
A canela apresenta o nome científico de Cinnamomum zeylanicum, em sânscrito é denominada twak já em inglês chama-se cinnamon. Esta planta medicinal é originária do Sri Lanka e do sudeste da Índia. Possivelmente alcançou o Egito e a Europa no século V a.C., foi mencionada por Heródoto, o famoso historiador grego.
A canela teve muita influência no desenvolvimento das grandes navegações em fins do século XV e inicio do século XVI, dado ao valor e a procura desta especiaria na Europa. Os portugueses conquistaram o Ceilão ( atual Sri Lanka) em 1505 movidos pelo interesse comercial na canela que era produto extrativo.
A cultura da canela foi introduzida em Java em 1825 e posteriormente nem outros países, onde hoje é cultivada comercialme-te, principalmente em Madagascar, Ilhas Seicheles e no Brasil. No nosso país vem se desenvolvendo e expandindo principalmente em São Paulo e na Bahia.
A planta medicinal é na verdade uma árvore aromática de de 6 a 12 metros de altura, com folhas opostas, ovadas ou ovado-lanceoladas, trinervadas. Apresenta flores numerosas, reunidas em racemos ramificados e dispostos em panículas terminais, de cor esverdeado-amarelada. Possui um fruto do tipo drupa ovóide ou ovóide-oblonga, contendo uma semente elipsóide.
A casca seca dos ramos jovens, desprovida da epiderme e da parte externa enroladas sobre si mesma e ou em pó, constitui a canela do comércio, usada desde a mais remota antiguidade como aromatizante com sabor típico e agradável, na culinária, em perfumaria e em farmácia. Dela se extrai industrialmente o óleo essencial.
No Ayurveda a canela possui os sabores picante, doce e adstringente e uma potência quente. Com relação aos Doshas a canela pacifica Vata e Kapha mas pode agravar Pitta Dosha. Possui ação nos sistemas circulatório, digestivo, respiratório e urinário. Os efeitos terapêuticos são: estimulante, diaforético ( promove sudorese), carminativo ( alivia gases e cólicas intestinais), depurativo, expectorante, diurético, analgésico, antiinflamatório, relaxante muscular, sedativa, digestivo e anti-espasmódico.
A literatura afirma que a canela pode ser usada para melhorar a circulação, combater hemorragia nasal, diarréia, dispepsia, flatulência, cólicas, tosse, bronquite, mucosidades, febres e vômitos. Pode ser utilizada em pó, 500 mg ao dia, ou em infusão na forma de chá da casca, 2 a 3 vezes ao dia. Este condimento é excelente quando utilizado moderadamente junto com gengibre e pimenta do reino para eliminar Ama ( toxinas ) e promover o Agni ( fogo digestivo). Nos casos de gripe, resfriado, tosse com secreção podemos juntar a canela, folhas de hortelã e gengibre em forma de chá e depois colocarmos uma colher de sobremesa de mel de eucalipto.
A canela deve ser evitada nos excessos de Pitta Dosha, porem nos outros casos pode ser usada com moderação sem problemas. O óleo essencial está indicado nas dores do tipo Vata ( reumatismo), associado ao óleo de gergelim, através de massagem local. Com tantas propriedades terapêuticas não podemos deixar de usar a canela na culinária mas também como planta medicinal.
Dr. Aderson Moreira da Rocha
Fonte: www.ayurveda.com.br

Com o nome de canela conhecem-se no comércio diferentes
tipos de cascas que se empregam como condimento e se obtêm de diversos
arbustos pertencentes à família das Lauráceas. A espécie
melhor e mais utilizada é o Cinnamomum Ceylandicum, procedente do Ceilão,
onde é abundantemente cultivado. Também é explorada noutros
países, como Java, Sumatra e ria América do Sul.
Das cascas dos ramos novos obtêm-se os delicados cilindros, pardo-avermelhados,
utilizados no comércio. Caracterizam-se por um sabor fortemente aromático,
algo picante e ao mesmo tempo doce.
Um óleo essencial que atinge proporções de 0,5 a 4%.
Também contém uma suave resina aromática, um corante que tem ferro e gomas.
A canela tem uma ação reguladora do apetite, fortalece o estômago, é estimulante e adstringente. Tem sido um remédio tradicional para a debilidade do estômago e do sistema digestivo em geral, especialmente nos casos de gastrite subácida, caracterizada pela escassa produção de suco gástrico, e na diarréia.
Nas farmácias costuma-se preparar a «água de canela», a tintura de canela, o xarope e o óleo de canela. Infelizmente, estes preparados costumam empregar-se apenas para corrigir o sabor de outras receitas médicas, embora tenham certas propriedades muito aproveitáveis por si mesmas. A que se emprega mais freqüentemente é a tintura de canela, tomando-se uma colher de sopa, cheia, três vezes por dia. É muito recomendável na debilidade nervosa do estômago, na flatulência e nas gastrinterites.
Empregam-se tanto os «paus» inteiros como em pó, que deve ser o mais fino possível. Por causa da sua marcada ação adstringente, deve empregar-se o pó de canela com bastante parcimoma. Em pequenas quantidades regula a secreção salivar e a atividade das glândulas. É uma especiaria muito indicada para a preparação de pratos em cuja composição entre o arroz, as farinhas e o leite coalhado, assim como na pastelaria.
Fonte: www.geocities.com