como por exemplo a nistatina. O creme deve ser usado por 7-10 dias, duas vezes ao dia. Medicações para tratamento de infecções anais ou vaginais também estão disponíveis como óvulos ou supositórios. A candidíase oral é tratada em geral com um líquido que é bochechado.

Para as infecções de pele em geral um creme com corticóide é necessário, e é prescrito em associação com o antifúngico, pois estes tipos de cremes reduzem o prurido. Manter a pele seca ajuda a resolver a infecção e previne o retorno do fungo. Um talco a base de antifúngico (p.ex. Vodol em pó), pode ajudar a prevenir as recorrências e a manter a pele seca.

O uso de roupas de algodão também ajuda a absorver a umidade excessiva e a manter o fungo sob controle, principalmente na região inguinal.

Fonte: www.derme.org

Candidíase

Candidíase vaginal é uma doença ginecológica causada por fungos, que pode causar desconforto para a mulher e afetar a vida sexual do casal. Ela tem uma incidência bem significativa. Para você ter uma idéia, de cada dez mulheres que vão ao ginecologista, cerca de três têm candidíase vaginal.

Apesar disso, ela pode ser evitada. Neste folheto informativo, você vai encontrar algumas dicas preventivas sugeridas pelos próprios ginecologistas.

Os sintomas mais comuns da doença são:

Corrimento pastoso grosso, amarelado ou leitoso;
Irritação local;
Inchaço;
Vermelhidão;
Odor característico no órgão genital feminino.

Você pode apresentar alguns - ou mesmo todos - sintomas descritos acima e não ter a candidíase vaginal. Quem vai descobrir se você tem ou não a doença é o seu ginecologista. Consulte-o regularmente ou sempre que precisar.

TRATAMENTO

O tratamento da candidíase vaginal é simples. Atualmente é feito com medicamentos eficazes, tomados por via oral em dose única. Os resultados do tratamento são bem melhores que os tratamentos anteriores, feitos por longo período, e dispensam, na maioria das vezes, o uso desagradável de cremes vaginais.

CUIDADOS ESPECIAIS

Se seu ginecologista prescrever apenas o tratamento oral com fluconazol, isto não impedirá que você e seu parceiro mantenham relações sexuais normalmente e com a mesma freqüência.

Prefira calcinhas de tecido natural (algodão, por exemplo), que favorecem a ventilação e a evaporação de suor, principalmente no verão, quando aumenta a incidência da doença.

Evite usar calcinhas de lycra, que transpiram pouco e dificultam a evaporação do suor.

A candidíase vaginal acontece mais nas regiões quentes e úmidas. Morar em uma dessas regiões é um motivo a mais para você usar roupas íntimas leves e ventiladas.

Se você é diabética, redobre os cuidados. A doença apresenta uma maior incidência entre as diabéticas.

O seu ginecologista pode optar por tratar o casal, o que garante a sua cura. Ao tratar apenas você, existe uma chance de cerca de 20% da doença retornar.

Oriente seu parceiro para que ele participe do treinamento, que é super simples: apenas um comprimido, por via oral, uma única vez.

Siga estes conselhos e mantenha o seu ginecologista sempre informado sobre a evolução do seu tratamento.

A candidíase vaginal é uma doença que tem cura - depende de você e de seu parceiro.

Fonte: Sociedade Goiana de Ginecologia e Obstetrícia

Candidíase

Candidíase Vulvovaginal Recorrente: Tratar é Fácil, Curar é Difícil

Introdução

A candidíase vulvovaginal recorrente (CVVR) é definida como quatro ou mais episódios anuais de vaginite por Candida sp. Embora vários fatores tenham sido identificados como predisponentes para a candidíase vulvovaginal recorrente, a maioria das mulheres com tal diagnóstico não apresenta nenhum destes fatores.

Assim, o entendimento dos mecanismos imunopatogênicos é essencial para o progressso terapêutico.

O tratamento desta desordem, usando medicações antifúngicas locais ou sistêmicas, não tem tido bons resultados. O alívio dos sintomas e/ou o desaparecimento de C. albicans nas culturas vaginais é temporário na maioria dos casos. Estudar a patogênese da CVVR é essencial para entender o papel dos fatores do hospedeiro na regulação do crescimento e morfogênese da C. albicans e a suscetibilidade e aquisição desta infecções.

Epidemiologia

A candidíase vulvovaginal (CVV) é um dos diagnósticos mais freqüentes na prática diária em Ginecologia. Tem incidência aproximada de 25%, e ocupa o segundo lugar entre as vaginites, precedida apenas pela vaginose bacteriana. Estima-se que cerca de 75% das mulheres adultas apresentem pelo menos um episódio de vulvovaginite fúngica em sua vida, sendo que destas 40% a 50% vivenciam um novo surto. Os episódios de recorrência, por sua vez, acometem 5% das pacientes. Estudos indicam que 20% a 25% das mulheres normalmente saudáveis e completamente assintomáticas apresentam culturas vaginais positivas para C. albicans1.

Agente Etiológico

A Candida albicans é o agente etiológico mais freqüentemente encontrado nas vulvovaginites fúngicas, porém a prevalência das espécies não-albicans tem revelado aumento na última década2.

Fatores Predisponentes

Entre os fatores predisponentes podemos citar: gravidez, diabetes mellitus descompensado, uso de antibióticos (sistêmicos ou tópicos), uso de corticóides, estrogenioterapia, doenças imunossupressoras, condições de higiene (uso de duchas comerciais, papéis perfumados para toalete, banhos em piscina clorada e sprays de higiene feminina), vestuário apertado e pouco ventilado, uso de anticoncepcionais (o uso de ACO de baixa dosagem tem sido questionado, uma vez que os estudos clássicos demonstraram aumento da infecção em usuárias de ACO de alta dose de estrogênio e não com os atualmente empregados de baixa dosagem), transmissão sexual, deficiência de ferro (ainda sem evidências), deficiência de zinco (os resultados de estudo não confirmaram tal hipótese, porém é sabido que o zinco não apenas exerce um grande impacto sobre diferentes funções imunes, mas também participa no crescimento e morfogênese da C. albicans)1, uso de tamoxifeno a longo prazo [Sobel,1996, relata três casos de CVV em mulheres pós-menopausadas, com idade entre 60-81 anos (média 71 anos), em uso de tamoxifeno diariamente por período de 1-7 anos (média 3,5 anos). Em todos os três casos, o diagnóstico foi facilmente estabelecido usando investigação convencional e a erradicação da candidíase foi possível sem interrupção do tamoxifeno].

lmunopatogênese

1) Teoria da reinfecção vaginal, que poderia ocorrer por meio da transmissão sexual ou de disseminação contígua do trato gastrointestinal (reservatório intestinal). Porém, as evidências em apoio a essa hipótese da reinfecção como causa da CVVR não resistiram ao teste do tempo5.

2) Teoria da vaginite recidivante, que poderia decorrer de:

Fatores pertinentes ao microrganismo - Acredita-se que a virulência do patógeno poderia aumentar por várias razões, entre elas: transição dimórfica (capacidade da C, albicans de passar de blastosporo para a forma de hifas), instabilidade genotípica ou fenotípica (C. albicans poderia modificar ou modular seus marcadores antigênicos tornando-se resistente atividade imune), mudança fenotípica (variações genéticas transmutariam uma forma saprofítica em uma forma com maior virulência), secreção de hidrolases (proteinase aumentaria a aderência do microrganismo ao tecido do hospedeiro, facilitando a invasão da mucosa e aumentando a suscetibilidade à vaginite, como também poderia hidrolisar imunoglobulinas protetoras), proteínas de choque ao calor (estas proteínas seriam produzidas pela C, albicans e promoveriam uma imunidade cruzada localizada na genitália) e resistência a drogas (as concentrações inibitórias mínimas não mudaram com o tempo e C, albicans isolada de infecções recorrentes raramente é de fato resistente a agentes antimicóticos. Porém, Candida não-albicans mostra uma suscetibilidade reduzida a antimicóticos comumente usados)2.

Fatores não-imunológicos do hospedeiro

As alterações da microbiota bacteriana vaginal (que geralmente resulta do uso de antibióticos, porém a maioria destas mulheres sofre recorrências na ausência da administração de antibióticos). Além disso, a microbiota bacteriana de mulheres com CVVR idiopática não é diferente daquela observada em mulheres sem história de vaginite. Logo, não parece que esta tenha um papel significante CVVR. Maior afinidade da Candida por células epiteliais do órgão genital feminino (evidências atuais não apóiam tal hipótese) e alterações hormonais (principalmente as estrogênicas parecem influenciar a incidência de episódios agudos de vaginite por Candida. Existe uma incidência aumentada de vaginite entre mulheres grávidas, usuárias de ACO com alto teor de estrogênio, e aquelas sob terapia hormonal de reposição após a menopausa. Em contraste, mulheres no período anterior à menarca e posterior à menopausa raramente adquirem infecções vaginais fúngicas. Porém, a relação entre hormônios reprodutivos e imunidade vaginal local permanece desconhecida, e qualquer sugestão de que as variações destes hormônios em mulheres predispostas aumentam a suscetibilidade específica candidíase vaginal é especulativa)2.

Fatores imunológicos do hospedeiro são o maior alvo de interesse e pesquisa na atualidade.

De forma diferente à das bactérias, cujo número é regulado tanto pelos mecanismos imune humoral e celular, a defesa imunológica contra C. albicans é primariamente, se não inteiramente, mediada por células. Muitas mulheres têm anticorpos contra Candida, mas estes não oferecem proteção. Além disso, mulheres com defeito na parte humoral do sistema imune específico não apresentam aumento na incidência de candidíase vaginal. Por outro lado, mulheres com defeito na imunidade mediada por células têm alta prevalência de vaginite por Candida2.

Evidências recentes indicam que a morfogênese da C. albicans poderia também estar sob regulação do sistema imune: PGE2, um produto dos macrófagos, mostrou estimular a formação de hifas a partir de esporos de C. albicans enquanto o interferon gama (IFN-gama), um produto dos linfócitos T-helper ativados, tem mostrado inibir a formação de hifas a partir de esporos de C. albicans, mesmo na presença de PGE2.

Assim, sob condições de imunossupressão dominante por PGE2, a habilidade de macrófagos e linfócitos T de inibir o crescimento de Can- didas é limitada, e esporos podem germinar e invadir o epitélio vaginal, iniciando uma infec- ão clínica. Contudo, quando a imunidade ce- lular torna-se ativa, aumentando os níveis lo- cais de IFN-gama, a transição de esporo para hifa é inibida e os microrganismos permanecem em baixo número na forma de esporo17.

A ß-endorfina é um neuropeptídeo produzido pela porção anterior da hipófise, especial, mente sob condições de estresse e exercício. Evidências recentes sugerem que a ß-endorfina também pode funcionar como um imunomodulador. Tanto os linfócitos T como os macrófagos têm receptores de membrana para )-endorfina. A ligação da J-endorfina a macrófagos induz a produção de PGE2 e inibe a síntese de IFN-gama. Assim, desde que a vaginite por Candida foi relacionada ao estresse e descobriu-se que a ß-endorfina induz a produção de PGE2, o efeito direto da ß-endorfina sobre a germinação de C. albicans foi determinado17.

Devido à incidência de vaginite por Candida ser mais comum na fase lútea, justamente antes da menstruação, foi examinada a resposta imune celular à Candida durante cada semana do ciclo menstrual e a habilidade em cada fase de se induzir a germinação de esporos de Candida. Estudos mostraram que, durante a fase lútea, os níveis de progesterona (25 ng/ml) inibiam a proliferação de linfócitos Candida-induzidas em mais de 50% das mulheres observadas, quando comparadas com mulheres com níveis de progesterona mais baixos (o,15 ng/ml) e que mantinham a proliferação de linfócitos. Os níveis de estrogênio não promoveram inibição na proliferação de linfócitos Candida-induzidas nem na fase lútea nem na fase proliferativa do ciclo menstrual. Assim, mulheres com elevados níveis de progesterona, nas quais os macrófagos apresentem alta sensibilidade imunossupressão induzida por este hormônio, podem ter maior suscetibilidade CVVR17.

A CVVR foi também associada a uma resposta alérgica vaginal. Estudos relatam a presença de anticorpos IgE apenas na secreção vaginal de mulheres com CVVR, mas não foram encontrados no plasma destas pacientes, o que sugere que a respota de hipersensibilidade imediata localiza-se na genitália. Fluidos vaginais de algumas destas mulheres também mostravam anticorpos IgE reativo com o fluido seminal de seus maridos ou com seus espermicidas contraceptivos.

De modo interessante, PGE2 foi identificada no fluido vaginal apenas de mulheres com CVVR que apresentavam anticorpos IgE em seus fluidos vaginais. Estas informações sugerem que a resposta alérgica pode ser manifestada na genitália e que a produção de PGE2 em conseqüência a esta resposta poderia inibir transitoriamente a imunidade local mediada por células, permitindo a proliferação e diferenciação de algumas C. albicans que já existissem na genitália de forma comensal, o que aumentaria significativamente a suscetibilidade a uma infecção clínica. Uma resposta alérgica, na genitália, a qualquer alérgeno, e não somente a C. albicans, poderia aumentar a suscetibilidade CVVR. Mulheres com hipersensibilidade imediata a medicações, alérgenos ambientais ou microrganismos e seus produtos poderiam também apresentar elevado risco para CVY como conseqüência ao aumento da produção de PGE217.

A resposta alérgica vaginal, resultando em vaginite recorrente, pode também ser verificada em mulheres não-alérgicas. Se seus parceiros têm uma resposta alérgica, e se o alérgeno específico e seu anticorpo IgE correspondente estão presentes no seu sêmen, então uma IgE pode ligar-se a mastócitos e basófilos em seu trato genital após o coito, e se o alérgeno se liga a esta IgE uma resposta alérgica poderá ser desencadeada. O uso de condom durante o coito finalizaria as recorrências da CVV. Suspeita-se que esse mecanismo poderia estar operando em muitas mulheres com CVVR relacionada com o coito e parceiro específico17.

O exame miscrocópico a fresco tem baixa sensibilidade: 50% das pacientes com candidíase vaginal sintomática e cultura positiva irão apresentar exames a fresco negativos. Embora culturas vaginais para Candida de rotina não sejam necessárias, estas devem ser solicitadas quando exames a fresco não identificarem o microrganismo. O exame de Papanicolaou não é fidedigno como teste diagnóstico; este é positivo em aproximadamente 25% dos casos. O exame a fresco positivo relaciona-se a concentrações relativamente altas do fungo nas secreções vaginais, como confirmado pelas culturas vaginais quantitativas. Não há teste sorológico fidedigno para o diagnóstico de candidose vaginal sintomática.

Tratamento da Candidíase Vulvovaginal Não-recorrente

Medidas gerais - Mudança de hábitos e correção, quando possível, dos fatores predisponentes1.

Tratamento medicamentoso - O tratamento do parceiro num primeiro episódio de CVVR é ainda controverso. Assim, visando à redução dos insucessos terapêuticos e de recidivas, há quem opte, como primeira opção, pelo tratamento do casal1.

Por muitos anos o tratamento da candidíase vaginal era quase que exclusivamente realizado por agentes tópicos. A nistatina (poliênicos) creme ou supositório vaginal tem sido usada há quase três décadas. A média da taxa de cura micológica é de aproximadamente 75- 80%1.

Vários derivados imidazólicos alcançaram taxa de cura maior do que os poliênicos (85- 90%), porém sem grandes diferenças significativas. Embora muitos estudos tenham realizado comparações entre a eficácia clínica dos vários azoles, existe apenas pequena evidência da superioridade de um agente azole sobre os outros1.

Tem havido uma grande tendência ao uso de terapêuticas por curtos intervalos de tempo com doses de antifúngicos progressivamente maiores, culminando em regimes terapêuticos de dose única. Em vários ensaios clínicos, ambos os regimes de curto período ou dose única dos muitos agentes antifúngicos azoles mostraram-se eficazes. Parece razoável usar terapia em dose única somente naquelas pacientes com episódios infreqüentes e com severidade apenas de pequena a moderada intensidade1.

Porém, alguns autores acreditam que a via tó- pica de administração é inconveniente e a ade- rência ao tratamento nem sempre é satisfatória. A elevada incidência de recorrência após o tra- tamento tópico, com taxa em torno dos 30% (Frega et ai., 1994), também evidencia dificulda- de na abordagem terapêutica através dessa via de administração. Assim sendo, para estes au- tores ficaria reservado ao tratamento tópico um papel secundário pela sua baixa eficácia e tolerabilidadel.

O tratamento de gestantes com candidíase vulvovaginal é mais difícil devido a resposta clínica ser mais lenta e as recorrências serem mais freqüentes. Em geral, a maioria dos agentes tópicos é eficaz, principalmente quando prescritos por longos períodos de uma a duas semanas. Contudo, dose única com 500 mg de clotrimazol também tem mostrado ser eficaz em gestantes. Embora a absorção sistêmica do antifúngico tópico seja mínima, o potencial de risco ao desenvolvimento do feto durante o 1º trimestre deve ser avaliado em relação ao benefício materno1.

Nenhum dos agentes antifúngicos orais sistêmicos tem aprovação da Food and Drug Administration nos EUA para uso específico na candidíase vulvovaginal.

Contudo, cetoconazol (400 mg diários por cinco dias), itraconazoÍ (200 mg diários por três dias ou 400 mg por um dia) e fluconazol li 50 mg por um dia) têm mostrado elevada eficácia. Os resultados clínicos são pelo menos tão bons quanto, se não minimamente superiores, ao tratamento convencional tópico. vários estudos indicam que muitas mulheres preferem a terapia oral, apesar de ser mais custosal.

As diversas formas de terapia com os antifúngicos orais devem ser avaliadas quanto aos possíveis efeitos colaterais e toxicidade. O tratamento com cetoconazol pode causar sintomas gastrointestinais (10%) e raramente anafilaxia; o maior risco porém é a hepatotoxicidade, que pode ocorrer em aproximadamente em uma para cada 10.000-15.000 mulheres tratadas. Estes efeitos, porém, são menos freqüentes com itraconazol e fluconazol.

O uso da corticoterapia tópica aplicada separadamente na vulva oferece um alívio mais rápido dos sintomas. Todavia, muitas pacientes não necessitam desta terapêutica e não podemos esquecer que o uso abusivo de esteróides pode trazer efeitos colaterais1.

Tratamento da Candidíase Vulvovaginal Recorrente

O primeiro passo deve ser a confimação diagnóstica da CVVR. É necessário identificar e erradicar, quando possível, os fatores predisponentes. Na maiora das mulheres com CVV recorrente ou crónica não identificamos qualquer doença de base ou fator predisponente. A realização de testes anti-HIV em pacientes com CVVR deve ser considerada.

Embora alguns autores preconizem o trata- mento do parceiro, os estudos publicados até o momento não justificam esta conduta1.

Outro aspecto ainda controverso é a chamada "profilaxia", que pode ser feita com cetoconazol (100 mg/dia/6 meses), fluconazol (150 mg/mês/6 meses) ou clotrimazol (500 mg supositório/mês/6 meses). Todos os esquemas se mostram eficazes, mas após a interrupção as recidivas voltam a acontecer1.

Se a terapia de primeira escolha com azoles tópico ou oral não controlou a vaginite causada por C. glabrata e C. cerevisiae, relatos recentes indicam que ácido bórico 600 mg intravaginal duas vezes ao dia tem sucesso freqüentemente1.

Para mulheres que fazem uso de antibióticos, identificados como fatores predisponentes, pode ser recomendada a administração de agentes antimicóticos tópicos simultaneamente ao uso dos antibióticos1.

Discussão

Algumas mulheres com CVVR parecem ter uma desordem de base na imunorregulação precipitada através de uma resposta alérgica vaginal localizada. Suas infecções vaginais com C. albicans são uma conseqüência sencundária a esta desordem. Assim, tratamento com medicações antifúngicas pode melhorar a infecção e aliviar os sintomas, porém, devido às condições de base, as mulheres poderão permanecer altamente suscetíveis a infecções futuras.

Assim, um dos primeiros passos para aliviar o ciclo de recorrências é reconhecer quais pacientes têm uma resposta alérgica vaginal. A vaginite alérgica relacionada ao coito é facilmente reconhecida se o uso de condom prevenir o aparecimento de novos sintomas. Em outros casos, a análise da secreção vaginal para PGE2 e/ou IgE específica poderia contribuir para o diagnóstico de uma reação alérgica vaginal. Infelizmente, estes testes ainda não estão dispo, níveis17.

Como já discutido, a CVVR poderia ser reduzida se o reservatório de microrganismos comensais pudesse ser controlado ou eliminado completamente, o que é tentado através da administração de antifúngicos a longo prazo. Infelizmente, porém, a taxa de episódios pré-tratamento retorna após interrupção da medicação.

A normalização da resposta imunológica em mulheres com vaginite alérgica permanece como uma área de investigação ainda em estágios iniciais. Num ensaio não-controlado da administração oral de inibidores de protaglandinas, ibuprofeno aliviou os sintomas e reduziu a recorrência da CVV em apenas 10% dos casos.

A dose-efeito variou muito entre as pacientes individualmente. Recentemente, tratamento com anti-histamínicos orais parece ser mais eficaz do que ibuprofeno oral. Administração local vaginal de cromalin sódico, um estabilizador de membrana dos mastócitos, também promoveu melhoras dos sintomas de algumas destas pacientes. Trabalhos clínicos controlados destas medicações poderiam ser úteis17.

Um tratamento alternativo é o uso de hipossensibilização com antígenos viáveis comercialmente. Existem dois relatos nos quais as ten, tativas de dessensibilizar reações de hipersensibilidade imediata em mulheres com CVVR, através da administração subcutânea de doses crescentes de antígenos Candida em extrato de levedura durante o curso de um ano, resultaram em menores episódios de recorrência quando comparados com o ano anterior1.

Autores brasileiros relatam que a CVVR está freqüentemente associada a rinite alérgica ou história familiar de alergia e que responde bem a imunoterapia com candidina (é um antígeno da Candida). Em um estudo realizado pelo serviço de imunologia do Hospital dos Servidores, a grande maioria das pacientes com CVVR (78%) era portadora de atopia, o que fortalece a idéia de que o que existe é uma hipersensibilidade para o patógeno em questão e não um problema de imunodeficiência. Neste estudo, a imunoterapia dessensibilizante foi eficaz na maioria das pacientes (70%), sendo que, em 90 casos, 63 mulheres apresentaram melhora em três meses, 40 melhoraram em seis meses, cinco em 12 meses e apenas 27 não obtiveram melhora.

Recentemente, se tem alegado que a ingestão de iogurte contendo Lactobacillus acidophillus reduz a colonização vaginal e a vaginite por Candida em mulheres com CVVR. Infelizmente, o número de mulheres estudadas foi pequeno e os métodos questionáveis; embora este tipo de profilaxia seja recomendado, outros estudos confirmatórios são essenciais1.

Foi lançado atualmente no mercado o IMIQUIMOD, que teria ação de elevar os níveis de interferon endógeno, porém tal tratamento é bastante custoso e ainda está em estudo. Outra possibilidade, porém de baixo custo e ainda em estudo, seria a administração de vitamina C e ácido fólico, que teria uma ação interferon-like. Outro medicamento também já no mercado é o Timosan, que promete agir como um imunomodulador de origem natural, não-humana, com especial ação sobre a imunidade celular e humoral deficitária. O Timosan é obtido a partir do timo de vitela, glândula responsável pelo amadurecimento do sistema linfóide, principalmente na maturação e diferenciação dos linfócitos. Porém, apesar de estar sendo usado por um número razoável de profissionais, esta medicação não tem nenhuma comprovação científica de suas propriedades.

Flávia Menezes Rodrigues

Referências Bibliográficas

1. Sabel JD. Candidal vulvovaginitis. Clin Obstet Gynecol; vol 36; nº 1; 1993 Mar; 153-12.
2. Fernandes CE, Machado RB. Aspectos etiopatogênicos, diagnósticos e terapêuticas da candidíase vulvovaginal. RBM-GO; vol II; abril,1996.
3. Edman J, Sobel JD, Taylor ML. Zinc status in women with recurrent candidiasis. Am f Obstet Gynecol; 1986 Nov.; 155:5, 1082-5.
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Fonte: www.medstudents.com.br

Candidíase

CANDIDÍASE VAGINAL CRÔNICA

A candidíase vaginal é uma micose (infecção por fungos do gênero Candida) que afeta 75% da mulheres durante o período reprodutivo; isto é, três em cada quatro mulheres terão um episódio de candidíase em algum momento de suas vidas.

Os principais sintomas desta micose são a coceira e a ardência vulvares, acompanhadas por um corrimento branco e grumoso, sem odor, semelhante nata de leite. No exame ginecológico, a vulva apresenta-se avermelhada, os pequenos lábios edemaciados (inchados), além de pequenas fissuras locais, provocadas pelo ato de coçar.

O quadro clínico é típico e, na maioria das vezes, dispensa a confirmação laboratorial. Entretanto, nos casos recorrentes, há necessidade de se identificar a espécie causadora em laboratório, visando o seu tratamento específico.

Existem várias espécies de Candida (C.  albicans, C.  tropicalis, C. glabrata, etc.), sendo a Candida albicans a mais comumente encontrada (90%) nas infecções genitais.

 Esses fungos podem estar presentes no intestino e no órgão genital feminino sem causar nenhum problema, vivendo em “equilíbrio ecológico” com a flora local.

Cerca de 10 a 20% das mulheres hospedam espécies de Candida em suas vaginas sem apresentarem quaisquer sintomas. Porém, em situações de extrema deficiência imunológica, como na AIDS, esses fungos podem se disseminar por todo o organismo, afetando os pulmões, baço, rim, fígado, coração e cérebro.

A gravidez, o diabetes, o uso de anticoncepcionais hormonais, antibióticos, corticosteróides (corticóides) e quimioterápicos são fatores que podem contribuir para a proliferação dessas leveduras. Os três primeiros aumentam (indiretamente) a acidez vaginal, criando um ambiente propício para a multiplicação micótica; os antibióticos alteram o “equilíbrio ecológico” vaginal, destruindo a flora protetora; os quimioterápicos – assim como os imunossupressores, utilizados em pacientes transplantados para evitar a rejeição - diminuem as defesas do organismo, relativizando o potencial patogênico desses fungos.

Entende-se por candidíase recorrente ou de repetição – aqui, chamada crônica – a ocorrência de quatro ou mais episódios anuais da infecção, com todo o seu cortejo sintomático. Em muitos desses casos, os sintomas aparecem sempre no período pré-menstrual, coincidindo com a TPM e caracterizando a chamada candidíase cíclica.

Atingindo cerca de 5% das mulheres em idade fértil, esta entidade é extremamente frustrante, tanto para as pacientes - que não conseguem obter a cura para o problema - quanto para os ginecologistas que, apesar de todos os estudos e avanços terapêuticos, ainda não têm uma completa compreensão sobre sua(s) causa(s) e, portanto, ainda não podem oferecer um tratamento definitivo. Quando algum dos fatores predisponentes (citados anteriormente) está presente, a investigação diagnóstica e a conduta terapêutica tornam-se mais fáceis. Entretanto, em muitos casos de candidíase recorrente, nenhum daqueles fatores é encontrado.

Existem várias teorias científicas que tentam explicar a recorrência dessa micose; nenhuma delas, porém, o faz de maneira completa e satisfatória. Alguns acreditam que a origem das reinfecções está nos focos intestinais... Outros crêem que é o contato sexual o fator precipitante.

ATENÇÃO: A CANDIDÍASE NÃO É UMA DOENÇA SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEL !

Outros pensam que a mulher, mesmo depois de adequadamente tratada, manteria alguns focos residuais no órgão genital feminino, e que estes poderiam voltar a se desenvolver... Mais recentemente, acredita-se que a recorrência da candidíase envolva mecanismos imunológicos específicos (próprios de cada paciente).

Atualmente – e até que este desafio seja vencido pela Medicina -, o tratamento da candidíase recorrente baseia-se na administração prolongada (por seis meses) dos mesmos antimicóticos (cetoconazol, itraconazol e fluconazol) utilizados na candidíase aguda.

Dr. Carlos Antônio da Costa

Fonte:www.drcarlos.med.br

Candidíase

Candidiase Oral é uma infecção oportunista causada pela levedura do género Cândida, sendo o mais comum a candida albicans.

A candidiase está normalmente limitada à pele e à membrana mucosa.

Um sistema imunitário saudável mantém esta infecção sobre o controlo.

A forma mais comum desta patologia é a pseudomembranosa caracterizada por placas brancas que quando removidas deixam uma àrea erosionada eritematosa, observada com maior frequência em crianças, idosos, diabéticos e imunodeprimidos.

Quanto às restantes formas, a eritematosa caracteriza-se por zonas avermelhadas localizadas essencialmente no palato, lingua e mucosa jugal; a queilite angular ao nível das comissuras labiais pode aparecer sob a forma de fissuras ou úlceras, podendo estar associada ao tipo eritomatoso ou pseudomembranoso.

A hiperplásica também denominada de leucoplásica apresenta placas brancas que não se destacam, semelhantes à leucoplasia e é observada com alguma frequência em pacientes tabagistas, com consequente redução de IgA salivar.

Fisiopatologia

Candida albicans é parte da flora orofaríngea normal.

O sobrecrescimento resulta na candidiase oral que ocorre quando a imunidade é suprimida de forma local.

O estabelecimento de candidiase relaciona-se com um grau moderado de imunodeficiencia em pacientes infectados por VIH e anuncia um caso de SIDA iminente.

Acredita-se que a imunidade mediada por células é responsável pela protecção contra a candidiase na mucosa, apesar de que a imunidade humoral protege contra a candidiase de pele queratinizada.

Modos de transmissão

Atrito, calor e humidade facilitam o desenvolvimento do fungo já existente nas mucosas ou pele.

O contato com secreções originadas na boca. A transmissão vertical dá-se da mãe para o recém-nascido, durante o parto.

Pode ocorrer disseminação endógena.

Causas

A Candidiase Oral é causada por um fungo denominado Cândida.

Toda a população apresenta pequenas quantidades deste fungo na cavidade oral.

Em pessoas saudáveis o sistema imune desencadeia uma prevenção sobre os fungos evitando assim o surgimento da patologia.

Contudo, nos indivíduos imunodeprimidos, como no caso de indivíduos portadores de HIV, torna-se mais fácil para a Cândida multiplicar-se e causar a doença.

Algumas drogas (antibióticos, esteróides e anticonceptivos orais) podem alterar a flora oral, o que pode gerar a proliferação da Cândida.

Outros fatores podem estimular o seu crescimento: diabetes, gravidês, deficiência de vitamina B12 e antihistaminicos, entre outros.

Os fatores que podem desencadear o sistema imunitário vão desde o cancro até à quimioterapia.

Diagnóstico

As condições orais são usualmente diagnosticadas pela aparência e sintomas (ardencia, diminuiçao do sentido gustativo, xerostomia,disfagia e ulceras).

O diagnóstico pode ser confirmado pela vizualização de leveduras e pseudo-hifas em exame microscópico de esfregaço da lesão, preparado com hidróxido de potássio a 10%.

Posteriormente os testes laboratoriais são efetuados se a infecção não regredir depois do tratamento farmacológico.

Se os sintomas não melhorarem com o tratamento, ou problemas a engolir ocorrerem sem a presença de candidiase oral, realiza-se por norma uma endoscopia.

Tratamento

Nistatina suspensão ou tabletes, 500.000 a 1 milhão UI, 3 a 5 vezes ao dia, durante 14 dias, uso tópico.

Em crianças, utiliza-se a suspensão oral na dose de 1 a 2ml, três vezes ao dia, durante 5 a 7 dias ou até a cura completa.

Como tratamento de 2ª escolha ou em pacientes imunocomprometidos, pode ser utilizado: cetoconazol, 200 a 400mg, via oral, uma vez ao dia, para adultos.

Em crianças, recomenda-se 4 -7 mg/kg/dia, via oral, uma vez ao dia, com duração de tratamento entre 7 a 14 dias.

Outra opção é fluconazol, 50-100mg, via oral, uma vez ao dia, devendo ser evitado seu uso em crianças.

Tratamento precoce dos indivíduos atingidos

Orienta-se a desinfecção concorrente das secreções e artigos contaminados.

Sempre que possível, deverá ser evitada antibioticoterapia prolongada de amplo espectro.

Cuidados específicos devem ser tomados com uso de cateter venoso, como troca de curativos a 48 horas e uso de solução à base de iodo e povidine.

Fonte: www.gdev.ufp.pt

Candidíase

Leveduras do gênero Candida são fungos que ocorrem em todo o mundo, seja no solo ou em plantas vivas ou mortas. São saprófitas, ou seja, convivem normalmente com o ser humano saudável em locais como o órgão genital feminino, a boca e a pele. São encontrados na saliva de 30-60% de indivíduos sadios.

Taxonomia

Raino Fungi; Divisão Eumicota; Filo Deuteromicota; Classe Blastomices; Ordem Criptococales; Família Criptococacea; Gênero Candida.

Características morfológicas e culturais

Em meio sólido, como o Sabouraud, as colônias se apresentam cremosas de coloração branca ou bege. Para observação de estruturas microscópicas as leveduras devem ser cultivados em meios pobres como o ágar fubá e o ágar batata. Na micromorfolgia podem ser observados ao microscópio estruturas como blastoconídios com ou sem brotamentos, clamidoconidios e pseudo-hifas – que se formam quando os blastoconidios que nascem, se alongam e não se desprendem da célula que o originou.

Fatores que levam ao aparecimento de doenças

Alteração da imunidade, causada por estresse, AIDS, alterações do meio ambiente como diminuição do pH vaginal devido a diabetes, uso de antibióticos que desequilibram a microbiota normal, entre outros fatores, podem contribuir para que esse fungo se prolifere causando infecção. A micose pode atingir pele e mucosas, resultando em candidíase oral (boca), candidíase vaginal, intertrigo (entre os dedos), paroníquia (infecção na pele ao redor das unhas) e onicomicose (micose das unhas). Também conhecida como monilíase e sapinho.

Espécies patogênicas

Candida albicans é a mais comum, embora outras espécies também são patogênicas como a C. parapsilosis, C. tropicalis, C. glabrata, C. krusei, C. guilliermondii, entre outras.

Manifestações clínicas

Na boca, a candidíase se manifesta como placas brancas facilmente removíveis, que têm aspecto semelhante à nata do leite. A infecção oral por Candida tem função marcadora no indivíduo HIV-positivo em relação ao desenvolvimento da AIDS, sendo infecção secundária comum em pacientes imunodeficientes.

O intertrigo atinge áreas de dobras cutâneas, como região abaixo das mamas, entre os dedos, virilhas e axilas.

Paroníquia é a lesão que surge na pele ao redor das unhas, caracterizada por inchaço, cor vermelha e dor, com perda da cutícula. Normalmente, ocorre em pessoas que mexem freqüentemente em água sem o uso de luvas. A onicomicose é a alteração das unhas por infecção com este fungo.

A transmissão da candidíase se dá pelo contato com secreções da boca, pele e órgão genital feminino. Além disso, a mãe pode transmitir o fungo para o bebê durante o parto.

Diagnóstico

É feito através da combinação do quadro clínico e achados microscópicos positivos. O esfregaço é obtido através de amostras do local clinicamente infectado, corados com corantes à base de anilina (por exemplo, azul de metileno) ou pelo método Gram. Pode ainda ser tratado com hidróxido de potássio a 10% para lise das células epiteliais, sendo então examinado ao microscópio.

Caso a análise microscópica não seja suficiente, é possível cultivar amostras clínicas contendo a levedura em meios de cultura seletivos simples (Sabouraud-Agar).

Como o fungo também pode fazer parte da flora bucal normal, os achados microscópicos e os achado positivos de culturas não devem ser interpretados como absolutamente patológicos. Somente o aparecimento maciço de hifas no esfregaço ou um número excessivo de colônias presente na cultura são indicativos de uma candidiase manifesta, associados ao quadro clínico característico.

Candidíase
Esfregaço de tecido corado com Gram. Candida sp

Candidíase
Manifestação clínica de candidiase oral

Fonte: www.fop.unicamp.br

Candidíase

Candidíase Bucal (sapinho)

Uma das complicações orais mais comuns que acometem o paciente portador de Diabetes é a Candidíase Oral, também conhecida popularmente como “sapinho”.

Estudos mostram que mesmo em estágios bastante iniciais do Diabetes, existe um aumento da suscetibilidade à Candidíase Oral.

A Candidíase é causada pelo fungo chamado Cândida Albicans. Toda população apresenta pequenas quantidades deste fungo na cavidade oral, porém, ele só se manifesta quando há alguma deficiência no sistema imunológico. Essa deficiência pode ser causada entre outros motivos, pelo aumento da glicemia.

A forma mais comum da Candidíase é chamada de pseudomembranosa, e é caracterizada por placas brancas, que quando removidas, fica uma área avermelhada. Existem outras formas como a eritematosa, que é caracterizada por zonas avermelhadas; a queilite angular, que se manifesta no “canto da boca”; a hiperplásica, etc...

Os sintomas mais comuns são ardência bucal, dor e perda de paladar, podendo também ser assintomática, portanto ao perceber qualquer alteração bucal, seja uma simples placa esbranquiçada, ou uma mancha avermelhada, procure o dentista para que seja diagnosticado e tratado corretamente o quanto antes.

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Fonte: www.anad.org.br

Candidíase

A candidíase, especialmente a candidíase vaginal, é uma das causas mais freqüentes de infecção genital. Caracteriza-se por prurido (coceira), ardor, dispareunia (dor ao coito) e pela eliminação de um corrimento vaginal em grumos, semelhante à nata do leite.

Com freqüência, a vulva e o órgão genital feminino encontram-se edemaciadas (inchadas) e hiperemiadas (avermelhadas).

As lesões podem estender-se pelo períneo, região periretal e inguinal. No homem apresenta-se com hiperemia da glande e prepúcio e eventualmente por um leve edema e pela presença de pequenas lesões puntiformes, avermelhadas e pruriginosas. Não é uma doença de transmissão exclusivamente sexual.

Existem fatores que predispõe ao aparecimento da infecção: diabetes melitus, gravidez, uso de contraceptivos orais, uso de antibióticos e medicamentos imunosupressivos, obesidade, uso de roupas justas etc.

Transmissão

A transmissão da candidíase se dá pelo contato com secreções da boca, pele e órgão genital feminino e dejetos de pessoas contaminadas. Além disso, a mãe pode transmitir este fungo para o bebê durante o parto. A cândida é tida como um fungo saprófito, ou seja, convive normalmente com o ser humano saudável em locais como a genitália, a boca e a pele. No entanto, em momentos de alteração da imunidade (stress, doenças) ou por alterações do meio-ambiente (como uso de substâncias que alteram o pH vaginal), esse fungo pode se proliferar e causar sintomas. Também são comuns sintomas leves em crianças saudáveis e gestantes.

Sintomas

Coceira e sensação de ardência na vulva.

Corrimento vaginal branco espesso e aderente.

Inflamação vulvar com vermelhidão.

Algumas mulheres têm apenas uma leve irritação e coceira.

Grande desconforto durante a relação sexual

Durante o ato sexual, a mulher com candidíase transmite-a ao homem, que dificilmente desenvolve os sintomas - eventualmente o parceiro sexual aparece com pequenas manchas vermelhas no órgão genital masculino, mas acaba se tornando um reservatório da doença. Devido a isso, o homem deverá fazer também o tratamento, para que ele não retransmita a doença para a mulher que já estiver curada.

O diagnóstico é clínico, através de exames de laboratório e o papanicolau (exame preventivo de câncer).

Tratamento

O tratamento é feito com antifúngicos sistêmicos (usados via oral) ou tópicos (cremes e soluções), de acordo com cada caso.

Além disso, deve-se obedecer rigorosamente a uma higiene pessoal, evitar relações sexuais durante o tratamento.

Fonte: www.cefetsp.br

Candidíase

Os agentes etiológicos da fungemia nas UTI Neonatais estão mudando: a cândida é o fungo isolado principal nos Estados Unidos ( 60-80% das espécies, são Candida albicans), mas atualmente esta porcentagem caiu para 40%, a Candida parapsilosis está aumentando, de 6% no início da década de 90 para 18% e estudos mais recentes mostram 30%, sendo esta espécie mais freqüentemente presente na cavidade peritoneal dos bebês com enterocolite necrosante.

Entre as formas clínicas, destacam-se a candidíase oral (oro-faríngea), candidíase cutânea (área de contato com a fralda), candidíase congênita (os RN apresentam com poucas horas de vida, erupções pápulo-vesiculares em todo o corpo na epiderme, exigindo terapia tópica, além da endovenosa, estes RN também apresentam pneumonia pela aspiração do líquido amniótico e a mortalidade é alta; candidíase sistêmica, onde vou concentrar esta palestra.

Candidíase Sistêmica

Temos que prevenir a candidíase sistêmica nos RN prematuros. Entre os fatores de risco citamos:

RN < 32 semanas: grande crescimento de cândida no trato gastrointestinal com facilidade de disseminação (é o principal fator para a candidíase sistêmica)

Cateteres intravasculares

Nutrição parenteral (os lipídeos são muito associados a Malassezia furfur).

Cirurgia gastrointestinal: o reservatório da candidíase é o trato gastrointestinal

Entubação endotraqueal: o risco de candidíase sistêmica aumenta 6x, quando o bebê colonizou

Uso de esteróides

Bloqueadores H2: além de aumentar o risco de candidíase sistêmica, aumenta o risco de sepses tardia. A mudança do pH da mucosa gástrica destrói alguma barreiras naturais da colonização e com isto, pagamos (o bebê na verdade) um preço elevado com uso destes agentes.

Colonização gastrointestinal é um risco significativo. O uso de Flucozanol para diminuir colonização gastrointestinal diminui o risco de infecção fúngica.

Uso de heparina nos cateteres centrais: (estudo recente evidenciou esta associação com a heparina aumentando a infecção fúngica); a heparina facilita a adesão do fungo no cateter central (mais estudos são necessários).

Teofilina: estudos em laboratório evidenciaram que a teofilina inibe os granulócitos induzidos pela cândida, mas o efeito clínico deste achado não foi demonstrado.

As manifestações clínicas mais freqüentes

Deterioração respiratória

Febre

Taquicardia

Intolerância ao carboidrato (hiperglicemia)

Erupções na pele (50% dos casos)

Dermatite de virilha

Instabilidade de temperatura

Distensão abdominal

Febre em prematuros: estudo israelense é interessante, pois a febre é uma manifestação infreqüente de qualquer infecção em prematuro. A febre (maior que 38 graus) ocorreu, neste estudo citado inicialmente, em 42,8% dos pacientes (na sepses bacteriana ela ocorre em 15 dos prematuros e 12% dos RN a termo).

Hipotensão (infecção grave)

Sessenta a 80% das vezes, a infecção só envolve o sangue. A incidência de meningite e abcesso cerebral diminuíram (na década de 80, o envolvimento do SNC era de 40-60% e mais recentemente esta incidência caiu para 25%). O pulmão está envolvido em 80% dos casos. A candidíase renal caiu de 60%, inicialmente para 7%.

O abscesso hepático ocorre em 3%; a peritonite ocorre principalmente em RN com perfuração intestinal por enterocolite necrosante.

Diagnóstico

Isolamento do fungo (50-60% dos RN com infecção fúngica tem o fungo isolado no sangue; há relato de 25-50% diagnosticado em necrópsia)

LCR: exames de rotina e cultura fúngica; a pleocitose esteve presente em apenas 39% dos casos, hipoglicorraquia em 25% dos casos e o isolamento da Cândida em 74% dos casos.A punção lombar deveria ser feita toda vez que iniciar a terapia fúngica, mesmo que empírica, segundo o estudo israelense.

Cultura positiva da urina: em 14,87% conseguimos isolar o fungo da urina ,coletada por punção supra-púbica (por saco coletor não tem valor). O ultra-som da bexiga evidencia áreas hiperecogênicas e muitas vezes as culturas são estéreis e o RN tem infecção fúngica de bexiga.

Leucograma: apenas 59,1% dos pacientes apresentaram anormalidades no leucograma, anormalidades estas sugestivas de sepses, como leucopenia, leucocitose ou aumento da relação I/T. Assim,leucograma normal não inclui infecção fúngica.

Isolamento do fungo do cateter: creio ser uma indicação para iniciar o tratamento.

Estar atento

Culturas peritoneais

Cultura de aspirado traqueal (não sou fã de cultura de aspirado traqueal, pois com muita freqüência ocorre contaminação); só faço quando as culturas são estéreis, o RN está deteriorando e o RX mostra piora. O aspirado traqueal muitas vezes não mostra o que está ocorrendo no trato respiratório baixo.

Biópsia de pelo: RN com dermatite.

De 1995 (janeiro) a dezembro de 1998 tivemos 308 culturas positivas em RN com sepses tardia e em 23 (7,46%) foram isoladas Cândida, sendo 13 por Candida parapsilosis. As culturas tornaram positivas numa média de 22h de incubação (4-31h).

Ao isolar fungo no sangue em um RN com cateter central, você tem que retirar este cateter. Não tenho nenhuma dúvida.

Há 3 estudos que evidenciam esta conduta: um de 1990 (Dato VM, Dayani AS: Candidemia in children with central venous catheters: role of catheter removal and anphotericin B therapy. Pediatr Infect Dis J 1990;9:309-14) que mostra que a manutenção do cateter central infectado é associada com candidemia persistente; outro estudo de 1995 ( Stamos JK, Rowley AH. Candidemia in a pediatric population. Clin Infect Dis 1995;20:571-5) evidenciou melhora na mortalidade quando se retirou o cateter dentro de 1 dia, versus 2 dias ou mais. Em 1995, a mortalidade foi de 36% quando não se removia o cateter dentro de 3 dias e 0% quando o cateter foi removido dentro de 3 dias. Assim , devemos retirar o cateter (há algum coisa estranha no vaso que pode ser o sítio da infecção).

Pablo José Sanches

Fonte: www.paulomargotto.com.br

Candidíase

Quem é a Cândida albicans?

Ela é uma das muitas espécies de fungos e pode provocar uma infecção genital. Gosta de ficar no estômago, intestino, pele, boca (sapinho) e na mucosa do orgão genital feminino. Aparece mais quando há alguma alteração na imunidade da pessoa. Aproximadamente 90% das mulheres podem ser infectadas pela Cândida, pelo menos uma vez.

O que favorece a infecção?

Relações Sexuais: depois de adquirida, a Cândida albicans provoca a candidíase vaginal na mulher que, por sua vez, pode contaminar seu parceiro sexual. A partir daí, ele também poderá se tornar uma fonte de contágio. Portanto, ele também deve aderir a um tratamento conjunto.

Antibióticos: eles alteram a flora bacteriana do órgão sexual feminino e a infecção tem mais oportunidades.

Anticoncepcionais: o conteúdo vaginal transporta muito estrogênio. A cândida aparece.

Gravidez: com o aumento do estrogênio, o ambiente genital torna-se mais favorável a ela.

Menopausa: a resistência da mucosa vaginal cai com a diminuição dos hormônios.

Corticosteróides: alteram o sistema imunológico e a cândida se aproveita disso.

Distúrbios endócrinos: por exemplo, o diabetes que ao provocar aumento na concentração de açúcar no ambiente vaginal pode criar mais condições para a infecção.

Agentes sensibilizantes da pele: a ação de sabonetes, desodorantes e nebulizações vaginais podem provocar lesões ou inflamações na pele. A cândida adora isso.

Higiene Pessoal: a disseminação de microorganismos do intestino para o órgão sexual feminino pode ser provocada por um mau hábito de higiene. Cuidado, ela está à espreita.

Roupas Íntimas: material sintético e calças apertadas aumentam o calor e a umidade sobre a pele. O suor que se acumula favorece o seu crescimento.

Como ocorre a reinfecção?

Parceiros Sexuais: a mulher pode infectar seu parceiro mesmo não apresentando sintomas. Poucos homens apresentam os sintomas, mas são fontes de reinfecção.

Pele dos Genitais: quando ocorrem lesões ou traumas provocados na relação sexual, a cândida pode aparecer.

Trato Gastrointestinal: não custa lembrar novamente que a disseminação de microorganismos do intestino para a órgão sexual feminino não pode ocorrer por uma higiene íntima inadequada.

Artigos de Uso Pessoal: a cândida adora habitar roupas íntimas, escovas de dente, bidês e banheiras. Para expulsá-la, utilize-se de um germicida na lavagem da roupa íntima, ou passe-a com ferro a vapor.

Cuidados:

Use de preferência calcinhas de algodão.

Elas não devem ser lavadas durante o banho e sim, separadamente.

Recomenda-se ainda não deixá-las secando no banheiro, pois isso facilita a manutenção dos fungos.

Lembre-se, a higiene deve ser feita da vulva para o orifício no final do intestino grosso, nunca ao contrário. Utilize produtos neutros sem corantes e sem perfumes (papel higiênico, absorventes íntimos).

Evite toalhas e roupas íntimas de outras pessoas.

Deixe sempre seu corpo bem seco após o banho.

Lave suas roupas íntimas somente com sabão em pedra ou em pó.

Roupas íntimas de nylon e calças apertadas devem ser evitadas.

Como identificar a cândida albicans?

Quando houver corrimento vaginal espesso e aderente, bem como qualquer outra mudança na secreção vaginal, você deve ficar alerta.

Aquela coceirinha e uma sensação de ardência na vulva são alguns dos sintomas. Algumas mulheres têm mais sintomas e outras menos.

Se a vulva ficar vermelha pode ser sinal de candidíase.

Na hora de fazer amor, você sente uma dorzinha... . Ela adora estragar prazeres.

Previna-se contra ela

Existem cremes e óvulos que acabam com a festa da cândida. Pode haver necessidade de completar o tratamento local com medicamento via oral, a critério do médico.

O importante é não abandonar o tratamento prescrito por ele e não deixar de incluir seu parceiro sexual num tratamento paralelo. Deve-se ainda tomar todos os cuidados que você acabou de ler, a fim de evitar reinfecção.

Lembre-se: a cândida gosta de aparecer uma semana antes do ciclo menstrual.

Giancarlo Cordoni

Fonte: Clínica Cordoni

Candidíase

Pergunte a seu médico sobre os seguintes remédios para tratar e prevenir candidíase:

TRATAMENTOS LOCALIZADOS:

Clotrimazol

Nistatina (pastilhas orais; líquidos para bochechar e engolir; óvulos)

Miconazol

Terconazol (creme e óvulos vaginais)

TRATAMENTOS SISTÊMICOS PARA CANDIDíASE PERSISTENTE OU QUE SE ESPALHA NO INTERIOR DO ORGANISMO:

Cetoconazol (pílulas). Fornecido gratuitamente no Brasil.

Fluconazol (pílulas). Fornecido gratuitamente no Brasil.

PARA INFECÇõES POR CÂNDIDA MUITO GRAVES OU RESISTENTES AO TRATAMENTO:

Anfotericina B (injeções). Fornecido gratuitamente no Brasil

O que é candidíase?

A candidíase è o crescimento anormal de um fungo (levedura) chamado cândida, que vive naturalmente no nosso corpo. Quando a cândida se desenvolve de modo anormal na boca, na garganta ou no orgão genital feminino, torna-se um problema de saúde.

A candidíase é uma manifestação precoce da doença causada pelo HIV e pode chegar a ser uma doença grave.

As pessoas com AIDS podem ter candidíase no interior de seu corpo: na traquéia, no esôfago ou nos pulmões. A localização mais frequente é na boca e na língua. Quando apresentam candidíase como sintoma precoce do HIV, as pessoas devem conversar com um médico sobre o tratamento preventivo da PPC (um tipo de pneumonia relacionado à AIDS), mesmo que sua contagem de células CD4 esteja acima de 200. 

Quais são os sinais de candidíase?

Na boca, a candidíase surge como manchas brancas de aparência cremosa ou pontos vermelhos na língua, no palato (também chamado céu da boca), na gengiva ou na garganta. Pode causar dificuldade ou dor ao engolir e também dor no peito. Outro sintoma da candidíase são as perturbações no estômago e a impressão de que a comida tem um gosto diferente. Seu médico pode verificar se você tem candidíase oral (também chamada "sapinho") pelo exame de sua boca ou garganta. Nos casos mais graves, é preciso uma radiografia ou exame visual do trato digestivo com um aparelho especial.

A candidíase no órgão sexual feminino é chamada também "infecção por fungos" ou monília, e seus sintomas são um corrimento vaginal espesso com aparência de ricota, além de coceira e ardência. Muitas mulheres apresentam infecções por fungos, mas nas mulheres com HIV essas infecções se repetem com freqüência

Candidíase pode ser tratada?

Se você tiver candidíase na boca ou na garganta, seu médico provavelmente lhe dará uma solução especial para bochechar, um tablete que se dissolve na boca ou um comprimido. Para a candidíase vaginal, ele deve receitar um creme ou óvulo vaginal; se isso não fizer efeito, com certeza você vai tomar um comprimido.

Na maioria dos casos, as infecções por cândida desaparecem com o tratamento.

Pode-se prevenir candidíase?

Os mesmos remédios usados para tratar a candidíase podem ser receitados para preveni-la antes que apareça. No entanto, o uso excessivo desses remédios pode causar uma forma de candidíase resistente ao tratamento. Podem também causar efeitos colaterais, como erupções na pele ou dores de estômago. Alguns dos remédios usados para tratar problemas causados pelo HIV, como prednisona e alguns antibióticos, podem facilitar o aparecimento da candidíase. Você deve conversar com seu médico sobre a conveniência do uso de remédios para prevenir a candidíase.

Algumas mudanças na sua alimentação também podem ajudar a prevenir ou reduzir a candidíase, como diminuir o uso de laticínios e alimentos que contêm levedura ou açúcar. Algumas pessoas descobriram que ingerir grandes quantidades de alho ou pílulas de alho tem um bom efeito. A ingestão de acidófilos em pó ou pílulas também pode ajudar. Consumir iogurte contendo culturas vivas de acidófilos é outra forma de prevenir a candidíase.

Fonte: www.soropositivo.org

Candidíase

É a infecção causada pela Cândida albicans, e não é obrigatoriamente uma DST.

No homem, balanopostite ou postite por cândida e na mulher, vaginite ou cervicite por cândida.

É um fungo que habita normalmente nosso organismo, tendo a função de saprófita (alimenta-se de restos celulares) no aparelho genital.

Como qualquer outra micose, gosta de ambientes quentes e úmidos, como o órgão sexual feminino e o prepúcio.

No homem, o microtraumatismo órgão genital masculino que resulta de uma relação sexual pode ser o suficiente para desencadear o processo de instalação de uma balanopostite por cândida, que com certeza vai incomodar seu portador. Surge já nas primeira horas uma ardência ao contato com secreção vaginal ou à própria urina, bem como a pele torna-se avermelhada, brilhante e friável (descama com facilidade ao toque) com um prurido (coceira) intensa.

Na mulher, o sintoma mais importante é o prurido vaginal ou dos lábios da vulva, seguido ou não por secreção vaginal (corrimento) branco.

No período menstrual, como há intensa descamação do endométrio e perda de sangue (células mortas), há um aumento da população da cândida ( e outros saprófitas), pois há uma quantidade maior de restos celulares a serem removidos do organismo.

Também, o uso prolongado de antibióticos, que não agem sobre os fungos, pode fazer uma seleção destes, aumentando sua população no organismo (por exemplo, sapinho).

O contato sexual nestes dias pode resultar em candidíase em ambos os sexos.

A excessiva população de cândida acidifica ainda mais o ph vaginal, que é o que causa a dor e a ardência genital em ambos os sexos.

Candidíase
Genitáilia masculina com balanopostite por cândida

Candidíase
Genitáilia masculina com balanopostite

A queixa pode surgir de qualquer dos sexos e como dito acima, é a cândida uma habitante normal de nosso organismo, desde que não nos agrida. Portanto, não há a menor possibilidade de erradicá-la definitivamente, uma vez que a adquiriremos novamente horas após, pela dieta, pelo ambiente, convívio social, sexual, etc.

O tratamento visa principalmente alívio para os sintomas e diminuir a população do fungo a uma quantidade que não agrida nosso organismo. O tratamento do casal é imperativo e medidas higiênicas adequadas devem ser adotadas para seu controle efetivo.

Em alguns homens portadores de diabetes, pode ser necessária a remoção cirúrgica do prepúcio (circuncisão), como uma medida profilática à balanopostite por cândida. Ainda, o uso inadequado de absorventes ou duchas vaginais possuem papel importante na recidiva da candidíase da mulher.

Fonte: www.uro.com.br

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