Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Capitalismo  Voltar

Capitalismo

 

No capitalismo, definem-se as relações assalariadas de produção; há a nítida separação entre os detentores dos meios de produção (capital) e os que só possuem o trabalho.

O capitalismo também se caracteriza por: produção para o mercado, trocas monetárias, organização empresarial e espírito de lucro.

Fases do capitalismo

Pré-capitalismo: Período da economia mercantil, em que a produção se destina a trocas e não apenas a uso imediato. Não se generalizou o trabalho assalariado; trabalhadores independentes que vendiam o produto de seu trabalho, mas não seu trabalho. os artesãos eram donos de suas oficias, ferramentas e matéria-prima.
Capitalismo Comercial:
Apesar de predominar o produtor independente (artesão), generaliza-se o trabalho assalariado. A maior parte do lucro concentrava-se na mão dos comerciantes, intermediários, não nas mãos dos produtores. Lucrava mais quem comprava e vendia a mercadoria, não quem produzia.
Capitalismo Industrial:
O trabalho assalariado se instala, em prejuízo dos artesãos, separando claramente os possuidores de meios de produção e o exército de trabalhadores.
Capitalismo financeiro:
Fase atual. O sistema bancário e grandes corporações financeiras tornam-se dominantes e passam a controlar as demais atividades.

Origem do pré-capitalismo

A emergência do capitalismo relaciona-se à crise do feudalismo, que deu sinais de esgotamento, basicamente, do descompasso entre as necessidades crescentes da nobreza feudal e a estrutura de produão, assentada no trabalho servil. O impacto sobre o feudalismo foi fulminante, já que o sistema tinha potencialidade mercantil, isto é, a possibilidade de desenvolvimento do comércio em seus limites. Senhores foram estimulados a consumir novos produtos e, para tanto, foram obrigado a aumentar suas rendas, produzindo para o mercado urbano. Precisaram, então, mudar as relações servis, transformando os servos em homens livres, que arrendavam as terras com base em contratos.

As feiras medievais ganharam novo dinamismo. Foram perdendo o caráter temporário, estabilizaram-se, transformaram-se em centros permanentes, as cidades mercantis.

Burgueses e artesãos

Os burgueses compravam dos senhores feudais os direitos para trocar suas atividades. Para proteger seus interesses, organizavam-se em associações, as guildas.

Os artesãos se organizaram em corporações, que defendiam seus membros da concorrência externa e fiscalizavam a qualidade e o preço dos produtos.

Nas cidades maiores, onde a indústria de seda ou lã era desenvolvida, os mestres contratavam diaristas que recebiam por jornada: eram os jornaleiros, antecessores dos modernos assalariados, que se tornariam numerosos a partir do século XVI.

Lauana Cristina Wouk

Fonte: www.sosestudante.com

Capitalismo

O capitalismo, ao longo do processo histórico, apresentou três estágios, que seriam o capitalismo comercial, industrial e financeiro.

O capitalismo comercial estruturava-se na circulação de mercadorias. Entre os Séculos XVI e XVIII, a divisão internacional do trabalho apresentava-se polarizada pelas potências comerciais européias, e a periferia preenchida pela Ásia, África e América, formando uma rede de fluxos mundial.

O capitalismo industrial estruturava-se na produção de mercadorias. No Século XIX, a Inglaterra (nação pioneira neste processo) e a Europa Ocidental foram abarcadas pelo processo de Industrialização e uma nova divisão internacional do trabalho foi gerada.

O capitalismo financeiro estrutura-se nos mercados de capitais. No Século XX, a união entre o capital bancário e a indústria, particularmente após a 2ª Guerra Mundial, levou a formação de uma nova divisão internacional do trabalho.

Magnoli (2002), apoiado em Arrighi (1996), defende o conceito de ciclos sistêmicos, como se pode observar na passagem:

“Os quatro ciclos arrighianos são denominados a partir dos componentes centrais do sistema: Gênova, Holanda, Grã-Bretanha e EUA. O ciclo genovês estende-se entre o Século XV e o início do Século XVII; o ciclo holandês, entre o fim do Século XVI e o Século XVIII; o ciclo britânico, entre o fim do Século XVIII e o início do Século XX; o ciclo americano, desde o final do Século XIX” (p. 57).

Neste trabalho, o escopo nos restringe a análise do denominado ciclo americano. O grande evento que possibilitou a consolidação do ciclo americano trata-se da Conferência de Bretton Woods. A transição do padrão ouro para o padrão dólar foi um evento relevante na formação efetiva da hegemon dos EUA.

De acordo com Magnoli (2002):

“Entre 1850 e 1914, o fluxo de capitais britânicos para os Estados Unidos – em investimentos e empréstimos – somou 3 bilhões de dólares. Neste período, os EUA remeteram à Grã-Bretanha, como pagamento de juros e dividendos, cerca de 5 bilhões de dólares. Contudo, durante a Primeira Guerra Mundial, a demanda britânica por armamentos, matérias-primas e bens-de-capital foi suprida, parcialmente, pelos Estados Unidos. Como resultado, no final do conflito, a república americana tinha se tornado credora da Grã-Bretanha. Além disso, durante a guerra, os investimentos americanos tinham tomado o lugar dos britânicos na América Latina e em parte da Ásia” (p. 60).

O período de 1901-1950, de acordo com Hobsbawn, conhecido como “Era da Catástrofe” foi ajustado a partir da Conferência de Bretton Woods.

De acordo com Mattos (1998):

“As negociações de Bretton Woods representam o triunfo de coordenação e planejamento sobre os ideais do Laissez faire, que tinham sido hegemônicos até o período da Grande Depressão do entre-guerras” (p. 45).

Após a 2ª Guerra Mundial, os EUA detinham 70% das reservas internacionais de ouro, o que legitimou as decisões tomadas em Bretton Woods.

A Conferência de Bretton Woods (1944) determinou que o dólar a partir de então se tornava a moeda-referência para as reservas financeiras dos países e nas trocas comerciais. Destaca-se que até a URSS utilizou o dólar como moeda de reserva das suas riquezas.

A Conferência consolidou a Hegemon dos Estados Unidos, dentro da perspectiva da Teoria da Estabilidade Hegemônica do Capitalismo. A Hegemon apresentava-se relacionada aos aspectos industrial, militar e financeiro.

Bretton Woods teve o representante da Inglaterra (Sir. Keynes) e o representante dos EUA (Dexter White) formulando hipóteses para a continuidade e crescimento das políticas econômicas internacionais.

De acordo com Mattos (1998):

“O principal ponto a unir a concepções de Keynes e White era, fundamentalmente o reconhecimento da falência de forças de livre mercado em sustentar o crescimento econômico e, portanto, a necessidade de criação de uma nova ordem financeira internacional que pudesse disciplinar os movimentos de capitais, a paridade entre moedas e os fluxos internacionais de bens (e serviços). Os mecanismos criados deveriam evitar os dois principais efeitos disruptivos da ordem econômica mundial vigente no entre-guerras, a saber, a extrema mobilidade de capitais entre países e a adoção de recorrentes desvalorizações cambiais competitivas entre os países, como recurso desesperado de defesa contra a depressão econômica que se abatera sobre a maioria deles nas décadas de 20 e 30” (p. 46).

No entanto, os economistas divergiam em alguns aspectos. White propôs a criação de um Fundo de Estabilização, que deveria oferecer recursos para os países, garantindo a reconstrução. Keynes defendeu a criação do Clearing Union, um Banco Central internacional, que seria o responsável pela emissão de moedas que serviriam como referência internacional. O economista inglês tinha temor que a deflação dos anos 20 e 30 voltasse a atuar. Destaca-se também que Keynes buscava desconcentrar a hegemonia dos EUA.

Mattos (1998) analisando a função das organizações supranacionais sinaliza que: “o problema do FMI não é o seu poder excessivo, mas sua deplorável submissão ao poder e aos interesses dos EUA” (p. 48).

As principais conseqüências de Bretton Woods foram a utilização do padrão dólar (US$ 35 por onça de ouro), a paridade fixa entre moedas (- 10% < X < 10%), atingindo este patamar máximo, para mais ou para menos, apenas com o consentimento do FMI.

Bretton Woods oficializa o duplo papel do dólar no cenário internacional, a atuação como reserva monetária e a função de moeda de crédito.

Outro mecanismo do pós-guerra foi o Plano Marshal (1948-52). De acordo com Mattos (1998):

“A construção promovida pelos recursos transferidos pelo Plano Marshall baseou-se fundamentalmente na recuperação dos mercados internos dos países, embora tenha sido bastante considerável a expansão do comércio internacional neste período” (p. 51).

Após a 2ª Guerra Mundial, nota-se a atuação das organizações supra-nacionais recém-criadas. Estas possuíam o papel de promover o crescimento econômico.E conseguiram atingir tal êxito.

O período de 1949-1973 ficou conhecido como os “anos dourados” do capitalismo, um período de exceção da História do Capitalismo, pois se visualizou todos os benefícios que este modelo pode apresentar em detrimento da suavização de seus problemas estruturais.

O ciclo virtuoso dos anos dourados se estruturou a partir da sinergia entre os aumentos de produtividade, dos salários reais e da geração de empregos.

Mattos (1998) define os anos dourados como:

“a associação de fatores técnico-produtivos (oligopolização dos mercados, ganhos de escala, investimentos frente à demanda, preços rígidos à baixa, rentabilidade e produtividade crescente nos setores líderes, vendas em ascensão) com fatores políticos (salários reais crescentes, definidos no âmbito das negociações coletivas entre capital e trabalho), fatores sociais (Estado transferindo renda para os excluídos do mercado de trabalho organizado e investido na área social) e institucionais (moeda-crédito internacional estável e abundante) gerou um ciclo virtuoso de crescimento durante mais de vinte anos, com maior intensidade ainda nos países que estavam fazendo o ‘cathing up’” (p. 54).

No final dos anos 60, as medidas de Bretton Woods perdiam valor paulatinamente.

Este período de agitação recebeu o nome de “Dilema de Triffin”, que de acordo com Mattos (1998):

“A expansão da liquidez internacional estaria limitada pela perda de confiança dos agentes econômicos na conversibilidade do dólar em ouro, dada a crescente desproporção entre as reservas em dólar dos paises e os estoques americanos em ouro” (p. 57).

As duas décadas após Bretton Woods foram marcadas pelo destacado desenvolvimento industrial e a formação de uma sociedade de consumo de massa nos países europeus e no Japão.

Em agosto de 1971, o presidente dos EUA Richard Nixon finaliza a conversibilidade do dólar em ouro. Destarte, o dólar desaparece do cenário econômico como agente do sistema monetário internacional. E esta medida de Nixon demonstrou o poder do dólar, pois este se manteve como moeda-referência internacional.

A concorrência com a produção japonesa e alemã vem apresentando entraves na economia dos EUA. Para Mattos (1998):

“O déficit da balança comercial dos EUA é uma demonstração de desgaste da economia americana e mais um impulsionador da perda de credibilidade da moeda americana como referência de valor das reservas de diversos países” (p. 59).

O desmantelamento do modelo fordista mina a continuidade dos anos dourados. Mattos (1998) diz que:

“Muitos acordos coletivos deixaram de ser renovados e os salários, diante da nova realidade, deixaram de ser vistos como fonte de demanda global e passaram a ser encarado como custo pelas empresas. Esta reversão da expectativa e as mudanças de mentalidade, geradas pela nova conjuntura, representaram a falência da perspectiva ‘keynesiana’ que predominou durante os ‘anos dourados’” (p. 60).

Há a importância em diferenciar os capitalistas dos Estados Nacionais.

De acordo com Harvey (2005):

“Em primeiro lugar, as motivações e os interesses dos respectivos agentes divergem. O capitalista que dispõe de capital financeiro deseja aplicá-lo onde quer que possa haver lucro, e tipicamente busca acumular mais capital.

Os políticos e homens de Estado buscam tipicamente resultados que mantenham o aumentem o poder de seus próprios Estados diante de outros Estados.

O capitalista procura vantagens individuais (embora de modo geral sujeito a restrições legais) só é responsável perante seu círculo social imediato, ao passo em que o homem de Estado procura vantagens coletivas, vendo-se restringido pela situação política e militar de seu Estado, sendo em algum sentido responsável perante uma comunidade de cidadãos ou, o que é mais freqüente, perante um grupo da elite, uma classe, uma estrutura de parentesco ou algum outro grupo social.

O capitalista opera no espaço e tempo contínuos, enquanto o político opera num espaço territorializado e, ao menos nas Democracias, no âmbito de uma temporalidade ditada por um ciclo eleitoral.

Por outro lado, as empresas capitalistas vêm e vão, mudam de localização, se fundem entre si ou encerram as operações, mas os Estados são entidades de vida longa, não podem migrar e, exceto em circunstâncias excepcionais de conquista geográfica, estão confinados a fronteiras territoriaisfixas” (p. 32).

No entanto, os capitalistas devem acompanhar as decisões tomadas pelos Estados. A estrutura monetária e fiscal, dentre outras medidas que caracterizam o poder do Estado, formam o cenário de acumulação de capital.

Arrighi (1996) apud Harvey (2005) diferencia também o conceitos de liderança e supremacia, sendo:

“A supremacia de um grupo ou, no caso, de uma nação-Estado pode... manifestar-se de duas maneiras: como ‘dominação’ e como ‘liderança moral e intelectual’.

Um grupo social domina grupos antagônicos, que ele tende a ‘liquidar’ ou a subjugar, talvez mesmo pela força armada; ele lidera grupos afins ou aliados (...) um Estado dominante se torna o ‘modelo’ a ser emulado por outros Estados e os atrai assim para o seu próprio curso de desenvolvimento...

Isso pode aumentar o prestígio, e por conseguinte, o poder do Estado dominante..., mas na medida em que obtém algum grau de sucesso, essa emulação tende a contrabalançar e, portanto, antes a reduzir do que a aumentar o poder do hegemon, ao trazer à existência competidores do hegemon e reduzir o que há nele de ‘especial’ (...) o fato de um Estado dominante conduzir o sistema de Estados numa direção desejada e, ao fazê-lo, ser majoritariamente percebido como voltado para a promoção de um interesse geral. A liderança nesse sentido aumenta o poder do Estado dominante” (p. 39).

Nos últimos 50 anos, os EUA têm atuado, principalmente, a partir de medidas coercitivas tanto interna quanto externamente, no que diz respeito as suas estratégias de dominação. Pode-se destacar o macartismo e mais recentemente, a aprovação da “Lei Patriota”, na escala nacional. Na escala global, o apoio a golpes militares, e mais recentemente, a política de ataque preventivo, em alta no governo Bush, tem atuado em países com regimes vistos como de exceção, como o sistema de Saddam Hussein no Iraque.

Immanuel Wallerstein no seu artigo: “Mundialização ou a Era de Transição? Uma visão de longo prazo da trajetória do sistema-mundo”, explica as fases A (1945-1973) e B (1973 até os dias de Hoje) do ciclo do Kondratieff.

Wallerstein analisa a fase A do ciclo do Kondratieff como sendo correspondente ao que os autores da escola francesa denominam de “os 30 anos gloriosos”, igualando com a fase de apogeu e hegemonia mundial dos Estados Unidos após o firmamento da nova ordem mundial pós-1945, que ocasionou da boa situação dos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial (1939-45), pois este país foi a única potência industrial que terminou a guerra de maneira praticamente intacta, ao analisar potencial e território.

Os Estados Unidos, através da formação de instituições e acordos internacionais, resolveram um de seus principais problemas para a consolidação de sua hegemonia: a concretização da ordem mundial estável.

Outra dificuldade a ser solucionada diz respeito à formação de uma demanda que assegurasse o escoamento da crescente produção dos Estados Unidos. A deliberação para esta dificuldade foi conquistada com o plano Marshall (1947) para a Europa Ocidental, assim como uma ajuda equivalente para o Japão (Plano Colombo) após a Guerra da Coréia (1950-53).

No bojo da Guerra Fria (1945-91), os Estados Unidos se aproveitam para aproximar seus vínculos econômicos a partir de alianças militares.

Mesmo com o expressivo número de países que, de nenhuma forma, foram beneficiados com as políticas estadunidenses, como os países de Terceiro Mundo (que se reúnem na Conferência de Bandung – 1955), os Estados Unidos, de maneira geral, não tiveram grandes entraves para a concretização de sua hegemonia nessa fase A.

Na fase B, Wallerstein começa sinalizando um relevante evento que foi o aumento do preço do petróleo pela Organização dos Países Exportadores do Petróleo (Opep, criada em 1960), onde os principais países exportadores de petróleo formaram um cartel, aumentando, de forma abrupta, o preço do petróleo.

Este evento poderia ser analisado como de grande efeito para que países do Terceiro Mundo pudessem fazer frente aos países desenvolvidos, entretanto, considerando que tal ação só ocorreu após a aprovação de dois grandes aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio: Arábia Saudita e Irã. Pode-se analisar este evento como positivo para os países desenvolvidos.

Após o aumento do preço do barril de petróleo, tem-se como efeito cascata que a elevação dos preços de quase todos os produtos, e ainda, resultou na diminuição da produção, se destacando como um fato positivo para o entrave causado pela superprodução.

Os países que necessitavam exportar matéria-prima para a conquista de renda enfrentaram severos obstáculos econômicos, sobrecarregados pelo encarecimento das importações. O elevado preço do barril do petróleo favoreceu os países produtores, e também os conglomerados petrolíferos.

A partir do superávit de capital, os países produtores de petróleo ampliaram suas despesas, principalmente com a importação de produtos vindos dos países desenvolvidos. E ainda, parte deste capital foi depositado em bancos, com destaque para os estadunidenses e alemães, que passaram a dispor de capital excedente, oprimindo os países que estavam sofrendo com a crise para que estes contraíssem capital em elevadas cifras, com juros.

Com isso, o Japão e a Europa começam a se destacar globalmente, diminuindo a hegemonia dos Estados Unidos, que procurou, através de uma série de medidas manter sua hegemonia em patamares sublimes, porém, não conseguiu grande eficácia.

Nos anos 80, se estabelece um estágio de modificações no cenário global. Destacam-se quatro fatores principais. Em primeiro lugar, o desponte da crise da dívida externa em países de diversas partes do planeta.

Em segundo lugar, a rápida ascensão do Japão, dos tigres asiáticos, do sudeste asiático e da China continental. Em terceiro lugar, a política estadunidense do “keynesianismo militar” que finalizou com a recessão nos Estados Unidos devido a grandes empréstimos tomados, principalmente do Japão. Em quarto lugar, o estouro de empréstimos contraídos por grandes empresas com o intuito de conquistar os lucros do capital especulativo de curto prazo em oposição aos investimentos produtivos. Sem se referir ao extremo oriente, a economia global enfrentava um colapso.

Sob esta perspectiva, e mesmo com diversas medidas, a União Soviética (que surge em 1922) chegou ao fim (em 1991). O “boom” do endividamento mundial acarretou em uma crise, nos anos 90 no mercado imobiliário japonês, diminuindo em larga escala o valor dos títulos.

Com a queda da União soviética (1991), os Estados Unidos perpassam um grande infortúnio com a invasão do Kwait (1991) pelo Iraque. Os Estados Unidos que enfrentavam problemas (tanto financeiro, como militar) passam pelo crivo da sociedade civil organizada após a sua intervenção.

A partir da criação do euro (2000), a Europa demonstra que caminha no sentido da sua unificação e para desarranjar os laços que a deixavam bem próxima aos Estados Unidos.

No bojo destes eventos ocorre a chamada crise asiática, que foi agravada com a desastrosa atuação do FMI (criado em 1944), desencadeando na propagação da deflação no Extremo Oriente e na zona de influência, seguido pela Rússia e pelo Brasil. Concluindo, portanto a análise da fase B dos ciclos de Kondratieff por Wallerstein.

A globalização financeira limita as decisões de política econômica imbuídas na escala nacional para que ocorra a geração de empregos e a segurança no trabalho.

A globalização financeira começa a se desenvolver no espaço deixado pela crise da sociedade industrial. Para Mattos (1998):

“a forma D-D’ adquire peso cada vez mais importante, suplantando a importância clássica da forma D-M-D’ (Marx, 1968), pela qual a valorização do capital implicava o emprego de equipamentos e bens de capital e, portanto, o emprego de mão-de-obra para a extração da mais valia” (p. 64).

A globalização financeira acarreta na perda de arrecadação pelos Estados, diminuindo o seu poder de atuação. Neste sentido, as políticas de geração de empregos se deslocam das atribuições do Estado para a participação do capital privado, que muitas vezes opta pela realização de investimentos financeiros.

Pode-se analisar o neoliberalismo como ausência de projeto para a construção de uma nova ordem mundial. Para Vizentini (1992):

“O próprio neoliberalismo levanta hoje dúvidas, pois para um número crescente de estudiosos apresenta-se muito mais como a falta de um projeto novo. Historicamente, a ‘volta as raízes’ foi sempre uma decorrência da ausência de perspectivas para o futuro.

Em nenhuma outra época deste século os dirigentes conservadores atuaram tão intensamente através de políticas de curto prazo como agora, ainda que camuflando as táticas conjunturais como estratégias de longo alcance” (p. 224).

Uma das estratégias realizadas tem sido a reunião (e não ampliação) dos mercados, na tentativa de compensar a diminuição do consumo em cada país. A formação de megablocos econômicos sinaliza para tal assertiva.

A situação econômica dos Estados Unidos apresenta-se entrelaçada com as indústrias do setor bélico. Neste sentido, Vizentini (1992) diz que:

“Ao desaparecer o inimigo externo (o socialismo), os antagonismos sociais oriundos das profundas e crescentes desigualdades, e que antes eram abafadas pelas tensões internacionais, reaparecem e são reinteriorizados com características fortemente irracionais. É o fim do consenso doméstico. A solução que se esboça é manter vivos os mecanismos de repressão interna típicos da Guerra Fria, redirecionando simultaneamente a ação exterior contra novos inimigos ‘reais ou forjados’” (p. 228).

Com a derrocada da hegemon dos EUA, um grupo de países começa a se destacar de forma incisiva. Para Magnoli (2002):

“As potências econômicas passaram a coordenar suas políticas de câmbio por meio de reuniões anuais do Grupo dos 5 – Estados Unidos, Japão, Alemanha, França e Grã-Betanha – que, depois, agregou a Itália e o Canadá, tornando-se o atual G-7. Esta coordenação da política cambial jamais evitou instabilidades e oscilações mas, no conjunto, o governo das maiores economias revelaram-se capazes de evitar o precipício de guerras comerciais e retaliações protecionistas” (p. 56).

Para finalizar, conclui-se que na atual (des) ordem econômica mundial inexistem mecanismos que possibilitem o crescimento econômico sustentado, a melhoria na distribuição de renda e o desenvolvimento dos indicadores sociais. Além disso, a hegemonia do sistema capitalista está em aberto, sendo alvo de disputa pelas principais potências do planeta.

Rafael Coelho

Referências Bibliográficas

HARVEY, D. O Novo Imperialismo. Rio de Janeiro, 2005. pp.: 31-76.
MAGNOLI, D. Relações Internacionais: Teoria e História. São Paulo: Editora Saraiva, 2002. pp.: 50-63.
MATTOS, F. A. Retrospectiva Histórica do processo de Globalização Financeira. São Paulo: Cultura Vozes, jan/fev. 1998. pp.: 43-70.
RAMONET, I. O Pensamento Único e os Regimes Globalitários. In: FIORI, J. L. (et alli). Globalização: o fato e o mito. Rio de Janeiro: EdUERJ, 1998. pp.: 54-75.
VIZENTINI, P. G. F., RIBEIRO, L. D. T. A transição para uma Nova Ordem Internacional. pp.: 223-237
.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

Capitalismo

Conceito

Sistema econômico em que os meios de produção e distribuição estão sob domínio de particulares ou empresas e o desenvolvimento é proporcionado pelo acúmulo e reinversão dos lucros obtidos.

Influência ou predomínio do capital, do dinheiro; regime onde os meios de produção pertencem a sociedades privadas ou a particulares.

Origem

O capitalismo tem seu início na Europa. Suas características aparecem desde a baixa idade média (do século XI ao XV) com a transferência do centro da vida econômica social e política dos feudos para a cidade. O feudalismo passava por uma grave crise decorrente da catástrofe demográfica causada pela Peste Negra que dizimou 40% da população européia e pela fome que assolava o povo. Já com o comércio reativado pelas Cruzadas(do século XI ao XII), a Europa passou por um intenso desenvolvimento urbano e comercial e, conseqüentemente, as relações de produção capitalistas se multiplicaram, minando as bases do feudalismo.

Na Idade Moderna, os reis expandem seu poderio econômico e político através do mercantilismo e do absolutismo. Dentre os defensores deste temos os filósofos Jean Bodin("os reis tinham o direito de impor leis aos súditos sem o consenti mento deles"), Jacques Bossuet ("o rei está no trono por vontade de Deus") e Niccòlo Machiavelli("a unidade política é fundamental para a grandeza de uma nação"). Com o absolutismo e com o mercantilismo, o Estado passava a controlar a economia e a buscar colônias para adquirir metais(metalismo) através da exploração. Isso para garantir o enriquecimento da metrópole. Esse enriquecimento favorece a burguesia - classe que detém os meios de produção - que passa a contestar o poder do rei, resultando na crise do sistema absolutista.

Com as revoluções burguesas, como a Revolução Francesa e a Revolução Inglesa, estava garantido o triunfo do capitalismo. A partir da segunda metade do século XVIII, com a Revolução Industrial, inicia-se um processo ininterrupto de produção coletiva em massa, geração de lucro e acúmulo de capital. Na Europa Ocidental, a burguesia assume o controle econômico e político. As sociedades vão superando os tradicionais critérios da aristocracia (principalmente a do privilégio de nascimento) e a força do capital se impõe.

Surgem as primeiras teorias econômicas: a fisiocracia e o liberalismo.

Na Inglaterra, o escocês Adam Smith (1723-1790), precursor do liberalismo econômico, publica uma Investigação sobre as naturezas e causas da riqueza das nações, em que defende a livre-iniciativa e a não-interferência do Estado na economia. Deste ponto, para a atual realidade econômica, pequenas mudanças estruturais ocorreram em nosso fúnebre sistema capitalista.

No século XIV e XV, desencadeia-se o processo de decadência do feudalismo, com crise econômica, crise política e religiosa em toda a Europa. A sucessão de crises do final da Idade Média provocou mudanças estruturais na sociedade européia. A Europa precisava crescer economicamente. Expandir-se. Buscar novas soluções para seus problemas internos. Foi no sistema capitalista nascente que se encontraram as soluções para atender muitas dessas necessidades.

O desenvolvimento do capitalismo foi impulsionado pela expansão marítimo-comercial da Europa, nos séculos XV e XVI. Resultaram do descobrimento de novas rotas de comércio para o Oriente e a conquista e colonização da América.

Fatores que concorreram para a expansão e comercial européia:

Novo caminho para o Oriente - esse comércio era lucrativo.
Necessidade de mercados -
para o artesanato e as manufaturas européias. A Europa necessitava de gêneros alimentícios.
Falta de metais preciosos -
eram permanentemente desviados para o Oriente, na compra de especiarias e artigos de luxo.
Interesses dos Estados nacionais -
tinham interesses mercantis, pois aumentaria os poderes do rei, manteria os privilégios da nobreza e os lucros da burguesia.
Propagação da fé cristã -
converter povos não-cristãos do mundo.
Ambição comercial -
os líderes da expansão eram motivados pela ambição de valer mais, que significava ter mais e ser mais.

Mercantilismo

O termo é aplicado às doutrinas e práticas econômicas que vigoram na Europa de meados do século XV a meados do século XVIII. Essas práticas econômicas variavam de país para país, mas tinham em comum o objetivo de fortalecer o Estado e a burguesia na fase de transição do feudalismo para o capitalismo -- período das acumulações primárias nos Estados modernos. Acumulação primária - expressão que designa as primeiras acumulações de riquezas (ou capitais) necessárias ao surgimento do capitalismo. Obtidas principalmente com práticas mercantilistas, transformaram países em grandes potências capitalistas.

Princípios Mercantilistas:

Metalismo - riqueza de um Estado era mensurado pela quantidade de metais preciosos que possuía.
Balança Comercial Favorável
- outro meio de promover o enriquecimento do Estado. Neste caso as exportações deveriam superar as importações.
Protecionismo
- para a balança comercial fosse favorável, o Estado deveria incentivar a produção de artigos (principalmente manufaturados) que pudessem competir vantajosamente no exterior.
Intervencionismo Estatal -
para a concretização das idéias mercantilistas, o Estado deveria interferir na economia empregando diversos meios como: tarifas alfandegárias, estímulo às empresas, controle sobre os preços etc.

Surgiu um choque entre de interesses econômicos entre países mercantilistas, tendo como solução a dominação colonial. Tendo como êxito, o colonialismo.

Na Inglaterra, o poder do rei passou a ser limitado pelo parlamento, devido a revolução gloriosa. A monarquia adquiriu um caráter constitucional, tendo em vista a garantia das liberdades individuais.

Desenvolveu-se, assim, o Estado liberal (estado onde a ação do rei é limitada por leis) no qual havia três poderes distintos: legislativo, executivo e judiciário.

Avanço Capitalista

A Inglaterra rompeu definitivamente com o sistema feudal, abrindo espaço para o avanço do capitalismo. Promoveu medidas como a transformação da estrutura agrária, a modificação das relações trabalhistas no campo, o aperfeiçoamento da técnica de produção.

Estabeleceu-se um acordo político e econômico entre a burguesia das cidades e a nobreza rural: as duas classes promoveram o desenvolvimento econômico inglês, e o país tornou-se a maior potência comercial da época. Lançavam-se as bases para o desenvolvimento do capitalismo industrial.

Capitalismo Comercial

A interação econômica do capitalismo comercial foi conseqüência da expansão marítima que ocorreu entre o final do século XV e meados do século XVII, promovida pelas potências européias.

O capitalismo comercial estruturou-se principalmente no século XVI, com base na doutrina econômica mercantilista, que se apoiava na crença de que o comércio era grande fonte de riqueza das nações, tal crença explica o esforço de vários países da Europa-- entre os quais Portugal e Espanha, no sentido de promover a expansão das rotas marítimas em direção aos preciosos mercados da Ásia, África e América.

Para cada um desses mercados, no entanto os objetivos variavam:

No caso asiático, o comércio centrou-se na compra de mercadorias muito valorizadas na Europa, como seda e especiarias.
No caso africano, comércio baseou-se na escravidão de seres humanos, vendidos como se fossem mercadorias nos grandes mercados de escravos da América Colonial.
No caso americano, o comércio voltou-se para os metais preciosos e os produtos agrícolas tropicais como algodão e açúcar - das colônias européias implantadas no continente.

Nessa fase do capitalismo, o processo de integração econômica do planeta foi bastante superficial, isso aconteceu por ele ter se processado exclusivamente no campo das relações comerciais, envolvendo especialmente as grandes empresas de comércio européias e os centros fornecedores de mercadorias valiosas.

Capitalismo Industrial

O capitalismo industrial funcionou como regime econômico de sustentação da primeira fase da Revolução Industrial que começou no Reino Unido - na segunda metade do século XVIII - e foi marcado pela implantação de métodos que dinamizaram de forma extraordinária o processo produtivo dos artigos manufaturados.

Essa dinamização tornou-se possível, entre outros fatores, pela utilização de máquinas movidas a vapor, gerado a partir da queima de carvão mineral, a grande fonte de energia dessa fase da Revolução Industrial.

Do ponto de vista ideológico, essa fase da Revolução Industrial baseou-se nas convicções da doutrina liberal. Entre essas convicções destacava-se a de que a eficiência econômica só poderia alcançar sua plenitude com o livre mercado. Essa convicção explica inclusive porque os pensadores liberais propunham, a qualquer custo, a minimização da interferência do Estado na economia.

Como resultado das transformações promovidas pelas relações comerciais no período, definiu-se no planeta uma divisão internacional do trabalho. É nesse contexto que de desenvolve o processo de globalização da economia. Essa divisão se caracterizava em linhas gerais, por uma relação de interdependência entre os centros industriais das grandes potências e os territórios fornecedores de matérias-primas - as colônias da América, da Ásia e da África.

Capitalismo Financeiro

Os investimentos multinacionais desses conglomerados foram realizados já com base na divisão internacional do trabalho que se estabelecera no período anterior, na qual se distinguia a presença de dois grupos de países: os que forneciam matérias-primas e os que compravam essas matérias-primas para serem utilizadas na produção industrial.

Por isso, tais investimentos foram direcionados principalmente para setores que fortaleciam essa relação (entre centros produtores de matérias-primas e os centros industriais das grandes potências), caso daqueles relacionados com a implantação de infra-estrutura básica, como nos setores de transporte, energia e comunicação.

Em outras palavras, os investimentos realizados pelos grandes conglomerados buscavam principalmente viabilizar a exploração das matérias-primas nos centros produtores que as forneciam, ou poderiam fornecer, para as potências que se industrializavam.

Nesse caso incluía-se, entre outras obras de infra-estrutura, a construção de ferrovias, portos, canais, usinas produtoras de energia elétrica e redes de telégrafo nos países da América, Ásia ou África, onde se localizavam esses centros.

Essa fase do capitalismo foi marcada pelo avanço do imperialismo no mundo, sob o comando das potências que se industrializavam. Resultou na partilha e colonização do continente africano. Na Ásia, além dos europeus (especialmente ingleses e franceses), participaram também os norte-americanos e os japoneses.

A segunda revolução industrial e seus reflexos na economia mundial

O capitalismo financeiro ou monopolista foi implantado no âmbito de uma disputa econômica do regime capitalista: a grande concentração do capital nas mãos de algumas empresas, que acabaram controlando a produção e a oferta de diversos bens e serviços.

Assim, nessa nova etapa do capitalismo o controle da produção de bens e serviços deixou de ser um processo pulverizado e concentrou-se nas mãos de grandes empresas, estruturadas sob a forma de sociedades anônimas.

Esta etapa do capitalismo - embora tenha se manifestado como nova realidade desde o século XIX - solidificou-se após a Primeira Guerra Mundial, quando essas empresas passaram a controlar diferentes setores de atividades de seu produto final, sendo desde a produção de matérias-primas até as ferrovias, utilizadas para escoar seus produtos.

Esses conglomerados econômicos assumiam a forma de trustes (empresas que detêm ou monopolizam isoladamente grande parte da produção e do mercado consumidor e cartéis). Isso implicava no fim do livre comércio nos moldes proposto pelo liberalismo clássico.

Os mecanismos econômicos estabelecidos pelos princípios ideológicos do livre comércio ficaram bastante enfraquecidos.

Crise de 1929

A crise de 29, que começou nos Estados Unidos e se estendeu pelo mundo todo.

Fatores que levaram à crise:

A excessiva austeridade monetária do governo norte-americano na década de 20 - o enxugamento dos recursos financeiros internos provocou a diminuição da quantidade da moeda corrente no mercado para comprar produtos.
Superprodução -
o mercado consumidor não era capaz de absorver a produção resultou na diminuição da produção e ao desemprego.
Onda de especulação nas bolsas de valores -
os investidores eram atraídos por lucros que não eram gerados no sistema produtivo, comprava ações com a certeza de que outros comprariam as ações por um preço mais elevado.

Em outubro, ocorre a quebra da bolsa de valores de New York, período inicial de recessão e desemprego, afetaria o mundo inteiro. Essa crise só foi solucionada com a segunda guerra mundial. O capitalismo tende a solucionar seus problemas econômicos com guerras demonstrando-nos sua racionalidade transcendental.

1950 - 1960

A intensificação do processo de globalização da economia capitalista nos anos de 1950 e 1960 inicia-se:

Por iniciativa norte-americana - de planos de ajuda econômica -- como o Marshall na Europa e o plano Colombo na Ásia.
Através da expansão do processo de internacionalização das grandes empresas multinacionais -- primeiramente norte-americanas seguidas das européias.

Esse avanço foi realizado no contexto:

Da crise do modelo imperialista que obrigou as potências organizarem novas formas de domínio econômico sobre o mundo.
A necessidade dessas empresas de buscarem novas alternativas para expandirem seus lucros.

Fundo Monetário Internacional (FMI)

Sede em Washington, objetivos intensificar o comércio entre os países e tentar corrigir possíveis distorções nas economias dos países membros. Seus recursos são oriundos das potências econômicas, que decidem as regras, sendo assim, um instrumento de dominação, exploração e pressão sobre os países que precisam desses recursos.

Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD)

Com sede em Washington, tem como objetivo: a concessão de empréstimos aos países que necessitam expandir sua economia. Como acontece com o FMI, as grandes potências detêm o controle dessa organização financeira internacional. Funcionou como um dos pólos de incremento ao processo de globalização da economia capitalista, pois seus empréstimos são acompanhados de uma série de exigências de modificação da estrutura econômica dos países por ele beneficiados, que são sempre articuladas com os interesses das grandes empresas multinacionais.

1970 - 1980

Os anos 1970 e 1980 foram marcados por uma série de crises e transformações que acabaram determinando o fim da ordem mundial bipolar imposta pelos Estados Unidos e pela União Soviética logo após a Segunda Guerra Mundial.

Entre essas crises que ocorreram nesse período podemos citar:

No mundo capitalista

A crise que atingiu os Estados Unidos nos anos 1970. Essa crise encurtou a distância entre a riqueza de sua economia e a das demais potências emergentes do planeta, como o Japão e a Alemanha.

No o mundo socialista

O processo de estagnação econômica que, nos anos 1970 e 1980 atingiu a União Soviética, perdendo o posto de segunda potência econômica para o Japão.

A crise cambial
A crise do petróleo

Essas transformações foram acompanhadas de outras importantes:

Área econômica: Um grande aumento da distância entre o potencial econômico das potências dos demais países.
Área político-social:
Verificou-se o esgotamento do modelo keysiano; nos países capitalistas, o Estado não era capaz de sustentar os gastos exigidos pelo bem-estar social.

Neoliberalismo

Neoliberalismo -- minimização da interferência direta do Estado na dinâmica socioeconômica de um país. Seus defensores acreditam que o mercado livre é a única forma de atingir a máxima eficiência econômica, incluindo na melhora das condições sociais.

Atualmente os fatos decorridos desta política econômica são:

A crise nas balanças comerciais de mercados voláteis
A crises financeiras de projeção internacional
Desemprego estrutural ou tecnológico
Automação industrial e de serviços
A terceirização da produção industrial, dos serviços e da mão-de-obra
O fortalecimento dos grandes blocos regionais no mundo
Intensificação do abismo que separa ricos e miseráveis.

Fonte: www5.autistici.org

Capitalismo

Com a crise do mercado financeiro, surpreendentemente, economistas e jornalistas liberais passaram a defender a interferência do Estado na economia capitalista.

Contraditoriamente ao seu discurso clássico, marcado pela apologia do livre mercado como único regulador da economia, os liberais defendem a ajuda financeira do Estado aos bancos e empresas em estado falimentar. Teriam os liberais revisto suas teorias, analisado seus equívocos e modificado suas posições? Trata-se de uma crise do capitalismo ou do liberalismo?

Até bem pouco tempo, sequer a palavra “capitalismo” era mencionada no discurso político dominante no mundo.

Parecia que estávamos vivendo em uma sociedade em que a desigualdade, a pobreza, a exclusão social e a destruição ambiental, quando consideradas, eram geralmente analisadas como sendo decorrentes da ação de indivíduos, sem que uma lógica estrutural conduzisse os seres humanos a agir de determinada forma.

Inclusive, em tempos de crise, muitos intelectuais continuam moralizando a economia, procurando os culpados: os assim considerados maus capitalistas”, “maus banqueiros” e “maus investidores”.

Mesmo com uma vasta disponibilidade de indícios empíricos e de acúmulo teórico de análise crítica das forças destrutivas do capitalismo, o discurso hegemônico continuava confundindo as causas com soluções. Por exemplo, diante das constatações de que o livre mercado era responsável pela generalização da crise capitalista em nível mundial, as soluções apontadas sugeriam a ampliação do livre mercado, a privatização e a interferência cada vez menor do Estado na economia.

Com o aprofundamento da crise e a perspectiva de uma depressão econômica em nível internacional, agora os liberais utilizam uma tática ideológica antiga: a naturalização da economia. Na Idade Média, por exemplo, os senhores feudais, reis, nobres e demais privilegiados podiam contar com a crença divina para justificar a situação social gerada pelo modo de produção hegemônico. Atualmente, os liberais, confrontados com a negação empírica das suas teorias, tentam difundir um inexorável determinismo natural combinado com doses de cetiscismo para explicar seu fracasso teórico. O discurso dominante tende a considerar que compreender a economia mundial, na complexidade como ela se desenvolveu contemporaneamente, seria uma tarefa impossível. Ou seja, a humanidade teria avançado muito em termos de ciências naturais, de entendimento da astronomia, da física, da química e da biologia, mas não teria condições de compreender os fenômenos econômicos em nível internacional.

A tentativa de difundir uma noção de incompreensibilidade da economia mundial, assim como a tentativa de naturalizar os fenômenos econômicos, demonstra a perplexidade dos liberais com os atuais acontecimentos.

O comportamento não é novo: ao invés de assumir que a “mão invisível do mercado” não funciona, contraditoriamente, se nega o próprio discurso, afirmando a necessidade de ação emergencial do Estado. Isto é, a negação hipócrita procura minimizar o fato da atual retórica estar revelando o fracasso prático da sua teoria.

Curiosamente, entretanto, a atual crise econômica internacional não é a primeira da história e podemos verificar enormes paralelos com as crises anteriores, tanto no processo gerador da crise como na tentativa de sua explicação. A primeira crise econômica mundial iniciou no dia 09 de maio de 1873 em Viena, atingiu Nova Yorque em seguida e, posteriormente, Hamburgo, ampliando-se para os principais mercados capitalistas daquela época. Se seguiram 5 anos de profunda depressão econômica. A segunda crise econômica mundial, a mais conhecida, iniciou no dia 24 de outubro de 1929 e encerrou somente com o final da segunda Guerra Mundial, com a vitória dos Estados Unidos e seu domínio sobre o mercado mundial. Assim como em outros tempos, a maior economia mundial passou a ser a maior potência militar, impondo seus interesses, sua ideologia e sua linguagem de forma hegemônica sobre os demais países.

O atual domínio estadounidense sobre o mundo se justifica principalmente pelo seu poder militar (especialmente através das armas nucleares) e a instituição do dólar como moedapadrão para a economia mundial. O longo período de hegemonia dos EUA é marcado por guerras e destruição. O keynesianismo e a construção do Estado de bem-estar social contribuíram para estabelecer ciclos de crescimento econômico num nível nunca antes visto na história da humanidade. Isso serviu para evitar o surgimento de um contra-poder, iminente com a existência de um bloco não-capitalista (soviético e chinês), resultante de revoluções sociais no mesmo período. Mesmo assim, a economia mundial ameaçava entrar em crise nos anos 1980.

Com o desmoronamento da União Soviética e a queda do Muro de Berlim (1989-1990), cerca de 2 bilhões de pessoas, que há mais de 50 anos estavam fora do alcance do capitalismo, dispondo de ¼ dos recursos mundiais, passaram a integrar o mercado capitalista, permitindo um novo ciclo de expansão, caracterizado como globalização econômica.

Esse ciclo de acumulação está chegando ao seu final, deixando, mais uma vez, explícitas duas características fundamentais do capitalismo como modo de produção: a instabilidade e a insustentabilidade.

A economia capitalista é marcada por crises contínuas, umas menores e outras de caráter mundial. Em tese, portanto, podemos afirmar que não existe capitalismo sem crise econômica. As crises cíclicas de superprodução são intrínsecas a esse modo de produção, caracterizado pela separação entre capital e trabalho. O crescente investimento em capital constante (prédios máquinas, tecnologia, etc.), desproporcional ao investimento em capital variável (trabalho vivo), conduz a uma tendencial queda da taxa de lucros, pois somente o trabalho gera o valor e a mais valia (fruto da exploração do tempo de trabalho). Diante disso, os liberais procuram uma saída de sobrevivência ideológica, pois não querem assumir que Marx tinha razão.

Os capitalistas, confrontados com essa fatalidade, há muito tempo conhecida, tendem a investir em outros setores da economia quando determinados investimentos passam a ser considerados menos lucrativos. Assim, muitos investidores deixaram de investir na produção, passando a alocar dinheiro no mercado imobiliário, em bolsas de valores e em bancos. Contudo, “dinheiro não gera dinheiro”. Para que o dinheiro possa valorizar é necessário que ele seja investido na produção, de forma que seja possível se apropriar do excedente de valor gerado pelo trabalho. Por isso, as consequências negativas sobre o capital produtivo são enormes, pois para suportar a carga do pagamento de juros e satisfazer a expectativa dos acionistas, as indústrias, por exemplo, são obrigadas a aumentar a mais-valia (a exploração do trabalho), através de maiores jornadas de trabalho e menores salários.

O efeito final, entretanto, somente reforça o problema da crise de superprodução: os menores salários e o desemprego diminuem o poder de compra, desaquecendo a economia como um todo e estimulando os acionistas a investir em outros setores. A crise gira em círculo e o espiral depressivo somente tende a aumentar.

A expectativa de valorizar dinheiro através do mercado financeiro e imobiliário é comparável a um jogo de cassino, onde apenas alguns se apropriam de vantagens a curto prazo, resultantes das perdas de outros. Com a ampliação do mercado financeiro e a mundialização do capital, foi generalizada em nível internacional uma espécie de cassino mundial, embora mantendo o maior fluxo de capital entre os países capitalistas mais ricos. Para que o mercado mundial de capitais pudesse crescer em tamanha proporção, decisões políticas foram necessárias para permitir equiparações e garantias mínimas aos investidores. A expectativa era estimular o crescimento da economia através do fluxo de investimentos que, segundo a crença dos liberais, seria regulado pela “mão invisível do mercado”.

Atualmente estamos diante de mais um fracasso histórico do liberalismo. Nunca o mercado havia sido tão liberalizado e em escala internacional.

As expectativas dos liberais foram frustradas porque suas teorias partem de uma ilusão central: a idéia de que o mercado seria uma força autoreguladora e que, em função da concorrência, os recursos econômicos seriam alocados da melhor maneira possível. Essa idealização do mercado como mecanismo regulador segue uma lógica de pensamento que corrobora a circulação e o aquecimento da especulação nas bolsas de valores.

Na realidade, entretanto, o mercado funciona com base nas relações socias entre seres humanos que trocam produtos. O mercado é regulado pela oferta e pela procura de mercadorias, uma relação meramente quantitativa, que cumpre uma função de mediação. Mas, assim como a mercadoria pode operar como fetiche, o processo de troca de mercadorias produz e necessita de ilusões para continuar funcionando. Na lógica do mercado, os vendedores pressupõem que compradores pagam, em forma de dinheiro (uma mercadoria comum que serve para trocar mercadorias), e os compradores pagam porque internalizaram a idéia da troca. Com base na mesma idéia, credores e devedores negociam, acionistas e investidores aplicam dinheiro (mesmo quando este continua nos bancos, sendo apenas uma expectativa, uma virtualidade, pois trata-se de cifras, de transações bancárias sem o uso de moeda-papel, de documentos que geram expectativa de pagamento).

Quando a virtualidade do mercado idealizado foi confrontada com uma crescente impossibilidade real de pagamento (por parte do assim chamado capitalismo real, dependente da produção), as expectativas dos “apostadores” se reduziram a riscos. O problema maior, para além das expectativas de ganho frustradas (como eram virtuais não poderiam ser caracterizadas como perdas, pois se baseavam meramente em apostas) dos assim chamados investidores, é a incidência negativa do crédito sobre a produção capitalista, gerando endividamento, falências e uma depressão econômica real. Contudo, a origem do problema continua na produção capitalista, tendencialmente geradora de crises de superprodução. A crise financeira é sua decorência e apenas agrava a crise do capitalismo real”, surgindo em escala global quando a maioria dos economistas liberais a menosprezava como distante, localizada e passageira, ignorando seu potencial destrutivo.

As soluções apresentadas para sair da crise confirmam o caráter ideológico do liberalismo.

A atitude de negação do próprio discurso em favor do livre mercado e a proposta de “ajuda econômica” por parte do Estado demonstram claramente o equívoco da concepção do mercado como alocador de recursos: o mercado é um instrumento de poder que opera no sentido da concentração de recursos econômicos, tendo como maiores consequências negativas o desperdício (destruição do meio ambiente) e a exclusão social (radicalização da desigualdade).

A força política da idéia de mercado se manifesta na aceitação da premissa proposta: a necessidade de ajudar o capitalismo a sair da crise. Em outras palavras, os prejuízos são socializados (na forma de subsídios, ajuda financeira, isenção de impostos) e os benefícios privatizados (os jogadores que perderam no cassino, utilizando dinheiro de outros, recebem uma nova chance de jogar, novamente com o dinheiro alheio). O Estado se endivida para ajudar os responsáveis pela crise com dinheiro público e, com isso, continua reduzindo investimentos em programas sociais e em projetos de infra-estrutura. E, enquanto isso, a concentração de renda e de capital continua.

É claro que, diante das evidências do fracasso e da fragilidade do capitalismo, o Estado poderia estatizar os bancos endividados, estabelecer regras para evitar crises futuras e controlar o fluxo de capitais. Mas, pelo contrário, a solução apresentada pelos liberais consiste em solicitar a ajuda do Estado para ajudar o sistema a sair da crise e depois deixar o mercado como regulador até que uma próxima crise se instaure. Essa é a função do liberalismo, como teoria legitimadora do modo de produção capitalista, conduzindo à aceitação das suas propostas por parte da maioria da sociedade, que arca com o ônus da crise gerada em função da concentração do capital. A evidência da fragilidade do capitalismo e do fracasso teórico do liberalismo, entretanto, não conduzem, automaticamente, à sua superação, pois os interesses que os fundamentam são mais importantes e se situam acima dos argumentos. Mesmo assumindo a contradição no seu discurso, os liberais não extraem dela todas as conseqüências, porque o interesse maior permanece na continuidade da produção capitalista, a razão da existência do liberalismo como teoria. O “rei está nú”, mas a crença ilusória no Deus que o instituiu continua lhe servindo de vestimenta.

Antônio Inácio Andrioli

Fonte: www.espacoacademico.com.br

Capitalismo

Acúmulo de Dinheiro

Em seu sentido mais restrito, o capitalismo corresponde à acumulação de recursos financeiros (dinheiro) e materiais (prédios, máquinas, ferramentas) que têm sua origem e destinação na produção econômica. Essa definição, apesar de excessivamente técnica, é um dos poucos pontos de consenso entre os inúmeros intelectuais que refletiram sobre esse fenômeno ao longo dos últimos cento e cinqüenta anos.

São duas as principais correntes de interpretação do capitalismo, divergindo substancialmente quanto às suas origens e conseqüências para a sociedade. A primeira foi elaborada por Marx, para quem o capitalismo é fundamentalmente causado por condições históricas e econômicas. O capitalismo para Marx é um determinado modo de produção de mercadorias (mercadorias são objetos que têm a finalidade de serem trocados e não a de serem usados) que surge especificamente durante a Idade Moderna e que chega ao seu desenvolvimento completo com as implementações tecnológicas da Revolução Industrial. A idéia marxista de modo de produção não se restringe apenas ao âmbito econômico, mas estende-se a toda relação social estabelecida a partir da vinculação da pessoa ao trabalho.

Uma característica básica desse modo de produção é que nele os homens encarregados de despender os esforços físicos, que Marx chama de “força de trabalho”, não são os mesmos que têm a propriedade das ferramentas e das matérias-primas (posteriormente também das máquinas), denominados “meios de produção”. Esta separação proporciona outro aspecto essencial do capitalismo, que é a transformação da “força de trabalho” em uma mercadoria que, portanto, pode ser levada ao mercado e trocada livremente (basta lembrar que no modo de produção escravista, o objeto da troca é o escravo inteiro e não só a sua força, enquanto que no feudalismo praticamente não havia trocas econômicas). Assim, a sociedade capitalista estaria dividida entre uma classe que é proprietária dos meios de produção e outra classe cuja única fonte de subsistência é a venda ou troca de sua “força de trabalho”. Os argumentos apresentados por Marx para demonstrar a passagem do feudalismo para o capitalismo e a acentuação da divisão do trabalho são elaborados através de uma reconstrução histórica impossível de ser resumida aqui, sendo no momento suficiente apontar que ela passa pela desintegração dos laços entre senhor e servo e pela ampliação das relações comerciais (de troca), com estas últimas permitindo uma acumulação inicial de riquezas (chamada por Marx de “acumulação primitiva”).

A explicação alternativa foi apresentada por Weber, enfatizando aspectos culturais que permitiram a expansão do capitalismo. Para ele, o desejo pelo acúmulo de riquezas sempre existiu nas sociedades humanas, como no Império Romano ou durante as grandes navegações, mas até meados do século XVII faltavam condições sociais que justificassem a sua perseguição ininterrupta. Para demonstrar isso ele aponta as amplamente conhecidas condenações feitas pela Igreja Católica às práticas da usura e do lucro pelos comerciantes ao longo do século XV e XVI. Se tais restrições fossem mantidas, a chamada “acumulação primitiva” não teria sido possível.

A mudança ocorre com a reforma religiosa promovida por Lutero e principalmente Calvino. Segundo eles, a atividade profissional estaria associada a um dom ou vocação divina e, portanto, seria da vontade de Deus que elas fossem exercidas. Assim o trabalho, que antes era visto como um mal necessário, passa a ter uma valorização positiva (v. valores). Mais que isso, Calvino aponta o trabalho como a única forma de salvação e a criação de riquezas pelo trabalho como um sinal de predestinação. Esses dogmas religiosos, juntamente com outros menores como a contabilidade diária, formam o fundamento de uma ética, isto é de um conjunto de normas que rege a conduta diária do fiel. Essas normas, ao se encaixarem às exigências administrativas da empresa (valorização do trabalho e busca do lucro), criam as condições necessárias para a expansão da mentalidade (ou do “espírito”, como o denomina Weber) capitalista e posteriormente da sociedade industrial.

Esta explicação demonstra sua consistência quando observamos o elevado estágio de desenvolvimento econômico das sociedades que abrigaram representantes da Reforma (calvinistas, metodistas, anglicanos etc.): a Alemanha (berço da Reforma), a Inglaterra (pátria do Anglicanismo), os Estados Unidos (destino de milhares de protestantes expulsos da Irlanda católica e outros tantos imigrantes anglicanos ingleses) e os Países Baixos.

Fonte: www.enciclopedia.com.br

Capitalismo

I - TRABALHO HUMANO

O trabalho, assim como nós o chamamos, tem extrema importância nas nossas vidas. Desde muito cedo, a busca pelo trabalho começa a nos atormentar.

MAS POR QUÊ?

Possivelmente, você responderá que o trabalho nos dá condições de sobrevivência e que, sem o trabalho não conseguiríamos pagar nossas contas. Não satisfeito, você também nos diria que aquele que não trabalha é vagabunda, não quer nada com a dureza da vida.

No século XIX, um filósofo alemão chamado Karl Marx escreveu teorias sobre o trabalho.

Segundo ele, o trabalho é a transformação da natureza.

Mas o que seria isso? Como assim transformação da natureza?

Segundo Marx, o homem domina a natureza e a transforma naquilo que ele idealiza, colocando-a sob seu serviço.

Por exemplo

O homem necessita escrever para se comunicar com outros homens, portanto ele corta a árvore e a transforma em um lápis.

É claro que não é fácil transformar uma árvore em lápis. Muito tempo se passou para aprendermos a derrubar uma árvore e principalmente fabricar um lápis. Antes disso, o homem primitivo se comunicava lascando pedras e pintando paredes das cavernas.

Para Marx, então, todo processo de trabalho é um processo de transformação da natureza., mas ao transformá-la, o homem também transforma a si mesmo. Assim, ao lascar uma pedra para escrever algo o homem se transforma e aprimora tanto sua escrita quanto o instrumento que ele utilizou.

Em outras palavras, o homem aprende com aquilo que faz.

Cada vez que ele transforma a natureza no processo de trabalho, o homem é capaz de analisar as melhores formas de produção, o que dá certo e o que dá errado, aliando qualidade à quantidade e desenvolvendo novas tecnologias para suprir suas próprias necessidades.

É importante lembrar que o homem só transforma a natureza de acordo com uma necessidade que ele tem.

Portanto, É a partir de uma necessidade objetiva/material que o homem cria seus instrumentos para suprí-las.

Ou seja, Só existe lápis devido à necessidade de se comunicar.

A aranha ou a abelha transformam a natureza pelo simples instinto de sobrevivência. Não quer dizer que realizem processo de trabalho. O que difere o homem desses animais é a capacidade de, racionalmente, idealizar e visualizar seu produto em sua mente antes de materializar o seu trabalho. A abelha pode dar um show de arquitetura construindo a mais bela colméia, mas não tem a capacidade de pré-idealizar e refletir conscientemente sobre o que está fazendo.

O trabalho, então, é a transformação da natureza para a satisfação das necessidades humanas. É condição para existência da sociedade e sua constante evolução. Ao transformar a natureza o homem se reconhece no seu produto e fica orgulhoso daquilo que fabricou. Ele enxerga o lápis e se reconhece no objeto que produziu, como se olhasse em um espelho.

Assim, o trabalho é produto de valor, ou seja, produz objetos e utensílios que vão servir à humanidade para suprir determinada necessidade, e, portanto, é indispensável para a existência de sociedades.

Perguntas para reflexão:

O que é o trabalho?
Por que o homem transforma a natureza?
O trabalho glorifica o homem?
O homem se reconhece naquilo que produz?

2 – Modos de Produção

Modo de produção é a forma de organização socioeconômica associada à uma determinada etapa de desenvolvimento e das relações de produção. das forças produtivas

Forças produtivas são as formas que uma determinada sociedade tem para transformar a natureza, ou seja, as formas de produção do trabalho.

O trabalho, ao mesmo tempo em que cria as sociedades, também é criado e modificado por elas. Assim, ao longo da história, o trabalho foi apropriado por diferentes formas de organização societária.

Dentre elas podemos comentar as 4 principais: O Primitivismo, o Escravismo, o Feudalismo e o Capitalismo.

Primitivismo

O modo de produção primitivo foi desenvolvido na pré-história, quando o homem ainda não produzia seu próprio alimento. Eram nômades que caçavam, pescavam, colhiam e dividiam os alimentos entre sua própria tribo (caracterizando uma produção de subsistência). Desta forma só produziam aquilo que poderiam consumir. Com o advento da agricultura, os homens começaram a ter noção de território, se tornando sedentários.

Desta forma surgiu toda uma divisão de trabalho: uns plantavam, outros trabalhavam nos moinhos, e alguns tinham a tarefa de defender as terras, formando os primeiros exércitos. a nova estruturação de sociedade instituída sob bases privadas e a conseqüente divisão social do trabalho, instituiu as classes sociais, a exploração do homem pelo homem e as lutas entre as tribos.

Escravismo

O modo de produção escravista surgiu na Grécia Antiga, e posteriormente foi o modo de produção transposto e praticado por todo o Império Romano. Com o surgimento da propriedade privada, houve um aumento das famílias nobres, tornando-se necessário mais terras e mais gente para trabalhar no cultivo.

Esse problema, em parte, era resolvido com guerras de conquista: Guerreava-se com os povos vizinhos e as terras conquistadas eram repartidas entre os nobres.

O povo derrotado era escravizado e se tornava propriedade do Estado, que a concedia aos nobres. Um cidadão não-estrangeiro também poderia se tornar escravo de alguém, se contraísse com pessoa uma dívida que não pudesse pagar. Assim, o trabalho passou a ser uma exclusividade dos escravos (apesar de haver pequenos camponeses ). O trabalho escravo se tornou a base da economia dessa época.

Conversando sobre o modo de produção escravista:

O modo de produção escravista tem como base a mão-de-obra escrava e nos demonstra uma forte divisão em classes.
Uma classe social é um grupo de pessoas que tem status social similar segundo critérios diversos, especialmente o econômico.

Muitos proprietários, pressionados pelo medo de revoltas ou pelo desinteresse dos escravos em produzir, começam a achar vantajosa a entrega de um pedaço de terra em troca de uma parte do que se produzia.

O sistema escravista começa a ser substituído por uma outra forma de exploração do trabalho humano: o feudalismo.

Feudalismo

No feudalismo ocorre uma grande transformação na organização não-escravista, porém poucas mudanças na exploração econômica e nas opressões políticas.

Aqueles que antes eram senhores de escravos se tornaram senhores feudais, e os que pertenciam à classe de escravos se tornaram servos – presos às terras doadas por seus senhores, prestando total obediência. Os servos trabalham e produzem nesses pedaços de terra doados pelo senhor feudal, que expropria uma grande parte do que é produzido por seu servo.

A sociedade feudal era composta por três grupos sociais com status fixo: o clero, a nobreza e os camponeses A mobilidade social entre esses grupos quase não existia.

Ascensão e queda do sistema feudal

O Feudalismo entra em ascensão na Europa a partir do ano 1000. A exploração camponesa torna-se intensa, concentrada em certas regiões superpovoadas, deixando áreas extensas de espaços vazios. Surgem novas técnicas de cultivo, novas formas de utilização dos animais e das carroças. Com as inovações no campo, a produção agrícola teve um aumento significativo e surgiu a necessidade de comercialização dos produtos excedentes. A partir do século XI, também há um renascimento do comércio e um aumento da circulação monetária, o que valoriza a importância social das cidades e suas comunas. Com o advento das Cruzadas, esboça-se uma abertura para o mundo, quebrando-se o isolamento do feudo e principalmente restabelecendo o comércio com o Oriente próximo.

A expansão do comércio criou novas oportunidades de trabalho, atraindo os camponeses para as cidades. Esses acontecimentos, aliados à formação dos exércitos profissionais, à insurreição camponesa, à peste, à falta de alimentos decorrente do aumento populacional e baixa produtividade agrária, contribuíram para o declínio do feudalismo europeu.

Transição para o capitalismo

Cresciam as rotas de comércio terrestres e as feiras de artesãos foram se transformando em pequenas cidades que eram chamadas de “burgos”.

Nos burgos começaram a surgir ricos comerciantes que eram chamados de “burgueses”.

Assim, cresceu muito o número de artesãos que sofriam um duplo processo de exploração: os impostos e taxas exigidos pelo senhor feudal; e o controle sobre a produção dos ricos e poderosos burgueses. Podemos dizer que nesse momento histórico se esboça o nascimento da questão social, onde os artesãos começam a ficar endividados e caem na dependência total dos comerciantes burgueses.

Embora existisse essa dependência e exploração dos artesãos por parte dos burgueses, ambos tinham um interesse comum: acabar com os privilégios e a exploração exercida pela nobreza (representantes do sistema feudal), pois se convertiam em obstáculo ao desenvolvimento da produção e do comércio.

3 - Surgimento do Capitalismo

O crescimento do comércio, principalmente através das expansões marítimas (originando o descobrimento de novos continentes) foi um impulsionador do capitalismo. Os burgueses, que já controlavam o trabalho dos artesãos, passaram a organizar manufaturas.

Manufaturas são grandes oficinas onde os burgueses disponibilizavam matéria prima, instrumentos de produção e os artesãos trabalhavam em troca de um salário. Toda produção era de propriedade do burguês.

Temos aí duas grandes características do nascimento do sistema capitalista: A apropriação privada dos modos de produção e a exploração da força de trabalho assalariada.

No capitalismo o trabalhador não tem mais nada de seu, nem as ferramentas, nem o produto do trabalho. Tem apenas a sua força de trabalho para vender como mercadoria em troca de um salário. Era exatamente esta a situação de milhares de camponeses (e camponesas) expulsos da terra.

Foi na manufatura que também operou a divisão social do trabalho, onde cada trabalhador, através de uma tarefa simples, fazia apenas uma parte do produto final. Tal divisão do trabalho proporcionou um aumento enorme da produção, em comparação com o sistema anterior ancorado na produção artesanal. Na fabricação dos sapatos, por exemplo, havia alguns que faziam a sola, outros que costuravam, outros lixavam e assim por diante. Eles não se reconheciam mais no produto final de seus trabalhos.

O surgimento da máquina a vapor na Grã-Bretanha foi o passo que permitiu a transformação da manufatura em indústria.

A chamada Revolução Industrial, nos séculos 18 e 19, foi o período de muitas invenções e descobertas: a eletricidade, a siderurgia, a ferrovia, etc. Em 50 anos de produção capitalista o mundo desenvolveu uma quantidade enorme de riqueza.

A partir da revolução industrial, a contradição capital x trabalho se tornou mais acirrada. Quanto mais se produzia, menos condições humanas possuíam os trabalhadores.

O que é capitalismo então?

O capitalismo é um sistema econômico e político que dividiu a sociedade em duas classes distintas: De um lado, os trabalhadores (as) que só POSSUEM a força de trabalho para vender em troca de um salário que muitas vezes mal dá para sobreviver. Do outro lado, os proprietários das indústrias, dos bancos, das terras, das ferramentas de trabalho, ou seja, os donos do capital.

Os trabalhadores vendem sua força de trabalho para o burguês, materializada em horas de trabalho por dia produzindo as mercadorias. Essas mercadorias são dos burgueses que as vendem no mercado. O valor final da mercadoria é a soma dos valores da matéria prima e da força de trabalho. Com um salário fixo e horas de trabalho determinadas, o trabalhador é capaz de produzir muito mais mercadorias do que ele propriamente vale. Essa diferença de valores se chama MAIS-VALIA, parte integrante do lucro do capitalista e responsável por manter a industria sempre em crescimento. Com tais lucros, os donos do capital melhoram as suas fábricas, adquirem máquinas e outros meios de produção, para explorar mais trabalhadores (as), produzir mais mercadorias e conseguir mais lucros.

João Eduardo Tanuri Rodrigues Hermisdorff

Fonte: www.intecoop.unifei.edu.br

Capitalismo

Capitalismo significa duas coisas: propriedade privada e trabalho assalariado. Em sociedades pre-capitalistas antes do moderno estado surgir, a propriedade existiu até certo ponto mas não era usada para propósitos como obter lucro com o trabalho dos outros. Os senhores feudais compartilhavam suas propriedades (terras) com vassalos, alugando-as. A economia era de subsistência, os pequenos fazendeiros produziam tudo que precisavam -- comida, roupa, alojamento, mobília, e ferramentas. Isto tornou o dinheiro quase que irrelevante e a tributação extremamente difícil. Os camponeses controlavam o excesso de trabalho possuindo parte das terras. Isto é importante pois a propriedade parcial dos meios de produção significava que os meios de produção (terra, ferramentas, etc.) não estavam centrados nas mãos de algumas pessoas. Na pior das hipóteses eles poderiam vender seus produtos (trigo, afague, etc) no mercado para satisfazer suas necessidades.

Com a vinda do capitalismo na Europa Ocidental nos século XV, XVI e XVII e a ascenção do estado moderno, ocorreram dois fatos importantes: Os camponeses tiveram suas terras confiscadas (já não mais possuiam mais nenhum meio de produção) e estes mesmos camponeses foram vigorosamente incorporados no sistema de salário. Por causa do pesado fardo da guerra, os impostos começaram a ser arrecadados das classes mais baixas.

Considere este exemplo: houve apenas 7 anos sem guerra durante todo o século XVII, e mais de 75% das rendas obtidas pelo Império espanhol foram usadas para a guerra durante todo aquele século. Estas guerras eram do interesse das classes governantes. Estas classes dedicaram-se a arrecadar impostos em interesse próprio, mantendo as pessoas ricas o bastante para poder extrair mais recursos depois, recursos que aumentariam pela perspectiva de usar os impostos de seus atuais domínios para conquistar outras terras. Esse ciclo é contínuo. Houve um ímpeto intencional em substituir a economia de subsistência por uma economia de base capitalista.

O «pagamento em espécie» é substituído pelo «pagamento em dinheiro», forçado a converter seu produto em dinheiro por exigencia daqueles que detem o poder, um fazendeiro já não mais subsiste em uma crise econômica. Isto requer um mercado difícil de achar fora das cidades. Conseqüentemente muitos camponeses perderam até mesmo aquela pouca terra que possuíam, tornando-se escravos permanentes das classes dominantes. Pessoas que poderiam subsistir na economia anterior, comerciando seus bens conforme suas necessidades, foram forçados a vender seu trabalho às classes governantes para continuar sobrevivendo.

Agora havia duas classes de pessoas no mercado: os da classe capitalista que possuiam a terra, equipamento, etc, em suma, todos os meios de produção, e os camponeses transformados em trabalhadores (o proletariado) que além de alienados dos meios de produção, ainda foram forçados a se ocupar diretamente da produção. Conseqüentemente somos empurrados em direção à urbanização e depois para a industrialização nessas cidades. E como pode ser visto isto tudo supõe a substituição da descentralização pela centralização. O fardo da tributação aumentou o abismo entre o pobre e os donos de propriedades. A pessoa comum foi vista como uma ferramenta para a extração de trabalho, para lutar nas guerras e para defender os interesses dos donos de propriedades e governantes.

O capitalismo é portanto uma economia voltada para a exploração, baseada em forçar pessoas a trabalhar em escritórios e fábricas que não lhes pertencem, e em pagar a estes trabalhadores um valor menor do que aquilo que produzem e provêem. Este trabalho suplementar não remunerado (fonte do lucro capitalista) ou mais valia fica com os proprietários (classe capitalista) simplesmente porque eles «possuem» a propriedade. Os proprietários não fazem nada a não ser que tenham a certeza do lucro. Em outras palavras, os proprietários roubam o valor do labor dos trabalhadores e se apoderam dele.

Fonte: www.midiaindependente.org

Capitalismo

O período histórico no qual surge o capitalismo financeiro é marcado pela fusão do capital dos monopólios bancários e industriais. Segundo Paulo Sandroni, em seu Novíssimo Dicionário de Economia, a formação do capital financeiro, que corresponde às últimas décadas do século 19 e primeiras do século 20, resultou da elevada concentração e centralização do capital nos setores industrial e bancário, especialmente na Europa.

O capitalismo, enquanto sistema econômico e social, passou a ser dominante no mundo ocidental a partir do século 16. A transição do feudalismo para o capitalismo ocorreu de forma gradativa e desigual no tempo e no espaço.

No capitalismo definem-se as relações assalariadas de produção. Há uma nítida separação entre os detentores da produção (ou seja, do capital) e os que possuem a capacidade de trabalho. Além disso, o capitalismo também se caracteriza pela produção em grande escala (voltada para o mercado), pelas trocas monetárias, pela organização empresarial e pelo espírito de lucro.

Considerando seu processo de desenvolvimento, costuma-se dividir o capitalismo nas seguintes fases:

Pré-capitalismo: Período da economia mercantil, no qual a produção se destina a trocas e não apenas ao uso imediato. Não se generalizou o trabalho assalariado; os trabalhadores vendiam o produto de seu trabalho - mas não o seu próprio trabalho.
Capitalismo comercial:
Esta fase se estendeu do final do século 15 até o século 18. Apesar de predominar o produtor independente (artesão), generaliza-se o trabalho assalariado. Lucrava mais quem comprava e vendia a mercadoria, não quem a produzia.
Capitalismo industrial:
Foi marcado por grandes transformações econômicas, sociais, políticas e culturais. O comércio não era mais a essência do sistema; o lucro era o principal objetivo. O trabalho assalariado se instala, em prejuízo dos artesãos, separando claramente os possuidores dos meios de produção e o exército de trabalhadores.
Capitalismo financeiro ou monopolista:
A partir do crescimento acelerado do capitalismo industrial, começam a surgir rapidamente várias empresas, motivadas pelo processo de concentração e centralização de capitais.

Expansão do liberalismo

A aplicação prática das invenções técnicas às indústrias e aos transportes (em especial a máquina a vapor e as novas técnicas de fundição), associada aos ideais do liberalismo, proporcionou uma espetacular expansão econômica e o alargamento dos mercados a uma escala mundial.

As empresas, sentindo uma necessidade crescente de expansão, recorreram a investimentos em máquinas e novas instalações, e também a processos de concentração empresarial, ou seja, de eliminação dos concorrentes de menor porte. Assim, com o objetivo de financiar esse desenvolvimento, aprimoram-se os bancos e as corretoras de valores. Ao mesmo tempo, há o enfraquecimento da livre concorrência.

Os bancos emprestam dinheiro às empresas ou investem diretamente. O sistema bancário torna-se dominante e passa a controlar as demais atividades econômicas. As indústrias, por sua vez, incorporam ou constituem bancos, a fim de ampliar sua capacidade de autofinanciamento.

As holdings e a internacionalização do capital

Começam a surgir, então, os primeiros trustes: grandes grupos que controlam todas as etapas da produção, desde a exploração da matéria-prima até a distribuição das mercadorias.

Surgem também os cartéis: associações entre empresas para uma atuação coordenada, estabelecendo um preço comum, restringindo a livre concorrência e, dessa forma, estabelecendo preços aviltantes para as mercadorias.

Por fim, criam-se os conglomerados: corporações que atuam no sentido de criar holdings, ou seja, uma única organização que reúne várias empresas, dos mais diversos setores e ramos, o que garante a ampliação e a diversificação dos negócios, e, conseqüentemente, o controle da oferta de determinados produtos ou serviços.

Com a consolidação do capitalismo financeiro, as empresas tornam-se muito mais poderosas e influentes, acentuando a internacionalização dos capitais. Os grandes grupos econômicos - como Mitsubishi, Exxon, General Motors, IBM, Siemens, entre outros - surgiram nesse período.

Em geral, essas grandes empresas têm um acionista majoritário, que pode ser representado por uma pessoa, uma família, uma outra empresa, um banco ou uma holding. Ao mesmo tempo, milhões de outras ações (títulos negociáveis e transmissíveis que representam uma fração do capital da empresa ou da holding) estão nas mãos de pequenos investidores.

Um dos maiores conglomerados do mundo, por exemplo, é o Mitsubishi Group, que fabrica alimentos, automóveis, aço, aparelhos de som, televisores, navios, aviões, etc. O Mitsubishi tem como financiador o Banco Mitsubishi, que, após sua fusão, quando se transformou em Banco Tókyo-Mitsubishi, tornou-se um dos maiores do planeta.

Ronaldo Decicino

Fonte: educacao.uol.com.br

Capitalismo

Significado e Origens do Capitalismo

Sistema econômico e social que se caracteriza pela propriedade privada dos meios de produção, trabalho livre assalariado e acumulação de capital (riqueza). É traduzido em um sistema de mercado baseado na iniciativa privada, racionalização dos meios de produção e exploração de oportunidades de mercado para efeito de lucro.

Na Europa, estas características aparecem desde a Baixa Idade Média (século XI a XV), com a transferência do centro da vida econômica, social e política dos feudos para as cidades. Nos centros mais desenvolvidos, como Itália e Flandres, já há bancos , letras de câmbio, intensas atividades de comércio e divisão de trabalho – cada trabalhador executa apenas uma parte da produção.

Na Idade Moderna (século XV ao XVIII), os reis absolutistas expandem o comércio por meio do Mercantilismo. O Estado controla a economia e busca colônias para incentivar o enriquecimento das metrópoles. Esse enriquecimento favorece a burguesia – classe social que detém os meios de produção –, que passa a contestar o poder dos reis, resultando na crise do sistema absolutista.

Revolução Industrial

A partir da segunda metade do século XVIII, com a Revolução Industrial, inicia-se um processo ininterrupto de produção coletiva em massa, geração de lucro e acúmulo de capital. Na Europa Ocidental, a burguesia industrial assume o controle econômico e político. As sociedades vão superando os tradicionais critérios da aristocracia (principalmente o privilégio de nascimento) e a força do capital se impõe. Surgem as primeiras teorias econômicas, a fisiocracia e o liberalismo. Na Inglaterra, o escocês Adam Smith (1723-1790), o precursor do liberalismo econômico, publica Uma Investigação sobre a Natureza e Causas da Riqueza das Nações , em que defende a livre-iniciativa e a não-interferência do Estado na economia.

CRISE DE 29 - CRACK DA BOLSA DE VALORES

Século XX

Após a Grande Crise de 1929, o Estado passa a interferir nas atividades econômicas em muitos países. Nos Estados Unidos, por exemplo, o presidente Franklin Roosevelt implementa, em 1933, o New Deal (Novo Acordo), um programa econômico e social que introduz o subsídio desemprego, ajuda aos carentes, projetos de obras públicas etc.

Roosevelt é fortemente influenciado pelas idéias do economista britânico John Maynard Keynes , que, em 1936, publica a Teoria Geral do Emprego, dos Juros e da Moeda – livro no qual defende uma política antidesemprego patrocinada pelo governo. Seguindo o modelo norte-americano e as idéias keynesianas, países como Inglaterra, França e Alemanha criam o Estado do Bem-Estar Social (welfare-state), um sistema que garante aos cidadãos saúde, educação e aposentadoria.

Na década de 60 e 70, o neoliberalismo preconiza a atuação mínima do Estado no campo social (previdência, saúde e educação) e a sua não-interferência nos processos econômicos. Na década de 80, muitos países neoliberais põem fim ao sistema de estatização dos meios de produção e abrem caminho à privatização, à formação dos blocos econômicos e à globalização da economia. O Brasil passou a privatizar as suas empresas estatais a partir de 1992 sob a presidência de Fernando Collor de Mello. Em 1995, começa a funcionar o Mercosul .

Comunismo

Doutrina e sistema econômico e social baseados na propriedade coletiva dos meios de produção. Tem como ideal a primazia do interesse comum da sociedade sobre o de indivíduos isolados. Esta noção surge já na Antiguidade. Em seu livro A República , o filósofo grego Platão (427 a.C.?-347 a.C.?) defende a propriedade comum dos bens para anular o conflito entre o interesse privado e o do Estado. Mas é no pensamento cristão que surgem os primeiros ideais comunistas para toda a população. Esses ideais acompanham a civilização cristã na Idade Média e no Renascimento. As grandes utopias sobre o comunismo surgem nos séculos XVI e XVII. Em 1516, o pensador e estadista inglês Thomas More (1477-1535) escreve o livro Sobre o Melhor Estado e sobre a Nova Ilha Utopia, mais conhecido como Utopia. Nele não há menção à propriedade comum, mas a estrutura social proposta é um comunismo embrionário.

Comunismo marxista

O Manifesto Comunista , escrito em 1848 pelos pensadores alemães Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895), afirma que o comunismo seria o estágio final da organização político-econômica humana. A sociedade viveria num coletivismo, sem divisão de classes nem a presença de um Estado coercitivo.

Para chegar ao comunismo, os marxistas prevêem um estágio intermediário de organização, o socialismo, que instala uma ditadura do proletariado para garantir a transição. Essa ditadura promove a destruição completa da burguesia, abole as classes sociais e desenvolve as forças de produção, de modo que cada indivíduo dê uma contribuição segundo sua capacidade e receba segundo suas necessidades. Para os marxistas, a construção de uma situação de abundância permitiria a supressão dos salários e a extinção total do Estado.

Governos comunistas

Em 1917, a Revolução Russa instala no poder os defensores do comunismo. Sob a liderança do russo Vladimir Lenin (1870-1924), é estabelecida a ditadura do proletariado e o Partido Comunista controla o governo com o objetivo de fazer a transição entre o capitalismo e o socialismo. Os princípios e métodos adotados são conhecidos como leninismo. Com a morte de Lenin, assume o político Josef Stalin (1879-1953). Ele suprime a oposição, promove a coletivização da terra, a industrialização acelerada, o planejamento centralizado e controla os partidos comunistas de todo o mundo. Sua política é chamada de stalinismo.

Após a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), os países do Leste Europeu tornam-se comunistas, depois de serem liberados do nazismo pelo Exército soviético.

Em 1949, os comunistas liderados por Mao Tsé-tung (1893-1976) tomam o poder na China. O sistema espalha-se por vários países do Sudeste Asiático (Índia, em 1941; Mianmá, Malásia, Indonésia e Coréia do Norte, em 1948; Vietnã do Norte em 1954; Laos e Camboja, em 1970; e Vietnã do Sul, em 1975), da África (Benin, em 1972; Guiné-Bissau, em 1974; Angola e Moçambique, em 1975) e Cuba, em 1959.

Queda do Muro de Berlim

Na década de 70, já há indícios da crise do sistema político soviético. Os movimentos nacionalistas crescentes, aliados a décadas de escassez econômica e governos arbitrários, estimulam mudanças no comunismo. Em 1985, o presidente soviético Mikhail Gorbatchov inicia um programa de reforma política, econômica e social (perestroika), que traz à tona divergências dos Estados soviéticos. A Queda do Muro de Berlim , em novembro de 1989, marca o início da extinção do regime comunista no Leste Europeu e provoca uma crise generalizada nos partidos comunistas, que, na sua maioria, abdicam ao nome, programa e ideologia. Em 1991, a URSS desintegra-se e as ex-repúblicas soviéticas formam a Comunidade de Estados Independentes (CEI) (ver Federação Russa). Sobrevivem, contudo, os governos comunistas da Coréia do Norte, Vietnã, Cuba e China. Com exceção do primeiro, que ainda é um regime bastante fechado, os demais países já adotam algumas medidas econômicas de mercado aberto e integram-se no processo de globalização.

Fonte: paginas.terra.com.br

Capitalismo

Capitalismo, sistema econômico, político e social no qual os agentes econômicos (empresários), proprietários dos meios de produção permitem que esta produção seja comercializada num mercado, onde as transações são de natureza monetária.

Comumente definido como um sistema de organização de sociedade baseado na propriedade privada dos meios de produção e propriedade intelectual, e na liberdade de contrato sobre estes bens (livre-mercado). As pessoas quando sujeitas a estas condições, com o intuito de satisfazer seus desejos e/ou necessidades, tendem espontaneamente a dirigir seus esforços no sentido de acumular capital, o qual é então usado como moeda de troca a fim de adquirir os serviços e produtos desejados. Como se percebe, o nome veio a calhar, pois informa diretamente uma das principais características imanentes, que é o acúmulo de capital (embora nenhum indivíduo seja obrigado legalmente a acumulá-lo). O capital, por sua vez, pode ser adquirido e/ou expandido basicamente pelo trabalho produtivo e o comércio, mas como o primeiro também pode se enquadrar na classificação de comércio, a rigor e em última instância, o acúmulo se dá pelo comércio voluntário.

O Capitalismo, segundo seus defensores, é o meio mais eficiente e eficaz de prosperidade, desenvolvimento e eliminação de pobreza nas sociedades, devido ao seguinte argumento central: cada indivíduo, por depender basicamente do seu próprio esforço, por ter direito a acumular e desfrutar dos produtos gerados por este esforço, por ter de assumir e colocar em risco seu próprio patrimônio é altamente motivado a utilizar seus recursos (materiais e intelectuais) da melhor forma (mais eficiente) possível, e a melhor possível é a que gera maior riqueza para a sociedade, já que os indivíduos dependem de transações voluntárias.

Etimologia

A palavra capital vem do latim capitalis, que vem do proto-indo-europeu kaput, que quer dizer "cabeça", em referência às cabeças de gado, como era medida a riqueza nos tempos antigos.

A conexão léxica entre o comércio de gado e a economia pode ser vista em nomes de várias moedas e palavras que dizem respeito ao dinheiro: O primeiro uso da palavra Kapitalist foi em 1848 no Manifesto Comunista de Marx e Engels; porém, a palavra Kapitalismus, que é "capitalismo" em alemão, não foi usada. O primeiro uso da palavra capitalismo é dedicado ao romancista Thackeray, em 1854, com a qual quis dizer "posse de grandes quantidades de capital", e não referir-se a um sistema de produção. Em 1867, Proudhon usou o termo capitalista para referir-se a possuidores de capital, e Marx e Engels referiam-se à "forma de produção baseada em capital" ("kapitalistische Produktionsform") e, no Das Kapital, "Kapitalist" (um possuidor privado de capital).

Nenhum deles, porém, usou os termos em alusão ao significado atual das palavras. A primeira pessoa que assim o fez, porém, de uma forma impactante foi Werner Sombart em seu Capitalismo Moderno, de 1902. Max Weber, um amigo próximo e colega de Sombart, usou o termo em sua obra A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, de 1904.

História do Capitalismo

O capitalismo moderno e, segundo muitos economistas, mais próximo do ideal, começa com a Revolução Industrial e as chamadas revoluções "burguesas", marcadamente a Revolução Gloriosa inglesa, a Independência dos EUA e a Revolução Francesa. Certos autores, como Braudel, defendem, no entanto, que o capitalismo remonta à expansão da economia-mundo durante o Renascimento.

A propriedade privada já existia nas tribos judaicas. A Torá apresenta diversos exemplos. Os regimes teocráticos, por outro lado, seguiam um modelo mais próximo do feudal, com todas as terras pertencentes ao rei, e os seus súditos trabalhando nelas. O Código de Hamurabi também apresenta evidências da instituição da propriedade privada, o que faz crer que a existência de propriedade privada se confunde com a própria história.

Na pré-história as pessoas comumente viviam em pequenas tribos nômades de caçadores e coletores e não desenvolveram a instituição da propriedade privada, porque todos se conheciam e formavam laços de confiança. Contudo, existiam distinções de propriedade entre as várias tribos.

Com o crescimento populacional, o desenvolvimento da agricultura, a criação das cidades e o aumento da divisão de trabalho, os seres humanos passaram a viver em sociedades maiores, nas quais era necessária uma organização da produção por relações interpessoais envolvendo muitas pessoas. Com isso foram elaboradas leis para reger as relações interpessoais entre pessoas que não se conheciam.

Posteriormente, com o desenvolvimento dos transportes terrestres e marítimos, e sedentarização das populações, houve o advento do comércio internacional. As principais nações comerciantes eram as cidades-estado gregas, com destaque a Atenas durante os séculos V e IV a.c. — foi nesta cidade que o primeiro sistema bancário foi inventado. Contudo, a existência de um grande número de escravos não permite-nos afirmar que eles desenvolveram a instituição da propriedade privada em um grau tão avançado quanto o do capitalismo moderno já que a escravidão é uma violação do direito de propriedade privada.

O Império Romano, por sua vez, era caracterizado pela liberdade relativa do comércio e da produção até o final do século III. A partir dessa data a implantação de controles de preços pelos imperadores surprimiu a liberdade econômica do Império. Segundo o historiador econômico Peter Termin, a economia do Império Romano tinha instituições capitalistas quase tão avançadas quanto as da Inglaterra no início da Revolução Industrial. Com o declinio e queda do Império Romano e invasões das tribos bárbaras, a organização social volta a tomar feições tribais, até a Baixa Idade Média.

O Feudalismo passava por uma grave crise decorrente da catástrofe demográfica causada pela epidemia da Peste negra(Peste Bubônica)que dizimou 35% da população européia e pela fome que assolava o velho continente. Já com o comércio reativado pelas cidades estado italianas, a Europa passou por um relativo desenvolvimento urbano e comercial e, conseqüentemente, as relações de produção capitalistas (voluntárias) aumentaram. Na Idade Moderna, a realeza expandiu seu poderio econômico e político através do mercantilismo e do absolutismo, doutrinas anti-capitalistas. Dentre os defensores deste modelo político-econômico, temos os filósofos Jean Bodin("os reis tinham o direito de impor leis aos súditos sem o consentimento deles"), Jacques Bossuet ("o rei está no trono por vontade de Deus") e Niccòlo Machiavelli ("a unidade política é fundamental para a grandeza de uma nação"). Com o Absolutismo e com o Mercantilismo, o Estado continuava a controlar a economia e a buscar colônias para adquirir metais(metalismo)através da exploração. Isso para garantir o enriquecimento da metrópole.

No século XVI, surge a Escola de Salamanca, conjunto de idéias de teólogos espanhóis que deram as primeiras idéias de uma economia capitalista liberal. As idéias de propriedade privada como moralmente neutra já se encontravam no pensamento católico europeu desde Tomás de Aquino.

Mas foi somente com as revoluções liberaís da Idade Moderna que o capitalismo se estabeleceu como sistema econômico predominante, pela primeira vez na história, nos países da Europa Ocidental. Algumas dessas revoluções foram a Revolução Inglesa (1640-60, Hill 1940), a Revolução Francesa (1789-99, Soboul 1965) e a Independência dos EUA, que construíram o arcabouço institucional de suporte ao desenvolvimento capitalista. Assim começou a era do capitalismo moderno.

A partir da segunda metade do século XVIII, com a Revolução Industrial, causada pela implantação do capitalismo, inicia-se um processo ininterrupto de produção coletiva em massa, geração de lucro e acúmulo de capital. As sociedades vão superando os tradicionais critérios da aristocracia (principalmente a do privilégio de nascimento).

Surgem as primeiras teorias econômicas modernas: a Economia Política e a ideologia que lhe corresponde, o liberalismo. Na Inglaterra, o escocês Adam Smith, um dos fundadores da primeira e adepto do segundo, publica a obra Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações.

Fases do Capitalismo

Primeira Fase

Capitalismo Comercial ou Pré-Capitalismo: Essa fase estende-se do século XVI ao XVIII, iniciando-se com as Grandes Navegações e Expansões Marítimas Européias. O acúmulo de riqueza era gerado através do comércio de especiarias e matérias-primas não encontradas em solo europeu.

Segunda Fase

Capitalismo Industrial: Inicia-se com a Revolução Industrial. O acúmulo de riqueza provinha do comércio de produtos industrializados das fábricas européias.

Terceira Fase

Capitalismo Monopolista-Financeiro: Iniciada no século XX (após término da Segunda Guerra Mundial) e estendendo-se até os dias de hoje. O acúmulo de riqueza é gerado pelo surgimento de grandes corporações que produzem seus produtos em diversas partes do mundo, buscando a redução de custos, e pela movimentação desses lucros auferidos, visando a sua multiplicação, através do sistema financeiro.

Esse sistema tem início a partir das grandes navegações ocorridas no século XV e XVI.Nesse periodo as potências européias exploravam as riquezas das colônias asiáticas, africanas e americanas.

Os fundamentos da exploração das colônias estão baseadas nas políticas economicas mercantilistas, cujos pontos principais são:

I - BALANCA COMERCIAL
II -
MONOPÓLIOS
III -
PROTECIONISMO IV - METALISMO

Essa política era definida pelo pacto colonial. Onde as metropoles garantiam seus interreses econômicos.

Teoria capitalista

Algumas pessoas enfatizam a propriedade privada de capital como sendo a essência do capitalismo, ou enfatizam a importância de um mercado livre como mecanismo para o movimento e acumulação de capital, já que um livre mercado é uma consequência lógica da propriedade privada. Karl Marx, que é o maior crítico do capitalismo, o observa através da dinâmica da lutas de classes, incluindo aí a estrutura de estratificação de diferentes segmentos sociais, dando ênfase às relações entre proletariado (classe trabalhista) e burguesia (classe dominante). Para ele, a diferença de poder econômico entre as classes é um pressuposto do sistema, ou seja, a classe dominante acumulará riquezas por meio da exploração do trabalho das classes operárias. Por outro lado, os economistas favoráveis ao capitalismo contestam que, num mercado livre, existe competição e concorrência constante entre todos os integrantes do sistema, e se eventualmente algum indivíduo recebe em troca do seu trabalho menos do que ele produz, ele facilmente poderá migrar para algum concorrente, já que este lucrará com o seu trabalho.

Além disso, mesmo que seja aceito que em alguns casos exista exploração do empregado pelo empregador, é muito provável que noutro sistema, que não seja o capitalista, por exemplo o socialista, onde o governo central dita as regras para todos, as pessoas sejam muito mais sucetíveis a exploração, isso, é claro, se nos basearmos apenas no modelo socialista autoritário implantado na antiga URSS, pois existem outros modelos de socialismo, modelos que preconizam a democracia direta e a autogestão, como foi mostrado nas experiências libertárias da Revolução Espanhola e da Revolução Ucraniana. Hayek, ao descrever o capitalismo, aponta para o caráter auto-organizador das economias que não têm planejamento centralizado pelo governo. Muitos, como por exemplo Adam Smith, apontam para o que se acredita ser o valor dos indivíduos que buscam seus interesses próprios, que se opõe ao trabalho altruístico de servir o "bem comum". Karl Polanyi, figura importante no campo da antropologia econômica, defendeu que Smith, em sua época, estava descrevendo um período de organização da produção conjuntamente com o do comércio. Para Polanyi, o capitalismo é diferente do antigo mercantilismo por causa da comoditificação da terra, da mão-de-obra e da moeda e chegou à sua forma madura como resultado dos problemas que surgiram quando sistemas de produção industrial necessitaram de investimentos a longo prazo e envolveram riscos correspondentes em um âmbito de comércio internacional. Falando em termos históricos, a necessidade mais opressora desse novo sistema era o fornecimento assegurado de elementos à indústria - terra, maquinários e mão-de-obra - e essas necessidades é que culminaram com a mencionada comoditificação, não por um processo de atividade auto-organizadora, mas como resultado de uma intervenção do Estado deliberada e frequentemente forçada. A propósito, Marx afirma que o Estado é de fundamental importância para assegurar o funcionamento do sistema e os privilégios das classes dominantes, o que para seus seguidores seria uma refutação a tese de que o sistema é auto-organizador.

Muitas dessas teorias chamam a atenção para as diversas práticas econômicas que se tornaram institucionalizadas na Europa entre os séculos XVI e XIX, especialmente envolvendo o direito dos indivíduos e grupos de agir como "pessoas legais" (ou corporações) na compra e venda de bens, terra, mão-de-obra e moeda, em um mercado livre, apoiados por um Estado para o reforço dos direitos da propriedade privada, de forma totalmente diferente ao antigo sistema feudal de proteção e obrigações.

Devido à vagueza do termo, emergiram controvérsias quanto ao capitalismo. Em particular, há uma disputa entre o capitalismo ser um sistema real ou ideal, isto é, se ele já foi mesmo implementado em economias particulares ou se ainda não e, neste último caso, a que grau o capitalismo existe nessas economias. Sob um ponto de vista histórico, há uma discussão se o capitalismo é específico a uma época ou região geográfica particular ou se é um sistema universalmente válido, que pode existir através do tempo e do espaço. Alguns interpretam o capitalismo como um sistema puramente econômico; Marx, por sua vez, admite que o mesmo é um complexo de instituições político-econômicas que, por sua vez, determinará as relações sociais, éticas e culturais.

O capitalismo no século XX

No século XIX a economia capitalista vivia a fase do capitalismo competitivo, onde cada ramo de atividade econômica era ocupada por um grande numero de empresas, normalmente pequenas, que concorriam intensamente entre si. O Estado quase não interferia na economia, limitando-se apenas à manutenção e funcionamento do sistema.

A partir da Primeira Guerra Mundial, o capitalismo passou por várias mudanças, primeiramente os Estados Unidos, com enriquecimento alcançado com a venda de armas ao países combatentes da Guerra, passam a ocupar um lugar de destaque no mercado capitalista.

Em alguns ramos de atividade, o capitalismo deixou de ser competitivo para ser capitalismo monopolista de fato, essa transformação deu-se através de dois processos principais:

Várias empresas foram a falência, as maiores compraram a menores e outras se unificaram (surge a sociedade anônima). As grandes empresas passaram a controlar um ramo de atividade.

Com as grandes crises econômicas ocorridas principalmente entre 1929 e 1933 o Estado passou a interferir na economia, exercendo influência decisiva em algumas atividades econômicas. Em alguns países o Estado passou a controlar os créditos, os preços, as exportações e importações, mas levando em conta os interesses das grandes corporações e dos países que ocupavam o centro do sistema.

O capitalismo do século XX passou a manifestar crises que se repetem a intervalos. O período que as separam tornou-se progressivamente mais curto. O desemprego, as crises nos balanços de pagamentos, a inflação, a instabilidade do sistema monetário internacional e o aumento da concorrência entre os grandes competidores caracterizam as chamadas crises cíclicas do sistema capitalista.

O Consenso de Washington

Ao final do século XX, os Estados Unidos e a Inglaterra passaram a difundir a teoria neoliberal. Segundo esta teoria, para evitar futuras crises a receita seria privatizar empresas estatais que pudessem ser substituídas com vantagens pela iniciativa privada, aperto fiscal no sentido de zerar o déficit fiscal, controle da inflação, cambio flutuante e superávitis em comércio exterior.

Esta política passou por dois grandes testes: a crise dos países asiáticos e a crise da Rússia, que foram controladas com o auxílio do FMI, não sem antes de destruir quase a metade de seus PIB's. Não sendo capazes, desta forma, de produzir uma recessão mundial.

Apesar desses avanços macroeconômicos, a pobreza e a desigualdade continua alta na América Latina. Cerca de uma em cada três pessoas (165 milhões no total) ainda vivem com menos de $2 por dia. Aproximadamente um terço da população não tem acesso à eletricidade e ao saneamento básico, estima-se ainda que 10 milhões de crianças sofram de mal-nutrição. Esses problemas não são, contudo, novos, a América Latina já era a região com maior desigualdade econômica do mundo na década de 50, e continua a ser desde então, durante períodos de substituição da importação direcionadas pelo Estado e (subseqüentemente) liberalização orientada ao mercado. [1]

Século XXI

No final do século XX e início do século XXI, com o advento da globalização algumas empresas que exerciam monopólio funcional em nível regional, começaram a enfrentar concorrência global e pressões maiores para se tornar atores do mercado globalizado.

Em função desta concorrência passou a haver um período de grandes fusões, onde empresas de atuação regional se fundiram para enfrentar a concorrência global.

Houve também, em reação as fusões regionais, grandes aquisições, onde empresas globais adquiriram empresas regionais, como forma de entrar rapidamente em mercados regionais.

Capitalismo atual

Grandes empresas do mundo passaram a oferecer fortes benefícios a seus empregados, antecipando a ação de sindicatos e governos.

Benefícios tais como: redução de jornada de trabalho, participação nos lucros, ganhos por produtividade, salários acima da média do mercado, promoção à inovação, jornada de trabalho flexível, flexibilização de jornada para mulheres com filhos, participação societária para produtos inovadores desenvolvidos com sucesso, entre outros.

Ao contrário do princípio do capitalismo, quando se acreditava que a redução de custos com recursos humanos e sua conseqüente exploração, traria o maior lucro possível, passou a vigorar a tese de que seria desejável atrair os melhores profissionais do mercado e mantê-los tão motivados quanto possível e isto tornaria a empresa mais lucrativa. No entanto, o número de funcionários que se enquadram neste modelo é insignificante diante de toda a massa trabalhista mundial, que em sua maioria ainda trabalha em condições muito precárias.

Capitalismo natural

Também chamado capitalismo verde, é a teoria de que preservar o ambiente, ser socialmente responsável, interagir na comunidade em que se está inserido traz satisfação aos clientes, diferencia a empresa em relação a concorrência e por consequência amplia os lucros para os acionistas.

Há uma tendência para adoção deste modelo em grandes empresas ocidentais, desde que tais medidas não prejudiquem a economia global, independentemente do mal que a degradação ambiental possa causar ao planeta.

Capitalismo chinês

Alguns autores acreditam que a República Popular da China se tornou uma economia capitalista, sendo reconhecida por muitos estados (inclusive o Brasil) como uma economia de mercado - portanto, capitalista.

Ao contrário das outras economias capitalistas, principalmente as ocidentais - que utilizam o livre mercado com pouca intervenção do Estado na Economia, a não ser para funcionamento do sistema - a China possui uma política de forte intervenção na economia e grandes restrições ao capital estrangeiro e com parte de sua economia planificada, uma espécie de "capitalismo de Estado".

Referências

1 Michael Read, "Forgotten Continent" (2007), page 156.

Fonte: pt.scribd.com

Capitalismo

Capitalismo e Sistema Capitalista

Capitalismo é o sistema econômico que se caracteriza pela propriedade privada dos meios de produção. No sistema capitalista as padarias, fábricas, confecções, gráficas, papelarias etc., pertencem a empresários e não ao Estado. Nesse sistema, a produção e a distribuição das riquezas são regidas pelo mercado, no qual, em tese, os preços são determinados pelo livre jogo da oferta e da procura. O capitalista, proprietário de empresa, compra a força de trabalho de terceiros para produzir bens que, após serem vendidos, lhe permitem recuperar o capital investido e obter um excedente denominado lucro. No capitalismo, as classes não mais se relacionam pelo vínculo da servidão (período Feudal da Idade Média), mas pela posse ou carência de meios de produção e pela contratação livre do trabalho.

São chamados capitalistas os países cujo modo de produção dominante é o capitalista. Neles coexistem, no entanto, outros modos de produção e outras classes sociais, além de capitalistas e assalariados, como artesãos e pequenos agricultores. Nos países menos desenvolvidos, parte da atividade econômica assume formas pré-capitalistas, exemplificadas pelo regime da meia ou da terça, pelo qual o proprietário de terras entrega a exploração destas a parceiros em troca de uma parte da colheita.

Outros elementos que caracterizam o capitalismo são a acumulação permanente de capital; a geração de riquezas; o papel essencial desempenhado pelo dinheiro e pelos mercados financeiros; a concorrência, a inovação tecnológica ininterrupta e, nas fases mais avançadas de evolução do sistema, o surgimento e expansão das grandes empresas multinacionais. A divisão técnica do trabalho, ou seja, a especialização do trabalhador em tarefas cada vez mais segmentadas no processo produtivo, é também uma característica importante do modo capitalista de produção, uma vez que proporciona aumento de produtividade. O modelo capitalista também é chamado de economia de mercado ou de livre empresa.

A primeira fase de expansão do capitalismo confunde-se com a revolução industrial, cujo berço foi a Inglaterra, de onde se estendeu aos países da Europa ocidental e, posteriormente, aos Estados Unidos. A evolução do capitalismo industrial foi em grande parte conseqüência do desenvolvimento tecnológico. Por imposição do mercado consumidor os setores de fiação e tecelagem foram os primeiros a usufruir os benefícios do avanço tecnológico. A indústria manufatureira evoluiu para a produção mecanizada, possibilitando a constituição de grandes empresas, nas quais se implantou o processo de divisão técnica do trabalho e a especialização da mão-de-obra.

Ao mesmo tempo em que se desencadeava o surto industrial, construíram-se as primeiras estradas de ferro, introduziu-se a navegação a vapor, inventou-se o telégrafo e implantaram-se novos progressos na agricultura.

Sucederam-se as conquistas tecnológicas: o ferro foi substituído pelo aço na fabricação de diversos produtos e passaram a ser empregadas as ligas metálicas; descobriu-se a eletricidade e o petróleo; foram inventadas as máquinas automáticas; melhoraram os sistemas de transportes e comunicações; surgiu a indústria química; foram introduzidos novos métodos de organização do trabalho e de administração de empresas e aperfeiçoaram-se a técnica contábil, o uso da moeda e do crédito.

Na Inglaterra, Adam Smith e seus seguidores desenvolveram sua teoria liberal sobre o capitalismo. Na França, após a revolução de 1789 e as guerras napoleônicas, passou a predominar a ideologia do laissez-faire, ou do liberalismo econômico, que tinha por fundamentos o livre comércio, a abolição de restrições ao comércio internacional, o livre-câmbio, o padrão-ouro e o equilíbrio orçamentário. O liberalismo se assentava no princípio da livre iniciativa, baseado no pressuposto de que a não regulamentação das atividades individuais no campo socioeconômico produziria os melhores resultados na busca do progresso.

A partir da primeira guerra mundial, o quadro do capitalismo mundial sofreu importantes alterações: o mercado internacional restringiu-se; a concorrência americana derrotou a posição das organizações econômicas européias e impôs sua hegemonia inclusive no setor bancário; o padrão-ouro foi abandonado em favor de moedas correntes nacionais, notadamente o dólar americano, e o movimento anticolonialista recrudesceu.

Os Estados Unidos, depois de liderarem a economia capitalista mundial até 1929, foram sacudidos por violenta depressão econômica que abalou toda sua estrutura e também a fé na infalibilidade do sistema.

A política do liberalismo foi então substituída pelo New Deal: a intervenção do estado foi implantada em muitos setores da atividade econômica, o ideal do equilíbrio orçamentário deu lugar ao princípio do déficit planejado e adotaram-se a previdência e a assistência sociais para atenuar os efeitos das crises. A progressiva intervenção do estado na economia caracterizou o desenvolvimento capitalista a partir da segunda guerra mundial. Assim, foram criadas empresas estatais, implantadas medidas de protecionismo ou restrição na economia interna e no comércio exterior e aumentada a participação do setor público no consumo e nos investimentos nacionais.

A implantação do modo socialista de produção, a partir de 1917, em um conjunto de países que chegou a abrigar um terço da população da Terra, representou um grande desafio para o sistema de economia de mercado. As grandes nações capitalistas passaram a ver o bloco socialista como inimigo comum, ampliado a partir da segunda guerra mundial com a instauração de regimes comunistas nos países do leste europeu e com a revolução chinesa. Grande parte dos recursos produtivos foi investida na indústria bélica e na exploração do espaço com fins militares. Essa situação perdurou até a desagregação da União Soviética, em 1991, e o início da marcha em direção à economia de mercado em países como a China.

Crítica ao capitalismo: A mais rigorosa crítica ao capitalismo foi feita por Karl Marx, ideólogo alemão que propôs a alternativa socialista para substituir o Capitalismo.

Segundo o marxismo, o capitalismo encerra uma contradição fundamental entre o caráter social da produção e o caráter privado da apropriação, que conduz a um antagonismo irredutível entre as duas classes principais da sociedade capitalista: a burguesia e o proletariado (o empresariado e os assalariados).

O caráter social da produção se expressa pela divisão técnica do trabalho, organização metódica existente no interior de cada empresa, que impõe aos trabalhadores uma atuação solidária e coordenada. Apesar dessas características da produção, os meios de produção constituem propriedade privada do capitalista. O produto do trabalho social, portanto, se incorpora a essa propriedade privada. Segundo o marxismo, o que cria valor é a parte do capital investida em força de trabalho, isto é, o capital variável. A diferença entre o capital investido na produção e o valor de venda dos produtos, a mais-valia (lucro), apropriada pelo capitalista, não é outra coisa além de valor criado pelo trabalho.

Segundo os Marxistas, o sistema capitalista não garante meios de subsistência a todos os membros da sociedade. Pelo contrário, é condição do sistema a existência de uma massa de trabalhadores desempregados, que Marx chamou de exército industrial de reserva, cuja função é controlar, pela própria disponibilidade, as reivindicações operárias. O conceito de exército industrial de reserva derruba, segundo os marxistas, os mitos liberais da liberdade de trabalho e do ideal do pleno emprego.

A experiência Marxista: Depois de setenta anos de vigência, e muitas dificuldades internas decorrentes, principalmente, da instalação de burocracias autoritárias no poder, os regimes socialistas não tinham conseguido estabelecer a sociedade justa e de bem-estar que pretendiam seus primeiros ideólogos. A União Soviética, maior potência militar do planeta, exauriu seus recursos na corrida armamentista, mergulhou num irrecuperável atraso tecnológico e finalmente se dissolveu em 1991. A Iugoslávia socialista se fragmentou em sangrentas lutas étnicas e a China abriu-se, cautelosa e progressivamente, para a economia de mercado.

O capitalismo, no entanto, apesar de duramente criticado pelos socialistas (marxistas), mostrou uma notável capacidade de adaptação a novas circunstâncias, fossem elas decorrentes do progresso tecnológico, da existência de modelos econômicos alternativos ou da crescente complexidade das relações internacionais.

Fonte: www.renascebrasil.com.br

Capitalismo

Desenvolvimento do Capitalismo

O capitalismo passou a ser dominante no mundo ocidental a partir do século XVI. A transição que houve do feudalismo para o capitalismo foi bastante desigual; foi mais rápida na parte ocidental da Europa e mais lenta na parte central e oriental. A transição foi bem mais acelerada no Reino Unido, do que nos outros países.

O capitalismo foi se evoluindo gradativamente, aos poucos foi se sobrepondo sobre outras formas de produção, até ter sua hegemonia, que ocorreu em sua fase industrial.

Considerando seu processo de desenvolvimento, pode-se dividir o capitalismo em 3 fases: capitalismo comercial, industrial e financeiro.

Características do Capitalismo

Todos os países são diferentes uns dos outros, mas os capitalistas apresentam algumas características semelhantes:

Estrutura de propriedade: predomina a propriedade privada. Em alguns países o Estado também é dono de alguns meios de produção; atua como capitalista principalmente em setores básicos e de infra-estrutura.
Relação de trabalho:
o trabalho assalariado é predominante. Mas em muitas regiões subdesenvolvidas e rurais ocorrem relações de trabalho ilegais, como a escravidão, ou trabalho forçado por dívida.
Objetivo:
o único objetivo é ter constantemente a obtenção de lucro, não importando quem perca com isso. As empresas estatais recebem ajuda de subsídios do governo, sendo difícil ir a falência, ao passo que se uma empresa privada operar no vermelho, ela pode falir.
Meios de troca:
o principal meio de troca é o dinheiro, que facilitou bastante o comércio. Outros meios de troca é o cheque e o cartão de crédito, em que é possível movimentar um fundo em dinheiro depositado no banco. Com um cartão bancário é possível fazer pagamentos sem o uso de dinheiro real ou cheque.
Funcionamento da economia:
os agentes econômicos fazem investimentos se guiando pela lei da oferta e da procura. Investem com o objetivo de conseguir a maior rentabilidade.
A lei da oferta e da procura funciona da seguinte maneira: se houver mais oferta do que procura os preços tendem a cair; se houver mais procura que oferta os preços tendem a subir. Essa lei é a essência da economia de mercado.
Relação social:
há uma grande desigualdade social, principalmente nos países subdesenvolvidos, ficando a maior parte da renda com poucos. Mas nestes últimos anos, também em países desenvolvidos tem crescido a distancia entre ricos e pobres.

Capitalismo Comercial

Essa etapa do capitalismo se estendeu do século XV até XVIII. Houve uma expansão de potencias, como Espanha e Portugal, que tinham como objetivo descobrir uma nova rota para as Índias, e tirar a supremacia da Itália no comércio com o Oriente, através do Mediterrâneo.

Foi uma época marcada por Grandes Navegações e descobrimentos, mas também de escravidão e genocídios de muitos nativos da América e África. Os europeus comandaram esse processo de colonização e exploração.

Esse termo capitalismo comercial se deu porque o acúmulo de riquezas ocorreu por meio do comércio. A economia nesse período funcionava sob a intervenção governamental, pois promover e aumentar o poder do Estado. A riqueza e o poder de um país era medido pela quantidade de ouro, prata e pedras preciosas.

Durante o capitalismo comercial tudo que pudesse ser vendido como lucro virava mercadoria na mão dos comerciantes europeus. O negócio mais lucrativo foi o tráfico de escravos negros.

Neste período também se acumulava riquezas tendo uma balança comercial favorável, ou seja, mais exportar do que importar. As colônias garantiam grande lucro, visto que eram obrigadas a vender os seus produtos por preços baixos, e comprar das metrópoles coisas que necessitavam por preços altos.

Essa fase foi fundamental para se desenvolver o capitalismo, pois permitiu o grande acúmulo de capitais na mão da burguesia européia. Essa acumulação inicial de capitais criou condições, no Reino Unido e depois em outros países, para que ocorresse a Revolução Industrial.

Capitalismo Industrial

O capitalismo industrial foi marcado por transformações na economia, na sociedade, na política e cultura. Uma de suas características mais importantes foi a de transformar da natureza, uma quantidade bem maior de produtos aos consumidores, o que multiplicava o lucro dos produtores.

A essência do sistema não era mais o comércio. O bom lucro vinha da produção de mercadorias.

O mecanismos da exploração capitalista foi chamada por Karl Marx de mais valia.

Mais valia: o trabalhador assalariado recebe uma remuneração por cada jornada de trabalho. Mas o trabalhador produz um valor maior do que aquele que recebe em forma de salário. Essa parte de trabalho não pago fica no bolso dos donos das fábricas, minas e etc. Assim todo produto vendido traz uma parte que não é paga aos trabalhadores, permitindo o acúmulo de capitais.

Por isso que o regime assalariado é a melhor forma de trabalho no capitalismo. O trabalhador assalariado alem de produzir mais, tem condições de comprar os produtos. Com isso a escravidão foi “extinta” quando o trabalhador assalariado começou a predominar.

Com o aumento da produção também houve o aumento de mão-de-obra, energia, matéria-prima e mercado para os seus produtos. A industrialização estava não só na Europa, mais também nos Estados Unidos, e no Japão estava começando.

Nessa nova fase do capitalismo a burguesia industrial, ao contrário da fase comercial passou a ser um empecilho. Consolidou-se uma nova doutrina econômica, o liberalismo.

Mudanças importantes estavam ocorrendo: a produtividade e a capacidade de produção aumentavam rapidamente; e a produção em série crescia. Na segunda metade do século XIX, estava acontecendo a Segunda Revolução Industrial. Um dos aspectos importantes desse período foi a introdução de tecnologias e novas fontes de energia, passou a haver um interesse para a pesquisa cientifica com o objetivo de desenvolver novas e melhores técnicas de produção.

A descoberta da eletricidade beneficiou não só as industriais como a sociedade em geral, melhorando a qualidade de vida. Com o desenvolvimento do motor, e utilização de combustíveis derivados do petróleo, foi aberta novas formas de transporte.

Com o grande aumento da produção, houve também competição para se ganhar mercados consumidores e novas fontes de matérias-primas.

Foi nessa época que ocorreu a expansão imperialista na África e Ásia. Esses continentes foram partilhados entre os países imperialistas. Com essa partilha consolidou-se a divisão internacional do trabalho, em que as colônias se especializavam em fornecer matérias-primas com o preço bem barato aos países que estavam se industrializando.

Nessa época surge ema potencia industrial fora da Europa, os Estados Unidos. Eles adotaram o lema ‘A América para os americanos’. Os Estados Unidos tinham como área de influencia econômica e política a América Latina.

Em fins do século XIX também começou a surgir o Japão como potencia. Passou a disputar territórios com as potencias européias, principalmente o território da China.

Apesar de a primeira metade do século XX ser marcada por avanços tecnológicos, foi também um período de instabilidade econômica e geopolítica. Houve a Primeira Guerra Mundial, Revolução Russa, Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial. Em poucas décadas o capitalismo passou por crises e transformações.

Capitalismo Financeiro

Com o crescimento acelerado do capitalismo passou a surgir e crescer rapidamente várias empresas, por causa do processo de concentração e centralização de capitais. A grande concorrência favoreceu as grandes empresas, o que levou a fusões e incorporações, trazendo monopolização em muitos setores da economia.

O capitalismo dessa forma entrava em sua fase financeira e monopolista. O inicio dessa nova fase capitalista coincidiu com o período da expansão imperialista (1875 – 1914), em fins do século XIX e meados do século XX. Mas a consolidação só ocorreu após a Primeira Guerra Mundial, quando as empresas ganharam mais poder e influencia.

A expansão do mercado de capitais é uma marca do capitalismo financeiro. Nos Estados Unidos se consolidou um grande mercado de capitais. As empresas foram aumentando seus capitais através da venda de ações em bolsas de valores. Permitindo assim, a formação de enormes corporações.

Os bancos passam a ter um papel importante como financiadores de produção.

A livre concorrência e o livre mercado passam a ser substituídos por um mercado oligopolizado. O Estado também começa a intervir na economia.

Em 1929 apesar de o capitalismo financeiro crescer houve uma grande crise, que levou milhares de bancos e industrias a falência, causando até 1933 quatorze milhões de desempregados. Essa crise se deu devido a grande produção industrial e agrícola, mas pouca expansão do mercado de consumo externo; a industria européia passa a importar menos e exportar menos dos Estados Unidos; exagerada especulação com ações na bolsa de valores. Porem acreditava-se, segundo os preceitos liberais, que o Estado não deveria se interferir na economia.

Mas em 1933 foi elaborado e colocado em prática o New Deal, pelo presidente Franklin Roosevelt. Foi um plano de obras publicas, com o objetivo de acabar com o desemprego, sendo este plano fundamental para melhorar a economia norte-americana.

Keynesianismo – política de intervenção estatal numa economia oligopolizada. Recebeu este nome porque seu principal teórico e defensor foi John M. Keynes.
Trustes
– grandes grupos que controlam todas as etapas da produção, desde a retirada de matéria-prima da natureza até a distribuição das mercadorias.
Cartel –
associação entre empresas para uma atuação coordenada, estabelecendo um preço comum, restringindo a livre concorrência. Geralmente elevam o preço em comum.

O truste é o resultado típico do capitalismo, que leva a fusão e incorporação de empresas de um mesmo setor de atividade. Já o cartel surge quando empresas visam partilhar entre si, através de acordo, um determinado mercado ou setor da economia.

Surgiram também através dos trustes os conglomerados. Eles são corporações que atuam no capitalismo monopolista. Resultantes de uma grande ampliação e diversificação dos negócios, visam dominar a oferta de determinados produtos e serviços no mercado.

Um dos maiores conglomerados do mundo é o Mitsubishi Group, que fabrica desde alimentos, automóveis, aço, aparelhos de som, televisores, navios, aviões e etc. O Mitsubishi tem como financiador o banco Mitsubishi, que após a sua fusão, Tokyo-Mitsubishi, se tornou o maior do planeta.

Após a Segunda Guerra Mundial, as antigas potencias européias foram entrando num processo de decadência, perdendo seus domínios coloniais na Ásia e África. Esse período pós-guerra, foi o início do atual processo de globalização da economia.

Um dos benefícios dos conglomerados, é a geração de empregos

Fonte: www.juliobattisti.com.br

Capitalismo

O surgimento dos primeiros comerciantes e artesãos livres nas pequenas cidades medievais foi o germe de uma sociedade nova que, no decorrer de alguns séculos, substituiria o sistema feudal. No capitalismo, as classes não mais se relacionam pelo vínculo da servidão, mas pela posse ou carência de meios de produção e pela contratação livre do trabalho.

Capitalismo é o sistema econômico que se caracteriza pela propriedade privada dos meios de produção - máquinas, matérias-primas, instalações. Nesse sistema, a produção e a distribuição das riquezas são regidas pelo mercado, no qual, em tese, os preços são determinados pelo livre jogo da oferta e da procura.

O capitalista, proprietário dos meios de produção, compra a força de trabalho de terceiros para produzir bens que, após serem vendidos, lhe permitem recuperar o capital investido e obter um excedente denominado lucro.

As duas condições essenciais que determinam o modo capitalista de produção são:

1) a existência de capital, conjunto de recursos que se aplica na compra de meios de produção e força de trabalho e
2)
existência de trabalhadores livres, que vendam sua força de trabalho em troca de salário.

Definem-se assim as duas classes sociais básicas: a dos capitalistas e a dos assalariados.

São chamados capitalistas os países cujo modo de produção dominante é o capitalista. Neles coexistem, no entanto, outros modos de produção e outras classes sociais, além de capitalistas e assalariados, como artesãos e pequenos agricultores. Nos países menos desenvolvidos, parte da atividade econômica assume formas pré-capitalistas, exemplificadas pelo regime da meia ou da terça, pelo qual o proprietário de terras entrega a exploração destas a parceiros em troca de uma parte da colheita.

Outros elementos que caracterizam o capitalismo são a acumulação permanente de capital; a distribuição desigual da riqueza; o papel essencial desempenhado pelo dinheiro e pelos mercados financeiros; a concorrência, embora modificada pela concentração monopolística; a inovação tecnológica ininterrupta e, nas fases mais avançadas de evolução do sistema, o surgimento e expansão das grandes empresas multinacionais. A divisão técnica do trabalho, ou seja, a especialização do trabalhador em tarefas cada vez mais segmentadas no processo produtivo, é também uma característica importante do modo capitalista de produção, uma vez que proporciona aumento de produtividade. Esse aspecto inexiste na produção artesanal, em que o trabalhador participa da produção de um bem do início ao fim do processo produtivo.

Origens do capitalismo. Denominado também economia de mercado ou de livre empresa, o capitalismo deve ser entendido, sobretudo, como modo de produção.

Assim, a circulação de mercadorias e de dinheiro não basta para caracterizá-lo: sua origem não se confunde com o início do comércio em larga escala. A classe mercantil afirmou-se na fase de decadência do modo de produção feudal, mas o capitalismo só floresceu quando o modo de produção que o caracteriza tornou-se dominante. Assim, não se pode falar em capitalismo na antiguidade ou na Idade Média, nem em cidades como Gênova, Veneza ou Pisa, que se desenvolveram em função do comércio.

A expansão comercial foi, no entanto, o fator que permitiu a eclosão posterior do capitalismo. O crescimento das cidades, a abertura de novas rotas marítimas, o contato com novos centros populacionais do Oriente, a descoberta de metais preciosos no Novo Mundo e a ampliação do comércio entre as cidades européias provocaram o aumento da demanda além da capacidade de produção artesanal. Criaram-se desse modo as condições para o surgimento da produção industrial.

A expansão do capitalismo comercial, ocorrida entre os séculos XIII e XVIII, promoveu a difusão das idéias mercantilistas, que advogavam a intervenção do estado para promover a prosperidade e o fortalecimento das nações. Como a acumulação de riquezas dependia da exploração e comercialização do ouro e da prata, os países lançaram-se à conquista de novas terras e à ampliação dos mercados. Dessa forma, o espírito do mercantilismo estimulou os sentimentos nacionalistas, provocou o florescimento do comércio e, em conseqüência, criou as condições para a aparição do modo de produção capitalista.

As riquezas acumuladas durante o período mercantilista, que eram empregadas na compra de produtos manufaturados por artesãos independentes, para revenda, ou em empréstimos a juros, passaram a ser usadas para contratar força de trabalho e compra de meios de produção. Deixaram assim de funcionar como capital comercial e capital usurário para assumir a forma de capital industrial.

Evolução histórica. A primeira fase de expansão do capitalismo confunde-se com a revolução industrial, cujo berço foi a Inglaterra, de onde se estendeu aos países da Europa ocidental e, posteriormente, aos Estados Unidos. A evolução do capitalismo industrial foi, em grande parte, conseqüência do desenvolvimento tecnológico. Por imposição do mercado consumidor, os setores de fiação e tecelagem foram os primeiros a usufruir dos benefícios do avanço tecnológico. A indústria manufatureira evoluiu para a produção mecanizada, possibilitando a constituição de grandes empresas, nas quais se implantou o processo de divisão técnica do trabalho e a especialização da mão-de-obra.

Ao mesmo tempo em que se desencadeava o surto industrial, construíram-se as primeiras estradas de ferro, introduziu-se a navegação a vapor, inventou-se o telégrafo e implantaram-se novos progressos na agricultura.

Sucederam-se as conquistas tecnológicas: o ferro foi substituído pelo aço na fabricação de diversos produtos e passaram a ser empregadas as ligas metálicas; descobriu-se a eletricidade e o petróleo; foram inventadas as máquinas automáticas; melhoraram os sistemas de transportes e comunicações; surgiu a indústria química; foram introduzidos novos métodos de organização do trabalho e de administração de empresas e aperfeiçoaram-se a técnica contábil, o uso da moeda e do crédito.

Na Inglaterra, Adam Smith e seus seguidores desenvolveram sua teoria liberal sobre o capitalismo. Na França, após a revolução de 1789 e as guerras napoleônicas, passou a predominar a ideologia do laissez-faire, ou do liberalismo econômico, que tinha por fundamentos o livre comércio, a abolição de restrições ao comércio internacional, o livre-câmbio, o padrão-ouro e o equilíbrio orçamentário. O liberalismo se assentava no princípio da livre iniciativa, baseado no pressuposto de que a não regulamentação das atividades individuais no campo socioeconômico produziria os melhores resultados na busca do progresso.

Em pouco tempo, no entanto, o liberalismo econômico mostrou suas primeiras imperfeições: as poderosas organizações econômicas que se instalaram passaram a enfrentar dificuldades para comercializar seus produtos, já que os mercados consumidores não cresciam na mesma proporção que a capacidade produtiva da indústria. A concorrência, por sua vez, levou ao aniquilamento das pequenas empresas e à concentração industrial em trustes e cartéis, que evoluíram para o monopólio.

Os países industrializados lançaram-se então à conquista de mercados externos, apoiados, muitas vezes, numa política de duas faces: a defesa do livre comércio, válido para as colônias e países importadores de produtos industrializados, e o protecionismo, destinado a defender os produtos nacionais da concorrência do competidor externo.

A repartição da África e a divisão do mundo inteiro em esferas de influência dos diferentes países industrializados completaram o quadro da expansão do capitalismo, na fase denominada imperialismo.

Capitalismo no século XX

A partir da primeira guerra mundial, o quadro do capitalismo mundial sofreu importantes alterações: o mercado internacional restringiu-se; a concorrência americana derrotou a posição das organizações econômicas européias e impôs sua hegemonia inclusive no setor bancário; o padrão-ouro foi abandonado em favor de moedas correntes nacionais, notadamente o dólar americano, e o movimento anticolonialista recrudesceu.

Os Estados Unidos, depois de liderarem a economia capitalista mundial até 1929, foram sacudidos por violenta depressão econômica que abalou toda sua estrutura e também a fé na infalibilidade do sistema.

A política do liberalismo foi então substituída pelo New Deal: a intervenção do estado foi implantada em muitos setores da atividade econômica, o ideal do equilíbrio orçamentário deu lugar ao princípio do déficit planejado e adotaram-se a previdência e a assistência sociais para atenuar os efeitos das crises. A progressiva intervenção do estado na economia caracterizou o desenvolvimento capitalista a partir da segunda guerra mundial. Assim, foram criadas empresas estatais, implantadas medidas de protecionismo ou restrição na economia interna e no comércio exterior e aumentada a participação do setor público no consumo e nos investimentos nacionais.

A maior parte das antigas colônias tornou-se independente, modificando substancialmente a relação de subordinação econômica às metrópoles. Em muitos setores, a concentração de empresas passou a ser dominante, formando poderosos complexos empresariais, dentro e fora das fronteiras dos países de origem.

Surgiram as empresas multinacionais, com participação societária de pessoas ou organizações domiciliadas em diferentes países.

A implantação do modo socialista de produção, a partir de 1917, em um conjunto de países que chegou a abrigar um terço da população da Terra, representou um grande desafio para o sistema de ecocomia de mercado. As grandes nações capitalistas, antes empenhadas em disputas de redivisão do mundo entre si, passaram a ver como inimigo comum o bloco socialista, ampliado a partir da segunda guerra mundial com a instauração de regimes comunistas nos países do leste europeu e com a revolução chinesa. Grande parte dos recursos produtivos foi investida na indústria bélica e na exploração do espaço com fins militares. Essa situação perdurou até a desagregação da União Soviética, em 1991, e o início da marcha em direção à economia de mercado em países como a China.

Além da grande depressão da década de 1930, o capitalismo do século XX passou a manifestar crises que se repetem a intervalos. O período que as separa torna-se progressivamente mais curto. O desemprego, as crises nos balanços de pagamentos, a inflação, a instabilidade do sistema monetário internacional e o aguçamento da concorrência entre os grandes competidores caracterizam as chamadas crises cíclicas do sistema capitalista.

Crítica do capitalismo

A mais rigorosa análise do capitalismo foi feita por Karl Marx, o ideólogo alemão que propôs a alternativa socialista ao sistema.

Segundo o marxismo, o capitalismo encerra uma contradição fundamental entre o caráter social da produção e o caráter privado da apropriação, que conduz a um antagonismo irredutível entre as duas classes principais da sociedade capitalista: a burguesia e o proletariado.

O caráter social da produção se expressa pela divisão técnica do trabalho, organização metódica existente no interior de cada empresa, que impõe aos trabalhadores uma atuação solidária e coordenada. Apesar dessas características da produção, os meios de produção constituem propriedade privada do capitalista. O produto do trabalho social, portanto, se incorpora a essa propriedade privada. Segundo o marxismo, o que cria valor é a parte do capital investida em força de trabalho, isto é, o capital variável. A diferença entre o capital investido na produção e o valor de venda dos produtos, a mais-valia, apropriada pelo capitalista, não é outra coisa além de valor criado pelo trabalho.

A essa contradição fundamental se acrescentam outras, como o caráter anárquico da produção. O dono dos meios de produção é livre para empregar seu capital no setor produtivo que mais lhe convier. Assim, a produção não atende às necessidades sociais, mas ao interesse do capitalista em auferir o maior lucro. As crises de superprodução do sistema, em que uma grande quantidade de produtos não encontra compradores no mercado, ilustram a anarquia da produção.

O sistema capitalista tampouco garante meios de subsistência a todos os membros da sociedade. Pelo contrário, é condição do sistema a existência de uma massa de trabalhadores desempregados, que Marx chamou de exército industrial de reserva, cuja função é controlar, pela própria disponibilidade, as reivindicações operárias. O conceito de exército industrial de reserva derruba, segundo os marxistas, os mitos liberais da liberdade de trabalho e do ideal do pleno emprego.

A fase imperialista do capitalismo foi descrita por teóricos posteriores a Marx, principalmente por Lenin. Sua característica mais importante para a sobrevivência do capitalismo nas metrópoles é a exportação das contradições inerentes ao sistema para a periferia subdesenvolvida, onde os capitais estrangeiros encontram mão-de-obra abundante e barata, níveis de sindicalização e organização operárias incipientes, facilidades fiscais e conivência de governos de força pró-imperialistas, além de mercado para produtos obsoletos.

Depois de setenta anos de vigência, em que enfrentaram guerras na disputa de áreas estratégicas de influência e dificuldades internas decorrentes, principalmente, da instalação de burocracias autoritárias no poder, os regimes socialistas não tinham conseguido estabelecer a sociedade justa e de bem-estar que pretendiam seus primeiros ideólogos. A União Soviética, maior potência militar do planeta, exauriu seus recursos na corrida armamentista, mergulhou num irrecuperável atraso tecnológico e finalmente se dissolveu, na última década do século XX. A Iugoslávia socialista se fragmentou em sangrentas lutas étnicas e a China abriu-se, cautelosa e progressivamente, para a economia de mercado.

O capitalismo, no entanto, apesar do caráter efêmero que para ele previam seus críticos, mostrou uma notável capacidade de adaptação a novas circunstâncias, fossem elas decorrentes do progresso tecnológico, da existência de modelos econômicos alternativos ou da crescente complexidade das relações internacionais. A progressiva ingerência de organismos de planejamento e ajuste, como a união econômica e política da Europa ensaiada no final do século XX, não conseguiu, no entanto, integrar ao quadro do desenvolvimento econômico a maior parte dos países da África, da Ásia e da América Latina.

Fonte: www.redeensino.hpg.com.br

Capitalismo

Capitalismo e Socialismo

I – Introdução

O capitalismo e o socialismo são dois tipos de sistema sócio-econômico bastante diferentes um do outro.

O capitalismo sistema mais antigo caracteriza-se por apresentar uma economia de mercado e uma sociedade de classes. O socialismo nascido com o objetivo de derrubar o capitalismo caracteriza-se por apresentar uma economia planificada e uma sociedade sem classes.

Com teorias opostas, esses dois sistemas econômicos acabou dividindo o mundo em dois, o países capitalistas e os países socialistas.

II – Capitalismo

1 – O que é o capitalismo

Capitalismo é um sistema sócio-econômico adotado por vários países, onde possuem propriedade privada dos meios de produção, como máquinas, matérias-primas, instalações, etc., a sua produção e a distribuição das riquezas são regidas pelo mercado, no qual, os preços são determinados perlo livre jogo da oferta e da procura.

Neste sistema o capitalista, que são os proprietários dos meio de produção, compra a força de trabalho de terceiros para produzir bens que, após serem vendidos, lhe permitem recuperar o capital investido e obter lucro.

O objetivo principal dos capitalistas é o lucro, que leva à acumulação de capital e ao crescimento de suas propriedades.

2 – Origem do capitalismo

O capitalismo teve seu início na Europa e começou a brotar por volta do século XV com a decadência do sistema feudal, e começou a florescer por volta do século XIII, com o aparecimento da burguesia, classe social que possuía os meios de produção e com a expansão comercial, neste período várias cidades cresceram, foram abertas novas rotas marítimas, que permitiram o contato com novos centros comerciais, descoberta de metais preciosos no novo mundo e ampliação do comércio entre as cidades européias.

A expansão do capitalismo comercial, ocorreu entre os séculos VIII e XVII, com a difusão das idéias mercantilista, no qual estimulou os sentimentos nacionalistas, provocou o florescimento do comercio e criou condições para o surgimento do modo de produção capitalista.

As riquezas acumuladas durante o período mercantilista, deixaram de funcionar como capital comercial e capital usurário ( empréstimos a juros), para assumir a forma de capital industrial.

3 – Evolução do capitalismo

O capitalismo toma seu grande3 impulso a partir da segunda metade do século XVIII, com a Revolução Industrial iniciada na Inglaterra, e estendendo-se nos países da Europa Ocidental e posteriormente aos Estados Unidos.

A Revolução Industrial iniciou um processo ininterrupto de produção coletiva em massa, geração de lucros e acumulo de capital. Na Europa Ocidental, a burguesia assume o controle econômico e político. As sociedades vão superando os tradicionais critérios da aristocracia, acabando com o privilégio de nascimento e a força do capital se impõe e começam a surgir as primeiras teorias econômicas.

Essas teorias conhecidas como liberalismo econômico defendia a livre iniciativa e a não interferência do Estado na economia.

Em pouco tempo, o liberalismo econômico mostrou suas primeiras imperfeições e as empresas passaram a enfrentar dificuldades para comercializar os seus produtos, pois o mercado consumidor não cresciam na mesma proporção que a capacidade produtiva da indústria.

Para solucionar o problema os países industrializados lançaram-se à conquista de mercado externo para comercializar seus produtos . Com a repartição da África e a divisão do mundo inteiro em esferas de influência dos diferentes países industrializados completaram o quadro da expansão do capitalismo, na fase do imperialismo.

4 – O capitalismo no século XX

No século XIX a economia capitalista vivia a fase do capitalismo competitivo, onde cada ramo de atividade econômica era ocupada por um grande numero de empresas, normalmente pequenas, que concorriam intensamente entre si. O Estado quase não interferia na economia, limitando-se apenas à política.

No século XX, a partir da primeira guerra mundial, o capitalismo passou por várias mudanças, primeiramente os Estados Unidos passa a liderar o mercado capitalista, o capitalismo deixou de ser competitivo para ser capitalismo monopolista, essa transformação deu-se através de dois processos principais:

Várias empresas foram a falência, as maiores compraram a menores e outras se unificaram ( surge a sociedade anônima). AS grandes empresas passaram a controlar sozinha um ramo de atividade.

Com as grandes crises econômicas ocorrida principalmente entre 1929 e 1933 o Estado passou a interferir na economia , exercendo influências decisiva em todas as atividades econômicas. Agora o Estado passou a controlar os créditos, os preços, as exportações e importações, mas sempre levando em conta os interesses das grandes empresas capitalistas.

O capitalismo do século XX passou a manifestar crises que se repetem a intervalos. O período que as separam tornam-se progressivamente mais curtas. O desemprego, as crises nos balanços de pagamentos , a inflação, a instabilidade do sistema monetário internacional e o aumento da concorrência entre os grandes competidores caracterizam as chamadas crises cíclicas do sistema capitalista.

5 – As principais características do capitalismo

Este sistema caracteriza em linhas gerais, pela propriedade privada ou particular dos meios de produção. As pessoas individualmente ou reunidas em sociedade, são donas dos meios de produção; pelo trabalho assalariado, onde quem não é dono é obrigado a trabalhar em troca de um salário; acumulação de capital, o dono do capital produz por menor custo e vende pelo maior preço possível, para obter lucro; a definição de preços é feita pelo mercado, com base na lei da oferta e da procura, é o mercado que orienta a economia;

A livre concorrência , onde todos são igualmente livres para produzir, comprar, vender, etc.; a interferência do Estado nos negócios é pequena; a sociedade capitalista divide-se em duas classes sociais básicas a dos capitalistas e a dos assalariados, onde os capitalistas são os donos dos meios de produção e os assalariados possui apenas a sua força de trabalho.

6 – Países que fazem parte do sistema capitalista.

O capitalismo abrange cerca de 16% da população mundial, os Estados Unidos, Canadá, Japão, Israel, Austrália, Nova Zelândia e os países da Europa Ocidental, são países superindustrializados e suas características principais são:

Possuem uma estrutura industrial completa, ou seja possuem em grande quantidade todos os tipos de industria, tanto de bens de consumo como de bens de capital além de uma tecnologia avançada;
Sua população urbana é maior que a rural;
Sua agropecuária é em geral intensiva e moderna;
São países que exportam produtos manufaturados e importam produtos primários;
Nesses países estão situadas as sedes das empresas conhecidas como multinacionais e os grandes bancos internacionais.

7 – O capitalismo gera uma sociedade de consumo

As sociedades dos países capitalistas desenvolvidos são chamados de sociedade de consumo. Esta expressão é usada porque os habitantes desses países usam intensamente todos os bens e serviços existentes no mundo moderno, esse intenso consumo leva a população a realizar grande desperdício. Pois a cada ano sob pressão da violenta propaganda, compram-se coisas novas e abandonam-se objetos ainda em boas condições de uso.

Esse consumo excessivo poderá provocar futuramente o esgotamento de matérias primas não renováveis como o petróleo.

III – Socialismo

1 – O que é socialismo

Socialismo é um termo que, desde o início do século XIX, significa as teorias e ações políticas que apoiam um sistema econômico e político baseado na socialização dos sistemas de produção e no controle estatal parcial ou completo dos setores econômicos, opondo-se frontalmente aos princípios do capitalismo.

Embora o objetivo final dos socialistas fosse estabelecer uma sociedade comunista ou sem classes, eles tem se voltado cada vez mais para as reformas sociais realizadas no seio do capitalismo.

2 – Origem do socialismo

Com a Revolução Industrial aumentou a produção, os lucros e também a exploração do trabalho humano. Essa situação levou os trabalhadores a se revoltarem, no início eram revoltas isoladas, mas depois, os operários se organizaram em sindicatos para lutar pelos seus interesses.

A crescente inquietação social decorrente da industrialização, atraiu a atenção de vários pensadores humanistas, que propuseram reformas com a finalidade de acabar com as desigualdade econômicas e sociais.

Propuseram a tomada do poder pelos operários e a abolição da propriedade privada como as vias para implantação de uma sociedade socialista.

Porém coube aos filósofos alemães Karl Marx e Friedrich Engels lançarem as bases do chamado socialismo científico, regime que deveria ser implantado, não simplesmente com o objetivo de promover a justiça, mas como solução racional para as condições que apontavam na sociedade capitalista.

O socialismo seria alcançada quando a classe operaria, organizada, tomasse o poder e suprimisse a propriedade privada dos meios de produção. O movimento socialista ganhou força na Segunda metade do século XIX e internacionalizou-se nas primeiras décadas do século XX.

3 – Evolução do socialismo

Graças a Karl Marx e a Friedrich Engels que o socialismo adquiriu um suporte teórico e prático.

Os socialistas ou social-democratas eram membros de partidos centralizados ou de base nacional organizados, de forma precária sob o estandarte da Segunda Internacional Socialista, que foi dissolvida com a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa e se dividiram em os partidos dos bolcheviques de Lenin, que ficariam conhecidos como comunistas e os social democratas reformistas que foram dominantes do movimento socialista europeu.

Na União Soviética e mais tarde, nos países comunistas surgidos depois de 1945, o termo socialista fazia referência a uma fase de transição entre capitalismo e comunismo, onde os socialistas aceitaram todas as normas básicas da democracia liberal: eleições livres, os direitos fundamentais e liberdades públicas, o pluralismo político e a soberania do Parlamento.

No final da década de 50, os partidos socialistas da Europa Ocidental começaram a descartar o marxismo, aceitaram a economia mista, diminuíram os vínculos com os sindicatos e abandonaram a idéia de um setor nacionalizado em continua expansão. Esse movimento, chamado de revisionismo proclamava que os novos compromissos do socialismo eram com a redistribuição da riqueza de acordo com os princípios de igualdade e justiça social.

No final do século XX , o socialismo, perdeu tanto a perspectiva anti-capitalista original, que passou a aceitar que o capitalismo não pode ser controlado de um modo suficiente e muito menos abolido.

4 – As principais características do socialismo

Em linhas gerais, podemos caracterizar o socialismo como um sistema onde não existe propriedades privada ou particular dos meios de produção, a economia é controlada pelo Estado com o objetivo de promover uma distribuição justa da riqueza entre todas as pessoas da sociedade, o trabalho é pago segundo a qualidade e a quantidade do mesmo.

5 – Países socialistas

Os chamados países socialistas abrangem atualmente um terço da população mundial.

No início do século XX não havia nenhum país socialista, que adotasse uma economia planificada. O primeiro a fazê-lo foi a União Soviética em 1917, que acabou se dissolvendo na última década.

Após a Segunda guerra mundial ( 1939 – 1945), outros países se tornaram socialistas, como a Iugoslávia, Polônia, China, Vietnã, Coréia do Norte, Cuba, Albânia, Bulgária, Romênia, Checoslováquia, Hungria, etc.

6 – Socialismo uma economia planificada

O que existe em comum entre os países socialistas é a aplicação rigorosa da economia planificada, onde tornaram-se publicas todas as empresas desses países, que antes eram particulares.

Dessa forma, as decisões econômicas cabem ao Estado, por intermédio dos técnicos que elaboram os planos econômicos.

Porém existem diferenças econômicas entre esses países de economia planificada. Há nações super-industrializadas, por outro lado, há nações agrícolas e de pouca industrialização. Apesar dessas diferenças, os países de baixa industrialização possuem rendas nacionais bem distribuídas e sua população apresenta menos desigualdade sociais.

7 – A dissolução da União Soviética provoca o fim do “socialismo real”

Na última década do século XX chegou ao fim, de forma inesperada, o modelo socialista criado pela União Soviética. O próprio país, herdeiro do antigo império russo, deixou de existir. Nos anos que se seguem cientistas políticos das mais diversas tendências se dedicaram a estudar as causas e conseqüências de um fato histórico e político de tanta relevância. Dentre os fatores explicativos do fim do chamado “socialismo real” da União Soviética destacam-se a incapacidade do país de acompanhar a revolução tecnológica contemporânea, especialmente na área da informática, a ausência de práticas democráticas e a frustração das expectativas de progresso material da população. As explicações sobre o colapso da União Soviética abrangem os demais países do leste europeu que, apesar de suas especificidades, partilharam das mesmas carências.

A crise econômica mundial das duas últimas décadas do século XX, que teve papel preponderante no colapso da União Soviética, afetou também os países europeus de governo socialista ou social-democrata. Na França, Suécia, Itália e Espanha os partidos socialistas e social-democratas foram responsabilizados pelo aumento do desemprego e do custo de vida. Políticos e ideólogos neoliberais conservadores apressaram-se em declarar a morte do socialismo, enquanto os lideres socialistas tentavam redefinir suas linhas de atuação e encontrar caminhos alternativos para a execução das idéias socialistas e a preservação do estado de bem-estar social.

8 - Os principais desafios do próximo milênio para o socialismo europeu.

As características com as quais o socialismo europeu se prepara para fazer frente aos desafios do próximo milênio são:

Reconhecer que o controle estatal das atividades capitalistas deve se dar junto com o desenvolvimento correspondente das formas de regulamentação supranacionais a União Européia, à qual a maioria dos socialistas se opôs no início, é considerada como terreno controlador das novas economias interdependentes;
Criar um ‘espaço social’ europeu que possa ser precursor de um Estado do bem-estar europeu harmonizado;
Reforçar o poder do consumidor e do cidadão para compensar o poder das grandes empresas e do setor público;
Melhorar a posição da mulher na sociedade para superar a imagem e as práticas do socialismo tradicional, excessivamente centradas no homem, e enriquecer seu antigo compromisso em favor da igualdade entre os sexos; 5) descobrir uma estratégia destinada a assegurar o crescimento econômico e a aumentar o emprego sem danificar o meio ambiente;
Organizar uma ordem mundial orientada de modo a reduzir o desequilíbrio existente entre as nações capitalistas desenvolvidas e os países em vias de desenvolvimento.

IV – Capitalismo X socialismo causaram uma grande disputa econômica no mundo.

A competição pela liderança econômica do mundo foi muito serrada entre Estados Unidos um país capitalista e União Soviética um país socialista. Ambos queriam a manutenção e a expansão de áreas de influência de seus interesses.

Essa competição teve início na Segunda Guerra Mundial, em 1945, os Estados Unidos consolidaram sua oposição de superpotência capitalista, e a União Soviética, que tinha implantado o socialismo em 1917, surgia como nação forte e respeitada por todas as demais. No pós-guerra intensificaram-se as disputas entre Estado Unidos capitalista e Unido Soviética socialista pela liderança do mundo. Cada uma das superpotências procurou consolidar sua liderança sobre outros países e ampliar sua área de influência.

De um lado a potência socialista conseguem influenciar muitos países do leste europeu que deixam de ser capitalistas e se tomaram socialistas como a Iugoslávia que tomou-se socialista em 1945; a Albânia e a Bulgária, em 1946;a Polônia e a Romênia, em 1947; a Checoslováquia, em 1948;a Hungria, em 1949;a República Democrática Alemã Oriental, em 1949.

Também na Ásia, alguns países optaram pelo socialismo: o Vietnã do Norte, em 1945; a Coréia do Norte, em 1948; a China, em 1949; o Tibet, em 1950, como província da China e, depois, em 1953, independente.

Outros países optaram pelo socialismo nos anos 60, 70 e 80.

Por outro lado os Estados Unidos com receio do avanço do socialismo sobre os países da Europa ocidental que estava destruída devido a guerra e temendo perdê-los de sua área de influência, elaboraram um plano de ajuda econômica para que esses países pudessem recuperar sua economia.

Os países europeus que mais receberam ajuda dos Estados foram: Reino Unido, França, Alemanha e Itália.

A partir de 1945 após o lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, os Estados Unidos também prestou ajuda militar e economicamente ao Japão,. aplicando vultosas somas de dinheiro para recuperar a economia japonesa e, assim, assegurar seu apoio .

Essa disputa pela superioridade internacional entre os Estados Unidos e a União Soviética, logo após a Segunda Guerra Mundial, gerou a Guerra Fria.

A Guerra Fria , foi uma disputa não declarada. Cada uma das nações procurava ampliar suas áreas de influência sobre o mundo.

Foi também uma disputa ideológica, isto é, em que se defrontavam os dois tipos de organização econômica, política e social: o capitalismo e o socialismo.

Essa guerra fria gerou durante anos muitos acordos , tratados e apoio estabelecendo um clima de competição, entre as duas superpotências. Estas que rivalizaram-se em poder militar e econômico, procurando ultrapassar um ao outro. Os Estados Unidos combatiam o avanço do socialismo. A Unido Soviética procurava dificultar a expansão americana na formação de áreas de influências, além de difundir o socialismo.

Posteriormente, as superpotências passaram a dispor da bomba de hidrogênio. Sabiam que numa guerra nuclear não haveria vencidos nem vencedores. Essa realidade criou um novo equilíbrio, o equilíbrio de terror.

Em 1956 os Estados Unidos reconheceram as áreas de influência da União Soviética, fato que marcou o declínio da Guerra Fria. Contudo, não terminaram as disputas entre as duas superpotências.

Tanto a OTAN tratado criado pelos capitalistas, quanto o Pacto de Varsóvia criado pelos socialistas constituíram, alianças militares que se opuseram. Esses tratados são resultados da disputa entre as duas superpotências e seus aliados pela preservação de seus interesses no mundo. O mundo pós-guerra formou um sistema de dependência no qual as duas superpotências tornaram-se os países centrais.

E muitas disputas ocorrem entre essas duas potências ao longos dos anos.

Porém a União Soviética começa a perder campo, primeiramente em 1991 e dissolvido o Pacto de Varsóvia e em 21 de dezembro de 1991, a URSS deixou formalmente de existir. Onze das doze repúblicas que permaneceram concordaram em criar a chamada Comunidade dos Estados Independentes (CEI). Gorbatchov renunciou em 25 de dezembro e no dia seguinte o Parlamento soviético proclamou a dissolução da URSS.

No momento os Estados Unidos lidera a economia Mundial predominando assim o sistema capitalista.

V - Conclusão

Tomando como critérios o regime político e o sistema econômico, formado pelas nações capi-talistas desenvolvidas os Estados Unidos, Canadá, países da Europa Ocidental, Japão, Austrália e Nova Zelândia;

A expansão do capitalismo sistema sócio-econômico que nasceu na Europa Ocidental e se difundiu por todo o planeta, criando um mundo unificado.

O capitalismo trouxe grande progresso material para a humanidade e desenvolveu a tecnologia moderna, , mas também gerou enormes desigualdades entre pessoas e entre países.

Atualmente a economia mundial é manipulada pelos países capitalistas, principalmente pelo os Estados Unidos, onde os países subdesenvolvidos ficam dependentes economicamente deles.

Para corrigir essas desigualdades, foram propostas novas formas de organização da sociedade, especialmente na economia. Nesse sentido, os países denominados socialistas procuram planejar as atividades econômicas de maneira que não ocorram diferenças sociais tão grandes entre as pessoas. Eles surgiram, portanto, como uma tentativa de superar as contradições do capitalismo.

Após a Segunda Guerra Mundial ocorrem muitas disputas entre os países capitalistas e os países socialistas, cada um querendo ampliar suas influências e se estabelecer no mercado mundial. Nesta disputa quem acabou vencendo foi o capitalismo que ainda é dirigido totalmente pelos Estados Unidos.

Atualmente os países socialistas como a ex - União Soviética, Europa Oriental, Cuba, Vietnã, entre outros vem sofrendo uma profunda crise na sua economias planificadas obrigando-os a passam por grandes transformações.

Fonte: files.trabalhosescolar.webnode.com

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal