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Cangaço

O cangaço no Nordeste

Ao lado de Canudos e Contestado, outro fenômeno característico da época foi o banditismo social. Em sua forma característica, ele surgiu no nordeste brasileiro e ficou conhecido como cangaço. Suas primeiras manifestações ocorreram por volta de 1870 e perduraram até 1940.

O banditismo social não foi um fenômeno exclusivamente brasileiro. Ele apareceu em muitas regiões do mundo que tinham características semelhante às do nordeste brasileiro, como na Sicília (Itália), Ucrânia e na América Espanhola. Em grande parte, o banditismo social foi, como Canudos e o Contestado, uma reação do tradicionalismo rural ao avanço do capitalismo.

O bandido social diferia do bandido comum por sua origem. Em geral, tornava-se um "fora-da-lei" como resposta às injustiças e perseguição pela comunidade, que, não raro, engrandecia seus feitos de coragem e valentia. Apesar disso, diferentemente do revolucionário, o bandido social não era necessariamente contra os dominantes, nem era portador de projetos de transformação social. O seu prestígio vinha do fato de apresentar-se como porta-voz de resistência de um mundo em dissolução

Origem do cangaço

Desde o século XVIII, com o deslocamento do centro dinâmico da economia para o sul do Brasil, as desigualdades sociais do nordeste se agravaram. Entretanto, no sertão, onde predominava a pecuária, consolidou-se uma forma peculiar de relação entre grandes proprietários e seus vaqueiros. Entre eles, estabeleceram-se laços de compadrio (tornavam-se compadres), cuja base era a relação de fidelidade do vaqueiro ao fazendeiro, com este dando proteção em troca da disponibilidade daquele em defender, de armas nas mãos, os interesses do seu patrão.

Os conflitos eram constantes, devido à imprecisão dos limites geográficos entre as fazendas e às rivalidades políticas, transformadas em verdadeiras guerra entre poderosas famílias. Cada uma destas fazia-se cercar de jagunços (capangas do senhor) e de cabras (trabalhadores que ajudavam na defesa ), formando verdadeiros exércitos particulares.

Nos últimos anos do Império, depois da grande seca de 1877-1879, com o agravamento da miséria e da violência, começaram a surgir os primeiros bandos armados independentes do controle dos grandes fazendeiros. Por essa época ficaram famosos os bandos de Inocêncio Vermelho e de João Calangro.

Contudo, somente na República o cangaço ganhou a forma conhecida, com Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Que aterrorizou o nordeste de 1920 a 1938. Havia uma razão para esse fato. Com a proclamação da República em 1889, implanta-se no Brasil o regime federalista, que concedeu uma ampla autonomia às províncias, fortalecendo as oligarquias regionais. O poder dessas oligarquias regionais de coronéis se fortaleceu ainda mais com a política dos governadores iniciada por Campos Sales (1899-1902). O poder de cada coronel era medido pelo número de aliados que tinha e pelo tamanho de seu exército particular de jagunços.

Esse fenômeno era comum a todo o Brasil, mas nos estados mais pobres, como Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, os coronéis não eram suficientemente ricos e poderosos para impedir a formação de bandos armados independentes. Foi nesse ambiente que nasceu e prosperou o bando de Lampião, por volta de 1920, coincidindo o seu surgimento com a crise da República Velha. Depois da morte de Lampião, em 1938, nenhum outro bando veio ocupar o seu lugar. Com o fim da República Velha em 1930, encerrava-se também a era do cangaço.

Lampião

Cangaceiro pernambucano (1900-1938). Virgulino Ferreira da Silva nasce em Vila Bela, atual Serra Talhada. Começa a agir em 1916, depois que a perseguição de sua família por um coronel da região resulta na morte de seus pais. Foge para o sertão e junta-se a um grupo de cangaceiros. Seu bando obtém fama pela crueldade e violência de suas ações. Virgulino ganha o apelido de Lampião por se gabar dos clarões - "tal qual um lampião" - provocados por sua espingarda nos enfrentamentos com a polícia. Conhecido também como Rei do cangaço, atua principalmente no sertão de Sergipe e da Bahia. Na época da Coluna Prestes é convidado pelo Padre Cícero para ajudar o governo no combate aos revoltosos . Aceita o convite e aproveita a oportunidade para melhor armar seu bando. Em 1929 conhece Maria Bonita , que se integra ao grupo e lhe dá uma filha, Maria Expedita. Em julho de 1938, seu bando é surpreendido.

Cangaço

Lampião é o número 1, por uma tropa volante no sertão de Sergipe. Morrem 11 cangaceiros, entre eles Lampião e Maria Bonita. Suas cabeças são cortadas e, por quase 30 anos, conservadas no Museu da Faculdade de Medicina da Bahia.

Fonte: members.tripod.com

Cangaço

Há milhares de anos o Nordeste do Brasil viveu momentos difíceis, atemorizado por grupo de homens que espalhava o terror por onde andava. Eram os cangaceiros, bandidos que abraçaram a vida nômade e irregular de malfeitores por motivos diversos. Alguns deles foram impelidos pelo despotismo de homens poderosos.

Os cangaceiros - História do cangaço

Este foi o caso do mais conhecido dos cangaceiros, o "Lampião", que cometeu o seu primeiro assassinato para vingar a morte do pai, vitima de um crime político.

Os cangaceiros conseguiram dominar o sertão durante muito tempo, porque eram protegidos de "coronéis", que os utilizavam para conseguir seus torpes objetivos pessoais.

Cangaço

Lampião, o cangaço e os cangaceiros

A vida do cangaço encontra-se focalizada em várias obras de nossa literatura, como "O Cabeleira", romance de Franklin Távora, e "Lampião", drama de Raquel de Queirós. O cinema nacional também se valeu, várias vezes, do sugestivo tema, sendo " O Cangaceiro" o filme que maior sucesso alcançou no exterior.

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Virgulino Ferreira, o " Lampião" - o mais famoso dos cangaceiros.

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Bando de cangaceiros

Fonte: paginas.terra.com.br

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