
A canela é uma árvore originária do Ceilão, da Birmânia e da Índia. O seu nome científico, "cinnamomum", segundo referências, é derivado da palavra indonésia "kayu manis", que significa "madeira doce". Mais tarde, recebeu o nome hebreu "quinnamon", que evoluiu para o grego "kinnamon".
A canela era a especiaria mais procurada na Europa e era tão estimada entre as antigas nações que era considerada como uma oferta digna de monarcas.
O seu comércio era muito lucrativo. Considerada símbolo da sabedoria, a canela foi usada na Antiguidade pelos gregos, romanos e hebreus para aromatizar o vinho e com fins religiosos na Índia e na China.

Entre as muitas histórias da canela, conta-se que o imperador Nero depois de matar com um pontapé sua esposa Pompeia, tomado de remorsos ordenou a construção de uma enorme pira para cremá-la. Nessa pira foi queimada uma quantidade de canela suficiente para o consumo, durante 1 ano, de toda a cidade de Roma! Simbolicamente, a canela é uma especiaria ligada ao amor, sendo empregada muitas vezes como ingrediente para perfumes mágicos e poções para conquistar a pessoa amada. Mesmo sem a importância que teve no passado e não sendo mais motivo de lutas entre os povos, a canela continua indispensável, como tempero na culinária moderna.
A canela é uma árvore de ciclo perene que pode atingir até 10 a 15 metros de altura e que pertence à família Lauraceous. O tronco alcança cerca de 35 centímetros de diâmetro. A casca dos ramos é comercializada em rama (pau), raspas e pó.
As flores são de coloração amarela ou esverdeada, numerosas e bem pequenas, agrupadas em cachos ramificados.
O fruto é formado por uma baga púrpura de cerca de 1 cm, contendo uma só semente.
As folhas são coriáceas, lanceoladas, com nervuras na base, brilhantes e lisas na parte superior e verde-claras e finamente reticuladas na parte inferior. Atingem cerca de 7-18 cm.
O seu sabor deve-se a um óleo aromático essencial que constitui de 0,5% a 1% da sua composição. É de cor amarelo-dourada e tem um odor muito quente e aromático.
A canela é muito usada como especiaria para condimentar presunto e alguns tipos de carne. Também é usada no preparo de sobremesas, tais como, pães doces, arroz-doce, bolos, tortas de frutas, cremes para pastéis, frutas condimentadas, pudins e bebidas quentes como licores, chocolate e café.
Diz-se que a ingestão regular do chá de Cinnamomum zeylanicum feito a partir da casca, poderia ser benéfica em doenças humanas relacionadas com o stress, já que essa parte da planta contém um significativo poder anti-oxidante.
Em medicina, atua como qualquer outro óleo volátil e no passado teve a reputação de curar as constipações. Também foi usada para tratar a diarreia e outros problemas do aparelho digestivo. Acredita-se que ajude a digestão.
A Canela tem uma importante atividade anti-oxidante. Tem sido usada tradicionalmente para tratar dores de dentes e evitar o mau-hálito.
Cosmética É usada para dar brilho aos cabelos e em pastas dentais e óleos bronzeadores.
A multiplicação é feita por meio de sementes, originárias de plantas produtivas, vigorosas e sadias.
5 anos após o plantio, quando ela naturalmente se solta do tronco
(geralmente no Outono). Só a parte interior mais fina (0.5 mm) da casca
é usada.
Partes utilizadas Óleo essencial e casca desidratada.
Fonte: www.esds1.pt

Cinnamomum zeylanicum
“Cinnamomum” é derivado da palavra Indonésia “Kayumanis”, que significa “ madeira doce”.
A canela é extraída do caule da caneleira, uma árvore de ciclo perene, que chega a tingir 9 metros de altura. O seu tronco alcança até 35 cm de diâmetro. As folhas, verde-claras, são brilhantes e lisas, com nervuras na base. As flores, pequenas, agrupadas em cachos ramificados, vão do amarelo ao esverdeado.
Fortemente aromática, dôce, e ligeiramente amarga.
Ilha do Ceilão (atual Sri Lanka)
A canela propriamente dita é uma casca macia, que aparece depois de ser retirada a primeira camada do tronco da caneleira. Esta casca é cortada em pedaços, e colocada para secar ao sol. É então que suas pontas se enrolam e formam um pequeno canudo, de onde vem o nome com que se denomina popularmente.
Devido ao seu aroma forte, em 1500 a.C, uma rainha do Egito usava canela em seus perfumes. Na Idade Média era utilizada em ensopados, sopas, pudins, etc, mas atualmente , na França, é mais consumida em compotas e sobremesas, embora seja incontestável que ela concede um toque todo especial aos pratos salgados.
É conhecida há mais de 2.550 anos ªC, pelos chineses.
O comércio da canela era muito lucrativo, por ser a especiaria mais procurada na Europa. O monopólio deste (comércio), no século XVI pertencia aos portugueses. Quando os holandeses, em 1656 expulsaram os portugueses do Ceilão, passaram então a ter em suas mãos este monopólio, com a Companhia das Índias Orientais, passando para os ingleses, quando estes ocuparam a ilha, em 1796.
Na Antiguidade, era usada pelos gregos, romanos e hebreus para aromatizar o vinho, enquanto na Índia e na China tinha fins religiosos.
Córtex dessecado e folhas (das quais se obtém o óleo).
A canela pode ser utilizada em casca ou em pó.
Conservar em vidros bem limpos, em lugar protegido da umidade.
Considerada o símbolo da sabedoria.
A canela, por ser considerada um símbolo do amor, é usada como ingrediente em porções para conquistar a pessoa amada.
Quando em pó, deve ser acrescentado aos alimentos antes de servir, pois o seu cozimento lhe dá um gosto ligeiramente amargo.
Fonte: www.sensibilidadeesabor.com.br